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quarta-feira, 11 de maio de 2022

IPCA: inflação fica em 1,06% em abril e atinge 12,13% em 12 meses

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Foi a maior variação para um mês de abril desde 1996. Inflação fica mais esparramada e afeta 8 em cada 10 itens pesquisados pelo IBGE.
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, g1

Postado em 11 de maio de 2022 às 11h00m

 #.*Post. - N.\ 10.319*.#

Inflação do mês de abril fica em 1,06%, aponta IBGE
Inflação do mês de abril fica em 1,06%, aponta IBGE

Puxado pela alta dos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 1,06% em abril, após alta de 1,62% em março, segundo divulgou nesta quarta-feira (11) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a maior variação para um mês de abril desde 1996 (1,26%). Ou seja, em 26 anos.

No ano de 2022, o IPCA acumula alta de 4,29%.

Apesar de ter desacelerado frente ao resultado de março, a inflação saltou para 12,13% no acumulado em 12 meses, acima dos 11,30% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Trata-se da maior inflação para o período de 1 ano desde outubro de 2003 (13,98%).

A inflação veio um pouco acima do esperado. A mediana das 39 projeções colhidas pelo Valor Data era de taxa de 1% em abril e de 12,06% em 12 meses.

Com o resultado de abril, já são 8 meses seguidos com a inflação rodando acima dos dois dígitos, o que reforça as apostas de nova elevação da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 12,75% ao ano.


Desaceleração generalizada

Dentre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, apenas o de Habitação registrou deflação em abril. Pressionado pela queda no custo da energia elétrica no país, este grupo registrou queda de 1,14% em abril, depois de ter sofrido uma alta de 1,15% em março.

Outros cinco grupos registraram desaceleração da inflação, ou seja, mantiveram alta dos preços, mas em intensidade menor que a observada no mês anterior. O grupo de transportes foi o segundo com recuo mais intenso, passando de 3,02% em março para 1,91% em abril.

Na contramão, o indicador mais que dobrou na passagem de março para abril nos grupos de artigos de residência (de 0,57% para 1,53%), saúde e cuidados pessoais (de 0,88% para 1,77%) e comunicação (de -0,05% para 0,08%).

Segundo o IBGE, o grupo de artigos de residência foi pressionado, principalmente, pela alta de 2,25% de eletrodomésticos e equipamentos. Já o de saúde e cuidados pessoais foi impactado pela alta de 6,13% de produtos farmacêuticos, enquanto o de comunicação sofreu pressão do aumento médio de 0,41% dos aparelhos telefônicos.

Veja a inflação de abril para cada um dos grupos pesquisados

  • Alimentação e bebidas: 2,06%
  • Transportes: 1,91%
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,77%
  • Artigos de residência: 1,53%
  • Vestuário: 1,26%
  • Despesas pessoais: 0,48%
  • Comunicação: 0,08%
  • Educação: 0,06%
  • Habitação: -1,14%

Tanto transporte quanto alimentação e bebidas ganharam peso na passagem de março para abril. "Juntos, eles contribuíram com cerca de 80% do índice de abril", destacou o analista da pesquisa, André Almeida.

Combustíveis seguem os vilões

De acordo com o IBGE, a alta de preços dos combustíveis foi a que mais pressionou a inflação em abril. Juntos, os combustíveis sofreram uma alta de 3,20% na passagem de março para abril, representando 0,25 ponto percentual do IPCA no mês.

A gasolina foi mais uma vez a vilã da inflação no mês, com alta de 2,48%, respondendo sozinha por um impacto de 0,17 ponto percentual no índice. A gasolina é o subitem com maior peso no IPCA (6,71%), mas os outros combustíveis também subiram. O etanol subiu 8,44%, o óleo diesel, 4,74% e a ainda houve uma alta de 0,24% no gás veicular, destacou o pesquisador André Almeida.

Em 12 meses, os combustíveis acumulam alta de 33,24%, a gasolina de 31,22%, o etanol, de 42,11%, o diesel, de 53,5%, e o gás veicular de 45,18%.

