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segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Cientistas dos EUA encontram 'versão da vida real' de Bob Esponja e Patrick; veja vídeo

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Expedição da Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA) encontrou esponja e estrela do mar lado a lado no fundo do Atlântico.
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Por G1

Postado em 02 de agosto de 2021 às 23h50m


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VÍDEO: Cientistas flagram versão de Bob Esponja e Patrick da vida real
VÍDEO: Cientistas flagram versão de Bob Esponja e Patrick da vida real

Do desenho animado para a vida real: os cientistas da Agência Americana Oceânica e Atmosférica (NOAA) encontraram o Bob Esponja e o Patrick do Oceano Atlântico. Uma esponja amarela e uma estrela cor de rosa - características muito parecidas com os personagens da animação - foram gravadas durante expedição a menos de 400 km de distância de Nova York.

O biólogo Christopher Mah postou em suas redes sociais o encontro surpresa durante transmissão dos cientistas e disse que não costuma fazer esse tipo de correlação. Ele assumiu, no entanto, que são: "Bob Esponja e Patrick na VIDA REAL!".
Biólogo Christopher Mah mostra 'Bob Esponja e Patrick da vida real' — Foto: Twitter/Reprodução
Biólogo Christopher Mah mostra 'Bob Esponja e Patrick da vida real' — Foto: Twitter/Reprodução

Mah, que é pesquisador pela NOAA e pelo Museu Nacional de História Natural dos Estados Unidos, disse que a amizade entre as espécies não é tão bonita assim. Em uma outra postagem, ele mostrou a imagem de uma estrela do mar comendo uma esponja. De qualquer maneira, ele disse que é curioso o fato de os duas serem de cores parecidas com as escolhidas pelo desenho animado, o que não é tão comum de encontrar.

As imagens foram capturadas na última semana de julho durante expedição da NOAA em busca de regiões profundas do oceano e pouco conhecidas na costa leste dos Estados Unidos. As equipes científicas trabalharam para observar algumas partes do fundo do mar pela primeira vez em profundidades que variam de 250 a 4 mil metros. No caso de Bob e Patrick, eles foram encontrados a 2 mil metros.

'Bob Esponja e Patrick' encontrados em expedição da NOAA — Foto:  NOAA Ocean Exploration
'Bob Esponja e Patrick' encontrados em expedição da NOAA — Foto: NOAA Ocean Exploration

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domingo, 1 de agosto de 2021

Rebeca Andrade, Tommie Smith e mais: 10 atletas negros que fizeram história nas Olimpíadas

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Rebeca encantou o Brasil na ginástica, mas o histórico de atletas negros que marcaram a história dos Jogos Olímpicos começou em 1908. Conheça alguns dos nomes que fizeram contribuições históricas para o debate racial
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Por Nayara Fernandes, G1

Postado em 01 de agosto de 2021 às 08h00m


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Quem são os atletas negros que marcaram a história dos Jogos Olímpicos
Quem são os atletas negros que marcaram a história dos Jogos Olímpicos

Da cerimônia de abertura à conquista de medalhas inéditas, os atletas dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 vêm protagonizando discussões sobre a representatividade racial e o combate ao racismo. O debate não é inédito: esportistas negros fazem contribuições históricas e reivindicam igualdade desde o início dos Jogos na era moderna. Conheça alguns dos principais nomes no Brasil e no mundo.


John Baxter Taylor Jr. (EUA); Jogos Olímpicos de Londres (1908)

Taylor Jr. foi o primeiro campeão olímpico negro da história – e o primeiro a competir pelos EUA. O norte-americano teve papel pioneiro nos Jogos Olímpicos durante a prova de revezamento misto de 1.600 metros, alcançando a marca de 400m em 49s8. Taylor, no entanto, teve pouco tempo para dar continuidade ao seu legado no esporte. Menos de 5 meses depois, o atleta morreu de febre tifoide. Em seu obituário, o jovem de 26 anos foi lembrado pelo New York Times como "o maior corredor negro do mundo."

