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quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Incêndio florestal se espalha por Los Angeles, deixa 2 mortos e mil estruturas destruídas; situação é sem precedentes e deve piorar

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Incêndios impulsionados por fortes ventos atingiram áreas nobres da cidade e levaram mais de 30 mil pessoas a deixarem suas casas. Estado da Califórnia, nos EUA, declarou estado de emergência. Mais de 2,3 mil hectares estão em chamas.
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Por Redação g1

Postado em 08 de Janeiro de 2.025 às 14h20m

#.* Post. - Nº.\  11.460*.#


Vídeos mostram destruição de incêndio florestal em Los Angeles

Intensos incêndios florestais estão em rápida expansão pela cidade de Los Angeles, na costa oeste dos EUA, nesta quarta-feira (8). Até a tarde desta quarta, os incêndios causaram a morte de duas pessoas e a destruição de mil estruturas, segundo o chefe dos bombeiros da cidade.

Com múltiplos focos e rajadas de vento superam os 100 km/h, os incêndios, que iniciaram ainda na terça, também obrigaram a evacuação de mais de 30 mil pessoas. A situação ainda deve piorar antes de melhorar, segundo especialistas.

A rápida evolução dos incêndios ocorre por conta do fogo aliado a rajadas de vento, o que dificulta o trabalho dos bombeiros. "A situação está extrema. São ventos com força de furacão", afirmou a capitã do Departamento de Bombeiros do Condado de Los Angeles, Sheila Kelliher.

O chefe de polícia de Los Angeles, Robert G. Luna, chamou o incêndio de "sem precedentes e imprevisível". O governo da cidade ordenou a evacuação de cerca de 37 mil pessoas no condado de Los Angeles e incentiva quem está em zonas de perigo a deixar suas casas antes mesmo de receber ordem de evacuação, segundo Luna.

Segundo o Departamento de Silvicultura e Proteção contra Incêndios da Califórnia (Cal Fire), as equipes de emergência ainda não estão conseguindo conter as chamas. A prefeita de Los Angeles, Karen Bass, afirmou que a expectativa é que as rajadas de ventos na cidade piorem nesta quarta.

"Será um dia absolutamente devastador para toda Los Angeles. Todos precisam estar prontos e preparados para se mover a qualquer momento. Esta é uma operação para salvar vidas", afirmou a vereadora Traci Park.

O primeiro foco de incêndio atingiu Pacific Palisades, uma área nobre da cidade entre Santa Monica e Malibu, ainda na terça-feira, o que levou o Departamento de Bombeiros de Los Angeles a emitir uma ordem de evacuação obrigatória para uma ampla área, das colinas de Topanga Canyon até o litoral.

Mais de 2,3 mil hectares estão em chamas, segundo o Cal Fire. Cerca de 13 mil estruturas foram afetadas pelo incêndio até o momento, segundo autoridades locais.

Ainda na madrugada desta quarta-feira, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, declarou estado de emergência e afirmou que o estado posicionou equipes, caminhões de bombeiros e aeronaves em outras áreas do sul da Califórnia devido ao perigo de incêndios na região.

Casa com bandeira dos EUA na frente pega fogo em Los Angeles, na Califórnia, em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Ringo Chiu TPX IMAGES OF THE DAY
Casa com bandeira dos EUA na frente pega fogo em Los Angeles, na Califórnia, em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Ringo Chiu TPX IMAGES OF THE DAY

1.200 hectares consumidos por chamas

Uma área de pelo menos 1.200 hectares (cerca de 1.200 campos de futebol) foi consumida pelas chamas em Pacific Palisades. Autoridades locais emitiram múltiplos avisos de evacuação, o que causou engarrafamentos em algumas rodovias da cidade.

"A rua inteira se foi, não sobrou nada, nada", afirmou à Reuters um bombeiro que combatia as chamas em Palisades.

Enormes nuvens de fumaça podiam ser vistas saindo das colinas a quilômetros de distância, enquanto as chamas invadiam as casas próximas. O incêndio foi alimentado pelos ventos de Santa Ana, que sopram rajadas quentes e secas dos desertos do interior em direção à costa.