Batata e tomate mais caros

Os alimentos, que já haviam subido no mês anterior, continuaram a subir em abril. A alta foi puxada pelos preços dos alimentos para consumo no domicílio (2,59%).

Entre as principais altas, destaque para as altas do leite longa vida (10,31%), batata-inglesa (18,28%), tomate (10,18%), o óleo de soja (8,24%), o pão francês (4,52%) e as carnes (1,02%).

Energia ameniza índice do mês

O grupo habitação foi o único com deflação no mês, puxado pela queda nos preços da energia elétrica (-6,27%). Em março, o grupo havia registrado alta de 1,15%.

"A variação negativa da energia elétrica foi a que mais contribuiu para essa desaceleração [no mês]", apontou Almeida.

A partir de 16 de abril, passou a vigorar a bandeira tarifária verde, sem cobrança extra na conta de luz. Desde setembro do ano passado, estava em vigor a bandeira de Escassez Hídrica, que acrescentava R$14,20 a cada 100Kwh consumidos.

Já o gás de botijão subiu 3,32% em abril e acumula alta de 32,34% em 12 meses.

RJ tem a inflação mais alta

Dentre as 17 regiões pesquisadas pelo IBGE, sete registraram alta de preços superior ao índice nacional. A inflação mais alta foi observada no Rio de Janeiro (1,39%), enquanto a menor variação ocorreu em Salvador (0,67%).

Belo Horizonte e São Paulo foram as únicas regiões que registraram o mesmo índice de inflação da média nacional.


Inflação mais esparramada

Mesmo com a desaceleração no mês, a inflação ficou mais disseminada. O índice de difusão passou de 76,13% em março para 78,25% em abril. Trata-se do índice de difusão mais intenso desde janeiro de 2003, quando ficou em 85,4%.

O indicador reflete o espalhamento da alta de preços entre os 377 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE. Isso significa que praticamente 8 em cada 10 itens pesquisados ficaram mais caros.

O IBGE ressalvou que entre os produtos não alimentícios o índice de difusão se manteve estável em 77,51%. Já entre os alimentícios, o indicador acelerou de 74,40% para 79,17%.

Passagem aérea e transporte por aplicativo pressionam serviços

Enquanto a inflação geral do país desacelerou na passagem de março para abril, a de serviços registrou avanço no período, passando de 0,45% para 0,66%.

Em 12 meses, o IPCA de serviços acumula alta de 6,94%, quase a metade do indicador geral da inflação no país.

Dentre os itens que compõem a cesta de serviços pesquisada pelo IBGE, passagens aéreas foi o que registrou maior variação de preços em abril (9,48%), seguido por transportes por aplicativos (4,09%) e seguro voluntário de veículos (3,31%).

Inflação para baixa renda

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que calcula a inflação para famílias de baixa renda e é usado como referência para reajustes salariais e benefícios do INSS, subiu 1,04% em abril, contra 1,71% em março.

Foi a maior variação para um mês de abril desde 2003, (1,38%). No ano, o INPC acumula alta de 4,49% e, nos últimos 12 meses, de 12,47%.

Inflação acima da meta pelo 2º ano seguido

A média das expectativas do mercado para a inflação fechada de 2022 está atualmente em 7,89% – mais do dobro do centro da meta para o ano, mas ainda abaixo dos 10,06% registrados em 2021.

As projeções para o IPCA seguem sendo revisadas para cima e o próprio Banco Central já admitiu que a meta de inflação deve superar pelo 2º ano seguido o teto da meta do governo, que tinha sido fixada em 3,5% para 2022.

Para tentar trazer a inflação de volta para a meta, o Banco Central tem feito um maior aperto monetário. A taxa básica de juros (Selic) está atualmente em 12,75% e o BC sinalizou que caminha para elevar mais os juros.

De acordo com a ata da última reunião do Copom, a inflação ao consumidor "segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes, se mostrando mais persistente que o antecipado".

