John Baxter Taylor Jr. (EUA); Jogos Olímpicos de Londres (1908)
Taylor Jr. foi o primeiro campeão olímpico negro da história – e o primeiro a competir pelos EUA. O norte-americano teve papel pioneiro nos Jogos Olímpicos durante a prova de revezamento misto de 1.600 metros, alcançando a marca de 400m em 49s8. Taylor, no entanto, teve pouco tempo para dar continuidade ao seu legado no esporte. Menos de 5 meses depois, o atleta morreu de febre tifoide. Em seu obituário, o jovem de 26 anos foi lembrado pelo New York Times como "o maior corredor negro do mundo."
Você sabia? A
final de atletismo de 1908 também foi a mais controversa da história
dos Jogos Olímpicos. Esse foi o ano da vitória do britânico Wyndham
Halswelle, o único atleta a levar ouro por desistência dos adversários.
Na prova individual, a equipe de John Taylor protestou contra a
desclassificação do norte-americano John Carpenter, acusado de obstruir a
corrida do medalhista britânico e a prova foi refeita só com o vencedor
Jesse Owens (EUA); Jogos Olímpicos de Berlim (1936)
Jesse Owens — Foto: AFP A história de Jesse Owens nas Olimpíadas é conhecida por muitos: o corredor negro que, no auge da Alemanha nazista, garantiu 4 medalhas de ouro aos Estados Unidos e e constrangeu Adolf Hilter e sua propaganda de supremacia ariana. Um ano antes do episódio, Owens já havia batido um total de cinco recordes mundiais, os quais foram necessários 75 anos para que fossem quebrados um por um.
O norte-americano, no entanto, retornou a uma pátria segregada. Foi ovacionado Nova York, mas obrigado a usar o elevador de serviço do hotel Waldorf-Astoria.
Mais tarde, declarou ter se ressentido do fato de não ter recebido
sequer um telegrama do então presidente Franklin Delano Roosevelt. Sobre
o líder nazista, Jesse Owens disse:
"Eu olhava a chegada e sabia que 10 segundos seriam o clímax de um trabalho. Por que, então, deveria me preocupar com Hitler?"
Aída dos Santos (Brasil); Jogos Olímpicos de Tóquio (1964)
Aida dos Santos recebe o troféu Adhemar Ferreira da Silva — Foto: Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo/Arquivo Quando se tornou a primeira mulher brasileira a disputar uma final olímpica, Aída dos Santos, hoje com 84 anos, não tinha técnico, roupa para a cerimônia de abertura ou material para competir nos Jogos. Ainda assim, levou o quarto lugar em uma final de salto com vara.
Durante 32 anos, Aída foi a brasileira com melhor desempenho na
história dos Jogos Olímpicos. Seu legado é passado adiante pelo
Instituto Aída dos Santos de inclusão social através do esporte; pela
medalha Aída dos Santos e pela filha Valeskinha, ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
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Brasil, São Paulo, SP. Aida dos Santos é atleta e foi a única mulher a
fazer parte da delegação brasileira nas Olimpíadas de 1964 no Japão. —
Foto: Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo
Tommie Smith (EUA); Jogos Olímpicos da Cidade do México (1968)
Gestos de protesto durante o hino dos EUA não são limitados ao presente
- os atletas Tommie Smith e John Carlos levantaram os punhos cerrados,
usando uma luva preta, durante a cerimônia de entrega de medalha dos
Jogos Olímpicos do México de 1968 — Foto: AP Photo/File Os punhos cerrado de Tommie Smith e do atleta John Carlos no topo do pódio olímpico de 1968, ainda repercutem no debate sobre protestos nas Olimpíadas. A saudação dos Panteras Negras foi feita pelo norte-americano depois de quebrar o recorde mundial dos 200 metros no atletismo. Mais de meio século depois, a atitude se perpetua por meio de atletas da geração Black Lives Matter – que se ajoelham antes dos jogos como símbolo de combate às mortes pelo racismo.