Imóveis de luxo e de famosos também foram evacuados pelo incêndio em Pacific Palisades. O ator Mark Hammil disse em uma publicação no X que saiu de sua casa e avisou sobre a gravidade do fogo: "Incêndio mais terrível desde 1993".

O Serviço Nacional de Meteorologia emitiu o alerta mais alto para condições extremas de incêndio em grande parte do Condado de Los Angeles, válido de terça a quinta-feira, prevendo rajadas de vento de 80 a 130 km/h, com ventos isolados de 130 a 160 km/h nas montanhas e no sopé das montanhas.

Incêndio de múltiplos focos atinge cidade de Los Angeles, nos EUA, em 8 de janeiro de 2025. — Foto: Equipe de arte/g1
Incêndio de múltiplos focos atinge cidade de Los Angeles, nos EUA, em 8 de janeiro de 2025. — Foto: Equipe de arte/g1

Evacuação de moradores de lar de idosos

Um segundo incêndio começou próximo a Pasadena, no norte de Los Angeles, e multiplicou de tamanho em poucas horas, atingindo 400 hectares, de acordo com a Cal Fire.

"Ameaça imediata à vida. Esta é uma ordem legal para SAIR AGORA", dizia um aviso publicado pelo Cal Fire.

Quase 100 moradores de um lar de idosos em Pasadena foram evacuados, informou a CBS News. Vídeos mostraram residentes idosos, muitos em cadeiras de rodas e macas, reunidos em um estacionamento cheio de fumaça e ventos fortes, enquanto caminhões de bombeiros e ambulâncias prestavam assistência.

Os bombeiros informaram que um terceiro incêndio começou em Sylmar, no Vale de São Fernando, ao noroeste de Los Angeles, levando à evacuação de alguns moradores próximos. Nesse foco, as chamas tomaram uma área de cerca de 200 hectares, segundo o Cal Fire.

Rajadas de vento espalham chamas de incêndio florestal em Pacific Palisades, no oeste em Los Angeles, nos EUA, em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Ringo Chiu
Rajadas de vento espalham chamas de incêndio florestal em Pacific Palisades, no oeste em Los Angeles, nos EUA, em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Ringo Chiu

Casas em chamas e veículos abandonados

Testemunhas relataram diversas casas em chamas, com o fogo quase atingindo os carros enquanto as pessoas fugiam das colinas de Topanga Canyon, na região de Pacific Palisades, onde o maior foco de incêndio está localizado.

A mídia local informou que o incêndio avançou para o norte, destruindo casas perto de Malibu.

A chefe dos bombeiros de Los Angeles, Kristin Crowley, disse em uma coletiva de imprensa que mais de 25.000 pessoas em 10.000 residências estavam sob ameaça.

Aviões dos bombeiros retiravam água do mar para despejá-la sobre as chamas. Imagens de televisão mostraram casas em chamas e tratores removendo veículos abandonados das estradas para permitir a passagem de veículos de emergência.

O incêndio atingiu algumas árvores nos arredores da Getty Villa, um museu com obras de arte de valor inestimável, mas a coleção permaneceu segura, graças aos esforços preventivos de poda de vegetação ao redor dos prédios, segundo o museu.

Com apenas uma estrada principal ligando o cânion à costa e uma única rodovia costeira para evacuação, o trânsito ficou parado, levando algumas pessoas a fugir a pé.

Cindy Festa, moradora de Pacific Palisades, disse que, ao evacuar pelo cânion, as chamas estavam "muito próximas dos carros", demonstrando com o polegar e o indicador.

"As pessoas abandonaram os carros na Palisades Drive. O fogo está consumindo tudo na encosta. As palmeiras, tudo está queimando", relatou Festa de dentro do carro.

