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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Brasil registra criação de 1,27 milhão de novos empregos formais em 2025, pior saldo desde 2020

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Ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o saldo de 2025 foi afetado pelo impacto dos juros no país. A taxa Selic, definida pelo Banco Central, chegou a 15% ao ano.
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Por Thiago Resende, TV Globo — Brasília

Postado em 29 de Janeiro de 2.026 às 15h35m
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Carteira de Trabalho — Foto: Divulgação/Prefeitura de Mogi das Cruzes
Carteira de Trabalho — Foto: Divulgação/Prefeitura de Mogi das Cruzes

O Brasil registrou a criação de 1,279 milhão de novos empregos com carteira assinada em 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Esse foi o menor resultado desde 2020, ano da pandemia da Covid-19, quando houve fechamento de vagas formais.

Veja os postos de trabalho formais criados por ano:

  • 2025: 1.279.498
  • 2024: 1.677.575
  • 2023: 1.455.279
  • 2022: 2.014.894
  • 2021: 2.782.295
  • 2020: - 189.393

Ao todo, segundo o governo federal, foram registradas no ano passado:

  • ➡️26,599 milhões de contratações;
  • ➡️25,320 milhão de demissões.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse que o saldo de 2025 foi afetado pelo impacto dos juros no país. A taxa Selic, definida pelo Banco Central, chegou a 15% ao ano.

Procurei dialogar com o Banco Central mostrando que poderia levar a um processo de desaceleração do ritmo, não de desaceleração da economia. Não se trata de queda da economia, mas do ritmo de crescimento. Mas um processo de diminuição da velocidade. E isso acabou acontecendo, disse Marinho.

Segundo ele, o efeito do tarifaço aplicado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros foi bem menor do que a elevação de juros.

O tarifaço impactou, claro que sim, mas acho que o impacto dos juros foi maior do que do tarifaço. E o impacto do tarifaço foi amenizado pela política do governo, tomou ações importantes ao longo do tempo", mencionou.

"O presidente Lula abriu novos mercados e isso deu uma amenizada muito grande na história do tarifaço. E ele impactou segmentos pontuais. Olhando para a economia como um todo ele praticamente não foi sentido, prosseguiu o ministro.

De acordo com técnicos do ministério, segmentos específicos como madeira, móveis, sapatos cujas encomendas eram para os EUA foram afetados pelas medidas do presidente norte-americano Donald Trump.

Mas a avaliação do governo é que a maior dificuldade do setor industrial foi a falta de liquidez – o custo elevado para conseguir acesso a crédito por causa dos juros.

Setores

Os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2025 mostram que foram criados empregos formais em todos os cinco setores da economia.

O ramo de serviços teve a maior alta, enquanto agropecuária e construção civil tiveram as menores criação de empregos formais.

  • Serviços: 758,3 mil;
  • Comércio: 247,1 mil;
  • Indústria: 144,3 mil;
  • Construção: 87,9 mil;
  • Agropecuária: 41,9 mil.

Dezembro

Historicamente, o mês de dezembro registra fechamento de postos de trabalho formais no país.

Em dezembro de 2025, foram 618,2 mil vagas encerradas — um aumento em relação a dezembro de 2024, quando 555,4 mil empregos com carteira assinada foram encerrados.

- Esta reportagem está em atualização.

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Astrônomos encontram planeta semelhante à Terra com 50% de chance de ser habitável

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Pesquisadores estimam que o planeta cerca de 50% de chance de reunir condições para a presença de água líquida e permitir habitação humana.
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 Por Redação g1

Postado em 29 de Janeiro de 2.026 às 10h40m
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Pesquisadores descobrem planeta semelhante à Terra — Foto: Nasa
Pesquisadores descobrem planeta semelhante à Terra — Foto: Nasa

Astrônomos descobriram um novo planeta do tamanho da Terra e com chance de estar em uma zona habitável para os seres humanos.

O possível planeta foi batizado de HD 137010 b e está localizado a cerca de 150 anos-luz da Terra, dentro da Via Láctea.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade do Sul de Queensland (UniSQ), em parceria com cientistas da Universidade de Harvard e da Universidade de Oxford, e publicada na revista Astrophysical Journal Letters.

O HD 137010 b tem um tamanho muito próximo ao da Terra, cerca de 6% maior, e orbita sua estrela a uma distância comparável à que Marte mantém do Sol. Por isso, os pesquisadores descrevem o planeta como um ponto de encontro entre a Terra e Marte.

Essa posição o coloca na chamada zona habitável de sua estrela — termo usado na astronomia para definir a região em que, em teoria, a água poderia existir em estado líquido na superfície de um planeta.

