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sábado, 16 de março de 2024

O voo da Varig que desapareceu misteriosamente há 45 anos e nunca foi encontrado

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Avião decolou em Tóquio com destino ao Rio de Janeiro no fim de janeiro de 1979. Aeronave transportava 20 toneladas em carga e seis pessoas.
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Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

Postado em 16 de março de 2024 às 16h10m

#.*Post. - N.\ 11.134*.#

Avião cargueiro da Varig em foto feita em 2006 — Foto: Adrian Roque/AP
Avião cargueiro da Varig em foto feita em 2006 — Foto: Adrian Roque/AP

Há 45 anos, o desaparecimento de um avião cargueiro dava início a um dos maiores mistérios da aviação brasileira. Em 30 de janeiro de 1979, o voo 967 da Varig decolou em Tóquio, no Japão, rumo ao Rio de Janeiro, mas nunca chegou ao destino.

  • O avião cargueiro, um Boeing 707, estava transportando seis tripulantes e 20 toneladas em carga.
  • A aeronave partiu do Aeroporto de Narita, por volta das 20h23, e faria uma escala em Los Angeles, nos Estados Unidos, antes de chegar ao Brasil.
  • Cerca de 20 minutos após a decolagem, o piloto fez um contato com a torre de controle. Até então, nenhum problema havia sido relatado. Um novo contato deveria acontecer por volta das 21h23, mas não aconteceu.
  • O desaparecimento aconteceu a cerca de 500 km da costa do Japão, no Oceano Pacífico.
  • Buscas foram feitas durante oito dias. Entretanto, nada foi encontrado. Os seis tripulantes foram declarados mortos.
Como foi a investigação

Investigadores acreditam que uma despressurização provocou a queda do avião cerca de 45 minutos após a decolagem.

Após o acidente, aeronave teria afundado no Oceano Pacífico, tornando a localização praticamente impossível.

Um relatório da Varig apontou, na época, não ser possível encontrar nenhum indício que pudesse explicar as causas do desaparecimento da aeronave.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, afirmou que a aeronave foi oficialmente classificada como desaparecida após o encerramento das buscas.

O órgão afirmou ainda que nenhuma parte do avião foi localizada durante as buscas. Por conta de não haver pistas sobre o paradeiro da aeronave, não houve a possibilidade de uma investigação sobre o caso e, por isso, ele "não consta em acervo de registros a respeito da ocorrência".

Piloto experiente

Quando desapareceu, o avião sobrevoava o Oceano Pacífico. O piloto da aeronave, Gilberto Araújo Silva, era experiente.

Gilberto era famoso na aviação brasileira por estar em um avião da Varig que caiu em 1973, em Paris. À época, ao lado do comandante Antônio Fuzimoto, ele evitou que a aeronave caísse em uma área residencial, impedindo uma tragédia ainda maior.

Em entrevista ao Fantástico, em 2009, o amigo de Gilberto e aviador Oswaldo Profeta contou que estranhou o piloto não ter tentado um novo contato com a torre de controle na noite de 30 de janeiro de 1979.

O que eu acho mais estranho é que o Gilberto era um homem experiente. Ele teria feito contatos [...] Criaram muitas teorias absurdas aí, até a de um disco voador. Um objeto não-identificado teria derrubado o meu amigo Gilberto, disse Oswaldo, que morreu em 2022. 
Teorias da conspiração

Além da história do disco voador citada por Oswaldo ao Fantástico, outra teoria conspiratória bastante conhecida é a de que o avião teria sido abatido por soviéticos. Isso teria acontecido após a aeronave ter saído da rota e invadido o espaço aéreo da União Soviética.

Conspiracionistas também levantaram a hipótese de o avião ter sido sequestrado por colecionadores de arte, já que a aeronave estava carregando diversas obras.

Uma reportagem do jornal "Folha de S.Paulo", de 1º de fevereiro de 1979, afirma que 53 quadros do pintor Manabu Mabe estavam a bordo do avião. As obras, segundo o jornal, eram avaliadas em US$ 1,2 milhão.

Nenhuma dessas teorias jamais foi confirmada pelas autoridades.

Expedição por outro mistério

Imagem pode ser a chave para o mistério sobre o desaparecimento da aviadora Amelia Earhart

Recentemente, imagens feitas por um sonar identificaram o que pode ser um avião afundado na região central do Oceano Pacífico.

