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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

FMI prevê crescimento menor no Brasil e recessão na zona do euro

GIPOPE - INTELLIGENCE.

NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
INTERNACIONAL --\\-- ECONOMIA & MERCADOS

PIB do Brasil deve crescer 3% em 2012, abaixo dos 3,6% esperados antes.
Fundo revisou para baixo perspectivas de todas as regiões, exceto os EUA.

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Do G1, em São Paulo

[||*-$$-*||] O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para 3,3% a previsão de crescimento para a economia mundial em 2012, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (24). Em setembro, o fundo projetava uma alta de 4% no Produto Interno Bruto (PIB) deste ano.


 A zona do euro, centro das atuais tensões econômicas, deve registrar recessão no ano, com contração do PIB em 0,5%. A revisão aponta uma piora considerável em relação às perspectivas de setembro, quando o Fundo apontava para um crescimento de 1,1% na economia da região.
Segundo o FMI, as crescentes tensões na zona do euro e a fragilidade nos demais locais ameaçam a recuperação global.
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Projeções de crescimento
  2012 2013
Economias avançadas 1,2 1,9
Economias emergentes e em desenvolvimento 5,4 5,9
Zona do euro -0,5 0,8
Alemanha 0,3 1,5
França 0,2 1,0
Itália -2,2 -0,6
Espanha -1,7 -0,3
Japão 1,7 1,6
Reino Unido 0,6 2,0
China 8,2 8,8
Índia 7,0 7,3
Brasil 3,0 4,0
México 3,5 3,5
Mundo 3,3 3,9
Fonte: World Economic Outlook - FMI
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O crescimento nas economias emergentes e em desenvolvimento também deve perder força, em consequência da piora no ambiente externo e um enfraquecimento da demanda interna, diz o FMI no estudo.


O Fundo aponta, no entanto, que as novas projeções indicam que a economia global está “desacelerando, mas não entrando em colapso”.


Na segunda-feira, a presidente do FMI, Christine Lagarde, já havia afirmado que o Fundo rebaixaria suas previsões de crescimento para boa parte do mundo, inclusive os países emergentes, que têm ajudado a guiar a expansão econômica, como Ásia e América Latina.


"Mesmo essas previsões mais baixas presumem um caminho político construtivo que, de forma nenhuma, está garantido", disse Lagarde.


Piora em todas as regiões
O fundo revisou para baixo as perspectivas de crescimento para todas as regiões avaliadas, exceto os Estados Unidos, onde a previsão de alta no PIB foi mantida em 1,8%. Para o Brasil, o FMI agora prevê uma alta de 3,0% no PIB de 2012. Em setembro, a expectativa era de crescimento de 3,6%.



Para a China, a previsão de crescimento foi reduzida de 9% para 8,2%, enquanto a Índia deve registrar expansão de 7%, ante 7,5% previstos anteriormente. Juntas, as economias emergentes e em desenvolvimento devem apontar uma expansão de 5,4% em 2012.


“Nas economias emergentes e em desenvolvimento, o foco no curto prazo deve ser em responder à moderação na demanda doméstica e à desaceleração da demanda externa das economias avançadas, e ao mesmo tempo lidar com os fluxos voláteis de capital”, diz o FMI.


Na Europa, Espanha e Itália devem registrar recessões acentuadas, com contrações de 1,7% e 2,2%, respectivamente. A Alemanha deve ter crescimento tímido, de 0,3%.


Comércio internacional
Com a piora nas perspectivas, o FMI também revisou para baixo a expectativa de crescimento do volume global de comércio em 2012. Em setembro, a previsão era de expansão de 5,8%; agora, é de 3,8%.



‘Área de risco’
O FMI afirmou também nesta terça que os riscos à estabilidade mundial cresceram, “apesar das várias ações tomadas para conter a crise da dívida da zona do euro e os problemas bancários”.



“A crise da dívida da zona do euro se intensificou ainda mais, necessitando de ação urgente para prevenir resultados altamente desestabilizadores”, afirma o FMI.


De acordo com o fundo, os Estados Unidos e outras econômicas avançadas podem ser afetados por uma potencial intensificação da crise da zona do euro. “Os acontecimentos na zona do euro também ameaçam a Europa emergente e podem se alastrar a outros mercados emergentes”, diz o estudo.


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Mundo tem 27 milhões de desempregados a mais que em 2007

24/01/2012 09h58 - Atualizado em 24/01/2012 11h08

GIPOPE - MERCADO.

NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
ECONOMIA --\\-- EMPREGO & RENDA


Números são de relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Estudo diz que será preciso gerar 600 milhões de vagas na próxima década.


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Do G1, com informações de agências

[*$.%.$*] O mundo tem hoje 27 milhões de trabalhadores desempregados a mais do que em 2007, quando começou a crise econômica global, segundo dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).


