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sábado, 16 de outubro de 2021

Nave da missão Lucy da Nasa decola para jornada de 12 anos até asteroides de Júpiter

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O objetivo é descobrir novas perspectivas sobre a formação do sistema solar, de 4,5 bilhões de anos atrás.
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Por Laís Modelli, g1

Postado em 16 de outubro de 2021 às 11h05m


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A sonda Lucy sobrevoará pela primeira vez um asteroide entre Marte e Júpiter por volta de 2025. Ao todo, ela estudará oito asteroides de uma região conhecida como Tróia. (entenda a importância da região abaixo)

Nave da missão Lucy da Nasa foi lançada da base espacial na Flórida, EUA, na manhã deste sábado (16). — Foto: Nasa
Nave da missão Lucy da Nasa foi lançada da base espacial na Flórida, EUA, na manhã deste sábado (16). — Foto: Nasa

Cerca de uma hora após o lançamento, Lucy se separou do seu foguete e agora segue viagem sozinha rumo aos asteroides. A sonda viaja a uma velocidade de 180 mil km/h.

Para conseguir viajar sozinha pelos próximos anos, ela carrega a bordo dois enormes painéis solares, cada um com quase 7,3 metros de largura - Lucy é a primeira espaçonave movida a energia solar a se aventurar muito longe do Sol.

Os painéis solares se desenrolaram com sucesso cerca de 30 minutos depois da espaçonave se separar do foguete e começaram a carregar as baterias da sonda para alimentar seus subsistemas.

A sonda foi batizada com o nome Lucy em homenagem a um antigo fóssil que ajudou na compreensão da evolução da espécie humana.

Os asteroides troianos

Imagem mostra trajetória realizada pela pelo foguete Atlas V com a nave Lucy a bordo durante o lançamento ocorrido neste sábado (16). — Foto: Nasa
Imagem mostra trajetória realizada pela pelo foguete Atlas V com a nave Lucy a bordo durante o lançamento ocorrido neste sábado (16). — Foto: Nasa

vidências científicas, segundo a Nasa, indicam que os asteróides troianos são remanescentes do material que formou os planetas gigantes, como a Terra. Estudá-los pode revelar informações até então desconhecidas sobre sua formação e a evolução de nosso sistema solar.

Cada um desses asteroides deve "oferecer uma parte da história de nosso sistema solar, de nossa história", disse Thomas Zurbuchen, diretor da divisão científica da agência espacial dos Estados Unidos.

O custo da missão é de cerca de US$ 981 milhões.

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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

A macabra pilha de ossos humanos descoberta em caverna na Arábia Saudita

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Segundo arqueológos, são centenas de milhares de ossos que pertencem a pelo menos 14 tipos de animais e até humanos; eles teriam sido estocados provavelmente por hienas nos últimos 7 mil anos.
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TOPO
Por BBC

Postado em 15 de outubro de 2021 às 10h10m


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Segundo arqueológos, são centenas de milhares de ossos que pertencem a pelo menos 14 tipos de animais e até humanos — Foto: Archeological and anthropological sciences/Via BBC
Segundo arqueológos, são centenas de milhares de ossos que pertencem a pelo menos 14 tipos de animais e até humanos — Foto: Archeological and anthropological sciences/Via BBC

Uma enorme pilha de ossos de animais, provavelmente acumulados por hienas nos últimos 7 mil anos, foi descoberta por arqueólogos no noroeste da Arábia Saudita.

São centenas de milhares deles, que pertencem a pelo menos 14 tipos de animais, incluindo gado, caprídeos, cavalos, camelos, roedores, e até humanos.

Os ossos foram encontrados em Umm Jirsan, uma extensa rede de túneis formados por atividades vulcânicas.

Imagem de catálogo de ossos achados na Arábia Saudita — Foto: Archeological and anthropological sciences
Imagem de catálogo de ossos achados na Arábia Saudita — Foto: Archeological and anthropological sciences

As descobertas dos pesquisadores foram publicadas recentemente na revista científica Archaeological and Anthropological Sciences.

Segundo o autor principal do estudo, Mathew Stewart, zooarqueológo do Instituto Max Plank para a Ciência da História Humana, na Alemanha, o envolvimento das hienas foi constatado a partir da análise de cortes, mordidas e marcas de digestão dos ossos.