A expedição, comandada pela empresa norte-americana Deep Sea Vision, acredita que pode ter encontrado uma aeronave que desapareceu muito antes do voo da Varig de 1979: o de Amelia Earhart, em 1937.

A aviadora norte-americana desapareceu enquanto tentava dar a volta ao mundo. Quase 90 anos depois, o paradeiro da aeronave e de Amelia continuam sendo um mistério da aviação.

A imagem capturada pelo sonar da empresa indica o que parece ser a silhueta de um o Lockheed 10-E Electra, modelo pilotado por Amelia. No entanto, ainda é cedo para dizer se, de fato, uma aeronave foi encontrada.

A expectativa é de que uma nova missão seja feita pela empresa na região, em 2025, para novos estudos. O objetivo é fazer imagens mais nítidas e detalhadas.

Comparação entre modelo do avião de Amelia Earhart e imagem de sonar obtida por equipe de exploração Deep Sea Vision. — Foto: Reprodução/Reuters
Comparação entre modelo do avião de Amelia Earhart e imagem de sonar obtida por equipe de exploração Deep Sea Vision. — Foto: Reprodução/Reuters

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sexta-feira, 15 de março de 2024

'É uma coisa meio alien': monólito misterioso aparece 'do nada' em colina remota no País de Gales; VÍDEO

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Coluna de metal de 3 metros, perfeitamente implantada, é parecida com as que apareceram em diferentes lugares do mundo em 2020. Ninguém assumiu a autoria da obra.
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Por g1

Postado em 15 de março de 2024 às 06h00m

#.*Post. - N.\ 11.133*.#


Monolito é encontrado em montanha de Gales e gera suspense

No meio de uma colina barrenta e inóspita no País de Gales, onde venta continuamente e só uma vegetação rasteira é capaz de crescer, uma coluna de metal de cerca de três metros de altura surgiu —e ninguém sabe como ela foi parar lá.

O monólito (uma pedra de grandes dimensões) está perfeitamente implantada, perpendicular ao terreno.

Eu venho aqui quase todos os dias e nunca tinha visto isso. Parece um óvni, disse Craig Muir, um empreiteiro que gravou um vídeo mostrando o monólito e viralizou nas redes sociais. É uma coisa meio alien, diz Muir, no vídeo, apontando a câmera para a coluna triangular.

A peça prateada está em Hay Bluff, um monte que fica próximo a Hay-on-Wye, cidade no leste do País de Gales.

Segundo o repórter de um canal de TV local, o monumento chamou a atenção primeiro de pessoas que levam seus cachorros para passear na área no fim de semana.

O monólito é semelhante a uma série de outros que apareceram no final de 2020 em diversas partes do mundo, como em Utah, nos EUA, na ilha de Wight, no Reino Unido, e na Romênia.

À época, também chegou a se especular que as estruturas seriam obra de alienígenas. No fim das contas, um coletivo chamado The Most Famous Artist (o artista mais famoso) reivindicou a instalação.

Até a publicação nesta reportagem, no entanto, ninguém havia assumido a autoria da obra em Gales.

Aparentemente feito de aço, monumento foi encontrado por morador do País de Gales durante caminhada por área montanhosa. — Foto: Reprodução/ Redes sociais
Aparentemente feito de aço, monumento foi encontrado por morador do País de Gales durante caminhada por área montanhosa. — Foto: Reprodução/ Redes sociais

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quinta-feira, 14 de março de 2024

'Arroz de carne': cientistas da Coreia do Sul desenvolvem células de carne em grãos de arroz

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Pesquisadores acreditam que o arroz bovino poderá servir como fonte sustentável de proteína, especialmente em ambientes onde a pecuária tradicional é impraticável.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 14 de março de 2024 às 13h05m

#.*Post. - N.\ 11.132*.#


Cientistas da Coreia do Sul conseguiram desenvolver células de carne em grãos de arroz

Pesquisadores sul-coreanos conseguiram cultivar células bovinas em grãos de arroz. O feito é um grande passo para alcançar uma fonte de proteína sustentável, acessível e ecologicamente correta que poderia potencialmente substituir a criação de gado por carne.

O professor Jinkee Hong, da Universidade Yonsei, em Seul, que liderou o trabalho publicado na revista Matter este mês, disse que o arroz bovino é o primeiro de seu tipo a usar partículas de grãos como base para o cultivo de músculos animais e células de gordura.

