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sábado, 22 de agosto de 2015

Veja a lista das 50 cidades que mais demitiram e contrataram em 2015

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Rio foi a cidade que mais demitiu e Franca, SP, a que mais contratou.
No total, o Brasil perdeu 494.386 vagas em 2015.

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Do G1, em São Paulo
22/08/2015 10h22 - Atualizado em 22/08/2015 10h33
Postado às 15h40m

O Rio de Janeiro foi a cidade que mais demitiu neste ano e Franca, no interior de São Paulo, a que mais contratou. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira (21), o Rio fechou 45.335 vagas de janeiro a julho, enquanto Franca abriu 5.529.
No total, o Brasil perdeu 494.386 vagas em 2015. Em julho, as demissões superaram as contratações em 157.905.

A maior perda de vagas no Rio foi do setor de serviços, com 19.929 postos fechados. O comércio foi a segunda maior queda, com 16.698 empregos a menos. Os únicos setores que tiveram saldo positivo na cidade foram construção civil, com a criação de 1.657 vagas, e administração pública, com 72.

Em Franca, o setor que apresentou o maior número de vagas criadas foi o da indústria, com 4.749 postos, seguido pelo de serviços, com 972. Já o comércio foi o que teve mais vagas encerradas, com 510, seguido pela construção civil, com 46 postos fechados.

Entre as capitais, além do Rio, São Paulo se destacou entre as cidades que tiveram mais vagas fechadas, com perda de 43.964. A terceira capital com mais vagas fechadas foi Belo Horizonte (- 34.609), seguida por Recife (- 22.880), Salvador (- 21.922), Manaus (- 19.782),


Fortaleza (- 12.272), Porto Alegre (- 10.286), Curitiba (- 10. 253), Porto Velho (- 6.242), Natal (- 5.167), Maceió (- 4.981), Belém (- 4.328), Brasília (- 3.849) e  Vitória (- 3.838).


Veja abaixo as listas das 50 cidades que mais contrataram e as que mais demitiram em 2015:

Vagas fechadas
Rio de Janeiro (RJ); - 45.335
São Paulo (SP); - 43.964
Belo Horizonte (MG); - 34.609
Recife (PE); - 22.880
Salvador (BA); - 21.922
Manaus (AM); - 19.782
Ipojuca (PE); - 17.748
Fortaleza (CE); - 12.272
São Bernardo do Campo (SP); - 11.696
Guarulhos (SP); - 10.712
Porto Alegre (RS); - 10.286
Curitiba (PR); - 10. 253
Itaboraí (RJ); - 8.991
Osasco (SP);  - 8.440
Serra (ES); - 6.429
Campinas (SP); - 6.362
Porto Velho (RO); - 6.242
Contagem (MG); - 6.232
Niterói (RJ); - 5.804
Macaé (RJ); - 5.482
Sorocaba (SP); - 5.438
Lauro de Freitas (BA); - 5.211
Natal (RN); - 5.167
Jundiaí (SP); - 5.167
Caxias do Sul (RS); - 5.103
Maceió (AL); - 4.981
Barueri  (SP); - 4.974
Jaboatão dos Guararapes (PE); - 4.862
Santos (SP); - 4.769
São Jose dos Campos (SP); - 4.744
Diadema (SP); - 4.697
Vila Velha (ES); - 4.669
João Pessoa (PB); - 4.577
Cabo de Santo Agostinho (PE); - 4.500
Ipatinga (MG); - 4.481
Betim (MG); - 4.410
Itabirito (MG);  - 4.352
Belém (PA); - 4.328
Coruripe (AL); - 4.154
Duque de Caxias (RJ); - 4.141
Feira de Santana (BA); - 4.130
Rio Largo (AL); - 3.886
Brasília (DF); - 3.849
Vitória (ES); - 3.838
Imperatriz (MA); - 3.730
Itapevi (SP); - 3.677
Maragogipe (BA); - 3.552
São Jose dos Pinhais (PR); -3.347


