Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Estudo da rede de drenagem e esgoto sob o monumento encontrou vestígios de azeitonas, nozes e outros alimentos. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC Postado em 25 de novembro de 2022 às 08h15m #.*Post. - N.\ 10.568*.#
O Coliseu é uma das atrações turísticas mais populares da Itália — Foto: REUTERS
O público do Coliseu, a antiga arena de gladiadores de Roma, pode ter saboreado alguns petiscos, como azeitonas, frutas e nozes, descobriram arqueólogos.
Fragmentos de comida — como figos, uvas, cerejas, amoras, nozes e muito
mais — foram descobertos durante uma escavação no sítio arqueológico.
Os arqueólogos também encontraram ossos de ursos e grandes felinos que
provavelmente eram usados nos espetáculos de caça na arena.
As descobertas foram feitas por arqueólogos que examinaram as redes de esgoto do monumento de 2 mil anos.
Relíquias como estas dão uma ideia da "experiência e dos hábitos de
quem aqui vinha nos longos dias dedicados aos espetáculos", explica
Alfonsina Russo, diretora do Parque Arqueológico do Coliseu.
Os pesquisadores dizem que ossos de ursos e leões provavelmente são
provenientes de animais que foram forçados a lutar entre si e com os
gladiadores para entretenimento do público.
Ossos de animais menores pertencentes a cachorros também foram encontrados. Uma seleção de sementes de frutas, pedras e caroços recuperados do sistema de drenagem do Coliseu em #Roma, restos dos petiscos comidos pelos espectadores #romanos assistindo aos jogos na arena até 1900 anos atrás #ArqueologiaRomana
O estudo começou em janeiro de 2021 e envolveu a limpeza de cerca de 70
metros da rede de drenagem e esgoto sob o Coliseu, que continua sendo
um dos monumentos mais visitados da Itália.
Arquitetos e arqueólogos especializados usaram robôs para navegar no
complexo sistema de drenagem da arena — ajudando na compreensão da vida
cotidiana em Roma, assim como das suas antigas estruturas hidráulicas, disseram os pesquisadores.
O Coliseu foi o maior anfiteatro do império romano, caindo em desuso
por volta de 523 d.C. Era famoso por ser palco de lutas de gladiadores e
outros espetáculos públicos que atraíam dezenas de milhares de
espectadores.
Moedas antigas também foram descobertas na escavação, incluindo 50
moedas de bronze que datam do final do período romano, por volta de
250-450 d.C — e uma moeda comemorativa de prata de cerca de 170-171
d.C., celebrando 10 anos do governo do imperador Marco Aurélio.
Estudo analisou fatores que emperram o desenvolvimento nacional do setor, que poderia dar contribuição na criação de empregos. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC 24/11/2022 06h17 Atualizado há 1 hora Postado em 24 de novembro de 2022 às 07h25m #.*Post. - N.\ 10.567*.#
As Cataratas do Iguaçu representam apenas um dos grandes ativos do
turismo brasileiro, mas país segue com números modestos para o potencial
— Foto: ARTERRA/UNIVERSAL IMAGES GROUP VIA GETTY IMAGES/via BBC
Alguns dos elementos mais associados ao Brasil
— belezas naturais, grande diversidade cultural, calendário rico em
festas nacionais e regionais — valem ouro em qualquer roteiro de viagem.
Mas o grande potencial do país não se traduz em números de destaque no
mercado mundial de turismo. Um estudo analisou fatores que emperram o
desenvolvimento nacional da área.
O futuro do turismo no Brasil
a partir da análise crítica do período 2000-2019 contou com 23
pesquisadores de 17 instituições brasileiras. A investigação observa
que, mesmo durante o boom do turismo internacional na década passada, o Brasil estacionou em pouco mais de 6 milhões de visitantes estrangeiros por ano.
Nesse período, o país ainda teve a rara oportunidade de sediar uma Copa
do Mundo e uma Olimpíada no espaço de dois anos, mas o crescimento
entre 2014 e 2019 foi ínfimo: uma alta ligeira (que também pode ser
vista como estagnação) de 6,31 milhões para 6,35 milhões.
