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quinta-feira, 6 de junho de 2024

Cientistas usam equipamento inovador para medir derretimento de geleiras nos Andes

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Dispositivo poderá aferir em tempo real a massa dos glaciares da Bolívia
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Monica Machiacoda Reuters
06/06/2024 às 18:57
Postado em 06 de junho de 2024 às 19h45m

#.*Post. - N.\ 11.226*.#

Cientistas bolivianos monitoram derretimento de geleiras com nova tecnologia
Cientistas bolivianos monitoram derretimento de geleiras com nova tecnologia Gerd Dercon / Agência Internacional de Energia Atômica

Cientistas na Bolívia vão utilizar um novo equipamento para rastrear mudanças em geleiras de forma ultraveloz.

Um dispositivo instalado no pico Huayna Potosí vai medir em tempo real a massa dos glaciares, sendo uma alternativa a métodos mais antigos, que entregam resultados muito mais lentos.

Edson Ramírez, especialista em geleiras na Universidade Mayor de San Andrés, na Bolívia, afirmou que o equipamento pode fazer medições de hora em hora da massa glaciar, em comparação com métodos clássicos que só podem realizar leituras mensais ou anuais.

O tempo que levaremos para fazer [a análise] é muito pequeno ou em tempo real, disse.

Ele acrescentou que as medições podem ajudar a calcular as taxas de derretimento ou quanto de vida uma geleira ainda tem.

As geleiras têm um papel fundamental no abastecimento de água nos Andes, e estudos mostraram que elas fornecem cerca de 27% da água na região de Cordillera Real, na Bolívia, durante a temporada de seca.

Ondas de calor e secas têm pressionado os sistemas de abastecimento de água na América do Sul, tornando a medição mais precisa das geleiras uma ferramenta crucial.

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Nvidia ultrapassa Apple e é a segunda empresa mais valiosa do mundo

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Ações da fabricante de chips eram negociadas em alta de 5%, dando à Nvidia um valor de mercado de US$ 3 trilhões
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Reuters
05/06/2024 às 17:07 | Atualizado 05/06/2024 às 22:12
Postado em 06 de junho de 2024 às 06h00m

#.*Post. - N.\ 11.225*.#

Logo da Nvidia em sua sede em Santa Clara, CalifórniaLogo da Nvidia em sua sede em Santa Clara, Califórnia Maio de 2022. NVIDIA/Divulgação via REUTERS

A Nvidia está se preparando para desdobrar suas ações na proporção de dez para um, a partir de 7 de junho, uma medida que pode aumentar sua atratividade para investidores individuais.

A alta no valor de mercado da Nvidia, acima da capitalização de mercado da Apple, representa uma mudança no Vale do Silício, no qual a empresa cofundada por Steve Jobs tem dominado desde o lançamento do iPhone em 2007.

As ações da Nvidia fecharam em alta de 5,2%, a US$ 1.224,40, dando à companhia um valor de mercado de 3,012 trilhões de dólares. O valor de mercado da Apple estava em US$ 3,003 trilhões, após seus papéis subirem 1,9%.

A Microsoft, sediada em Redmond, Washington, permaneceu como a empresa mais valiosa do mundo, com um valor de mercado de US$ 3,15 trilhões. Suas ações avançaram 1,9%.

A Nvidia está ganhando dinheiro com IA agora, enquanto empresas como Apple e Meta estão gastando em IA, disse Jake Dollarhide, CEO da Longbow Asset Management.

O papel da Nvidia já acumula alta de 147% este ano, com a demanda por seus processadores de última geração superando em muito a oferta, enquanto Microsoft, Meta e Alphabet correm para desenvolver suas capacidades de computação de IA e dominar a tecnologia.

