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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Governo reduz para 0,81% previsão de alta do PIB em 2019

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Último dado divulgado pelo governo previa um crescimento de 1,6% para o PIB deste ano. Previsão de inflação para 2019 passou de 4,1% para 3,8%.
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 Por Laís Lis, G1 — Brasília  

 Postado em 12 de julho de 2019 às 16h25m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
O governo reduziu a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, de 1,6% para 0,81%. A revisão foi anunciada nesta sexta-feira (12) pelo Ministério da Economia.

Esse foi o terceiro corte nas previsões do governo para crescimento da economia. O orçamento desse ano foi elaborado prevendo que a economia cresceria 2,5%. Em março essa previsão caiu para 2,2% e em maio para 1,6%.
Para 2020, a previsão de crescimento do PIB caiu de 2,5% para 2,2%. Já a previsão de inflação para 2019 foi revisada de 4,1% para 3,8%.

A meta central deste ano para a inflação é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

As previsões divulgadas ficaram próximas as do último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC). O relatório, feito com base em informações de analistas do mercado financeiro, prevê um crescimento de 0,82% para o PIB de 2019 e uma inflação de 3,8%.

Segundo o documento divulgado pelo Ministério da Economia, indicadores mensais disponíveis para o segundo trimestre de 2019 indicam que a recuperação econômica continua lenta. Esses indicadores mais fracos de atividade econômica levaram à revisão da previsão de crescimento da economia.

Previsão de PIB
  • Brasil: 0,8%
  • Agropecuária: 0,5%
  • Indústria: -0,1%
  • Serviços: 1%
Reforma da Previdência
O documento aponta, ainda, que a aprovação da reforma da Previdência terá um papel protagonista para a retomada do crescimento econômico.

"A retomada do crescimento da economia brasileira deverá passar necessariamente por um conjunto de reformas de reequilíbrio fiscal, onde a nova Previdência assume papel de protagonismo, bem como reformas pró-mercado", informa o documento.

O subsecretário de política macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles, afirmou durante a coletiva que a não aprovação da reforma da Previdência teriam um impacto catastrófico em termos de crescimento do PIB e que o governo teria que reduzir brutalmente a projeção de crescimento, o que levaria a uma recessão.

Você pode até não aumentar a sua projeção de crescimento, mas se não aprovar você teria que reduzir de forma brutal a previsão de crescimento, inclusive para o ano corrente e o ano que vem. Provavelmente você entraria em uma recessão, disse.

Segundo ele, a aprovação da reforma não deve ter um impacto grande nesse ano, mas impactará mais a previsão de crescimento a partir do próximo ano. É possível que tenha impacto este ano, mas não substancial, disse.

Já com relação a 2020, a Secretaria de Política Econômica avalia que a redução da previsão de crescimento se deve "substancialmente ao efeito base, ou seja, o menor patamar do PIB neste ano afetará o desempenho do PIB em 2020".

Durante a coletiva para apresentar as novas previsões, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou que a aprovação da reforma da Previdência tem potencial para aumentar em 0,5 ponto percentual por ano o crescimento anual do PIB.

Ou seja, se o PIB fosse crescer 1% no ano, a aprovação da nova Previdência tem potencial para elevar esse crescimento para 1,5%.

Políticas econômicas
O secretário de políticas macroeconômicas do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que o país paga hoje por políticas econômicas erradas feitas durante os anos de 2006 a 2016.

Sachsida afirmou ainda que a aprovação de reformas pró-mercado é essencial para que o país tenha crescimento sustentável e de longo prazo. Não existe mágica. Equilíbrio fiscal e reformas, esse é o caminho de um crescimento econômico sustentável e de longo prazo, disse.
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Arqueólogos encontram ossadas de um homem, um cavalo e um cachorro em navio funerário viking

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Embarcações foram descobertas no ano passado na Suécia, mas escavações começaram apenas em junho deste ano.
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 Por G1  

 Postado em 12 de julho de 2019 às 12h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Crânio e ossada de um homem foram descobertas dentro do barco funerário.  — Foto: Divulgação/ArkeologernaCrânio e ossada de um homem foram descobertas dentro do barco funerário. — Foto: Divulgação/Arkeologerna

Pesquisadores do Museu Histórico-nacional sueco anunciaram na última quinta-feira (4) terem encontrado ossadas de um homem, um cavalo e um cachorro em um dos dois navios funerários vikings descobertos em outubro de 2018 no sítio arqueológico de Gamla Uppsala (Velha Upsália), na Suécia.

O sítio está localizado a aproximadamente 70km de Estocolmo e as embarcações estavam enterradas em um porão e poço construídos durante a Idade Média. As construções danificaram um dos barcos, mas também protegeram o que mantinha as ossadas e que foi encontrado intacto.
"Essa é uma escavação única, o último barco que desenterramos nesta área foi há 50 anos", celebrou Anton Seiler, arqueólogo do Museu Histórico-nacional sueco.
O enterro de navios era uma prática comum na Suécia na Era de Vendel (550–800 d.C) e na Era Viking (800-1050 d.C) e os mortos eram sepultados com joias preciosas ou armamentos. Apenas indivíduos de alto status social recebiam esta honraria, os demais eram destinados a rituais de cremação.

