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quarta-feira, 14 de março de 2018

Os efeitos das viagens de avião sobre nosso cérebro

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Deslocamentos aéreos se tornaram uma atividade cotidiana – mas que ainda continuam a afetar profundamente nossos corpos, do humor à resposta imunológica.

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BBC
Por BBC


Viajar de avião se tornou uma atividade cotidiana – mas que ainda continua a afetar profundamente nossos corpos (Foto: StockSnap/Pixabay) 

Diante de uma tela minúscula, som de baixa qualidade e interrupções frequentes, assistir a um filme durante um voo pode ser uma experiência desafiadora.

Apesar disso, quem viaja de avião regularmente já se emocionou ou testemunhou alguém se emocionar durante o trajeto.
Até os mais durões costumam derramar lágrimas – às vezes com comédias infantis.


E um novo levantamento realizado pelo aeroporto de Gatwick, em Londres, revelou que 15% dos homens e 6% das mulheres afirmaram ficar mais emotivos quando assistem a um filme durante um voo do que em casa.

Recentemente, uma grande companhia aérea chegou a emitir o que chamou de "alertas de saúde emocional" para advertir seus clientes sobre as consequências do entretenimento a bordo.

Teorias
Há muitas teorias sobre por que voar pode deixar os passageiros com as emoções mais à flor da pele – a tristeza em deixar para trás entes queridos, a empolgação sobre a viagem que está por vir, a saudade de casa. Mas há também cada vez mais provas de que o próprio ato de voar também seja responsável por isso.


Uma pesquisa indica que voar a 35 mil pés (10 km) acima do solo dentro de uma caixa de metal selada pode provocar reações estranhas em nossas mentes, alterar nosso humor, mexer com nossos sentidos e até nos fazer sentir mais coceira.

"Há poucas pesquisas realizadas sobre o assunto porque para pessoas saudáveis isso não apresenta um grande risco", diz Jochen Hinkelbein, presidente da Sociedade Alemã de Medicina Aeroespacial e diretor-assistente de medicina de emergência na Universidade de Colônia, na Alemanha. "Mas precisamos lembrar que a viagem de avião se tornou mais barata e popular; sendo assim, pessoas mais velhas e menos em forma estão viajando mais. Isso está despertando mais interesse no assunto."

Hinkelbein é um dos pesquisadores que vêm analisando como nosso corpo é afetado durante um voo.

Não há dúvida de que o interior dos aviões é um dos lugares mais peculiares onde nós, seres humanos, podemos estar. Trata-se de um ambiente estranho, onde a pressão do ar é semelhante à do topo de uma montanha de 2,4 mil metros. A umidade é mais baixa do que em alguns dos desertos mais secos do mundo, enquanto que o ar bombeado para dentro da aeronave chega a temperaturas inferiores a 10°C, de forma a contrabalançar o excesso de calor gerado por todos os corpos e eletrônicos a bordo.

A redução da pressão do ar durante um voo também pode reduzir a quantidade de oxigênio no sangue dos passageiros entre 6% e 25%, queda que, em condições normais, levaria muitos médicos a administrar oxigênio suplementar a seus pacientes. 

Embora isso não seja um problema para quem é saudável, o mesmo não se pode dizer para idosos e pessoas com dificuldades respiratórias.

Estudos indicam, contudo, que até níveis relativamente baixos de hipoxia (deficiência de oxigênio) podem alterar nossa capacidade de pensar com clareza. Em locais com altitude acima de 3,6 mil metros, onde o nível de oxigênio é baixo, adultos saudáveis podem começar a sentir alterações em sua memória, bem como em sua capacidade de realizar cálculos e tomar decisões.

Essa é a razão pela qual as autoridades de aviação insistem em que os pilotos usem máscaras de oxigênio suplementares se a pressão do ar da cabine chegar à de altitudes superiores a 12,5 mil pés.

A pressão do ar a altitudes acima de 7 mil pés (2,1 mil metros) acaba por atrasar o tempo de reação - má notícia para quem gosta de brincar com jogos eletrônicos durante o voo.

Há também algumas pesquisas que mostram que, quando estamos a altitudes acima de 8 mil pés (2,4 mil metros), similar à de um avião, nosso desempenho cognitivo e nosso raciocínio podem ser parcialmente afetados.

Para a maioria de nós, no entanto, é improvável que isso atrapalhe nosso fluxo de pensamento.

"Uma pessoa saudável não deve ter problemas cognitivos a essa altitude", diz Hinkelbein. "Mas, naqueles que não estão com a saúde em dia, a hipoxia pode diminuir a saturação de oxigênio, tornando os déficits cognitivos mais visíveis", acrescenta.

