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terça-feira, 2 de julho de 2024

Brasil ultrapassa EUA e se torna maior exportador de algodão do mundo

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Apesar do marco, tendência é que os dois países alternem liderança ao longo das safras. Ultrapassar os norte-americanos era uma meta apenas para 2030. 
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Por g1

Postado em 02 de julho de 2024 às 10h15m

#.*Post. - N.\ 11.252*.#

É tempo de colher algodão no Sudoeste de SP — Foto: Reprodução/TV TEM
É tempo de colher algodão no Sudoeste de SP — Foto: Reprodução/TV TEM

O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e se tornou o maior exportador mundial de algodão com a safra 2023/2024.

O anúncio foi feito durante a 75ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e seus Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada durante o 21° Anea Cotton Dinner, conferência promovida pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), em Comandatuba, na Bahia.

No evento, as entidades do setor destacaram que o posto pode não se manter na próxima safra, mas que os dois países devem seguir se alternando no topo do ranking futuramente.

Miguel Faus, presidente da Anea, alertou que a posição brasileira depende da safra americana, que tende a ser maior do que a do ano passado.

Ultrapassar os Estados Unidos em volume de exportação era uma meta do setor com previsão para ser batida apenas em 2030, mas acabou sendo alcançada antes do encerramento do ano comercial de 2023/2024, disse a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Segundo a entidade, o Brasil deve colher em torno de 3,7 milhões de toneladas de algodão beneficiado (pluma) nesta safra e as exportações devem alcançar 2,6 milhões de toneladas. Cerca de 60% da produção já foi comercializada.

Os maiores produtores de algodão são a China e a Índia, seguidos pelos Estados Unidos, deixando o Brasil em quarto lugar no raking mundial, aponta a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, Fao.

Brasil na liderança

Veja a seguir o faturamento em 2023 de outros produtos em que o Brasil é o principal exportador mundial:

  • Soja - R$ 67,25 bilhões;
  • Carne bovina - US$ 10,55 bilhões;
  • Açúcar - U$$ 18,27 milhões;
  • Carne de Frango - US$ 9,61 bilhões;
  • Café - US$ 8 bilhões;
  • Celulose - US$ 7,9 bilhões;
  • Suco de laranja - US$ 2,04 bilhões (safra 2022/2023)
Leia também:
Por que o algodão é o 'boi' vegetal
Iniciativa permite que consumidor descubra origem do algodão usado na roupa
Calça jeans tem 150 anos; teste seus conhecimentos sobre a peça

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segunda-feira, 1 de julho de 2024

Rotativo do cartão: portabilidade gratuita começa nesta segunda-feira; veja como fazer

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Mudança determinada pelo CMN permite que o devedor leve seu saldo para outra instituição financeira que ofereça condições mais vantajosas de pagamento, além de exigir dos bancos que tenham mais transparência no formato das faturas.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 01 de julho de 2024 às 06h25m

#.*Post. - N.\ 11.251*.#

Dívidas de cartão de crédito lidera  — Foto: Fecomércio-MT/Divulgação
Dívidas de cartão de crédito lidera — Foto: Fecomércio-MT/Divulgação

Os clientes com dívida no cartão de crédito rotativo poderão, a partir desta segunda-feira (1º), fazer a portabilidade gratuita do saldo devedor de uma instituição financeira para outra que lhe ofereça melhores condições de pagamento.

A possibilidade havia sido determinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em dezembro do ano passado. O órgão também passou a exigir uma maior transparência no formato das faturas de cartão.

O rotativo do cartão é uma das linhas mais caras oferecidas no mercado de crédito. Segundo dados do Banco Central (BC), por exemplo, as taxas de juros cobradas na modalidade para pessoas físicas ficaram em 422,5% ao ano em maio — o que corresponde a 14,77% ao mês.

Entenda nesta reportagem as principais mudanças determinadas pelo CMN, e veja como fazer a sua portabilidade da dívida do cartão de crédito.

  • Quais foram as mudanças?
  • Como fazer a portabilidade gratuita da dívida do rotativo do cartão?
  • Custo efetivo e outros pontos de atenção
  • O que fazer se a instituição se recusar a prestar informações?

Cartão de crédito: clientes poderão fazer portabilidade e fatura será mais clara

Quais foram as mudanças?