"A hiena-riscada (Hyaena hyaena, também conhecida como hiena-raiada ou hiena-listrada) é um acumulador de ossos muito ávido", disse Stewart ao site Gizmodo.

Itens de caverna na Arábia Saudita catalogados — Foto: Archeological and anthropological sciences
Itens de caverna na Arábia Saudita catalogados — Foto: Archeological and anthropological sciences

Os pesquisadores vinham investigando a área, no campo de lava Harrat Khaybar, na Arábia Saudita, desde 2007, mas só se aventuraram nas profundezas da caverna há alguns meses.

Para o estudo, a equipe analisou 1.917 ossos e dentes recuperados do local. E chegou à conclusão de que tinham entre 439 e 6.839 anos, uma clara indicação de que esses animais vêm usando a rede de túneis subterrâneos há muito tempo. Para isso, usou um pequeno número dessas amostras a partir de um processo conhecido como datação por carbono.

Hienas são animais conhecidos por transportarem ossos para suas tocas, para ser consumidos, armazenados ou alimentar os filhotes.

Veja abaixo um vídeo de 2018 sobre a escavação que revelou o primeiro cemitério de São Paulo.

Escavação arqueológica traz à tona primeiro cemitério público de SP
Escavação arqueológica traz à tona primeiro cemitério público de SP

Segundo o estudo, esses mamíferos são tanto caçadores quanto carniceiros, ou seja, matam alguns animais enquanto acumulam restos mortais de outros.

Um sinal de que as hienas estavam por trás da enorme pilha de ossos foi a presença de fragmentos de crânio humano. Os mamíferos são famosos por vasculhar túmulos em busca de comida.

"É sempre a calota craniana (calvária) que sobrevive", disse Stewart ao Gizmodo.

"(As hienas) parecem não estar realmente interessadas em calotas cranianas. Encontramos talvez cinco ou seis calotas cranianas com marcas de mordidas, mas apenas as calotas. Nada mais", acrescentou ele.

Hienas solitárias normalmente comem animais mortos. Mas as matilhas preferem caçar, visando presas como antílopes, lebres, roedores e pássaros.

Umm Jirsan está longe de ser o único exemplo de hienas estocando enormes conjuntos de ossos.

A caverna Srbsko Chlum-Komin na República Tcheca contém mais de 3,5 mil ossos bem preservados de grandes mamíferos coletados pelos carnívoros.

O novo estudo ocorreu como parte do Projeto Paleodesertos, que busca rastrear a migração humana e animal pela Península Arábica. O clima severo da Arábia Saudita torna essa tarefa difícil: as altas temperaturas podem quebrar os ossos, e alguns realmente se desintegram quando tocados.

"O mais surpreendente é quão bem preservado está o material, e quantomaterial existe, visto que na Arábia Saudita não temos restos de animais, na verdade", disse Stewart ao Gizmodo.

No Twitter, o pesquisador escreveu que "Umm Jirsan (e outros locais semelhantes na região) provavelmente contém informações valiosas sobre as ecologias e os ambientes do Holoceno na Arábia. Este estudo é apenas a ponta do iceberg."

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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Setor de serviços cresce 0,5% em agosto e tem 5ª alta seguida

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Com resultado, setor atinge maior nível em quase 6 anos, mas ainda está 7,1% abaixo do recorde histórico de 2014. Maiores altas no mês foram registradas nos serviços de alojamento e alimentação, e no transporte aéreo.
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Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, g1
14/10/2021 09h00 
Postado em 14 de outubro de 2021 às 12h00m


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O volume de serviços prestados no Brasil avançou 0,5% em agosto, na comparação com julho, apontam os dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da quinta alta mensal seguida.

Já na comparação com agosto de 2020, o crescimento foi de 16,7%.

A alta do mês foi puxada pelo avanço dos serviços de alojamento e alimentação (4,5%), e de transporte aéreo (7,4%).

Embora positiva, taxa desacelerou pelo quarto mês seguido — Foto: Economia/g1
Embora positiva, taxa desacelerou pelo quarto mês seguido — Foto: Economia/g1

Com o resultado, o setor está 4,6% acima do patamar pré-pandemia, alcançando o nível mais elevado desde novembro de 2015.