Mas tal condição não afeta apenas aqueles com doenças pré-existentes. Podemos sofrer as consequências da redução do oxigênio quando voamos gripados, por exemplo, lembra o especialista.

Cansaço
De forma geral, segundo Hinkelbein, a hipoxia gera efeitos mais facilmente reconhecidos em nossos cérebros: ficamos cansados.
Estudos já mostraram que a exposição a altitudes acima de 10 mil pés (3 mil metros) pode aumentar a fadiga.


Mas, em algumas pessoas, os efeitos podem começar em altitudes mais baixas.
"Sempre que estou sentado em um avião após a decolagem, fico cansado e acabo adormecendo com facilidade", explica Hinkelbein.


"Não é a falta de oxigênio que me faz perder a consciência, mas a hipoxia é um fator que contribui para isso".

Se você consegue manter seus olhos abertos por tempo suficiente para ver a tripulação reduzir as luzes no interior da aeronave, então você pode experimentar outro efeito da pressão mais baixa. A visão noturna humana pode se deteriorar de 5% a 10% em altitudes de apenas 5 mil pés (1.500 metros). Isso ocorre porque as células fotorreceptoras da retina necessárias para enxergamos no escuro precisam de muito oxigênio e funcionam de forma menos eficaz em altas altitudes.

Voar também provoca danos em nossos outros sentidos. A combinação de baixa pressão do ar e umidade pode reduzir a sensibilidade de nossas papilas gustativas ao sal e ao doce em até 30%. Um estudo realizado pela companhia aérea alemã Lufthansa também mostrou que o sabor salgado do suco de tomate melhora durante um voo.

Flatulências
O ar seco também pode nos roubar a maior parte do nosso olfato, deixando a comida menos interessante. É por isso que muitas companhias aéreas adicionam tempero extra aos alimentos servidos durante um voo. Talvez até tenhamos sorte de que nosso olfato seja reduzido durante um voo, pois a mudança na pressão do ar nos deixa mais propensos a flatulências.


Mas se o odor dos gases emitidos pelo seu vizinho de poltrona não fosse o pior dos males, um estudo realizado em 2007 mostrou que, após cerca de três horas em altitudes acima de 8 mil pés, as pessoas começam a se queixar de desconforto.

Soma-se a isso a baixa umidade, não causa surpresa que tenhamos dificuldade em ficarmos quietos por longos períodos de tempo no ar. Um estudo realizado por cientistas austríacos revelou que um voo de longa distância pode secar nossa pele em até 37% e aumentar a sensação de coceira.

Baixos níveis de pressão e umidade do ar também podem ampliar os efeitos do álcool e da ressaca.

E para aqueles que têm medo de viajar de avião, as notícias ainda podem ficar piores.
"Os níveis de ansiedade podem aumentar com hipoxia", explica Valerie Martindale, presidente da Associação Médica Aeroespacial da Universidade King's College, em Londres.


A ansiedade não é o único aspecto de humor que pode ser afetado pelo voo. Vários estudos mostraram que passar muito tempo em altitudes elevadas pode aumentar a tensão, tornar as pessoas menos amigáveis, diminuir seus níveis de energia e afetar sua capacidade de lidar com o estresse.

"Mostramos que alguns aspectos do humor podem ser alterados pela exposição a pressões equivalentes a altitudes de 6 mil a 8 mil pés", diz Stephen Legg, professor de ergonomia da Universidade Massey, na Nova Zelândia, que estuda o impacto da hipoxia de baixo nível nos seres humanos.

Nem choro nem vela
Isso pode explicar, de certa forma, por que os passageiros geralmente choram em filmes depois de algumas horas de voo, mas a maioria dos efeitos percebidos em estudos científicos parece ocorrer apenas em altitudes acima das quais um avião comercial pode trafegar. 


Recentemente, Legg também mostrou que a leve desidratação que se pode esperar durante um voo também pode influenciar o humor. 
"Sabemos muito pouco sobre o efeito dessa exposição em menor grau na complexidade da cognição e do humor", acrescenta. 


"Mas sabemos que há uma "fadiga" geral associada à viagem aérea de longa distância, então acho que é provavelmente os efeitos combinados dessas exposições múltiplas simultâneas que dão origem ao que chamamos de "jetlag" 

Por outro lado, há pesquisas que mostram que altitudes elevadas também podem tornar as pessoas mais felizes.

Mas Stephen Groening, professor de cinema e mídia da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, diz acreditar que essa felicidade também pode se manifestar na forma de lágrimas. O tédio em um voo e o alívio proporcionado por um filme, combinados com a sensação de privacidade proporcionada pela pequena tela e pelos fones de ouvido, podem produzir lágrimas de alegria e não tristeza, diz ele.