Servilio de Oliveira (Brasil); Jogos Olímpicos do México (1968)
Brasil, São Paulo, SP. 03/11/1971. O pugilista Servilio de Oliveira,o
primeiro boxeador brasileiro a conquista uma medalha olímpica até 2012. —
Foto: Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo Foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica no boxe
– e até 2012, o único. Servilio de Oliveira é considerado um dos
melhores pugilistas brasileiros de todos os tempos. E mesmo muito tempo
depois de abrir caminho para a modalidade do esporte no Brasil, o
ex-atleta teve que batalhar por reconhecimento. Ainda
neste ano, ganhou uma ação cível contra a Fundação Palmares, que havia
retirado seu nome da lista de esportistas homenageados.
Serena Williams (EUA); Jogos Olímpicos de Sydney (2000), Pequim (2008) e Londres (2012)
Serena Williams perde na Olimpíada — Foto: Reuters Medalha de ouro em Sydney, Pequim e Londres, Serena Williams carrega a responsabilidade de ser considerada uma das maiores atletas de todos os tempos.
A norte-americana ocupa o posto de segunda maior campeã olímpica da
história do tênis e a terceira a se manter por mais tempo como a número 1
do mundo. É diante desse peso histórico que a atleta se posiciona
contra o machismo e o racismo. Nos Jogos deste ano, Serena anunciou que estaria fora da lista olímpica.
Rafaela Silva (Brasil); Jogos Olímpicos do Rio (2016)
Rafaela Silva, judoca, Rio 2016 — Foto: Divulgação/Betto Gatti Mulher, negra LGBQIA+ e periférica. Essa foi a cara do primeiro ouro do Brasil em casa nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. A judoca Rafaela Silva foi a primeira campeã olímpica e mundial do país,
uma trajetória que não passou ilesa aos percalços do racismo: anos
antes, sua primeira Olimpíada em 2012 ficou marcada por insultos
racistas após ser desclassificada por um golpe ilegal na húngara Hedvig
Karakas. Punida
por um caso de doping em 2019, a medalhista olímpica acabou ficando de
fora de Tóquio e abriu um curso online com dez aulas de judô por R$
147,00.
Simone Biles (EUA); Jogos Olímpicos do Rio (2016) e Tóquio (2020)
Simone Biles — Foto: Foto: Martin Bureau/AFP Aos 24 anos, a ginasta Simone Biles é a ginasta mais premiada da história dos Estados Unidos. A atleta contabiliza 31 medalhas de Olimpíadas e campeonatos mundiais. Foi a primeira a conseguir cinco títulos mundiais no individual geral e a única mulher a cravar um Yurchenko Double Pike,
movimento nunca feito antes em uma competição oficial por uma ginasta.
Nos Jogos deste ano, a campeã acabou fazendo história fora dos ginásios ao deixar etapas da competição para cuidar de sua saúde mental.
'Não somos apenas atletas. Somos pessoas, afinal de contas, e às vezes é preciso dar um passo atrás'.
Rebeca Andrade (Brasil); Jogos Olímpicos de Tóquio (2020)
Rebeca Andrade segura a medalha de ouro — Foto: Mike Blake/Reuters Rebeca Andrade emocionou e fez história nos Jogos Olímpicos. Ela se tornou a primeira mulher brasileira a vencer duas provas na mesma edição. A ginasta garantiu um ouro inédito no salto da ginástica artística e também ganhou medalha de prata no individual geral. Nas
classificatórias para a final individual, só ficou atrás de Simone
Biles, sua inspiração desde a infância. Mesmo fora da competição, a maior ginasta da história dos EUA vibrou pela vitória da brasileira.
VÍDEO: o salto de ouro

VÍDEO: Veja o salto de ouro de Rebeca Andrade
VÍDEO: a apresentação que garantiu a prata

VÍDEO: Veja apresentação que deu a prata para Rebeca Andrade nos jogos olímpicos
Naomi Osaka (Japão); Jogos Olímpicos de Tóquio (2020)