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domingo, 3 de novembro de 2024

Rex, Camarassauro e Triceratops: conheça fábrica baiana que produz esculturas de dinossauros para diversas cidades do Brasil

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Ateliê de Anilson Borges está localizado em Jaguaquara, no sudoeste baiano. Peças estão expostas na Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo.
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Por João Souza, g1 BA

Postado em 03 de novembro de 2024 às 08h00m

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Conheça fábrica baiana que produz dinossauros para diversas cidades do Brasil

Na cidade de Jaguaquara, onde moram quase 46 mil pessoas, no sudoeste da Bahia, um estabelecimento comercial inusitado chama a atenção: uma fábrica de dinossauros que produz esculturas e miniaturas realistas que são enviadas para todo o Brasil.

É lá que o baiano Anilson Borges, de 47 anos, se inspira no personagem fictício de histórias infantis Gepetto. Mas ao contrário do pai do Pinóquio, que fazia bonecos de madeiras, ele dá vida a dinossauros gigantes, se apresenta como "paleoartista", e é dono do ateliê "Criando dinossauros".

Das esculturas já produzidas por Anilson, a maior foi a de um Camarassauro com 18 metros de comprimento e cerca de 8 metros de altura. A obra da espécie de dinossauro herbívoro e quadrúpede que viveu no período Jurássico, na América do Norte, levou oito meses para ficar pronta. Anilson contou com a ajuda de outro três artistas diariamente para concluir o projeto.

A peça é uma das várias que estão espalhadas por Santa Inês, no Vale do Jequiriçá, vizinha de Jaguaquara, que é conhecida como a "Cidade dos Dinossauros".

"É uma escultura bem grande, mas já me perguntaram se eu faria uma maior e estou aguardando se a proposta vai se concretizar. Tenho vontade de quebrar esse recorde", revelou o baiano.

Camarassauro instalado na cidade de Santa Inês — Foto: Arquivo Pessoal
Camarassauro instalado na cidade de Santa Inês — Foto: Arquivo Pessoal

Mesmo com o tempo longo e grande esforço dedicado ao Camassauro, não foi essa a escultura considerada mais difícil por Anilson. Um Anquilossauro, de quase 10 metros de comprimento, exigiu uma riqueza de detalhes maior e foi a que tirou o sono do artista.

A espécie podia chegar até oito metros de comprimento e representa um grupo de dinossauros herbívoros cujos corpos eram cobertos por placas ósseas e espinhos.

"Fazer o Anquilossauro foi mais complicado, porque ele tinha detalhes que eu nunca tinha feito. Tirou meu sono por várias noites, mas o resultado foi satisfatório", lembrou.

Anquilossauro produzido pelo grupo baiano — Foto: Arquivo Pessoal
Anquilossauro produzido pelo grupo baiano — Foto: Arquivo Pessoal

Paixão por dinossauros

O resultado do trabalho do ateliê "Criando dinossauros" é baseado no talento, mas nasceu fruto de paixão e amor pelas criaturas pré-históricas. Tudo começou quando Anilson Borges assistiu o filme "Jurassic Park", um ano após o lançamento, em 1994.

"A primeira escultura que fiz partiu do filme 'Jurassic Park', em 1995. Fiquei encantando e a partir daí comecei a fazer esculturas para mim", lembrou.

 Produção da escultura em Jaguaquara — Foto: Arquivo Pessoal
Produção da escultura em Jaguaquara — Foto: Arquivo Pessoal

O que é era hobby virou trabalho depois que o baiano foi convidado para fazer a primeira exposição, em 2001, no então Shopping Iguatemi, hoje Shopping da Bahia, localizado em Salvador.

"Foi uma exposição com esculturas bem menores que as que a gente produz atualmente. As pessoas ficaram interessadas, consegui vender duas miniaturas e isso me fez pensar em produzir outras peças para vendas", contou o artista baiano.

