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quinta-feira, 22 de junho de 2023

Como funciona a Starlink, serviço de internet de Elon Musk usado na missão do submarino que desapareceu

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Sistema forma uma 'constelação' de milhares de satélites que ficam em órbita terrestre baixa, enviando sinal de internet a áreas remotas. OceanGate, responsável pela 'Expedição Titanic', usava a tecnologia, mas ela não funciona em submarinos, explica especialista.
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Por Darlan Helder, g1

Postado em 22 de junho de 2023 às 08h25m

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Como funciona a Starlink, serviço de internet de Elon Musk usado no submarino desaparecido — Foto: Starlink e Reuters
Como funciona a Starlink, serviço de internet de Elon Musk usado no submarino desaparecido — Foto: Starlink e Reuters

Desde domingo (18), um submarino usado para levar turistas até o local onde estão os restos do Titanic desapareceu no Oceano Atlântico. A empresa responsável pela missão usava a Starlink, serviço de internet via satélite de Elon Musk, para manter a comunicação com a superfície.

Quatro dias antes do desaparecimento, a OceanGate, empresa que faz expedições até os destroços do Titanic, disse que "sem torres de celular no meio do oceano, conta com a Starlink para fornecer as comunicações necessárias durante a Expedição Titanic de 2023 deste ano" (veja no tuíte abaixo).

Especialista consultado pelo g1 explica que não é comum submarinos usarem internet via satélite para comunicação, pois o sinal não chega até o veículo. Por isso, não dá para afirmar ainda que o desaparecimento tem a ver com a Starlink. Saiba mais sobre essa tecnologia a seguir:

📡 O que é a Starlink?

A Starlink é um braço da SpaceX, uma companhia de exploração espacial que trabalha para formar uma "constelação" de satélites. E, assim, levar conexão de internet a áreas remotas em todo o planeta com pouca ou nenhuma estrutura. Alguns exemplos são:

  • 👩‍🌾 áreas rurais
  • 🏡 pequenos vilarejos
  • 🏜️ desertos
  • 🚢 alto mar
  • ✈️ no céu (em aviões com wi-fi)
  • 🐆 e até a Amazônia

A Starlink não cita submarinos, mas diz que a tecnologia funciona em movimento, em veículos como:

  • 🚤 lanchas e barcos
  • 🚢 navios (cruzeiros)
  • 🚙 carros e motorhomes

"A internet via satélite funciona com veículos que estão na superfície. No fundo do mar, esse sinal é bastante reduzido. Teoricamente, ele até pode chegar, mas é muito próximo de zero", explica Ricardo Caranicola, professor de engenharia eletrônica no Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Segundo o especialista, em grandes profundidades, um dos métodos mais utilizados para comunicação é o de ondas sonoras para mensagens simples, e não satélite.

Os satélites da Starlink ficam em órbita terrestre baixa, a uma altitude de 550 quilômetros, o que significa que eles estão próximos da Terra (inclusive, é possível vê-los daqui), tornando o envio de sinal bem mais rápido. Para comparação, os geoestacionários ficam a uma distância de 35 mil km.

Segundo a Starlink, os satélites se movem automaticamente para evitar colisões com lixos espaciais. Também há sensores de navegação para que os equipamentos possam encontrar a melhor localização, altitude e orientação para envio de sinal de internet.

O envio de satélites é feito em missões pela própria SpaceX, que utiliza seu foguete Falcon 9 para isso (veja na imagem abaixo). A empresa tem hoje cerca de 3 mil equipamentos operando e, no futuro, o objetivo é atingir a marca de 42 mil em órbita na Terra.

"Quanto mais satélites, maior a cobertura na área terrestre", diz Ricardo Caranicola Caleffo, do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Foguete Falcon 9 envia satélites Starlink para orbitar da Califórnia (EUA). — Foto: Divulgação/SpaceX

📶 E opera no Brasil?

Sim! 👍

A Starlink está alcançando todos os continentes, o que significa que o serviço já funciona em todo o mundo, com algumas exceções, como Cuba, Venezuela, Rússia, China e Irã.

