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domingo, 9 de junho de 2024

Por que o Oceano Pacífico é mais alto que o Atlântico - e como isso afeta o Canal do Panamá

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A maioria das pessoas fica surpresa ao saber que as águas que banham o Chile, o Peru, o Equador ou a Colômbia são mais altas que as da Argentina, do Brasil ou do Uruguai.
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TOPO
Por Cristina J Orgaz

Postado em 09 de junho de 2024 às 08h25m

#.*Post. - N.\ 11.229*.#

Entre o Oceano Pacífico e o Oceano Atlântico existe uma diferença de altura de cerca de 20 centímetros.

E embora possa parecer uma diferença sútil, tem implicações importantes para a circulação oceânica, o clima global, a navegação e até mesmo grandes obras de engenharia como o Canal do Panamá.

Isto é levado em consideração para estabelecer rotas de navios, operações petrolíferas offshore, pesca, busca e salvamento, contramedidas para derramamentos de óleo e operações marítimas.

Você pode se surpreender ao saber que as águas que banham o Chile, o Peru, o Equador ou a Colômbia são mais altas que as da Argentina, do Brasil ou do Uruguai.

Os oceanos Atlântico e Pacífico se conectam e formam uma massa contínua de água salgada que cobre mais de 71% da superfície da Terra.

Mas se ela é contínua, como os cientistas sabem que existe uma diferença de altura?

Os oceanos Atlântico e Pacífico se conectam e formam uma massa contínua de água salgada que cobre mais de 71% da superfície da Terra — Foto: Getty Images/Via BBC
Os oceanos Atlântico e Pacífico se conectam e formam uma massa contínua de água salgada que cobre mais de 71% da superfície da Terra — Foto: Getty Images/Via BBC

A altura do mar é um parâmetro que pode ser estudado do espaço, explica Susannah Buchan, oceanógrafa e professora visitante da Universidade de Concepción, no Chile, à BBC Mundo.

Com os satélites você pode estudar temperatura, clorofila... São parâmetros que costumamos ver do espaço para entender diferentes processos físicos que acontecem no oceano e que impactam a biologia marinha, acrescenta.

Para obter uma visão completa da topografia marinha, além da rede de marégrafos que determinam o nível do mar em pontos específicos, os cientistas utilizam medições de satélite.

Satélites de altimetria, como o da NASA e o Jason-3 da Agência Espacial Europeia, enviam pulsos de radar em direção à superfície do mar e medem o tempo que leva para o sinal retornar.

Esta informação permite calcular a altura da superfície do oceano com uma precisão de alguns centímetros.

Os dados, recolhidos ao longo de décadas, permitem a criação de modelos detalhados da superfície do mar, revelando variações de altura à escala global.

Há uma combinação de vários elementos que explicam essa diferença.

Alguns influenciam mais do que outros. As marés ou a atividade vulcânica subaquática, por exemplo, podem afetar temporariamente a altura do mar.

Mas existem forças que tornam a diferença de altura permanente. Confira, a seguir, algumas delas.

A densidade

O exemplo mais conhecido que os especialistas recorrem para explicar este fenômeno é o da água e do azeite. Se colocarmos os dois elementos num copo, vemos imediatamente que o óleo – que é menos denso – flutua.

"É muito simples. O exemplo do azeite mostra isso, mas se transferirmos para o que acontece no oceano, digamos que colocamos água salgada em um copo e água doce no outro e conectamos os dois recipientes no fundo com um mangueira pequena", indica Osvaldo Ulloa, diretor do Instituto Millennium de Oceanografia do Chile e também acadêmico da Universidade de Concepción.

Então, poderia-se pensar que a água salgada e a água doce se encontrariam no ponto médio, mas não é o caso. Elas vão se mover um pouco em direção à água mais doce, porque as pressões vão compensar, explica.

Essa densidade, que causa a diferença de altura, se deve à salinidade: o Atlântico é mais salgado que o Pacífico.

A verdade é que se poderia pensar que, como os oceanos estão ligados, deveriam estar ao mesmo nível. Mas o Atlântico é mais baixo e isso tem a ver com a densidade. O Atlântico é mais denso que o Pacífico, Então, as pressões vão se equilibrar na profundidade. A parte mais densa empurrará um pouco mais a parte menos densa."

Neste ponto, a cordilheira que atravessa a América assume um papel especial.