Você sabia? A final de atletismo de 1908 também foi a mais controversa da história dos Jogos Olímpicos. Esse foi o ano da vitória do britânico Wyndham Halswelle, o único atleta a levar ouro por desistência dos adversários. Na prova individual, a equipe de John Taylor protestou contra a desclassificação do norte-americano John Carpenter, acusado de obstruir a corrida do medalhista britânico e a prova foi refeita só com o vencedor

Jesse Owens (EUA); Jogos Olímpicos de Berlim (1936)

Jesse Owens  — Foto: AFP
Jesse Owens — Foto: AFP

A história de Jesse Owens nas Olimpíadas é conhecida por muitos: o corredor negro que, no auge da Alemanha nazista, garantiu 4 medalhas de ouro aos Estados Unidos e e constrangeu Adolf Hilter e sua propaganda de supremacia ariana. Um ano antes do episódio, Owens já havia batido um total de cinco recordes mundiais, os quais foram necessários 75 anos para que fossem quebrados um por um.

O norte-americano, no entanto, retornou a uma pátria segregada. Foi ovacionado Nova York, mas obrigado a usar o elevador de serviço do hotel Waldorf-Astoria. Mais tarde, declarou ter se ressentido do fato de não ter recebido sequer um telegrama do então presidente Franklin Delano Roosevelt. Sobre o líder nazista, Jesse Owens disse:

"Eu olhava a chegada e sabia que 10 segundos seriam o clímax de um trabalho. Por que, então, deveria me preocupar com Hitler?"
Aída dos Santos (Brasil); Jogos Olímpicos de Tóquio (1964)
Aida dos Santos recebe o troféu Adhemar Ferreira da Silva  — Foto: Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo/Arquivo
Aida dos Santos recebe o troféu Adhemar Ferreira da Silva — Foto: Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo/Arquivo

Quando se tornou a primeira mulher brasileira a disputar uma final olímpica, Aída dos Santos, hoje com 84 anos, não tinha técnico, roupa para a cerimônia de abertura ou material para competir nos Jogos. Ainda assim, levou o quarto lugar em uma final de salto com vara.

Durante 32 anos, Aída foi a brasileira com melhor desempenho na história dos Jogos Olímpicos. Seu legado é passado adiante pelo Instituto Aída dos Santos de inclusão social através do esporte; pela medalha Aída dos Santos e pela filha Valeskinha, ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.

Brasil, São Paulo, SP. Aida dos Santos é atleta e foi a única mulher a fazer parte da delegação brasileira nas Olimpíadas de 1964 no Japão. — Foto: Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo
Brasil, São Paulo, SP. Aida dos Santos é atleta e foi a única mulher a fazer parte da delegação brasileira nas Olimpíadas de 1964 no Japão. — Foto: Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

Tommie Smith (EUA); Jogos Olímpicos da Cidade do México (1968)

Gestos de protesto durante o hino dos EUA não são limitados ao presente - os atletas Tommie Smith e John Carlos levantaram os punhos cerrados, usando uma luva preta, durante a cerimônia de entrega de medalha dos Jogos Olímpicos do México de 1968 — Foto: AP Photo/File
Gestos de protesto durante o hino dos EUA não são limitados ao presente - os atletas Tommie Smith e John Carlos levantaram os punhos cerrados, usando uma luva preta, durante a cerimônia de entrega de medalha dos Jogos Olímpicos do México de 1968 — Foto: AP Photo/File

Os punhos cerrado de Tommie Smith e do atleta John Carlos no topo do pódio olímpico de 1968, ainda repercutem no debate sobre protestos nas Olimpíadas. A saudação dos Panteras Negras foi feita pelo norte-americano depois de quebrar o recorde mundial dos 200 metros no atletismo. Mais de meio século depois, a atitude se perpetua por meio de atletas da geração Black Lives Matter – que se ajoelham antes dos jogos como símbolo de combate às mortes pelo racismo.

