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segunda-feira, 16 de setembro de 2019

A Era do Plástico: o uso do material pode marcar o inicio do Antropoceno?

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No ritmo que estamos seguindo, tudo indica que o plástico será um dos maiores vestígios que deixaremos para o mundo; pesquisas estimam que de 5 a 12 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos chegam ao mar a cada ano.
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 Por BBC  

 Postado em 16 de setembro de 2019 às 15h00m  

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Será que podemos dizer que estamos vivendo a era do plástico?  — Foto: Getty Images/ BBC Será que podemos dizer que estamos vivendo a era do plástico? — Foto: Getty Images/ BBC

Imagine como seria uma aula de história em uma escola no ano 3000.
Que rastros teríamos deixado os estudantes que habitam a Terra?
Assim como conhecemos hoje as ferramentas primitivas da Idade da Pedra ou as armas mais sofisticadas da Idade do Ferro, que vestígios veriam de nossa era?
No ritmo que estamos seguindo, tudo indica que o plástico será um dos maiores vestígios que deixaremos para o mundo.

Um novo estudo revela que a grande quantidade de plástico que usamos está sendo marcada no registro fóssil do planeta.
Portanto, alguns cientistas afirmam que estamos na Era do Plástico.
"Estamos usando tanto plástico que é por isso que seremos lembrados", disse à BBC Jennifer Brandon, bióloga microplástica da Universidade da Califórnia (EUA) e autora da pesquisa.  
Um fóssil eterno
Pesquisas estimam que de 5 a 12 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos chegam ao mar a cada ano  — Foto: Getty Images/ BBC Pesquisas estimam que de 5 a 12 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos chegam ao mar a cada ano — Foto: Getty Images/ BBC

Para chegar a essa conclusão, Brandon e sua equipe analisaram sedimentos do fundo do mar perto da costa da Califórnia, que datam de 200 anos atrás.

Ao analisar seus compostos, eles notaram que a partir de 1940 a quantidade de plásticos microscópicos dobrava a cada 15 anos.

Em 2010, quando as amostras foram coletadas, as pessoas estavam depositando plástico no mar a uma taxa 10 vezes maior do que antes da Segunda Guerra Mundial.
"É como se estivéssemos fazendo chover plástico no oceano", diz Brandon.
A bióloga diz que sua descoberta reforça a ideia de que o acúmulo de plástico pode ser usado como um indicador do início do Antropoceno, uma era geológica proposta pela comunidade científica que se caracteriza pelas mudanças que os seres humanos causaram no planeta.

O estudo de Brandon sugere que "nosso amor pelo plástico" é um dos marcos que indicam o início do Antropoceno.
"O plástico é um marcador biológico perfeito porque nunca se degrada", diz Brandon. "Dura quase para sempre."
Uma pegada prejudicial
O plástico é popular há apenas 75 anos, mas a marca que ele deixa é duradoura.
As amostras analisadas por Brandon e sua equipe revelam que a maior parte do plástico contido no fundo do mar veio de fibras de roupas, mas também foram encontrados fragmentos de materiais de sacolas e outros tipos de partículas.

Pesquisas anteriores estimaram que de 5 a 12 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos chegam ao mar a cada ano.

Outros estudos mostraram que os organismos marinhos que ingerem plástico sofrem danos que se espalham por toda a cadeia alimentar. Muitos morrem depois de ingerir o produto.

Um relatório sobre o futuro dos mares, divulgado recentemente pelo governo do Reino Unido, alertou que a quantidade de plástico no mar pode triplicar em uma década, a menos que o lixo seja contido.

Cinco nações asiáticas - China, Indonésia, Filipinas, Vietnã e Tailândia - respondem por até 60% do lixo plástico que acaba nos oceanos, de acordo com um relatório de 2015 da Ocean Conservancy e do McKinsey Center for Business and Environment.

Com esse tipo de resíduo despejado na água em uma escala que chega a milhões de toneladas por ano, desde plânctons minúsculos até baleias enormes acabam ingerindo esse material acidentalmente ao se alimentar ou ao confundi-lo com o próprio alimento. A explicação de pesquisadores é que o plástico não só parece, mas também tem cheiro de comida.