  • "A Starlink agora está ativa em todos os continentes, incluindo a Antártida. — Elon Musk, em setembro de 2022."

Na América do Sul, a Starlink está ativa no Brasil, Chile, Peru, Colômbia e no Equador. Agora, Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Guiana aguardam aprovação regulatória, segundo a própria empresa.

💰 Quanto custa?

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a Starlink a operar no Brasil em janeiro de 2022. Com isso, a empresa poderá fornecer o serviço em todo o território nacional até 2027.

Para ter acesso ao serviço, é preciso desembolsar R$ 2 mil pelos equipamentos (kit com antena, roteador e cabos). A mensalidade da internet sai por R$ 230.

Segundo Raul Colcher, membro sênior do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), a utilização de foguetes para envio dos satélites e a operação em si encarecem o serviço de internet via satélite. "Apesar disso, já existe um movimento de popularização e barateamento", afirma o especialista ao g1.

Equipamento da Starlink, empresa de Elon Musk, exposta na Agrishow 2023 em Ribeirão Preto, SP — Foto: Érico Andrade/g1
Equipamento da Starlink, empresa de Elon Musk, exposta na Agrishow 2023 em Ribeirão Preto, SP — Foto: Érico Andrade/g1

🏃‍♂️💨 Mas é rápida?

Em seu site, a Starlink afirma que o serviço poderá ter latência de até 25 ms (milissegundos). Latência (ou "delay") é o tempo mínimo de resposta entre um aparelho e os servidores de internet.

Mas um levantamento da SpeedTest (Ookla) indica que a média no Brasil ficou em 75 ms durante o primeiro trimestre de 2023. Segundo o site especializado em medições de internet, ainda nesse período, apenas o Peru teve a menor latência na América do Sul, com média de 48 ms.

No início de 2022, a Starlink disse que, no futuro, esperava alcançar velocidade de download de 1 Gb/s (gigabit por segundo), mas depois revelou que sua atual meta é alcançar 10 Gb/s, segundo o "CNBC". Hoje, ela fica entre 100 Mb/s e 200 Mb/s (megabits por segundo).

🔎 Quem são os rivais da Starlink

  • Project Kuiper: projeto desenvolvido pela Amazon e que planeja 83 lançamentos de satélites em 5 anos. O objetivo da empresa, assim como a Starlink, é levar internet rápida para comunidades ao redor do mundo que tenham dificuldade com acesso à comunicação;
  • Viasat: empresa oferta serviço de internet via satélite e é hoje uma das principais rivais da Starlink. Em abril, ela contratou a SpaceX para levar para o espaço o ViaSat-3, um satélite de internet com maior capacidade do mundo. Ele deve operar também no Brasil a partir do segundo semestre de 2023;
  • HughesNet: empresa já opera no Brasil e tem como foco produtores rurais que ainda não têm acesso à internet. Ela também pretende, ainda em 2023, lançar um novo satélite, chamado de Jupiter 3. "O novo satélite vai permitir uma melhora significativa no desempenho dos serviços oferecidos pela Hughes, com velocidade de download de até 100 Mb/s", diz.

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INFOGRÁFICO: saiba qual é a profundidade onde está o Titanic; ambiente hostil dificulta buscas por submarino desaparecido

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Cinco pessoas estão no submersível, que perdeu comunicação. Previsão é de que o oxigênio acabe nesta quinta-feira (22).
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Por Giuliana Viggiano

Postado em 22 de junho de 2023 às 06h00m

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As buscas pelo submersível turístico que desapareceu no último domingo (18) na costa leste dos Estados Unidos continuam nesta quinta-feira (21). A expedição levava cinco tripulantes para ver os destroços do Titanic, que ficam a 650 km da costa do Canadá, a aproximadamente de 3.800 metros da superfície.

Realizar uma operação de resgate nesta profundidade é particularmente desafiador: águas congelantes, escuridão total e animais desconhecidos são apenas alguns dos fatores que tornam o oceano profundo um local hostil para forasteiros — e até para alguns de seus moradores.