Anilson Gomes produz miniaturas e esculturas de dinossauros — Foto: Arquivo Pessoal
Anilson Gomes produz miniaturas e esculturas de dinossauros — Foto: Arquivo Pessoal

Desde então, a vida de Anilson Borges mudou de vez. Ele criou todas as peças do parque temático da cidade de Santa Inês e expandiu horizontes ao levar as esculturas de dinossauros para:

Resultados de pesquisas
Algumas peças foram produzidas para museus — Foto: Arquivo Pessoal
Algumas peças foram produzidas para museus — Foto: Arquivo Pessoal

Os detalhes realistas que fazem os olhos das crianças brilharem e impressionam os fãs de dinossauros, são resultados de pesquisas feitas por Anilson e quatro funcionários do ateliê.

De acordo com o artista, no início da carreira, as esculturas eram criadas sem preocupações quanto as medidas e proporções. Com o tempo, as peças ganharam mais detalhes e passaram a ser mais profissionais.

"Antes eu assistia os filmes e tentava reproduzir, mas há alguns anos passei a trabalhar de uma forma diferente. Comecei a olhar referências e desenhos científicos, livros que falam sobre paleontologia, tiro dúvidas com amigos paleontólogos, principalmente alguns que gerenciam museus", explicou.

O baiano disse que a expectativa criada pelos contratantes das peças e das pessoas que vão admirar as esculturas traz responsabilidade maior durante o período de produção.

"Uma boa parte do nosso trabalho vai para museus. Por isso, a gente tem que encontrar o máximo possível de informações e referências, porque a responsabilidade é muito maior".

Transporte de dinossauro Tiranossauro rex para outra cidade — Foto: Arquivo Pessoal
Transporte de dinossauro Tiranossauro rex para outra cidade — Foto: Arquivo Pessoal

Concluídas, as obras são levadas para os locais de destino e chamam a atenção por onde passam. Imagina estar em uma estrada e passar ao lado de um caminhão com uma escultura de dinossauro? As reações são diversas e há quem pare o carro e peça para tirar foto.

Foi o caso de esculturas das espécies conhecidas Tiranossauro rex e Triceratops, que arrancaram expressões de espanto e sorrisos de admiração durante um trajeto de mais de 1.600 km entre Jaguaquara e Santa Bárbara D'Oeste, cidade no estado de São Paulo para onde as esculturas foram transportadas.

Triceratops em cima de caminhão — Foto: Arquivo Pessoal
Triceratops em cima de caminhão — Foto: Arquivo Pessoal

"A reação das pessoas é um termômetro e as crianças ficam muito empolgadas".

Os interessados pelas peças podem entrar em contato com Anilson Borges através do site do projeto ou nas redes sociais. As esculturas e miniaturas não têm preços definidos. Os valores dependem da encomenda feita pelos futuros donos.

Dinossauros são produzidos na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal
Dinossauros são produzidos na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal


Fábrica de produção de dinossauros na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal
Fábrica de produção de dinossauros na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal


Tiranossauro rex produzido na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal
Tiranossauro rex produzido na Bahia — Foto: Arquivo Pessoal

Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.

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sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Dólar fecha a R$ 5,86, no segundo maior valor nominal da história

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Alta da moeda americana chega a 20% em 2024. O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores, fechou em queda de 1,23%, aos 128.121 pontos.
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Por g1

Postado em 01 de novembro de 2024 às 10h10m

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Dólar — Foto: Foto de Karolina Kaboompics
Dólar — Foto: Foto de Karolina Kaboompics

O dólar voltou a fechar em alta nesta sexta-feira (1°), desta vez no segundo maior valor nominal da história (descontada a inflação): R$ 5,8698. No dia 13 de maio de 2020, a moeda americana chegou aos R$ 5,9007, seu recorde.

Em meio às turbulências econômicas no Brasil e no mundo, o dólar acumula alta de 20% em 2024. (veja mais abaixo). O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, fechou em queda.

