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domingo, 12 de janeiro de 2020

O jovem de 17 anos que descobriu planeta com dois sóis em seu 3º dia na Nasa

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Função de Wolk Cukier, de 17 anos, era examinar os dados do TESS, satélite conhecido como Satélite de Pesquisa de Exoplaneta em Transição ou, mais informalmente, "caçador de planetas".
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 Por BBC  

 Postado em 12 de janeiro de 2020 às 15h25m  
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Ilustração do TOI 1338 b — Foto: Chris Smith/Nasa's Goddard Space Flight Center
Ilustração do TOI 1338 b — Foto: Chris Smith/Nasa's Goddard Space Flight Center

O jovem de 17 anos havia recém-chegado ao estágio de verão na Nasa (agência espacial americana), mas em seu terceiro dia de estágio descobriu um planeta com dois sóis.

Ainda faltava um ano para Wolf Cukier terminar o ensino médio em Nova York, mas ainda assim conseguiu fazer parte de um grupo de voluntários que passaria um período na agência espacial.
Seu ingresso na Nasa não foi pouco, mas não se compara ao que aconteceu em seguida: no terceiro dia de treinamento, ele fazia parte da equipe que descobriu um planeta a 1.300 anos-luz da Terra.

O achado
Cukier iniciou um estágio no Goddard Space Flight Center, instituto de pesquisa da NASA em Greenbelt, no Estado de Maryland (no leste dos Estados Unidos).

Seu trabalho era examinar os dados do TESS, satélite conhecido como Satélite de Pesquisa de Exoplaneta em Transição ou, mais informalmente, "caçador de planetas".

A peculiaridade do projeto TESS é que ele convida pessoas sem treinamento aprofundado na área a serem voluntárias para assistir à transmissão on-line de padrões no brilho das estrelas que podem sugerir a existência de um novo planeta.

A descoberta da qual Cukier participou aconteceu no meio do ano passado, mas só veio à público há poucos dias depois de ter passado por checagem.

A checagem foi feita a partir de um programa batizado de Eleanor, em homenagem à personagem Eleanor Arroway, protagonista da obra Contato, de Carl Sagan. A ferramenta avalia se as transições são reais ou resultado de distorções ou interferências, por exemplo.

Cukier teve a missão de estudar como duas estrelas se cruzariam criando um eclipse no sistema solar TOI 1338, mas em sua observação ele notou algo na órbita de duas estrelas que bloqueavam a luz.

Segundo a NASA, após a descoberta, especialistas passaram várias semanas verificando a observação e finalmente concluíram que Cukier havia descoberto um planeta 6,9 vezes maior que a Terra.

É também o planeta do seu tipo de número 13 identificado ao longo da história.
"Eu estava procurando nos dados tudo o que os voluntários apontaram como um binário que eclipsou um sistema no qual duas estrelas giram em círculo, e do nosso ponto de vista são eclipsados ​​a cada órbita", disse Cukier, segundo um comunicado da NASA.

Fã de Star Wars
Um artigo escrito por Cukier e membros da equipe de pesquisadores da Nasa onde ele colaborava trouxe mais detalhes sobre a descoberta.

O TESS foi capaz de detectar o novo planeta por causa de sua capacidade de monitoramento permanente. O satélite tem quatro câmeras, que registram um pedaço do espaço a cada 30 minutos, ao longo de 27 dias.

Os cientistas usam essas informações para gerar gráficos e detectar como o brilho muda ao longo do tempo. Mas a detecção de um planeta com dois Sóis é mais difícil do que o com um.

Segundo o principal autor do artigo, o cientista Veselin Kostov, os dados analisados sobre o TOI 1338 b traziam variações e passaram batidos por algoritmos. "O olho humano é extremamente bom para encontrar padrões em dados, especialmente padrões não periódicos como as transições nesse sistema."

"Nossas certezas vieram e se foram algumas vezes, mas ao final estávamos seguros de que havíamos encontrado um planeta", disse Cukier à rede de TV americana ABC.

O jovem de 17 anos é fã da série Star Wars — que retrata um planeta ficcional com dois sóis (Tatooine, onde vivia Luke Skywalker) — e afirmou esperar que essa descoberta possa ser o começo de sua carreira no campo de exploração espacial.