Os grãos de arroz tratados com enzimas para criar um ambiente ideal para o crescimento celular são infundidos com células bovinas que são cultivadas para obter o produto híbrido final que mantém a forma do grão de arroz, mas apresenta uma cor rosada.

A equipe Yonsei não é a primeira a tentar trazer para a mesa produtos derivados da carne cultivados em laboratório. Empresas em todo o mundo já lançaram carne cultivada. Frango e enguia à base de plantas cultivados a partir de soja já estão à venda em Cingapura.

Mas a equipe de Hong disse que o arroz representa uma base excepcionalmente segura para o cultivo de células animais em relação à soja ou nozes, devido a uma incidência muito menor de alergia.

Se for desenvolvido com sucesso em produtos alimentares, o arroz bovino cultivado poderá servir como uma fonte sustentável de proteína, especialmente em ambientes onde a pecuária tradicional é impraticável, disse ele.

O arroz bovino híbrido contém aproximadamente 8% mais proteína e 7% mais gordura do que o arroz convencional. Hong observou que a proteína em particular é 18% de origem animal, o que significa que é uma fonte rica em aminoácidos essenciais.

Custando aproximadamente US$ 2 por quilo e com uma pegada de carbono muito menor, o arroz bovino cultivado é uma opção atraente que pode potencialmente competir com os produtos tradicionais de carne bovina, disse Hong.

Arroz de carne desenvolvido por cientistas da Coreia do Sul — Foto: Reuters
Arroz de carne desenvolvido por cientistas da Coreia do Sul — Foto: Reuters

O professor disse que os desafios permanecem não apenas do ponto de vista técnico, mas também para conquistar clientes com o sabor e a textura certos.

Keum Dong-kyu, gerente da Mongbeulli, que recentemente provou carne de arroz em uma churrascaria coreana em Seul, disse que a ideia é claramente inovadora. Mas, honestamente, não acho que possa replicar a suculência ou a textura da carne bovina real.

Christian Krammel, da Alemanha, foi mais positivo. Agora ainda não se compara à carne bovina, mas como vejo que a pesquisa está em estágio inicial, eu diria que é um ótimo caminho a seguir.

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Suíça e Noruega têm os melhores Índices de Desenvolvimento Humano do mundo; Somália e Sudão do Sul, os piores: veja ranking

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Suíça, Noruega e Islândia aparecem como primeiras colocadas. O Brasil caiu duas posições em relação aos dados do ano passado para o 89º lugar, em lista de 193 países. O ranking de IDH divulgado nesta quarta (13) é referente ao ano de 2022.
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Por g1

Postado em 14 de março de 2024 às 10h10m

#.*Post. - N.\ 11.131*.#

A Suíça é o país com maior IDH do mundo (0,967), segundo ranking divulgado pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD), da ONU. — Foto: Denis Balibouse/Reuters
A Suíça é o país com maior IDH do mundo (0,967), segundo ranking divulgado pelo Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD), da ONU. — Foto: Denis Balibouse/Reuters

A Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou nesta quarta-feira (13) o ranking de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países do mundo. Os dados são referentes ao ano de 2022. Veja a lista dos dez melhores e dos dez piores países.

O Brasil obteve um IDH de 0,760 em 2022 e caiu duas posições no ranking, ocupando a posição 89 da lista, que tem 193 países.

O IDH mede dados como os de expectativa de vida, renda e escolaridade da população a partir de um índice que vai de 0 a 1 – quanto mais perto de 1, melhor.

Dez melhores países

Dez piores países

  • Somália (193º) - 0,380
  • Sudão do Sul (192º) - 0,381
  • República Centro-Africana (191º) - 0,387
  • Níger (190º) - 0,394
  • Chade (189º) - 0,394
  • Mali (188º) - 0,410
  • Burundi (187º) - 0,420
  • Iêmen (186º) - 0,424
  • Burquina Faso (9º) - 0,438
  • Serra Leoa (10º) - 0,458

No mundo inteiro, o IDH avançou, mas de forma de desigual, segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que elabora o ranking anual. A partir dos dados dos 193 países -- todos referentes a 2022 -- o PNUD diz ter observado que a recuperação dos anos da pandemia tem sido um processo "parcial, incompleto e desigual":

  • Por um lado, países ricos alcançaram índices recorde e mostraram que já se recuperaram das perdas geradas nos anos da pandemia de Covid-19;
  • Por outro, metade das nações mais pobres regrediu e caiu de posição no ranking.