No caso da portabilidade das dívidas do cartão de crédito, ficou definido:

  • a proposta da nova instituição deve ser realizada por meio de uma operação de crédito consolidada, ou seja, que contemple restruturação da dívida antiga;
  • a instituição credora original que realizar uma contraproposta deve apresentar ao cliente, no mínimo, uma proposta de mesmo prazo da operação proposta pela outra, para fins de comparação dos custos.
  • caso aconteça, a portabilidade do crédito deve ser feita de forma gratuita.
Já em relação à maior transparência, o CMN determinou que as faturas de cartão passem a ter as seguintes informações:

  • uma área de destaque, onde deve estar apenas as informações essenciais para a tomada de decisão pelo titular da conta: valor total; data de vencimento da fatura do período vigente e limite total de crédito;
  • uma área para alternativas de pagamento, onde deve estar apenas as informações que possibilitem ao titular da conta pós-paga comparar as opções disponibilizadas para liquidar sua dívida; nessa área, devem estar, exclusivamente, as seguintes informações: valor do pagamento mínimo obrigatório;
  • valor dos encargos a ser cobrado no período seguinte no caso de pagamento mínimo; opções de financiamento do saldo devedor da fatura, apresentadas na ordem do menor para o maior valor total a pagar pelo titular; e taxas efetivas de juros mensal e anual, além do Custo Efetivo Total (CET), relativos às operações de crédito passíveis de contratação;
  • uma área com informações complementares, onde devem estar as informações como lançamentos realizados na conta de pagamento, por evento; identificação das operações de crédito contratadas; valores relativos aos juros e encargos cobrados no período vigente; valor total de juros e encargos financeiros cobrados referentes às operações de crédito contratadas;
  • identificação das tarifas cobradas; data de encerramento dos lançamentos na fatura do período seguinte; identificação dos usuários finais beneficiários; limites individuais para cada tipo de operação; saldo total consolidado das operações futuras, além de outras que a instituição emissora do instrumento de pagamento julgar conveniente.
O CMN ainda determinou que as emissoras de cartão de crédito deverão enviar gratuitamente ao titular da conta, por meio de canais eletrônicos, informações sobre:

  • o vencimento da fatura, com pelo menos dois dias de antecedência, incluindo esclarecimentos de que o não pagamento do valor total da fatura resulta na cobrança de juros e encargos;
  • as consequências do eventual não pagamento do valor obrigatório indicado na fatura, do atraso no pagamento, bem como orientações para acesso às informações sobre as formas e opções disponíveis para a liquidação, inclusive antecipadamente, e o financiamento do saldo devedor da fatura, a partir do dia útil imediatamente posterior à data de vencimento da fatura;
  • o início de eventual parcelamento do saldo do crédito rotativo e da fatura correspondente;
  • o início da cobrança da tarifa de anuidade, após eventual período de isenção da cobrança, se houver, com pelo menos um mês de antecedência contado da data de início da cobrança.

Veja como funciona nova regra dos juros do rotativo do cartão de crédito

Como fazer a portabilidade gratuita da dívida do rotativo do cartão?

Segundo o Banco Central, a solicitação de portabilidade de crédito por parte do cliente pode ser realizada online ou presencial, a depender dos procedimentos oferecidos por cada instituição financeira.

De modo geral, no entanto, a instituição afirmou que o passo a passo para a portabilidade do rotativo deve acontecer da mesma forma que a portabilidade de crédito de outras linhas.

Veja abaixo:

  1. Primeiro, o cliente deve solicitar informações sobre sua dívida — tais como o saldo devedor, o número de parcelas a vencer e as taxas de juros, por exemplo — na instituição financeira com a qual fez o empréstimo. No caso do rotativo, é a instituição emissora do cartão de crédito.
  2. Depois, com essas informações em mãos, ele deve negociar as condições da nova operação com uma instituição financeira interessada em conceder um novo crédito.
  3. Com a negociação feita, os recursos obtidos serão destinados a quitar o saldo devedor da operação original. Ou seja, a instituição que vai conceder o novo crédito transfere o dinheiro diretamente para a instituição anterior, quitando a dívida antecipadamente. Os custos relacionados à transferência de recursos não podem ser repassados ao cliente.
  4. Além disso, na portabilidade de pessoas físicas há uma restrição: o valor e o prazo da nova operação não podem ser superiores ao valor do saldo devedor e ao prazo restante da operação original.
  5. Vale ressaltar também que a instituição que havia concedido o crédito primeiro tem até cinco dias para eventualmente renegociar com seu cliente e oferecer condições mais vantajosas ou enviar as informações necessárias à instituição que está propondo o novo crédito para finalizar o pedido de portabilidade.
  6. Caso o cliente desista da portabilidade, ele deve formalizar a desistência com a instituição credora original, que vai comunicar o banco que havia proposto o novo crédito.