Uma questão existencial
Brandon diz que os seres humanos "se tornaram dependentes do plástico", mas adverte que ela não defende sua eliminação completa de nossas vidas.

Para ela, a chave é mudar alguns hábitos e usar apenas o estritamente necessário.
"É uma questão existencial", diz ela.
"Nossas decisões diárias estão sendo registradas no oceano. Queremos ser lembrados por essa quantidade de plástico?"
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    Crânio de leão-das-cavernas extinto há 30 mil anos é encontrado na Sibéria

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    Descoberta foi feita em área onde serão construídas novas moradias. Além de ossos de animais, foram achados também mais de duas mil ferramentas de trabalho antigas.
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     Por Agência Gazeta Russa  

     Postado em 16 de etembo de 2019 às 13h45m  

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    Crânio de leão-das-cavernas é encontrado na Sibéria — Foto: Didier Descouens/CC BY-SA 4.0Crânio de leão-das-cavernas é encontrado na Sibéria — Foto: Didier Descouens/CC BY-SA 4.0

    Um grupo de arqueólogos encontrou em Krasnoiarsk, na Sibéria (Rússia), um lugar onde os caçadores da Idade da Pedra desmembravam animais. Entre os restos mortais, os especialistas encontraram o crânio de um leão-das-cavernas (Panthera leo spelaea).

    A descoberta, que pertence ao Paleolítico, teria entre 20 mil e 30 mil anos. As escavações foram realizadas em um local onde novas casas estão sendo construídas.
    Durante as escavações (...) foi encontrado um material arqueológico e de paleofauna [fauna da Idade da Pedra] interessantes. Trata-se principalmente de ossos de cavalos, renas, veados e bisões. Entre eles estava a cabeça de leão-das-cavernas, que agora está sendo analisada em laboratório, disse à a agência TASS Ígor Filátov, representante da organização de Geoarqueologia de Krasnoiarsk.

    Segundo o especialista, esse tipo de descoberta é rara na Sibéria e na Rússia em geral.
    Os arqueólogos também descobriram uma grande quantidade de instrumentos de trabalho antigos: lascas, furadores, e ferramentas para cortar.

    No total, existem mais de dois mil objetos. Nesse local, o homem das cavernas abria as carcaças de animais, quebrava os ossos e removia a medula óssea, diz o arqueólogo.

    Os leões-das-cavernas eram felinos enormes de uma espécie já extinta. Eles viveram nos territórios da Europa e da Sibéria na última fase do Pleistoceno (300 mil a 10 mil anos atrás). Este animal foi amplamente representado na arte pré-histórica.
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    domingo, 15 de setembro de 2019

    Fumaça de queimadas na Indonésia chega a outros países e causa crise entre governos

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    Qualidade do ar em Singapura foi considerada 'insalubre' pela primeira vez em três anos; poluição fez aumentar casos de doenças respiratórias e obrigou o fechamento de escolas.
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     Por Deutsche Welle  

     Postado em 15 de setembro de 2019 às 17h15m  
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    Fumaça de queimadas na Indonésia chega a outros países e causa crise entre governos
    Antara Foto/Reuters

    Fumaça envolve prédios em Singapura; qualidade do ar no país foi considerada insalubre neste sábado (14) — Foto: Feline Lim/Reuters
    Fumaça envolve prédios em Singapura; qualidade do ar no país foi considerada insalubre neste sábado (14) — Foto: Feline Lim/Reuters

    Queimadas na Indonésia fizeram com que a qualidade do ar em Singapura tenha sido classificada neste sábado (14) como "insalubre" pela primeira vez em três anos, em meio à tensão entre os países da região por causa da poluição causada pelos incêndios florestais.