Pela primeira vez em três décadas, IDH mundial cai por dois anos seguidos

Brasil

O Brasil caiu duas posições no ranking do IDH e passou a ocupar a posição 89 da lista, que tem 193 países. Os dados coletados para a elaboração do ranking divulgado nesta quarta (13) são de 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Brasil obteve um IDH de 0,760 em 2022. O índice é semelhante ao que o país tinha antes da pandemia, quando ocupava a posição de número 84, e está um pouco acima da média mundial, de 0,739.

Apesar do desempenho estagnado há uma década no ranking, país permanece no grupo de nações com alto índice de desenvolvimento humano.

Entre os entraves para o desempenho brasileiro, segundo a ONU, está a dificuldade em dar continuidade para políticas públicas.

Isso prejudica, por exemplo, o desempenho na educação. Neste caso, o tempo médio de permanência na escola subiu muito pouco entre 2021 e 2022, chegando a 8,2 anos de estudo.

O tempo mínimo de estudo só na educação básica são 12 anos – do início da alfabetização até a conclusão do Ensino Médio.

Na América do Sul, o Brasil está atrás do Chile (44º lugar), Argentina (48º) e Uruguai (52º).

Mundo

Além do crescimento de desigualdades, o mundo vive também um momento de grande polarização e de divisão geopolítica sem precedentes, ainda de acordo como relatório do IDH elaborado pelo PNUD.

Segundo o PNUD, mais da metade dos países menos desenvolvidos não se recuperou do impacto da pandemia, a maioria deles no continente africano.

Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2022 de países do mundo. O Brasil está na 89ª posição, com 0,760. O valor varia de 0 a 1 e quanto mais perto de 1, melhor. — Foto: Reprodução/Jornal Hoje
Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2022 de países do mundo. O Brasil está na 89ª posição, com 0,760. O valor varia de 0 a 1 e quanto mais perto de 1, melhor. — Foto: Reprodução/Jornal Hoje

Há ainda "um grupo extremo" de países como o Sudão, o Afeganistão e Mianmar, onde, segundo o PNUD, "a combinação da pandemia, crises fiscais e conflitos, às vezes guerras civis, os levou a uma situação na qual a recuperação nem sequer está na agenda", disse à agência de notícias AFP o coordenador da PNUD, Achim Steiner.

O Afeganistão, por exemplo, perdeu dez anos em termos de desenvolvimento humano e, na Ucrânia, o índice está no nível mais baixo desde 2004.

"Vivemos num mundo mais rico do que em qualquer outro momento da história da humanidade, pelo menos em termos financeiros (…). Mas há mais pessoas famintas, mais pessoas pobres do que há dez anos. Há cada vez mais guerras em todo o mundo, com dezenas de milhões de refugiados", disse Steiner à AFP.

"É um mundo mais arriscado, que se volta contra si mesmo", acrescentou o coordenador da PNUD.

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quarta-feira, 13 de março de 2024

Além de Rússia e Estados Unidos: Saiba quais países têm armas nucleares

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Vladimir Putin disse que está pronto para usar armas nucleares se houver ameaça à existência do Estado russo
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espanhol
Da CNN
13/03/2024 às 17:38
Postado em 13 de março de 2024 às 18h20m

#.*Post. - N.\ 11.130*.#

Rússia ameaçou usar arsenal nuclear contra Ocidente
Rússia ameaçou usar arsenal nuclear contra Ocidente Getty Images

Existem atualmente cerca de 12.500 armas nucleares no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). E, embora alcançar o desarmamento nuclear global seja um dos objetivos mais antigos das Nações Unidas, que remonta a 1946, ainda existe frustração devido ao ritmo lento do desarmamento nuclear.

Nesta quarta-feira (13), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse em uma entrevista à imprensa estatal que o país está pronto para usar armas nucleares se houver uma ameaça à existência do Estado russo, mas que nunca houve tal necessidade.

Mas esse não foi o único acontecimento relevante sobre armas nucleares nos últimos tempos.

A Coreia do Norte, o último país que teria desenvolvido esse tipo de arma, aprovou uma lei em 2022 se declarando um Estado com armas nucleares, uma medida que, segundo o líder Kim Jong Un, é irreversível.

