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domingo, 15 de fevereiro de 2026

A verdadeira história por trás dos misteriosos samurais japoneses

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A exposição 'Samurai', em cartaz no Museu Britânico de Londres, conta o que é verdade e o que é mito na longa história dos samurais, que transcendeu o Japão para se integrar à cultura popular do Ocidente.
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TOPO
Por Matthew Wilson

Postado em 15 de Fevereiro de 2.026 às 22h45m
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A verdadeira história dos samurais é mais complexa e surpreendente do que imaginamos — Foto: Divulgação/Museu Britânico via BBC
A verdadeira história dos samurais é mais complexa e surpreendente do que imaginamos — Foto: Divulgação/Museu Britânico via BBC

O sólido legado dos samurais é um fenômeno singular na história cultural da humanidade.

Nenhum outro grupo social da era medieval foi tão celebrado ou mitificado na cultura popular, de forma tão persistente, desde as impressões ukiyo-e (um estilo de xilogravura muito popular no Japão entre os séculos 17 e 19) até os videogames, filmes e programas de TV contemporâneos.

A fama sempre traz consigo a mitificação e isso também ocorreu com os samurais.

Será que esses fabulosos cavaleiros do passado eram realmente tão valentes, leais, altruístas, disciplinados e inequivocamente japoneses como pensamos?

A resposta é não, pelo menos segundo a nova exposição do Museu Britânico intitulada "Samurai". Sua proposta é desmistificar a fantasia em torno desses guerreiros misteriosos e, em grande parte, pouco conhecidos — e revelar sua verdadeira história, muito mais fascinante.

Quem eram os samurais e como eles surgiram?

"Eles não eram um grupo unitário de pessoas que permaneceu o mesmo ao longo da História", explica a curadora da exposição, Rosina Buckland.

"Acho que a percepção no Ocidente é que os samurais são guerreiros — o que certamente é verdade. Foi assim que eles surgiram e atingiram posições de poder na Idade Média."

"Mas esta é apenas parte da história", segundo ela.


 Armadura em exibição no Museu Britânico tem uma frente pontiaguda e lados em ângulo, para desviar as balas dos mosquetes — Foto: Divulgação/Museu Britânico via BBC

As origens dos samurais remontam ao século 10, quando eles foram inicialmente recrutados como mercenários para as cortes imperiais. Eles evoluíram gradualmente até se tornarem aristocratas rurais.

Mas os samurais não eram galantes soldados que seguiam códigos de honra da cavalaria, como as pessoas passaram a acreditar posteriormente.

Durante as batalhas, eles costumavam usar táticas oportunistas, como emboscadas e trapaças. Muitas vezes, eles eram mais motivados pela recompensa, em terras e status, do que pelo senso de honra ou dever altruísta.

Esta visão flexível fazia com que eles também adotassem influências multiculturais e tecnologia estrangeira, o que é outra faceta surpreendente da identidade dos samurais.

A couraça da magnífica armadura dos samurais em exibição no Museu Britânico foi baseada em um desenho português. Ele tem a parte da frente pontiaguda e lados em ângulo, para desviar as balas de mosquetes.

Estas características só passaram a ser necessárias no Japão depois que o país começou a importar armas de fogo da Europa, em 1543. 

'Cultura é poder'

Os samurais conquistaram o poder político explorando o caos gerado pelas disputas sobre a sucessão imperial.

Em 1185, um clã controlador (os Minamoto) assumiu e estabeleceu um novo governo, paralelo à corte imperial. E, ao longo dos anos, houve ascensão e queda das dinastias dos senhores da guerra, envolvendo diversas batalhas entre os líderes dos clãs.

Mas, como indica Buckland, "mesmo naqueles estágios antigos, a cultura é extremamente importante. A cultura é poder."

Os líderes militares eram chamados de Xóguns. Eles perceberam que não poderiam exercer a autoridade com sucesso usando a perspectiva e a mentalidade dos senhores da guerra tribais.

Por isso, eles encontraram formas de suplementar seu poderio militar com os modos de influência política mais sutis e sofisticados da sociedade cortesã.

Sua estratégia diplomática era baseada na filosofia chinesa, principalmente nas ideias de Confúcio (c.551 a.C.-479 a.C.).

"No pensamento neoconfuciano, você precisa ter equilíbrio entre o poderio militar e as habilidades culturais", explica Buckland.

