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quarta-feira, 16 de março de 2016

Novo Camaro chega a 640 cavalos na versão esportiva ZL1

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Esportivo terá inédito câmbio automático de 10 velocidades.
Brasil deve ter a versão 'normal' ainda neste ano.

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Do G1, em São Paulo
16/03/2016 08h11 - Atualizado em 16/03/2016 08h56
Postado às 10h00m

Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)

A Chevrolet divulgou nesta quarta-feira (16) as especificações da versão ZL1 do novo Camaro, que terá 640 cavalos de potência saindo do motor V8 6.2 com supercompressor.
O esportivo da General Motors (GM) começa a ser vendido nos Estados Unidos apenas no final do ano, enquanto os brasileiros ainda esperam a chegada da versão normal da nova geração.

Configurado para as pistas de corrida, mas com tudo para andar tranquilamente nas cidades também, o ZL1 poderá ser equipado com transmissão manual de 6 velocidades ou então uma nova caixa automática de 10 velocidades - o câmbio inédito deve aparecer em outros modelos Chevrolet a partir de 2018.
Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)

De acordo com a fabricante, o novo Camaro ZL1 pesa 90 kg menos que a geração anterior e oferece cerca de 60 cv a mais, além de ter um acréscimo de 11 kgfm de torque. A Chevrolet não divulgou números de desempenho da novidade.

Entre as modificações na carroceria estão entradas de ar maiores para facilitar o resfriamento, capô composto com fibra de carbono para ficar mais leve e spoilers mais avantajados.

A parte eletrônica conta com suspensão adaptativa magnética atualizada, controle de largada, seletor de modo de condução, dois tipos de exaustão e conectividade, porque até mesmo os fãs de esportivos querem estar ligados à internet o tempo inteiro.
Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)

Nova geração
A 6ª geração do Camaro foi apresentada ao mundo em maio de 2015 e manteve apenas duas peças do sucessor. Pela primeira ele recebeu um motor 2.0 turbocharged, além das tradicionais opções de V6 e V8, que alcança 455 cv.


No Brasil, o modelo antigo ainda é vendido por R$ 230.990 na versão cupê SS e ou R$ 250.290 na conversível.
Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)

Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)

Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)Novo Chevrolet Camaro ZL1 (Foto: Divulgação)

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Arqueólogos descobrem pássaro esculpido em rocha há 35 mil anos


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Imagem de cerca de 5 cm foi encontrada em rocha na França.
Análise recente mostrou que obra é do período Paleolítico Superior.

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Da France Presse
16/03/2016 05h00 - Atualizado em 16/03/2016 05h00
Postado às 08h50m

Imagem mostra pássaro gravado em sílex; objeto foi descoberto por arqueólogos na França  (Foto: BOURGUIGNON - ORTEGA / INRAP / AFP)Imagem mostra pássaro gravado em sílex; objeto foi descoberto por arqueólogos na França (Foto: BOURGUIGNON - ORTEGA / INRAP / AFP)

Ele parece o logo do Twitter, mas data de cerca de 35 mil anos: um pássaro gravado pelo homem moderno em um pedaço de sílex encontrado no departamento de Dordonha, na França, foi descoberto por arqueólogos, que o veem como uma expressão de arte "efêmera" e "lúdica".
O pássaro mede cerca de cinco centímetros por cinco. Foi encontrado durante escavações preventivas do Instituto Nacional de Pesquisas Arqueológicas Preventivas (Inrap) há vários anos no sítio de Cantalouette, perto de Bergerac.

O pedaço de sílex queimado, recentemente analisado na Espanha, mostrou que o pássaro era uma obra de arte do Aurignaciano, período do Paleolítico Superior, que viu a chegada dos humanos modernos na Europa Ocidental.

Usando uma ferramenta de pedra, o gravador trabalhou uma concha calcária de um floco de sílex para representar de forma "muito figurativa" um pássaro, disse à AFP Laurence Bourguignon, arqueóloga especializada em tempos pré-históricos do Inrap.

'Logotipo do Twitter'
Este poderia ser um pardal, um torcicolo ou uma codorniz ou perdiz. O pássaro parece estar bebendo alguma coisa, fazendo a corte ou voando.


