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sábado, 13 de novembro de 2021

8 produtos para transformar sua TV em smart

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Amazon Fire TV, Apple TV, Google Chromecast, Roku... Saiba como tornar seu televisor compatível com os serviços mais recentes de streaming - até mesmo uma TV de tubo antiga.
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Por Henrique Martin, g1

Postado em 13 de novembro de 2021 às 10h00m

Post.- N.\ 10.079

Ver séries e filmes por streaming na tela grande da televisão de casa nem sempre cabe no bolso do consumidor. TVs conectadas mais antigas sofrem com aplicativos desatualizados e, às vezes, as mais novas também não têm aquele streaming dos sonhos.

O g1 listou oito dispositivos de streaming divididos em duas categorias: resolução HD e 4K. A principal vantagem desses aparelhos é o preço: com algumas centenas de reais, sua TV mais antiga entra no mundo do vídeo sob demanda, sem precisar gastar milhares de reais em um novo televisor. Basta ter uma porta HDMI livre na TV, conexão sem fios em casa e uma tomada próxima.

Em alguns modelos disponíveis no mercado brasileiro, até mesmo as antigas TVs de tubo podem ser conectadas.

Veja abaixo os produtos e, ao fim da reportagem, um guia para escolher o ideal para sua TV.

Conheça dispositivos que transformam TVs em smart e reproduzem videos em full HD e HD — Foto: g1
Conheça dispositivos que transformam TVs em smart e reproduzem videos em full HD e HD — Foto: g1

Amazon Fire TV

Amazon Fire TV Stick — Foto: Divulgação
Amazon Fire TV Stick — Foto: Divulgação

O modelo da Amazon lembra um pen drive e fica escondido atrás da TV, conectado ao HDMI, e dá acesso aos principais serviços de streaming, com um grande destaque para o Prime Video, da própria marca.

O controle remoto pode ser usado para comandar a TV também e traz um botão para usar com comandos de voz para a assistente digital Alexa: basta pressionar e ela faz buscas nas principais plataformas instaladas e segue rotinas programadas (ligar/desligar a TV, lâmpadas e outros dispositivos de uma casa com recursos de inteligência).

A resolução máxima é de 1080 pixels (Full HD) e é compatível com vídeos em formatos HDR, HDR 10, HDR10+ e HLG - que melhoram a qualidade de contraste e nitidez da imagem em programas e filmes compatíveis.

O Fire TV ainda conta com 8 GB internos para armazenamento de aplicativos - por rodar um Android modificado, é possível instalar apps externos da loja da Amazon, mas isso não é recomendável.

Atenção na hora da compra: existe o modelo Fire TV Lite, que é quase igual ao Fire TV, com poucos recursos a menos. O preço sugerido do Fire TV pela fabricante estava na faixa dos R$ 350 no início de novembro. O do Lite, na dos R$ 300. Ambos são vendidos pela Amazon e outras lojas on-line.

Google Chromecast 3

Google Chromecast 3  — Foto: Divulgação
Google Chromecast 3 — Foto: Divulgação

O aparelho do Google é um dos modelos mais simples de instalar e usar: o modelo à venda no Brasil tem o formato de um pequeno disco com um conector HDMI e entrada USB, que é direcionada para alimentação de energia.

Basta conectá-lo a televisor e seguir os passos rápidos, tudo pelo smartphone - o dispositivo não tem controle remoto próprio.

Aplicativos para iOS e Android podem ser transmitidos para a tela com um toque - se existe um app de streaming para essas duas plataformas, ele será espelhado na TV. O Chromecast 3 também permite o uso conectado a tablets e notebooks e sua resolução máxima é 1080p (FullHD).

O preço sugerido era semelhante ao do Fire TV no início de novembro. Atenção: o Chromecast 3 é vendido no Brasil; o 4, modelo mais novo e que tem controle remoto, ainda não foi lançado no país.

Roku Express

Roku Express — Foto: Divulgação
Roku Express — Foto: Divulgação

Com custo um pouco abaixo dos primeiros produtos citados (em torno de R$ 300 no início de novembro), é o único que não é Full HD: o Roku Express reproduz vídeos em resolução HD (720p).

Por outro lado, seu aplicativo para smartphone traz um recurso que os rivais não têm: é possível usar fones de ouvido no telefone para ouvir o som da TV, que fica no modo silencioso.

Com formato parecido com o de uma caixa de fósforos, o Roku Express precisa ser colocado na frente do televisor - ou acima dele, já que a fabricante fornece um adesivo para colar o aparelho em algum lugar. Tudo isso por conta do controle remoto, ainda com tecnologia infravermelho e que precisa “ver” o aparelho.

