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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Mo Yan ganha o Prêmio Nobel de Literatura


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11.outubro.2012 08:03:00 -- atualizado às08h55
Postado às 15h55
Radar Cultural -- estadão
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Atualizado às 8h55
A Academia Sueca anunciou na manhã desta quinta-feira, 11, o chinês Mo Yan como o vencedor do Nobel de Literatura de 2012. Ele receberá um prêmio de cerca de 1 milhão de euros.
Mo Yan, 57, é o primeiro “cidadão chinês” a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura, mas não o primeiro “escritor chinês” escolhido pela Academia. Gao Xinjian, 72, foi eleito em 2000, mas a vitória não foi celebrada por Pequim – perseguido pelo regime, o autor se refugiou em Paris no fim dos anos 80 e se tornou cidadão francês em 1997.

O vencedor do Prêmio Nobel de Literatura é vice-presidente da Associação de Escritores Chineses, controlada pelo Partido Comunista. Em 2009, ele boicotou a Feira do Livro de Frankfurt para protestar contra a presença no evento de escritores chineses banidos pelo regime.

Mo Yan deixou a escola depois do primário e começou a escrever quando estava no Exército de Libertação Popular. Ele se diz influenciado por Faulkner e García Márquez. Como o latino-americano, se vale do realismo fantástico e tem sua própria “macondo”: Gaomin, a cidade real onde nasceu na província de Shangdong.

Seu livro Sorgo Vermelho inspirou o filme, de mesmo nome, dirigido pelo diretor Yimou Zhang, em 1987, e vencedor do prêmio Urso de Ouro no Festival de Berlim do ano seguinte.



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Nasa divulga novas imagens de nebulosas planetárias


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'Censo' da agência espacial americana registrou 35 nebulosas até agora.
Nebulosa planetária é uma fase na evolução de estrela, segundo a Nasa.

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11/10/2012 06h30 - Atualizado em 11/10/2012 07h55
Do G1, em São Paulo
A agência espacial americana (Nasa) divulgou nesta quarta-feira (10) imagens do primeiro "censo" de nebulosas planetárias situadas nos arredores do Sistema Solar. Segundo a agência, o levantamento foi feito usando informações do telescópio Hubble e do Observatório Chandra de raios X, ambos vinculados à própria Nasa.

A nebulosa planetária é uma fase da evolução de uma estrela, de forma parecida ao que está previsto para ocorrer com o Sol em alguns bilhões de anos, segundo a Nasa. Conforme o astro vai "morrendo", uma intensa radiação vinda do núcleo é registrada e camadas da estrela vão sendo expelidas.
Imagens mostram quatro nebulosas planetárias observadas pela Nasa (Foto: Divulgação/Nasa/CXC/RIT/J.Kastner/STScI)Imagens mostram quatro nebulosas planetárias observadas pela Nasa (Foto: Divulgação/Nasa/CXC/RIT/J.Kastner/STScI)
As nebulosas planetárias foram descobertas no século 18 e receberam o nome de forma equivocada, por sua semelhança com planetas gasosos gigantes. Os fenômenos são, na verdade, fases da evolução de estrelas.

Foram observadas 21 novas nebulosas na primeira etapa da pesquisa, sendo que outras 14 já haviam sido analisadas pelo observatório, de acordo com a Nasa. No total, 35 nebulosas planetárias constam no estudo, cujos primeiros resultados saíram em agosto. Todas as nebulosas estudadas estão a até 5 mil anos-luz da Terra.

Nas imagens, a emissão de raios X captada pelo Observatório Chandra aparece colorida em rosa, e emissões registradas pelo Hubble aparecem nas outras cores, segundo a Nasa.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Americanos levam Nobel de Química por estudos de receptores celulares


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Anúncio de dupla vencedora aconteceu nesta quarta (10), em Estocolmo.
Estruturas permitem às células 'perceber' moléculas no exterior.

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10/10/2012 07h09 - Atualizado em 10/10/2012 18h19
Do G1, em São Paulo*

O Prêmio Nobel de Química de 2012 foi oferecido nesta quarta-feira (10) aos pesquisadores Brian K. Kobilka, da Universidade Stanford, e Robert J. Lefkowitz, da Universidade Duke, ambos dos EUA, conforme anúncio da Real Academia de Ciências da Suécia, em Estocolmo.

O prêmio é um reconhecimento a seus estudos sobre receptores acoplados à proteína G (GPCRs, na sigla em inglês) - uma família de receptores situados nas membranas celulares que se ligam a moléculas no exterior e enviam "sinais" para dentro, possibilitando que a célula responda de maneira específica. As proteínas G são uma classe envolvida nesse tipo de processo dentro das células.
Os professores Kobilka (esquerda) e Lefkowitz (Foto: Universidade Stanford e Journal of Clinical Investigation)
Os professores Kobilka (esquerda) e Lefkowitz (Foto: Universidade Stanford e Journal of Clinical Investigation)
Um exemplo desse tipo de interação, citado na apresentação em Estocolmo, é o do contato da adrenalina com as células. O hormônio não entra na célula para surtir seu efeito - ele age sobre os receptores que são alvo das pesquisas de Kobilka e Lefkowitz, que então desencadeiam uma reação no metabolismo celular.

