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sexta-feira, 23 de maio de 2025

IOF mais alto: veja o que muda em cartões, moeda estrangeira, VGBL e empréstimos para empresas

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O IOF é um tributo federal cobrado sobre operações que envolvem dinheiro, principalmente empréstimos e câmbio. Com as alterações, compras internacionais e de moeda estrangeira, por exemplo, podem ficar mais caras.
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Por André Catto, g1

Postado em 23 de Maio de 2.025 12h10m

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O governo federal anunciou nesta quinta-feira (22) o aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), um tributo federal cobrado sobre diversas operações que envolvem dinheiro, principalmente empréstimos e câmbio.

Segundo o governo, os novos valores do IOF começam a ser aplicados já nesta sexta-feira (23), com o objetivo de arrecadar R$ 20,5 bilhões a mais neste ano e R$ 41 bilhões em 2026.

Veja abaixo as principais mudanças.

Infográfico - Veja o que muda com o aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). — Foto: Arte/g1
Infográfico - Veja o que muda com o aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). — Foto: Arte/g1

O que é o IOF?

IOF é a sigla para Imposto sobre Operações Financeiras. Como o próprio nome diz, é um imposto cobrado sobre a maior parte das operações financeiras e serve para gerar receita para a União. (saiba mais aqui)

O que muda na prática?

A medida aumenta o imposto em algumas operações — especialmente que envolvam crédito para empresas —, mas não atinge os empréstimos e financiamentos para pessoas físicas. Ou seja, nesse caso, o IOF continuará zerado. (veja outros exemplos de isenção mais abaixo)

Por outro lado, prevê alterações relacionadas ao câmbio, o que deve encarecer compras internacionais e de moeda em espécie. Isso porque a medida prevê um aumento no IOF cobrado sobre cartões internacionais de crédito e débito e sobre a compra de moedas estrangeiras em papel.

O texto também prevê a retomada de cobranças de IOF em alguns casos, como o de empréstimos externos de curto prazo (até 364 dias), isentos desde 2023. Esse tipo de operação acontece quando uma entidade toma recursos emprestados de credores no exterior.

Veja abaixo cada uma das principais mudanças:

Medidas que atingem o consumidor

🌎 Câmbio e gastos no exterior

COMO ERA:

  • IOF de 3,38% sobre compras com cartão de crédito, débito e pré-pagos internacionais
  • IOF de 1,1% na compra de moeda estrangeira em espécie

COMO FICOU:

  • IOF de 3,5% para cartões internacionais e remessas
  • IOF de 3,5% na compra de moeda estrangeira em espécie

Segundo o governo, a mudança visa unificar as alíquotas, com "isonomia de tratamento". Além disso, busca "evitar distorções, de tratamento distinto em remessas da mesma natureza".

Além de não atingir os empréstimos e financiamentos para pessoas físicas, também continuam isentos de IOF ou com alíquota zero:

  • crédito estudantil;
  • financiamentos habitacionais;
  • financiamentos via FINAME, para na aquisição de máquinas e equipamentos;
  • exportação e título de crédito à exportação;
  • cooperativas abaixo de R$ 100 milhões;
  • programas de geração de emprego e renda;
  • adiantamento de salário ao empregado;
  • devolução antecipada de IOF indevido;
  • entre outros.
💰 Previdência privada (VGBL)

  • COMO ERA: Não havia alíquota diferenciada para aportes mensais altos
  • COMO FICOU: 5% de IOF para planos de VGBL ou previdência com aportes mensais acima de R$ 50 mil

No caso do VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre), que funciona também como um seguro de vida, o governo informou que a aplicação de IOF "corrige distorção", já que "públicos de altíssima renda" utilizam a modalidade "como investimento com baixíssima tributação".

Assim, acrescenta o governo, a medida "preserva o investidor que realmente busca segurança previdenciária".