Esta ramificação aumentou o investimento em soft power (poder de influência) nas câmaras da corte.

Os samurais têm origem no século 10 e suas lendas e mitologia permanecem vivas há séculos — Foto: Divulgação/Museu Britânico via BBC
Os samurais têm origem no século 10 e suas lendas e mitologia permanecem vivas há séculos — Foto: Divulgação/Museu Britânico via BBC

Além de serem adeptos da arte da guerra, os samurais se familiarizaram com as artes refinadas da pintura, poesia, música, teatro e da cerimônia do chá.

Um dos objetos mais belos e inesperados da exposição é um leque com ilustrações de orquídeas, pintado por um artista samurai do século 19.

"Xógum: A gloriosa saga do Japão", a série da Disney/FX cuja segunda temporada se encontra atualmente em fase de produção, fornece um relato ficcional de um dos pontos mais importantes da história dos samurais.

No século 16, o líder de um dos clãs, Tokugawa Ieyasu (representado na série pelo personagem Yoshii Toranaga), formou um governo tão bem sucedido que durou 250 anos. Com isso, deixou de haver grandes batalhas no Japão e os samurais passaram a assumir novas funções.

Em vez de comandarem no campo de batalha, eles agora administravam o Estado.

"Eles são os ministros, legisladores e coletores de impostos", segundo Buckland. Eles assumiram empregos que atravessavam toda a corte, "chegando a ser guardas dos portões dos castelos".

Mulheres samurais

Durante o novo regime, conhecido como Xogunato de Tokugawa, as famílias dos Daimyos (os lordes regionais japoneses) foram levadas a viver na sua base de poder, a cidade de Edo (atual Tóquio).

"Eles são mantidos meio que reféns, próximos do Xógum, de forma que ele conseguisse manter a vigilância sobre eles", explica Buckland. Ou seja, era uma forma de exigir obediência e lealdade dos samurais.

"Você não pode conspirar nas diferentes regiões se a sua esposa e seu herdeiro estiverem em Edo, pois você poderia perder o acesso a eles ou eles poderiam ser executados."

O resultado foi o aumento da importância do papel das mulheres nos círculos samurais, segundo Buckland.

"As mulheres administram a casa enquanto seus maridos ficam ausentes com frequência", segundo ela. "E, se você for um samurai de alta patente, poderá ter 40 ou 50 pessoas na sua casa. É como administrar um pequeno negócio."

Além de supervisionar os funcionários e os comerciantes, elas também gerenciavam a educação das crianças e recebiam convidados com os rituais e procedimentos necessários.

Diversos objetos da exposição do Museu Britânico contam a história de vida dessas mulheres samurais, como vestidos, manuais de etiqueta e acessórios.

Objetos como este opulento traje de bombeiro feminino contam a história de vida das mulheres samurais — Foto: John Bigelow Taylor/Coleção John C. Weber via BBC
Objetos como este opulento traje de bombeiro feminino contam a história de vida das mulheres samurais — Foto: John Bigelow Taylor/Coleção John C. Weber via BBC

Durante o Xogunato de Tokugawa, peças, poemas e obras de arte representavam cada vez mais os lendários samurais do passado, destacando seu heroísmo, valor e lealdade. As virtudes mais divulgadas eram as dos homens, mas alguns também falavam das mulheres guerreiras samurais.

Uma impressão ukiyo-e de 1852 mostra uma dessas mulheres: Tomoe Gozen, esposa de um general do clã Minamoto.

Ela mostra Gozen na batalha de Awazu, em 1184. Conta-se que ela encontrou o temido guerreiro Hachirō Morishige, o derrubou do seu cavalo e arrancou sua cabeça com as próprias mãos.

Queda e renascimento

Durante a era Meiji (1868-1912), o Japão abriu suas fronteiras para o comércio internacional e começou a modernizar sua indústria e suas instituições sociais e militares.

Uma das mudanças foi a abolição oficial da classe dos samurais, em 1869. Foi outro ponto fundamental da sua história.

"Naquele momento, a imagem do samurai se transforma em pura ficção", segundo Buckland. "Ele é rejeitado por cerca de 25 anos, mas a nostalgia toma forma e sua imagem é revisitada."