Além da adrenalina, a família dos GPCRs inclui receptores para dopamina, serotonina, luz, paladar e odor. A maioria dos processos fisiológicos depende dos GPCRs, destaca a entidade que concede o Nobel.

A academia sueca argumenta que o trabalho dos dois pesquisadores tem importância porque ajudou a conhecer o funcionamento desses receptores em nível atômico. Entender os mecanismos associados aos receptores acoplados à proteína G permite o desenvolvimento de remédios que atuem de forma similar às moléculas encontradas na natureza.
"Cerca de metade de todos os medicamentes age através desses receptores, entre eles os beta bloqueadores, anti-histamínicos e vários tipos de medicamentos psiquiátricos", disse o comitê.

Surpresa
"Se eu esperava receber esta ligação? Não", disse surpreso o professor Lefkowitz, desde os EUA, ao ser chamado pela Real Academia. Ele admitiu que estava dormindo e só atendeu porque sua mulher o cutucou com o cotovelo. "Uso tampões para dormir".


Lefkowitz nasceu em 1943, em Nova York. Em 1970, ele consegue publicar nas prestigiosas revistas "Proceedings", da Academia de Ciências dos EUA, e "Science", artigos sobre a descoberta de um desses receptores, de cuja existência, até então, se suspeitava, mas sem comprovação. Encontrar os receptores foi um grande desafio para a ciência porque eles são poucos e ficam encapsulados na membrana da célula.

O sucesso da pesquisa de Lefkowitz faz com que seja convidado a trabalhar nos laboratórios da Universidade Duke, na Carolina do Norte. Ali, na década de 1980, ele se concentraria em descobrir o código genético do receptor beta, que interage com os hormônios adrenalina e noradrenalina, para entender como ele funciona. Na mesma época, contrata o jovem médico Brian Kobilka, de Little Falls (Minnesota), que consegue isolar esse gene.

A análise do código genético do receptor beta mostra que ele consiste em sete partes que atravessam a membrana celular. É o mesmo número do receptor de luz rodopsina, que fica na retina.

Esse foi o momento em que os pesquisadores tiveram um estalo: se receptores com funções tão diferentes funcionam de modo similar, e sabendo que havia pelos menos outros 30 tipos de receptores que, dentro das células, se ligavam a proteínas G, elas só poderiam formar uma família.

Essa conclusão pemitiu que os cientistas entendessem melhor o funcionamento dos GPCRs.
Após transferir-se para a Universidade Stanford, na Califórnia, Kobilka iniciou uma jornada de 20 anos até conseguir, em 2011, atingir seu novo objetivo, que coroaria os trabalhos reconhecidos pelo Nobel deste ano: ele e sua equipe conseguiram registrar o exato momento em que um receptor beta transfere a uma proteína G um sinal recebido de um hormônio.


Para a professora Rosely Godinho, da Unifesp, que também pesquisa receptores celulares, as descobertas de Lefkowitz e Kobilka tiveram "impacto muito grande". "Ainda quando era estudante, foram trabalhos que me despertaram a atenção, então acabei acompanhando-os desde então", conta.

"Esses receptores são capazes de modular a fiosologia de todos os tecidos. Estão envolvidos em tato, visão, paladar. Quando a gente tem um estresse, substâncias são liberadas no corpo e as células interagem por meio desses receptores", exemplifica, lembrando que muitos medicamentos atuam por meio da interação direta com eles, ativando ou bloqueando-os e, assim, influenciando o funcionamento das células.
info Receptor proteína G (Foto: Editoria de Arte/G1)

Confira abaixo os vencedores do Nobel de Química dos últimos 10 anos:

2012: Robert Lefkowitz e Brian Kobilka (EUA)
2011: Daniel Schechtman (Israel)
2010: Richard Heck (EUA), Ei-ichi Negishi e Akira Suzuki (Japão)
2009: Venkatraman Ramakrishnan e Thomas Steitz (EUA), Ada Yonath (Israel)
2008: Osamu Shimomura (Japão), Martin Chalfie e Roger Tsien (EUA)
2007: Gerhard Ertl (Alemanha)
2006: Roger Kornberg (EUA)
2005: Yves Chauvin (França), Robert H. Grubbs e Richard R. Schrock (EUA)
2004: Aaron Ciechanover e Avram Hershko (Israel) e Irwin Rose (EUA)
2003: Peter Agre e Roderick MacKinnon (EUA)

* Com informações da Reuters e da AFP

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