Incêndio florestal atinge área de Pacific Palisades, a oeste de Los Angeles e aviões tentam combater chamas em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Daniel Cole
Incêndio florestal atinge área de Pacific Palisades, a oeste de Los Angeles e aviões tentam combater chamas em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Daniel Cole

Alerta máximo entre terça e quinta-feira

Antes do início do incêndio, o Serviço Nacional de Meteorologia emitiu um alerta máximo para condições extremas de incêndio em grande parte do condado de Los Angeles, válido de terça a quinta-feira, prevendo rajadas de vento de 80 a 130 km/h.

Com baixa umidade e vegetação seca devido à falta de chuva, as condições eram "quase tão ruins quanto possível em termos de clima para incêndios", informou o escritório de Los Angeles do Serviço Nacional de Meteorologia na rede X.

Os ventos fortes também alteraram os planos de viagem do presidente Joe Biden, obrigando o Air Force One a permanecer em Los Angeles. Biden planejava um voo curto para o Vale de Coachella, onde participaria de uma cerimônia para criar dois novos monumentos nacionais na Califórnia. O evento foi adiado para uma data futura na Casa Branca.

"Ofereci toda a assistência federal necessária para ajudar no combate ao terrível incêndio de Pacific Palisades", disse Biden em um comunicado. Ele também afirmou que um subsídio federal já havia sido aprovado para ajudar a Califórnia a cobrir os custos da resposta ao incêndio.

Pacific Palisades é lar de várias estrelas de Hollywood. O ator James Woods disse na rede X que conseguiu deixar sua residência, mas acrescentou: "Não sei neste momento se nossa casa ainda está de pé."

O ator Steve Guttenberg contou à KTLA que amigos seus foram impedidos de sair de casa porque outras pessoas haviam abandonado seus carros na estrada.

"É muito importante que todos se unam e não se preocupem com seus bens materiais. Apenas saiam", disse Guttenberg. "Levem seus entes queridos e saiam."

Construção pega fogo em Los Angeles em meio a incêndio florestal, em 7 de janeiro de 2025 — Foto: Mike Blake/Reuters
Construção pega fogo em Los Angeles em meio a incêndio florestal, em 7 de janeiro de 2025 — Foto: Mike Blake/Reuters


Bombeiro luta contra incêndio durante fortes ventos no oeste de Los Angeles, na Califórnia, em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Ringo Chiu TPX IMAGES OF THE DAY
Bombeiro luta contra incêndio durante fortes ventos no oeste de Los Angeles, na Califórnia, em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Ringo Chiu TPX IMAGES OF THE DAY


Edifícios e casas queimam em incêndio florestal em Pacific Palisades em Los Angeles em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Mike Blake
Edifícios e casas queimam em incêndio florestal em Pacific Palisades em Los Angeles em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Mike Blake


Incêndio florestal atinge Pacific Palisades em Los Angeles em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Ringo Chiu
Incêndio florestal atinge Pacific Palisades em Los Angeles em 7 de janeiro de 2025. — Foto: REUTERS/Ringo Chiu

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Dois anos do 8/1: Governo reintegra ao acervo da Presidência obras de artes vandalizadas nos atos golpistas

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Presidente Lula participou da reintegração das 21 obras entregues. Elas foram danificadas em gabinetes e áreas abertas do Planalto, um dos prédios invadidos por extremistas.
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Por Guilherme Mazui, Kevin Lima, g1 — Brasília

Postado em 08 de Janeiro de 2.025 às 10h35m

#.* Post. - Nº.\  11.459*.#

Cerimômia de entrega de obras restauradas. — Foto: Reprodução/ CanalGov
Cerimômia de entrega de obras restauradas. — Foto: Reprodução/ CanalGov

Dois anos após os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, o governo reintegrou ao acervo da Presidência da República 21 obras de artes vandalizadas pelos extremistas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou da reintegração das obras, que ocorreu na primeira parte da cerimônia que marca os dois anos dos ataques antidemocráticos.

Planalto começa a receber obras de arte restauradas dois anos após ataques golpistas

A primeira-dama Janja foi a primeira a discursar durante o evento.