O Brasil
não figura nem na lista da Organização Mundial de Turismo dos 50 países
com mais chegadas de turistas. Os dados são relativos a 2019, ou seja,
antes da chegada da pandemia de covid. Em todo o mundo, o setor sofreu
fortemente os impactos da quarentena e tenta agora ensaiar uma
recuperação. Para efeito de comparação, uma única localidade do Vietnã, a
Baía de Ha Long, recebeu quase o equivalente aos números totais do Brasil:
6,2 milhões, de acordo com o Euromonitor. O Vietnã, como um todo,
contabiliza 18 milhões de viajantes internacionais anualmente.
Outro exemplo, e de maior proximidade, é o México. De limitações socioeconômicas como o Brasil, o país se firmou como um dos mais importantes destinos do turismo mundial, com 45 milhões de turistas estrangeiros.
Apesar de trunfos como o Rio de Janeiro, uma metrópole com belezas
naturais, número de visitantes internacionais no Brasil é pequeno se
comparado a países como Vietnã e Tailândia — Foto: TOMAZ SILVA/AGÊNCIA
BRASIL/via BBC
Os mexicanos são muito beneficiados pela proximidade com os Estados
Unidos, mas deram prioridade ao setor em sua estratégia econômica na
última década, segundo observa relatório da Organização para Cooperação e
Desenvolvimento (OCDE).
Comparações podem ser relativizadas pelas condições específicas dos
países, mas o mercado brasileiro, com trunfos turísticos bem conhecidos
como o Rio de Janeiro e as Cataratas do Iguaçu e dezenas de lugares com
grandes possibilidades de desenvolvimento, está claramente aquém do seu
potencial.
Isso é admitido em um relatório do governo federal.
"O Brasil
não faz parte das rotas do turismo global", diz uma análise feita pela
Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade, vinculada ao
Ministério da Economia, no ano passado.
O texto cita que "no Brasil,
93% dos visitantes são locais" e "[em 2019] a participação no PIB era
de 7,7% e com alta empregabilidade, mas com um crescimento estagnado".
A permanência de velhos problemas e o aparecimento de novos levam o Brasil
a deixar de aproveitar um setor que poderia ter um impacto positivo de
forma considerável na economia, na melhoria dos serviços, na conservação
dos espaços nas cidades, entre outros ganhos.
Para Alexandre Panosso Netto, coordenador de pós-graduação em Turismo
da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores da pesquisa, esse
caminho de desenvolvimento não se torna uma política séria de Estado por
algumas razões: "concorrência de várias áreas e a incompreensão dos
pontos positivos do turismo como vetor e alavanca de inclusão social, de
valorização da cultura e de diversificação de pensamentos e
aprendizado".
"O turista estrangeiro gastava por volta de US$ 110 por dia no Brasil
até a pandemia. Em 2019 foi por volta de US$ 6 bilhões que os
estrangeiros trouxeram ao país. Então dobrar ou triplicar o número de
visitantes representaria dobrar ou triplicar esse montante."
Museu do Amanhã tornou-se uma das principais atrações turísticas do Rio — Foto: TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL/via BBC
O mercado de trabalho também teria a ganhar com o turismo.
"Não é só financeiro, o aumento do número de empregos gerados e o
efeito multiplicador do turismo seriam grandes."
Veja abaixo alguns
fatores que prejudicam que o turismo brasileiro decole:
1) Imagem ruim no exterior
Brasil foi considerado segundo país mais perigoso para mulheres que viajam sozinhas em ranking — Foto: GETTY IMAGES/via BBC
Violência, corrupção, ambiente hostil para mulheres e para o público
LGBTQ+, somados à deterioração nos últimos anos da imagem do país em
campos como meio ambiente e a gestão da pandemia do coronavírus, não
criam um cenário muito atraente para turistas considerarem oBrasilcomo destino, afirma Panosso Netto.
Seu estudo cita um índice criado pelos jornalistas Asher e Lyric
Fergusson que ranqueia os países mais perigosos para mulheres que viajam
sozinhas. O Brasil é listado na segunda posição, atrás apenas da África do Sul.