Em nota, o BC afirmou que a resolução nº 5.057/2022 do CMN determina que as instituições financeiras devem divulgar a seus clientes as informações necessárias para o exercício do direito à portabilidade, bem como os procedimentos para a sua solicitação, em local e formato visíveis ao público.

g1 procurou os cinco maiores bancos do país — Banco do BrasilBradescoBTG PactualCaixa Econômica FederalItaú Unibanco e Santander Brasil — questionando qual o passo a passo previsto por cada um para a portabilidade da linha, mas não obteve respostas até a última atualização desta reportagem.

Custo efetivo e outros pontos de atenção

Ainda segundo o BC, é importante que o cliente solicite o valor do Custo Efetivo Total (CET) com a instituição que está propondo o novo crédito antes mesmo de realizar a portabilidade.

O CET corresponde a todas as despesas e encargos incidentes na operação de crédito. Essa, segundo o BC, é a forma mais fácil de comparar os valores cobrados pelas instituições.

Vale verificar também todas as condições do novo contrato, com relação a número de prestações, taxas de juros, tarifas, para confirmar que essa transferência seja realmente vantajosa, informa o BC em seu site oficial.

O BC também alerta que a instituição credora original deve obrigatoriamente informar ao cliente o valor do saldo devedor para quitação antecipada, sempre que lhe for solicitado, além de prestar esclarecimentos solicitados e fornecer ao cliente uma planilha de cálculo que possibilite que ele confira a evolução da sua dívida.

É obrigação da instituição fornecer ao cliente cópia do contrato, no momento da formalização da operação, assim como posteriormente, mediante solicitação, diz o BC.

As instituições devem fornecer aos clientes em até um dia útil, contado a partir da data de solicitação, as seguintes informações relativas às suas operações de crédito:

  • Número do contrato;
  • Saldo devedor atualizado;
  • Demonstrativo da evolução do saldo devedor;
  • Modalidade;
  • Taxa de juros anual, nominal e efetiva;
  • Prazo total e remanescente;
  • Sistema de pagamento;
  • Valor de cada prestação, especificando o valor do principal e dos encargos; e
  • Data do último vencimento da operação.
O que fazer se a instituição se recusar a prestar informações?

Caso a instituição não preste as informações requeridas para realização da portabilidade, o cliente pode recorrer à ouvidoria da instituição financeira ou à do próprio Banco Central.BTG Pactual

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sábado, 29 de junho de 2024

O mar pode congelar? Entenda fenômeno que 'parou ondas' no sul da Argentina; vídeo viralizou

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Embora as imagens pareçam impressionantes, o fenômeno do gelo marinho é comum em regiões de alta latitude, além de ser essencial para a biodiversidade dos oceanos, explica especialista em clima da UFGRS.
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Por Fernanda Giacomassi

Postado em 29 de junho de 2024 às 09h00m

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Temperaturas extremas congelam ondas do mar na Terra do Fogo, na Argentina

Na última terça-feira (25), um vídeo que mostra uma praia com o "mar congelado" viralizou nas redes sociais (veja acima). O episódio aconteceu na região de San Sebastián, na Patagônia Argentina, que pertence ao arquipélago conhecido como Terra do Fogo.

Embora as imagens pareçam impressionantes, o fenômeno do gelo marinho é comum em regiões de alta latitude, onde estão localizados o Ártico e a Antártica. Além de ser essencial para a manutenção da biodiversidade dos oceanos.

