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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Brasil piora em ranking de percepção de corrupção em 2018

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País caiu 9 posições em relação a 2017 e ficou em 105º no estudo da Transparência Internacional. Entre os 10 países melhores colocados, 7 são nações europeias.
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Por Gabriel Luiz, G1 DF 

Postado em 29 de janeiro de 2019 às 15h10m 
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Brasil piora em ranking de corrupção da Transparência Internacional
Em 2018, o Brasil piorou e caiu 9 posições no ranking elaborado pela organização Transparência Internacional que avalia a percepção da corrupção no setor público em 180 países.

A pontuação brasileira recuou para 35 e o país passou a ocupar 105º lugar no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), o que representa o pior resultado desde 2012. Quanto melhor a posição no ranking, menos o país é considerado corrupto.

O IPC pontua e classifica os países com base no quão corrupto o setor público é percebido por executivos, investidores, acadêmicos e estudiosos da área da transparência. O índice analisa aspectos como propina, desvio de recursos públicos, burocracia excessiva, nepotismo e habilidade dos governos em conter a corrupção.

Os países recebem notas de 0 a 100 – sendo 0 igual a um alto grau de percepção da corrupção, e 100, um alto grau de percepção de integridade no setor público.

Veja a posição de alguns países no ranking:
  • 1) Dinamarca - 88 pontos
  • 2) Nova Zelândia - 87 pontos
  • 3)Finlândia - 85 pontos
  • 4) Singapura - 85 pontos
  • 5) Suécia - 85 pontos
  • 6) Suíça - 84 pontos
  • 7) Noruega - 84 pontos
  • 8) Holanda - 82 pontos
  • 9) Canadá - 81 pontos
  • 10) Luxemburgo - 81 pontos
  • 61) Cuba - 47 pontos
  • 78) Gana - 41 pontos
  • 85) Argentina - 40 pontos
  • 105) Argélia - 35 pontos
  • 105) Brasil - 35 pontos
  • 105) Costa do Marfim - 35 pontos
  • 178) Sudão do Sul - 13 pontos
  • 178) Síria - 13 pontos
  • 180) Somália - 10 pontos

Recuos consecutivos

O Brasil vem caindo no ranking desde 2014. Em 2016, o Brasil ficou em 79º. Em 2017, o país estava na 96ª colocação.
"Este ano, chegamos à posição 105. A oitava economia do mundo [está] ocupando uma posição bastante constrangedora no ranking, afirmou Bruno Brandão, diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil.
No ranking deste ano, o Brasil ficou empatado com Argélia, Armênia, Costa do Marfim, Egito, El Salvador, Peru, Timor Leste e Zâmbia.
Para a Transparência Internacional, a piora da percepção da corrupção nos últimos anos coincide com o fenômeno da Lava a Jato, que tornou mais visível a corrupção sistêmica.
"Isso é natural. Já vimos acontecer em outros países que começaram a confrontar o problema de uma maneira mais contundente. O efeito de curto prazo é uma piora na percepção, porque ela se torna mais visível, disse Brandão.
Já a queda na nota brasileira em 2018 é, na análise do diretor-executivo, um reflexo dosgrandes escândalos que atingiram o país, entre eles, as denúncias apresentadas à Justiça contra o ex-presidente Michel Temer (MDB).
Escândalos do governo Temer foram mensagens de que a corrupção ainda acontece no país, um presidente acusado triplamente de corrupção e lavagem de dinheiro, declarou Brandão.
O diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil também afirma que o combate contra a corrupção foi negligenciado no país durante a administração Temer.
Transparência Internacional divulga ranking de 180 países com relação à percepção da corrupção no setor público — Foto: Gabriel Luiz/ G1Transparência Internacional divulga ranking de 180 países com relação à percepção da corrupção no setor público — Foto: Gabriel Luiz/ G1
Simplesmente se abandonou o tema, uma negligência total com o tema de preocupação número um do brasileiro. Ao contrário, não só não avançou mas houve tentativas de frear os avanços, declarou.
O que deveria ter acontecido, na opinião de Brandão, era o país começar olhar para a frente na luta contra a corrupção sistêmica e começar a aprovar reformas legais e institucionais para atacar a causa do problema.

Como formas de o Brasil olhar para frente, o grupo recomenda medidas para aumentar a transparência, regulamentar o lobby, desburocratizar o Estado, criação de leis de proteção a denunciantes e aprimorar formas de seleção de ministros e conselheiros dos Tribunais de Contas.

Ranking
Entre os países mais corruptos do ranking, estão Somália, Síria, Sudão do Sul, Iêmen e Coreia do Norte.

A Dinamarca lidera o ranking com menor percepção de corrupção, com 88 pontos. Entre os 10 países melhores colocados, sete são nações europeias. O Canadá é o único representante das Américas no top 10.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Dívida pública pode chegar a R$ 4,3 trilhões em 2019, diz Tesouro Nacional

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Previsão divulgada nesta segunda (28) é para o valor máximo da dívida. No ano passado, dívida pública aumentou 8,9% na comparação com 2017 e chegou a R$ 3,87 trilhões. 
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília 

Postado em 28 de janeiro de 2019 às 21,45m 
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A Secretaria do Tesouro Nacional informou nesta segunda-feira (28) que a dívida pública pode chegar a R$ 4,3 trilhões neste ano.