A Cordilheira dos Andes, a Cordilheira Costeira, as Montanhas Rochosas na América do Norte, geram uma barreira que provoca mais chuvas no Oceano Pacífico e o torna menos salgado, afirma o especialista.

Esta menor salinidade do Oceano Pacífico contribui para a diferença de altitude.

Os estudos mais recentes mostram que as chuvas são maiores no Pacífico. A salinidade é uma compensação entre o que evapora e o que chove, ou seja, a água que entra e a água que sai, afirma.

A temperatura

Outro fator que contribui para a diferença de altura é a temperatura da água, por ser outra propriedade física que afeta a densidade.

A água quente é menos densa que a água fria e as diferenças de temperatura entre os oceanos podem gerar variações no nível do mar.

O Pacífico tem uma temperatura média ligeiramente superior à do Atlântico, o que o torna um pouco menos denso.

E vamos lembrar: menos denso significa mais alto.

A topografia

A topografia do fundo do mar também desempenha um papel na distribuição da água e, portanto, no nível do mar.

Nas áreas mais profundas, as fossas oceânicas – como a Fossa das Marianas – descem até mais de 11 quilômetros.

Montes submarinos e cadeias de montanhas atuam como obstáculos no caminho da água em movimento.

O oceano tem muitas estruturas internas que modulam fundamentalmente a vida no mar. E então, essas mudanças no nível do mar passam por muitos desses processos oceanográficos, diz Buchan.

É assim que as cordilheiras subaquáticas, as planícies abissais e as fossas oceânicas podem influenciar a circulação oceânica e gerar variações na altura do mar.

Os padrões do vento

Especificamente na América Latina estamos testemunhando outro processo que tem a ver com a pressão atmosférica e os ventos associados à corrente de Humboldt, que é uma corrente fria, afirma o professor da Universidade de Concepción.

Você pode imaginar que no Pacífico temos basicamente ventos que empurram a água do Chile em direção à Indonésia. E isso também significa que entre o Chile, o Peru e a Indonésia, do outro lado, a altura do mar varia devido a esse processo de vento.

A altura é influenciada pelas mudanças climáticas e a subida do nível do mar?

Dados de altimetria com satélites mostram que a elevação do nível do mar não é simétrica. Por exemplo, na costa do Chile o mar praticamente ainda não subiu, ao contrário do que está acontecendo na Austrália ou do outro lado do Pacífico", diz Ulloa.

E isso se deve, diz ele, ao fato de o oceano estar aquecendo de uma forma não homogênea.

Ou seja, quando falamos de alterações climáticas, não podemos pensar que irão afetar todas as regiões da mesma forma. Há regiões que serão mais afetadas e outras menos, afirma.

Como afeta o Canal do Panamá

A hidrovia navegável mais famosa da América também é afetada pela diferença de altura entre o Pacífico e o Atlântico, os dois oceanos que liga através do seu sistema de eclusas que permitem a navegação dos navios, unindo as duas partes navegáveis ​​com níveis diferentes.

Se o canal fosse de mar aberto e não contivesse eclusas, ou seja, se houvesse de alguma forma uma comunicação direta, então se formaria uma corrente que fluiria do Pacífico menos denso para o Atlântico.

O encontro criaria uma corrente que tornaria a navegação perigosa porque as marés de ambos os lados teriam fases opostas em cada costa do Panamá, portanto, se houvesse um canal ao nível do mar, haveria grandes correntes de maré através dele, explica o Centro Nacional de Oceanografia do Reino Unido.

Uma analogia, embora imperfeita porque existem muitos outros fatores, é uma comparação entre o Panamá e a passagem de Drake, no extremo sul do Chile, que tem um fluxo de oeste para leste, acrescenta o site do serviço.

"As eclusas são necessárias no Canal do Panamá porque o canal sobe colinas e usa lagos de montanha. Portanto, as eclusas seriam necessárias mesmo que o nível do mar fosse o mesmo em ambos os lados."