Vagas abertas
Franca (SP); 5.529
Pontal (SP); 4.285
Santa Cruz do Sul (RS); 4.059
Juazeiro (BA); 3.938
Cristalina (GO); 2.930
Arapiraca (AL); 2.914
Bebedouro (SP); 2.903
Venâncio Aires (RS); 2.725
Matão (SP); 2.476
Canaã dos Carajás (PA); 2.438
Patrocínio (MG); 2.360
Petrolina (PE); 2.250
Goianésia (GO); 2.168
Vista Alegre do Alto (SP); 2.062
Nova Serrana (MG); 2.034
Ortigueira (PR); 1.944
Vitoria do Xingu (PA); 1.907
São Gonçalo do Amarante (CE); 1.760
São Gotardo (MG); 1.752
Pitangueiras (SP); 1.718
Vargem Grande Paulista (SP); 1.708
Campestre do Maranhão (MA); 1.581
Três Pontas (MG); 1.540
São Jose do Rio Pardo (SP); 1.470
Caucaia (CE); 1.445
Machado (MG); 1.428
São Lourenco da Serra (SP); 1.373
Casa Nova (BA); 1.356
Monte Belo (MG); 1.292
Iturama  (MG); 1.249
Ourilândia do Norte (PA); 1.248
Itapaci (GO); 1.244
Matinhos (PR); 1.202
Paraíso do Norte (PR); 1.195
Sapezal (MT); 1.175
União (PI); 1.126
Londrina (PR); 1.115
Inhumas (GO); 1.109
Blumenau (SC); 1.106
Carmo da Cachoeira (MG); 1.089
Nossa Senhora do Socorro (SE); 1.086
Planalto (SP); 1.075
Butia (RS); 1.069
Medianeira (PR); 1.065
Laranjal Paulista (SP); 1.051
Araucária (PR); 1.049
Santa Cruz das Palmeiras (SP); 1.040
Campo Novo do Parecis (MT); 1.036
Lajedão (BA); 1.033


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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Preocupação com economia da China derruba mercados

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Bolsas dos EUA caem mais de 3% e têm pior semana desde 2011.
Bolsas na Europa também sofreram pior queda diária em quase 4 anos.

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Do G1, em São Paulo
21/08/2015 18h04 - Atualizado em 21/08/2015 20h29
Postado às 21h00

Bolsa de Shenzhen, a segunda mais importante do país, fechou em queda expressiva de 5,39% (Foto: Reuters)Bolsa de Shenzhen, a segunda mais importante do país, fechou em queda expressiva de 5,39% (Foto: Reuters)

Crescentes preocupações com a economia chinesa derrubaram nesta sexta-feira (21) os mercados internacionais. Índices como o S&P 500, em Wall Street, e o FTSEurofirst 300, na Europa, registraram a maior queda diária desde 2011.

Dados sobre a China mostraram que seu setor industrial encolheu no ritmo mais rápido desde o ápice da crise financeira de 2009, exacerbando preocupações com a saúde da economia chinesa e dúvidas se o governo tomará novas medidas para conter a desaceleração.

Veja um resumo de como foi o fechamento dos mercados nesta sexta:
Ásia: Bolsa de Xangai caiu 4,27% e teve perda de 11,5% na semana
EUA: Dow Jones caiu 3,12%, S&P 500 recuou 3,19% e Nasdaq perdeu 3,52%
Europa: FTSEurofirst 300 caiu 3,4%, a pior queda diária desde 2011
Petróleo: preço do barril nos EUA caiu abaixo de US$ 40 pela 1ª vez desde 2009
Brasil: Bovespa caiu 1,99%, a 45.719, menor patamar desde março de 2014


Clique aqui para conferir o fechamento de outras bolsas pelo mundo

Preocupações com a China
A surpreendente desvalorização do iuan na semana passada e a sucessão de quedas nas bolsas chinesa também contribuem para a tensão nos mercados.


Nesta sexta-feira, a divulgação pelo grupo de imprensa Caixin sobre o índice PMI, referência sobre a atividade manufatureira da China, aumentou a desconfiança geral. 

O índice PMI provisório de gerentes de compras, calculado pela empresa Markit, ficou em 47,1 em agosto, contra 47,8 em julho. Este é o menor nível em mais de seis anos.

Bolsas nos EUA e na Europa
As bolsas dos EUA fecharam em queda de mais de 3% nesta sexta, com o índice S&P 500 sofrendo sua maior queda percentual diária em quase quatro anos, diante dos receios de uma desaceleração global liderada pela China.

As perdas levaram os principais índices de referência de Wall Street a registrar a pior semana em quatro anos, segundo a imprensa dos Estados Unidos.
O índice Dow Jones caiu 3,12%, para 16.459.88 unidades, nível mais baixo do ano.
Já o S&P 500 recuou 3,19%, a 1.970, na maior perda diária desde novembro de 2011. Na semana, o índice acumulou queda de 5,8%, a maior perda semanal desde setembro de 2011.
O termômetro tecnológico Nasdaq caiu 3,52%, para 4.706.04.

