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sábado, 2 de dezembro de 2023

Cybertruck: como é o carro quase 'inquebrável' de Elon Musk que começou a ser vendido nos EUA

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Com dois anos de atraso e mais cara do que o previsto, picape elétrica da Tesla começou a ser entregue a clientes nos Estados Unidos. Versão mais barata custa o equivalente a R$ 300 mil.
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Por g1

Postado em 02 de dezembro de 2023 às 06h10m

#.*Post. - N.\ 11.029*.#

Como é a Cybertruck, picape 'inquebrável' da TeslaComo é a Cybertruck, picape 'inquebrável' da Tesla

A Tesla, empresa de carros elétricos do bilionário Elon Musk, entregou na última quinta-feira (30) as primeiras unidades da Cybertruck, picape elétrica conhecida por ser quase "inquebrável". O modelo tinha sido anunciado em 2019, mas só agora ficou disponível para clientes nos Estados Unidos.

O feito acontece com dois anos de atraso e com preços mais altos do que o previsto inicialmente: o modelo mais barato custa US$ 60.990 (cerca de R$ 300 mil), enquanto, em 2019, a empresa afirmava que as versões partiriam de US$ 39.900 (R$ 195 mil) veja a comparação e fotos ao final.

Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla
Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla

Segundo a Tesla, a Cybertruck é à prova de balas. A montadora diz que o que garante a resistência do carro é o seu acabamento em um aço inoxidável ultra-duro que ajuda a reduzir marcas de desgaste e corrosão.

Segundo a agência France Presse, um artigo da revista The American Prospect aponta que o material usado no veículo pode oxidar e, devido à sua rigidez, pode ser fatal em acidentes automobilísticos.

A empresa de Musk diz que o vidro do carro suporta o impacto de uma bola de beisebol arremessada a uma velocidade de 112 km/h. Ao entregar as primeiras unidades, a montadora fez um teste e lançou uma bola sem tanta rapidez.

A demonstração foi menos arriscada do que a de 2019, quando o modelo foi apresentado. Na ocasião, o designer-chefe da empresa, Franz von Holzhausen, jogou uma pequena bola de ferro contra o veículo, que acabou ficando com a janela trincada.

"Jogamos chaves inglesas, jogamos todo tipo de coisa, jogamos uma máquina de lavar e não quebrou. Por algum motivo, um pouco estranho, quebrou esta noite, não sei por quê", disse Musk, na ocasião, de acordo com a agência France Presse.

Na quinta, o bilionário disse acreditar que a Cybertruck é o melhor produto já feito pela Tesla. "É muito raro que apareça um produto que seja aparentemente impossível", afirmou. "Será algo único nas estradas. Finalmente, o futuro parecerá com o futuro".

Elon Musk ataca anunciantes após boicote ao Twitter: 'Vão se f...'

Cybertruck ficou com a janela trincada após impacto de bola de ferro em evento da Tesla em 2019 — Foto: Divulgação/Tesla
Cybertruck ficou com a janela trincada após impacto de bola de ferro em evento da Tesla em 2019 — Foto: Divulgação/Tesla

A Cybertruck chama atenção por suas linhas retas e por sua aparência que não lembra muito picapes convencionais, mas o aparelho se posiciona nesta categoria. "Mais utilidade que um caminhão, mais rapidez que um carro esportivo", promove a Tesla.

O visual é inspirado em veículos do filme "Blade Runner: O Caçador de Androides" e no modelo anfíbio 'Wet Nellie' visto em "007 - O Espião que me Amava" da saga James Bond, mas também lembra carros de "Mad Max: Estrada da Fúria".

Wet Nellie, veículo submarino que o agente James Bond no filme '007: O espião que me amava' — Foto: REUTERS/Tim Scott
Wet Nellie, veículo submarino que o agente James Bond no filme '007: O espião que me amava' — Foto: REUTERS/Tim Scott

A Cybertruck tem uma carroceria de 1.900 litros e, em suas versões mais potentes, consegue puxar cargas de até 4,9 toneladas.