Servilio de Oliveira (Brasil); Jogos Olímpicos do México (1968)

Brasil, São Paulo, SP. 03/11/1971. O pugilista Servilio de Oliveira,o primeiro boxeador brasileiro a conquista uma medalha olímpica até 2012. — Foto: Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo
Brasil, São Paulo, SP. 03/11/1971. O pugilista Servilio de Oliveira,o primeiro boxeador brasileiro a conquista uma medalha olímpica até 2012. — Foto: Foto: Estadão Conteúdo/Arquivo

Foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica no boxe – e até 2012, o único. Servilio de Oliveira é considerado um dos melhores pugilistas brasileiros de todos os tempos. E mesmo muito tempo depois de abrir caminho para a modalidade do esporte no Brasil, o ex-atleta teve que batalhar por reconhecimento. Ainda neste ano, ganhou uma ação cível contra a Fundação Palmares, que havia retirado seu nome da lista de esportistas homenageados.

Serena Williams (EUA); Jogos Olímpicos de Sydney (2000), Pequim (2008) e Londres (2012)


Serena Williams perde na Olimpíada — Foto: Reuters
Serena Williams perde na Olimpíada — Foto: Reuters

Medalha de ouro em Sydney, Pequim e Londres, Serena Williams carrega a responsabilidade de ser considerada uma das maiores atletas de todos os tempos. A norte-americana ocupa o posto de segunda maior campeã olímpica da história do tênis e a terceira a se manter por mais tempo como a número 1 do mundo. É diante desse peso histórico que a atleta se posiciona contra o machismo e o racismo. Nos Jogos deste ano, Serena anunciou que estaria fora da lista olímpica.

Rafaela Silva (Brasil); Jogos Olímpicos do Rio (2016)

Rafaela Silva, judoca, Rio 2016 — Foto: Divulgação/Betto Gatti
Rafaela Silva, judoca, Rio 2016 — Foto: Divulgação/Betto Gatti

Mulher, negra LGBQIA+ e periférica. Essa foi a cara do primeiro ouro do Brasil em casa nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. A judoca Rafaela Silva foi a primeira campeã olímpica e mundial do país, uma trajetória que não passou ilesa aos percalços do racismo: anos antes, sua primeira Olimpíada em 2012 ficou marcada por insultos racistas após ser desclassificada por um golpe ilegal na húngara Hedvig Karakas. Punida por um caso de doping em 2019, a medalhista olímpica acabou ficando de fora de Tóquio e abriu um curso online com dez aulas de judô por R$ 147,00.

Simone Biles (EUA); Jogos Olímpicos do Rio (2016) e Tóquio (2020)


Simone Biles  — Foto: Foto: Martin Bureau/AFP
Simone Biles — Foto: Foto: Martin Bureau/AFP

Aos 24 anos, a ginasta Simone Biles é a ginasta mais premiada da história dos Estados Unidos. A atleta contabiliza 31 medalhas de Olimpíadas e campeonatos mundiais. Foi a primeira a conseguir cinco títulos mundiais no individual geral e a única mulher a cravar um Yurchenko Double Pike, movimento nunca feito antes em uma competição oficial por uma ginasta. Nos Jogos deste ano, a campeã acabou fazendo história fora dos ginásios ao deixar etapas da competição para cuidar de sua saúde mental.

'Não somos apenas atletas. Somos pessoas, afinal de contas, e às vezes é preciso dar um passo atrás'. 
Rebeca Andrade (Brasil); Jogos Olímpicos de Tóquio (2020)

Rebeca Andrade segura a medalha de ouro — Foto: Mike Blake/Reuters
Rebeca Andrade segura a medalha de ouro — Foto: Mike Blake/Reuters

Rebeca Andrade emocionou e fez história nos Jogos Olímpicos. Ela se tornou a primeira mulher brasileira a vencer duas provas na mesma edição. A ginasta garantiu um ouro inédito no salto da ginástica artística e também ganhou medalha de prata no individual geral. Nas classificatórias para a final individual, só ficou atrás de Simone Biles, sua inspiração desde a infância. Mesmo fora da competição, a maior ginasta da história dos EUA vibrou pela vitória da brasileira.