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quarta-feira, 5 de junho de 2024

Mundo tem o 12º mês consecutivo de recorde de calor, e temperatura global anual deve ultrapassar 1,5°C

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"Estamos jogando roleta russa com nosso planeta", definiu o secretário-geral da ONU, António Guterres.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 05 de junho de 2024 às 11h50m

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— Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas
— Foto: Carlos Bassan/Prefeitura de Campinas

Maio de 2024 marcou o décimo segundo mês consecutivo de recordes de calor na Terra, anunciaram cientistas do observatório europeu Copernicus nesta quarta-feira (5). O dado considera a temperatura média do ar no planeta.

Desde junho de 2023, temos registrado um mês mais quente a cada novo período, dado que cientistas e autoridades destacam para apontar que vivemos uma emergência climática.

Em um comunicado, Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), explicou que, mesmo se essa sequência de recordes for interrompida, a assinatura geral das mudanças climáticas permanece e não há sinal de uma mudança nesta tendência.

É chocante, mas não surpreendente que tenhamos alcançado essa sequência de 12 meses. Estamos vivendo em tempos sem precedentes, mas também temos habilidades sem precedentes para monitorar o clima e isso pode ajudar a informar nossas ações.
— Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S).

Ainda de acordo com o observatório europeu, maio de 2024 foi o maio mais quente já registrado globalmente porque teve uma temperatura média do ar de superfície 0,65°C acima da média de abril de 1991-2020.

📝 Os cientistas chamam isso de anomalia de temperatura. Em outras palavras, é um indicador que mostra quanto a temperatura se desvia de uma determinada média histórica.

Essas datas são usadas como referência porque esse período representa umponto médio do aumento da temperatura global, ou seja, o intervalo logo antes das mudanças climáticas se tornarem mais intensas e evidentes.

Além disso, a temperatura média global nos últimos doze meses (junho de 2023 - maio de 2024) é a mais alta já registrada, 0,75°C acima da média de 1991-2020 e 1,63°C acima da média pré-industrial de 1850-1900.

Temperatura global acima de 1,5ºC

Nesta quarta, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) também anunciou que existe uma chance de 80% de que, em pelo menos um dos próximos cinco anos, a temperatura média global anual ultrapasse temporariamente 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

📝 CONTEXTO: 1,5°C é o chamado “limite seguro” das mudanças climáticas, ou seja, o limiar de aumento da taxa média de temperatura global que temos que atingir até o final do século para evitar as consequências da crise climática provocada pelo homem por causa da crescente emissão de gases de efeito estufa na nossa atmosfera.

Essa é uma taxa que é medida em referência aos níveis pré-industriais, a partir de quando as emissões de poluentes passar a afetar significativamente o clima global.

"Este é um aviso claro de que estamos cada vez mais próximos dos limiares estabelecidas no Acordo de Paris sobre mudanças climáticas, que se referem a aumentos de temperatura a longo prazo ao longo de décadas, não de um a cinco anos", disse a OMM, em nota.

De acordo com o relatório da OMM:

  • a temperatura média global próxima à superfície de cada ano entre 2024 e 2028 deve ficar entre 1,1°C e 1,9°C acima da média de 1850-1900.
  • o relatório também indica uma probabilidade de 86% de que pelo menos um desses anos estabeleça um novo recorde de temperatura, superando 2023, atualmente o ano mais quente já registrado.

Ainda de acordo com a agência da ONU, existe uma probabilidade de 47% de que a temperatura média global durante o período de 2024-2028 seja mais de 1,5°C acima dos níveis da era pré-industrial. Este valor representa um aumento em relação aos 32% previstos no relatório do ano passado para o período de 2023-2027.

Com isso, a probabilidade de pelo menos um dos próximos cinco anos exceder 1,5°C tem aumentado consistentemente desde 2015, quando era praticamente zero. Durante os anos de 2017 a 2021, essa probabilidade era de 20%, mas aumentou para 66% entre 2023 e 2027.

"Estamos jogando roleta russa com nosso planeta", definiu o secretário-geral da ONU, António Guterres.