O  FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações da Europa recuou 3,4%, a 1.427 pontos, na pior queda em quase 4 anos.
O índice acionário de referência para mercados emergentes MSCI recuou mais de 2%.

Nos EUA, as ações do Alibaba caíram 3%, perigosamente perto de ficar abaixo do preço estipulado na maior oferta inicial de ações (IPO, em inglês) da história. A mudança para abaixo de US$ 68 faria o maior e-commerce da China firmar-se como a segunda companhia de tecnologia de alto perfil a cair abaixo do preço de IPO esta semana, após o Twitter, na quinta-feira.


 As ações do Alibaba encerraram em baixa de US$ 2,14, em uma mínima recorde pós IPO de US$ 68,18. Seus US$ 25 bilhões em ações listadas foram os maiores da história na bolsa de Nova York e renderam aos subscritores mais de US$ 300 milhões.

Brasil e emergentes
A Bovespa fechou em queda de 1,99%, a 45.719 pontos, no menor patamar de fechamento desde março de 2014. Na semana, a bolsa caiu 3,77%. No mês e no ano, há desvalorização acumulada de 10,12% e 8,57%, respectivamente.

Já o dólar encerrou a semana vendido a R$ 3,496, em alta de 1,05% frente ao real. Na semana, o dólar subiu 0,37%. 

No mês, a valorização acumulada é de 2,08%
Com a desvalorização acentuada das moedas do mundo emergente, inclusive do real, cresce o temor de que esses mercados – até então puxadores do crescimento da economia global –  mergulhem em uma nova crise

Na visão de alguns analistas, o paralelo mais recente seria a crise asiática de 1997-1998, quando a maior parte da Ásia mergulhou em uma profunda turbulência financeira.

Queda do preço do petróleo
Os preços do petróleo nos Estados Unidos foram negociados abaixo de US$ 40 o barril pela primeira vez desde a crise financeira de 2009 e fecharam em queda de 2%.


Os contratos futuros de petróleo nos EUA para outubro encerraram em baixa de 0,87 dólar, ou 2,1%, a US$ 40,45  por barril, tendo tocado a nova mínima de seis anos e meio a US$ 9,86 por barril.

O petróleo tipo Brent (referência internacional) teve queda de 1,16 dólar, ou 2,5%, a US$ 45,46 por barril, após atingir mínima de US$ 45,07 por barril e ameaçar quebrar a barreira de US$ 45 pela primeira vez desde março de 2009.
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56,9% dos brasileiros têm excesso de peso, diz pesquisa de saúde do IBGE

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Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) visitou 81.767 casas de todo o país.
Levantamento traz dados sobre saúde da mulher, do idoso e da criança.

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Do G1, em São Paulo
21/08/2015 10h00 - Atualizado em 21/08/2015 15h00
Potado às 15h40m
No Brasil, 56,9% das pessoas com mais de 18 anos estão com excesso de peso, ou seja, têm um índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 25. Além disso, 20,8% das pessoas são classificadas como obesas por terem IMC igual ou maior que 30. A obesidade é um fator de risco importante para doenças como hipertensão, diabetes e câncer.
Selo-Sobrepeso
Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que teve o terceiro volume de resultados divulgados nesta sexta-feira (21). O primeiro volume de dados foi divulgado em dezembro de 2014 e o segundo foi divulgado em junho de 2015.

A pesquisa, que está em sua primeira edição, visitou 81.767 casas em todos os estados brasileiros no segundo semestre de 2013, entre as quais 62.986 aceitaram responder ao questionário do IBGE

Enquanto todos os entrevistados tiveram peso, altura, circunferência da cintura e pressão arterial medidos, 25% tiveram também amostras de sangue e urina coletadas para exames.
Durante a apresentação dos dados nesta sexta-feira, o ministro da saúde, Arthur Chioro, disse que vê o índice de sobrepeso com indignação. 

"Nós já vínhamos observando uma tendência em um aumento importante no sobrepeso e uma certa estabilização da obesidade, mas a pesquisa, de uma maneira muito objetiva, mostra que a obesidade e o sedentarismo são problemas da sociedade brasileira."

A PNS constatou ainda que 2,5% da população com mais de 18 anos tem déficit de peso, ou seja, IMC menor do que 18,5.

