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segunda-feira, 21 de novembro de 2022

O meteorito que reforça tese de que água da Terra veio do espaço

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Rocha espacial que atingiu uma cidade da Inglaterra no ano passado continha água semelhante aos oceanos do nosso planeta.
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TOPO
Por Jonathan Amos, BBC

Postado em 21 de novembro de 2022 às 10h40m

 #.*Post. - N.\ 10.564*.#

Meteorito de Winchcombe se desprendeu de um asteróide entre Marte e Júpiter — Foto: BBC
Meteorito de Winchcombe se desprendeu de um asteróide entre Marte e Júpiter — Foto: BBC

Um meteorito que caiu na cidade de Winchcombe, no sudeste da Inglaterra, no ano passado, continha água que correspondia quase perfeitamente com a existente na Terra.

Isso reforça a ideia de que rochas do espaço podem ter trazido componentes químicos importantes, incluindo água, para o nosso planeta no início da sua história, bilhões de anos atrás.

Este meteorito é considerado o mais importante já recuperado no Reino Unido.

Os cientistas, que acabaram de publicar a primeira análise detalhada, dizem que o objeto rendeu informações fascinantes.

Mais de 500g de detritos escuros foram recolhidos de jardins residenciais, calçadas e campos depois que uma bola de fogo gigante iluminou o céu noturno de Winchcombe.

Os restos fragmentados foram cuidadosamente catalogados no Museu de História Natural de Londres e depois emprestados a equipes em toda a Europa para serem investigados.

A água representava até 11% do peso do meteorito — e continha uma proporção muito semelhante de átomos de hidrogênio à da água na Terra.

Alguns cientistas dizem que a Terra quando jovem era tão quente que teria expelido grande parte de seu conteúdo volátil, incluindo água.

O fato de a Terra ter tanta água hoje — 70% de sua superfície é coberta por oceanos — sugere que deve ter havido um acréscimo posterior.

Alguns afirmam que isso pode ser proveniente de um bombardeio de cometas gelados — mas a composição química deles não coincide tanto.

Mas os condritos carbonáceos — meteoritos como o de Winchcombe — certamente coincidem.

 — Foto: BBC
— Foto: BBC

E o fato de ter sido recuperado menos de 12 horas após a queda significa que absorveu muito pouca água terrestre, ou até mesmo quaisquer contaminantes.

"Todos os outros meteoritos foram comprometidos de alguma forma pelo ambiente terrestre", diz Ashley King, principal coautor do estudo, do Museu de História Natural de Londres, à BBC News.

"Mas o de Winchcombe é diferente por causa da rapidez com que foi recolhido."

"Isso significa que, quando analisamos (o meteorito), sabemos que a composição que estamos vendo nos leva de volta à composição no início do Sistema Solar, há 4,6 bilhões de anos."

"Fora buscar amostras de rocha de um asteroide com uma espaçonave, não poderíamos ter um espécime mais intocado."

Trajetória precisa

Os cientistas que examinaram os compostos orgânicos contendo carbono e nitrogênio do meteorito, incluindo seus aminoácidos, tiveram uma imagem igualmente nítida.

É o tipo de química que poderia ter sido matéria-prima para a biologia começar nos primórdios da Terra.

A nova análise também confirma a origem do meteorito.

As imagens dos vídeos da bola de fogo permitiram que os pesquisadores elaborassem uma trajetória muito precisa.

Um cálculo retroativo indica que o meteorito veio da parte externa do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter.

Um fragmento do meteorito de Winchcombe foi recentemente vendido em leilão por mais de 120 vezes o valor de seu peso em ouro — Foto: NHM/BBC
Um fragmento do meteorito de Winchcombe foi recentemente vendido em leilão por mais de 120 vezes o valor de seu peso em ouro — Foto: NHM/BBC

Outras pesquisas revelam que ele se desprendeu da parte superior de um asteroide maior possivelmente devido a umacolisão.

Em seguida, levou apenas de 200 mil a 300 mil anos para chegar à Terra, conforme revela o número de átomos específicos, como o néon, criados na matéria do meteorito por meio da irradiação constante de partículas espaciais de alta velocidade, ou raios cósmicos.

"0,2 a 0,3 milhão de anos parece muito tempo — mas, do ponto de vista geológico, é realmente muito rápido", explica Helena Bates, do Museu de História Natural de Londres.