A descoberta se soma aos dez navios-funerários documentados no país. A região central da Suécia concentra o maior número de sítios arqueológicos deste tipo.
Em um dos dois barcos encontrados na Suécia foram desenterradas ossadas de um homem, cavalo e cão. — Foto: Divulgação/ArkeologernaEm um dos dois barcos encontrados na Suécia foram desenterradas ossadas de um homem, cavalo e cão. — Foto: Divulgação/Arkeologerna

Vestígios vikings
A embarcação que permaneceu intacta durante os séculos preservou as ossadas mas também itens como uma espada, lança, escuto e um pente. Madeira e pregos de ferro usados na construção dos navios também foram encontradas.
A equipe responsável pela descoberta considerou que o estado de preservação do navio representa uma oportunidade "particularmente interessante" para o estudo das antigas tradições funerárias a partir de métodos modernos de análise e documentação.
Um dos barcos funerários da era viking (entre 800 e 1050 a.C.) estava intacto — Foto: Divulgação/ArkeologernaUm dos barcos funerários da era viking (entre 800 e 1050 a.C.) estava intacto — Foto: Divulgação/Arkeologerna

Estamos muito animados porque a descoberta de navios-funerários são muito raras. Nós vamos poder usar métodos modernos que vão gerar novos resultados, hipóteses e respostas. Também vamos reforçar a região de Upsália como referência para este tipo de escavação, diz Seiler.

Os objetos descobertos serão expostos nos museus de Upsália e no Museu de História Nacional de Estocolmo.

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quinta-feira, 11 de julho de 2019

Crânio encontrado na Grécia pode reescrever história do homem moderno

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Segundo cientistas, fóssil achado em caverna nos anos 70 tem 210 mil anos, época em que Europa era ocupada por neandertais; descoberta seria evidência de migração do homem moderno da África anterior à de nossos ancestrais.
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 Por BBC  

 Postado em 11 de julho de 2019 às 13h50m  
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Apidima 1 (ilustrada aqui em uma reconstrução) tem todas as características de um crânio humano moderno, segundo pesquisadores — Foto: Katerina Harvati, Eberhard Karls Uni Tub/DivulgaçãoApidima 1 (ilustrada aqui em uma reconstrução) tem todas as características de um crânio humano moderno, segundo pesquisadores — Foto: Katerina Harvati, Eberhard Karls Uni Tub/Divulgação

Pesquisadores encontraram o mais antigo exemplo da nossa espécie (humanos modernos) fora da África.

Acredita-se que um crânio escavado na Grécia seja de 210 mil anos atrás, uma época em que a Europa era ocupada pelos neandertais.

Por isso, a descoberta representa uma evidência de que houve uma migração anterior de pessoas partindo da África, que não teriam deixado vestígios no DNA de pessoas vivas hoje. Os resultados foram publicados na revista "Nature".

Pesquisadores descobriram dois fósseis significativos na caverna de Apidima, na Grécia, na década de 1970, e estavam guardados em um museu do país, até serem reexaminados, mais recentemente.

Um deles estava muito danificado e o outro, incompleto. Foram necessários tomografia computadorizada e exames com urânio para desvendar as informações contidas ali.
Apidima 2 parece ser de um neandertal e é um crânio mais novo que o moderno crânio humano encontrado junto — Foto: DivulgaçãoApidima 2 parece ser de um neandertal e é um crânio mais novo que o moderno crânio humano encontrado junto — Foto: Divulgação

O crânio mais completo parece ser um neandertal, segundo os pesquisadores. Mas o outro mostra características de humanos modernos.

E o principal: o crânio do neandertal era mais novo.
Isso pode mudar o entendimento sobre as teorias a respeito de migração para fora da África.
"Agora, trabalhamos com o cenário de que havia um grupo moderno na Grécia 210 mil anos atrás, mas que foi posteriormente substituída por uma população neandertal (Apidima 2) há cerca de 170 mil anos", disse o co-autor do estudo, professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres.
As populações fora da África hoje traçam sua ancestralidade a uma migração que deixou o continente africano há 60 mil anos.

À medida que esses humanos modernos se expandiram pela Eurásia (Europa e Ásia), eles substituíram outras espécies que encontraram, como os neandertais e os denisovanos.

Mas essa não foi a primeira migração dos humanos modernos (Homo sapiens) da África.
Fósseis de Homo sapiens encontrados em Skhul e Qafzeh, em Israel, foram avaliados na década de 1990 e datados de 90 mil e 125 mil anos atrás. E, na época, foram vistos como uma anomalia, como se tivesse acontecido uma breve incursão fora do continente africano.

No entanto, nos últimos anos passamos a entender que nossas espécies estiveram fora da África ainda mais cedo do que imaginávamos e foram mais longe do que acreditávamos anteriormente.
Nos últimos anos, paleontologistas descobriram fósseis humanos modernos em Daoxian e Zhirendong, na China, que datam de 80 mil e 120 mil anos atrás.

Estudos de DNA revelaram sinais de cruzamento entre os humanos africanos e os neandertais. 
Evidências de neandertais alemães mostram que a mistura ocorreu entre 219 mil e 460 mil anos atrás - embora não esteja claro se o Homo sapiens estava envolvido, ou outro grupo africano primitivo.
 Reconstrução de um homem de Neandertal (esq.) e mulher (dir.) no Museu de Mettmann, na Alemanha, em 2009  — Foto: Federico Gambarini / DPA / Arquivo AFP Reconstrução de um homem de Neandertal (esq.) e mulher (dir.) no Museu de Mettmann, na Alemanha, em 2009 — Foto: Federico Gambarini / DPA / Arquivo AFP

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