VÍDEO: o salto de ouro


VÍDEO: Veja o salto de ouro de Rebeca Andrade
VÍDEO: Veja o salto de ouro de Rebeca Andrade

VÍDEO: a apresentação que garantiu a prata


VÍDEO: Veja apresentação que deu a prata para Rebeca Andrade nos jogos olímpicos
VÍDEO: Veja apresentação que deu a prata para Rebeca Andrade nos jogos olímpicos

Naomi Osaka (Japão); Jogos Olímpicos de Tóquio (2020)


Naomi Osaka em ação nos Jogos Olímpicos de Tóquio — Foto: Foto: Tiziana Fabi/AFP
Naomi Osaka em ação nos Jogos Olímpicos de Tóquio — Foto: Foto: Tiziana Fabi/AFP

A primeira mulher negra a acender a pira olímpica em uma cerimônia de abertura das Olimpíadas também é filha de imigrantes e a primeira japonesa a conquistar um Grand Slam. Número dois do mundo, Naomi Osaka trilha os passos da contemporânea Williams ao denunciar casos de racismo nos Estados Unidos, onde vive desde os três anos de idade.

Assim como Simone Biles, Osaka também abordou o tema da saúde mental dos atletas após desistir de participar de dois torneios muito importantes para o tênis — Roland Garros e Wimbledon. Ela competiu em Tóquio, mas acabou eliminada antes da disputa por medalha.

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sábado, 31 de julho de 2021

Com inflação em alta, renda das famílias para consumo é a menor desde 2005

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De cada R$ 100 do orçamento das famílias brasileiras, sobram apenas R$ 41,22 para consumir, pagar dívidas e investir, aponta levantamento da consultoria Tendências. Renda tem sido pressionada pela alta dos preços de alimentos, energia elétrica e combustíveis.
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Por Bianca Lima e Luiz Guilherme Gerbelli, GloboNews e G1

Postado em 31 de julho de 2021 às 10h00m


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Nos últimos meses, a família do Manoel Rodrigues Campelo Junior, de 45 anos, reorganizou o orçamento doméstico por causa da alta dos preços. A carne nobre foi substituída por uma opção mais em conta e o gás de cozinha passou a ser menos utilizado.

"O quilo do contrafilé é um absurdo hoje em dia. Num primeiro passo, a gente corta a quantidade, mas, num determinado momento, a gente não consegue consumir mais", diz Manoel. "Não tem como deixar de falar também do preço do gás. A minha esposa tenta ser racional até no preparo do alimento."

Preço dos alimentos em alta pressiona o orçamento das famílias — Foto: Amanda Rocha/A Cidade ON/Araraquara
Preço dos alimentos em alta pressiona o orçamento das famílias — Foto: Amanda Rocha/A Cidade ON/Araraquara

Pelo país, não faltam exemplos de brasileiros que estão com dificuldade para fechar a conta todo mês. Neste ano, de cada R$ 100 do orçamento das famílias brasileiras, sobram apenas R$ 41,22 para consumir, pagar dívidas e investir, mostra um levantamento da consultoria Tendências.

Isso significa que a maior parte da renda vai para itens considerados essenciais – como combustível, energia elétrica, transporte, entre outros. As famílias não tinham uma situação financeira tão apertada desde 2005, quando a renda disponível era de apenas R$ 40,98.
Orçamento apertado — Foto: Economia G1
Orçamento apertado — Foto: Economia G1

"Você come hoje pensando no que vai comer amanhã", diz Lorraine Alves, de 32 anos. "A gente compra o básico: arroz e feijão. Quando sobra algum dinheiro, eu compro um suco de pacote, um leite, mas é muito difícil."

Lorraine sobrevive com o Auxílio Emergencial de R$ 375. Com três filhos e grávida do quarto, ela perdeu o emprego num restaurante no início da pandemia. O marido tem feito bicos como gesseiro, mas a renda família só chega a R$ 800.

"O auxílio de R$ 1,2 mil me ajudava bastante. Quando mudou para R$ 375, piorou muito. O meu aluguel é de R$ 600. Tem mês que eu pago, mas depois fico devendo dois, três meses."

Orçamento pressionado

O orçamento dos brasileiros tem sido pressionado por uma combinação bastante perversa: uma alta dos preços dos alimentos, que se arrasta desde o ano passado, e um aumento do valor dos combustíveis e da energia elétrica.