"Precisamos de uma saída da rodovia para o inferno climático. E a boa notícia é que temos o controle do volante. A batalha para limitar o aumento da temperatura a 1,5 graus será vencida ou perdida nos anos 2020 – sob a vigilância dos líderes de hoje", acrescentou.

O secretário-Geral da ONU, António Guterres. — Foto: REUTERS/David 'Dee' Delgado
O secretário-Geral da ONU, António Guterres. — Foto: REUTERS/David 'Dee' Delgado

Guterres pediu ainda um "imposto extraordinário" sobre os lucros das empresas de combustíveis fósseis para financiar a luta contra o aquecimento global, rotulando-as como os emprendimentos "padrinhos do caos climático".

Ele enfatizou ainda a necessidade de uma redução drástica nas emissões globais de carbono em 9% anualmente até 2030 para manter a meta de 1,5ºC.

Lista de recordes

A marca de temperatura de maio se soma à lista de recordes globais de calor neste e no último ano:

  • Primeiro, o planeta registrou o mês de junho mais quente da história.
  • Depois, a marca foi sendo quebrada a cada novo mês: julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, março, abril e agora maio.
  • Além disso, o número de dias que ultrapassou o limiar de aquecimento politicamente significativo de 1,5ºC já atingiu um novo máximo;
  • E, para piorar, pela 1ª vez, o mundo registrou um dia com a temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial.
  • Fora tudo isso, julho de 2023 foi tão quente que pode ter sido o mês mais quente em 120 mil anos, enquanto as temperaturas médias de setembro quebraram o recorde anterior em 0,5°C.
Caos climático em gráficos

Como mostrou o g1, 2024 ainda está longe de terminar, mas um conjunto de gráficos atualizados com os dados mais recentes disponíveis gritam que o ano será marcante na trajetória da emergência climática. Veja abaixo:

Temperatura da superfície do mar: maio é o décimo terceiro mês consecutivo em que a temperatura da superfície do mar tem sido a mais quente nos registros de dados do observatório europeu Copernicus para o respectivo mês do ano.

Degelo na Antártida: em 2024, a extensão do gelo marinho antártico atingiu um dos níveis mais baixos já registrados pelo terceiro ano consecutivo. Em 20 de fevereiro, a redução de 200 mil km² superou o recorde do ano anterior.

Degelo no Ártico: as altas temperaturas contribuem para uma das menores extensões de gelo marinho já observadas na região: cobertura está abaixo do registrado em maio de 2012, sugerindo a possibilidade de um novo recorde mínimo este ano.

Listras do aquecimento global: Esse gráfico foi criado pelo cientista climático Ed Hawkins, da Universidade de Reading, no Reino Unido. Ele foi apresentado publicamente pela primeira vez em 2018 e mostra o aumento da temperatura global desde a Revolução Industrial. E em 2023, as temperaturas foram tão altas que ultrapassaram a escala de representação das listras do aquecimento.

Consumo de combustíveis fósseis: quando queimamos combustíveis fósseis liberamos na nossa atmosfera quantidades significativas de dióxido de carbono (CO2), o principal gás do efeito estufa, que absorve e irradia calor.

Desde a Revolução Industrial no século XVIII, quando passamos a queimar grandes quantidades de combustíveis fósseis, esta instabilidade está em um curso cada vez mais perigoso.

Década de recordes: todos os 10 anos mais quentes que temos registro ocorreram na última década (2014-2023). Além disso, antes de 2015, nenhum dia do ano registrava taxas de temperatura acima de 1.5°C. Agora, na última década, cada vez mais dias estão superando essa marca. O ano de 2023 foi especialmente preocupante, marcando um recorde com 173 dias registrando temperaturas acima de 1.5°C.