"A configuração do sistema de entretenimento a bordo gera um efeito da intimidade que pode gerar respostas emocionais mais elevadas", assinala Groening.
Mas Hinkelbein descobriu outra mudança estranha no corpo humano quando estamos no ar.


Um novo estudo (ainda não publicado) realizado por ele junto com colegas da Universidade de Colônia mostrou que a exposição por até 30 minutos a condições semelhantes àquelas experimentadas em um voo comercial alterou o equilíbrio de moléculas associadas ao sistema imunológico no sangue de voluntários.

A conclusão sugere que a menor pressão do ar pode alterar a forma como nossos sistemas imunológicos funcionam.

"As pessoas costumam pensar que pegaram uma gripe ou resfriado ao viajarem por causa das mudanças de temperatura", diz Hinkelbein. "Mas pode ser que a resposta esteja dentro do avião. Precisamos pesquisar esse assunto com mais detalhes."

Nesse sentido, se os voos alteram nossos sistemas imunológicos, não só ficamos mais vulneráveis a infecções, mas também mais propensos a oscilações de humor. Há, por exemplo, uma correlação entre aumento na inflamação gerada pela resposta imunológica e depressão.

"Uma reação inflamatória de uma vacina pode produzir uma alteração de humor que dura 48 horas", diz Ed Bullmore, diretor de Psiquiatria da Universidade de Cambridge e que estuda como o sistema imunológico influencia os distúrbios do humor. "Seria interessante (avaliar) se um voo de 12 horas para o outro lado do mundo causasse algo semelhante". 
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Trem que liga Londres a Amsterdã faz viagem inaugural

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Rota inédita tem duração de três horas e 41 minutos e passagem custa a partir de 35 libras o trecho.

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Por G1
Um trem que fará a ligação entre Londres e Amsterdã pela primeira vez realizou sua viagem inaugural nesta terça-feira (20).

O novo trecho é operado pela Eurostar, mesma companhia que já faz viagens ferroviárias entre Londres, Paris e Bruxelas. O trem passa pelo Eurotúnel e vai a uma velocidade de 300 km/h e leva três horas e 41 minutos até a capital holandesa, passando por Bruxelas e Roterdã.

A viagem desta terça foi uma demonstração para a imprensa e para profissionais de turismo. A rota será aberta oficialmente para os viajantes no dia 4 de abril, com passagens a partir de 35 libras (R$ 160) o trecho.
Funcionários da Eurostar seguram as bandeiras do Reino Unido e da Holanda em frente ao trem que liga Londres a Amsterdã  (Foto: Simon Dawson/Reuters)Funcionários da Eurostar seguram as bandeiras do Reino Unido e da Holanda em frente ao trem que liga Londres a Amsterdã (Foto: Simon Dawson/Reuters)

Atualmente, mais de 4 milhões de passageiros viajam de avião entre as duas cidades anualmente, segundo a Eurostar, citada pela Reuters.

Desde 1994, quando o primeiro trem conectou Londres e Paris, a quantidade de viagens entre as duas cidades dobrou, contando por via ferroviária e aérea.
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terça-feira, 13 de março de 2018

Neurocientista francês desmonta mito do 'multitarefa' e explica mecanismos cerebrais da atenção

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Desconfie daquele amigo que jura ser capaz de conversar com alguém ao mesmo tempo que não desgruda do celular. Ele certamente não está prestando atenção no que você está falando, defende Jean Philippe Lachaux. 

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RFI
Por RFI
Postado em 13 de março de 2018 às 23h00m
Alternância entre atividades intelectuais 'simultâneas', diz o neurocientista francês, atrapalha a capacidade de concentração e de compreensão. (Foto: Reprodução/TV Globo) Alternância entre atividades intelectuais 'simultâneas', diz o neurocientista francês, atrapalha a capacidade de concentração e de compreensão. (Foto: SilviaRita/Pixabay) 

Autor de diversos livros sobre o tema e pesquisador do Laboratório de Pesquisas Cognitivas do Inserm (Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica), em Lyon, Jean-Philippe Lachaux explica porque não podemos fazer várias coisas ao mesmo tempo.

Em tempos de internet e novas tecnologias, os estímulos que perturbam nossa atenção e nossa capacidade de concentrar são múltiplos. Isso porque, contrariamente ao que muitos acreditam, é impossível para o cérebro realizar duas tarefas intelectuais de uma vez.

Desconfie daquele amigo que jura ser capaz de conversar com alguém ao mesmo tempo que não desgruda do celular. Ele certamente não está prestando atenção no que você está falando, como explica Jean Philippe Lachaux. Ele também é o autor de diversos livros sobre o assunto.

