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terça-feira, 19 de setembro de 2023

Bloqueio, bolha ou cúpula: como evento agravado pelo El Niño e pela Crise do Clima causa onda de calor

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Temperatura está 5ºC acima da média em alguns estados neste fim de inverno: Criciúma bateu 40,7°C. País está sob efeito de fenômeno que impede o avanço das massas de ar frio, o que causa mais chuva no RS.
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Por Júlia Putini, Mariana Garcia, g1

Postado em 19 de setembro de 2023 às 06h10m

#.*Post. - N.\ 10.953*.#

Rio Grande do Sul tem previsão de mais chuva nesta terça-feira
Rio Grande do Sul tem previsão de mais chuva nesta terça-feira

Bolha de ar quente ou "cúpula" são formas simplificadas de nomear o fenômeno que faz estados do Centro-Sul do Brasil sofrerem com uma onda de calor. Ela já causa efeitos e vai se agravar até o fim de semana.

Tecnicamente, os meteorologistas dizem que há um "bloqueio atmosférico" em atuação: uma área de alta pressão no centro do país que está ganhando força e que impede a entrada das massas de ar frio. O calorão de agora é diferente do visto na terceira semana de agosto, que foi logo sucedido por uma frente fria.

Sem novas frentes frias fortes o suficiente para quebrar o bloqueio, as temperaturas nestes últimos dias do inverno já estão cinco graus acima da média climatológica em alguns estados e esse número pode subir para 10°C a partir de sexta (área em vermelho no mapa abaixo).

Final do inverno pode ter recordes de temperatura no país — Foto: Arte g1
Final do inverno pode ter recordes de temperatura no país — Foto: Arte g1

Fatores que ampliam o calorão

Mas bloqueios atmosféricos são comuns. O que faz o atual virar motivo de preocupação são os fatores listados abaixo:

  1. El Niño atípico: o fenômeno que está mais intenso neste ano: ele aquece as águas do Oceano Pacífico e freia a atuação de frentes frias no Brasil; ele dá força para o bloqueio atmosférico;
  2. Aquecimento global: especialistas afirmam que a queima de combustíveis fósseis torna eventos extremos (ciclones, enchentes e etc.) mais prováveis, e que ondas de calor recentes na Europa teriam sido praticamente impossíveis sem as mudanças climáticas;
  3. Setembro: é naturalmente um mês de altas temperaturas no centro do Brasil devido à combinação do final do período seco e ao aumento da radiação solar.
1 - O El Niño atípico

De acordo Cesar Soares, meteorologista da Climatempo, as ondas de calor vistas neste ano no Brasil são sim potencializadas pelo fenômeno climático El Niño. "Ele faz com que poucas massas de ar de origem polar consigam avançar pelo Brasil, dessa forma esquenta bastante", afirma Soares.

O meteorologista do Cemaden Giovani Dolif afirma que o atual cenário de El Niño (e aquecimento global) sinaliza que podemos ter temperaturas acima da média tanto na primavera quanto no verão. "A previsão de pico do El Niño é no final do ano. Ele só deve perder força no meio do semestre do ano que vem", afirma Dolif.

Ainda em maio, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgado comunicado alertando para o risco de o El Niño provocar recordes de temperatura pelo mundo em 2023. O verão no Hemisfério Norte (junho, julho e agosto) já foi o mais quente da história e ano deve bater o mesmo recorde.

2 - Aquecimento global

"Temos a combinação de duas coisas: o El Niño e a mudança climática global. O planeta está bem quente, julho bateu o recorde do mês mais quente já registrado na Terra, os oceanos estão mais quentes", resume o meteorologista Giovani Dolif.

Eventos extremos do clima sempre existiram e existirão, mas os cientistas da área afirmam que a influência da atividade humana no clima é responsável por aumentar a probabilidade de suas ocorrências e já cravam que, sem o aquecimento global, algumas ondas de calor seriam improváveis.

Entre muitos cientistas que analisam o tema, a World Weather Attribution (WWA) conduz análises de atribuição de eventos meteorológicos globais. A WWA já aponta que a correlação entre extremos de temperatura e o aquecimento global é mais direta do que no caso das grandes tempestades ou acumulados de chuva.

