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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

“Amásia”, futuro supercontinente da Terra, unirá Américas e Ásia

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Estudo sugere nova configuração para movimento dos continentes em milhões de anos.


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Ilustração do movimento dos continentes para o surgimento da “Amásia” previsto pela aproximação das áreas de subdução das placas tectônicas
Foto: Divulgação/Nature
Ilustração do movimento dos continentes para o surgimento da “Amásia” previsto pela aproximação das áreas de subdução das placas tectônicas Divulgação/Nature

/!!-=-!!\ RIO – Daqui a entre 50 milhões e 200 milhões de anos, a superfície da Terra será dominada por um novo supercontinente, a exemplo do que ocorreu no passado com os antigos Nuna, Rodinia e Pangeia. Desta vez, no entanto, o movimento das placas tectônicas deverá unir as Américas com a Ásia, fazendo surgir a “Amásia”, sugere estudo publicado na edição desta semana da revista “Nature”.


Segundo os pesquisadores, ao contrário das teorias tradicionais, que preveem que o novo supercontinente se formará ou próximo de onde Pangeia estava (introversão), fechando o Atlântico como num movimento de sanfona; ou do lado oposto do globo em que o supercontinente de 300 milhões de anos atrás se localizava (extroversão), no meio de onde hoje é o Oceano Pacífico, dados paleomagnéticos apontam que na verdade os novos supercontinentes se formam em ângulos de 90 graus com relação ao anterior (ortoversão). Assim, a Amásia se uniria em torno do anel de subdução deixado pelo seu predecessor - hoje conhecido como Anel de Fogo do Pacífico pela concentração de vulcões nas áreas de encontro das placas tectônicas nas bordas do oceano.


De acordo com o modelo calculado por Ross Mitchell e sua equipe da Universidade de Yale, nos EUA, a América do Norte gradualmente se fundirá com a do Sul, fechando o Mar do Caribe. Depois, o conjunto flutuará em direção ao Norte da Ásia, acabando com o Oceano Ártico e dando origem à Amásia.


- Primeiro teríamos a fusão das Américas, que depois migrariam em direção ao NOrte para se colidirem com a Europa e a Ásia maio ou menos onde hoje está o Polo Norte - diz Mitchell. - A Asutrália também continuaria seu movimento para o Norte, encaixando-se ao lado da Índia.

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China lança unidade de TV estatal dentro dos EUA

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9 de fevereiro de 2012 | 15h52
Sílvio Guedes Crespo
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]]=[-:-]=[[ A China, país dirigido por um Partido Comunista, agora tem dentro dos Estados Unidos, terra dos livres, uma unidade de sua TV estatal, a CCTV.
O braço da mídia chinesa em território americano tem como principal programa um telejornal diário de economia e finanças chamado Biz Asia America, ancorado por um americano nato chamado Phillip Yin, que em setembro confirmou interesse em se candidatar a senador pelo Partido Republicano. Depois, declinou.


Antes de desistir da disputa por uma cadeira no Capitólio, Yin chegou a ser chamado de “Wall Street insider” por um adversário, o que, naquele contexto, significava uma espécie de representante do mercado financeiro na política.


Agora, ele já aparece na TV dos EUA de novo, só que não mais na Bloomberg Television, a emissora do prefeito de Nova York, e sim na do governo chinês.
A CCTV America, como foi batizada a subsidiária da empresa chinesa nos EUA, estreou sua programação na segunda-feira 6, com cem jornalistas espalhados por 15 escritórios no Continente Americano, segundo uma reportagem da Associated Press.


A mesma agência de notícias disse que a CCTV America tem o objetivo de concorrer com as grandes redes internacionais: a americana CNN, a britânica BBC e a catariana Al-Jazeera. A rede chinesa, segundo a AP, quer atingir, 100 milhões de pessoas em 120 países, em pacotes de TV por assinatura.


O texto da Associated Press, assim como um blog do “Wall Street Journal”, mostrou ceticismo com relação à capacidade da TV chinesa de atingir esse público. A AP e o blog do WSJ acreditam que a CCTV terá dificuldade para conquistar credibilidade, por estar ligada a um governo.


No entanto, a China parece capaz de comprar credibilidade, ao menos no curto prazo. A empresa contratou pessoas já conhecidas e reconhecidas pelo público americano, que passaram por veículos de comunicação como Fox News, BBC, CNN, CBS, NBC e Bloomberg.


A CCTV America tentará oferecer “uma cobertura noticiosa alternativa”, como informa o site da emissora.

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Fotos em 3D inéditas da Amazônia revelam detalhes físicos e químicos

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Em vez de um tapete verde, imagens mostram um caleidoscópio de cores.
Elas representam diferentes composições químicas das plantas da floresta.