Governo anuncia bloqueio de R$ 31,3 bi e aumento de IOF para cumprir meta
Governo anuncia bloqueio de R$ 31,3 bi e aumento de IOF para cumprir meta

Medidas que atingem as empresas

💳 Operações de crédito (empréstimos e financiamentos)

  • COMO ERA: IOF de 0,38% na contratação, sendo 0,0041% ao dia, com teto de 1,88% ao ano
  • COMO FICOU: IOF de 0,95% na contratação, sendo 0,0082% ao dia, com teto de 3,95% ao ano

Para o Simples Nacional:

  • COMO ERA: IOF de 0,38% na contratação, sendo 0,00137% ao dia, com teto de 0,88% ao ano
  • COMO FICOU: IOF de 0,95% na contratação, sendo 0,00274% ao dia, com teto de 1,95% ao ano
Compras internacionais mais caras

A professora de economia e finanças pessoais da ESPM Paula Sauer destaca que, na prática, a unificação do IOF em 3,5% para operações relacionadas a compras no exterior irá impactar a aquisição de produtos importados e gastos internacionais.

Para minimizar os efeitos do aumento do IOF, ela lista algumas dicas:

  • Considerar transferências internacionais via fintechs (empresas de tecnologia financeira) para remessa de dinheiro, já que a alíquota do IOF pode ser menor — hoje em torno de 1,1% ou 0,38%.
  • Fazer compras em sites que aceitam PIX ou transferência bancária para evitar o IOF do câmbio.
  • Monitorar a cotação do dólar para planejar as compras internacionais, especialmente para viagens ou intercâmbios, comprando moeda mês a mês para fazer um saldo médio e um preço médio.
  • Utilizar os programas de fidelidade e pontos no cartão de crédito para comprar passagens ou fazer compras, trocando pontos por itens.
  • Considerar o uso de contas multimoedas oferecidas por algumas instituições, porque "o IOF é de 1.1% na conversão".

Segundo a professora, além das empresas, "quem mais vai sentir as mudanças no IOF" são as pessoas que fazem aportes em previdência privada (VGBL) acima de R$ 50 mil por mês, por conta da cobrança de 5% a partir desta sexta (23).

Cartão de crédito — Foto: Reuters
Cartão de crédito — Foto: Reuters

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Norueguês acorda com navio cargueiro de 135 metros no quintal de casa

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Embarcação devia ter desviado durante o trajeto, mas acabou indo direto para residência do homem 
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Da CNN
23/05/2025 às 10:15 | Atualizado 23/05/2025 às 10:15
Postado em 23 de Maio de 2.025 às 10h35m

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Navio de carga encalhado em quintal na Noruega.
Navio de carga encalhado em quintal na Noruega. • Jan Langhaug/AFP/NTB/Getty Images via CNN Newsource

Johan Helberg, um homem norueguês, acordou com um navio cargueiro de 135 metros no quintal de casa, na Noruega.

A embarcação, a NCL Salten, invadiu a terra por volta das 5h00 (horário local), quando passava no fiorde (entrada do mar entre montanhas) em Trondheim, terceira maior cidade do país.

O navio estava a 30 quilômetros por hora, e acabou encalhando, ficando a poucos metros de destruir a casa.

Fui à janela e fiquei surpreso ao ver um navio grande, falou o homem, que vive ali há 25 anos, em uma reportagem ao The Guardian.

Leia Mais

Helberg ficou ainda mais espantado quando percebeu a dimensão do acontecimento, já que era possível ver da janela, apenas a parte dianteira da embarcação.

Haviam 16 membros da tripulação a bordo, sendo eles noruegueses, lituanos, ucranianos e russos que viajavam no navio com a bandeira do Chipre.

Nenhum deles ficou ferido e também não houve derramamento de carga. Ainda assim, a polícia abriu uma investigação.

O porta-voz da polícia de Trøndelag, Christian Stokke, confirmou à NRK, TV norueguesa, que há um suspeito identificado.