Sem o aquecimento global, os recentes recordes de 40 ºC no Reino Unido seriam praticamente impossíveis, assim como a onda de calor de 2021 na América do Norte, indicam as análises da WWA. A mudança climática tornou 30 vezes mais prováveis as ondas de calor mortal precoces do ano corrente, na Índia e no Paquistão, de acordo com a WWA.

3 - Setembro: seco e com mais sol

O especialista Giovani Dolif, do Cemaden, lembra que setembro é um mês onde tipicamente as temperaturas são mais altas em boa parte do centro do país, uma combinação de final de período seco e aumento da radiação solar.

"O mínimo que recebemos do sol é no final de junho, quando começa o inverno, quando temos a menor energia do sol. Já o pico máximo é no final de dezembro. Em setembro começamos a sentir o sol com mais intensidade e como é o final da estação seca, não temos umidade", afirma Dolif.

Cesar Soares lembra que, desde o domingo, as temperaturas em parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste estão bem elevadas, mais de 5 graus acima da média climatológica. "Isso faz com que a gente configure uma condição de onda de calor, afinal a previsão indica que tais temperaturas devem permanecer até pelo menos o fim dessa semana", afirma.

Próximos dias

O panorama previsto pelos meteorologistas do Inmet aponta uma possível piora da situação a partir de sexta-feira (22). As temperaturas máximas devem passar dos 40°C em áreas das regiões Centro-Oeste e Norte, além do interior de São Paulo. Na capital paulista são esperadas temperaturas máximas acima dos 35°C a partir de sexta.

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Cesar Soares, meteorologista da Climatempo, diz que, novamente, as nuvens carregadas com chuva estão todas voltadas para o Rio Grande do Sul, estado que tem previsão de novos temporais nesta semana.

Marcelo Martins, meteorologista do Cemaden, diz que, na região, o calor dá uma pequena trégua a partir desta terça-feira (19), com cobertura de nuvens, chuva, vento o risco de temporais. Na de quinta-feira (21) volta esquentar.

Em Criciúma, na segunda-feira, os termômetros bateram 40,7°C. O segundo recorde de calor para a região foi em Joinville, em agosto, com 38,7°C.

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domingo, 17 de setembro de 2023

Mais proteico, anti-inflamatório e sustentável, hambúrguer de grilo feito no Brasil promete ganhos à saúde e ao meio ambiente🦗

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Pesquisadores de universidades de São Paulo e Mato Grosso apontam benefícios da inclusão da farinha do inseto na composição do alimento à indústria e no combate à fome.
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Por Claudia Assencio, g1 Piracicaba e Região

Postado em 17 de setembro de 2023 às 09h00

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Hambúrguer feito à base de farinha de grilo é desenvolvido por pesquisadores de universidades de São Paulo e Mato Grosso — Foto: Reprodução/Camila de Souza Paglarini/Arquivo pessoal
Hambúrguer feito à base de farinha de grilo é desenvolvido por pesquisadores de universidades de São Paulo e Mato Grosso — Foto: Reprodução/Camila de Souza Paglarini/Arquivo pessoal

Mais proteico, com ação antioxidante, produção com menor custo e menos impacto ambiental. Assim os cientistas brasileiros descrevem o hambúrguer de grilo. O estudo, em desenvolvimento por pesquisadores de universidades de São Paulo e do Mato Grosso, em conjunto, apontou alguns benefícios que a inclusão da farinha do inseto na composição do alimento podem gerar para a indústria e também na busca pelo combate à fome.

A professora doutora Patrícia Milano é uma das pesquisadoras do projeto e responsável por desenvolver a farinha de grilo, que é a base da composição do hambúrguer.

Patrícia é PhD em Entomologia pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), o campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP) e desenvolve pesquisas no aprimoramento das farinhas de insetos como grilo e tenébrio molitor, conhecido como bicho-da-farinha.

A inclusão de insetos na alimentação ainda é incomum no Brasil, mas, como ressalta a pesquisadora, há mais de uma década o hábito de comer insetos, também chamado de entomofagia, ganhou força depois que a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) incentivou a prática.

"Desde então, uma verdadeira corrida para verificar a eficácia dos insetos no combate a fome foi iniciada, principalmente na Europa. Insetos como grilos, gafanhotos e o besouro tenébrio, na fase larval, estão entre os mais utilizados em forma de farinha, pelas indústrias e empresas fabricantes de uma infinidade de produtos como macarrão, bolachas, chocolates, barrinhas de cereais, entre outros tipos de alimentos", explica a pesquisadora.