Fora do Japão, uma nova fascinação pelos samurais levou à popularidade de livros como "Bushido: Alma de samurai" (Ed. Tahyu, 2005), escrito pela quaker japonesa Nitobe Inazō, moradora da Califórnia, nos Estados Unidos.

"O livro foi muito lido", conta Buckland. "O presidente americano Theodore Roosevelt [1858-1919] comprou diversas cópias para presentear os seus amigos."

"Ele foi usado para explicar o sucesso do Japão, que havia vencido recentemente a Primeira Guerra Sino-Japonesa (1894-1895) e, em seguida, derrotou a Rússia."

No Japão, ao longo do século 20, uma imagem distorcida dos samurais foi manipulada com diferentes propósitos, como propaganda militar e símbolo nacional.

Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os contos dos samurais renasceram novamente — desta vez, como tema de filmes.

O mais famoso dos diretores responsáveis por estas obras foi Akira Kurosawa (1910-1998). Seu talento para contar histórias de forma visual e lidar com sequências de ação influenciou decisivamente o cinema americano.

Seu filme "Os sete samurais" (1954) foi reinventado como "Sete homens e um destino" (1960 e 2016), enquanto "Yojimbo: O guarda-costas" (1961) inspirou "Por um punhado de dólares" (1964).

Em 2018, uma enquete realizada pela BBC elegeu "Os sete samurais" como o melhor filme em língua não inglesa de todos os tempos.

Posteriormente, Hollywood chegou a produzir seus próprios filmes sobre o tema, como "O último samurai" (2003) e "47 ronins" (2013).

E a popularidade de tudo o que se refere aos samurais foi reafirmada mais recentemente pelo sucesso da série "Xógum: A gloriosa saga do Japão, baseada em um romance de 1975 do escritor inglês James Clavell (1921-1994)".

Muitos dos figurinos do filme original de 'Star wars/Guerra nas estrelas', incluindo o de Darth Vader, foram inspirados nas armaduras dos samurais. — Foto: Divulgação/Lucasfilm via BBC
Muitos dos figurinos do filme original de 'Star wars/Guerra nas estrelas', incluindo o de Darth Vader, foram inspirados nas armaduras dos samurais. — Foto: Divulgação/Lucasfilm via BBC

A exposição mostra que o filme original de "Star Wars, uma nova esperança" (1977), foi inspirado em "A fortaleza escondida" (1958), de Kurosawa.

E muitos dos figurinos do filme sofreram influência das armaduras dos samurais. O mais simbólico é o de Darth Vader, em exibição na sala final da exposição.

A verdadeira história dos samurais é de evolução e adaptação, desde suas origens como mercenários medievais até sua posição posterior de burocratas gentrificados e patronos das artes.

Mas sua lenda comprovou ser uma fonte permanente de intrigas e fascínio, mantida viva ao longo das décadas nas artes, no cinema, nos videogames e na literatura.

E, em relação à exposição no Museu Britânico, Buckland espera "que as pessoas se inspirem para criar novas representações dos samurais".

A exposição Samurai está em cartaz no Museu Britânico, em Londres, até o dia 4 de maio.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

No ano do tarifaço de Trump, pedidos de falência de agricultores crescem quase 50% em 2025 nos EUA

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Para associação, aumento é resultado da pressão sem perspectivas de alívio enfrentada por agricultores e pecuaristas no país.
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Por Vivian Souza

Postado em 13 de Fevereiro de 2.026 às 14h00m
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No ano do tarifaço de Trump, pedidos de falência de agricultores crescem quase 50% em 2025 nos EUA — Foto: Willam Roth/Secom-RR
No ano do tarifaço de Trump, pedidos de falência de agricultores crescem quase 50% em 2025 nos EUA — Foto: Willam Roth/Secom-RR

Os pedidos de falência de agricultores dos Estados Unidos cresceram 46% em 2025 na comparação com 2024, apontou a associação American Farm Bureau Federation (AFBF).

Ao todo, foram registrados 315 pedidos. O número pode ser maior, já que nem todos os produtores se enquadram nas regras para fazer a solicitação.

Conhecida como "Capítulo 12", a regra vale apenas para agricultores e pescadores familiares. Para pedir a recuperação, é preciso comprovar que a maior parte das dívidas está ligada à atividade rural.

O pedido é visto como um último recurso para que o produtor consiga continuar trabalhando.

Para o AFBF, a alta nos pedidos reflete a pressão financeira enfrentada por agricultores e pecuaristas, sem perspectiva de melhora no curto prazo.