Para 2023, a projeção atual do mercado é de inflação de 4,10% e taxa de juros em 9,25% no final do ano.

Para o próximo ano, a meta de inflação foi fixada em 3,25%, e será considerada formalmente cumprida se oscilar entre 1,75% e 4,75%.

Inflação obriga brasileiros a decidir quais despesas vão quitar e as que vão adiarInflação obriga brasileiros a decidir quais despesas vão quitar e as que vão adiar
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Fóssil de 100 milhões de anos, comercializado ilegalmente em site de leilões da Itália, chega a museu do Ceará nesta quarta

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O item, retirado clandestinamente do Brasil, vai ser cedido ao Museu de Fósseis de Santana do Cariri.
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Por g1 CE

Postado em 11 de maio de 2022 às 09h00m

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Fóssil de 100 milhões de anos, comercializado ilegalmente em site de leilões da Itália, é repatriado, no Ceará — Foto: MPF/Reprodução
Fóssil de 100 milhões de anos, comercializado ilegalmente em site de leilões da Itália, é repatriado, no Ceará — Foto: MPF/Reprodução

Um fóssil brasileiro datado em 100 milhões de anos vai ser entregue à Universidade Regional do Cariri (Urca), nesta quarta-feira (11). O item foi retirado do Brasil clandestinamente, e vai ser cedido ao Museu de Fósseis de Santana do Cariri pelo Ministério Público Federal (MPF).

A peça histórica é datada do período Cretáceo e estava sendo comercializada de forma ilegal, por meio de um site de leilões na Itália. A devolução do espécime ao Brasil é resultado de procedimento instaurado pelo MPF em Juazeiro do Norte, também na região do Cariri, em 2020.

A partir desta quarta-feira, a peça passará a compor o acervo do Museu de Fósseis de Santana do Cariri, que é gerido pela Urca. O peixe fossilizado tem origem na Chapada do Araripe, no Cariri cearense.

O artefato recuperado pelo MPF pertence ao grupo de formação fóssil Santana, um dos principais sítios paleontológicos do mundo e reconhecidamente uma das jazidas fossilíferas com a maior diversidade de material excepcionalmente preservado. Na peça, por exemplo, é possível notar a riqueza de detalhes de tecido mole e até as escamas do peixe.

Fósseis extraídos ilegalmente do Ceará são vendidos por até US$ 150 mil cada no exteriorFósseis extraídos ilegalmente do Ceará são vendidos por até US$ 150 mil cada no exterior

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terça-feira, 10 de maio de 2022

Por que países não aumentam produção de petróleo para controlar preços

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Os preços do petróleo estão em alta, então por que os países exportadores de petróleo não tentam derrubá-los?
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TOPO
Por BBC

Postado em 10 de maio de 2022 às 11h00m

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Rússia produz mais de 10 milhões de barris de petróleo por dia e ajuda Opep a manter preços altos — Foto: Getty Images via BBC
Rússia produz mais de 10 milhões de barris de petróleo por dia e ajuda Opep a manter preços altos — Foto: Getty Images via BBC

Os maiores exportadores de petróleo do mundo se reuniram no dia 5 de maio, em meio a apelos de todo o mundo para reduzir os preços.

Mas membros do grupo de países produtores de petróleo Opep+ - que inclui a Rússia - não estão correndo para ajudar.

Mas o que é Opep+?

A Opep+ é um grupo de 23 países exportadores de petróleo que se reúne todos os meses em Viena para decidir quanto petróleo bruto será colocado no mercado mundial.

No núcleo deste grupo estão os 13 membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que são principalmente países do Oriente Médio e da África. Ele foi formado em 1960 como um cartel, com o objetivo de fixar a oferta mundial de petróleo e, por consequência, seu preço.

Atualmente, as nações que compõem a Opep produzem cerca de 30% do petróleo bruto do mundo - por volta de 28 milhões de barris por dia. O maior produtor da entidade é a Arábia Saudita - mais de 10 milhões de barris diários.