"Apesar do crescimento, o setor ainda está 7,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014", destacou o IBGE.

O resultado veio dentro do esperado. A mediana das estimativas de 20 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data apontava taxa de crescimento de 0,5% em agosto. As projeções variam de estabilidade a alta de 2,2%.

Avanço da vacinação e maior mobilidade

Segundo o IBGE, a recuperação do setor tem sido impulsionada pela redução das perdas dos serviços de caráter mais presencial em função do avanço da vacinação e aumento da mobilidade da população.

O setor de serviços mantém sua trajetória de recuperação em agosto, sobretudo nos serviços considerados não presenciais, mas também nos presenciais, com o avanço da vacinação e o aumento da mobilidade das pessoas. Desde junho do ano passado, o setor acumula 14 taxas positivas e somente uma negativa, registrada em março, quando algumas atividades consideradas não essenciais foram fechadas por determinação de governos locais em meio ao avanço da segunda onda do coronavírus, destacou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Embora seja a quinta taxa positiva consecutiva, a magnitude de crescimento desacelerou pelo quarto mês seguido. Segundo o gerente da pesquisa, isso ocorre em função da base de comparação alta que foi construída a partir de junho do ano passado depois das grandes perdas que o setor sofreu nos primeiros meses de pandemia.

Alta recorde no acumulado em 12 meses

No acumulado do ano, o setor tem alta de 11,5% frente a igual período do ano anterior. Em 12 meses, o avanço é de 5,1% em agosto – a maior taxa de crescimento para 1 ano da série histórica da pesquisa, iniciada em dezembro de 2012.

Indicador tem alta pelo terceiro mês consecutivo — Foto: Economia/g1
Indicador tem alta pelo terceiro mês consecutivo — Foto: Economia/g1

A média móvel trimestral chegou a 1,1% no trimestre encerrado em agosto, frente ao nível do mês anterior, mantendo a trajetória ascendente desde julho de 2020.

Veja o resultado dos subgrupos de cada grande atividade:

  • Serviços prestados às famílias: 4,1%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 4,5%
  • Outros serviços prestados às famílias: -0,3%
  • Serviços de informação e comunicação: 1,2%
  • Serviços de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC): 1,2%
  • Telecomunicações: 0%
  • Serviços de Tecnologia da Informação: 2%
  • Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias: 2,1%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,4%
  • Serviços técnico-profissionais: -6,8%
  • Serviços administrativos e complementares: 0,4%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,1%
  • Transporte terrestre: -0,1%
  • Transporte aquaviário: -2,3%
  • Transporte aéreo: 7,4%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,2%
  • Outros serviços: 1,5%
Destaques do mês

O avanço do volume de serviços, observado na passagem de julho para agosto foi acompanhado por quatro das cinco atividades pesquisadas, com destaque para informação e comunicação (1,2%), transportes (1,1%) e serviços prestados às famílias (4,1%).

Os serviços de tecnologia da informação apresentam o maior crescimento, operando em patamar 32,8% acima do que era observado em fevereiro de 2020. Esse grupo reúne as atividades de desenvolvimento e licenciamento de softwares, portais e provedores de conteúdo e ferramentas de buscas na internet.

Os serviços prestados às famílias tiveram a quinta alta seguida, mas ainda operam 17,4% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

Segundo o pesquisador, a renda é o principal limitador do crescimento das atividades de caráter mais presencial, ligadas sobretudo aos serviços prestados às famílias.

Setor de serviços apresentou, em agosto de 2021, patamar de volume de serviços prestados 4% acima do que era  observado em fevereiro de 2020 — Foto: Economia/g1
Setor de serviços apresentou, em agosto de 2021, patamar de volume de serviços prestados 4% acima do que era observado em fevereiro de 2020 — Foto: Economia/g1

Serviços profissionais têm queda e voltam a ficar abaixo do nível pré-pandemia

A única queda no mês foi no resultado dos serviços profissionais, administrativos e complementares, que recuaram 0,4% em agosto, depois de três altas mensais consecutivas. Com esse resultado negativo, o segmento voltou a ficar 0,2% abaixo do patamar pré-pandemia, se juntando aos serviços prestados às famílias.