"Dois anos após a tentativa de destruição da nossa democracia e dos prédios que simbolizam os Poderes da República, estamos aqui. Não para lamentar, mas muito menos para esquecer. Estamos aqui para celebrar e reforçar a democracia, e para entregar ao povo brasileiro o seu patrimônio inteiramente restaurado", afirmou.

"A vontade do povo brasileiro de lutar pelas liberdades democráticas, junto da união das nossas instituições, impediram a perpetuação de um golpe de Estado há dois anos. O país não aceita mais o autoritarismo", prosseguiu.

A primeira-dama ainda citou que o Palácio do Planalto foi vítima do "ódio que estimula e continua estimulando atos antidemocrático e falas fascistas". Ela pontou que a resposta para isso é a união, a solidariedade e o amor.

Janja também citou a cultura e a diversidade como aliadas à democracia.

Segundo o presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, o governo investiu R$ 2 milhões no restauro das obras.

Os recursos também viabilizaram acesso de alunos da rede pública de ensino a ações de educação patrimonial e a produção de um livro sobre a recuperação das peças.

O embaixador da Suíça no Brasil, Pietro Lazzeri, afirmou que o restauro do relógio do século XVII é um exemplo da parceria entre os dois países.

"A restauração foi complexa. Precisou da excelência, mas também da criatividade e do jeitinho suíço-brasileiro", disse.

De acordo com o embaixador, foram mais de mil horas de trabalho, entre Brasil e Suíça, para viabilizar o restauro da peça e treinar profissionais que poderão fazer a manutenção do relógio.

"Acho que é fundamental valorizar e cuidar das nossas relações, da nossa amizade, dos nossos direitos humanos e das nossas democracias, que são delicadas e, ao mesmo tempo, resilientes como esse relógio que volta aqui, hoje, no coração do Brasil. Viva ao Brasil, viva a Suíça. Celebramos nossa amizade e cooperação", afirmou.

Janja discursa durante a cerimônia. — Foto: Reprodução/ CanalGov
Janja discursa durante a cerimônia. — Foto: Reprodução/ CanalGov

Obras entregues

Entre as obras recuperadas estão um relógio de pêndulo do século XVII, uma ânfora italiana em cerâmica esmaltada e o quadro "As Mulatas", do pintor Di Cavalcanti.

  • Relógio de mesa, de Balthazar Martinot e André Boulle
  • Ânfora italiana em cerâmica esmaltada
  • Escultura O Flautista, de Bruno Giorgi
  • Escultura Vênus Apocalíptica Fragmentando-se, de Marta Minujín
  • Quadro com a pintura Mulatas, de Emiliano Di Cavalcanti
  • Quadro com pintura do retrato de Duque de Caxias, de Oswaldo Teixeira
  • Quadro representando galhos e sombras, de Frans Krajcberg
  • Quadro com a pintura Fachada Colonial Rosa com Toalha
  • Quadro com a pintura Casarios, de Dario Mecatti
  • Quadro com a pintura Cena de Café, de Clóvis Graciano
  • Quadro com a pintura Paisagem, de Armando Viana
  • Pintura de Glênio Bianchetti
  • Pintura de Glênio Bianchetti
  • Pintura de Glênio Bianchetti
  • Pintura de Glênio Bianchetti
  • Pintura de Glênio Bianchetti
  • Quadro com a pintura Matriz e Grade no primeiro plano, de Ivan Marquetti
  • Quadro Rosas e Brancos Suspensos, de José Paulo Moreira da Fonseca
  • Tela Cotstwold Town, de John Piper
  • Tela de Grauben do Monte Lima
  • Tela Bird, de Martin Bradley
Relógio que foi restaurado. — Foto: Reprodução/ CanalGov
Relógio que foi restaurado. — Foto: Reprodução/ CanalGov

As obras foram danificadas há dois anos em gabinetes e áreas abertas do Planalto, um dos prédios invadidos por extremistas.

Nem todas as peças recuperadas deverão ficar no Planalto, sede do Poder Executivo, já que alguns itens pertencem ao acervo da residência oficial do Palácio da Alvorada.