    A medição da Agência Nacional de Meio Ambiente de Singapura (NEA, na sigla em inglês) situou entre "elevado" e "alto" o nível de concentração de partículas PM 2,5 – com até 2,5 micrômetros de tamanho, as mais prejudiciais para a saúde.
    Neste fim de semana, Singapura permaneceu envolta em denso nevoeiro branco. Segundo a NEA, o índice de poluição subiu temporariamente para 112. Todos os valores acima de 101 são considerados "insalubres". Por isso, as autoridades pediram aos 5,6 milhões de habitantes da cidade que evitem longas atividades esportivas ao ar livre.
    Bombeiros tentam apagar fogo no parque nacional de Sebangau, na Indonesia; país registra o pior ano de incêndios florestais desde 2015 — Foto: Willy Kurniawan/Reuters
    Bombeiros tentam apagar fogo no parque nacional de Sebangau, na Indonesia; país registra o pior ano de incêndios florestais desde 2015 — Foto: Willy Kurniawan/Reuters

    Quase todos os anos nessa época, grandes partes do Sudeste Asiático sofrem a poluição do ar, cuja causa são os incêndios florestais contínuos na Indonésia, especialmente na ilha de Sumatra e em Kalimantan, a parte indonésia da ilha de Bornéu. Agricultores são acusados de iniciar queimadas, a maioria delas ilegais, para obter novas áreas de cultivo, especialmente para o óleo de palma. Uma situação semelhante à que ocorre atualmente no Brasil.

    A poluição do ar causada por queimadas na Indonésia também afeta Singapura todos os anos. Segundo especialistas, este ano o problema foi acirrado pelo clima particularmente seco. A NEA teme que a situação continue preocupante por mais alguns dias.
    Kuala Lumpur, na Malásia, fica envolta em fumaça de queimadas  — Foto: Associated Press
    Kuala Lumpur, na Malásia, fica envolta em fumaça de queimadas — Foto: Associated Press

    Na vizinha Malásia, os índices de poluição também têm sido elevados há dias devido às queimadas na Indonésia.

    Os fogos na Indonésia, que começaram no início da temporada de seca em junho e se agravaram neste mês, estão provocando tensões diplomáticas com a vizinha Malásia, que denuncia que a fumaça chega até o seu território e afeta a saúde dos seus cidadãos.

    O governo da Indonésia nega as acusações e alega que os incêndios na Malásia também contribuem para a crise.
    Incêndios florestais deixam milhares de alunos sem aula na Ásia
    Incêndios florestais deixam milhares de alunos sem aula na Ásia

    A fumaça dos incêndios obrigou o fechamento de escolas neste mês, tanto na Malásia como na Indonésia, e fez disparar o número de pessoas afetadas por doenças respiratórias, denunciou a ONG ambientalista Greenpeace.

    Segundo as autoridades da Malásia, cerca de 400 escolas no estado oriental de Sarawak, na fronteira com Kalimantan, tiveram que fechar por causa da poluição do ar. O ar na capital Kuala Lumpur atingiu um nível insalubre, criticam as autoridades.

    Na própria Indonésia, várias escolas foram fechadas por causa da qualidade do ar. Somente na província indonésia de Riau, no leste da ilha de Sumatra, vários milhares de escolas foram fechados na semana passada. Centenas de milhares de pessoas vêm sendo afetadas por doenças respiratórias.
    Fumaça toma área incendiada na Indonésia — Foto: Antara Foto/Reuters
    Fumaça toma área incendiada na Indonésia — Foto: Antara Foto/Reuters

    A agência de gestão de desastres indonésia BNPB calculou que 320 mil hectares foram atingidos até o mês de agosto. De acordo com o Greenpeace, cerca de um quarto do território queimado neste ano é composto por florestas primárias e turfeiras.

    Este é o pior ano de incêndios na Indonésia desde 2015, quando incêndios parcialmente provocados pelas indústrias de papel e óleo de palma queimaram 2,6 milhões de hectares, o que resultou em uma série de medidas do governo para proteger e restaurar as florestas protegidas e as turfeiras.

    Naquele ano, os incêndios causaram prejuízos avaliados em US$ 16 bilhões e afetaram gravemente a saúde dos habitantes de países vizinhos como Brunei, Malásia e Singapura.

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