O astrônomo Alex Venner, autor principal do estudo, afirma que há cerca de 50% de chance de o HD 137010 b ser habitável. Segundo ele, o planeta está realmente no limite do que consideramos possível em termos de potencial habitabilidade.

Vídeo da Nasa mostra evolução de uma supernova 
Vídeo da Nasa mostra evolução de uma supernova 

Por que ele é um candidato?

Apesar do interesse gerado pelos dados, o HD 137010 b ainda não é considerado um planeta confirmado. No artigo científico, ele é classificado como um candidato porque precisa de pelo menos mais uma observação para que sua existência seja comprovada de forma definitiva.

Além disso, as condições ambientais estimadas impõem limites importantes à ideia de que ele possa abrigar humanos. Embora a estrela HD 137010 seja semelhante ao Sol, ela é mais fria e menos brilhante. Com isso, o planeta receberia menos de um terço da quantidade de luz e calor que a Terra recebe.

As estimativas indicam que a temperatura máxima da superfície poderia chegar a cerca de -68 °C. Para comparação, a temperatura média da superfície de Marte é de aproximadamente -65 °C.

Somente com novas observações os astrônomos poderão confirmar se o HD 137010 b é, de fato, um planeta — e avaliar melhor se esse mundo distante pode reunir condições mínimas para a existência de água líquida e, em tese, de vida.

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'Maior que 5 Cristos Redentores': como pesquisadores mediram maior boca de caverna do mundo no Brasil

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A Casa de Pedra fica no interior de São Paulo e está fechada desde 2003, depois que duas pessoas morreram.
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Por Fantástico

Postado em 29 de Janeiro de 2.026 às 05h00m
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Pesquisadores da USP usam a tecnologia para revelar a maior boca de caverna do mundo
Pesquisadores da USP usam a tecnologia para revelar a maior boca de caverna do mundo

A maior boca de caverna do planeta fica no Brasil, mais precisamente no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. O título acaba de ser confirmado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) após uma expedição científica que reuniu tecnologia de ponta, dias de caminhada e situações de risco. O trabalho foi acompanhado pelo Fantástico (veja no vídeo acima).

A Casa de Pedra, fechada ao público desde 2003, impressiona quem se aproxima do gigantesco arco de entrada. Agora, graças a um levantamento feito com drone e laser, os cientistas concluíram: são 197,1 metros de altura, o equivalente a empilhar cinco Cristos Redentores.

"Esse número coloca ela entre aquelas coisas raras que você não vê todo dia, que a natureza nos consegue presentear", conta Nicolás Strikis, pesquisador do Instituto de Geociências/USP.

'Maior que cinco Cristos Redentores': como pesquisadores mediram maior boca de caverna do mundo no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo
'Maior que cinco Cristos Redentores': como pesquisadores mediram maior boca de caverna do mundo no Brasil — Foto: Reprodução/TV Globo

Três horas e meia de trilha

A jornada até a Casa de Pedra não é simples. A reportagem do Fantástico acompanhou os geólogos Nicolás e Vanessa, da USP, em uma trilha classificada como difícil: lama, riachos, subidas íngremes, carga pesada e o risco constante de escorregar.

A caixa mais valiosa da equipe — carregada por duas pessoas — transportava o equipamento responsável por revelar as dimensões exatas da caverna: um drone acoplado a um laser de alta precisão.

No caminho, a Mata Atlântica dá sinais de vida. Arapongas, porcos-do-mato, onças e jaguatiricas já foram registrados na região do PETAR (Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira), área que abriga mais de 400 cavernas, mas nenhuma tão monumental quanto a Casa de Pedra.

Entrada da Casa de Pedra, que está fechada para o público desde 2003, quando duas pessoas morreram. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico
Entrada da Casa de Pedra, que está fechada para o público desde 2003, quando duas pessoas morreram. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

A dúvida que durava 36 anos

O tamanho da abertura da Casa de Pedra era estimado desde 1989, quando espeleólogos usaram cordas para medir o vão. Apesar do esforço, havia imprecisões: cordas esticam, e uma pessoa pendurada pode alterar a medida.

Agora, um drone sobrevoou a entrada emitindo 1,92 milhão de pontos de laser por segundo. Cada ponto é parte de um gigantesco quebra‑cabeça virtual que permitiu criar um modelo 3D da boca da caverna — desta vez, com precisão científica.

É um patrimônio natural brasileiro. A gente só consegue preservar aquilo que conhece, explica a equipe.