O restauro do relógio, um presente da corte francesa a Dom João VI, que se tornou rei de Portugal e trouxe a família real para o Brasil em 1808, foi feito graças um acordo de cooperação com o governo da Suíça.

Segundo o governo brasileiro, a empresa suíça de relojoaria Audemars Piguet, criada em 1875, fez o restauro e arcou com custos de mão de obra e de materiais.

As outras 20 obras foram restauradas em um laboratório montado no Palácio da Alvorada após um acordo de cooperação do Planalto com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que estabeleceu parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

"Abraço" da democracia

Lula e representantes do Congresso e do Judiciário participam, após a reintegração das obras ao acervo da Presidência, de uma cerimônia no Salão Nobre do Planalto.

Encerrada a solenidade, Lula e os demais convidados a descerão a rampa do Planalto e irão até a Praça dos Três Poderes para o "abraço da democracia", um ato simbólico que também terá a participação de movimentos sociais e apoiadores do presidente.

Lula optou neste ano por fazer um ato no Palácio do Planalto. Em 2023, o presidente foi até o Congresso Nacional para a cerimônia relativa ao tema.

O governo entende que a data precisa se tornar um marco pela defesa da democracia, em especial após a Polícia Federal revelar detalhes de uma trama coordenada por apoiadores e auxiliares do ex-presidente Jair Bolsonaro para impedir a posse de Lula.

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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Robô japonês que 'assopra' e esfria comidas e bebidas quentes é uma das novidades da CES 2025

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Equipamento portátil utiliza tecnologia para simular sopros humanos e promete facilitar o consumo de alimentos quentes, especialmente para quem tem sensibilidade.
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Por Redação g1

Postado em 07 de Janeiro de 2.025 às 06h00m

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CES 2025: startup japonesa lança robô que 'assopra' para esfriar comidas e bebidas quentes para você — Foto: Divulgação/Yukai Engineering
CES 2025: startup japonesa lança robô que 'assopra' para esfriar comidas e bebidas quentes para você — Foto: Divulgação/Yukai Engineering

A startup japonesa Yukai Engineering apresentou um robô portátil que resfria comidas e bebidas quentes para você. A novidade foi anunciada durante a CES 2025, considerada a maior feira de tecnologia do mundo, que acontece em Las Vegas (EUA).

Chamado de Nékojita FuFu, o robô foi desenvolvido para ajudar pessoas com alta sensibilidade ao calor, segundo a empresa. Ele tem formato de gato e, por ser portátil, pode ser usado tanto em casa quanto fora, como em restaurantes.

O dispositivo utiliza um ventilador interno para gerar ar frio e conta com um algoritmo que controla o ritmo e a intensidade do sopro, "simulando o comportamento humano enquanto reduz efetivamente a temperatura dos alimentos".

"O robô não apenas ajuda você a apreciar um café quente. Ele pode facilitar o consumo de sopa quente por idosos e reduzir o trabalho dos pais ao ajudar crianças a comerem com menos assistência", disse a Yukai Engineering em comunicado.

"Diferente de canecas tradicionais que reduzem calor, o Nékojita FuFu é um dispositivo independente que pode ser acoplado a qualquer utensílio de borda reta", completou. 

Os testes feitos pela própria Yukai mostram que o dispositivo reduz a temperatura de água quente de 88°C para 71°C em até 5 minutos.

A ideia de criar o mini-robô surgiu durante um evento da Yukai Engineering, quando um líder da equipe comentou sobre a dificuldade de soprar a comida quente de seu bebê. Segundo ele, a prática o deixava frequentemente sem fôlego e tonto.

A empresa diz que planeja lançar o Nékojita FuFu no Japão em algum momento deste ano por ¥ 3.800 (algo em torno de R$ 150).