Em 2016, quando os preços do petróleo estavam particularmente baixos, a Opep uniu forças com 10 produtores que oficialmente não faziam parte do grupo para criar a Opep+.

Entre eles está a Rússia, que também produz mais de 10 milhões de barris por dia.

Juntas, essas nações são responsáveis por cerca de 40% de todo o petróleo bruto do mundo.

"A Opep+ adapta a oferta e a demanda para equilibrar o mercado", diz Kate Dourian, do Energy Institute. "Eles mantêm os preços altos ao reduzir a oferta quando a demanda por petróleo cai."

A Opep+ também poderia baixar os preços colocando mais petróleo no mercado, que é o que grandes importadores como os Estados Unidos e o Reino Unido desejam.

Como os preços do petróleo ficaram tão altos?

Na primavera de 2020, quando a covid-19 se espalhou pelo mundo e os países entraram em confinamento, o preço do petróleo caiu devido à falta de compradores.

"Os produtores estavam pagando às pessoas para tirar o óleo de suas mãos, porque não tinham espaço suficiente para armazenar tudo", diz Dourian.

Depois, os membros da Opep+ concordaram em reduzir a produção em 10 milhões de barris por dia, para aumentar o preço.

Em junho de 2021, com a demanda por petróleo começando a se recuperar, a Opep+ começou a aumentar gradualmente a oferta, colocando 400 mil barris extras por dia nos mercados mundiais. Agora, está fornecendo cerca de dois milhões e meio de barris diários a menos do que na primavera de 2020.

No entanto, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o preço do petróleo subiu para mais de US$ 100 o barril. Isso causou aumentos significativos no preço da gasolina nas bombas.

"Quando a Opep+ cortou a oferta em 10 milhões de barris por dia em maio de 2020, eles cortaram muito", diz David Fyfe, economista-chefe da Argus Media.

"Agora eles estão aumentando a oferta a um ritmo lento que não leva em conta os efeitos da crise entre Rússia e Ucrânia."

Há um temor entre os compradores de petróleo de que a União Europeia siga os Estados Unidos e imponha um embargo às importações de petróleo da Rússia, diz Fyfe. A Europa importa atualmente mais de dois milhões e meio de barris de petróleo da Rússia por dia.

"A ameaça de um embargo ao petróleo russo assustou os mercados", diz ele, "porque pode levar a um aperto agudo na oferta".

Por que a Opep+ não aumenta a produção de petróleo?

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apelou repetidamente à Arábia Saudita para aumentar sua produção de petróleo, mas sem sucesso.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, também pediu à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos que aumentem a produção. O pedido também foi negado.

"A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos têm capacidade ociosa, mas se recusam a aumentar a produção por conta própria", diz Kate Dourian.

"Eles não querem ser ditados pelo Ocidente. Eles estão dizendo que a lacuna entre oferta e demanda está diminuindo e que os altos preços de hoje simplesmente refletem o pânico por parte dos compradores de petróleo."

Outras nações da Opep+ estão encontrando dificuldades para aumentar sua produção de petróleo.

"Produtores como Nigéria e Angola têm subestimado suas cotas de produção em um milhão de barris por dia no ano passado", diz David Fyfe.

"O investimento caiu durante a pandemia - e as instalações de petróleo, em alguns casos, não tiveram manutenção. Agora, eles estão descobrindo que não podem realmente entregar aumentos de produção na íntegra." 
Qual é a posição da Rússia?

A Opep+ também tem que respeitar os desejos da Rússia, já que é um dos dois maiores parceiros da aliança.

"Os russos estão satisfeitos com os preços neste nível", diz Carole Nakhle, CEO da Crystol Energy.

"Eles não têm nada a ganhar em vê-los diminuir. A Opep quer manter boas relações com a Rússia, então é mais provável que continuem com o acordo do ano passado. Isso significa aumentar a oferta de petróleo muito gradualmente a partir de agora até setembro."