"Os condritos carbonáceos precisam chegar rapidamente aqui ou não sobrevivem, porque são tão quebradiços, tão frágeis que simplesmente se desintegram."

'Mais segredos'

A primeira análise dos cientistas, publicada na edição desta semana da revista Science Advances, é apenas uma visão geral das propriedades do meteorito de Winchcombe.

Mais uma dúzia de artigos sobre temas mais específicos devem ser publicados em breve em uma edição da revista Meteoritics & Planetary Science.

E não deve parar por aí.

"Os pesquisadores vão continuar estudando este espécime nos próximos anos, desvendando mais segredos sobre as origens do nosso Sistema Solar", afirmou Luke Daly, coautor do estudo, da Universidade de Glasgow, na Escócia.

- Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63669358

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A remota ilha no Atlântico Sul que recebe lixo do mundo todo pelo mar

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Uma maré de restos de plástico de todo o mundo chega à Ilha de Ascensão, dizem ambientalistas.
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TOPO
Por BBC

Postado em 21 de novembro de 2022 às 09h10m

 #.*Post. - N.\ 10.563*.#

"O plástico é um material ótimo, mas ele nunca vai embora", diz Fiona Llewellyn — Foto: ZSL, ALICE CHAMBERLAIN/via BBC
"O plástico é um material ótimo, mas ele nunca vai embora", diz Fiona Llewellyn — Foto: ZSL, ALICE CHAMBERLAIN/via BBC

Milhares de pedaços de plástico do mundo todo estão poluindo o litoral de uma remota ilha do Atlântico Sul, segundo ambientalistas e pesquisadores.

O lixo encontrado na costa sudoeste da Ilha de Ascensão veio de países como China, Japão e África do Sul, dizem os ativistas.

A equipe de pesquisadores e ativistas da Sociedade Zoológica de Londres (ZSL) passou cinco semanas avaliando o tamanho da poluição no local.

Mais de 900 espécies de vida marinha estão ameaçadas pela poluição, segundo eles.

A Ilha de Ascensão possui uma grande variedade de espécies nativas e elas estão sendo afetadas pela poluição plástica. É o caso do caranguejo terrestre, da ave fragata e de várias espécies de tubarões, tartarugas, peixes e aves.

A ilha remota, que pertence ao Reino Unido, tem sido alvo de muitos projetos de conservação de biodiversidade.

"Há muito plástico sendo mal usado. É de partir o coração", diz a bióloga marinha Fiona Llewellyn, da ZSL, à BBC. Ela diz que grandes empresas e governos precisam assumir a responsabilidade pela poluição que causam.

Llewellyn e sua equipe encontraram mais de 7 mil pedaços de plástico durante sua expedição.

Ambientalistas limpando o litoral da ilha — Foto: ZSL, ALICE CHAMBERLAIN/via BBC
Ambientalistas limpando o litoral da ilha — Foto: ZSL, ALICE CHAMBERLAIN/via BBC

A pequena ilha, com população de apenas 800 pessoas, está preocupada com a poluição. Apenas uma pequena quantidade de plástico no seu litoral vem da própria ilha. Llewellyn afirma: "É fácil ver que a maior parte vem de outros lugares".

Os animais estão ingerindo o plástico e ficando enrosacados nele, o que pode causar danos. Há preocupações crescentes sobre o microplástico entrando na cadeia alimentar.

Os tipos de plástico mais comuns na ilha são garrafas, pedaços de plástico rígido que se quebraram, equipamentos de pesca e pontas de cigarro.

Grande parte do lixo acaba encalhado em penhascos que são difíceis e perigosos de alcançar. "Foi realmente um desafio descer as rochas para chegar a este litoral e contar todo o plástico que estava lá", diz ela.

Pesquisadores percorreram a ilha com o apoio de moradores e do governo — Foto: ZSL, ALICE CHAMBERLAIN/via BBC
Pesquisadores percorreram a ilha com o apoio de moradores e do governo — Foto: ZSL, ALICE CHAMBERLAIN/via BBC

A equipe de conservação da ZSL trabalha com o governo da Ilha de Ascensão, o St Helena National Trust, o governo de Santa Helena, a Universidade de Exeter e a Universidade Nelson Mandela da África do Sul em um esforço para combater a poluição plástica.