Conectado pelo cabo HDMI ao televisor, o dispositivo usa um sistema proprietário que requer cadastro rápido e pede dados de cartão de crédito (opcional) caso algum dos serviços de streaming tenha opção de aluguel de filmes. O controle remoto traz botões dedicados para Netflix, Globoplay, HBO Go e Google Play.

O Roku Express não tem espaço para armazenamento interno - seus apps e serviços ficam conectados a um servidor da companhia.

Atenção na hora de comprar: algumas marcas como AOC, Philco e Semp vendem smart TVs com o sistema da Roku já integrado ao aparelho, sem necessidade do dispositivo externo.

Xiaomi TV Stick

Xiaomi Mi TV Stick — Foto: Divulgação
Xiaomi Mi TV Stick — Foto: Divulgação

Com formato parecido ao modelo da Amazon, o Xiaomi TV Stick tinha preço sugerido pela fabricante na faixa dos R$ 600, no início de novembro, mas era encontrado por menos nas lojas.

Ele também fica escondido atrás da TV, com um controle remoto simples, com atalhos para Netflix e Prime Video.

O modelo usa uma versão especial do sistema operacional Android, usado nos smartphones, adaptada para televisões (chamada Android TV). O controle também conta com um botão de voz integrado, mas, para usar com o Google Assistente, para pedir/buscar por apps e serviços, além de atuar como central para casa inteligente.

Na parte técnica, o Xiaomi TV Stick se destaca por ter resolução Full HD, ser compatível com áudio surround DTS e Dolby e pode ser usado como um Chromecast (por conta do Android), espelhando conteúdo do tablet, smartphone e computador.

Cuidado na hora de comprar: o TV Stick é o único produto de smart TV da Xiaomi no Brasil. É possível encontrar no varejo outros modelos (incluindo um com resolução 4K) que são importados direto da China.

Amazon Fire TV 4K

Amazon Fire TV Stick 4K — Foto: Divulgação
Amazon Fire TV Stick 4K — Foto: Divulgação

O Fire TV 4K é praticamente igual ao Fire TV, com a resolução maior de imagem (4K) e adoção do padrão de imagem Dolby Vision, com mais cor e contraste em programas compatíveis (Prime Video, HBO Max e AppleTV+ têm programação nesse formato).

O preço é mais alto: estava na faixa dos R$ 450 no início de novembro.

De resto, o controle remoto também comanda a TV, 8 GB de armazenamento interno e compatibilidade com a assistente de voz Alexa.

Atenção na hora de comprar: se busca o 4K, não confundir com os demais modelos de Fire TV.

Apple TV 4K

Apple TV 4K — Foto: Divulgação
Apple TV 4K — Foto: Divulgação

O modelo mais caro desta lista (com preço sugerido pela marca em torno dos R$ 2.500, no início de novembro, mas encontrado por menos nas lojas on-line) é também o que vai um pouco além do simples streaming de vídeos e séries.

A Apple TV 4K tem Dolby Vision e Dolby Atmos para imagem e som de alta qualidade, mas também serve como uma central de serviços da própria marca, todos com assinatura separada - como a TV+ (também disponível em outras plataformas), Fitness+ (com aulas de ginástica e meditação, recém-lançado no Brasil), jogos no Arcade e músicas no Music.

O controle remoto também comanda a TV e traz acesso por voz para a assistente digital Siri. Além disso, o iPhone ou iPad servem como controle remoto adicional, e um recurso extra permite calibrar as imagens da tela para um padrão mais exigente usando o smartphone da marca.

Tem opções com 32 GB ou 64 GB de armazenamento interno, roda Apple TV OS 15 e é um dos poucos modelos da lista com uma conexão Gigabit Ethernet (com cabo de rede), que promete maior estabilidade na transmissão pela internet.

Atenção na hora de comprar: A Apple também oferece uma versão com resolução HD do produto e 32 GB de armazenamento interno, por um preço sugerido um pouco menor.

Aquário STV-2000 4K

Aquário STV-2000 — Foto: Divulgação
Aquário STV-2000 — Foto: Divulgação

A marca brasileira Aquário tem um dos produtos mais diferentes desta lista: apesar de transmitir vídeos em resolução 4K, o STV-2000 4K traz uma saída de vídeo para conectar o aparelho a televisores de tubo ou - em raros casos - sem uma porta HDMI. O custo estava em torno de R$ 300 no início de novembro.

O produto é uma caixa que conta ainda com quatro entradas USB 2.0, leitor de cartões SD e um conector de cabo Ethernet (Fast) - além do streaming, é possível conectar um teclado e mouse, ver fotos e vídeos presentes em cartões de memória e pen drives - como o produto roda uma versão mais antiga de Android (7.2), pode até ser usado (com restrições) como um computador portátil ligado à TV para trabalhar e jogar.