Devido ao Teor proteico destes insetos que pode variar de 67 a 45%, a capacidade antioxidante e o aproveitamento das proteínas destes organismos de até 93%, explica Patrícia Milano — Foto: Reprodução/Patrícia Milano/Arquivo pessoal
Devido ao Teor proteico destes insetos que pode variar de 67 a 45%, a capacidade antioxidante e o aproveitamento das proteínas destes organismos de até 93%, explica Patrícia Milano — Foto: Reprodução/Patrícia Milano/Arquivo pessoal

Mais proteico e antioxidante

A pesquisadora Patrícia explica que, devido ao teor proteico destes insetos, que pode variar de 67% a 45%, a capacidade antioxidante e o "aproveitamento das proteínas destes organismos são de até 93%, como acontece com a espécie gryllus assimilis, espécie que ocorre no Brasil", enfatiza.

"Cientistas têm investigado a utilização da farinha destes insetos em produtos como hambúrgueres, salsichas, almôndegas, nuggets e híbridos que levam em sua composição carne de animais como boi e frango, porém com a adição de farinha de insetos, deixando com maior teor de proteínas", observa.

Vantagens nutricionais e ambientais

O supervisor do projeto, o professor e pesquisador Pedro Pedro Yamamoto, do Departamento de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), listou algumas das vantagens do uso de insetos na alimentação humana.

Como precisaríamos de quantidades menores de água, de energia e de espaço, principalmente, para produzi-lo, vejo uma grande vantagem na utilização do inseto na alimentação humana. Sem falar no alto teor de proteína. Com essas farinhas, podemos enriquecer alimentos. Isso também ajudaria a combater a desnutrição, especialmente de pessoas que vivem em locais onde há escassez de alimento, explica o pesquisador.

Hambúrguer feito com farinha de grilo é desenvolvido por professores e pesquisadores de universidades de São Paulo e Mato Grosso — Foto: Reprodução/Patrícia Milano/Arquivo pessoal
Hambúrguer feito com farinha de grilo é desenvolvido por professores e pesquisadores de universidades de São Paulo e Mato Grosso — Foto: Reprodução/Patrícia Milano/Arquivo pessoal

Os pesquisadores lembram que a forma de apresentação em farinha também pode ser um aspecto interessante para estimular o consumo mais generalizado do alimento, para além dos locais onde esse já um hábito cultural, já que, dessa forma, não vê o inseto.

Objetivos e desafios

Um dos objetivos da pesquisa é, no futuro, buscar aprovação nos órgãos sanitários responsáveis e, com isso, colaborar com a produção em escala do alimento, que também é um dos desafios vislumbrados no setor.

Ver o inseto, em si, pode assustar um pouco. Então, fazer da farinha de grilo a base do alimento é uma tendência. Existem muitas indústrias [plantas] produzindo inseto com essa finalidade de atender a alimentação animal e também alimentação humana. Desenvolver essa ferramenta para uso em maior escala também motivou a pesquisa, detalha o professor.

Professora e pesquisadora, doutora Patrícia Milano,  segura um grilo coberto com chocolate e lista os benefícios da farinha de grilo no enriquecimento de alimentos — Foto: Patrícia Milano/Arquivo pessoal
Professora e pesquisadora, doutora Patrícia Milano, segura um grilo coberto com chocolate e lista os benefícios da farinha de grilo no enriquecimento de alimentos — Foto: Patrícia Milano/Arquivo pessoal

No Brasil, cientistas também investigam a adição de farinha de insetos em produtos cárneos, a fim de substituir uma porcentagem de carne em produtos como salsichas e hambúrgueres.

"Recentemente, pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de alimentos da USP desenvolveram pão e salsichas utilizando farinha de larva da mosca soldado (Hermetia iIlucens) desengordurada. O Professor Marco Antônio Trindade explica que os testes em produtos como salsichas foram realizados devido ao alto consumo destes produtos no país, e o enriquecimento destes com farinha de insetos é extremamente importante na busca de produtos mais sustentáveis no combate a fome", especifica Patrícia Milano.