Imagem mostra a extensão da caverna. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico
Imagem mostra a extensão da caverna. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

A beleza que também oferece risco

Além do tamanho impressionante, a Casa de Pedra chama atenção pela dificuldade de exploração. Um rio corta toda a extensão interna da caverna e, para atravessá-la, é preciso caminhar quase três quilômetros sobre pedras molhadas e trechos onde a água chega ao peito.

A área está fechada ao turismo desde 2003, quando uma tromba d’água atingiu um grupo em travessia. Um guia e um turista morreram. Mesmo com a experiência de anos, moradores da região relatam que tudo pode mudar em questão de minutos quando começa a chover.

Em 2024, a própria equipe da USP escapou por pouco de uma enchente repentina.

A água sobe em cerca de uma hora. Não é tempo suficiente para evacuar a caverna, explicam os pesquisadores.

Imagem em 3D da abertura da caverna. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico
Imagem em 3D da abertura da caverna. — Foto: Reprodução/TV Globo/Fantástico

O trabalho constante por informação

A cada dois meses, Nicolás e Vanessa retornam ao interior da caverna para monitorar o nível da água. Em alguns momentos, os sensores registraram alturas superiores a 2 metros. Em outros, a força da correnteza chegou a entortar equipamentos.

Esses dados são fundamentais para discutir uma possível reabertura controlada da Casa de Pedra — talvez restrita a meses de estiagem, entre abril e setembro, e com novos protocolos de segurança.

Por enquanto, visitantes só podem chegar até a boca da caverna — e para muitos, só isso já basta.

Um arco colossal sem igual no planeta

No mundo, há cavernas mais profundas ou com salões maiores, como Sơn Đoòng, no Vietnã. Mas quando o critério é altura da entrada, nenhuma supera a brasileira.

As cavernas chinesas e venezuelanas com grandes aberturas citadas por viajantes nem sempre são consideradas cavernas de fato — algumas são dolinas, outras não têm medidas oficiais ou consenso geológico.

Na Casa de Pedra, não há dúvidas. Altura oficial da abertura: 197,1 metros. Equivalente a cinco Cristos Redentores empilhados.

O Cristo Redentor com mais ou menos 38 metros, a gente conseguiria empilhar na entrada da caverna cerca de cinco Cristos Redentores. Esse tamanho não existe em nenhum outro lugar do mundo, destaca a equipe. 
Patrimônio brasileiro de escala mundial

A confirmação científica muda a forma como o mundo olha para o Vale do Ribeira.

"Esse número a coloca entre aquelas coisas raras que você não vê todo dia, que a natureza nos consegue presentear. Passam então a olhar para o estado de São Paulo, para a Casa de Pedra, como um local em que você precisa colocar no seu roteiro de viagens coisas que você precisa conhecer", diz Nicolás Strikis, pesquisador do Instituto de Geociências/USP.

Pesquisadores da USP usam a tecnologia para revelar a maior boca de caverna do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo
Pesquisadores da USP usam a tecnologia para revelar a maior boca de caverna do mundo — Foto: Reprodução/TV Globo

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Cientistas ajustam Relógio do Juízo Final e fim do mundo fica mais próximo

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Grupo citou comportamento agressivo das potências nucleares e preocupações com a inteligência artificial como justificativa de novo alerta
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Will Dunham, da Reuters
27/01/26 às 12:29 | Atualizado 27/01/26 às 18:15
Postado em 27 de Janeiro de 2.026 às 18h30m
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Cientistas atômicos ajustaram o "Relógio do Juízo Final" nesta terça-feira (27) para mais perto do que nunca da meia-noite -- o ponto teórico da aniquilação. Agora, ele está marcando 85 segundos para meia-noite.

Isso representa uma redução de quatro segundos em relação ao ano passado.

O Boletim dos Cientistas Atômicos, uma organização sem fins lucrativos sediada em Chicago, citou o comportamento agressivo das potências nucleares Rússia, China e Estados Unidos e o enfraquecimento do controle de armas nucleares como fatores que aumentam os riscos de um desastre global.

Leia Mais:

Também chamaram atenção para os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio e as preocupações com a inteligência artificial.

O relógio foi criado em 1947, durante as tensões da Guerra Fria após a Segunda Guerra Mundial. O objetivo era alertar o público sobre a proximidade da destruição do planeta.

Esta foi a terceira vez nos últimos quatro anos que os cientistas aproximaram o relógio da meia-noite.

Maria Ressa, ganhadora do prêmio Nobel da Paz de 2021 por seu trabalho jornalístico expondo abusos de poder nas Filipinas, incluindo o uso de plataformas de mídia social para disseminar desinformação, participou do anúncio deste ano.