Navio NCL Salten de 135 metros encalhado no Fiorde de Trondheim, Noruega, na quinta-feira, 22 de maio. • Jan Langhaug/AFP/Getty Images via CNN Newsource

As autoridades falaram com a tripulação e trabalham em diferentes teorias, incluindo uma falha técnica. A possibilidade de erro humano também não foi descartada.

A empresa da embarcação relatou que não há indicações para se pensar que tenha sido intencional.

Incidentes como este acontecem, mas já começamos uma investigação. Estamos aliviados por não haver feridos e o nosso principal foco são as pessoas no local e a tripulação, relatou a companhia.

Os navios costumam virar para a esquerda ou direita na entrada do mar entre as montanhas. Este acabou indo direto, falou Johan Helberg.

Tentativas de retirar o navio do quintal

Na noite de quinta-feira (22), uma empresa de salvamento tentou reflutuar o navio durante a maré alta, mas posteriormente foi decidido que isso não seria possível, informou a Administração Costeira Norueguesa em um comunicado.

A Administração Costeira Norueguesa afirmou que investigações geotécnicas eram necessárias antes que outra tentativa pudesse ser feita.

Embora não haja sinais de vazamento de óleo da embarcação, a autoridade informou que havia um navio de prontidão para lidar com esse problema, caso fosse necessário.

No momento, Helberg continuará com o grande navio no quintal, já que nenhuma das tentativas para o retirar deram certo.

Tópicos

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quinta-feira, 22 de maio de 2025

BYD supera vendas da Tesla na Europa pela 1ª vez, diz consultoria

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Em vendas globais, a BYD já acumula dois trimestres de vendas superiores aos carros comercializados pela Tesla. De janeiro a março de 2024, foram 336.681 unidades da Tesla vendidas, contra 416.388 modelos da rival chinesa.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 22 de Maio de 2.025 às 15h15m

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BYD Dolphin GS — Foto: divulgação/BYD
BYD Dolphin GS — Foto: divulgação/BYD

A BYD vendeu mais veículos elétricos na Europa do que a Tesla pela primeira vez, de acordo com levantamento da empresa de análise de mercado Jato Dynamics.

Foram 7.231 carros totalmente elétricos da BYD vendidos na Europa em abril, enquanto a Tesla marcou 7.165 unidades emplacadas, informou a companhia de pesquisa de mercado — assim, a BYD ultrapassou a Tesla em 0,92% no período.

"Este é um momento decisivo para o mercado de automóveis da Europa, especialmente quando você considera que a Tesla liderou o mercado europeu de BEV por anos, enquanto a BYD só iniciou oficialmente as operações além da Noruega e da Holanda no final de 2022", disse o analista global da Jato Dynamics, Felipe Muñoz.

A demanda por veículos elétricos na Europa permanece estável. Os licenciamentos de carros movidos exclusivamente a bateria (BEV) aumentaram 28% em abril em relação ao ano passado, em grande parte impulsionados pelas marcas chinesas de automóveis.

Apesar da imposição de tarifas pela União Europeia sobre os veículos elétricos fabricados na China, os emplacamentos desses carros aumentaram 59% no mês em relação ao ano anterior, enquanto as montadoras da Europa, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos registraram um crescimento de 26%.

g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil
g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil

Antes de superar a rival americana em vendas na Europa pela primeira vez, a BYD já havia acumulado algumas vitórias contra a Tesla.

Recentemente, a BYD ultrapassou a Tesla em vendas de veículos elétricos pelo segundo trimestre consecutivo. Entre janeiro e março deste ano, a marca dos Estados Unidos vendeu 336.681 veículos em todo o mundo, contra 416.388 unidades fabricadas pela BYD.