Esse recuo de 0,4% é uma acomodação do ritmo de crescimento. A pressão negativa veio das atividades jurídicas, atividades técnicas relacionadas à arquitetura e engenharia e soluções de pagamentos eletrônicos, observou o gerente da pesquisa.

As atividades turísticas tiveram avanço de 4,6% em agosto, na quarta taxa positiva seguida. O indicador de turismo, entretanto, ainda se encontra 20,8% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado.

Piora das expectativas

O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira. Ele foi também o mais atingido pela pandemia, dadas as restrições de funcionamento impostas pelas medidas para conter o avanço da Covid-19, sobretudo aos estabelecimentos com atendimento presencial.

Apesar da recuperação do setor de serviços, a atividade econômica tem perdido fôlego nos últimos meses em meio a um cenário de incerteza elevada diante da escalada da inflação, do agravamento da crise hídrica e de deterioração das expectativas para o desempenho da economia em 2022.

As vendas do comércio varejista caíram 3,1% em agosto, na comparação com julho, revertendo os ganhos do mês anterior. Já a produção industrial recuou 0,7% em agosto, na terceira retração mensal consecutiva.

confiança do setor de serviços recuou em setembro, após cinco meses seguidos de alta, sinalizando que os empresários ligaram o "sinal de alerta" sobre o cenário mais desafiador para os próximos meses.

A expectativa do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2021está atualmente em 5,04%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, após tombo de 4,1% em 2020. Para 2022, a média das projeções baixou para 1,54%.

Já a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país no ano, subiu para 8,59%. Para 2022, a projeção está em 4,17%.

Enquanto setor de serviços retoma crescimento, indústria e comércio enfrentam obstáculos
Enquanto setor de serviços retoma crescimento, indústria e comércio enfrentam obstáculos

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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens ganham Nobel de Economia 2021

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Pesquisadores fizeram estudos para entender os efeitos de salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho.
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Por g1

Postado em 11 de outubro de 2021 às 09h05m


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David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens ganham Nobel de Economia 2021 — Foto: UC Berkeley/Redes sociais/Stanford University
David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens ganham Nobel de Economia 2021 — Foto: UC Berkeley/Redes sociais/Stanford University

David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens foram premiados nesta segunda-feira (11) com o prêmio Nobel de Economia 2021.

Os pesquisadores foram premiados pelo uso de experimentos naturais (situações da vida real para calcular seus impactos no mundo) para entender as relações de causa e efeito em áreas como mercado de trabalho e educação. Essa abordagem dos economistas acabou se estendendo para outras áreas e revolucionou as pesquisas de campo pelo mundo.

Veja as principais contribuições de cada estudo premiado:

  • David Card: efeitos do salário mínimo, da migração e da educação no mercado de trabalho.
  • Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens: uso de metodologia para entender o efeito de um ano a mais na escola para os estudantes.

De acordo com a Real Academia de Ciências da Suécia, "os economistas revolucionaram a pesquisa empírica nas ciências sociais e melhoraram significativamente a capacidade da comunidade de pesquisa de responder a perguntas de grande importância".

David Card recebeu o prêmio por suas contribuições empíricas para a economia do trabalho. Já Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens foram laureados por suas contribuições metodológicas para a análise das relações de causa e efeito.

Os estudos de Card sobre questões centrais para a sociedade e as contribuições metodológicas de Angrist e Imbens mostraram que experimentos naturais são uma rica fonte de conhecimento. A pesquisa deles melhorou substancialmente nossa capacidade de responder às principais questões causais, o que foi de grande benefício para a sociedade, disse Peter Fredriksson, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas.

Os pesquisadores receberão um prêmio em dinheiro de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão) - metade vai para David Card e a outra metade será dividida entre Joshua Angrist e Guido Imbens, porque a premiação é pelo estudo.

Ilustração mostra os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Ibens — Foto: Divuglação/Real Academia Sueca
Ilustração mostra os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Ibens — Foto: Divuglação/Real Academia Sueca

Os outros vencedores do prêmio Nobel deste ano foram:

David Card, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: UC Berkeley/Divulgação
David Card, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: UC Berkeley/Divulgação

David Card nasceu em 1956 em Guelph, no Canadá, e é professor de economia na Universidade da Califórnia, nos EUA.