"Estamos vivendo um apocalipse da informação — a crise por trás de todas as crises — impulsionado por uma tecnologia extrativista e predatória que espalha mentiras mais rápido do que fatos e lucra com a nossa divisão", disse Ressa em um comunicado.

O Boletim dos Cientistas Atômicos foi fundado em 1945 por cientistas, incluindo Albert Einstein e J. Robert Oppenheimer.

Riscos nucleares

À Reuters, a especialista em política nuclear Alexandra Bell, presidente e CEO do Boletim, pontuou que "é claro que o Relógio do Juízo Final se refere a riscos globais, e o que temos visto é uma falha global de liderança".

"Independentemente do governo, uma guinada em direção ao neoimperialismo e a uma abordagem orwelliana de governança só servirá para empurrar o relógio para a meia-noite", adicionou.

Bell ainda pontuou que, em termos de riscos nucleares, nada em 2025 apontava para uma direção positiva. Assim, destacou que o risco de uso de armas nucleares é "insustentavelmente e inaceitavelmente alto".

Rússia havia suspendido sua participação no Start, mas voltou a negociar com os EUA • Getty Images
Rússia havia suspendido sua participação no Start, mas voltou a negociar com os EUA • Getty Images

"Estruturas diplomáticas de longa data estão sob pressão ou entrando em colapso, a ameaça de testes nucleares explosivos retornou, as preocupações com a proliferação estão crescendo e três operações militares estavam ocorrendo sob a sombra de armas nucleares e a consequente ameaça de escalada", alertou.

O último pacto de armas nucleares remanescente entre os Estados Unidos e a Rússia, o Novo Tratado Start, expira em 5 de fevereiro.

O presidente russo, Vladimir Putin, propôs em setembro que os dois países concordassem em postergar por mais um ano os limites estabelecidos pelo pacto, que restringe o número de ogivas nucleares implantadas por cada lado a 1.550. Porém, Trump não respondeu formalmente.

Além disso, em outubro, Trump ordenou que as Forças Armadas dos EUA reiniciassem o processo de testes de armas nucleares após uma paralisação de mais de três décadas.

Nenhuma potência nuclear, com exceção da Coreia do Norte, que realizou testes nucleares explosivos mais recentemente em 2017, fez isso em mais de um quarto de século.

Conflitos pelo mundo também gera alerta

Alexandra Bell também chamou atenção para a guerra contínua da Rússia na Ucrânia, os bombardeios dos EUA e de Israel contra o Irã e os confrontos na fronteira entre a Índia e o Paquistão.

Ainda citou as tensões contínuas na Ásia, incluindo na Península Coreana e as ameaças da China contra Taiwan, bem como o aumento das tensões no Hemisfério Ocidental desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, retornou ao cargo há 12 meses.

"A Rússia, a China, os Estados Unidos e outros grandes países tornaram-se cada vez mais agressivos e nacionalistas", disse.


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Tópicos


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Ibovespa avança aos 183 mil pontos com inflação e juros no Brasil e nos EUA no radar; dólar cai

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Na véspera, a moeda americana teve queda de 0,13% e renovou o menor patamar desde novembro, cotada em R$ 5,2798. Já a bolsa brasileira interrompeu uma sequência de ganhos e caiu 0,08%, aos 178.721 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 27 de Janeiro de 2.025 às 09h30m
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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira (27) e subia 2,49% por volta das 13h50, aos 183.163 pontos, renovando o recorde intradiário do principal índice da bolsa brasileira. No mesmo horário, o dólar recuava 1,18%, a R$ 5,2176 — mesmo patamar de maio de 2024.

▶️ No Brasil, o principal destaque da agenda é a prévia da inflação de janeiro, divulgado nesta manhã pelo IBGE, que mostrou alta de 0,20%, levemente abaixo das projeções. O dado saiu em paralelo ao início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve anunciar amanhã a manutenção da taxa de juros em 15% ao ano.

▶️ Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) também iniciou a reunião que vai definir os rumos dos juros. A expectativa é de manutenção da taxa no patamar atual, entre 3,5% e 3,75%, completando amanhã a agenda da chamada Superquarta.

▶️ Investidores também acompanham com preocupação a possível escolha do novo presidente do Fed, por temerem que ele sofra pressão política para cortar juros mais rápido, o que poderia enfraquecer a independência do banco central.

Ao mesmo tempo, voltou ao radar o risco de paralisação do governo dos EUA, devido ao impasse no Congresso sobre o Orçamento e a área de segurança.