Um relatório da entidade afirma que o mundo enfrenta hoje um "desafio urgente" de criação de empregos. A OIT estima que será necessário gerar 600 milhões empregos ao longo da próxima década, para manter níveis de crescimento sustentável e coesão social.


"Depois de três anos de crise contínua em mercados mundiais de trabalho e diante das perspectivas de deterioração da atividade econômica, há um estoque de desemprego mundial de 200 milhões", afirma o documento Tendência Globais de Emprego 2012.


De acordo com a entidade, existem atualmente cerca de 200 milhões de pessoas desempregadas em todo o mundo – fruto, em grande parte, da crise que teve início em 2008 e fato agravado pela perspectiva de maior deterioração da atividade econômica.


Além disso, seria necessário gerar outros 400 milhões de novos empregos na próxima década para absorver o crescimento anual da força de trabalho, estimado em 40 milhões de pessoas por ano.


Estes números, destaca a OIT, soma-se o desafio de criar empregos decentes para outros 900 milhões de trabalhadores que vivem com suas famílias abaixo da linha de pobreza, com renda diária estimada em US$ 2, a maioria nos países em desenvolvimento.


Entre este 900 milhões de trabalhadores, estima-se que havia 456 milhões deles em situação de extrema pobreza em 2011, com ganhos inferiores a US$ 1,25 por dia – redução de 233 milhões de trabalhadores desde 2000 e de 38 milhões em relação a 2007.


O relatório indica que, em termos globais, houve uma redução da fatia de trabalhadores em situação de pobreza extrema, porém ainda é alto o percentual de empregados em situação de pobreza.


"Apesar dos esforços extenuantes dos governos, a crise do emprego não diminui e um de cada três trabalhadores em todo o mundo – ou cerca de 1 bilhão de pessoas – está desempregado ou vive na pobreza", disse, em nota, o diretor-geral da OIT, Juan Somavia.


A entidade acrescenta ainda que há quase 29 milhões de pessoas a menos na força de trabalho atualmente do que seria esperado com base em tendências pré-crise. Se todos esses potenciais trabalhadores fossem computados como desempregados, o desemprego global subiria dos atuais 197 milhões para cerca de 225 milhões, e a taxa de desemprego saltaria de 6% para 6,9%, destaca o relatório.


Jovens
Os jovens seguem sendo os mais atingidos pela crise do emprego. O relatório diz que 74,8 milhões de jovens entre 15 e 24 anos estavam desempregados em 2011, um aumento de mais de 4 milhões desde 2007. Em termos globais, de acordo com o estudo, os jovens têm quase três vezes mais probabilidade do que os adultos de estarem desempregados.



A taxa de desemprego global da juventude, de 12,7%, continua um ponto percentual acima do nível pré-crise, segundo o estudo da OIT. “Estima-se que 6,4 milhões de jovens perderam as esperanças de encontrar trabalho e se afastaram do mercado de trabalho por completo”, diz o estudo.


O estudo da OIT também revela que o número de trabalhadores com empregos vulneráveis em 2011 é estimado em 1,520 bilhão, aumento de 136 milhões desde 2000 e de quase 23 milhões desde 2009.
Entre as mulheres, 50,5% têm empregos vulneráveis, taxa que excede o valor correspondente para os homens, de 48,2%.


Perspectivas
O relatório traça três cenários para a situação do emprego no futuro. A projeção de referência não traz mudançs na taxa de desemprego mundial entre a data atual e 2006, situando-se em 6% da força de trabalho.

Isto acrescentaria 3 milhões de desempregados até 2012, até alcançar 206 milhões de trabalhadores parados até 2016.


Se o risco de desaceleração se materializar e as taxas de crescimento global caírem abaixo de 2%, o total mundial de desempregados cresceria de maneira mais acelerada, superando os 204 milhões já em 2012.
Em um cenário mais positivo, assumindo uma rápida resolução da crise da dívida na zona do euro, o desemprego global seria cerca de 1 milhão menor em 2012 em relação à projeção de referência.


Círculo vicioso
Segundo o relatório da OIT, é cada vez mais patente o círculo de retroalimentação negativo entre o mercado de trabalho e a macroeconomia, especialmente nos países desenvolvidos.

“O elevado desemprego e a baixa taxa de crescimento salarial estão reduzindo a demanda por bens e serviços, o que prejudica ainda mais a confiança das empresas, que hesitam em investir e contratar”, diz o estudo.


O relatório pede medidas específicas para apoiar o crescimento de empregos na economia real, e adverte que somente a adoção de medidas de políticas públicas adicionais não serão suficientes para promover uma recuperação sustentável da economia.


"As autoridades executivas devem atuar decisivamente e de forma coordenada para reduzir o medo e a incerteza que estão impedindo o investimento privado, para que o setor privado possa ser o principal motor de criação de emprego global", diz o relatório.

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