A equipe do pesquisador francês estuda os mecanismos cerebrais que são ativados quando estamos atentos e mais especificamente os neurônios envolvidos no processo, incluindo os aspectos químicos e fisiológicos das sinapses.

Há duas maneiras de ser multitarefa. A primeira é executar duas ações simultaneamente, sendo que uma delas dever automática. Dirigir ouvindo rádio, por exemplo, ou andar de bicicleta e cantar. Agora, fazer duas coisas ao mesmo tempo que precisam de atenção, como verificar seus e-mails durante uma reunião, exige que você alterne rapidamente seu foco: ouvir o que a pessoa está dizendo e discretamente verificar suas mensagens ao mesmo tempo, explica.

Essa alternância, diz o neurocientista francês, atrapalha a capacidade de concentração e de compreensão da mensagem que está sendo lida e respondida. Além disso, também impede o indivíduo de entender perfeitamente o que está sendo dito na reunião. Essa situação, por mais que pareça banal, contraria a natureza cerebral e fragmenta a vida cognitiva, afirma Jean-Philippe Lachaux.

Fala-se muito em plasticidade do cérebro, como se ele fosse capaz de fazer de tudo. Não é verdade. O cérebro é capaz de muitas coisas. Podemos aprender a tocar guitarra aos 40 ou 50 anos, ou usar um computador. É evidente que algumas redes neuronais podem se organizar para aprender uma nova tarefa. Por outro lado, o que é provavelmente falso, é afirmar que o cérebro é suficientemente plástico para, em um mundo dominado pelas novas tecnologias, conseguir fazer várias coisas ao mesmo tempo, defende.

Para realizar várias tarefas de forma simultânea, que exigem atenção e concentração, o cérebro deveria ser capaz de utilizar a mesma rede neuronal nas ações, o que é fisiologicamente impossível. Esse é o caso de atividades gerenciadas pelo córtex pré-frontal, como a compreensão de um texto.
  Alternância entre atividades intelectuais 'simultâneas', diz o neurocientista francês, atrapalha a capacidade de concentração e de compreensão. (Foto: Reprodução/TV Globo) Alternância entre atividades intelectuais 'simultâneas', diz o neurocientista francês, atrapalha a capacidade de concentração e de compreensão. (Foto: Reprodução/TV Globo) 
O resultado pode ser observado em diversas situações da vida cotidiana. Quando estamos concentrados em algo, por exemplo, e somos interrompidos com uma pergunta, a única maneira é parar o que está se fazendo (e recomeçar tudo em seguida) ou dar uma resposta monossilábica, automática. A automatização, que engloba ações que podem ser realizadas sem reflexão, mobiliza um grupo de neurônios diferentes dos que são solicitados pela atenção.

Todas as tarefas que exigem a criação de um universo mental, abstração e criatividade necessitam de concentração total, lembra o pesquisador francês. Esse processo exige uma atividade mental prolongada. Toda vez que você se distrai, precisa recomeçar do zero para recriar essa mesma imagem mental, observa o neurocientista.

Estresse, o inimigo número 1 da atenção
A dopamina é um dos principais neurotransmissores envolvidos no processo da atenção. Sua falta pode gerar um cenário caótico no cérebro, e nesse caso são necessários tratamentos específicos. O estresse também exerce uma influência nefasta, desequilibrando a descarga hormonal de dopamina.


Mas em grande parte dos casos onde há problemas de concentração, pode-se melhorar a capacidade de manter o foco com exercícios cognitivos. Apostando nessa tese, a equipe de Jean-Philipe Lachaux desenvolve atualmente um projeto que tem como alvo alunos de até 11 anos de 450 classes da região de Lyon. 

Batizado de ATOLE (Attentif à l'école, Atento na escola em tradução livre), ele visa desenvolver a capacidade da atenção dos estudantes com uma série de fichas pedagógicas desenvolvidas especificamente para trabalhar a atenção.

As crianças aprendem a fragmentar suas tarefas em ações simples, que podem ser concluídas em um curto espaço de tempo. Segundo o pesquisador, isso ajudará o cérebro a fazer uma triagem do que é importante ou não.

É um programa que visa crianças mais jovens, antes de elas terem acesso às redes sociais ou um telefone celular. O objetivo é ensiná-los a controlar a atenção, para prepará-los antes que eles sejam completamente capturados por esses dispositivos. Para quem já está contaminado pelas novas tecnologias, buscar o foco pode dar mais trabalho, mas não é impossível. É um processo que se aprende, conclui o cientista francês. 
     Post.N.\8.198 
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