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segunda-feira, 9 de maio de 2022

Guedes defende redução no IPI e diz que imposto é 'contra a indústria brasileira'

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Declaração do ministro da Economia ocorre dias após o STF ter suspendido a medida do governo que reduziu a alíquota do IPI para uma série de produtos.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 09 de maio de 2022 às 11h05m

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (9) que o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) é um tributo "contra a indústria brasileira".

Ele participou do lançamento do Monitor de Investimentos, plataforma digital desenvolvida em parceria entre o ministério e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) com apoio financeiro do governo britânico.

"Desindustrializamos o Brasil nos ultimo 30, 40 anos [com o IPI]. Na reforma tributária, inclusive, ele acabava, convergindo para o modelo da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, grupo de nações desenvolvidas que o governo fez pedido de ingresso]", afirmou o ministro durante o evento.

O IPI incide sobre os produtos industrializados. A tributação é repassada ao consumidor. O imposto possui várias alíquotas, variando, em sua maior parte, de zero a 30%, mas pode chegar a 300% no caso de produtos nocivos à saúde, como cigarros com tabaco.

O governo federal busca, com a redução do IPI, dar fôlego para a indústria e estimular a economia, que sofre com baixo crescimento, inflação e desemprego. Pelos decretos, alguns produtos tiveram redução de 25% no IPI e outros chegam a 35%.

Moraes suspende corte de IPI para produtos da Zona FrancaMoraes suspende corte de IPI para produtos da Zona Franca

Decisão do STF

A declaração do ministro da Economia vem após decisão, tomada na última sexta-feira (6), pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal Federal (STF), de suspender a redução do IPI para produtos de todo o país que também são produzidos pela Zona Franca de Manaus. A decisão do ministro é cautelar (provisória).

Moraes acolheu pedido do partido Solidariedade. A sigla argumentou que reduzir o IPI para produtos de todo o país que concorrem com o da Zona Franca reduz a vantagem dos artigos de Manaus, que já contam com desoneração. Isso, segundo o Solidariedade, afeta o desenvolvimento da região e a preservação ambiental.

O corte adicional de IPI, agora suspenso por Moraes, beneficiava empresas externas à Zona Franca de Manaus em setores que concorrem com a produção da região, como calçados, tecidos, artigos de metalurgia, aparelhos de TV e de som, armas, móveis, brinquedos e máquinas.

O governo do Amazonas também é contra os decretos de redução do IPI assinados pelo governo federal e vinha tentando costurar um acordo com o Palácio do Planalto para evitar a medida.

Reforma tributária

Em 2020, na primeira etapa da proposta de reforma tributária, o governo chegou a dizer que o IPI seria substituído por um imposto seletivo sobre cigarros e bebidas alcoólicas. A proposta, porém, ainda está sendo debatida no Congresso Nacional.

Apelidado na ocasião pelo ministro Guedes de imposto sobre o "pecado", o imposto seletivo em discussão incidiria sobre cigarros e bebidas alcoólicas, que apresentam as chamada "externalidades negativas"— ou seja, causam efeitos colaterais sobre os consumidores e, consequentemente, oneram o serviço público de saúde.

Além da redução do IPI, o ministro da Economia também defendeu, nesta segunda-feira, o que ele chamou de "programa de crescimento verde" do governo, além nossa reforma do Imposto de Renda, que passou na Câmara dos Deputados mas que segue paralisada no Senado Federal.

"Temos de reduzir os impostos sobre as empresas, que baixam no mundo e sobem no Brasil há 40 anos. A hora é agora, já aprovamos na Câmara, está travada no Senado. Podemos fazer uma versão mais enxuta, tributando super ricos e baixando tributo sobre as empresas. A ideia era baixar [o IR das empresas] de 34% para 26% no primeiro momento", afirmou.

Investimentos

Sobre investimentos, tema da palestra, Guedes afirmou que o modelo baseado em investimentos públicos acabou, pois levou à corrupção na política e à estagnação na economia.