A mudança do slogan oficial do turismo brasileiro em 2019 também não
ajudou na imagem brasileira. A frase usada para promoção, "Visit and
love us" (Visite e nos ame, em tradução literal), foi considerada de
pouca fluência e de construção pouco usual no inglês, além de soar com
conotação sexual para alguns turistas estrangeiros.
O pesquisador também diz que a ligação do país a histórias que envolvem
corrupção "influenciam como o turista nacional e internacional vê o
destino Brasil. Se é um destino com notícias de corrupção, também se pode imaginar que é um destino inseguro".
Ele diz que países com problemas relacionados à corrupção como México e
Turquia, mas com grande número de visitantes, conseguem contornar a
questão pela proximidade a grandes mercados consumidores internacionais e
a criação de ilhas de excelência turística.
2) Falta de continuidade em políticas e planejamento
"Políticas de turismo específicas precisam ser baseadas em um processo de planejamento contínuo", diz o estudo.
Para um desenvolvimento mais sustentável do setor é preciso que o
Ministério do Turismo e a Embratur tenham grande qualidade técnica, com
um planejamento de longo prazo.
Gruta do Lago Azul, em Bonito (MS), cidade que é citada como exemplo de
boa estratégia de longo prazo, por ter começado na década de 1990 a
trabalhar o potencial turístico e hoje é um destino bastante solicitado —
Foto: PREFEITURA DE BONITO/via BBC
Panosso Netto cita Bonito, em Mato Grosso do Sul, como um exemplo de um
destino que vivenciou processo de melhora e desenvolvimento através dos
anos.
"Há ótimos exemplos de boas práticas turísticas nos interiores do Brasil.
Bonito, em Mato Grosso do Sul, com sua diversidade ecológica e turismo
de alto nível, é um exemplo disso. Mas essa qualidade de Bonito não foi
alcançada de uma hora para a outra. Começou no início dos anos 1990.
Estamos falando, portanto, de mais de 30 anos de trabalho."
Mas problemas com a conservação ambiental derivados do desmatamento vem
impactando o ecoturismo da região. A abertura de áreas para agricultura
impacta na cor das suas águas, um dos grandes trunfos de Bonito. Cerca
de 70% da população local depende do turismo.
Políticas de turismo também incluem a identificação de oportunidades em diferentes mercados, como o latino-americano.
"É preciso se preparar para receber o turista argentino, uruguaio,
chileno, peruano, boliviano, paraguaio etc. Não podemos estar dar as
costas à América Latina."
3) Qualidade dos serviços varia muito
A falta de maior profissionalização na parte de serviços é algo
constantemente apontado como problemático. "Esse é um dos itens mais
criticados pelos profissionais do setor", afirma Panosso Netto.
O pesquisador acha que seria também uma forma de desenvolver a própria área de empreendedorismo no país.
"O turismo é a porta de entrada de muitos empreendedores de primeira
viagem. Termos que transformar isso em um ponto positivo a nosso favor. O
governo pode criar programas de formação continuada do turismo, tal
como já existiram no passado, a exemplo do Curso de Formação de Gestores
de Políticas Públicas do Turismo Nacional."
Educação sobre como funcionam o mercado e o atendimento a turistas
domésticos e internacionais, além do aprendizado efetivo de idiomas,
seriam formas de capacitação.
Mas há um outro problema estrutural, segundo o professor da USP: "A
dificuldade em acessar o crédito para o investimento em empreendimentos
turísticos pequenos também é imensa".
4) Transporte aéreo e deslocamento
Aeroporto de Guarulhos — Foto: AGÊNCIA BRASIL/via BBC
Segundo a pesquisa, embora o ambiente entre 2000 e 2019 no mercado
aéreo "tenha melhorado a oferta e a competição nas rotas principais,
especialmente aquelas conectando as capitais dos Estados e grandes
centros urbanos, o acesso regional ainda é caro e, na maioria dos casos,
insatisfatório".