A professora doutora Camila de Souza Paglarini, da Universidade estadual do Mato Grosso (Unemat), que integra o projeto de pesquisa, desenvolveu, juntamente com outras pesquisadoras, um hambúrguer hibrido de carne bovina e farinha de grilo, da espécie brasileira, utilizado para alimentação animal.

Camila de Souza Paglarini é doutora em Tecnologia de Alimentos e integra pesquisa que desenvolve hambúrguer de farinha de grilo — Foto: Camila de Souza Paglarini/Arquivo pessoal
Camila de Souza Paglarini é doutora em Tecnologia de Alimentos e integra pesquisa que desenvolve hambúrguer de farinha de grilo — Foto: Camila de Souza Paglarini/Arquivo pessoal

Doutora em Tecnologia de Alimentos pela Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, Camila conta que a pesquisa com a produção do hambúrguer, especificamente, enriquecido com a farinha de grilo, foi desenvolvida no departamento de Alimentos e Nutrição da Universidade Federal de Mato Grosso- UFMT e departamento de Engenharia de Alimentos da Universidade do Estado de Mato Grosso.

"A pesquisa com insetos para elaboração de alimentos ainda é incipiente no Brasil, mas muito inovadora, promissora e sustentável. E desde então esse projeto já resultou em um capítulo de livro e um artigo em fase final de publicação", comenta.

Jejum antes do abate

Os insetos destinados à alimentação humana são criados em laboratório e passam por jejum de 24h. Eles são abatidos por congelamento e passam pelo processo de branqueamento, seguido de desidratação, para depois serem moídos e transformados em farinha.

"O hambúrguer elaborado com a adição de até 10% de farinha de grilo apresentou excelentes resultados como maior teor de proteína, maior retenção de umidade, menor encolhimento e perda de cozimento, sem afetar a oxidação lipídica das amostras e com menor impacto sensorial", explica a Professora Camila.

Os novos procedimentos, agora, com o projeto dos hambúrgueres à base de farinha de grilo, explicam as pesquisadoras, são os testes de novas porcentagens com a utilização da farinha desengordurada, na intenção de conferir mais sabor ao alimento.

Departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq, campus da USP em Piracicaba, onde parte da pesquisa com a farinha de grilo é desenvolvida — Foto: Pedro Yamamoto/Arquivo pessoal
Departamento de Entomologia e Acarologia da Esalq, campus da USP em Piracicaba, onde parte da pesquisa com a farinha de grilo é desenvolvida — Foto: Pedro Yamamoto/Arquivo pessoal

Próximos passos

Atualmente, um projeto apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e liderado por Patrícia Milano, em conjunto com pesquisadores da Esalq- USP, realiza testes de esterilização das farinhas, que estão em andamento, e buscam o aperfeiçoamento das farinhas de grilo e tenébrios.

"É preciso aperfeiçoar as técnicas de esterilização dos insetos para que possamos, no futuro próximo, conseguir não somente uma autorização da Anvisa para utilização destes produtos em vários seguimentos da indústria de alimentos", pontua.

Branqueamento e irradiação

Patrícia explica que os testes envolvem processos de branqueamento, que é fervura seguida de choque térmico em água gelada, e irradiação por ionização, processo já utilizado em produtos alimentícios, são os alvo da pesquisa.

"Embora o branqueamento seja a técnica amplamente utilizada na elaboração das farinhas de insetos em países que já a utilizam para alimentação animal e humana, países europeus na busca pela economia de água, testam a utilização da irradiação como meio de esterilização seguro nas farinhas de insetos", explica.

Protocolos

Patrícia Milano segue com as pesquisas com o objetivo de desenvolver um protocolo de criação, abate, esterilização e elaboração de farinha de grilo e tenébrio para apresentar aos órgãos como Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O apoio da Fapesp é fundamental para a conclusão de todo esse processo na obtenção de farinhas de insetos seguras para a utilização da indústria de alimentos.

Conhecimento integrado

Patrícia Milano ressalta a importância da integração de pesquisadores da área de engenharia de alimentos no projeto.

"Pesquisas como a doutora Camila Paglarini, da engenharia de alimentos, fornecem dados fundamentais para a indústria de alimentos e as porcentagens corretas de utilização das farinhas de insetos em produtos como hambúrgueres são extremamente importantes", ressalta.