"Algumas pessoas que não são arqueólogas veem o logotipo do Twitter", brinca.
O objeto foi encontrado no meio dos resíduos de um ateliê de escultura em sílex, onde os homens pré-históricos faziam lâminas, disse o Inrap, cujo estudo foi publicado no "Journal of Archaeological Science Reports".

"O trabalho difere fundamentalmente de outras expressões artísticas contemporâneas, como os da caverna Chauvet, porque não foi feito para durar", explicou o Inrap.

Segundo o Instituto, isso mostra que os eventos artísticos da época "não são exclusivamente relacionados com o fortalecimento das redes sociais e crenças, mas eram efêmeros e até mesmo de expressão criativa lúdica".

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terça-feira, 15 de março de 2016

Taxa média de desemprego ficou em 8,5% em 2015, diz IBGE

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No quarto trimestre, desemprego subiu para 9%. 
IBGE também vê queda na qualidade do emprego.

Laura Naime e Cristiane CaoliDo G1, em São Paulo e no Rio
15/03/2016 09h00 - Atualizado em 15/03/2016 12h21
Postado às 21h00m
O desemprego fechou o ano passado com taxa média de 8,5%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – a maior desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – Contínua (Pnad Contínua), em 2012. Em 2014, a média anual de desemprego ficou em 6,8%.

TAXA MÉDIA DE DESEMPREGO
Em %
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Fonte: IBGE

No quarto trimestre, o desemprego ficou com 9%. No mesmo período de 2014, a taxa ficou em 6,5%. A taxa do período de outubro a dezembro também é a maior para um trimestre desde o início da pesquisa. A Pnad Contínua coleta informações em 211 mil domicílios em 3.464 municípios do país.

“Essas pessoas não estavam ocupadas, elas tomaram uma providência para conseguir trabalho”, afirmou Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE.

“No quarto trimestre temos ampliação da taxa de desocupação em função principalmente do crescimento do número de pessoas desocupadas no Brasil. 

Esse número ele está maior parte em consequência de pessoas que perderam seus empregos, e em função principalmente do aumento mais expressivo dada a perda da estabilidade, mudança de estrutura do mercado e perda do poder de compra, que levou para a fila da desocupação um número maior de pessoas”, afirma Azeredo. "De certa forma a gente tem no país um aumento da desocupação e uma redução da qualidade do emprego”.

Reflexo da economia
“Tudo o que acontece no mercado de trabalho é reflexo do cenário econômico. (...) Quando o mercado se mostra em recessão, numa crise econômica, você vai ter redução no contingente de pessoas ocupadas, consequentemente você tem aumento da informalidade, redução do poder de compra da população, grupamento mais organizados apresentando redução”, explica Azeredo.

“Como é o caso da indústria, que reduz em praticamente todos os estados do país, sobretudo nas regiões mais desenvolvidas como é o caso da região Sudeste, que apresenta, em função dessa crise econômica, aumento dessa taxa de desocupação em praticamente em todos os estados da região”.

2015 fechado
O IBGE estima em 8,6 milhões o número de desocupados no ano passado, uma alta de 27,4% em relação aos 6,7 milhões de 2014. Já a população ocupada ficou estável em 92,1 milhões.

A pesquisa mostrou ainda que houve queda cerca de 900 mil no número de empregados com carteira assinada no setor privado, passando de 36,6 milhões em 2014 para 35,7 milhões em 2015. Já o rendimento médio mensal se manteve praticamente estável, passando de R$ 1.947 para R$ 1.944, mesmo movimento da massa de rendimento real habitual, que passou de R$ 173.577 bilhões para R$ 173.570 bilhões.

PNAD CONTÍNUA - MÉDIAS ANUAIS
Indicador20142015
Desemprego (%)6,88,5
População desocupada (em mil)6.7438.589
População desocupada (em mil)92.11292.150
Rendimento médio (em R$)1.9471.944
Quarto trimestre
Os dados do período de outubro a dezembro mostram que o desemprego foi ficando mais intenso ao longo do ano. A taxa de 9% do último trimestre ficou acima dos 8,9% registrados nos três meses anteriores.