A versão All-Wheel Drive (tração nas quatro rodas) roda até 545 quilômetros com apenas uma carga, segundo a fabricante. A empresa vende uma bateria extra para aumentar o alcance e afirma que é possível recuperar quase metade da carga em 15 minutos de carregamento rápido.

Analistas classificaram o Cybertruck como um projeto de alto risco em relação aos outros veículos da Tesla. "Vai atrair uma clientela mais rica que pode pagar o preço e quer algo que seja único e peculiar", disse, à Reuters, Jessica Caldwell, chefe de insights da empresa de pesquisa automotiva Edmunds.

"Não é um grande segmento da população que pode pagar por isso, especialmente com as atuais taxas de juros", afirmou.

A Cybertruck deve competir com picapes elétricas como a Ford F-150 Lightning (a partir de US$ 50 mil), Rivian R1T (a partir de US$ 73 mil) e Hummer EV (a partir de US$ 96 mil).

Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla

A picape da Tesla tem ainda central multimídia com duas telas: uma de 18,5 polegadas para a região frontal, e outra de 9,4 polegadas para os bancos traseiros. O modelo tem 15 alto-falantes que, segundo a fabricante, oferecem qualidade de estúdio.

Com espaço para cinco pessoas, o carro também conta com um amplo teto de vidro.

As primeiras unidades foram entregues na quinta, mas outros clientes devem começar a receber os carros apenas em 2024. Os primeiros da fila são os que pagaram US$ 100 (cerca de R$ 500) para reservar seu lugar e aceitaram pagar o valor total do veículo.

Musk, cofundador e diretor-executivo da Tesla, disse que a produção do veículo vai acelerar até 2025, quando a empresa pretende passar a fabricar 250 mil unidades por ano.

A Tesla diz que 1 milhão de pessoas já reservaram unidades da Cybertruck, o que faria as entregas do carro demorarem até quatro anos. Veja abaixo as diferenças entre as versões da Cybertruck.

Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 — Foto: Reuters/Mike Blake
Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 — Foto: Reuters/Mike Blake

Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 — Foto: Reuters/Mike Blake
Cybertruck em loja da Tesla na Califórnia, em foto de 20 de novembro de 2023 — Foto: Reuters/Mike Blake


Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla
Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla


Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla
Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla


Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla
Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla


Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla
Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla


Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla
Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla


Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla
Tesla Cybertruck — Foto: Divulgação/Tesla
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

Foto de pássaro pousando em cabeça de noiva ganha concurso internacional de fotos de casamento

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Mais de 300 fotógrafos de vários lugares do mundo enviaram seus registros das cerimônias. No total, organizadores do prêmio receberam mais de 1.700 fotos.
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Por g1

Postado em01 de dezembro de 2023 às 16h30m

#.*Post. - N.\ 11.028*.#

Imagem vencedora da 7ª edição do concurso 'Fotógrafo Internacional de Casamento do Ano' — Foto: Tara Lilly/International Wedding Photographer of the Year 2023
Imagem vencedora da 7ª edição do concurso 'Fotógrafo Internacional de Casamento do Ano' — Foto: Tara Lilly/International Wedding Photographer of the Year 2023

A foto de um pássaro pousando na cabeça de uma noiva venceu a 7ª edição do "Fotógrafo Internacional de Casamento do Ano", concurso de fotografia.

Mais de 300 fotógrafos de vários lugares do mundo enviaram seus registros das cerimônias. No total, os organizadores do prêmio receberam mais de 1.700 fotos.

A grande vencedora de 2023 foi Tara Lilly, do Canadá. Vencedor de 2022 e um dos jurados dete ano, Dee Kampe falou sobre a foto: "Há emoção pura e não filtrada, há surpresa, há o inesperado. Ela encapsula as emoções e a narrativa que permeia todo o dia do casamento em um único quadro.