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sábado, 8 de junho de 2024

Praias sob risco de erosão: entenda fatores que levaram o Brasil a perder 15% da faixa de areia em 30 anos

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Encolhimento é causado pela erosão, resultado da ocupação das áreas que deveriam servir para "estocar" areia. Com ocupação da orla, ciclo natural do "balanço sedimentar" fica comprometido.
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Por Poliana Casemiro, g1

Postado em 08 de junho de 2024 às 07h05m

#.*Post. - N.\ 11.228*.#

Imagem aérea do Pontal de Maracaípe, em Ipojuca-PE, que mostra o muro de coqueiros instalado no local — Foto: Reprodução/Relatório Ibama
Imagem aérea do Pontal de Maracaípe, em Ipojuca-PE, que mostra o muro de coqueiros instalado no local — Foto: Reprodução/Relatório Ibama

O Brasil tem uma faixa litorânea de mais de sete mil quilômetros, com praias de Norte ao Sul do país. O litoral é o que fez o país ser mundialmente conhecido pelas suas belezas naturais, águas cristalinas, calor e água de coco. No entanto, a erosão causada por ocupação e por fatores ambientais ameaçam esse patrimônio.

Segundo o MapBiomas, uma rede de pesquisadores e entidades, 15% de toda a faixa de areia do país foi completamente engolida nos últimos 30 anos. Isso é uma área de mais de três mil estádios do Maracanã, por exemplo.

Os dados mostram que os maiores responsáveis por isso foram a especulação imobiliária e a construção da infraestrutura urbana para atender quem mora beira-mar.

Dos 70 mil hectares, 68 mil desapareceram por construções e obras para o avanço urbano.

E como isso aconteceu? Com a erosão, que é o processo de encolhimento das faixas de areia.

  • A areia que existe na praia depende de um ciclo natural que se chama balanço sedimentar.
  • As marés levam, mas também trazem areia. Esse sedimento fica "estocado" na praia.
  • No entanto, as construções estão atingindo essas áreas de "estoque", aumentando a erosão.

No infográfico abaixo, o g1 explica o quanto desapareceu, como isso aconteceu e quais os impactos.


Justiça proíbe governo de PE de derrubar muro que dificulta acesso à praia no Pontal de Maracaípe












PEC das Praias

O impacto do aumento da urbanização na faixa costeira é uma das principais discussões sobre a PEC das Praias. A proposta que mudar a regra e transferir da União para a iniciativa privada e municípios as áreas de marinha, que são os terrenos beira-mar. Recentemente, Luana Piovani e Neymar protagonizaram uma treta online por causa da PEC e construções na orla. (Entenda aqui)

Com a regulamentação como é, a especulação imobiliária no litoral já afeta as praias pelo país, e o que os especialistas pontuam é que isso pode piorar o cenário.

Quem tem propriedade beira-mar vai poder murar e isso vai aumentar a erosão. Se a erosão aumenta, a pessoa vai construir um muro ainda maior para evitar que a área dela seja atingida e isso só vai agravar. Com isso, não vamos mais ter que discutir privatização de praia porque a praia vai desaparecer.
— Alexander Turra, professor titular do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo e coordenador da Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano

O projeto entra na esteira de outras propostas e projetos que tramitam no Congresso e que afetam o Meio Ambiente, chamado pelos especialistas de "pacote da destruição". A lista inclui projetos como o que permite obras de irrigação em áreas de preservação e mudanças na lei do licenciamento ambiental.

Desde o início do ano, o Ministério do Meio Ambiente tem enfrentado uma sangria com o legislativo e a aprovação da PEC, para especialistas, significa mais uma perda na queda de braço.

"A aprovação representaria uma perda imensa, uma derrota. Temos a questão ambiental, mas também econômica do país. O turismo é um pilar da nossa economia e que acontece pelo atrativo do litoral", explica Alexander Turra.

O g1 conversou com a diretora da área de oceanos do Ministério do Meio Ambiente, Ana Paula Prates, que disse que a pasta é contra a proposta e que está articulando com o governo para impedir que o projeto passe.

Somos contra a PEC e estamos com o governo articulando para impedir que ela passe. Essa proposta vai na contramão porque coloca as pessoas em risco. Essas são áreas que deveriam estar sendo resguardadas por causa do aumento do nível do mar e dos extremos. Os terrenos beira-mar já são áreas de risco.
— Ana Paula Prates, diretora da área de oceanos no Ministério do Meio Ambiente

Luana Piovani e Neymar trocam farpas sobre PEC das praias

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Pesquisadores encontram vírus gigantes na camada de gelo da Groenlândia pela 1ª vez

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A descoberta foi anunciada por cientistas da Universidade de Aarhus, da Dinamarca, num artigo publicado na revista "Microbiome", e pode ter implicações para o estudo do derretimento de gelo no Ártico.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 08 de junho de 2024 às 05h00m

#.*Post. - N.\ 11.227*.#

Uma parte da camada de gelo da Groenlândia escurecida devido a presença de algas. — Foto: Shunan Feng
Uma parte da camada de gelo da Groenlândia escurecida devido a presença de algas. — Foto: Shunan Feng

Pela primeira vez, pesquisadores encontraram vírus gigantes na camada de gelo da Groenlândia que infectam algas, potencialmente regulando seu crescimento.