Para Panosso Netto, "o transporte aéreo está deveras caro pelo preço do
querosene e a política de impostos dos combustíveis e taxas
aeroportuárias. Além disso, as viagens rodoviárias são prejudicadas
pelas condições das rodovias; e se as rodovias são boas, os pedágios são
caros".
O tamanho continental do Brasil, que de uma forma pode ser uma vantagem pela variedade de ofertas, acaba gerando um problema pelo deslocamento.
"Acredito que os destinos regionais devam se unir mais para
compartilharem os turistas que por eles passam. Ou seja, a gestão
regional do turismo deve ser fortalecida, junto com a criação de
roteiros regionais com produtos e serviços de alta qualidade", diz o
professor da USP.
O estudo defende "alinhar o ambiente regulatório, jurídico e tributário
que rege a aviação brasileira, ao ambiente internacional. A evolução
que viveu o setor nestes 20 anos não permite que sigamos admitindo que o
Brasil tenha sérias
diferenças e distorções entre nossas regras nacionais, que acabam
gerando ofertas e produtos mais caros aos consumidores, e o que se pode
ofertar no exterior".
País tem a terceira maior reserva de gás natural do mundo, e o território é menor que o do estado de Sergipe. Seu PIB per capita é o 6º do mundo. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 23/11/2022 19h04 Atualizado há 52 minutos Postado em 23 de novembro de 2022 às 20h00m #.*Post. - N.\ 10.566*.#
Vista geral da cidade de Doha, no Catar — Foto: Marko Djurica/REUTERS
O Catar
é uma das nações mais ricas do mundo —o produto interno bruto (PIB) per
capita do país é de mais de US$ 85 mil, o sexto melhor do planeta. O
país é uma pequena península, menor do que o estado de Sergipe, no meio
do Golfo Árabe.
O poder econômico permitiu que governo gastasse mais de US$ 200 bilhões em infraestrutura para poder ser sede da Copa de 2022.
Esse dinheiro todo vem de uma fonte: petróleo. A economia depende
fortemente de venda petróleo e gás natural, ainda que haja um plano para
diversificar as fontes de receita. A Copa é parte desse plano.
O país tem 13% de todas as reservas de gás natural do mundo (o Catar é o dono da terceira maior reserva desse produto).
Mistura de nacionalidades chama a atenção em Souq Waqif, em Doha, no Catar — Foto: Globo Repórter
Essa riqueza é dividida por 2,5 milhões de pessoas, sendo que os catarianos são uma minoria de menos de 12% do total.
Produção de petróleo
O país tem uma gigante reserva de gás natural, mas a produção de
petróleo, apesar de muito grande para um país minúsculo, não é das
maiores: são cerca de 600 mil barris por dia.
A quantidade de petróleo já encontrada é de mais de 25 bilhões de
barris —isso permite que o Catar mantenha a atual produção por 56 anos. O
país foi a primeira nação árabe a integrar a Opep, o cartel dos países
produtores de petróleo, em 1960.
País era pobre até a década de 1970
Catar garante bons benefícios a seus cidadãos -- mas não aos estrangeiros — Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters
Há cerca de 50 anos, quando o país se tornou independente do Reino
Unido, o Catar era um dos países mais pobres do Golfo Árabe.
Tradicionalmente, o principal alicerce econômico da região era a
extração de pérolas. Na década de 1940 houve a primeira descoberta de
petróleo no campo de Dukhan. Foi nesse momento que a economia do país
começou a mudar, ainda que, no primeiro momento, lentamente, por causa
da Segunda Guerra Mundial.
No embalo da Copa, Catar investe no desenvolvimento da Cidade da Educação
Durante a década de 1970, as mudanças no país se aceleraram. A produção
de óleo, inicialmente, ficou nas mãos de empresas estrangeiras. Os
catarianos começaram a nacionalizar o setor, e, a partir de 1977, a
estatal QatarEnergy se tornou a principal do país —as estrangeiras
prestam serviços para a empresa do país.
O principal campo de gás natural do Catar é o Campo Norte, que foi
descoberto nos anos 1970. Esse é um dos maiores campos de gás natural do
mundo.