A Tesla não vende seus carros diretamente no Brasil, mas há importações. No primeiro trimestre deste ano, foram apenas dois veículos da marca trazidos para o país, contra 21.685 emplacamentos de modelos da BYD, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Fraca demanda da Tesla

A montadora norte-americana teve a primeira queda de vendas anuais no ano passado e analistas esperam outra queda este ano, após um declínio de 13% no primeiro trimestre. Na Europa, a retração é ainda maior.

Nos primeiros três meses de 2024, 36.167 emplacamentos de carros da Tesla foram registrados na União Europeia, uma queda de 45% na comparação com os 65.774 do mesmo período em 2024, segundo os dados da ACEA.

Musk disse no início desta semana que a Tesla já havia recuperado as vendas, e que a demanda era forte em outras regiões além da Europa.

Além disso, as paradas de produção para preparar as fábricas da Tesla para a produção do crossover Model Y redesenhado causaram uma queda montagem e nas vendas de veículos da empresa no primeiro trimestre.

Analistas também atribuíram a queda nas vendas ao fato dos clientes estarem esperando que as versões mais baratas do novo Model Y, o veículo mais vendido da Tesla, se tornem mais amplamente disponíveis.

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terça-feira, 20 de maio de 2025

Trump 'se apaixonou à primeira vista' por avião do Catar com salões de luxo a bordo, diz jornal; veja imagens

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'NYTimes' publicou bastidores de negociação sobre o avião de luxo e fotos dos salões de luxo. Presente levanta debates éticos, uma vez que Trump quer o avião seja transferido para o seu acervo pessoal assim que sair do cargo.
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Por Redação g1

Postado em 20 de Maio de 2.o25 às 13h30m

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Brochura do Boeing 747-8 — Foto: AMAC Aerospace
Brochura do Boeing 747-8 — Foto: AMAC Aerospace

O governo do Catar enviou o avião de luxo 747-8 para a Flórida, no dia 15 de fevereiro de 2025, só para Donald Trump conhecer de perto seus salões luxuosos, disse o jornal "The New York Times" em reportagem sobre bastidores da negociação, que terminou em uma oferta de "doação" da aeronave.

O presidente, até então, queria forçar a empresa Boeing a construir seu avião presidencial nos EUA. Mas, após conhecer a aeronave do Catar, Trump "se apaixonou à primeira vista" e passou a buscar alguma forma de obtê-la, até a oferta "gratuita" do Catar, disse o jornal nesta segunda-feira (19).

O jornal também divulgou imagens de um folheto de propaganda que foi mostrado ao governo americano, que inclui os salões de luxo (veja acima).

Outra revelação do "New York Times" sobre as conversas que precederam a oferta é que o Catar gastou US$ 1 milhão (R$ 5,6 milhões) só nos custos para levar o avião até a Flórida para Trump conhecê-la.

O caso ganhou destaque no início de maio após Trump afirmar que cogitava aceitar a aeronave avaliada em US$ 400 milhões como uma doação da família real do Catar ao Departamento de Defesa dos EUA.

O modelo que encantou Trump pode substituir o Boeing 747-200B ocupado pela presidência desde o governo George W. Bush, há 35 anos.

O presente levanta debates éticos, uma vez que Trump quer o avião seja transferido para o seu acervo pessoal assim que sair do cargo. Além disso, a lei americana não permite que o presidente receba presentes estrangeiros sem o consentimento do Congresso.

A oposição, e até alguns aliados de Trump, questionam os reais interesses do Catar em fazer uma "doação" tão cara.

Em entrevista à Reuters, o primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, disse nesta terça (20) que a oferta era "algo normal que acontece entre aliados".

Além de transportar a equipe presidencial, o Air Force One também serve para emergências nacionais, como no 11 de setembro, durante o ataque Às Torres Gêmeas e ao Pentágono.

Ao visitar a Florida em maio desse ano, a Casa Branca sugeriu que o presidente tinha como objetivo pressionar a Boeing a acelerar a produção dos novos jatos.