No vídeo a seguir, o g1 explica a crise do clima em gráficos:

Entenda em 10 gráficos o que está acontecendo com o planeta

Caos climático: gráficos mostram que efeitos do aquecimento global estão mais intensos em 2024; entenda

Caos climático: gráficos mostram que efeitos do aquecimento global estão mais intensos em 2024; entendaInpe

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terça-feira, 4 de junho de 2024

PIB do Brasil sobe 0,8% no 1° trimestre de 2024 puxado por comércio, diz IBGE

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Em valores correntes, a economia brasileira acumulou R$ 2,7 trilhões entre janeiro e março, com forte contribuição do setor de serviços.
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Por Bruna Miato, g1

Postado em 04 de junho de 2024 às 10h00m

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Movimento do comércio em Macapá - Amapá — Foto: Instituto Fecomercio/Divulgação
Movimento do comércio em Macapá - Amapá — Foto: Instituto Fecomercio/Divulgação

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil subiu 0,8% no primeiro trimestre de 2024, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGEnesta terça-feira (4). Em valores correntes, a economia brasileira acumulou R$ 2,7 trilhões entre janeiro e março.

O crescimento foi puxado, sobretudo, pelo setor se serviços, que teve uma alta de 1,4% no período. A agropecuária também cresceu, registrando variação positiva de 11,3%. A indústria, porém, apresentou leve queda de 0,1%.

Dentro do setor de serviços, o destaque do trimestre ficou com o Comércio, que avançou 3% entre janeiro e março. Além disso, os segmentos de Informação e Comunicação e Outras atividades de serviços também tiveram crescimento, de 2,1% e 1,6%, respectivamente.

PIB do Brasil cresce 0,8% no primeiro trimestre de 2024

O resultado veio em linha com as expectativas do mercado financeiro.

Em relação ao primeiro trimestre de 2023, a economia brasileira cresceu 2,5%, também como uma consequência positiva do setor de serviços.

Em 2023, o PIB cresceu 2,9% e somou R$ 10,9 trilhões, em termos nominais, o que voltou a colocar o Brasil no grupo das 10 maiores economias do mundo.

Brasil volta ao grupo das 10 maiores economias do mundo com resultado do PIB de 2023

Brasil volta ao grupo das 10 maiores economias do mundo com resultado do PIB de 2023

Variação trimestral do PIB brasileiro no 1º trimestre de 2024 — Foto: Arte/g1
Variação trimestral do PIB brasileiro no 1º trimestre de 2024 — Foto: Arte/g1


PIB brasileiro em primeiros trimestres até 2024 — Foto: Arte/ g1
PIB brasileiro em primeiros trimestres até 2024 — Foto: Arte/ g1

Demanda interna em alta, setor externo em baixa

Segundo Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, "neste trimestre tivemos um crescimento da economia totalmente baseado na demanda interna".

Sobre as atividades que se destacaram na composição do PIB do primeiro trimestre, da ótica da oferta, Palis pontua "o comércio varejista e os serviços pessoais, ligados ao crescimento do consumo das famílias, a atividade internet e desenvolvimento de sistemas, devido ao aumento dos investimentos e os serviços profissionais, que transpassam à economia como um todo".

Além disso, pela ótica da demanda, a especialista comenta que o consumo das famílias continua crescendo, o que seria um reflexo:

  • da melhora no mercado de trabalho brasileiro;
  • das quedas na Selic, taxa básica de juros;
  • da inflação mais baixa;
  • da continuidade dos programas governamentais de auxílio às famílias;
  • e de uma queda na inadimplência após o Desenrola, programa de renegociação de dívidas do Governo Federal.

Em contrapartida, Palis explica que houve uma mudança na contribuição do setor externo para o crescimento da economia nos primeiros meses do ano em relação ao que foi observado nos anos anteriores.

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE destaca que, com as importações (6,5%) bem maiores que as exportações (0,2%), o setor externo está, na verdade, puxando o PIB para baixo.

