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quarta-feira, 20 de junho de 2018

Volkswagen e Ford estudam aliança para ganhar competitividade

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Marcas falam em desenvolver produtos de forma conjunta. 
No entanto, não haverá investimentos entre as empresas nem troca de ações.
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Por André Paixão, G1 


Volkswagen e Ford estudam aliança para ganhar competitividade (Foto: Ford/Divulgação/Axel Schmidt/Reuters)Volkswagen e Ford estudam aliança para ganhar competitividade (Foto: Ford/Divulgação/Axel Schmidt/Reuters)

A Volkswagen e a Ford anunciaram nesta terça-feira (19) que estão estudando uma "aliança estratégica" para ganhar competitividade em todo o mundo.

De acordo com o comunicado, as empresas estão analisando projetos conjuntos, incluindo o desenvolvimento de uma linha de veículos comerciais.

O diretor do Grupo de Estratégia da Volkswagen, Thomas Sedran, disse que "é de extrema importância ganhar flexibilidade por meio de alianças. A potencial cooperação industrial com a Ford é vista como uma oportunidade para melhorar globalmente a competitividade das duas empresas."
Sede da Ford em Dearborn, nas proximidades de Detroit, nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)Sede da Ford em Dearborn, nas proximidades de Detroit, nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

Volkswagen e Ford afirmaram que irão divulgar atualizações sobre a parceria de acordo com o avanço das conversas.

No entanto, o anúncio diz que não haverá aportes financeiros entre as fabricantes, nem participações cruzadas (participação acionária de uma empresa em outra).

Volkswagen e Ford já foram parceiras entre nas décadas de 1980 e 1990, com a formação da Autolatina, atuando no Brasil e na Argentina.
Fábrica da Volkswagen, em Wolfsburg, na Alemanha, em imagem de arquivo de 2015 (Foto: REUTERS/Carl Recine/File Photo)Fábrica da Volkswagen, em Wolfsburg, na Alemanha, em imagem de arquivo de 2015 (Foto: REUTERS/Carl Recine/File Photo)

Situação das empresas
No final de abril, a Ford anunciou um plano para cortar custos e aumentar as margens de lucro nos próximos anos. A marca "não vai investir em novas gerações de sedãs tradicionais para a América do Norte", incluindo Fusion, Fiesta e Taurus, disse a montadora.

O objetivo é cortar US$ 25,5 bilhões em custos até 2022, ante US$ 14 bilhões previstos no plano anterior anunciado no ano passado.
Preocupação com poluentes de carros a diesel aumentou depois do escândalo da Volkswagen (Foto: REUTERS)Preocupação com poluentes de carros a diesel aumentou depois do escândalo da Volkswagen (Foto: REUTERS)

Já a Volkswagen ainda enfrenta desdobramentos do escândalo de emissões dos veículos a diesel, que ficou conhecido como dieselgate. Nos movimentos mais recentes, a justiça alemã multou a em 1 bilhão de euros a fabricante, que se declarou culpada no caso.

O Grupo Volkswagen fraudou cerca de 11 milhões de veículos a diesel em todo o mundo. Os carros eram equipados com um software que burlava testes de emissões em motores deste tipo.

Movimentos parecidos
Este não é o primeiro movimento de aproximação entre concorrentes na indústria automobilística. É comum que rivais se aproximem para desenvolver tecnologias em conjunto, além de reduzir custos com uma escala maior de produção.

Um exemplo básico é que Ford e Chevrolet compartilham o câmbio automático de 10 marchas, presente em Mustang e Camaro.
Também há inúmeros outros casos, como de fusões. Em 2016, a Renault Nissan, outra aliança, anunciou a compra da japonesa Mitsubishi.

Outra gigante, a Fiat Chrysler, buscou alianças com a própria Volkswagen e com a General Motors, dona da Chevrolet. No entanto, as conversas não avançaram.
Ford -- Volkswagen 

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terça-feira, 19 de junho de 2018

Suzuki Jimny tem fotos da nova geração reveladas

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Com novo chassi, modelo terá tração 4x4 e grande tela multimídia. 
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Por G1, São Paulo 









Nova geração do Suzuki Jimny (Foto: Suzuki/Divulgação)

Depois de 20 anos, a Suzuki finalmente revelou como será a nova geração do Jimny. O modelo atual foi lançado em 1998 e passou todo esse tempo sem grandes mudanças no visual. 

Ainda sem os detallhes técnicos divulgados, o jipinho ficou mais quadrado nesta nova geração, remetendo a 2ª geração de 1981 - o 1º Jimny surgiu em 1970.

Com chassi novo, o modelo manterá a tração 4x4 e o interior, de aparência simples, mas moderna, mostra uma grande tela de central multimídia.

A Suzuki do Brasil confirmou que o modelo será vendido por aqui, mas que não há previsão de chegada. Ele virá importado, e vai conviver com a geração atual, produzida em Catalão (GO).
Interior da nova geração do Suzuki Jimny (Foto: Suzuki/Divulgação) 












Chassi do novo Suzuki Jimny (Foto: Suzuki/Divulgação)

JIMNY SUZUKY 
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Mercado vê inflação maior e reduz estimativa de alta do PIB de 2018 para 1,76% .

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Após greve dos caminhoneiros, mercado tem elevado expectativas de inflação e baixado previsões de alta do PIB. Economistas também elevaram para R$ 3,63 previsão para o dólar no fim do ano.
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Por Alexandro Martello, G1, Brasília 

Os analistas do mercado financeiro elevaram de novo a estimativa de inflação para 2018 e reduziram a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

As expectativas dos analistas estão no mais recente relatório de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

As previsões do mercado começaram a piorar com mais intensidade após a greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias. A paralisação da categoria gerou uma crise no abastecimento em todo o país e falta de diversos produtos como, por exemplo, gás de cozinha, combustível nos postos, alimentos nos supermercados e querosene nos aeroportos.

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 1,94% para 1,76% na semana passada. Foi a sétima queda seguida do indicador. Há um mês, a estimativa de crescimento da economia, para este ano, estava em 2,50%.

Para 2019, a expectativa do mercado para expansão da economia recuou de 2,80% para 2,70%, na segunda redução seguida.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Segundo analistas ouvidos pelo G1, a greve dos caminhoneiros deve prejudicar o crescimento do país no segundo trimestre. Alguns, inclusive, já reduziram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e também do ano por causa da paralisação.

Inflação
Já a previsão do mercado financeiro para a inflação em 2018 avançou de 3,82%, na semana retrasada, para 3,88% na última semana. Foi a quinta alta seguida do indicador.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

Para 2019, o mercado financeiro elevou sua expectativa de inflação de 4,07% para 4,10%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Taxa de juros
Os analistas do mercado financeiro também mantiveram em 6,50% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018.

Com isso, o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano até o fechamento deste ano.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 subiu de R$ 3,50 para R$ 3,63 por dólar. Para o fechamento de 2019, avançou de R$ 3,50 para R$ 3,60 por dólar. 

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 57,15 bilhões para US$ 58,34 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit cresceu de US$ 49,6 bilhões para US$ 49,8 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, recuou de US$ 71 bilhões para US$ 70 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas caiu de US$ 77 bilhões para US$ 76,60 bilhões.
BANCO CENTRAL DO BRASIL.
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