Ao g1, o professor Francisco Aquino, climatologista e pesquisador do Centro Polar e Climático da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS), explicou as condições necessárias para que ele ocorra:

  • Estar em região costeira, rasa e isolada;
  • Ter temperaturas abaixo de 0°C (entre -2°C e -3°C);
  • Temperatura ambiente também deve ser baixa, e sem vento;
  • E águas devem ser calmas, ou seja, sem ondas.

Naturalmente, o sal presente na água do mar impede o arranjo da estrutura cristalina que forma o gelo. Mas, quando todas as condições meteorológicas são favoráveis, ocorre a expulsão gradual do sal, possibilitando a formação congelada.

"Isso significa que, se nesta região o mar congelasse durante o inverno, não derretesse no verão e no próximo inverno ele expandisse a sua espessura, cada vez mais você teria gelo marinho de água doce. Trata-se de uma água que pode ser consumida, inclusive", explica o pesquisador.

🤔 Mas, então, não são ondas congeladas?

Não. Na verdade, o que vemos congelado é a ondulação do mar, que acontece naturalmente em áreas costeiras do oceano.

"Quando vídeos assim viralizam, o comentário que as pessoas fazem das imagens é de que as ondas congelaram. É importante destacar isso: se tivesse onda rompendo naquela praia, o mar não congelaria, a dinâmica interromperia o processo lento e sutil necessário para o congelamento", explica Francisco Aquino.

Segundo o especialista, a espessura da camada de gelo na região onde o vídeo foi gravado tem, em média, de 15 a 20 centímetros. Como é extremamente delicada, ela dura no máximo alguns dias ou semanas.

Nas regiões mais próximas aos polos, no entanto, esta camada de gelo marinho é mais espessa e pode durar anos. O que significa que pesquisadores e animais caminham sobre o mar, literalmente, para chegar ao oceano aberto ou ao centro dos continentes.

❄️O fenômeno na Argentina tem relação com as mudanças climáticas?

O gelo marinho é um acontecimento natural que pode acontecer em períodos de inverno severo. No caso que viralizou na Argentina, ele se deu em decorrência de uma massa de ar mais fria que se descolou do Mar de Weddell em direção à Patagônia.

"O que podemos dizer, no entanto, é que as mudanças climáticas, somadas ao El Niño, foram responsáveis por mudar o padrão de circulação atmosférica e tornar ele mais intenso nos últimos meses. Por isso, vimos mais nevascas em um curto espaço do tempo", afirmou Francisco Aquino.

Algumas partes congeladas no Mar de Weddell, que influenciou a formação em San Sebastián, foram maiores em maio de 2024 em relação aos anos anteriores. Na imagem abaixo, a parte branca representa o gelo marinho formado ao redor da Antártica durante o mês e a linha vermelha representa a média esperada pelos cientistas.

Camada de gelo marinho foi maior em maio de 2024 do que a esperada pelos cientistas — Foto: National Snow and Ice Data Center
Camada de gelo marinho foi maior em maio de 2024 do que a esperada pelos cientistas — Foto: National Snow and Ice Data Center

🐧 O gelo marinho atrapalha a vida dos animais?

Segundo o professor da UFRGS, o fenômeno não causa nenhum problema aos animais.

"Aliás, ele é até necessário. A formação de gelo marinho cria condições, tanto no Ártico, mas especificamente na Antártica, de água um pouco mais fria, um pouco mais salgada, e que vai estar rica em oxigênio", diz.

"Essa água mais rica vai afundar, alimentando a cadeia da biodiversidade marinha de todos os oceanos do planeta Terra".

Temperaturas extremas congelam ondas do mar na Terra do Fogo — Foto: Reprodução/ X
Temperaturas extremas congelam ondas do mar na Terra do Fogo — Foto: Reprodução/ X

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sexta-feira, 28 de junho de 2024

Desemprego cai a 7,1% no trimestre terminado em maio, diz IBGE

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Desocupação atinge 7,8 milhões de pessoas, mas população ocupada bate recorde ao passar dos 101 milhões. É a menor taxa de desocupação para este trimestre desde 2014 (7,1%).
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Por Raphael Martins, g1

Postado em 28 de junho de 2024 às 11h00m

#.*Post. - N.\ 11.249*.#


Desemprego cai a 7,1% no trimestre terminado em maio, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil foi de 7,1% no trimestre encerrado em maio, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em fevereiro, houve queda de 0,7 ponto percentual na taxa de desocupação, que era de 7,8%. No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 8,3%.

