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quinta-feira, 20 de julho de 2023

Peixe 'gigante' é flagrado por mergulhadores de Taiwan e vídeo viraliza

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Espécie é comumente confundida com o peixe-remo e tem até lenda urbana que relaciona sua aparição à ocorrência de terremotos. Conheça o animal e veja suas principais características.
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Por g1 — São Paulo

Postado em 20 de julho de 2023 às 06h35m

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Peixe 'gigante' é filmado por mergulhadores de Taiwan e vídeo viralizaPeixe 'gigante' é filmado por mergulhadores de Taiwan e vídeo viraliza

O registro de um peixe diferentão avistado em Taiwan viralizou nas redes sociais nos últimos dias. As imagens foram gravadas por mergulhadores em junho e mostram uma espécie quase do tamanho de uma pessoa adulta, sem nadadeiras laterais, com escamas lisas e reflexivas e olhos grandes.

A cena deixou os internautas se perguntando: "afinal, que peixe é esse?"

Há quem diga que se trata do peixe-remo, mas especialistas consultados pelo g1 explicam que se trata de uma espécie da família Trachipteridae, do gênero Trachipterus. Segundo o biólogo Pedro Henrique Tunes, a espécie das filmagens é o peixe-fita.

Peixe-fita. — Foto: Reprodução/@_aclassic_/@chengruwang
Peixe-fita. — Foto: Reprodução/@_aclassic_/@chengruwang

Entre as principais características da espécie, estão:

  • Corpo alongado, mas achatado lateralmente.
  • Inexistência de nadadeira na parte inferior.
  • Olhos grandes, distantes da boca.
  • Parte inferior afinada.
  • Escamas lisas e muito próximas, que causam um efeito reflexivo.
"O peixe-remo também é bem achatado e comprido, mas a principal característica da espécie, que dá seu nome, são justamente nadadeiras em formato de remo que ficam na frente de seu corpo. Além disso, na cabeça, o peixe-remo tem uma nadadeira em vermelho-vivo, diferente do peixe-fita."
— Pedro Henrique Tunes, biólogo e divulgador científico.

Mas as espécies têm outra similaridade, que é o tamanho massivo. Enquanto o peixe-remo pode passar dos 3 metros, o peixe-fita é um pouco mais discreto, podendo medir de 1 metro a 3 metros. Em casos raros, a espécie pode chegar aos 4 metros de comprimento.

Buracos no corpo

O peixe flagrado pelos mergulhadores chamou a atenção ainda por outro motivo. Em um lado de seu corpo, é possível ver dois buracos, que também geraram curiosidade.

Pedro Henrique Tunes explica, no entanto, que não existe um grande mistério sobre essa característica.

"Esses buracos são bastante comuns em animais marinhos grandes. Eles são causados pelo tubarão charuto, uma espécie que já foi encontrada aqui no Brasil e é conhecida por se alimentar de pequenos pedaços de suas presas."

— Pedro Henrique Tunes, biólogo e pesquisador.

Diferente de outras espécies de tubarão, que matam e se alimentam de todas as partes possíveis de seus alvos, o tubarão charuto dá mordidas e nem sempre mata sua presa. Aqueles que sobrevivem ficam com as cicatrizes em formas de buraco.

Espécie, gênero e família

Os especialistas ouvidos pela reportagem concordam que o animal do vídeo é do gênero Trachipterus e da família dos Trachipteridae. Mas não há consenso sobre a espécie.

"É difícil de dizer porque a taxonomia do gênero é um pouco incerta hoje", explica Mario César Cardoso de Pinna, ictiólogo e professor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

Já Pedro Henrique Tunes arrisca e sugere se tratar da espécie Fukuzaki.

"Esse gênero de peixes é encontrado no mundo todo, e essa espécie vive no Oceano Pacífico. Mas como são animais que vivem em águas relativamente profundas, a cerca de 500 metros de profundidade, em média, é difícil fazer o rastreamento e, eventualmente, aparecem em outros lugares."

— Pedro Henrique Tunes, biólogo e pesquisador.