Na avaliação do tamanho da cintura dos brasileiros, a conclusão foi que 37,7% tem cintura aumentada, o que também eleva riscos de doenças cardiovasculares e diabetes. A cintura é considerada aumentada quando é maior que 88 cm para mulheres e que 102 cm para os homens. Entre elas, esse problema foi bem mais prevalente: 52,1% das mulheres e 21,8% dos homens têm o problema.

A pressão alta, que pode estar relacionada ao sobrepeso, foi constatada em 22,3% dos entrevistados no momento da pesquisa. Já 5,9% das pessoas apresentavam pressão baixa.
Selo - Saúde da Mulher - Pesquisa Nacional de Saúde (Foto: Reprodução/TV Integração)
Saúde da mulher
Entre as entrevistadas que já tinham dado à luz, 54,7% fizeram cesárea e 45,3% tiveram parto vaginal. Das que fizeram parto cesáreo, 53,5% agendaram o parto com antecedência. No setor privado, 74,2% das cesáreas são agendadas. 

Ao todo, 97,9% das mulheres que já tiveram filho fizeram seu último parto em hospital ou maternidade. A idade média da primeira gravidez das brasileiras é de 21 anos, segundo os dados coletados pela PNS.

Sobre esses índices, Chioro afirma que é inadmissível haver uma "epidemia de cesarianas pré-marcadas" no Brasil. "Não se espera a mulher entrar em trabalho de parto, o momento em que o bebê já atingiu a maturidade, o momento ideal para a mulher e para o bebê", disse o ministro.

"Não se tem indicação médica para a cesariana, o que se tem é um exagero, é uma marcação inaceitável com antecedência para atender outros interesses, que não são os interesses da natureza. 

Eu não estou criminalizando, não estou descartando a necessidade de fazer o parto cesárea porque é uma conquista da mulher e para os bebês. Mas, é inadmissível que a gente tenha essa proporção."
Selo Saúde Mulher -PNS
Entre as mulheres de 18 a 49 anos sexualmente ativas e que ainda menstruavam, 61,1% disseram fazer uso de métodos contraceptivos. Na mesma faixa etária, o percentual de mulheres que declararam já ter sofrido aborto espontâneo foi de 15,2%. O risco de aborto é maior em mulheres que têm problemas como endometriose e infecção vaginal.

Além disso, 2,1% delas disseram já terem tido um aborto provocado. No Brasil, o aborto só é legal nas situações em que a gravidez decorre de estupro, quando há risco de vida para a gestante ou quando o feto é anencéfalo.

Quanto aos exames de rotina, 79,4% das mulheres de 25 a 64 anos disseram ter feito o Papanicolau - exame usado para detecção precoce de câncer de colo do útero - nos três anos anteriores à pesquisa. 

Entre as mulheres com idade entre 50 e 69 anos, 60% declarou ter feito mamografia - teste usado para detecção precoce de câncer de mama - nos dois anos anteriores à pesquisa.
Saúde dos Idosos (Foto: Sílvio Túlio/G1)

Selo - Idosos
Saúde dos idosos
Segundo os dados coletados pela pesquisa, a população com 60 anos ou mais corresponde a 13,2% dos brasileiros. Dentro desse grupo, 6,8% das pessoas sofrem com limitações para fazer suas atividades cotidianas. 


Entre as que têm limitações, 84% precisa de ajuda para concluir essas atividades e, dos que precisam de ajuda, 17,8% recebem cuidados remunerados e 78,8% recebem cuidados de familiares.

Nessa faixa etária, 24,4% das pessoas declaram participar de atividades sociais organizadas. Essa informação foi coletada para verificar os graus de autonomia e independência dos idosos no Brasil. No país, a expectativa de vida é de 74,9 anos, segundo dados do IBGE.
Selo - Saúde Criança (Foto: Justyna Furmanczyk)
Saúde das crianças
A PNS também coletou informações sobre a saúde de crianças com menos de 2 anos de idade. Um dos itens avaliados foram os exames básicos que devem ser feitos nos primeiros dias de vida.
Selo-Crianças
Entre as crianças dessa faixa etária, 70,8% fizeram o teste do pezinho na primeira semana de vida. O exame consegue detectar doenças metabólicas, genética e infecciosas. 

O teste da orelhinha, para avaliar a audição da criança, foi feito por 56% das crianças dessa faixa etária no primeiro mês de vida. Já o teste do olhinho, para detectar alterações oculares, foi feito por 51,1% no primeiro mês de vida.