Ele voltou a defender um modelo baseado em investimentos privados, impulsionado por concessões, privatizações e mudanças dos chamados marcos regulatórios (lei e normas).

Com a regra do teto de gastos, que limita o crescimento da maior parte das despesas à inflação do ano anterior, os investimentos públicos vêm sendo limitados nos últimos anos. Em 2021, atingiram o menor nível em 17 anos.

"Já temos contratados R$ 860 bilhões em compromissos de investimentos em concessões, privatizações. Com as reformas de marcos regulatórios, saneamento, gás natural, telecom 5G, o Brasil se transformou na maior fronteira de investimentos do mundo, na hora em que o mundo pede para investimentos em segurança alimentar e energético", declarou.

Segundo ele, em um momento que o mundo concentra esforços na busca por segurança alimentar e energética, em meio às tensões da guerra na Ucrânia, o Brasil "está dizendo que está aberto a esses investimentos". Para o ministro, o monitor de investimentos que está sendo lançado nesta segunda-feira ajudará a contabilizar os investimentos do setor privado na economia.

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domingo, 8 de maio de 2022

Guia para carreira em TI: profissões, salários, por onde começar e como se desenvolver em tecnologia

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Com falta mão de obra, a área conta com remuneração alta e dá oportunidades mesmo para quem tem pouca experiência. Não à toa a rotatividade é grande e setor atrai até quem tem outras profissões.
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Por Tiago Alcântara, Luciana de Oliveira, Victor Hugo Silva, Vivian Souza e Paola Patriarca, g1

Postado em 08 de maio de 2022 às 10h00m

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Com falta mão de obra, a área de TI oferece salários altos e oportunidades para quem tem pouca experiência — Foto: hisIsEngineering no Pexels
Com falta mão de obra, a área de TI oferece salários altos e oportunidades para quem tem pouca experiência — Foto: hisIsEngineering no Pexels

Enquanto quase 12 milhões de brasileiros estão desempregados, segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um setor apresenta uma situação bem diferente: falta mão de obra.

Na tecnologia da informação, chamada de TI, existe muito mais demanda do que gente que pode suprir. E olha que em 2021 foram gerados quase 200 mil empregos na área, segundo a associação das empresas de tecnologia, a Brasscom. Veja abaixo as áreas que mais vão gerar emprego em TI.

A pandemia acelerou um movimento que já crescia: com tanta gente em casa, mais do que nunca se recorreu à tecnologia para tudo. Entre as empresas, quem ainda não era digital teve que correr para ser.

E por trás de cada ferramenta acessada, de cada aplicativo que faz chegar comida, remédio, transporte, comprovante de vacinação, que faz pagamentos e que mantém as conversas em dia existem muitos profissionais de TI. Mas não o tanto que o mercado precisa.

A Brasscom estima que o Brasil forme 53 mil pessoas em cursos de perfil tecnológico por ano. Só que, nesse período, o mercado requer, em média, 159 mil profissionais. Ou seja: a conta não fecha.

Os principais efeitos disso são:

  1. aumento nos salários de quem já é especialista na área. A remuneração em tecnologia (incluindo benefícios) é pelo menos 2,5 vezes maior do que a média salarial brasileira, segundo a Brasscom. As posições mais altas no guia de salários deste ano da consultoria de recrutamento Robert Half beiram os R$ 50 mil.
  2. oportunidades para quem tem pouca experiência. A busca por profissionais juniores, com no máximo dois anos de carreira, cresceu mais de 170% no 1º semestre de 2021, frente ao mesmo período do ano anterior, aponta a plataforma GeekHunter. Segundo a Robert Half, a faixa salarial para essas posições pode variar de R$ 3.000 a R$ 9.000, dependendo da carreira.

Não à toa muitos profissionais costumam trocar rápido de emprego, como se sempre existisse algo melhor ali ao lado: e muitas vezes tem mesmo.

Para você não perder oportunidades, o g1 ouviu dezenas de profissionais da área, especialistas em recrutamento e professores para montar um superguia para quem quer entrar na TI:

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