Raridade de avistamento e lendas urbanas

Apesar de serem raras as aparições do peixe-fita e de não se saber qual é sua população atual, ele não está classificado como espécie ameaçada de extinção.

A maioria dos peixes da ordem Lampriformes, à qual pertence Trachipterus, são peixes raramente avistados. Isso não quer dizer que sejam realmente raros ou ameaçados. São simplesmente de um habitat profundo ao qual não se tem muito acesso.

— Mario César Cardoso de Pinna, ictiólogo e professor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

E justamente por ser um animal pouco observado, surgiram lendas urbanas sobre as rasas ocasiões em que a espécie foi vista.

"Existe uma lenda muito comum na região do Japão, Taiwan e nas Coreias de que o peixe-fita é visto sempre que tem um terremoto chegando."

— Pedro Henrique Tunes, biólogo e pesquisador.

Isso, no entanto, não passa de uma crendice. "Por muito tempo, houve essa teoria de que, por ele viver em águas relativamente mais fundas, seria sensível e iria perceber alguma vibração que indicasse terremoto, e subiria para a superfície por causa disso", explica o biólogo.

No entanto, nenhuma pesquisa encontrou correlação entre os avistamentos do peixe e a ocorrência de terremotos. Para o pesquisador, a lenda teve origem de outro desastre natural, os tsunamis.

Depois de tsunamis, que são frequentes na área, aparecem muitos peixes nas praias e, de vez em quando, aparecia o peixe-fita, que as pessoas não conheciam. Por isso, tanto o peixe-fita quanto o peixe-remo passaram a ser associados a terremotos, conclui Pedro Henrique Tunes.

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quarta-feira, 19 de julho de 2023

'Diversidade surpreendente e calor', diz pesquisador sobre o Ártico durante primeira expedição do Brasil à região

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Três professores de Brasília e dois de Minas Gerais integram Operação Ártico I, que vai até 21 de julho. Grupo está no Polo Norte para coletar dados e fazer comparações com Antártica, continente estudado por brasileiros há mais de 40 anos.
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Por Caroline Cintra, g1 DF

Postado em 19 de julho de 2023 às 06h00m

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"[O Ártico] tem uma diversidade surpreendente. Uma vegetação que, inclusive, raramente vemos na Antártica. Digamos assim, a extensão dos campos de vegetação. Então, essa é uma primeira surpresa. Uma vegetação bem vasta, um cenário muito bonito, diz o professor Marcelo Ramada, da Universidade Católica de Brasília.

Mas o que surpreendeu os cientistas foi o calor. A temperatura, em torno de 16°C, segundo Ramada, provoca o degelo que aumenta a intensidade da água nos rios que cortam a região (saiba mais abaixo).

"Tudo isso mostra o quanto o aquecimento global está impactando o Ártico e também mostra aquilo que já é dito pela ciência, que o descongelamento do Ártico é irreversível. Então, estamos podendo ver isso em primeira mão", diz o pesquisador.

Além de Ramada, estão na expedição os professores Paulo Eduardo Aguiar Saraiva Câmara e Micheline Carvalho Silva, do Departamento de Botânica da Universidade de Brasília (UnB), e Luiz Henrique Rosa e Vívian Nicolau Gonçalves, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A Operação Ártico I vai até sexta-feira (21).

O grupo saiu do Brasil no dia 8 de julho com destino a Oslo, na Noruega e chegou ao Ártico na quarta- feira (12). Os trabalhos de coleta em campo começaram na sexta-feira (14) e os pesquisadores usaram um bote para percorrer a região.

"Estamos com equipamentos para fazermos a extração de DNA desse material. São plantas, solo, dentre outros. Nós podemos dizer que no dia 15 de julho a equipe da primeira expedição brasileira ao Ártico extraiu seu primeiro DNA também em solo Ártico, diz Ramada. 
Mudança climática e descongelamento do Ártico
Pesquisadores na primeira expedição brasileira ao Círculo Polar Ártico — Foto: Arquivo pessoal
Pesquisadores na primeira expedição brasileira ao Círculo Polar Ártico — Foto: Arquivo pessoal

O clima no Ártico chamou a atenção dos pesquisadores. "O caminho foi bem surpreendente. Campos e campos, que bem surpreendente também, quase sem gelo na região. Nós vimos um rio, com uma intensidade até forte em decorrência de uma água de degelo, e ali pudemos fazer várias coletas diferentes, conta Ramada.