A descoberta foi anunciada por cientistas da Universidade de Aarhus, da Dinamarca, em um artigo publicado na revista "Microbiome", e pode ter implicações para o estudo do derretimento de gelo no Ártico (entenda mais abaixo).

Segundo o estudo, esses vírus medem aproximadamente 2,5 micrômetros. Para comparação, vírus comuns têm entre 20 e 200 nanômetros (1 nanômetro = 0,001 micrômetro), enquanto as bactérias geralmente medem entre 2 e 3 micrômetros.

Micro-organismos com tamanhos do tipo foram primeiramente descobertos em 1981, quando pesquisadores os encontraram no oceano.

Esses vírus especializaram-se em infectar algas verdes marinhas. Mais tarde, foram encontrados em solo terrestre e até mesmo em seres humanos. No entanto, esta é a primeira vez que vírus gigantes são encontrados habitando a superfície de gelo e a neve dominada por microalgas na Groelândia.

Uma das amostras onde os pesquisadores encontraram os vírus gigantes. À primeira vista, parece só água suja, mas o saco está cheio de microorganismos, sendo um deles as algas do gelo que escurecem. — Foto: Laura Perini
Uma das amostras onde os pesquisadores encontraram os vírus gigantes. À primeira vista, parece só água suja, mas o saco está cheio de microorganismos, sendo um deles as algas do gelo que escurecem. — Foto: Laura Perini

Os pesquisadores encontraram esses vírus incomuns durante campanhas de amostragem na Groenlândia, incluindo locais como o lado sul da camada de gelo e três glaciares no lado leste.

As amostras foram coletadas de sedimentos de criocônitos (poeira encontrada na superfície de uma geleira), tarolos de gelo e em camadas de neve verde e vermelha (um tipo de neve colorida por um crescimento de algas).

A principal hipótese deles é de que esses vírus se alimentem das algas presentes nessas neves e possam funcionar como um mecanismo de controle natural de suas florações.

☀️ 🧊 Um achado bastante importante, visto que o escurecimento da superfície do gelo devido às algas reduz a capacidade da calota polar de refletir a luz solar, e controlar o crescimento dessas algas pode ajudar a manter a quantidade de radiação refletida e retardar esse processo.

"Ainda sabemos pouco sobre esses vírus, mas acredito que eles possam ser úteis para reduzir o derretimento do gelo causado pelas florações de algas. Não sabemos quão específicos e eficientes eles são, mas ao estudá-los mais a fundo, esperamos responder a essas perguntas", diz a pós-doutora Laura Perini, do Departamento de Ciência Ambiental da Universidade de Aarhus.

Apesar de serem gigantes, esses vírus não podem ser vistos a olho nu, e os cientistas ainda não conseguiram visualizá-los nem mesmo com um microscópio óptico.

🧬🦠 A descoberta foi realizada somente por causa da análise do DNA nas amostras coletadas. Ao examinar esse extenso conjunto de dados em busca de genes específicos, os pesquisadores encontraram sequências semelhantes a de vírus gigantes já conhecidos.

E para garantir que o DNA viral não fosse de microrganismos mortos há muito tempo, eles também extraíram todo o mRNA das amostras, moléculas que funcionam como instruções para construir as proteínas que o vírus requer. Se elas estiverem presentes, o vírus está ativo.

No total do mRNA sequenciado das amostras, encontramos os mesmos marcadores presentes no total do DNA, então sabemos que eles foram transcritos. Isso significa que os vírus estão vivos e ativos.
— Laura Perini, pós-doutora do Departamento de Ciência Ambiental da Universidade de Aarhus.
As algas escurecem o gelo, o que faz com que ele reflita menos luz solar e derreta mais rapidamente. — Foto: Laura Perini
As algas escurecem o gelo, o que faz com que ele reflita menos luz solar e derreta mais rapidamente. — Foto: Laura Perini

Agora os cientistas esperam que, com mais estudos, possam entender melhor os vírus gigantes e seu papel no ecossistema do Ártico.