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09/02/2012 16h40 - Atualizado em 09/02/2012 16h53
Amanda Rossi Do Globo Natureza, em São Paulo

[||*=-=*||] A floresta amazônica tem outras tonalidades em fotos feitas por pesquisadores americanos. Em vez de um tapete verde, um caleidoscópio de cores em 3D surge a partir imagens produzidas por equipamentos de alta tecnologia do Instituto Carnegie para Ciência, ligado à Universidade Stanford, nos Estados Unidos. É um mapa completo da biodiversidade, que faz medições físicas e químicas da floresta, a partir de uma aeronave.


Imagens inéditas recebidas pelo G1 mostram dois mapas 3D da Amazônia no Peru. Eles foram feitos por um novo sistema da aeronave-observatório, a Carnegie 'Aérea' (CAO, na sigla em inglês), que é capaz de registrar aspectos invisíveis ao olho nu, como componentes químicos de diferentes espécies e o estoque de carbono da floresta.


Em uma delas, uma área preservada de mata aparece em vermelho, o que representa alta concentração de carbono, e os rios são mostrados em azul. Na outra, a cobertura florestal é exibida em diversas cores, que significam a presença de variadas espécies e uma grande diversidade.
Imagem inédita obtida pelo G1 mostra áreas de florestas protegidas no Peru; regiões em vermelho representam alta concentração de carbono (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)Imagem inédita obtida pelo G1 mostra áreas de florestas protegidas no Peru; regiões em vermelho representam alta concentração de carbono (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)

De acordo com Gregory Asner, diretor e cientista responsável pelo projeto, as imagens obtidas pelo CAO ajudaram os cientistas a entender melhor a biodiversidade da floresta amazônica.


“No Peru, nós descobrimos uma variação muito grande de biodiversidade e de estoques de carbono. (...) Isso significa que nós não podemos encarar o ‘tapete verde’ como uma coisa só. É um caleidoscópio de variação”, comenta.


Na Colômbia, o CAO ajudou a descobriu que variações na altitude, cobertura vegetal e regime hídrico têm um papel importante na diversidade de estoques de carbono na Amazônia.


Tecnologia
Denominado Atoms (sigla em inglês para Sistema Aéreo de Mapeamento Taxonômico), o novo sistema da aeronave foi lançado em junho de 2011 e une um poderoso laser a dois tipos de espectrômetros - aparelho que mede diferentes propriedades da luz. Um deles foi desenvolvido pela Nasa e é capaz de registrar 400 frequências, do ultravioleta até o infravermelho, com 60 mil medições por segundo.
    O resultado obtido é comparado com uma base de dados composta por propriedades químicas e de emissão de luz de cerca de cinco mil plantas - coletadas em um detalhado trabalho de campo, em que a equipe chegou a escalar árvores e até a usar arco-e-flecha. Já o laser atinge o solo e coleta informações como estrutura em 3D da floresta.


    As imagens feitas com o Atoms fornecem ainda mais detalhes que os dois sistemas usados anteriormente, o CAO Alpha e o CAO Beta, e representam um avanço no mapeamento da biodiversidade.


    O CAO, que também já registrou savanas africanas, ainda não fez imagens da porção brasileira da Amazônia, mas os cientistas esperam conseguir fundos para vir ao país em breve. O mapeamento costuma ser feito com apoio de governos locais e financiamentos de empresas.
    Imagem inédita faz mostra detalhes químicos da cobertura vegetal da Amazônia peruana  (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)Imagem inédita faz mostra detalhes químicos da cobertura vegetal da Amazônia peruana (Foto: Greg Asner, Carnegie Airborne Observatory)
    Aplicações

    O mapeamento 3D da biodiversidade da Amazônia pode ajudar a medir a degradação da floresta, além do próprio desmatamento verificado com satélites.


    “Nós desenvolvemos um método para usar a combinação de dados de satélite e de aeronaves para produzir mapas e monitoramentos muito detalhados da degradação florestal”, explica Asner.


    Além disso, a tecnologia auxilia na criação de políticas adequadas de preservação da floresta em um cenário de mudanças climáticas, segundo Asner.


    “Ele oferece uma nova forma de avaliar as florestas em termos de seus estoques de carbono, composição de espécies de árvores, habitat para animais outras espécies não vegetais. Como resultado, somos capazes de mapear, pela primeira vez, os impactos da mudança climática”.


    Outra possível aplicação é a medição do estoque de carbono da floresta, que pode servir de base para o Programa de Redução das Emissões do Desmatamento e Degradação das Nações Unidas (REDD, na sigla em inglês), um mecanismo de compensação financeira para os países em desenvolvimento pela preservação de suas florestas.
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