Por meio de experimentos naturais na década de 90, Card analisou os efeitos do salário mínimo, da migração e da educação no mercado de trabalho. Seus estudos mostraram, por exemplo, que o aumento do salário mínimo não leva necessariamente à redução de empregos.

Outra descoberta de Card foi que os recursos das escolas são muito mais importantes para o futuro no mercado de trabalho dos alunos do que se pensava. E que a renda das pessoas que nasceram em um país pode ser melhor do que dos imigrantes que tiveram de sair de seu país para outro.

Joshua Angrist, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: Reprodução/Twitter
Joshua Angrist, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: Reprodução/Twitter

Joshua D. Angrist nasceu em 1960 em Columbus, Ohio, nos EUA, e é professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, nos EUA.

Guido W. Imbens nasceu em 1963 em Eindhoven, na Holanda, e é professor de economia na Universidade de Stanford, nos EUA.

Guido Imbens, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: Stanford University/Divulgação
Guido Imbens, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: Stanford University/Divulgação

Angrist e Imbens foram recompensados, de forma conjunta, "por suas contribuições metodológicas na análise das relações de causa e efeito".

Essa metodologia foi aplicada, por exemplo, para entender o efeito de um ano a mais na escola para os estudantes. Segundo o estudo, estender a escolaridade obrigatória em um ano para um grupo de alunos, mas não para outro, não afetará todos da mesma forma. Alguns alunos teriam continuado a estudar de qualquer maneira e, para eles, o valor da educação muitas vezes não é representativo de todo o grupo.

Eles concluíram ainda que um ano adicional de estudo aumentava em média o salário em 9%, ou que os americanos nascidos no último semestre do ano tinham melhores estudos.

Com isso, os dois pesquisadores demonstraram em meados da década de 90 como conclusões precisas sobre causa e efeito podem ser extraídas de experimentos naturais.

"Fiquei absolutamente chocado ao receber a ligação, então fiquei absolutamente empolgado ao ouvir a notícia", disse Imbens em um telefonema com repórteres em Estocolmo, acrescentando estar emocionado de compartilhar o prêmio com dois de seus bons amigos. "Josh Angrist foi meu padrinho de casamento, então ele é um bom amigo tanto pessoal quanto profissionalmente, e estou muito feliz em compartilhar o prêmio com ele e David", disse.

Vencedores mais velhos e apenas duas mulheres

Até agora, somente duas mulheres foram laureadas no prêmio. Em 2019, o prêmio foi atribuído a um trio de pesquisadores especializados no combate à pobreza, os americanos Abhijit Banerjee e Michael Kremer e a franco-americana Esther Duflo, segunda mulher distinguida na disciplina e a mais jovem laureada da história deste prêmio, na época com 46 anos.

A primeira mulher a ganhar o Nobel de Economia foi a norte-americana Ellinor Ostrom, em 2009 (veja lista dos últimos ganhadores abaixo).

Economia tem sido, até agora, o Nobel onde o perfil do futuro vencedor é o mais fácil de adivinhar: homem com mais de 55 anos de nacionalidade americana.

Nos últimos 20 anos, três quartos deles se enquadram nessa descrição. A média de idade dos vencedores também é superior a 65 anos, a maior entre os seis prêmios.

O prêmio

O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969.

A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901.

O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz foram anunciados na semana passada.

Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) - seus detratores zombam dele como um "falso Nobel" que representa economistas ortodoxos e liberais.

Últimos ganhadores do Nobel de Economia

2020: Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson (EUA), por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões.

2019: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer (EUA), por seus seus trabalhos no combate à pobreza.

2018: William D. Nordhaus e Paul M. Romer (EUA), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo.

2017: Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores.

2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos.

2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar".

2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação".

2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.

2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na educação.

2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por trabalhos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores macroeconômicos.

2010: Peter Diamond, Dale Mortensen (Estados Unidos) e Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.

2009: Ellinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o mercado.

2008: Paul Krugman (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre o comércio internacional.

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