▶️ Ainda no cenário internacional, a União Europeia (UE) e a Índia fecharam um grande acordo comercial após 20 anos de negociações, criando uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com um mercado de cerca de 2 bilhões de pessoas.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -0,13%;
  • Acumulado do mês: -3,81%;
  • Acumulado do ano: -3,81%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: +8,53%;
  • Acumulado do mês: +11,01%;
  • Acumulado do ano: +11,01%.
Inflação

  • IPCA-15

A prévia da inflação oficial (IPCA-15) subiu 0,20% em janeiro, segundo o IBGE, um pouco abaixo do que o mercado esperava. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,50%.

Os maiores aumentos vieram de saúde e cuidados pessoais (como plano de saúde e produtos de higiene) e de comunicação (especialmente celulares).

A alimentação também voltou a subir, puxada por itens como tomate, batata, frutas e carnes, enquanto leite, arroz e café ficaram mais baratos.

Por outro lado, os preços de transportes caíram, principalmente por causa da queda nas passagens aéreas e de medidas como tarifa zero em algumas cidades.

Juros

  • Copom

A primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2026, marcada para esta terça-feira (27) e quarta-feira (28), ocorre em meio à expectativa de que o BC comece a cortar os juros ainda no primeiro trimestre deste ano.

O Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (26) pelo Banco Central, mostrou que os economistas do mercado financeiro seguem acreditando que os juros vão recuar neste ano.

Após a Selic ter encerrado 2025 em 15% ao ano — o maior nível em quase 20 anos — na tentativa de conter a inflação, a projeção foi mantida em 12,25% ao ano. Ou seja, o mercado projeta uma queda de 2,75 pontos percentuais na Selic neste período.

A pesquisa do Focus é realizada semanalmente com mais de 100 instituições financeiras.

  • Estados Unidos

Nos Estados Unidos, a sequência de embates entre o governo e o Federal Reserve mantém o mercado cauteloso quanto ao nome que o presidente Donald Trump indicará para assumir a presidência do banco central ao término do mandato de Jerome Powell.

A reunião do Federal Reserve também estáno radar dos investidores. O encontro começa hoje e termina na quarta-feira, quando será divulgada a nova decisão de política monetária.

O mercado acredita que há grande chance de o banco central manter os juros como estão.

  • Tensões geopolíticas

Enquanto isso, as tensões geopolíticas continuam. Nesta segunda, Trump decidiu aumentar de 15% para 25% as tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, como carros, madeira e remédios.

O presidente dos EUA disse que tomou essa decisão porque o Parlamento sul-coreano não cumpriu um acordo comercial feito no ano passado. A Coreia do Sul afirmou que vai tentar negociar.

Ao mesmo tempo, a China anunciou que vai se aproximar ainda mais da Rússia, aumentando a cooperação entre os dois países para enfrentar riscos externos, principalmente depois que os EUA divulgaram uma nova estratégia de defesa.

UE e Índia

O novo pacto comercial entre a Europa e a Índia firmado hoje reduz tarifas em vários setores e deve ampliar o comércio entre as duas regiões.

A UE espera economizar até 4 bilhões de euros por ano com a queda das taxas indianas, enquanto a Índia quer aumentar exportações de têxteis, joias e produtos de couro.

Entre os principais cortes estão os impostos sobre carros europeus (de 110% para 10%), vinho (de 150% para 20%) e produtos como massas e chocolate, que terão tarifas zeradas.

O acordo também prevê cooperação em áreas como tecnologia, investimentos, circulação de trabalhadores, educação, segurança e defesa.

Em um cenário global instável, UE e Índia buscam se fortalecer economicamente e reduzir a dependência de grandes potências como China, Rússia e Estados Unidos.

Bolsas globais

Em Wall Street, os índices futuros indicam um dia de abertura com sinais positivos para tecnologia (Nasdaq e S&P) e um desempenho mais fraco para o Dow, com os mercados na expectativa por dados e decisões que podem influenciar os juros nos EUA.

Por volta das 10h, Dow Jones operava em queda de 0,53%; S&P subia 0,23% e Nasdaq avançava 0,61%.

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, puxadas por sinais de melhora nos lucros das empresas chinesas e pelo bom desempenho recente das bolsas americamas

Na China, o índice de Xangai subiu 0,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas do país, ficou praticamente estável, com leve queda de 0,03%.

Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,35%, refletindo principalmente a alta das ações de tecnologia.

Outros mercados asiáticos também acompanharam o movimento positivo. Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,85%. Na Coreia do Sul, o Kospi teve forte alta de 2,73%. Em Taiwan, o Taiex avançou 0,79%. Já em Cingapura, o Straits Times ganhou 1,28%, e, na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,92%.

Com informações da agência de notícias Reuters

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

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