Estudos revelam, segundo Patrícia Milano, que o consumo de 50 gramas de farinha de grilo por dia faz bem à saúde humana. "A farinha de grilo, além do fator proteico, possui características antioxidantes e anti-inflamatórias, podendo ainda combater a diarreia", afirma.

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FOTOS: Navio cargueiro 'movido a vento' chega ao Paraná

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Conforme a Portos do Paraná, navio deve atracar em 25 de setembro. No porto paranaense, embarcação carregará 63 mil toneladas de farelo de soja.
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Por g1 PR — Curitiba

Postado em 17 de setembro de 2023 às 07h20m

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Navio Pyxis Ocean — Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Navio Pyxis Ocean — Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O navio cargueiro Pyxis Ocean, que utiliza velas metálicas para navegar, chegou a baía de Paranaguá, no litoral paranaense. Conforme a Portos do Paraná, o navio deve atracar em 25 de setembro. Veja fotos abaixo.

A tecnologia das velas, chamada BAR Tech WindWings, foi desenvolvida pela empresa BRA Technologies em parceria com Yara Marine Technologies, com apoio da União Europeia. A proposta busca inovação e ganhos nos custos operacionais, além da redução na emissão de poluentes.

As velas do navio, segundo a empresa responsável, ajudam a reduzir as emissões de poluentes em até 30%. Por isso, ele também está sendo chamado de "navio verde".

De acordo com o Governo do Paraná, o porto em Paranaguá será o primeiro do Brasil a receber a embarcação. No porto paranaense, ele vai carregar 63 mil toneladas de farelo de soja.

  • Velas: têm 37,5 metros de altura; são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas para maior durabilidade;
  • Comprimento: 229 metros;
  • Largura: 32.26 metros;
  • Calado (profundidade do navio submersa): 8 metros
  • Peso: 43.291 toneladas;
  • Capacidade de carga: 80.962 toneladas
  • Velocidade média: 10,4 nós (19,2 km/h)
  • Velocidade máxima: 15,6 nos (28,8 km/h)
  • Data de construção: 2017

Comparando com um navio considerado Panamax, ou seja, embarcações que atingiram o tamanho limite para passar pelo Canal do Panamá até 2016, quando o canal foi ampliado, o Pyxis Ocean é um navio considerado de "tamanho médio".

Um navio Panamax deve ter, no máximo, comprimento de 294 metros, largura de 32,3 metros, com calado, ou seja, profundidade em que cada navio está submerso na água, de 12,04 metros.

A velocidade média de um Panamax carregado é de 25 km/h e a capacidade de carregamento está na faixa de 65 mil a 80 mil toneladas.

Viagem inaugural

De acordo com o Governo do Paraná, o navio partiu de Xangai, na China, no começo de agosto. Para a viagem, ele foi fretado pela empresa Cargill.

A empresa responsável diz que esta é a viagem inaugural do cargueiro. A expectativa é que ela seja "uma virada" para a indústria marítima na redução do consumo de combustível e pegada de carbono.

Estima-se, atualmente, que a indústria marítima seja responsável por cerca de 2,1% das emissões globais de dióxido de carbono (CO2).

As velas

Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean Transportation, explicou à BBC o funcionamento das velas.

Enquanto a embarcação está no porto, as velas ficam dobradas. Depois de zarpar, elas são abertas.

Os equipamentos têm 37,5 metros de altura e são construídas com o mesmo material das turbinas eólicas, o que as torna mais duráveis, segundo a empresa.

📷 Veja fotos do navio no Paraná

Navio Pyxis Ocean — Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Navio Pyxis Ocean — Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná


Navio Pyxis Ocean — Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Navio Pyxis Ocean — Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná


Navio Pyxis Ocean — Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Navio Pyxis Ocean — Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

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sábado, 16 de setembro de 2023

Flagrante de falcão atacando pelicano vence concurso de fotos de aves; veja premiados

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Fotógrafo dos Estados Unidos conta que levou quatro anos para conseguir capturar imagem rara. Competição recebeu mais de 20 mil fotos de diversas partes mundo.
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Por g1

Postado em 16 de setembro de 2023 às 08h05m

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A imagem de um falcão atacando um pelicano que se aventurou muito perto do seu ninho venceu um concurso mundial de fotos de aves. A edição de 2023 do "Bird Photographer of the Year" recebeu mais de 20 mil fotos de fotógrafos de vários lugares do mundo.