O pesquisador conta ainda que os dias na região estão quentes. "É interessante que a gente não sabe se isso é um fenômeno normal anualmente, porque assim, tá quente [...]. Tem dia que não há nenhuma necessidade de uso de casaco".

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terça-feira, 18 de julho de 2023

Merdeka 118: prédio na Malásia será o segundo mais alto do mundo; veja lista dos 10 maiores

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Construção tem 678,9 metros de altura, 118 andares e ainda não foi inaugurada.
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Por g1

Postado em 18 de julho de 2023 às 18h35m

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Representação gráfica do Merdeka 118, prédio em construção na Malásia, que será o 2º mais alto do mundo. — Foto: Reprodução/Reuters
Representação gráfica do Merdeka 118, prédio em construção na Malásia, que será o 2º mais alto do mundo. — Foto: Reprodução/Reuters

O edifício Merdeka 118 - que está em construção em Kuala Lumpur, na Malásia - irá se tornar o segundo mais alto do mundo, de acordo com dados do Conselho de Edifícios Altos e Habitat Urbano (CTBUH).

Este será o nono prédio localizado na Ásia que figura entre os 10 mais altos do mundo. O único do top 10 que foi construído fora do continente é o One World Trade Center, em Nova York, nos Estados Unidos. (Veja a lista completa abaixo)

O Merdeka 118 tem 678,9 metros de altura e 118 andares. O projeto foi idealizado em 2010 e começou a ser construído em 2016, com investimento de mais de US$ 1 bilhão.

No Brasil, o título de maior prédio do país pertence ao One Tower, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Na posição 243 da lista de prédios mais altos do mundo, a construção tem 290 metros de altura e 70 andares. Esse arranha-céu é considerado o segundo maior da América Latina.

Veja os 10 mais altos do mundo (sem contar com o Merdeka 118, que ainda não foi inaugurado):

10º lugar — Taipei 101

Taipei 101 — Foto: AnthonySantiago101/Creative Commons 4.0
Taipei 101 — Foto: AnthonySantiago101/Creative Commons 4.0

  • Local: Taipei (Taiwan)
  • Ano de conclusão: 2004
  • Altura: 508 metros
  • Nº de andares: 101
9º lugar — CITIC Tower
CITIC Tower, em Pequim (China) — Foto: Bairuilong/Creative Commons 4.0
CITIC Tower, em Pequim (China) — Foto: Bairuilong/Creative Commons 4.0

  • Local: Pequim (China)
  • Ano de conclusão: 2018
  • Altura: 527,7 metros
  • Nº de andares: 109
7º lugar (empatado) — Tianjin CTF Finance Centre
Tianjin CTF, em Tianjin (China) — Foto: BD2412/Creative Commons 4.0
Tianjin CTF, em Tianjin (China) — Foto: BD2412/Creative Commons 4.0

  • Local: Tianjin (China)
  • Ano de conclusão: 2019
  • Altura: 530 metros
  • Nº de andares: 97
7º lugar (empatado) — Guangzhou CTF Finance Centre
Guangzhou CTF, em Guangzhou (China) — Foto: PQ77wd/Creative Commons 4.0
Guangzhou CTF, em Guangzhou (China) — Foto: PQ77wd/Creative Commons 4.0
  • Local: Guangzhou (China)
  • Ano de conclusão: 2016
  • Altura: 530 metros
  • Nº de andares: 111
6º lugar — One World Trade Center
One World Trade Center, em Nova York (EUA) — Foto: Eduardo Munoz/Reuters
One World Trade Center, em Nova York (EUA) — Foto: Eduardo Munoz/Reuters