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sábado, 11 de janeiro de 2020

Zoológico de Brasília recebe maior espécie de cobra do mundo

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Serpente fêmea é filhote e deve crescer no serpentário. Comprimento médio do animal é de seis metros. 
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 Por G1 DF  

 Postado em 11 de janeiro de 2020 às 18h35m  
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Zoológico de Brasília recebe cobra da espécie Eunectes murinus, conhecida como sucuri-verde, a maior do mundo  — Foto: Zoológico de Brasília/Divulgação
Zoológico de Brasília recebe cobra da espécie Eunectes murinus, conhecida como sucuri-verde, a maior do mundo — Foto: Zoológico de Brasília/Divulgação

A Fundação Jardim Zoológico de Brasília anunciou que a espécie de cobra do mundo - Eunectes murinus, conhecida como sucuri-verde - passa a fazer parte do serpentário da capital a partir de segunda-feira (13). A serpente atinge em média seis metros de comprimento e pode pesar 100 kg.

A cobra é uma fêmea filhote e deve crescer no Zoológico. Atualmente, ela tem seis meses de idade e mede cerca de 90 cm, de acordo com a Fundação.

A sucuri deu entrada no Zoológico em agosto, após um resgate feito pelo Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A administração do parque não confirmou ao G1 em qual região a serpente foi encontrada.

Ainda de acordo com a Fundação, é comum encontrar a espécie em áreas alagadas com incidência de alta vegetação e elas se alimentam de todos os grandes grupos de vertebrados.
Zoológico de Brasília recebe maior espécie de cobra do mundo
Zoológico de Brasília recebe maior espécie de cobra do mundo

Enquete para o nome
A escolha do nome da serpente foi feita por enquete nas redes sociais. O público escolheu o nome Nagini, por meio do perfil da Fundação Zoológico do Instagram.

Veja como foi a votação:
  1. Nagini: 521
  2. Oliva: 208
  3. Sogra: 183
  4. Caipora: 148
  5. Eva: 140
  6. Ekns: 95
Total: 1295 votos
O serpentário do Zoológico de Brasília está aberto para visitação de terça a domingo e feriados, de 8h30 às 17h.

Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Após 3 altas seguidas, produção industrial cai 1,2% em novembro

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É o pior resultado para o mês desde 2015. No acumulado no ano, setor tem queda de 1,1%. 
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 Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro  

 Postado em 09 de janeiro de 2019 às 13h00m  
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Produção das indústrias brasileiras cai, depois de três meses seguidos de alta.
Produção das indústrias brasileiras cai, depois de três meses seguidos de alta.

Após três meses seguidos de alta, a produção industrial brasileira caiu 1,2% em novembro, na comparação com outubro, segundo divulgou nesta quinta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se do maior recuo mensal desde março (-1,4%) e o pior novembro desde 2015, quando a indústria caiu 1,9%,
Em relação ao resultado de novembro do ano anterior, a queda foi de 1,7%, interrompendo dois meses de resultados positivos nesta base de comparação e indicando que a indústria brasileira ainda enfrenta dificuldades para engrenar uma trajetória de recuperação.

Evolução da produção industrial
Comparação com o mês imediatamente anterior, em %
Created with Highcharts 5.0.90,50,50,10,1-0,6-0,60,70,7-1,4-1,40,50,5-0,1-0,1-0,6-0,6-0,2-0,21,21,20,20,20,80,8-1,2-1,2nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19jul/19ago/19set/19out/19nov/19-2-1,5-1-0,500,511,5
Fonte: IBGE

Ano no vermelho
No acumulado no ano, o setor industrial tem queda de 1,1%. Em 12 meses, a produção manteve recuo de 1,3%, repetindo os resultados de setembro e de outubro.

Com a perda de ritmo em novembro, o índice de média móvel trimestral ficou negativo (-0,1%) e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em julho.
"Houve redução na produção das quatro grandes categorias econômicas e em 16 das 26 atividades pesquisadas nessa comparação. A queda de 1,2% elimina parte da expansão de 2,2% acumulada no período agosto-outubro de 2019. Com esses resultados, o setor industrial se encontra 17,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011", destacou o IBGE.
Produção industrial em 12 meses
Variação acumulada em 1 ano, em %
Created with Highcharts 5.0.91,61,6110,40,40,40,4-0,1-0,1-1,1-1,100-0,7-0,7-1,3-1,3-1,6-1,6-1,3-1,3-1,3-1,3-1,3-1,3nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19jul/19ago/19set/19out/19nov/19-2-1012
Fonte: IBGE

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, os resultados de novembro interromperam a recuperação que o setor vinha apresentando na comparação com o ano anterior.