"No meio do ano passado, itens como alimentação em domicílio passaram a pressionar o orçamento", afirma Isabela Tavares, economista da consultoria Tendências e responsável pelo levantamento. "Neste ano, a gente vê bastante pressão por parte de combustíveis e, agora, tem a energia elétrica."

Em detalhe, os números da Tendências mostram que a situação é ainda mais dramática para os brasileiros das classes D e E, que ganham até R$ 2,6 mil por mês e sofrem mais com o aumento dos preços. Para esse grupo, sobram apenas R$ 21,63 por mês.
Renda disponível por classe — Foto: Economia G1
Renda disponível por classe — Foto: Economia G1

"Não tem escapatória. As classes mais baixas não têm como se defender muito nesse momento. A gente está com um nível de desemprego recorde no Brasil", diz Marco Maciel, sócio e economista da Kairós. "O desemprego afetando milhões de brasileiros tende a fazer com que a capacidade de reagir ao aumento da inflação seja muito limitada."

Inflação em alta

Em 12 meses encerrados em junho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) já acumula alta de 8,3%. Só a inflação de itens considerados essenciais chegou a 10,5%, segundo a Tendências.

Diante de todo esse quadro, os analistas têm piorado as projeções para a inflação de 2021.

No relatório Focus, do Banco Central, os analistas consultados já projetam que o IPCA vai encerrar o ano em 6,56%, acima, portanto, do teto da meta do governo, que é de 5,25%.

IPCA de junho fica em 0,53%; Miriam Leitão comenta
IPCA de junho fica em 0,53%; Miriam Leitão comenta

"No momento, a minha projeção para o IPCA no fim do ano é de 6,5%, mas, em função das pressões de tarifas de energia elétrica, combustíveis e alimentação no domicílio, essa inflação pode pular para 7,2% com facilidade", diz Maciel.

Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne para decidir o rumo da taxa básica de juros (Selic). Os analistas esperam um aumento 1 ponto percentual, levando a Selic para 5,25% ao ano.

Juros mais altos encarecem o custo do crédito, afetando a tomada de recursos para o investimento das empresas e para o consumo das famílias.

"Ao elevar os juros, o Banco Central acaba encarecendo o custo para todos, não só para pessoa física, mas para a jurídica também", diz o economista da Kairós. "Infelizmente, a política monetária, num momento como esse, não tem como ser vertical, acaba sendo horizontal, atinge a todos do mesmo jeito. Quem se defende melhor é quem tem o bolso mais cheio." 
Impacto no varejo

A alta da inflação e dos juros e a limitação do orçamento das famílias podem mitigar a velocidade de recuperação esperada para o varejo e, consequentemente, da atividade econômica.

Com a melhora da crise sanitária, os analistas seguem esperando uma retomada do setor neste ano, mas esse crescimento poderia ser melhor se as famílias tivessem algum fôlego no orçamento - até maio, as vendas do varejo acumulavam alta de 6,8% no ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

IBGE: Vendas no varejo cresceram 1,4% em maio na comparação com abril
IBGE: Vendas no varejo cresceram 1,4% em maio na comparação com abril

"Há ainda fatores positivos para o crescimento do consumo das famílias", afirma Isabela. "Tem a recuperação do mercado de trabalho, principalmente do emprego formal, as políticas anticíclicas, como BEM (Benefício Emergencial de Proteção ao Emprego) e Pronampe. E a própria dissipação das incertezas com a crise sanitária."

"O que entra como risco para a maior velocidade do consumo é a inflação, que pressiona a renda disponível das famílias", afirmam.

O BEM permitiu que as empresas reduzissem a jornada e o salário de trabalhadores em troca de estabilidade, enquanto o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) garantiu empréstimos com juros menores e prazo maior de financiamento.