  • Local: Nova York (Estados Unidos)
  • Ano de conclusão: 2014
  • Altura: 541,3 metros
  • Nº de andares: 94
5º lugar — Lotte World Tower
Lotte World Tower, em Seul (Coreia do Sul) — Foto: Ox1997cow/Creative Commons 4.0
Lotte World Tower, em Seul (Coreia do Sul) — Foto: Ox1997cow/Creative Commons 4.0

  • Local: Seul (Coreia do Sul)
  • Ano de conclusão: 2017
  • Altura: 554,5 metros
  • Nº de andares: 123
4º lugar — Ping An Finance Center
Ping An Finance Center, em Shenzhen (China) — Foto: Mx Granger/Creative Commons 4.0
Ping An Finance Center, em Shenzhen (China) — Foto: Mx Granger/Creative Commons 4.0

  • Local: Shenzhen (China)
  • Ano de conclusão: 2017
  • Altura: 599,1 metros
  • Nº de andares: 115
3º lugar — Makkah Royal Clock Tower
Makkah Royal Clock Tower, em Meca (Arábia Saudita) — Foto: King Eliot/Creative Commons
Makkah Royal Clock Tower, em Meca (Arábia Saudita) — Foto: King Eliot/Creative Commons

  • Local: Meca (Arábia Saudita)
  • Ano de conclusão: 2012
  • Altura: 601 metros
  • Nº de andares: 120
2º lugar — Shanghai Tower
Shanghai Tower, em Xangai (China) — Foto: Andy Miccone/Creative Commons C0
Shanghai Tower, em Xangai (China) — Foto: Andy Miccone/Creative Commons C0

  • Local: Xangai (China)
  • Ano de conclusão: 2015
  • Altura: 632 metros
  • Nº de andares: 128
1º lugar — Burj Khalifa
Burj Khalifa, em Dubai (Emirados Árabes Unidos) — Foto: HyunJae Park/Creative Commons C0
Burj Khalifa, em Dubai (Emirados Árabes Unidos) — Foto: HyunJae Park/Creative Commons C0
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Fóssil preserva ataque raro que indica que pequenos mamíferos não foram somente presas dos dinossauros

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Estudo de uma equipe de cientistas chineses e canadenses aponta que mamífero carnívoro foi capaz de atacar um dinossauro herbívoro de maior porte. Luta entre os espécimes foi preservada por detritos vulcânicos.
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Por g1

Postado em 18 de julho de 2023 às 15h45m

 #.*Post. - N.\ 10.873*.#

Fóssil mostra o  Repenomamus robustus atacando um Psittacosaurus lujiatunensis; pesquisa foi publicada na Scientific Reports. — Foto: Divulgação/Scientific Reports
Fóssil mostra o Repenomamus robustus atacando um Psittacosaurus lujiatunensis; pesquisa foi publicada na Scientific Reports. — Foto: Divulgação/Scientific Reports

Uma pesquisa publicada nesta terça-feira (18) na revista científica "Science Reports", do grupo Nature, aponta evidências rara da disputa entre dinossauros e mamíferos no período Mesozoico, ocorrido há cerca de 230 milhões de anos.

Cientistas de uma equipe formada por chineses e canadenses afirmam que um fóssil encontrado na China em 2012 mostra um claro ataque de um pequeno mamífero contra um dinossauro.

O fóssil descoberto na Formação Yixian, na China, mostra o confronto entre o mamífero Repenomamus robustus, que tinha o tamanho de um gato doméstico e era semelhante a um texugo, contra um dinossauro Psittacosaurus lujiatunensis, que era herbívoro e tinha o tamanho de um cachorro grande.

Representação artística da luta entre o pequeno mamífero e o dinossauro. — Foto: Divulgação/Michael Skrepnick
Representação artística da luta entre o pequeno mamífero e o dinossauro. — Foto: Divulgação/Michael Skrepnick

De acordo com o estudo, a análise do achado sugere que o mamífero estava predando o dinossauro maior quando ambos foram repentinamente soterrados por um fluxo de detritos vulcânicos semelhante a um lahar (avalanche de lodo formado pela fluidificação de materiais vulcânicos saturados de água).