O responsável pelo flagrante foi Jack Zhi, dos Estados Unidos, que fez o registro no Sul da Califórnia. Ele disse que, por quatro anos, tentou capturar essa imagem rara.

Eu amo os olhos do pelicano nesta imagem, surpreso e assustado. A ação foi rápida e acabou em um piscar de olhos.
— Jack Zhi, fotógrafo vencedor do concurso

Com o objetivo de estimular a preservação das espécies, o concurso apoia financeiramente projetos de conservação de aves.

Abaixo, veja as fotos premiadas:

Comportamento de aves

'Pegue o touro pelos chifres'  - Falcão-peregrino ataca um pelicano que chegou perto do seu ninho. Foto vencedora do prêmio principal e também da categoria Comportamento de Aves.  — Foto: Jack Zhi/Bird Photographer of the Year
'Pegue o touro pelos chifres' - Falcão-peregrino ataca um pelicano que chegou perto do seu ninho. Foto vencedora do prêmio principal e também da categoria Comportamento de Aves. — Foto: Jack Zhi/Bird Photographer of the Year


'Mergulho de pesca do patola-de-pés-azuis' - Levou prata na categoria Comportamento de Aves — Foto: Henley Spiers/Bird Photographer of the Year
'Mergulho de pesca do patola-de-pés-azuis' - Levou prata na categoria Comportamento de Aves — Foto: Henley Spiers/Bird Photographer of the Year


'Amor de mãe' - Bronze na categoria Comportamento de Aves — Foto: Qiuqing Mu/Bird Photographer of the Year
'Amor de mãe' - Bronze na categoria Comportamento de Aves — Foto: Qiuqing Mu/Bird Photographer of the Year

Melhor Retrato
'Verde brilhante' - Foto vencedora na categoria Melhor Retrato — Foto: Nicolas Reusens/Bird Photographer of the Year
'Verde brilhante' - Foto vencedora na categoria Melhor Retrato — Foto: Nicolas Reusens/Bird Photographer of the Year


'Meta parental' - Prata na categoria Melhor Retrato — Foto: Thomas Vijayan/Bird Photographer of the Year
'Meta parental' - Prata na categoria Melhor Retrato — Foto: Thomas Vijayan/Bird Photographer of the Year


'Tempestade chegando' - Bronze na categoria Melhor Retrato — Foto: Jake Levin/Bird Photographer of the Year
'Tempestade chegando' - Bronze na categoria Melhor Retrato — Foto: Jake Levin/Bird Photographer of the Year

Aves em voo

'Espada voadora' - Foto vencedora na categoria Aves em voo — Foto: Rafael Armada/Bird Photographer of the Year
'Espada voadora' - Foto vencedora na categoria Aves em voo — Foto: Rafael Armada/Bird Photographer of the Year


'Flamingos do planeta verde' - Prata na categoria Aves em voo — Foto: Paul Mckenzie/Bird Photographer of the Year
'Flamingos do planeta verde' - Prata na categoria Aves em voo — Foto: Paul Mckenzie/Bird Photographer of the Year


'Voo do bacurau-norte-americano' - Bronze na categoria Aves em voo — Foto: Richard Sanchez/Bird Photographer of the Year
'Voo do bacurau-norte-americano' - Bronze na categoria Aves em voo — Foto: Richard Sanchez/Bird Photographer of the Year

Aves Urbanas
'Um momento de oração' - Foto vencedora na categoria Aves Urbanas — Foto: Arto Leppänen/Bird Photographer of the Year
'Um momento de oração' - Foto vencedora na categoria Aves Urbanas — Foto: Arto Leppänen/Bird Photographer of the Year


'Paraíso urbano' - Prata na categoria Aves Urbanas — Foto: Xiaoke Wang/Bird Photographer of the Year
'Paraíso urbano' - Prata na categoria Aves Urbanas — Foto: Xiaoke Wang/Bird Photographer of the Year


'Amanhecer na porta da casa da fazenda' - Bronze na categoria Aves Urbanas — Foto: Julian Fernandez Quilez/Bird Photographer of the Year
'Amanhecer na porta da casa da fazenda' - Bronze na categoria Aves Urbanas — Foto: Julian Fernandez Quilez/Bird Photographer of the Year