Nesta semana, investidores esperavam definição do governo federal sobre o corte de gastos previsto para este fim de ano, o que não aconteceu. A equipe econômica busca cumprir a meta de déficit zero para as contas públicas em 2024.

Como mostrou o blog do Valdo Cruz, o mercado financeiro espera que esse pacote indique cortes entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões nos gastos públicos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta semana entender a "inquietação" do mercado, e que vai apresentar cortes. Mas disse também que não há data para a divulgação dos planos, e que a decisão depende do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No exterior, o clima também é ruim com a aproximação das eleições americanas e novos dados de atividade econômica reascendendo as dúvidas sobre a condução das taxas de juros nos próximos meses.

O embate eleitoral nos EUA acontece na próxima terça-feira (5), entre a democrata Kamala Harris e o republicano Donald Trump. Para o mercado, o ex-presidente tem mais chances de vitória, e ameaça trazer uma agenda de aumento de protecionismo para um novo mandato.

Além disso, investidores reagem aos novos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que gerou um número de vagas bem menor que o esperado em outubro. O relatório de empregos "payroll", o mais importante do país, indicou a criação de apenas 12 mil vagas de trabalho no último mês, contra uma expectativa de 106 mil e muito abaixo das 223 mil criadas em setembro.

Um mercado de trabalho mais fraco pode ajudar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a reduzir mais as suas taxas de juros, hoje entre 4,75% e 5% ao ano. No entanto, o mercado desconfia que o resultado seja tão ruim que possa indicar uma desaceleração muito intensa da economia americana.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

O dólar fechou em alta de 1,53%, cotado a R$ 5,8698. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,8748. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 2,90% na semana;
  • avanço de 1,53% no mês;
  • ganho de 20,96% no ano.

No dia anterior, a moeda avançou 0,31%, cotada a R$ 5,7813.

Ibovespa

O Ibovespa fechou em queda de 1,23%, aos 128.121 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 1,36% na semana;
  • perdas de 1,23% no mês;
  • recuo de 4,52% no ano.
Na véspera, o índice encerrou em baixa de 0,71%, aos 129.713 pontos.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

No noticiário internacional, o mercado analisa os novos dados de empregos norte-americanos que vieram muito abaixo do esperado.

Os números fracos, no entanto, são uma consequência das greves ocorridas no último mês no país, que foram registradas como desemprego. Inclusive, a taxa de desemprego nos Estados Unidos permaneceu em 4,1%, como no mês anterior.

"Sem considerar essas greves e as demissões de trabalhadores temporários, o número teria se aproximado da projeção de 100 mil. A greve da Boeing, por exemplo, foi amplamente divulgada, mas fora isso, os demais dados ficaram dentro do esperado", explica Gustavo Cruz estrategista-chefe da RB Investimentos.

"Para as próximas reuniões do Banco Central dos EUA, acredito que isso não terá grande impacto – é provável que mantenham o corte de 0,25 p.p. na próxima semana e em dezembro. O que de fato poderá influenciar as decisões do Banco Central em 2024 será a eleição", comenta.

Além disso, investidores continuam repercutindo os novos dados da inflação norte-americana, divulgados na quinta. O PCE, índice de preços preferido do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), subiu 0,2% em setembro, em linha com o esperado.

O dado, no entanto, representa uma aceleração em relação ao mês anterior (0,1%) e reforça a perspectiva de que o Fed deve reduzir a magnitude dos cortes de juros em sua próxima reunião de política monetária, também prevista para a semana que vem.

A visão é reforçada, ainda, pelo resultado da primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos do terceiro trimestre. O indicador, divulgado na véspera, mostrou uma continuidade do crescimento da atividade econômica no país.

"Independentemente dos ajustes mais táticos, o cenário vem confirmando o pouso suave e afastando as preocupações mais alarmantes sobre o enfraquecimento da atividade", destaca Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad.