Veja as imagens vencedoras:

'Pista de dança' - Imagem que ficou com o segundo lugar da 7ª edição do concurso 'Fotógrafo Internacional de Casamento do Ano' — Foto: Carmelo Ucchino/International Wedding Photographer of the Year 2023
'Pista de dança' - Imagem que ficou com o segundo lugar da 7ª edição do concurso 'Fotógrafo Internacional de Casamento do Ano' — Foto: Carmelo Ucchino/International Wedding Photographer of the Year 2023


Imagem vencedora na categoria 'Foto de casal' — Foto: Aimée Flynn/International Wedding Photographer of the Year 2023
Imagem vencedora na categoria 'Foto de casal' — Foto: Aimée Flynn/International Wedding Photographer of the Year 2023


Imagem vencedora na categoria 'Fotografia de grupo' — Foto: Jeff Tisman/International Wedding Photographer of the Year 2023
Imagem vencedora na categoria 'Fotografia de grupo' — Foto: Jeff Tisman/International Wedding Photographer of the Year 2023


Imagem vencedora na categoria 'Preto & Branco' — Foto: Fabio Mirulla/International Wedding Photographer of the Year 2023
Imagem vencedora na categoria 'Preto & Branco' — Foto: Fabio Mirulla/International Wedding Photographer of the Year 2023


Imagem vencedora na categoria 'Noivado' — Foto: Julian Zeman/International Wedding Photographer of the Year 2023
Imagem vencedora na categoria 'Noivado' — Foto: Julian Zeman/International Wedding Photographer of the Year 2023


Imagem vencedora na categoria 'Localização épica' — Foto: Aimée Flynn/International Wedding Photographer of the Year 2023
Imagem vencedora na categoria 'Localização épica' — Foto: Aimée Flynn/International Wedding Photographer of the Year 2023


Imagem vencedora na categoria 'De cima' — Foto: Ben Lane – Tinted Photography/International Wedding Photographer of the Year 2023
Imagem vencedora na categoria 'De cima' — Foto: Ben Lane – Tinted Photography/International Wedding Photographer of the Year 2023


Imagem vencedora na categoria 'Retrato Solo' — Foto: Shankhesh Jariwala/International Wedding Photographer of the Year 2023
Imagem vencedora na categoria 'Retrato Solo' — Foto: Shankhesh Jariwala/International Wedding Photographer of the Year 2023


Imagem vencedora na categoria 'Quebrar as regras' — Foto: Traci Edwards/International Wedding Photographer of the Year 2023
Imagem vencedora na categoria 'Quebrar as regras' — Foto: Traci Edwards/International Wedding Photographer of the Year 2023


Imagem vencedora na categoria 'Aceso' — Foto: International Wedding Photographer of the Year 2023
Imagem vencedora na categoria 'Aceso' — Foto: International Wedding Photographer of the Year 2023

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Brasil na Opep+: país deve entrar no grupo, mas sem cotas, diz presidente da Petrobras

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O possível ingresso do Brasil na Opep+, que reúne os principais produtores de petróleo e aliados, como a Rússia, foi anunciado na quinta-feira (30).
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TOPO
Por Reuters, g1

Postado em 01 de dezembro de 2023 às 10h00m

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Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, em entrevista ao Estúdio i. — Foto: Reprodução/GloboNews
Jean Paul Prates, presidente da Petrobras, em entrevista ao Estúdio i. — Foto: Reprodução/GloboNews

O Brasil deverá ingressar no grupo de produtores de petróleo Opep+ com um papel de cooperação e observação das decisões, mas sem participar do sistema de cotas de produção, disse à Reuters o presidente-executivo da Petrobras, Jean Paul Prates.

"Eles chamam outros países que não têm direito a voto, e não são impostas cotas a esses países. Jamais participaríamos de uma entidade que estabelecesse cota para o Brasil, ainda mais com o apoio da Petrobras, que é uma empresa aberta no mercado e não pode ter cota", afirmou o executivo.