No infográfico abaixo, entenda mais sobre o que separa a superfície marinha dos destroços do Titanic nas profundezas:

saiba qual é a profundidade onde está o Titanic; ambiente hostil dificulta buscas por submarino desaparecidoFoto: Vitória Coelho e Wagner Magalhães | Arte g1

No domingo (18), um submarino turístico com 5 pessoas a bordo começou uma viagem rumo aos destroços do Titanic, a 3.800 metros de profundidade no Oceano Atlântico. Depois de 1 hora e 45 minutos, a embarcação perdeu o contato com a superfície.

A embarcação tem oxigênio disponível para manter os 5 tripulantes vivos até esta quinta-feira pela manhã.

🚢 Qual o objetivo da expedição? Ver e registrar os destroços do Titanic, que afundou em 1912, no Oceano Atlântico.

🧭 Onde estão os destroços do Titanic? A cerca 3,8 mil metros de profundidade, a 650 km da costa do Canadá.

💵 Quem organizou o passeio e quanto custou? A expedição é organizada pela empresa de turismo marítimo OceanGate Expeditions, que cobra US$ 250 mil (R$ 1,19 milhão) de cada passageiro.

🗓️ Quando o submarino desapareceu? A expedição começou na sexta-feira (16), partido de Newsfoundland, no Canadá. A descida propriamente dita teve início no domingo (18). A expectativa inicial era que demorasse cerca de duas horas para chegar aos destroços do Titanic, mas o módulo perdeu comunicação após 1 hora e 45 minutos de viagem.

🔎 Quem está a bordo? Há um piloto e quatro passageiros a bordo:

  • o diretor-executivo da OceanGate, Stockton Rush, piloto do submarino;
  • o empresário paquistanês Shahzada Dawood;
  • Suleman Dawood, que é filho de Shahzada;
  • o bilionário e explorador britânico Hamish Harding;
  • e o ex-comandante da Marinha Francesa Paul-Henry Nargeolet, principal especialista no naufrágio do Titanic.

🎮 Como é submarino? Chamado Titan, ele:

  • tem 6,5 metros de comprimento por 3 metros de largura;
  • pesa mais de 10 toneladas e é e feito de fibra de carbono e titânio;
  • é guiado por um joystick que se parece muito com um controle de videogame;
  • move-se a uma velocidade de 3 nós (5,5 km/h) e é impulsionado por quatro propulsores;
  • pode levar até cinco pessoas;
  • e não é autônomo, como um submarino de grande porte, razão pela qual precisou ser carregado na superfície do mar por 643 km até a região da descida
📝 O que pode ter acontecido? Especialistas têm as seguintes teorias:

  • o submarino pode estar no fundo do oceano;
  • pode estar flutuando na superfície;
  • ou pode ter implodido com a pressão da coluna de água.
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quarta-feira, 21 de junho de 2023

O que é o fenômeno El Niño e como ele vai afetar o inverno, que começa amanhã

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Fenômeno causa secas no Norte e Nordeste do país (chuvas abaixo da média), principalmente nas regiões mais equatoriais; e provoca chuvas excessivas no Sul do país e no sudeste do país.
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Por g1

Postado em 21 de junho de 2023 às 09h45m

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Quando o El Niño está ativo a água do oceano na zona equatorial está mais quente — Foto: Cortesia de William PatzertQuando o El Niño está ativo a água do oceano na zona equatorial está mais quente — Foto: Cortesia de William Patzert

O inverno começa oficialmente no hemisfério sul nesta quarta-feira (21). A estação mais fria do ano, entretanto, deve ser atípica por influência do El Niño, fenômeno meteorológico que eleva as temperaturas — e que pode, inclusive, se tornar um Super El Niño.

O El Niño, assim como a La Niña, determina mudanças nos padrões de transporte de umidade e, portanto, variações na distribuição das chuvas em algumas partes do mundo — inclusive o Brasil.