"São esperadas perdas significativas no setor de grãos por mais um ano, e vários segmentos da pecuária também operam com margens mais apertadas", diz a economista Samantha Ayoub, da associação.

"Perdas profundas em culturas comuns das regiões do Meio-Oeste e do Sudeste se acumularam após anos de queda nas receitas e alta nos custos", disse a economista.

As duas regiões são as mais afetadas. Apenas no Meio-Oeste, o crescimento dos pedidos foi de 70%, no Sudeste, de 69%.

De acordo com a associação, os pedidos de falência costumam aumentar em períodos de dificuldades prolongadas. Nessas situações, os produtores recorrem a empréstimos maiores e com prazos mais longos para pagamento.

Somente no quarto trimestre de 2025, foram feitos 40% a mais de empréstimos para este fim do que no mesmo período em 2024.

As dívidas devem continuar crescendo. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) estima que a dívida total do setor agrícola subirá 5,2%, alcançando o recorde de US$ 624,7 bilhões em 2026.

Segundo a AFBF, esse dinheiro está sendo usado para cobrir custos dos insumos e não para investir no crescimento do negócio.

Por que os agricultores estão endividados?

Os agricultores são afetados por baixos preços de safra, custos mais altos de mão de obra e insumos, como fertilizantes e sementes.

Além disso, as exportações de produtos, como soja, diminuíram no ano passado nos Estados Unidos, devido às disputas comerciais com outros países.

Isso porque com o tarifaço agricultores americanos tiveram que pagar a conta de retaliações por parte de outros países, especialmente da China.

As perdas agrícolas variam de US$35 bilhões a US$44 bilhões para as nove principais commodities, incluindo milho, soja, trigo e amendoim, disse Shawn Arita, diretor associado do Agricultural Risk Policy Center da North Dakota State University, em dezembro.

Os pecuaristas também foram prejudicados. O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o seu menor tamanho desde 1951, informou o USDA.

O rebanho de vacas tem diminuído continuamente desde 2019, à medida que a seca nos Estados do oeste afetou pastagens e aumentou os custos de alimentação, forçando os pecuaristas a enviar mais animais para o abate.

Além disso, o fornecimento ficou ainda mais restrito porque os EUA suspenderam, desde maio, a maioria das importações de gado mexicano em meio a preocupações com a disseminação para o norte da bicheira-do-Novo-Mundo, uma praga carnívora que infesta o gado.

Para aliviar a situação dos agricultores, o governo norte-americano anunciou em dezembro um pacote de US$ 11 bilhões. A medida foi anunciada depois de produtores rurais pedirem apoio do governo para comprar sementes e fertilizantes para o próximo plantio.

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Conheça o saltador do lodo, peixe que vive fora d’água, 'anda' sobre os rios e desafia as regras da natureza

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O animal é um dos destaques do quarto episódio da série 'Ásia', exibido pelo Fantástico neste domingo (8). Quadro também mostrou um esquilo voador gigante.
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Por Fantástico

Postado em 13 de Fevereiro de 2.026 às 06h00m
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Série "Ásia" apresenta o peixe que gosta de ficar fora d'água
Série "Ásia" apresenta o peixe que gosta de ficar fora d'água

Literalmente um peixe fora d’água. O saltador do lodo é um animal de apenas cinco centímetros que vive nos manguezais da Indonésia e que, ao contrário da maioria dos peixes, não precisa permanecer submerso para sobreviver — desde que se mantenha molhado.

Para se locomover e fugir de predadores, ele dá saltos sobre a lama e, quando está na água, consegue andar sobre a superfície, habilidade que ajuda a explicar o nome curioso da espécie (veja no vídeo acima).

O animal é um dos destaques do quarto episódio da série Ásia, exibido pelo Fantástico neste domingo (8).

Saltador do lodo consegue andar fora d'água — Foto: Reprodução/Fantástico

A série também apresentou um morador inusitado de Taipei, capital de Taiwan: o esquilo-voador gigante. ,

Durante o dia, ele parece apenas um esquilo comum. Mas, à noite, revela sua principal habilidade — planar entre árvores, telhados e postes, deslizando pelo ar por até 150 metros em busca de alimento e abrigo.