Quanto à alimentação das crianças de até 2 anos, a pesquisa constatou que 60,8% já comem biscoito, bolacha ou bolo e 32,3% tomam refrigerante e suco artificial. 50,6% das crianças entre 9 e 12 meses de idade continuam tomando leite materno como alimentação complementar.

O ministro da saúde se mostrou especialmente preocupado com a alimentação das crianças. "Nós temos uma população adulta com condições preocupantes, mas temos uma especial preocupação com a nossa infância. 

Porque isso projeta um cenário do enfrentamento do sobrepeso e da obesidade. E ainda trarão uma carga de doenças significantes e a nossa população envelhecerá sem qualidade de vida. A pesquisa do IBGE é significativa para orientar os serviços de saúde e as famílias", afirmou.
Selo - Pessoas com deficiência  (Foto: Toni Mendes/ EPTV)
Pessoas com deficiência
Segundo a PNS, 6,2% dos brasileiros têm pelo menos uma deficiência, seja intelectual, física, auditiva ou visual. A deficiência mais comum é a visual, que atinge 3,6% das pessoas, seguida pela deficiência física (1,3%), deficiência auditiva (1,1%) e intelectual (0,8%).

Selo - Pessoas com deficiência
Outras pesquisas nacionais de saúde
Pesquisas nacionais sobre a saúde da população feitas anteriormente não coletavam amostras de urina e sangue para exames. É o caso da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que abordou o tema da saúde em 1998, 2003 e 2008 e também do Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), feito anualmente desde 2006.


A PNS ainda terá uma terceira etapa de divulgação de dados no final do ano, que deve incluir informações sobre a pressão arterial dos entrevistados. Os dados levantados a partir dos exames de sangue e urina, por sua vez, só serão divulgados em uma etapa posterior.
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Brasil fecha 157 mil vagas em julho, pior resultado para o mês desde 1992


Julho foi o quarto mês seguido em que demissões superaram contratações.
No acumulado deste ano, quase 500 mil vagas formais foram fechadas.

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Alexandro Martello Do G1, em Brasília
21/08/2015 15h01 - Atualizado em 21/08/2015 15h22
Postado às 15h40m

O Brasil registrou novamente em julho deste ano o fechamento de vagas com carteira assinada. Segundo informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), as demissões superaram as contratações em 157.905 no mês passado.

Este foi o quarto mês seguido de demissões na economia brasileira. O resultado de julho também foi o pior para este mês desde o início da série histórica do Ministério do Trabalho para este indicador, em 1992. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho.

Mais cedo, em São Paulo, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, já havia antecipado que o resultado de julho seria negativo, mas sem citar números. Segundo ele, o país está numa fase de adequação. "Nossa expectativa é de que até o final do ano nós possamos retomar e o governo está oferecendo recursos e sua capacidade de investimento que implica em geração de novos postos de trabalho", disse o ministro na ocasião.

O fechamento de vagas formais acontece em meio a um fraco nível de atividade econômica, com a indicação de o Brasil já estaria no meio de uma recessão, de alta da inflação, do endividamento das famílias, e de um ajuste nas contas públicas - implementado pela equipe econômica, principalmente, com aumento de impostos e corte de investimentos.

Acumulado do ano
No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, foram fechados 494.386 postos com carteira assinada. Este foi o pior resultado para este período da série histórica disponibilizada pelo Ministério do Trabalho, que começa, para o período acumulado do ano, em 2002.


Também foi a primeira vez, para os cinco primeiros meses de um ano, desde 2002, que o saldo ficou negativo. Os saldos de janeiro a junho foram contabilizados após o ajuste para empregos declarados fora do prazo, e o mês de maio ainda está sem ajuste. Em 12 meses até julho deste ano, o país já acumula a perda de 778.731 postos de trabalho com carteira assinada.

Com a redução de vagas formais em julho deste ano, o número de trabalhadores com carteira assinada, em todo o país, também tem recuado. No fim de julho de 2014, um ano atrás, 41,49 milhões de pessoas tinham emprego com carteira no Brasil. No mês passado, o número de trabalhadores empregados já tinha recuado para 40,71 milhões.