Uma questão superimportante visto que as altas temperaturas que vem sendo registradas globalmente contribuem para uma das menores extensões de gelo marinho já observadas na região.

"Ainda este ano, lançaremos outro estudo científico com mais informações sobre os vírus gigantes infectando microalgas cultivadas na superfície do gelo da Groenlândia", destacou Perini.

VÍDEO: Por que não existem pinguins no Polo Norte?

Por que não existem pinguins no Polo Norte?

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quinta-feira, 6 de junho de 2024

Cientistas usam equipamento inovador para medir derretimento de geleiras nos Andes

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Dispositivo poderá aferir em tempo real a massa dos glaciares da Bolívia
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Monica Machiacoda Reuters
06/06/2024 às 18:57
Postado em 06 de junho de 2024 às 19h45m

#.*Post. - N.\ 11.226*.#

Cientistas bolivianos monitoram derretimento de geleiras com nova tecnologia
Cientistas bolivianos monitoram derretimento de geleiras com nova tecnologia Gerd Dercon / Agência Internacional de Energia Atômica

Cientistas na Bolívia vão utilizar um novo equipamento para rastrear mudanças em geleiras de forma ultraveloz.

Um dispositivo instalado no pico Huayna Potosí vai medir em tempo real a massa dos glaciares, sendo uma alternativa a métodos mais antigos, que entregam resultados muito mais lentos.

Edson Ramírez, especialista em geleiras na Universidade Mayor de San Andrés, na Bolívia, afirmou que o equipamento pode fazer medições de hora em hora da massa glaciar, em comparação com métodos clássicos que só podem realizar leituras mensais ou anuais.

O tempo que levaremos para fazer [a análise] é muito pequeno ou em tempo real, disse.

Ele acrescentou que as medições podem ajudar a calcular as taxas de derretimento ou quanto de vida uma geleira ainda tem.

As geleiras têm um papel fundamental no abastecimento de água nos Andes, e estudos mostraram que elas fornecem cerca de 27% da água na região de Cordillera Real, na Bolívia, durante a temporada de seca.

Ondas de calor e secas têm pressionado os sistemas de abastecimento de água na América do Sul, tornando a medição mais precisa das geleiras uma ferramenta crucial.

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Nvidia ultrapassa Apple e é a segunda empresa mais valiosa do mundo

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Ações da fabricante de chips eram negociadas em alta de 5%, dando à Nvidia um valor de mercado de US$ 3 trilhões
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Reuters
05/06/2024 às 17:07 | Atualizado 05/06/2024 às 22:12
Postado em 06 de junho de 2024 às 06h00m

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Logo da Nvidia em sua sede em Santa Clara, CalifórniaLogo da Nvidia em sua sede em Santa Clara, Califórnia Maio de 2022. NVIDIA/Divulgação via REUTERS

A Nvidia está se preparando para desdobrar suas ações na proporção de dez para um, a partir de 7 de junho, uma medida que pode aumentar sua atratividade para investidores individuais.

A alta no valor de mercado da Nvidia, acima da capitalização de mercado da Apple, representa uma mudança no Vale do Silício, no qual a empresa cofundada por Steve Jobs tem dominado desde o lançamento do iPhone em 2007.

As ações da Nvidia fecharam em alta de 5,2%, a US$ 1.224,40, dando à companhia um valor de mercado de 3,012 trilhões de dólares. O valor de mercado da Apple estava em US$ 3,003 trilhões, após seus papéis subirem 1,9%.

A Microsoft, sediada em Redmond, Washington, permaneceu como a empresa mais valiosa do mundo, com um valor de mercado de US$ 3,15 trilhões. Suas ações avançaram 1,9%.

A Nvidia está ganhando dinheiro com IA agora, enquanto empresas como Apple e Meta estão gastando em IA, disse Jake Dollarhide, CEO da Longbow Asset Management.

O papel da Nvidia já acumula alta de 147% este ano, com a demanda por seus processadores de última geração superando em muito a oferta, enquanto Microsoft, Meta e Alphabet correm para desenvolver suas capacidades de computação de IA e dominar a tecnologia.

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