O possível ingresso do Brasil na Opep+, que reúne os principais produtores de petróleo e aliados, como a Rússia, foi anunciado na quinta-feira (30) em reunião do grupo com a participação do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Silveira disse na reunião que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "confirmou nossa carta de cooperação" com o grupo de países produtores de petróleo a partir de janeiro de 2024, e que uma equipe técnica do governo analisa o convite recebido.

Segundo o presidente da Petrobras, o Brasil irá analisar as regras de funcionamento da plataforma para tomar uma decisão em junho do próximo ano.

"Em junho, vai ter outra reunião onde aí certamente, em Viena, o Brasil vai levar e dizer 'olha, eu topo participar, estou dentro'. E aí passar a participar das reuniões como uma espécie de membro observador".

Na véspera, fontes já haviam dito à Reuters que o Brasil não deve participar de sistema de cotas de produção da Opep+, que pode levar a cortes no fornecimento de petróleo.

Uma das principais resistências para o Brasil participar das cotas é a Petrobras, que busca elevar sua extração no país, para ampliar a oferta de derivados no mercado interno. Além disso, a companhia obtém importantes receitas com exportações de petróleo.

O Brasil é o maior produtor de petróleo da América do Sul, com uma produção de 4,66 milhões de barris de óleo equivalente ao dia (petróleo e gás) em setembro.

O que são as cotas da Opep+

A Opep+, que é responsável por mais da metade da produção de petróleo no mundo, nasceu com o objetivo de coordenar e unificar as políticas de produção e exportação da commodity pelos países membros, visando sempre "salvaguardar os seus interesses, individual e coletivamente", segundo o estatuto da organização.

Dessa forma, o que a Opep+ faz, na prática, é determinar quanto de petróleo será produzido para controlar os preços no mercado global. Com uma maior produção, o preço tende a ficar mais barato. Já com uma menor produção, o preço pode ficar mais caro ou se estabilizar.

Quando há uma baixa demanda por petróleo no mundo, por exemplo, a tendência é que a produção seja reduzida, para que não haja muito estoque do produto (o que desvalorizaria seu preço).

As decisões sobre quanto será produzido são determinadas por cotas - que é o que o presidente da Petrobras disse que o Brasil não terá. Os países membros, com base nas oscilações globais de demanda e preço, recebem cotas sobre qual a quantidade máxima que podem produzir por dia.

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quinta-feira, 30 de novembro de 2023

22 facções criminosas nacionais e estrangeiras atuam na Amazônia Legal, aponta estudo; mortes e tráfico de drogas aumentam na região

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Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontou presença de grupos do crime organizado em 178 municípios. Mapa mostra onde facções atuam.
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Por Gabriel Croquer, Arthur Stabile, Marina Pinhoni, g1

Postado em  30 de novembro de 2023 às 10h35m

#.*Post. - N.\ 11.026*.#

Práticas ambientais criminosas ganharam força com aumento de facções na Amazônia — Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
Práticas ambientais criminosas ganharam força com aumento de facções na Amazônia — Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Ao menos 22 facções criminosas nacionais e estrangeiras atuam na Amazônia Legal, área formada por nove estados brasileiros: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e por parte do Maranhão.

É o que revela o estudo "Cartografias da violência na Amazônia", do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (30).

O levantamento mapeou a presença de facções em 178 das 772 cidades da Amazônia Legal (24,6%), quase um a cada quatro municípios. Em 80 delas, há disputa entre facções.

A presença de grupos criminosos impacta na violência e no tráfico de drogas na Amazônia Legal:

As capitais da região que têm conflito entre facções são:

  • Manaus (AM);
  • Porto Velho (RO);
  • Macapá (AP);
  • Rio Branco (AC);
  • Palmas (TO).