Kim prometeu que o país nunca desistiria das suas armas nucleares, acrescentando que não poderia haver negociações sobre a desnuclearização, informou a mídia estatal norte-coreana.

Em fevereiro de 2022, pouco depois da invasão da Ucrânia pela Rússia, Vladimir Putin ordenou que as forças de dissuasão do seu país, que incluem armas nucleares, entrassem em alerta total.

E em outubro de 2021, em uma mudança drástica em relação ao governo de Donald Trump, a administração de Joe Biden revelou os números do arsenal nuclear do seu país.

Os Estados Unidos têm 3.750 ogivas nucleares no seu arsenal e 2 mil aguardam para serem desmanteladas, segundo um comunicado do Departamento de Estado.

Saiba quantas armas nucleares os países têm

Os dados sobre as reservas nucleares variam de uma fonte para outra. As informações a seguir vêm da Iniciativa de Ameaça Nuclear e listam os países com o maior número de armas nucleares confirmadas.

1° – Rússia

A Rússia possui 1.822 ogivas implantadas e 521 mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs), mísseis balísticos lançados por submarinos (SLBMs) ​​​​e ogivas destinadas a bombardeiros pesados.

Se também forem contabilizadas as ogivas não implantadas, armazenadas ou aguardando desmantelamento, o arsenal total chegaria a 5.580 armas.

2° – Estados Unidos

Os EUA possuem 1.679 ogivas implantadas. Se também forem contabilizadas as ogivas não implantadas, armazenadas ou aguardando desmantelamento, o arsenal total chegaria a 5.328 armas.

3° – China

A China possui 500 ogivas e aproximadamente 134 mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) com capacidade nuclear.

4° – França

A França possui aproximadamente 290 ogivas nucleares.

5° – Reino Unido

O Reino Unido possui aproximadamente 225 ogivas nucleares.

6° – Paquistão

O Paquistão possui cerca de 170 ogivas nucleares.

7° – Índia

A Índia possui aproximadamente 160 ogivas nucleares.

Países com armas nucleares não confirmadas

Israel

Especialistas suspeitam que Israel tenha cerca de 90 armas nucleares.

Coreia do Norte

A Coreia do Norte conduziu pelo menos seis testes nucleares desde 2006.

Em 2017, afirmou ter conduzido com sucesso o seu primeiro teste de um míssil balístico intercontinental, e estima-se que tenha entre 35 e 65 ogivas nucleares.

E, em setembro de 2022, a Coreia do Norte aprovou uma nova lei que se declara um Estado com armas nucleares.

Irã

As potências mundiais, incluindo os Estados Unidos, querem travar o programa nuclear do Irã para evitar que este desenvolva uma bomba nuclear.

Após 20 meses de negociações, em 14 de julho de 2015, os negociadores finalizaram um acordo nuclear histórico entre o Irã, os Estados Unidos e cinco outros países.

O Plano de Ação Global Conjunto afirma que o Irã reafirma que sob nenhuma circunstância procurará, desenvolverá ou adquirirá armas nucleares.

A medida, que tem um prazo de 15 anos, exige que o país reduza as suas centrifugadoras em dois terços. Também proíbe o enriquecimento em instalações importantes.

Em troca, o país obteria alívio das sanções econômicas e permissão para continuar o seu programa nuclear pacífico.

Em 8 de maio de 2018, o então presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos se retirariam oficialmente do acordo nuclear com o Irã.

País que tem capacidade para fabricar armas nucleares

Japão

Em 30 de novembro de 2006, o ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, afirmou que o Japão tinha o conhecimento e a capacidade para produzir armas nucleares, mas não tinha planos para fazê-lo.

Países que abandonaram armas nucleares ou programas do tipo

Belarus

Belarus ainda tem um programa civil de investigação nuclear.

Cazaquistão

Embora tenha herdado ogivas nucleares após o colapso da União Soviética, o Cazaquistão transferiu o inventário para a Rússia.

Ucrânia

Após o colapso da União Soviética, a Ucrânia tinha o terceiro maior arsenal de armas nucleares. Os dispositivos foram devolvidos à Rússia.

África do Sul

Depois de desenvolver armas nucleares na década de 1970, o país interrompeu o seu programa e se tornou um Estado sem armas nucleares em 1991.

Este conteúdo foi criado originalmente em espanhol.

versão original

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