El Niño à vistaEl Niño à vista

Segundo o International Research Institute for Climate and Society, os dois fenômenos, El Niño (EN) e La Niña (LN), têm as seguintes características:

  • tendem a se desenvolver entre abril e junho
  • atingem o pico entre outubro e fevereiro
  • duram entre 9 e 12 meses,
  • podem persistir por até aproximadamente 2 anos
  • recorrem em intervalos de 2 a 7 anos

Ou seja, acontecem de maneira alternada e periódica, com um período de neutralidade entre eles. Para determinar que um dos dois fenômenos está em curso é preciso haver persistência na alteração de temperatura no Oceano Pacífico por, pelo menos, cinco ou seis meses de registros de altas ou quedas para que um dos fenômenos se consolide de fato.

O El Niño é a fase positiva do fenômeno chamado El Niño Oscilação Sul (ENOS). Ou seja, quando ele está em atuação, o calor é reforçado no verão e o inverno é menos rigoroso. Isso ocorre porque ele dificulta o avanço de frentes frias no país, fazendo com que as quedas sejam mais sutis e mais breves.

O ar se torna mais seco e passa a circular para baixo, o que dificulta a formação de chuva e está associado a períodos de secas.

Quais os impactos do El Niño sobre o clima do Brasil?

Causa secas no Norte e Nordeste do país (chuvas abaixo da média), principalmente nas regiões mais equatoriais; e provoca chuvas excessivas no Sul do país e no sudeste do país.

Impacto do El Niño no inverno de cada região brasileira — Foto: Arte/g1
Impacto do El Niño no inverno de cada região brasileira — Foto: Arte/g1

Tem relação com o aquecimento global?

Não, já que essa variabilidade climática é diferente de mudança climática (que é definitiva, quando o regime climático como um todo se altera e cria um novo padrão).

ONU alerta para a volta do El Niño e o risco de calor recordeONU alerta para a volta do El Niño e o risco de calor recorde

No entanto, as mudanças climáticas devem afetar inclusive esses mecanismos de variabilidade porque a própria circulação dos oceanos deve mudar e afetar como o clima vai repercutir ao redor do globo.

Super El Niño?

A ocorrência do evento de variação climática já era amplamente esperada. Há expectativa de especialistas de que ele possa até mesmo se configurar como um Super El Niño.

A confirmação de que o "El Niño" está entre nós foi divulgada por Emily Becker, uma cientista do clima e comunicadora da NOAA. Segundo ela, "as chances dele se tornar um evento forte em seu pico são de 56%, enquanto as chances de termos pelo menos um evento moderado são de aproximadamente 84%".

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James Cameron, diretor de 'Titanic', mergulhou 33 vezes para visitar destroços de navio e gravou documentário

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Cineasta já declarou que só dirigiu o premiado filme de 1997 para 'pagar por uma expedição' à embarcação. Submarino que levaria cinco turistas ao local desapareceu no domingo (18).
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Por g1

Postado em 21 de junho de 2023 às 06h10m

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James Cameron e Bill Paxton em cena de 'Fantasmas do abismo' — Foto: Divulgação
James Cameron e Bill Paxton em cena de 'Fantasmas do abismo' — Foto: Divulgação

Mais conhecido como diretor de alguns dos filmes com as maiores bilheterias de todos os tempos, James Cameron também é um grande admirador das profundezas do mar. Tanto que o cineasta responsável por "Titanic" (1997) já mergulhou 33 vezes para visitar os destroços da embarcação — e lançou até um documentário a respeito em 2003, "Fantasmas do abismo".

O canadense de 68 anos, que também usou seus conhecimentos de explorador de profundidade em "Avatar: O caminho da água" (2022), foi procurado pelo canal americano CNN, mas não comentou o desaparecimento do submarino que levava turistas para visitar os destroços neste domingo (18).

Mas, em 2012, ele falou com o jornal "New York Times" sobre sua expedição à Fossa das Marianas, o ponto mais profundo do oceano a quase 11 mil metros abaixo da superfície. "Você está indo a um dos lugares mais implacáveis da Terra", disse ele. "Não é como se pudesse chamar um guincho para te buscar."

O amor de Cameron pelo mar, e pelo Titanic, vem desde a infância. Tanto que o diretor declarou à revista "Playboy" em 1999 que o filme estrelado por Leonardo DiCaprio nunca foi seu objetivo inicial.