Isso porque, com um dólar mais barato, ficou mais fácil importar, principalmente com os investimentos em bens de capital, enquanto a demanda pelas principais commodities exportadas pelo Brasil tem sido mais baixo em nível global.

"Em 2022 e 2023, o setor externo havia contribuído positivamente, com as exportações crescendo mais do que as importações. Nesse primeiro trimestre, essa contribuição virou negativa. Estamos importando muitas máquinas e equipamentos e bens intermediários e o Real se valorizou", afirma.

Ela afirma, ainda, que a agropecuária, apesar de ter registrado crescimento no primeiro trimestre, "não está com um desempenho favorável como em anos anteriores", o que acaba afetando as exportações deste ano.

Segundo Palis, a razão para esse pior desempenho é um cenário ruim para a agricultura, que tem um peso de cerca de 70% em toda a agropecuária. Os eventos climáticos, com destaque para o El Niño, são os principais responsáveis pelos impactos negativos no setor.

No trimestre, a taxa de investimento no Brasil foi de 16,9% do PIB, número levemente menor que os 17,1% registrados no mesmo período do ano anterior. A taxa de poupança também caiu, de 17,5% no primeiro trimestre de 2023 para 16,2% agora.

Análise do PIB do 1º trimestre de 2024 pela ótica da oferta — Foto: Arte/ g1
Análise do PIB do 1º trimestre de 2024 pela ótica da oferta — Foto: Arte/ g1


Análise do PIB do 1º trimestre de 2024 pela ótica da demanda. — Foto: Arte/ g1
Análise do PIB do 1º trimestre de 2024 pela ótica da demanda. — Foto: Arte/ g1

Contribuições em valores correntes

O PIB totalizou R$ 2,7 trilhões nos primeiros três meses de 2024, dos quais R$ 2,4 trilhões são referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 361,1 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios, explica o IBGE.

Deste total, a maior contribuição (mais da metade) da ótica da oferta vem do setor de serviços: R$ 1,6 trilhão. A indústria contribuiu com R$ 573,7 bilhões para o PIB do primeiro trimestre, enquanto a agropecuária somou R$ 192,2 bilhões.

Já da ótica da demanda, o consumo das famílias totalizou R$ 1,8 trilhão do PIB, enquanto o consumo do governo foi de R$ 442,8 bilhões, e Formação Bruta de Capital Fixo (FCBF) foi de R$ 458,8 bilhões.

PIB veio dentro das projeções, mas deve ter volatilidade nos próximos trimestres

Especialistas do mercado financeiro destacam que, embora o resultado do PIB tenha vindo em linha com o que era projetado, a expectativa é que, nos próximos meses, esses dados possam apresentar maior volatilidade.

"O ritmo é inegavelmente forte no começo de 2024", aponta Leonardo Costa, economista do ASA Investments.

"Para o segundo trimestre, há dois movimentos distintos em ação: os efeitos deletérios da crise do RS (ainda incipientes nos dados de alta frequência) e o ritmo ainda forte do mercado de trabalho. De todo modo, os dados do segundo e terceiro trimestres deste ano conterão mais volatilidade, com redução no curto prazo e reaceleração na segunda metade do ano", comenta Costa.

Igor Cadilhac, economista do PicPay, compartilha de um ponto de vista parecido e afirma que, olhando para frente, "nosso cenário base segue observando um bom momento da atividade econômica brasileira, que vem se beneficiando de um mercado de trabalho em pleno emprego, de uma massa salarial crescente e da inflação bem comportada".

O economista também destaca o "bom momento do crédito, uma retomada do setor industrial, impulsionada pela normalização dos estoques, e a permanência de alguns estímulos governamentais dado, inclusive, às eleições regionais".

"Os riscos negativos residem nos efeitos finais da calamidade no RS e a perspectiva de um ciclo de corte de juros menor que o esperado anteriormente. Por ora, mantemos a nossa projeção de crescimento em 2,1%", diz Cadilhac.
IBGE
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