O projeto total terá duração de três anos e consiste em monitorar as correntes e o movimento da água, identificar as garrafas plásticas, avaliar suas datas de validade e produção e entender quando e onde elas podem ter entrado na água.

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domingo, 20 de novembro de 2022

De ilha luxuosa a sítio arqueológico: conheça os lugares mais curiosos do Catar

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País da Península Árabe e sede da Copa do Mundo 2022, Catar encanta visitantes pela beleza natural e pelo artificial.
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Por g1

Postado em 20 de novembro de 2022 às 13h00m

 #.*Post. - N.\ 10.562*.#

Conheça os principais pontos turísticos do Catar, sede da Copa do Mundo 2022 — Foto: Ben Koorengevel/Unsplash
Conheça os principais pontos turísticos do Catar, sede da Copa do Mundo 2022 — Foto: Ben Koorengevel/Unsplash

O Catar, palco da Copa do Mundo 2022, está localizado em uma região desértica cercada por grandes arranha-céus, por belas arquiteturas e por muito luxo. O país da Península Árabe preserva e reforça a sua cultura, mas também se abre ao mundo ao promover outras nacionalidades em suas opções de lazer.

O g1 lista abaixo os principais pontos turísticos que não podem faltar na sua lista em visita ao país.

The Pearl (A Pérola)

The Pearl-Qatar — Foto: Visit Qatar/Divulgação
The Pearl-Qatar — Foto: Visit Qatar/Divulgação

Um dos lugares mais famosos do país, The Pearl é uma ilha artificial que concentra muito luxo. A área é cercada por grandes iates, hotéis, prédios residenciais, lojas e restaurantes renomados. The Pearl está a 40 minutos do aeroporto internacional de Hamad, mas também dá para visitar de metrô, já que a estação Legtaifiya (linha vermelha) fica ali perto.

Villaggio Mall — Foto: Divulgação/Visit Qatar
Villaggio Mall — Foto: Divulgação/Visit Qatar

Localizado em Doha, o Villaggio Mall é um estabelecimento de luxo com uma arquitetura inspirada em Veneza. Para que o visitante tenha a sensação de estar na Itália, o shopping tem um canal com água de verdade, em que é possível fazer um passeio de gôndola com a família. Além disso, o teto pintado de azul e branco dá a impressão de ambiente a céu aberto.

Qanat Quartier

Qanat Quartier — Foto: TimeOut
Qanat Quartier — Foto: TimeOut

Mas se quiser ter uma experiência mais imersiva sem estar na Europa, no Qanat Quartier você terá uma verdadeira vivência veneziana. Localizada na The Pearl, a área luxuosa é cercada por cafés, restaurantes e lojas de roupas. Os rios que cortam as ruas convidam os turistas para um passeio de gôndola.

Museu de Arte Islâmica

Museu de Arte Islâmica em Doha — Foto: Museum of Islamic Art/Divulgação
Museu de Arte Islâmica em Doha — Foto: Museum of Islamic Art/Divulgação

O Museu de Arte Islâmica foi reaberto em outubro de 2022 depois de 18 meses fechado para reformas. Com uma arquitetura de impressionar, o local faz o visitante conhecer 3 continentes, tendo acesso a mais de 10 mil objetos em exposição. Você ainda pode fazer uma pausa na cafeteria e apreciar a vista da cidade de uma janela de vidro de 45 metros de altura.

Caverna Dahl Al Misfir — Foto: Visit Qatar/Divulgação
Caverna Dahl Al Misfir — Foto: Visit Qatar/Divulgação

Localizado no oeste de Doha, Dahl Al Misfir tem 40 metros de profundidade e é formada por um gesso fibroso que emite um belo brilho. É uma das maiores cavernas do país e também uma das mais acessíveis. Os visitantes podem encontrar ali as "rosas do deserto", formações rochosas que recebem esse nome devido à semelhança com a flor.

Museu Nacional do Catar

Museu Nacional do Qatar, em Doha  — Foto: The National Museum of Qatar/Divulgação
Museu Nacional do Qatar, em Doha — Foto: The National Museum of Qatar/Divulgação

Projetado pelo arquiteto francês Jean Nouvel, o Museu Nacional do Qatar é outro local com design icônico, sendo uma parada obrigatória para quem visita o país. Nele, os turistas podem conhecer toda a história do Catar com mais de 900 artefatos arqueológicos, bem como a sua formação e os ambientes naturais ali presentes.