Esquilo voador gigante consegue pular de árvore em árvore — Foto: Reprodução/Fantástico
Esquilo voador gigante consegue pular de árvore em árvore — Foto: Reprodução/Fantástico

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Banco do Brasil registra calote de R$ 3,6 bilhões de uma única empresa e vê inadimplência subir

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Segundo o banco, o caso envolvendo uma companhia do segmento atacado levou o índice de inadimplência acima de 90 dias a 5,17% no quarto trimestre de 2025. Sem o impacto do calote, a taxa ficaria em 4,88%.
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Por Redação g1 — São Paulo
12/02/2026 16h04 
Postado em 12 de Fevereiro de 2.026 às 18h05m
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Um homem passa por uma agência do Banco do Brasil na avenida Berrini, na zona sul de São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1
Um homem passa por uma agência do Banco do Brasil na avenida Berrini, na zona sul de São Paulo — Foto: Marcelo Brandt/G1 

O vice-presidente de Riscos do BB, Felipe Prince, comentou o caso em coletiva de imprensa sobre os resultados do quarto trimestre. O executivo reforçou que não poderia divulgar o nome da companhia, mas sugeriu que é possível fazer uma associação a partir de informações já publicadas pela mídia.

Segundo ele, trata-se de um caso antigo, considerado problemático e que já vinha sendo adequadamente provisionado pelo banco há alguns anos.

A negociação foi concluída no fim de 2025, e os instrumentos foram assinados no início de 2026. Com isso, a operação foi regularizada agora em janeiro e acabou sendo cedida a terceiros, afirmou. Na prática, outro credor passa a deter essa dívida.

Os dados financeiros do Banco do Brasil foram divulgados na quarta-feira, após o fechamento dos mercados. Nesta quinta-feira, as ações do banco subiram 4,50%, com investidores animados com o lucro do quarto trimestre.

Lucro de R$ 20,7 bilhões em 2025

Em 2025, o Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 20,7 bilhões, dentro da faixa projetada pelo próprio banco, entre R$ 18 bilhões e R$ 21 bilhões, informou a instituição. O resultado representa queda de 45,4% em relação a 2024.

O BB havia projetado inicialmente lucro entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões para 2025, antes de suspender a previsão em maio. Em agosto, atualizou o prognóstico para R$ 21 bilhões a R$ 25 bilhões e, em novembro, voltou a reduzir as estimativas.

Ao longo de 2025, a presidente-executiva do BB, Tarciana Medeiros, destacou que o ano seria de ajustes, após o balanço do banco ser fortemente afetado pelo aumento da inadimplência em parte da carteira do agronegócio e por novas regras contábeis implementadas no período.

No quarto trimestre de 2025, o BB registrou lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, queda de 40,1% em relação ao mesmo período de 2024, mas avanço de 51,7% ante o terceiro trimestre, superando previsões do mercado.

Projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro de R$ 4,5 bilhões.

Previsão para 2026

O BB também divulgou suas projeções para 2026, prevendo lucro líquido ajustado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.

O banco projeta expansão de 0,5% a 4,5% na carteira de crédito, com crescimento de 6% a 10% esperado para pessoa física. Para empresas, o intervalo estimado vai de queda de 3% a alta de 1%, e para o agronegócio, de -2% a 2%.

O custo do crédito foi estimado entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões para 2026, ano que também deve registrar crescimento de 2% a 6% nas receitas de prestação de serviços e de 5% a 9% nas despesas administrativas. A margem financeira bruta, por sua vez, deve aumentar entre 4% e 8%.

"Nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão", afirmou Medeiros em nota à imprensa.

"Estamos otimistas com 2026, atuando sempre com cautela, estratégia clara e execução disciplinada. Seguimos com foco contínuo em mitigação de riscos e rentabilidade: fortalecimento de garantias, matriz de resiliência e novos produtos para sustentar a parceria histórica com o agro."

Carteira de crédito

No final de dezembro, a carteira de crédito expandida do BB somava quase R$ 1,3 trilhão, alta de 1,4% no trimestre e de 2,5% na comparação anual. O custo do crédito ficou próximo de R$ 18 bilhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas 93,9% acima do mesmo período de 2024.

Na pessoa física, a carteira de crédito cresceu 1,8% no trimestre e 7,6% na comparação anual, com inadimplência de 6,56%, ante 6,01% no trimestre anterior e 4,66% um ano antes. Entre pessoas jurídicas, a carteira se manteve estável, e a inadimplência chegou a 3,75%, de 3,40% três meses antes e 3,30% no quarto trimestre de 2024.