"Os dois animais estão travados em um combate mortal, intimamente entrelaçados, e é uma das primeiras evidências que mostram comportamento predatório real de um mamífero em relação a um dinossauro", explica o Dr. Jordan Mallon, paleobiólogo do Museu Canadense de Natureza e coautor do estudo.

Os pesquisadores descartaram a possibilidade de o mamífero estar apenas se alimentando de um dinossauro morto. Por exemplo, os ossos do dinossauro não têm marcas de dentes, sugerindo que não estava sendo devorado, mas sim predado. "O peso das evidências sugere que um ataque ativo estava em curso", diz Mallon.

Ainda segundo os pesquisadores, a importância da descoberta vai além das evidências diretas de interação entre as duas espécies. Ela desafia a noção comum de que os mamíferos do Mesozoico viviam apenas às sombras dos dinossauros dominantes.

A presença de mamíferos, mesmo em tamanho reduzido, representando uma ameaça para dinossauros quase completamente crescidos, é encarada como uma possível reviravolta na compreensão do ecossistema da época.

Reconstrução artística do ataque do mamífero contra o dinossauro. — Foto: Divulgação/Michael Skrepnick
Reconstrução artística do ataque do mamífero contra o dinossauro. — Foto: Divulgação/Michael Skrepnick

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segunda-feira, 17 de julho de 2023

Frio de -22,5°C na Argentina ultrapassa limite da escala que representa a temperatura

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Mapa do Serviço Meteorológico Nacional (SMN) tem um conjunto de cores definido para representar até a temperatura de -18°C. No Brasil, escala do Inmet é mais "curta" e termina em -6°C.
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Por g1

Postado em 17 de julho de 2023 às 19h05m

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Mapa do SMN da Argentina com a escala da temperatura — Foto: Divulgação
Mapa do SMN da Argentina com a escala da temperatura — Foto: Divulgação

O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) da Argentina afirmou que a temperatura registrada na estação de Perito Moreno, na Patagônia, foi de -22,5°C nesta manhã de segunda-feira (17). "As temperaturas superaram a escala", afirmou o SMN, informando que as medições são representadas visualmente nos mapas meteorológicos seguem as marcas até o limite de -18°C (mapa acima).

Como lembram os meteorologistas, as escalas são arbitrárias e elaboradas conforme a realidade local de cada país ou centro de pesquisa. No Brasil, por exemplo, a escala termina em -6°C (veja imagem abaixo).

Na Argentina, houve ainda registros de -13°C em Maquinchao e -11,7°C em Paso de Indios.

Qual a explicação para o frio intenso?

O frio intenso se deve à influência de um ciclone extratropical localizado no Atlântico Sul, ao sul do Brasil. Esse sistema climático está atualmente distante do continente, o que significa que não apresenta risco de ventos fortes. Apesar disso, sua presença é responsável pela entrada de massas de ar frio, resultando em temperaturas baixas na Argentina.

A marca de 22,5°C não é um recorde absoluto de temperatura no país. Em 14 de julho de 1991, a estação meteorológica de Maquinchao, localizada em Río Negro, bateu -35°C. Esse registro histórico permanece como a mais baixa temperatura já registrada nessas condições geográficas específicas, destacando a intensidade do frio experimentado na região a uma altitude de 858 metros.

O frio deve permanecer os próximos dias, e vai cair abaixo de zero em cidades localizadas na fronteira com o Uruguai, bem como em outras regiões da Argentina (Sul e Campanha).

As condições vão influenciar o tempo no Sul do Brasil. A segunda-feira (17) teve registros de geada em algumas áreas gaúchas e os termômetros marcaram 1,3°C em Quaraí (RS). Há previsão de elevação da temperatura no estado somente a partir de quinta-feira (20).

Escala de temperatura no Brasil feita pelo Inmet vai até -6°C — Foto: Reprodução
Escala de temperatura no Brasil feita pelo Inmet vai até -6°C — Foto: Reprodução

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