Souq Waqif

Mercado Souq Waqif — Foto: TimeOut/Reprodução
Mercado Souq Waqif — Foto: TimeOut/Reprodução

Em Doha, Souq Waqif é um centro comercial em que os visitantes encontram especiarias, roupas locais, itens de decoração e espaços para comer. O local ainda abriga um belo museu de arte islâmica e do Oriente Médio, com azulejos coloridos pintados à mão. Uma falcoaria dentro do Souq Waqif permite ao turista conhecer de perto e até tirar fotos com os falcões.

Al Zubarah é Patrimônio Mundial da Unesco desde 2013 — Foto: Qatar Museums/Reprodução
Al Zubarah é Patrimônio Mundial da Unesco desde 2013 — Foto: Qatar Museums/Reprodução

Reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco em 2013, Al Zubarah é um sítio arqueológico fundado no século 18, se tornando um dos principais assentamentos do país. No ano 1811 a região foi destruída e, depois, abandonada no século 20, mantendo até hoje resquícios da história. Atualmente, é possível aproveitar a área de 60 hectares para conhecer casas, mercados, áreas industriais e mesquitas que ali sobraram.

Regras para visitar o Catar

Para visitar o Catar, é necessário levar o passaporte com validade de no mínimo seis meses. Desde 2021, o visto para brasileiros não é mais obrigatório e os turistas podem ficar no país por até 30 dias.

Até o dia 2 de dezembro, o Catar permitirá apenas a entrada de turistas com ao menos um ingresso para algum jogo da Copa.

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Assembleia de governadores do BID elege Ilan Goldfajn para presidente da instituição

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É a primeira vez que um candidato brasileiro vai comandar o BID, fundado há 63 anos. Banco multilateral é uma das principais fontes de financiamento para América Latina e Caribe.
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Por Jéssica Sant'Ana, g1 — Brasília

Postado em 20 de novembro de 2022 às 12h30m

 #.*Post. - N.\ 10.561*.#

A assembleia de governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) elegeu neste domingo (20) o economista Ilan Goldfajn, candidato brasileiro e ex-presidente do Banco Central, para o comando da instituição.

Ele derrotou outros quatro candidatos:

  • Cecilia Todesca Bocco, secretária de Relações Econômicas Internacionais da chancelaria argentina;
  • Gerardo Esquivel Hernández, um dos diretores do Banco Central do México;
  • Nicolás Eyzaguirre Guzmán, ex-ministro da Economia do Chile; e
  • Gerard Johnson, ex-funcionário do BID e natural de Trindade e Tobago.

É a primeira vez que um candidato brasileiro vai presidir o BID, fundado há 63 anos. O banco multilateral é uma das principais fontes de financiamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e do Caribe.

llan Goldfajn foi indicado como candidato do Brasil pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Em outubro, Guedes aproveitou as reuniões anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), nos Estados Unidos, para buscar apoio à candidatura brasileira.

Goldfajn foi presidente do Banco Central entre junho de 2016 e fevereiro de 2019, tendo sido indicado pelo ex-presidente da República Michel Temer. Atualmente, é diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI.

Retrato de Ilan Goldfajn — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo/Arquivo
Retrato de Ilan Goldfajn — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo/Arquivo

Ao indicá-lo para o BID, o Ministério da Economia destacou, em nota, que ele concilia "ampla e bem-sucedida" experiência profissional no setor público, em organismos multilaterais e no setor privado, além de sólida formação acadêmica, que o "qualificam inequivocamente para o exercício do cargo de presidente" do banco multilateral.

Já o ex-ministro Guido Mantega, enquanto fazia parte do governo de transição, contestou a indicação de Goldfajn e entrou em contato com autoridades econômicas de países das Américas para pedir o adiamento da eleição, o que não conseguiu.

Ele queria, em nome do governo eleito, costurar apoio a outro candidato. A ação de Mantega repercutiu mal entre autoridades e especialistas, que temiam que o gesto poderia prejudicar a candidatura de Goldfajn, um dos economistas mais respeitados do Brasil.

Presidência por 5 anos

Goldfajn foi eleito para ser presidente do BID por um período de cinco anos, podendo ser reeleito apenas uma vez.