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sexta-feira, 30 de julho de 2021

Presente em 132 países, variante delta carrega aumento das infecções pelo coronavírus no mundo, diz OMS

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Apenas no último mês, o número de novas infecções aumentou em 80% em todo o mundo. Agência de saúde da ONU alerta para o aumento de mortes no continente africano, que tem apenas 1,5% de vacinados.
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Por G1

Postado em 30 de julho de 2021 às 17h05m


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Homem usa máscara de proteção contra o coronavírus em Tóquio em 30 de julho de 2021 — Foto: Issei Kato/Reuters
Homem usa máscara de proteção contra o coronavírus em Tóquio em 30 de julho de 2021 — Foto: Issei Kato/Reuters

A alta transmissão da variante delta do coronavírus – identificada já em 132 países – tem sido responsável pelo rápido aumento no números de infecções da Covid-19 em todo o mundo, disse nesta sexta-feira (30) a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O chefe da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou em entrevista coletiva que apenas no último mês, o número de novas infecções pelo vírus aumentou cerca de 80% em ao menos cinco regiões do mundo.

"Muito desse aumento está sendo carregado pela variante delta, altamente transmissível, que agora foi detectada em pelo menos 132 países", disse Ghebreyesus.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em entrevista coletiva na sede da agência em foto de arquivo — Foto: Christopher Black/OMS/Reuters
Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em entrevista coletiva na sede da agência em foto de arquivo — Foto: Christopher Black/OMS/Reuters

Agência de saúde da ONU também fez um alerta para o aumento das mortes no continente africano, que chegou a 80% neste mesmo período.

A região é a que tem a menor cobertura vacinal em todo o mundo e conseguiu, até o momento, proteger apenas 1,5% da sua população adulta.

Todos os ganhos que a gente vinha conquistando a duras penas estão sob risco ou sendo perdidos", disse o chefe da OMS. "Sistemas de saúde em muitos países estão sobrecarregados. 
Proteção pela vacina

O diretor-executivo de emergências da OMS, Mike Ryan, falou sobre a importância da vacinação para evitar casos graves da Covid-19 e reafirmou que elas são eficazes contra a variante delta.

As vacinas que estão aprovadas pela OMS oferecem uma proteção significativa contra doenças graves e internações para todas as variantes, incluindo a delta, disse Ryan.

Mark Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, prevê que o coronavírus se tornará 'um vírus endêmico, que continuará a ser uma ameaça, mas uma ameaça de nível muito baixo' — Foto: OMS/Twitter
Mark Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, prevê que o coronavírus se tornará 'um vírus endêmico, que continuará a ser uma ameaça, mas uma ameaça de nível muito baixo' — Foto: OMS/Twitter

Ele ainda afirmou que o vírus vem se adaptando para a transmissão entre humanos, e por isso ficou mais rápido, mas ponderou que "estamos enfrentando o mesmo vírus".

Já a chefe do programa de emergências da OMS, Maria van Kerkhove, comentou que houve um aumento nas taxas de internação em vários países, por conta da variante.

Ela disse, no entanto, que o número de mortes vem se mantendo baixo entre aqueles que mais vacinaram sua população.

Variante delta

Em meados de junho, a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, alertou que a variante delta do coronavírus vinha se tornando dominante no mundo por conta de sua "maior transmissibilidade".

Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes.

Quanto mais circula (transmitido de uma pessoa para outra), mais ele faz replicações – e maior é a probabilidade de ocorrência de modificações no seu material genético.

Veja 5 pontos sobre a variante delta
Veja 5 pontos sobre a variante delta

Mas isso não significa que ela seja resistente às vacinas. Na ocasião, a chefe do programa de emergências, Maria van Kerkhove, afirmou que as vacinas conseguem reduzir casos graves de Covid.

Ela reafirmou, no entanto, que as duas doses da vacina – quando a aplicação é feita em duas doses – são importantes para garantir a proteção completa.

Kerkhove também e alertou para o surgimento de uma "constelação de variantes" no futuro que pode se tornar um problema para a imunização se ela não for acelerada.

"A boa notícia é que até agora as vacinas funcionam contra a delta", disse a cientista. "Mas pode haver um momento em que surja uma 'constelação de mutações' e tenha uma contra a qual elas percam sua potência. É isso que queremos evitar o máximo que pudermos."

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