Confira no mapa abaixo todos os 178 municípios controlados ou disputados por facções na Amazônia Legal.

Entre as facções na Amazônia Legal estão grupos com presença nacional, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Facções locais, como a Família do Norte (FDN), e estrangeiras —do Peru, Venezuela e Colômbia.

Essa teia do crime organizado, que sempre contou com facções locais, foi nacionalizada a partir de 2016, explica o pesquisador da Universidade do Estado do Pará e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Aiala Couto.

"O que ocorreu foi uma absorção dessas facções locais, a partir das facções do Sudeste, bem como o surgimento de grupos regionais dentro da região Amazônica, e isso acabou colocando em evidência a chegada de grupos de São Paulo e do Rio de Janeiro".

Nesse período, completa o diretor-presidente do Fórum, Renato Sérgio de Lima, as duas maiores facções do Sudeste quebraram um acordo de convivência na Amazônia Legal e passaram a disputar protagonismo.

A nova dinâmica de criminalidade descontrolada da região ficou explícita para todo o país a partir do final de 2016 e começo de 2017, quando essa disputa levou a diversos massacres e rebeliões em penitenciárias.

Em 2017, inclusive, o Brasil atingiu o pico de mortes violentas da série histórica coletada pelos pesquisadores, com 63.880 casos.

Floresta ameaçada

Além do tráfico de drogas, a fronteira da Amazônia Legal com outros países da América Latina atrai o crime organizado pela facilidade em outras práticas como o tráfico de armas, contrabando de madeira, contrabando de minérios e pesca ilegal.

O resultado foi a associação do crime organizado com práticas ambientais ilegais, o que torna ainda mais difícil a conservação da floresta Amazônica e o modo de vida de povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas, explica Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

"Não há, portanto, como debater estratégias e políticas para manter a Floresta Amazônica de pé sem considerar a grave ameaça que o crime e a violência representam na região hoje", concluem os autores do estudo. 

Outros destaques do estudo
  • A taxa de mortes violentas intencionais na Amazônia para cada 100 mil habitantes (33,8) foi 45% superior à média nacional (23,3) em 2022.
  • Quinze municípios apresentaram taxa média de violência letal acima de 80 mortes por 100 mil habitantes no triênio 2020-2022, a maioria nos estados do Pará e Mato Grosso.
  • A taxa de mortes violentas de indígenas na Amazônia é 26% maior do que fora dela.
  • A taxa de feminicídio na Amazônia foi de 1,8 para cada 100 mil mulheres, 30,8% superior à média nacional, que foi de 1,4 por 100 mil.
  • A violência sexual também apresenta taxas mais elevadas na Amazônia do que no restante do país. A taxa de estupros na região foi de 49,4 vítimas para cada 100 mil em 2022, 33,8% superior à média nacional, que foi de 36,9 por 100 mil.
  • Os registros de crimes vinculados ao desmatamento cresceram 85,3% entre 2018 e 2022. No último ano, foram 619 registros nas polícias civis dos estados da Amazônia Legal.
  • Os registros de incêndios criminosos na Amazônia Legal cresceram 51,3% entre 2018 e 2022.
  • Em 10 anos, a taxa de pessoas no sistema prisional na Amazônia Legal cresceu 67,3%, enquanto a média nacional foi de 43,3% de aumento.
  • Entre 2019 e 2022, o crescimento dos registros de arma de fogo na Amazônia foi da ordem de 91%, ao passo que a média nacional ficou em 47,5%.
  • Entre 2019 e 2022, a apreensão de cocaína pelas polícias estaduais na Amazônia cresceu 194,1%, totalizando cerca de 20 toneladas. Já a Polícia Federal apreendeu 32 toneladas de cocaína em 2022, crescimento de 184,4% em comparação a 2019.
A morte de Bruno Pereira e Dom Philips completou um ano nesta segunda-feira
A morte de Bruno Pereira e Dom Philips completou um ano nesta segunda-feira

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