Atualmente, o BID é conduzido por Reina Irene Mejía, presidente interina. Mauricio Claver-Caron, ex-presidente, foi demitido do cargo em setembro, após uma investigação concluir que ele teve um relacionamento com uma funcionária e autorizou dois aumentos do salário dela, violando o código de ética da instituição

Composição do BID

O presidente do BID é eleito pela assembleia de governadores, na qual cada um dos 48 países membros é representado por seu governador, normalmente ministros da Fazenda ou outras altas autoridades econômicas.

Para ser eleito, o candidato deve obter a maioria absoluta dos votos dos países membros. O poder de voto varia de acordo com o número de ações detidas por cada país membro. Os EUA são o país com maior poder de voto: 30%. Depois, aparecem Brasil e Argentina, ambos com 11,4%.

O candidato vencedor também deve ter o apoio da maioria absoluta dos 28 países regionais, ou seja, dos países das Américas. Também fazem parte e votam no BID 16 nações européias e quatro asiáticas.

Perfil Ilan

Nascido em março de 1966, Ilan Goldfajn é diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional. Possui doutorado em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), mestrado pela PUC-RJ e graduação pela UFRJ.

Foi presidente do Banco Central do Brasil entre 2016 e 2019 e diretor de Política Econômica da autoridade monetária entre 2000 e 2003. Teve, ainda, uma longa trajetória na iniciativa privada, passando pelo Credit Suisse Brasil, Itaú Unibanco, Ciano Investimentos e Gávea Investimentos.

Foi professor de universidades no Brasil e nos Estados Unidos, sendo também editor e autor de inúmeros livros e artigos.

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sábado, 19 de novembro de 2022

ANTES e DEPOIS: veja como o aquecimento global mudou paisagens pelo mundo

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Imagens da Nasa mostram lugares ao redor do mundo que foram impactados pelas transformações do clima nos últimos anos.
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Por g1

Postado em 19 de novembro de 2022 às 09h00m

 #.*Post. - N.\ 10.560*.#

Desde 1880, as temperaturas globais aumentaram pelo menos 1,1° Celsius, segundo estudos da Nasa, a agência espacial norte-americana.

O clima ao redor de nós está mudando e as emissões produzidas pelo homem estão prendendo a perda de calor do planeta para o espaço. Isso tudo tem um impacto ao redor do mundo, transformando a natureza, as paisagens que conhecemos e aumentando eventos extremos.

Veja abaixo imagens da Nasa mostrando como alguns desses locais eram antes e depois dessas transformações:

Enchentes no Paquistão

4 de agosto de 2022 - 28 de agosto de 2022

Enchentes no Paquistão — Foto: NASA
Enchentes no Paquistão — Foto: NASA

Derretimento da geleira Columbia, Alasca, nos EUA

28 de julho de 1986 - 2 de julho de 2014

Derretimento da geleira Columbia, Alasca, nos EUA — Foto: NASA
Derretimento da geleira Columbia, Alasca, nos EUA — Foto: NASA

Encolhimento do Mar de Aral, na Ásia Central

25 de agosto de 2000 - 19 de agosto de 2014

Encolhimento do Mar de Aral, na Ásia Central — Foto: NASA
Encolhimento do Mar de Aral, na Ásia Central — Foto: NASA

Seca no Lago Powell, Arizona e Utah, nos Estados Unidos

25 de março de 1999 - 13 de maio de 2014

Seca no Lago Powell, Arizona e Utah, nos Estados Unidos — Foto: NASA
Seca no Lago Powell, Arizona e Utah, nos Estados Unidos — Foto: NASA



Desprendimento da geleira Pine Island, na Antártica

28 de outubro de 2013 - 13 de novembro de 2013

Desprendimento da geleira Pine Island, na Antártica — Foto: NASA
Desprendimento da geleira Pine Island, na Antártica — Foto: NASA



Derretimento da geleira de Qori Kalis, no Peru

Julho de 1978 - julho de 2011

Derretimento da geleira de Qori Kalis, no Peru — Foto: NASA
Derretimento da geleira de Qori Kalis, no Peru — Foto: NASA


Derretimento da geleira Muir, no Alasca

13 de agosto de 1941 - 31 de agosto de 2004

Derretimento da geleira Muir, no Alasca — Foto: NASA
Derretimento da geleira Muir, no Alasca — Foto: NASA



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