Diversificação de fontes de riqueza
O plano para diversificar o PIB não é uma novidade: há uma grande
empresa aérea, Qatar Airways, e uma grande rede de jornalismo
internacional no país, a al Jazeera. Indústria, construção e serviços
financeiros também têm crescido consistentemente no país.
Hoje, a produção de óleo e gás é de cerca de metade do PIB.
O emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al-Thani, durante a inauguração
do novo Porto Hamad, em Doha, no dia 5 de setembro de 2017 — Foto:
Handout/Qatar News Agency/AFP
Ditadura, mas com estado de bem-estar social
O Catar não é uma democracia.
As decisões são tomadas pela dinastia Al Thani e seus conselheiros. Os
cidadãos não têm influência significativa nos rumos do país.
Eles recebem alguns benefícios derivados das riquezas naturais. O
governo distribui incentivos para contar com a lealdade e apoio dos
catarianos. Veja abaixo uma lista de alguns dos benefícios que os
cidadãos do Catar têm:
Não pagam Imposto de Renda;
Há muitos empregos com altos salários no setor público;
Sistema de saúde gratuito;
Educação superior gratuita;
Apoio financeiro para quem se casa;
Auxílio moradia;
Subsídios para a conta de energia;
Boas aposentadorias
Mão-de-obra
Mais de 88% dos moradores do Catar são de outros países. Esses
imigrantes são, majoritariamente, do sul da Ásia e da África. O país
depende dos trabalhadores dessas regiões. Para conseguir construir a
infraestrutura da Copa, o Catar recorreu a essa mão-de-obra.
Além dos estádios, o Catar construiu um novo sistema de metrô e novas rodovias. Essas construções foram aceleradas pela Copa.
Déficits orçamentários e crescimento econômico mais lento elevaram a relação dívida/PIB nas economias em desenvolvimento para 254%, igualando recorde do primeiro trimestre de 2021. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Rodrigo Campos, Reuters 22/11/2022 17h11 Atualizado há 2 horas Postado em 22 de novembro de 2022 às 19h15m #.*Post. - N.\ 10.565*.#
Dólar — Foto: Freepik
A relação entre dívida eProduto Interno Bruto(PIB)
dos mercados emergentes voltou a atingir recordes, apesar de um
declínio de US$ 6,4 trilhões na dívida global, para US$ 290 trilhões, no
terceiro trimestre. A queda da dívida foi consequência de um dólar mais
forte e da desaceleração das vendas de títulos, segundo relatório do
Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês).
Déficits orçamentários e crescimento econômico mais lento elevaram a
relação dívida/PIB nas economias em desenvolvimento para 254%, o que
iguala um recorde do primeiro trimestre de 2021, disse o IIF em seu mais
recente Monitor da Dívida Global, publicado nesta terça-feira (22).
O montante da dívida geral dos mercados emergentes, no entanto, caiu
para US$ 96,2 trilhões, contra US$ 98,7 trilhões no trimestre anterior.
Enquanto isso, a relação dívida global/PIB caiu pelo sexto trimestre
consecutivo, para 343% do PIB.
"A
conta global de juros soberanos deve aumentar rapidamente,
principalmente na África subsaariana, mas também na Europa emergente" ,
escreveu Emre Tiftik, diretor de pesquisa de sustentabilidade do IIF, no
relatório.
Autoridades e agências de classificação alertaram que as pressões da
dívida sobre as frágeis economias em desenvolvimento estão longe de
terminar e mais inadimplências são prováveis.
O custo mais alto do serviço da dívida pode prejudicar particularmente
os países mais expostos aos efeitos da mudança climática, disse o IIF.
O grupo de comércio bancário global disse em seu relatório trimestral
que, apesar de uma redução na dependência da dívida em dólar nos últimos
anos, ela permanece em níveis altos na América Latina e na África,
"deixando muitos países fortemente expostos a oscilações nos mercados de
câmbio".
Fora da esfera soberana, empresas menores e famílias de baixa renda
foram as mais atingidas pelo custo crescente dos empréstimos.