A carteira de crédito para o agronegócio, que pressionava os resultados do BB, encerrou o quarto trimestre com alta de 1,8% no trimestre e de 2,1% na comparação anual. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 6,09%, ante 4,84% no trimestre anterior e 2,23% um ano antes.

Ao divulgar os resultados do terceiro trimestre, em novembro, executivos do BB sinalizaram que a inadimplência no segmento ainda estaria pressionada, prevendo uma inflexão a partir do primeiro trimestre de 2026.

Retorno de dois dígitos

O BB voltou a apresentar retorno sobre patrimônio líquido de dois dígitos no quarto trimestre, de 12,4%, acima dos 8,4% do trimestre anterior, mas ainda distante dos 20,8% registrados em 2024. No primeiro trimestre do ano passado, o retorno havia sido de 16,7%, e no segundo, de 8,4%.

O desempenho ficou ainda abaixo dos 24,4% divulgados pelo Itaú Unibanco, dos 17,6% do Santander Brasil e dos 15,2% registrados pelo Bradesco no mesmo período.

A margem financeira bruta do BB alcançou R$ 27,8 bilhões, alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024. As receitas de prestação de serviços caíram 3,9%, enquanto as despesas subiram 4,1% na comparação anual. O índice de eficiência do banco passou de 25,6% para 27,7%.

O índice de capital nível 1 do BB avançou de 12,66% para 14,26%, e o capital principal subiu de 10,89% para 12,23%. O índice de Basileia alcançou 15,13%.

O BB anunciou ainda a distribuição de R$ 1,2 bilhão aos acionistas, sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP) complementar.

* Com informações da agência de notícias Reuters

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iOS 26.3 agora permite migrar dados do iPhone para Android por aproximação; veja como funciona

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Atualização permite enviar fotos, mensagens, apps e até o número de telefone para celulares Android sem baixar aplicativo.
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Por Redação g1

Postado em 12 de Fevereiro de 2.026 às 11h30m
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Apple iPhone 17 Pro — Foto: Nic Coury/AFP
Apple iPhone 17 Pro — Foto: Nic Coury/AFP

A Apple liberou nesta semana o iOS 26.3 para iPhones compatíveis (veja modelos). A atualização passa a permitir a migração de dados do celular da marca para smartphones Android por aproximação, sem a necessidade de baixar aplicativo.

Com os aparelhos lado a lado, o iPhone pode transferir para o Android fotos, mensagens, aplicativos "e mais", segundo a Apple.

A empresa afirma que o próprio usuário escolhe quais dados deseja migrar. "Você também pode transferir seu número de telefone", informa.

Dados armazenados no aplicativo "Saúde", da Apple, não podem ser transferidos. O mesmo vale para dispositivos conectados ao Bluetooth do iPhone.

Para que a migração funcione, tanto o iPhone quanto o Android precisam estar conectados ao Wi-Fi e com o Bluetooth ativado. O iPhone também deve estar com o sistema atualizado: no caso, o iOS 26.3 ou versão mais recente.

Antes, donos de iPhone e Android precisavam baixar um aplicativo para fazer a transferência de dados entre um celular e outro.

Como fazer a migração

  1. Para transferir os dados, acesse "Ajustes" no iPhone;
  2. Toque em "Geral" e depois em "Transferir ou Resetar iPhone";
  3. Selecione "Transferir para Android" e siga o passo a passo com os dois aparelhos próximos.

Para atualizar o iPhone para o iOS 26.3, vá em "Ajustes", toque em "Geral" e depois em "Atualização de Software".

Telas de transferência de dados entre iPhone e Android. — Foto: Reprodução
Telas de transferência de dados entre iPhone e Android. — Foto: Reprodução

Quais iPhones rodam o iOS 26

  • iPhone 17 Pro Max
  • iPhone 17 Pro
  • iPhone Air
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  • iPhone 16e
  • iPhone 16
  • iPhone 16 Plus
  • iPhone 16 Pro
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  • iPhone 15 Plus
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  • iPhone 12 Pro
  • iPhone 12 Pro Max
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  • iPhone 11 Pro
  • iPhone 11 Pro Max
  • iPhone SE (2ª geração ou posterior)
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