Robô Nékojita FuFu, que 'assopra' para que alimentos esfriem — Foto: Divulgação/Yukai Engineering
Robô Nékojita FuFu, que 'assopra' para que alimentos esfriem — Foto: Divulgação/Yukai Engineering

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Depois de entraves, Nasa detalha plano mais barato para trazer amostras de Marte pela 1ª vez

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Se der certo, missão pode abrir caminho para que humanos explorem o Planeta Vermelho. Cortes orçamentários já atrasaram o projeto em uma década.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 07 de Janeiro de 2.025 às 17h25m

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Tubos com amostras marcianas. Material foi coletado pelo rover Perseverance da Nasa em sua jornada pelo Planeta Vermelho. — Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS
Tubos com amostras marcianas. Material foi coletado pelo rover Perseverance da Nasa em sua jornada pelo Planeta Vermelho. — Foto: Nasa/JPL-Caltech/MSSS

A Nasa, a agência espacial norte-americana, detalhou nesta terça-feira (7) uma nova abordagem para seu chamado Mars Sample Return (Programa de Retorno de Amostras de Marte, em tradução livre).

O planoambicioso visa trazer, pela primeira vez na história da exploração espacial, rochas e sedimentos marcianos para a Terra, mas cortes orçamentários e atrasos inesperados elevaram os custos estimados do projeto de ($5 bilhões (R$ 30,37 bilhões) para mais de ($11 bilhões (R$ 66,82 bilhões), forçando a agência a reavaliar toda a empreitada, que está atrasada em mais de uma década.

Apesar desses entraves, a Nasa vem assegurando que a missão ainda é possível e prometeu a exploração simultânea de duas opções de pouso no Planeta Vermelho, na faixa de ($7 bilhões (R$ 42,52 bilhões), incluindo uma que envolveria parcerias comerciais.

Agora a ideia é que até 2035 ou, no mais tardar, 2039, dezenas de amostras de rochas e sedimentos coletados no planeta possam retornar à Terra.

Uma das alternativas aproveita inclusive métodos já testados, como a técnica do "guindaste voador", usada para pousar rovers maiores e mais pesados na superfície marciana.

A outra aposta em novas tecnologias comerciais para levar os veículos que coletarão as amostras marcianas até a superfície do planeta. Dessa forma, a agência espera aumentar as chances de sucesso da missão.

"Essas amostras podem mudar nossa compreensão sobre Marte, o universo e, no fim das contas, sobre nós mesmos", afirmou o administrador da Nasa, Bill Nelson.

"Ambas as alternativas propostas resultarão em uma versão da missão consideravelmente mais enxuta, ágil e econômica", acrescentou Nelson, que deixará o cargo quando o presidente eleito Donald Trump for empossado neste mês.

Representação artística mostra a técnica do "guindaste voador" baixando o rover Curiosity da Nasa em Marte. A agência espacial cogita usar essa mesma técnica para trazer rochas marcianas à Terra. — Foto: Nasa/JPL-Caltech
Representação artística mostra a técnica do "guindaste voador" baixando o rover Curiosity da Nasa em Marte. A agência espacial cogita usar essa mesma técnica para trazer rochas marcianas à Terra. — Foto: Nasa/JPL-Caltech

Antes dos entraves, a Nasa tinha a intenção de levar um novo robô para Marte que seria construído pela ESA, a agência espacial europeia, e que transportaria os materiais científicos coletados pelo robô Perseverance até um foguete fabricado pelos americanos.

Agora, a decisão final sobre o design definitivo da missão está prevista para o próximo ano, mas a Nasa já revelou que o programa também contará com um veículo de ascensão marciano (que levará as amostras à órbita) menor que o planejado inicialmente.

Além disso, painéis solares serão substituídos por um sistema de energia nuclear, permitindo que o equipamento funcione mesmo durante as temidas tempestades de poeira marcianas. As amostras, coletadas pelo Perseverance, estão guardadas em 30 tubos.

Em um comunicado, Nicky Fox, líder da Diretoria de Missão Científica da Nasa, ressaltou que o retorno do material permitirá aos cientistas estudar a história geológica e climática de Marte em laboratórios de ponta na Terra.

"Isso também nos preparará para enviar com segurança os primeiros exploradores humanos a Marte", acrescentou.

Robô Curiosity envia imagem de 'cartão postal' de Marte

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