O modelo 747-8 é o maior modelo da série, de acordo com a fabricante Boeing. Para uso comercial, ele pode ser entre 400 e 500 assentos. O projeto foi lançado em 14 de novembro de 2005. O primeiro modelo para uso comercial (sem considerar para o uso exclusivo de transporte de carga) foi em fevereiro de 2012.

A fabricante afirma que o modelo 747-8 Intercontinental tem 66 assentos adicionais que acomodam 410 passageiros na configuração típica de três classes, além de poder transportar um volume de carga 15% maior.

O alcance máximo de um voo é de 14.310 km, podendo realizar voos sem necessidade de escalas entre, por exemplo, Nova York e Hong Kong, Los Angeles e Mumbai ou Londres e Cingapura.

Em 2018, o emir do Catar, o xeque Tamim bin Hamad al-Thani doou à Turquia um outro Boeing 747-8, ao regime de Recep Tayyip Erdogan.

De acordo com o portal turco TWZ, o modelo da aeronave é equipado com um elaborado sistema de entretenimento de bordo, diversas cabines, lounges, salas de reuniões, áreas de assentos de primeira classe e até mesmo seu próprio hospital.

Boeing 747-8 — Foto: Controller.com
Boeing 747-8 — Foto: Controller.com

Boeing 747-8 — Foto: Controller.com
Boeing 747-8 — Foto: Controller.com

Boeing 747-8 — Foto: Controller.com
Boeing 747-8 — Foto: Controller.com

Ajustes em aeronave

Imagem aérea mostra Air Force One, com Trump, se aproximando de Doha, no Catar
Imagem aérea mostra Air Force One, com Trump, se aproximando de Doha, no Catar

Em caso de uso do presidente americano, a aeronave deve passar por uma reforma para acomodar necessidades do presidente como escritórios e quartos.

Durante o voo de volta a Washington no Air Force One, Trump e aliados falaram em ajustes rápidos para tornar a aeronave catari em um avião presidencial: uma nova pintura e o avião estaria pronto em menos de um ano para Trump usar.

No modelo 747-8, o andar superior conta com uma sala de estar e um centro de comunicações. Para Trump e aliados, o quarto principal poderia ser “convertido em uma unidade completa de transporte médico, com fornecimento direto de oxigênio”.

Atualmente, as principais diferenças entre o Air Force One e o Boeing 747 padrão incluem equipamentos de navegação, eletrônicos e comunicações de última geração. Também como diferenças está a configuração interna e mobiliário, carregador de bagagem independente.

Entre as acomodações, estão:

  • Sala de conferências e jantar;
  • Quartos para o presidente e a primeira-dama;
  • Uma área de escritório para funcionários;
  • Consultório que se transforma em unidade médica quando necessário;
  • Áreas de trabalho e descanso para a equipe presidencial, representantes da mídia e equipes da Força Aérea;
  • Duas cozinhas que podem fornecer 100 refeições de uma só vez.

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Ondas de calor se tornam mais frequentes e intensas no Brasil e escancaram desigualdade na adaptação ao clima extremo

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Estudo aponta que bloqueios atmosféricos devem ficar 10 vezes mais potentes até 2071. Calor fora de época afeta rotina e saúde da população — sobretudo a mais vulnerável.
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Por Jacqueline Brazil, TV Globo

Postado em 20 de Maio de 2.025 às 06h00m

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Ondas de calor devem ficar mais intensas e frequentes, aponta estudo da UFSC
Ondas de calor devem ficar mais intensas e frequentes, aponta estudo da UFSC

O número de ondas de calor no Brasil tem crescido de forma acelerada nas últimas décadas — e a tendência é que esse fenômeno se intensifique ainda mais nos próximos anos. Um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostra que os bloqueios atmosféricos, sistemas que impedem a chegada de frentes frias, estão por trás do aumento das temperaturas extremas.