"Eu fiz 'Titanic' porque eu queria mergulhar até os destroços, não porque eu particularmente queria fazer o filme", afirmou ele.

Naufrágio do Titanic é reconstituído em 3D pela primeira vezNaufrágio do Titanic é reconstituído em 3D pela primeira vez

"Quando eu soube que uns caras tinham mergulhado até o Titanic para fazer um filme para Imax, eu disse: 'Vou fazer um filme de Hollywood para pagar uma expedição e fazer a mesma coisa'."

O plano deu certo. Sem ajuste de inflação, "Titanic" tem a quarta maior bilheteria em cinemas ao redor do mundo de todos os tempos (o primeiro "Avatar", também de Cameron, é o primeiro colocado).

Tanto que gerou o documentário de 2003. Em "Fantasmas do abismo", o diretor convidou o amigo Bill Paxton, parte do elenco de "Titanic", para visitar e narrar as expedições aos destroços, que conseguiram as imagens mais detalhadas da embarcação afundada já registradas.

Foto de arquivo mostra James Cameron ao lado da DeepSea Challenger após testes do equipamento na Austrália — Foto: AP Photo/National Geographic, Mark Thiessen, Arquivo
Foto de arquivo mostra James Cameron ao lado da DeepSea Challenger após testes do equipamento na Austrália — Foto: AP Photo/National Geographic, Mark Thiessen, Arquivo

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terça-feira, 20 de junho de 2023

Conheça o interior do submersível que leva turistas e especialistas para conhecer o Titanic

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Conheça o interior do submersível que leva turistas e especialistas para conhecer o Titanic Modelo Titan da empresa OceanGate deixou de responder a comunicações da Guarda Costeira neste domingo. Passageiros ainda estão desaparecidos.
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Por g1

Postado em 20 de junho de 2023 às 13h00m

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Veja como funciona o submarino que levava turistas para ver destroços do Titanic
Veja como funciona o submarino que levava turistas para ver destroços do Titanic

Com mais de 10 toneladas e um joystick para guiar a embarcação, o submersível Titan da empresa OceanGate leva turistas e especialistas para conhecer os destroços do Titanic, um dos naufrágios mais famosos do mundo.

A embarcação pode levar até 5 pessoas, contando com o piloto, e faz parte de uma excursão que pode durar até 8 dias.

Dentro da cápsula principal do Titan, essas 5 pessoas têm que dividir espaço com um visor, que tem uma visão de quase 180° para o lado de fora, e 3 monitores que vão checando status do equipamento e dos tripulantes.

Pessoas se organizam dentro da cápsula central do Titan, modelo de submersível da empresa OceanGate — Foto: Reprodução/OceanGate
Pessoas se organizam dentro da cápsula central do Titan, modelo de submersível da empresa OceanGate — Foto: Reprodução/OceanGate

Em média, o submersível feito de fibra de carbono e titânio demora cerca de 2 horas para descer até o naufrágio.

A empresa não deixa claro quanto tempo a embarcação fica pairando sobre o que restou do Titanic, o que se sabe é que a quantidade de oxigênio utilizada para a viagem é segura o suficiente para 5 pessoas viajarem por até 4 dias.

O veículo se move a uma velocidade de 3 nós (5,5 km/h) e é impulsionado por quatro propulsores Innerspace 1002.

Segundo a OceanGate, o projeto ousado e inovador consegue mergulhar até uma profundidade 4.000 metros com segurança.

Submarino que leva turistas para ver o Titanic desaparece no AtlânticoSubmarino que leva turistas para ver o Titanic desaparece no Atlântico

Uma expedição turística para ver os destroços do Titanic a bordo de um submersível como esse desapareceu no Oceano Atlântico neste domingo (18).

A OceanGate, empresa responsável pela viagem, confirmou a falta de comunicação com as pessoas dentro do submersível. A programação para a submersão estava programada para às 6h10 do domingo no horário local.

Funcionários da Guarda Costeira dos EUA e do Canadá estão trabalhando em conjunto nas buscas pelos viajantes.

Até a última atualização desta reportagem a embarcação não havia sido encontrada.

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