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sexta-feira, 22 de abril de 2016

'Prévia' do PIB do BC tem contração de 0,29% em fevereiro

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Esse foi o décimo quarto mês seguido de retração da atividade.
PIB teve 'encolhimento' 3,8% em 2015 - maior queda em 25 anos.

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Alexandro Martello-Do G1, em Brasília
22/04/2016 08h31 - Atualizado em 22/04/2016 09h06
Postado às 11h35m

O nível de atividade da economia brasileira registrou novo "tombo" em fevereiro deste ano, segundo números divulgados nesta sexta-feira (22) pelo Banco Central.

O chamado Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br – um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) – teve contração de 0,29% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para poder comparar períodos diferentes).
De acordo com dados da autoridade monetária, este foi o décimo quarto mês seguido de contração na prévia do PIB. O último mês em que o indicador registrou aumento foi em dezembro de 2014 - com uma alta de 0,54% sobre o mês anterior.

A economia brasileira atualmente passa por um período de forte recessão, que acontece em um ambiente de alta da inflação, das taxas de juros, do desemprego (que superou a marca de 10%) e também da inadimplência.

Além disso, em meio ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a propostas do governo para tentar ajustar as contas públicas (que caminham para quatro anos seguidos no vermelho) estão paradas no Congresso Nacional.
Números prévios da economia em fevereiro já não tinham mostrado resultado muito bom. 

Enquanto a produção industrial teve queda de 2,5% em fevereiro, no maior recuo da série histórica, que teve início em 2002, e o setor de serviços também caiu, as vendas do comércio subiram 1,2% - a alta mais intensa, para o período, desde 2010.

Comparação com fevereiro de 2015
De acordo com o Banco Central, a "prévia" do PIB registrou, em fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2015, um tombo maior ainda: de 4,54%. Neste caso, a comparação foi feita sem ajuste sazonal – pois considera períodos iguais.


E, no acumulado em 12 meses até fevereiro, ainda de acordo com informações do Banco Central, o indicador registrou contração de 4,75% (após ajuste sazonal).

Produto Interno Bruto em 2015 e 2016
Após o PIB ter "encolhido" 3,8% no ano passado, a maior queda em 25 anos, o mercado vê retração de igual intensidade em 2016. Se a previsão de um novo "encolhimento" se confirmar neste ano, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948.


Resultados do IBC-Br x PIB
Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.


Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE. O Banco Central já informou anteriormente que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador útil" para o BC e para o setor privado.

Recentemente, o BC atualizou a metodologia de cálculo, incorporando novos indicadores, com destaque para a utilização da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) em substituição à Pesquisa Mensal de Emprego (PME); além de outras mudanças.

Definição dos juros
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, o maior nível em nove anos.


Pelo sistema de metas de inflação que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Desse modo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Neste ano, o mercado financeiro acredita que a inflação oficial ficará novamente acima do teto de 6,5% do sistema de metas. Em 2015, somou 10,67%, a maior em 13 anos, e estourou a meta de inflação. Para os analistas dos bancos, a inflação somará 7,08% em 2016.

O Banco Central tem dito que trabalha para trazer a inflação para dentro da banda do sistema de metas em 2016 e próxima do objetivo central, de 4,5%, em 2017.

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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sérgio Moro aparece na lista dos '100 mais influentes' da revista 'Time'

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Juiz brasileiro aparece na categoria 'Líderes', ao lado de Obama e Putin.
Lista inclui ainda Putin, Zuckerberg, Usain Bolt e Papa Francisco.

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Do G1, em São Paulo
21/04/2016 13h37 - Atualizado em 21/04/2016 14h04
Postado às 22h00m

Site da revista 'Time'  com o juiz Sérgio Moro (Foto: Reprodução/Time Magazine)
Site da revista 'Time' com o juiz Sérgio Moro (Foto: Reprodução/Time Magazine)

O juiz federal Sérgio Moro aparece na lista das "100 pessoas mais influentes" que a revista americana "Time" publica há 13 anos e que teve nova edição divulgada nesta quinta-feira (21). Ele está na categoria "Líderes", ao lado de nomes como Barack Obama, François Hollande, Angela Merkel, Vladimir Putin e Kim Jong Un.

Segundo o texto que descreve o juiz paranaense, ele é chamado de "SuperMoro" e tem o nome cantado nas ruas "como se fosse uma estrela de futebol". "Mas Sergio Moro é apenas um juiz, embora um que trabalhe num escândalo de corrupção tão grande que poderia derrubar uma presidente -- e talvez mudar uma cultura de corrupção que há muito tem prejudicado o progresso de seu país."