Já no Brasil, destaque para a produção industrial, que cresceu 1,1% em setembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma forte aceleração em relação ao 0,2% de alta do mês anterior, além de vir acima das expectativas do mercado, de 0,9%.

Números que mostram uma economia aquecida reforçam a expectativa de uma inflação maior nos próximos meses, o que pode contribuir para novas altas da Selic, taxa básica de juros, hoje em 10,75% ao ano.

Além do crescimento mensal, a alta anual da indústria brasileira em setembro também veio acima do esperado, subindo 3,4%, contra uma expectativa de 2,8%. Em agosto, o acumulado anual da indústria era de 2,3%.

Os dados da produção industrial indicando uma atividade aquecida fazem coro aos bons números do mercado de trabalho divulgados ontem, com uma forte redução da taxa de desemprego, que caiu a 6,4% no terceiro trimestre e voltaram a surpreender o mercado.

" Essa é uma taxa baixa para os padrões históricos brasileiros, confirmando a robustez do mercado de trabalho", diz Claudia Moreno, economista do C6 Bank .

Apesar disso, a economista explica que a queda do desemprego "desafia o controle da inflação de serviços", o que pode gerar uma taxa de juros ainda maior para o Brasil.

"Se por um lado isso significa que existem mais pessoas ocupadas, o que é bom para a atividade, por outro, torna mais desafiador o controle da inflação, já que há maior pressão sobre os preços dos serviços", comenta Moreno.

Com isso, aumentam as expectativas pela próxima reunião do Copom, prevista para a semana que vem. A maior parte do mercado prevê um novo aumento da taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto percentual, com o Banco Central indicando que deve continuar a perseguir suas metas.

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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Dólar sobe a R$ 5,78 e tem maior patamar em mais de três anos; alta é de 6,14% no mês

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A moeda norte-americana teve alta de 0,31%, cotada a R$ 5,7813. Já o principal índice de ações da bolsa de valores encerrou em queda de 0,71%, aos 129.713 pontos.
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Por g1

Postado em 31 de outubro de 2024 às 11h00m

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Dólar — Foto: Foto de Karolina Kaboompics
Dólar — Foto: Foto de Karolina Kaboompics

O dólar encerrou em alta de 0,31% nesta quinta-feira (31), e fechou aos R$ 5,7813. Esse é o maior patamar da moeda americana desde 9 de março de 2021 (R$ 5,7919).

No mês de outubro, acumula uma valorização de mais de 6%, conforme investidores continuam esperando por notícias do governo federal sobre um novo pacote de cortes de despesas do governo.

Os agentes econômicos analisaram também os novos números do mercado de trabalho brasileiro, que registrou a segunda menor taxa de desocupação da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado reforça a percepção de que o mercado de trabalho muito aquecido possa gerar pressão na inflação.

Com tudo isso em consideração, o mercado refaz os cálculos para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC), que acontece na próxima semana. A expectativas dos analistas é de nova alta de 0,5 ponto percentual da taxa de juros brasileira, justamente para esfriar uma possível alta de preços.

No exterior, os dados de inflação dos Estados Unidos do índice de preços PCE, o preferido do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), foi divulgado nesta quinta, em linha com as projeções dos economistas. A principal questão, portanto, foi a incerteza com o quadro da corrida presidencial norte-americana, conforme as eleições se aproximam cada vez mais.

Em meio a todo esse cenário, o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em queda.

Ao final da sessão, o dólar avançou 0,31%, cotado a R$ 5,7813 e renovou o maior patamar em mais de três anos. Veja mais cotações.

A disputa pela formação da Ptax do fim do mês também fez preço no câmbio nesta quinta-feira. A Ptax é a taxa de referência do dólar, calculada diariamente pelo BC. Essa disputa acontece entre os agentes de mercado, que apostam na alta ou na queda da moeda norte-americana, buscando influenciar sua formação.