Fotos de aves engraçadas

'Não há saída' - Imagem vencedora na categoria de fotos de aves engraçadas — Foto: Antonio Aguti/Bird Photographer of the Year
'Não há saída' - Imagem vencedora na categoria de fotos de aves engraçadas — Foto: Antonio Aguti/Bird Photographer of the Year


'Mais peixes, por favor!' - Prata na categoria de fotos de aves engraçadas — Foto: Levi Fitze/Bird Photographer of the Year
'Mais peixes, por favor!' - Prata na categoria de fotos de aves engraçadas — Foto: Levi Fitze/Bird Photographer of the Year


'Carcará-do-norte exibido' - Bronze na categoria de fotos de aves engraçadas — Foto: Ann Gillis/Bird Photographer of the Year
'Carcará-do-norte exibido' - Bronze na categoria de fotos de aves engraçadas — Foto: Ann Gillis/Bird Photographer of the Year

Conservação
'Não faça guerra' - Foto vencedora na categoria Conservação — Foto: Ewan Heath-Flynn/Bird Photographer of the Year
'Não faça guerra' - Foto vencedora na categoria Conservação — Foto: Ewan Heath-Flynn/Bird Photographer of the Year


'Olho no olho' - Prata na categoria Conservação — Foto: Michael Eastwell/Bird Photographer of the Year
'Olho no olho' - Prata na categoria Conservação — Foto: Michael Eastwell/Bird Photographer of the Year


'O espetáculo da migração' - Bronze na categoria Conservação — Foto: Luca Giordano/Bird Photographer of the Year
'O espetáculo da migração' - Bronze na categoria Conservação — Foto: Luca Giordano/Bird Photographer of the Year

Aves no meio ambiente
'Paraíso girassol' - Foto vencedora na categoria Aves no meio ambiente — Foto: Mateusz Piesiak/Bird Photographer of the Year
'Paraíso girassol' - Foto vencedora na categoria Aves no meio ambiente — Foto: Mateusz Piesiak/Bird Photographer of the Year


'A dança das sombras' - Prata na categoria Aves no meio ambiente — Foto: Clément Cornec/Bird Photographer of the Year
'A dança das sombras' - Prata na categoria Aves no meio ambiente — Foto: Clément Cornec/Bird Photographer of the Year


'Olhando para o rio' - Bronze na categoria Aves no meio ambiente — Foto: Stefan Gerrits/Bird Photographer of the Year
'Olhando para o rio' - Bronze na categoria Aves no meio ambiente — Foto: Stefan Gerrits/Bird Photographer of the Year

Preto e branco
'Gota fascinante' - Foto vencedora na categoria Preto e branco — Foto: Jason Moore/Bird Photographer of the Year
'Gota fascinante' - Foto vencedora na categoria Preto e branco — Foto: Jason Moore/Bird Photographer of the Year

'A garça nas palmas' - Prata na categoria Preto e branco — Foto: Yaron Schmid/Bird Photographer of the Year
'A garça nas palmas' - Prata na categoria Preto e branco — Foto: Yaron Schmid/Bird Photographer of the Year


'Serenidade da manhã' - Bronze na categoria Preto e branco — Foto: Cheng Kang/Bird Photographer of the Year
'Serenidade da manhã' - Bronze na categoria Preto e branco — Foto: Cheng Kang/Bird Photographer of the Year

15-17 Anos

'Hora azul e lua vermelha' - Imagem vencedora na categoria 15-17 anos — Foto: Anton Trexler/Bird Photographer of the Year
'Hora azul e lua vermelha' - Imagem vencedora na categoria 15-17 anos — Foto: Anton Trexler/Bird Photographer of the Year

12-14 Anos
'Andorinha em alta iluminação' - Imagem vencedora na categoria 12-14 anos — Foto: Harry Sedin/Bird Photographer of the Year
'Andorinha em alta iluminação' - Imagem vencedora na categoria 12-14 anos — Foto: Harry Sedin/Bird Photographer of the Year

11 anos ou menos

'Papa-moscas' - Imagem vencedora na categoria 11 anos ou menos — Foto: Arko Saha/Bird Photographer of the Year
'Papa-moscas' - Imagem vencedora na categoria 11 anos ou menos — Foto: Arko Saha/Bird Photographer of the Year

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