"Moro tem sido acusado de ignorar o devido processo legal, e ele tem estado mais do que dispostos a avaliar seus casos no tribunal da opinião pública. Mas a maioria dos brasileiros sente que suas táticas de 'cotovelos afiados' valem a pena por um país mais limpo", prossegue a descrição da "Time".

Recentemente, a revista “Fortune”, também dos EUA, apontou Moro como o "13º líder mais influente para transformar o mundo".
A lista da "Time" não tem ordem definida. Além de Moro e dos líderes citados anteriormente, ela inclui outras figuras internacionais de peso, como Mark Zuckerberg, Usain Bolt, Leonardo DiCaprio, Papa Francisco.

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Dilma e classe política decepcionaram o país, diz 'The Economist'

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Brasil volta ser capa da edição latino-americana da revista britânica. 
Votação de impeachment veio em 'momento de desespero', diz texto.

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Do G1, em São Paulo
21/04/2016 12h36 - Atualizado em 21/04/2016 12h36
Postado ás 16h00m
Capa da Economist - A Grande Traição (Foto: Reprodução/The Economist)
Capa da Economist - A traição do Brasil
(Foto: Reprodução/The Economist)

A presidente Dilma Rousseff "decepcionou o Brasil", diz a revista britânica "The Economist", em reportagem de capa de sua edição latino-americana. O texto, intitulado "A Grande Traição", afirma, no entanto, que toda a classe política fez o mesmo.

A reportagem narra a votação, no último domingo (17), do seguimento do pedido de impeachment da presidente Dilma na Câmara dos Deputados, onde foi aprovado por 367 votos a 137.

"A votação vem em um momento de desespero", diz o texto. "O Brasil está lutando com sua pior recessão desde os anos 1930. O PIB deve cair 9% do segundo trimestre de 2014, quando a recessão começou, até o final deste ano. As taxas de inflação e de desemprego estão, ambas, perto dos 10%".

A publicação ressalta, no entanto, que o fracasso não é obra apenas de Dilma. "Toda a classe política decepcionou o país, em um misto de negligência e corrupção. Os líderes brasileiros não vão recuperar o respeito dos cidadãos e superar os problemas econômicos do país a menos que haja uma limpeza geral", defende.

Terceira capa do Cristo
É a terceira vez que a revista traz a imagem do Cristo Redentor em sua capa, ilustrando as perspectivas sobre o Brasil. A primeira delas, publicada em 2009, mostrava a "decolagem" do Brasil, quando a economia crescia a uma taxa de 5%.


Quatro anos depois, a publicação já se questionava se o Brasil "estragou tudo". A economia do país perdia dinâmica, e a revista afirmava que “muitos perderam a fé na ideia de que seu país estava em direção à órbita e diagnosticaram mais um voo de galinha”.
Cristo já esteve em outras capas da revista (Foto: Reprodução/The Economist)
Cristo já esteve em outras capas da revista (Foto: Reprodução/The Economist)

Não é o fim, mas está próximo
A "Economist" lembra que o voto de domingo não é o fim de Dilma, "mas sua partida não pode estar muito longe". O Brasil, no entanto, "não deve lamentar". "A incompetência em seu primeiro mandato, de 2011 a 2014, tornou a situação econômica incomparavelmente pior".


O texto aponta que o Partido dos Trabalhadores está no centro do escândalo de corrupção na Petrobras, investigado pela da Lava-Jato, mas lembra que Dilma não foi pessoalmente implicada na situação, "embora tenha tentado proteger Lula do processo".

"O que é alarmente é que os que trabalham por sua saída (de Dilma) são, em muitas maneiras, piores". "O PMDB está desesperadamente comprometido", aponta a "Economist", lembrando que Eduardo Cunha, presidente do Congresso que decidiu pela admissabilidade do impeachment, é acusado de receber propinas no esquema da Petrobras.

"A mancha da corrupção está espalhada por muitos partidos brasileiros. Dos 21 deputados implicados no caso Petrobras, 1 votaram a favor do impeachmento. Cerca de 60% dos parlamentares respondem processos criminais".

País resistente
A publicação diz que, no curto prazo, o possível impeachment não vai resolver a situação, uma vez que o vice-presidente, Michel Temer, deverá enfrentar problemas para ser reconhecido como chefe de governo legítimo.


"Em qualquer outro país, tal coquetel de declínio econômico e conflito político poderia ser explosivo. Mas o Brasil tem reservas notáveis de tolerância", diz o texto. "As três últimas décadas sugerem que o país pode suportar uma crise sem recorrer a golpes ou colapsos. E aqui, talvez, haja um fiapo de esperança".

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