E a alta do desemprego no final do ano foi atípica, segundo o IBGE: “O quarto trimestre, por ter o mês de dezembro, a conhecida sazonalidade do trabalho temporário, a presença do mês de dezembro é componente sazonal muito forte que tem ali: menos dias de procura, mais oportunidades fazem com que a taxa venha a ser menor. 

Isso não aconteceu. A taxa está estável do terceiro para o quarto trimestre", afirma Azeredo, do IBGE.

“Foi uma combinação de redução de população ocupada com aumento de população desocupada. Uma procura bastante expressiva [por trabalho]. Essa perda de ocupação acaba afetando a estrutura familiar, onde pessoas que estariam fora da força vão para o mercado para compor a perda do poder de compra”, diz o coordenador.

“Estamos tendo nesse mercado uma redução dessa população ocupada, um aumento de população desocupada, um retorno para esse mercado de trabalhadores domésticos, consequência desse desarrumar desse cenário econômico”, afirmou.

A população desocupada alcançou 9,1 milhões no período – estatisticamente estável em relação aos três meses anteriores, mas uma alta de 40,8% em relação ao mesmo trimestre de 2014, e o equivalente a mais 2,6 milhões de pessoas nessa situação. É o maior crescimento dessa população na série, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, segundo o IBGE.

O IBGE estimou em 92,3 milhões a população ocupada do país, uma queda de 600 mil pessoas em relação ao quarto trimestre de 2014. Desses, cerca de 35,4 milhões tinham carteira assinada no setor privado – número que representa uma queda de 3% frente ao mesmo período do ano anterior.

DESEMPREGO POR TRIMESTRES
Em %
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Fonte: IBGE

Já o rendimento médio real de todos os trabalhos foi estimado em R$ 1.913,00 – uma queda de 1,1% em relação ao trimestre anterior (R$ 1.935,00) e de 2% ante o quarto trimestre de 2014 (R$ 1.953,00).
“Está voltando praticamente ao ano de 2012 em termos de patamar de renda de trabalho”, diz Cimar Azeredo.

CLT, servidores, domésticos
De acordo com a pesquisa, 72,1% da população ocupada no quarto trimestre de 2015 estava no setor privado. Outros 18% estavam no setor público, e 9,9% eram trabalhadores domésticos. Cerca de 77,9% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada.
Entre os trabalhadores domésticos, 33,3% tinham carteira de trabalho assinada no 4º trimestre de 2015, frente a 32,1% um ano antes.

“Outro ponto como se fosse um reflexo maior que se tem do mercado de trabalho é o aumento do trabalhador doméstico (alta de 4,2% em relação ao trimestre anterior e de 4,8% ante o mesmo período de 2014). E como estão conseguindo pagar? Isso é consequência de acordo", avalia Azeredo.

"O rendimento do trabalhador doméstico reduziu. A oferta desse trabalhador doméstico é tão grande que eles acabam reduzindo esse salário para conseguir se manter no mercado. E essas pessoas muitas vezes estão vindo de grupamentos que de certa forma reduziram [a população ocupada], muitas vezes elas acabam retornando para cá ou migrando para cá”.

De acordo com Cimar Azeredo, ao longo da série histórica, são as mulheres que têm as taxas de desocupação maiores. No entanto, “a taxa que mais subiu foi a dos homens. Justamente isso que faz com que mais pessoas vão para a fila da desocupação. 

Ele é arrimo de família muitas vezes e ele acaba arrastando com ele mais pessoas [para a fila do desemprego]”.
O coordenador ressaltou ainda que “quem mais está sofrendo [com o aumento do desemprego] são as pessoas que não terminaram a faculdade”.
No 4º trimestre de 2015, a população ocupada era composta por 68,3% de empregados, 4,3% de empregadores, 24,8% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,5% de trabalhadores familiares auxiliares.

“Consequência dessa queda que se tem nesse contingente de trabalhadores, de empregados, tanto com carteira como sem carteira. As pessoas quando perdem emprego muitas vezes recebem rescisão e vão para o próprio negócio. E muitas vezes esse negócio vai para a informalidade para que ela mantenha o poder de compra dela”, diz Azeredo.

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