Setores
De acordo com os números do governo, a indústria foi responsável pelo maior corte de vagas no mês passado: foram 64.312 postos perdidos no período. "O desempenho do setor da Indústria de Transformação (-64.312 postos ou -0,80%) originou-se da queda de todos os ramos, com destaque para: Indústria Têxtil (-8.567 postos), Indústria Mecânica (-7.762 postos), Indústria Metalúrgica (-7.046 postos) e Indústria de Material de Transporte (-6.326 postos)", informou o governo.


O setor de serviços, por sua vez, registrou o fechamento de 58.010 postos em julho deste ano. "Esse desempenho foi proveniente do recuo de cinco ramos com destaque para os Serviços de Comércio e Administração de Imóveis. O ramo dos Serviços Médicos e Odontológicos foi o único que expandiu o nível de emprego", informou.

A construção civil, por sua vez, registrou o fechamento de 21.996 vagas no mês passado, enquanto, no comércio, foram 34.545 vagas a menos. A agricultura foi o único setor a contratar no mês, ganhando 24.465 vagas. O Ministério do Trabalho informou que as contratações na agricultura aconteceram por "motivos sazonais" (característicos de determinados períodos do ano).
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Prévia da inflação oficial é a mais alta para agosto desde 2004, diz IBGE


No entanto, de julho para agosto, IPCA-15 perdeu força, chegando a 0,43%.
No ano, o indicador acumula avanço de 7,36% e, em 12 meses, de 9,57%.

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Anay Cury Do G1, em São Paulo
21/08/2015 09h00 - Atualizado em 21/08/2015 09h33
Postado às 15h40m

A prévia da inflação oficial ficou em 0,43% em agosto após avançar 0,59% no mês anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da desaceleração de julho para agosto, esse foi o índice mais alto para o mês desde 2004, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) chegou a 0,79%.

IPCA-15 MÊS A MÊS
EM %
Created with @product.name@ @product.version@0,390,480,380,790,891,331,241,070,60,990,590,43Series 1Set/14Out/14Nov/14Dez/14Jan/15Fev/15Mar/15Abr/15Mai/15Jun/15Jul/15Ago/1510,250,50,751,251,5
Fonte: IBGE
No ano, o indicador acumula avanço de 7,36% e, em 12 meses, de 9,57% - o maior valor desde dezembro de 2003, quando o índice atingiu 9,86%. Em agosto do ano passado, o IPCA-15 havia avançado 0,14%.

De julho para agosto, o grupo de gastos relativos a transportes, que mostrou queda de preços de 0,46%, contribuiu para que o indicador desacelerasse. 

Essa reduçao foi puxada pelo barateamento das passagens aéreas (-25,06%), do automóvel novo (-0,41%), do automóvel usado (-1,20%) e do etanol (-0,77%).
O comportamento do grupo alimentação e bebidas também influenciou a prévia da inflação oficial, ao passar de uma variação de 0,64% para 0,45%.

De acordo com o IBGE, ficaram mais baratos, por exemplo, batata-inglesa (-9,51%), açaí (-8,51%), tomate (-6,67%) e feijão-preto (-4,30%). Por outro lado, ficaram mais caros leite longa vida (3,05%), refeição fora (0,88%) e carnes (0,87%).

Entre os itens analisados pelo IBGE, a energia elétrica exerceu a principal influência individual sobre o IPCA-15, ao ser reajustada em 2,6%. Em São Paulo, as contas subiram 7,43% e, em Curitiba, 5,03%. 

Com isso, as despesas com habitação acabaram registrando a maior taxa entre os grupos analisados no mês, 1,02%.
No caso do grupo de despesas pessoais, a alta pasou de 0,83% para 0,73%, influenciada por empregado doméstico (0,54%) e serviço bancário (2,14%).

Na contramão, os gastos com edução aumemtaram, de 0,10% para 0,78% em agosto, refletindo o aumento nos cursos regulares (0,78%) e nos cursos diversos (1,64%).

As mensalidades de plano de saúde subiram 1,08% e os artigos de higiene pessoal, 1,44%,
exercendo pressão sobre o grupo saúde e cuidados pessoais (0,83%). Já nos artigos de
residência (0,73%) se destacaram os itens TV, som e informática (1,92%) e mobiliário
(0,95%).


Regiões
O maior índice partiu de Goiânia (0,84%), influenciado pela alta da gasolina e do etanol. Os menores índices foram registrados em Belém (0,09%) e Brasília (0,09%). Em Belém os alimentos consumidos em casa apresentaram queda de 0,41%. Em Brasília, as passagens aéreas recuaram 23,40%.


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