Olhando a sequência de resultados positivos até outubro, o setor estava em um patamar superior ao de 2018. Com a entrada de novembro, foi para um patamar abaixo, disse. Segundo ele, a produção industrial ficou 0,8% abaixo do que registrava em dezembro de 2018.
Fica claro que [o resultado de novembro] altera a trajetória de recuperação e faz com que a indústria permaneça operando no campo negativo, enfatizou o pesquisador. 
Atividades que mais caíram
A queda de novembro foi generalizada. Segundo o IBGE, 16 dos 26 ramos pesquisados registraram recuo na produção em novembro.

As principais quedas foram registradas nos segmentos de veículos automotores (-4,4%), produtos alimentícios (-3,3%) e indústrias extrativas (-1,7%).
16 dos 26 ramos da indústria pesquisados pelo IBGE registraram queda na produção em novembro. — Foto: Divulgação
16 dos 26 ramos da indústria pesquisados pelo IBGE registraram queda na produção em novembro. — Foto: Divulgação

No ramo de produtos alimentícios, a queda de 3,3%, eliminou quase toda a expansão verificada no mês anterior (3,6%)

O crescimento vinha sendo alavancado pelo aumento nas exportações de carne e da produção de açúcar. A carne continua em expansão, mas o açúcar tem uma volatilidade maior, tanto por conta de condições climáticas quanto em função da demanda por etanol, que também é produto da cana-de-açúcar, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.

O pesquisador explicou ainda que é comum a produção de automóveis subir nos meses de setembro e cair no final do ano, por conta das férias coletivas.

Para além do peso que o setor automobilístico tem no segmento industrial, ele se relaciona com outros setores importantes da indústria, ou seja, traz a reboque a produção de outros segmentos, disse.

Levantamento divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apontou para uma queda de 3,9% na produção de veículos em dezembro.

Já entre os ramos que conseguiram ampliar a produção em novembro, destaque para coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,6%), impressão e reprodução de gravações (24,0%) e produtos de borracha e de material plástico (2,5%).
Indústria 4.0: tecnologia aumenta produtividade da indústria em 22%
Indústria 4.0: tecnologia aumenta produtividade da indústria em 22%

Entre as grandes categorias, a de bens de consumo duráveis registrou a queda mais acentuada em novembro (-2,4%), influenciada, em grande parte, pela menor produção de automóveis. Os outros 3 segmentos – bens intermediários (-1,5%), bens de capital (-1,3%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-0,5%) – também assinalaram taxas negativas no mês.

Apesar de todas as 4 grandes categorias terem recuado em novembro, apenas a de bens intermediários registra desempenho negativo no acumulado do ano até novembro (-2,2%). O segmento teve queda de 1,5% em relação ao mês anterior e de 2,8% em relação a novembro de 2018, refletindo, especialmente, a queda verificada no setor extrativo.

Perspectivas
Para o consolidado de 2019, os economistas das instituições financeiras projetam uma queda de 0,73% na produção industrial, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), resultado de novembro indica que a indústria ainda não conseguiu melhorar seu atual padrão de desempenho.
"Quando consegue engatar uma sequência de meses de crescimento, o que tem ocorrido muito raramente, isso dura pouco tempo. Não foi diferente neste final de 2019. Trata-se de um sinal de alerta para que evitemos otimismo exagerado para a indústria e a economia em 2020", avaliou.
Para André Perfeito, economista-chefe da Necton Investimentos, apesar da queda da indústria mais forte que a esperada no mês, a variação trimestral encerrada em novembro aponta alta de 1,04% e "indica certa recuperação econômica no 4º trimestre".

O mercado mantém a previsão de crescimento de 1,17% para a economia brasileira em 2019. Para 2020, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é de uma alta maior, de 2,30%.