Trata-se do melhor resultado para um trimestre encerrado em maio desde 2014 (7,1%).

Com os resultados, o número absoluto de desocupados teve queda de 8,8% contra o trimestre anterior, atingindo 7,8 milhões de pessoas. Na comparação anual, o recuo é de 13%.

No trimestre encerrado em maio, também houve alta de 1,1% na população ocupada, estimada em 101,3 milhões de pessoas — novo recorde da série histórica iniciada em 2012. No ano, o aumento foi de 3%, com mais 2,9 milhões de pessoas ocupadas.

Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, o resultado reflete uma tendência de aumento de procura por trabalhadores em diversas atividades econômicas. Mas há também um fator sazonal de recuperação em setores como a Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que voltam a contratar após as dispensas de trabalhadores na virada de ano.

O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — chamado de nível da ocupação — foi estimado em 57,6%, aumento de 0,5 p.p. do trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta é de 1,2 p.p.

Já o número de pessoas dentro da força de trabalho (soma de ocupados e desocupados), teve alta de 1,6%, estimado em 109,1 milhões. A população fora da força totalizou 66,8 milhões, estável em relação ao período anterior.

Veja os destaques da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 7,1%
  • População desocupada: 7,8 milhões de pessoas
  • População ocupada: 101,3 milhões
  • População fora da força de trabalho: 66,8 milhões
  • População desalentada: 3,3 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 38,326 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 13,7 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 25,5 milhões
  • Trabalhadores domésticos: 5,8 milhões
  • Trabalhadores informais: 39,1 milhões
  • Taxa de informalidade: 38,6%

Carteira assinada e sem carteira batem recorde

Com o número de ocupados em patamares recorde, acima dos 101 milhões de brasileiros, o IBGE registrou novamente recordes nos números de trabalhadores com e sem carteira assinada.

Entre os empregados com carteira assinada, o número absoluto de profissionias chegou a 38,326 milhões, maior patamar da série histórica da PNAD Contínua, iniciada 2012.

Contra o trimestre anterior, a alta foi de 0,9%, agregando 330 mil pessoas ao grupo. Contra o mesmo trimestre do ano passado, o ganho é de 4,1%, o que equivale a 1,5 milhão de trabalhadores a mais.

"Esse recorde é fruto de acumulação de expansão trimestre a trimestre. A última queda trimestral para a carteira assinada no setor privado foi em 2020, em função da pandemia e os prejuízos que ela trouxe ao mercado de trabalho", diz Adriana Beringuy, do IBGE.

Já os empregados sem carteira são 13,7 milhões, também recorde. A alta para o trimestre foi de 2,9%, com aumento de 383 mil trabalhadores no grupo. No comparativo com 2023, houve aumento de 5,7%, ou de 741 mil pessoas.

"A expansão do mercado de trabalho como um todo teve uma participação importante da parcela de trabalhadores informais, tanto que a taxa de informalidade ainda é de 38,6%, mas é um crescimento mais impulsionado pelo ramo formal", afirma Beringuy.

A taxa de subutilização, que faz a relação entre desocupados, quem poderia trabalhar mais e quem não quer trabalhar com toda a força de trabalho, segue em tendência de baixa. São 19,4 milhões de pessoas subutilizadas no país, o que gera uma taxa de 16,8% de subutilização.

Esse é o menor número para o trimestre desde 2014. Ela registra queda de 1 p.p. contra o trimestre anterior e de 1,3 p.p. na comparação anual.

Por fim, a população desalentada caiu a 3,327 milhões, em seu menor contingente desde o trimestre encerrado em agosto de 2016 (3,337 milhões). Há recuo de 9,4% no trimestre e de 10,7% contra o mesmo período de 2023.

Rendimento estável no trimestre

O rendimento real habitual ficou estável frente ao trimestre anterior, e passou a R$ 3.181. Na comparação anual, o crescimento foi de 5,6%.

Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 317,9 bilhões, mais um recorde da série histórica do IBGE. O resultado teve ganho de 2,2% frente ao trimestre anterior, e cresceu 9% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

Carteira de Trabalho e Previdência Social — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Carteira de Trabalho e Previdência Social — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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