Esses bloqueios criam uma bolha de calor, onde o ar quente fica preso e não há formação de nuvens nem ocorrência de chuvas. Segundo a pesquisa, até 2071, esses sistemas podem se tornar dez vezes mais potentes, agravando ainda mais as ondas de calor tanto no continente quanto no oceano.

O bloqueio impede a formação de nuvens e a chegada de massas de ar frio. Isso deixa o tempo seco, mais ensolarado e quente, tanto em terra quanto no mar, explica a oceanógrafa Regina Rodrigues, uma das autoras do estudo.É um processo que gera ondas de calor terrestres e marinhas, com efeitos prolongados. 
São Paulo bate recordes de dias extremos
Pedestres enfrentam sol forte e calor intenso enquanto os termômetros de rua registram 42°C na rua da Consolação, na região central da cidade de SP. — Foto: FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO
Pedestres enfrentam sol forte e calor intenso enquanto os termômetros de rua registram 42°C na rua da Consolação, na região central da cidade de SP. — Foto: FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO

A capital paulista é um retrato claro dessa mudança. Antes dos anos 2000, registrava-se, em média, um dia por verão com temperaturas pelo menos 5°C acima da média. Entre 2015 e 2019, esse número saltou para mais de sete dias. No verão de 2024, foram 23 dias de calor extremo.

Essas temperaturas anormais têm aparecido até mesmo fora do verão. Em pleno outono, o país já vive o segundo veranico do mês de maio, com manhãs frias, tardes quentes e noites geladas. O sobe-e-desce de temperatura afeta diretamente a saúde da população.

Fica esse quente-frio, quente-frio... meu corpo não aguenta, resume David Barcellar, professor de educação física.

Nos dias mais quentes do ano,  , o risco de morte por causas naturais, como infarto, AVC e pneumonia, aumenta em até 50%  — Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação
Nos dias mais quentes do ano, , o risco de morte por causas naturais, como infarto, AVC e pneumonia, aumenta em até 50% — Foto: Prefeitura de Jundiaí/Divulgação

Desigualdade climática: calor castiga mais os vulneráveis

As ondas de calor não afetam todos de forma igual. Dados do IBGE mostram que mais de 16 milhões de brasileiros vivem em comunidades — cerca de 8,1% da população — onde a adaptação às mudanças climáticas é muito mais difícil.

Na Zona Oeste de São Paulo, a dona de casa Maria da Conceição Mendes enfrenta temperaturas acima dos 30°C dentro de casa, mesmo em dias considerados amenos.Minha cama esquenta demais. Quando faz calor lá fora, aqui dentro é ainda pior, conta. Para amenizar, ela recorre a bacias com água, toalhas molhadas e garrafas com gelo.

O telhado de zinco da casa contribui para o abafamento. A gente tenta manter a casa aberta, passa pano molhado no chão, faz o que pode. Ar-condicionado? Nem pensar, isso é luxo pra gente.

Segundo um levantamento recente, menos de duas em cada dez casas no Brasil possuem ar-condicionado. Ainda assim, as vendas do aparelho cresceram 38% no último ano, com quase 6 milhões de unidades comercializadas em 2024.

Efeitos na saúde e necessidade de adaptação

O calor extremo também afeta diretamente a saúde. Segundo o patologista e professor da USP Paulo Saldiva, nos 2,5% dos dias mais quentes do ano, o risco de morte por causas naturais, como infarto, AVC e pneumonia, aumenta em até 50% — especialmente entre idosos, crianças, pessoas doentes ou em situação de vulnerabilidade.

Mesmo com medidas para reduzir o aquecimento global, os especialistas alertam que o calor intenso veio para ficar, e defendem investimentos urgentes em adaptação climática.

Precisamos tornar nossas cidades mais verdes, plantar árvores adequadas, criar florestas urbanas e envolver a comunidade, especialmente as escolas. A gente não pode deixar um legado de frustração — mas sim de esperança, defende Saldiva.

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