O montante é referente ao valor máximo que a dívida pode chegar. Segundo o governo federal, o valor mínimo previsto é de R$ 4,1 trilhões.

Também nesta segunda, o Tesouro informou que a dívida pública aumentou 8,9% na comparação com 2017 e chegou a R$ 3,87 trilhões.

Dívida pública brasileira
Os resultados e as previsões do governo
Created with Highcharts 5.0.9Em R$ trilhões3,553,553,873,874,14,14,34,3201720182019 (piso estimado)2019 (teto estimado)012345
Fonte: Tesouro Nacional

A dívida pública federal é contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, para pagar as despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e contribuições.

Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, é chamada de interna. Quando tais operações financeiras ocorrem em moeda estrangeira, usualmente o dólar norte-americano, a dívida é classificada como externa.

Necessidades de financiamento
Segundo o Tesouro Nacional, os vencimentos da dívida pública neste ano somam R$ 747 bilhões, dos quais:
  • R$ 12,6 bilhões são da dívida externa;
  • R$ 639 bilhões da dívida interna;
  • R$ 95,2 bilhões em encargos do Banco Central.
Além disso, há uma estimativa de que sejam necessários mais R$ 259 bilhões para "cobertura parcial" do déficit das contas do governo, e de R$ 8,4 bilhões para honrar "garantias" a operações de empréstimos de estados.

Para financiar esses compromissos, estão previstos R$ 234,9 bilhões em recursos orçamentários. Com isso, a necessidade líquida de financiamento cai para R$ 779 bilhões em 2018.

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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Peixe raríssimo viaja 11 mil km e é achado em santuário na costa de SP

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Suspeita é que o animal tenha sido transportado por água armazenada em navios cargueiros. Segundo biólogo, a espécie não prejudica o ambiente nativo e é natural do Oceano Índico.
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Por José Claudio Pimentel, G1 Santos 

Postado em 21 de janeiro de 2019 às 15h30m 

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Peixe Bandeira, nativo do Oceano Índico, é registrado na costa de São Paulo — Foto: Eric Comin/Arquivo PessoalPeixe Bandeira, nativo do Oceano Índico, é registrado na costa de São Paulo — Foto: Eric Comin/Arquivo Pessoal

Um Peixe-Bandeira (Heniochus acuminatus), nativo do Oceano Índico, foi registrado na Laje de Santos, um parque marinho localizado a mais de 40 quilômetros das praias da Baixada Santista. A suspeita é que ele tenha sido transportado por mais de 11 mil quilômetros, até o Atlântico, por meio da água armazenada nos navios cargueiros.

O registro foi feito durante o fim de semana pelo biólogo e mergulhador Eric Comin, que estuda a fauna existente no Parque Estadual Marinho da Laje de Santos. Considerado um santuário por ser um berçário para centenas de espécies de animais, o local tem a pesca proibida e é protegido por leis ambientais.

"É um registro raro, justamente por ser uma espécie exótica, que não é nativa deste oceano. O Bandeira integra a família dos peixes limpadores, que têm por característica estabelecer uma relação de contato com outros animais, para remover tecidos mortos ou parasitas. Neste caso, ele estava com uma tartaruga", explica.
Peixe Bandeira foi registrado em meio a um cardume de peixes nativos na Laje de Santos — Foto: Eric Comin/Arquivo PessoalPeixe Bandeira foi registrado em meio a um cardume de peixes nativos na Laje de Santos — Foto: Eric Comin/Arquivo Pessoal

Trata-se do segundo registro da espécie na Laje de Santos. O primeiro ocorreu em 2013 e também foi feito por Comin, cuja aparição resultou em uma publicação científica naquela ocasião. Em 2018, outros pesquisadores relataram a ocorrência desse mesmo animal na costa do Paraná e do Rio de Janeiro.

"A nossa suspeita é que o transporte dessa espécie tenha ocorrido por meio da água de lastro [aquela captada diretamente do mar para os tanques das embarcações para manter a estabilidade] dos navios, ainda quando em fase larval. E se adaptou bem ao ambiente, sem que houvesse alguma rejeição", explica.
Laje de Santos localiza-se a aproximadamente 40 quilômetros da costa de SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1Laje de Santos localiza-se a aproximadamente 40 quilômetros da costa de SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

Ainda de acordo com o especialista, não existe um estudo científico que constate eventual interação danosa do Peixe Bandeira ao ambiente nativo da costa brasileira. "Mesmo ele vindo de tão longe, foi reconhecido pelos peixes da Laje de Santos como sendo um limpador", pondera Eric Comin.

Nas imagens registradas por ele, o Peixe Bandeira, característicos pelas cores branca, preta e amarela, aparece em meio a um cardume de Salemas (Anisotremus virginicus), de coloração amarelada, que integra a fauna local. Na Laje de Santos, já foram catalogados 196 espécies diferentes de peixes.



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