Com o resultado, acumulou:

  • alta de 1,34% na semana;
  • avanço de 6,14% no mês;
  • ganho de 19,14% no ano.

No dia anterior, a moeda avançou 0,04%, cotada a R$ 5,7634.

Ibovespa

Já o Ibovespa encerrou em queda de 0,71%, aos 129.713 pontos.

Com o resultado, acumulou:

  • queda de 0,14% na semana;
  • perdas de 1,59% no mês;
  • recuo de 3,33% no ano.

Na véspera, o índice encerrou em baixa de 0,07%, aos 130.639 pontos.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O que está mexendo com os mercados?

Os bons números do mercado de trabalho, com uma forte redução da taxa de desemprego, voltaram a surpreender o mercado. "Essa é uma taxa baixa para os padrões históricos brasileiros, confirmando a robustez do mercado de trabalho", diz Claudia Moreno, economista do C6 Bank .

Apesar disso, a economista explica que a queda do desemprego "desafia o controle da inflação de serviços", o que pode gerar uma taxa de juros ainda maior para o Brasil.

" Se por um lado isso significa que existem mais pessoas ocupadas, o que é bom para a atividade, por outro, torna mais desafiador o controle da inflação, já que há maior pressão sobre os preços dos serviços", comenta Moreno.

Com isso, aumentam as expectativas pela próxima reunião do Copom, prevista para a semana que vem. A maior parte do mercado prevê um novo aumento da taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto percentual, com o Banco Central indicando que deve continuar a perseguir suas metas.

O cenário fiscal brasileiro também segue no radar. Na véspera, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que entende a "inquietação" do mercado sobre o risco fiscal, reiterando que a equipe econômica vai apresentar propostas de cortes de gastos obrigatórios para manter o arcabouço fiscal operante.

Haddad não antecipou quais serão as medidas, mas indicou que elas poderão ser apresentadas nas próximas semanas por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC).

"Até entendo a inquietação, mas é que tem gente especulando em torno de coisas. [...]. O meu trabalho é tentar entregar a melhor redação possível para que haja a compreensão do Congresso da situação do mundo, e do Brasil", declarou o ministro.

Haddad ainda destacou que houve uma "convergência importante" com a Casa Civil sobre quais medidas serão apresentadas. O ministro, no entanto, não definiu uma data para o anúncio dessas propostas.

"A dinâmica das despesas obrigatórias tem que caber dentro do arcabouço. A ideia é fazer com que as partes não comprometam o todo que o arcabouço tem, a sustentabilidade de médio e longo prazo", disse.

Segundo o blog do Valdo Cruz, agentes financeiros disseram que, para ter credibilidade, esse pacote precisaria indicar cortes entre R$ 50 bilhões e R$ 60 bilhões nos gastos públicos. A ideia é que o tamanho do ajuste fiscal fique em torno de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

No noticiário internacional, as atenções do mercado ficaram voltadas para os novos dados da inflação norte-americana. O PCE, índice de preços preferido do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), subiu 0,2% em setembro, em linha com o esperado.

O dado, no entanto, representa uma aceleração em relação ao mês anterior (0,1%) e reforça a perspectiva de que o Fed deve reduzir a magnitude dos cortes de juros em sua próxima reunião de política monetária, também prevista para a semana que vem.

"Os contratos de juros apontam para uma redução de 0,25 ponto percentual na reunião da semana que vem, mas já emerge uma divisão clara nas apostas para o movimento em dezembro, com um pouco mais de probabilidade para uma pausa nas reduções", explica Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad.

A visão é reforçada, ainda, pelo resultado da primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos do terceiro trimestre. O indicador, divulgado na véspera, mostrou uma continuidade do crescimento da atividade econômica no país.

"Independentemente dos ajustes mais táticos, o cenário vem confirmando o pouso suave e afastando as preocupações mais alarmantes sobre o enfraquecimento da atividade", destaca Igliori.

*Com informações da agência de notícias Reuters

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