O STV-2000 4K tem ainda 8 GB de armazenamento interno para guardar apps e, apesar de vários outros recursos avançados, tem Wi-Fi compatível apenas com redes 2,4 GHz, mais lentas. Vem com controle remoto e cabos HDMI e AV/RCA na caixa.

Atenção na hora de comprar: apesar do 4K, é um produto para quem tem uma TV muito antiga sem nenhuma conectividade.

Elsys Streaming Box 4K

Elsys Streaming Box 4K — Foto: Divulgação
Elsys Streaming Box 4K — Foto: Divulgação

O Streaming Box 4K também é uma caixa que roda Android e pode ser conectada em diversos tipos de tela: da 4K ao modelo antigo de tubo, com preço que estava na faixa dos R$ 500 no início de novembro.

Tem um sistema operacional mais recente (Android 9), com Wi-Fi 2.4 e 5 GHz e 8 GB de espaço para armazenamento de apps, e isso permite rodar o Google Assistente para usar com comandos de voz integrados ao controle remoto. Também é possível espelhar o conteúdo da tela do smartphone, tablet ou notebook usando o recurso de Chromecast integrado ao aparelho.

Para completar, o dispositivo também traz um conversor para o padrão de TV digital brasileira - isso permite assistir canais abertos na televisão com auxílio de uma antena (não incluída na caixa)

Atenção na hora de comprar: apesar do 4K, é um produto que também serve para quem tem uma TV antiga sem conectividade ou mesmo sem um conversor de TV digital.

Por que recorrer aos dispositivos

Pesquisas de mercado feitas pela Nielsen e Smartclip mostram que, em 2015, 32% dos brasileiros já tinham plataformas de smart TV em casa, o que inclui o televisor conectado e os dispositivos de streaming. Em 2021, esse número chegou a 89% dos pesquisados, independente da classe social.

“Os 11% restantes que não possuem a tecnologia veem preço como a principal barreira de entrada”, explica Sabrina Balhes, líder de mensuração da Nielsen Brasil. O segundo motivo citado na pesquisa foi não ver TV com muita frequência.

Um outro motivo para ter um dispositivo de streaming é o fato de que as smart TVs compradas alguns anos atrás podem funcionar bem, porém os fabricantes deixam de atualizar o sistema operacional, limitando o acesso a serviços de streaming mais recentes. Em um caso desses, vale mais comprar um dispositivo de smart TV e economizar do que investir em um televisor novo.

“O sistema das smart TVs tem pouca atualização dos fabricantes, os sticks têm mais oferta de aplicativos e constantes atualizações”, comenta Carlos Augusto Martins, coordenador de projetos no Rio de Janeiro, que tem em casa um Roku Express e um Chromecast 4K importado.

Qual é o melhor para a sua TV?

Basta conectar o dispositivo direto ao televisor, no caso dos modelos que lembram um pen drive, ou o cabo HDMI nos aparelhos em formato de caixa - e que costumam ter mais funções disponíveis.

Vale prestar atenção na resolução da tela: se a TV é HD/Full HD, os aparelhos mais baratos são indicados. Se tem alta definição 4K, é melhor comprar um produto compatível com a resolução, que vai ser um pouco mais caro.

Também é bom checar se os todos os serviços de streaming desejados estão disponíveis para todas as plataformas. Um exemplo é da fabricante Roku, que não tem o app do YouTube por conta de uma disputa com o Google, ou os Amazon Fire TV Stick, que por enquanto não contam com a Globoplay.

O lançamento de novos serviços de streaming também pode demorar um pouco para ser liberado nas lojas de apps desses dispositivos.

“Vale também ver se tem controle remoto, se permite instalar apps, a capacidade interna de armazenamento e se o dispositivo tem conexão Wi-Fi 2,4 GHz e 5 GHz”, explica Eliel Barros, engenheiro civil e dono de um Chromecast e de um Roku Express.

A rede 5 GHz, presente na maioria dos roteadores de internet sem fio domésticos, é mais recomendada para transmissão de vídeos, pois têm uma velocidade maior de transmissão de dados - e está presente em todos os aparelhos desta lista.

Instalação simples

Os aparelhos se conectam a uma porta HDMI da TV - lembrando que aparelhos da Aquário e da Elsys permitem conexão AV, alternativa para as TV mais antigas. E eles usam uma porta USB para a alimentação pelo carregador de tomada.

A conexão à internet é feita por wi-fi, porém poucos modelos também oferecem a opção de conectar utilizando um cabo de rede padrão Ethernet.

E é preciso ter internet banda larga em casa, de preferência com alta velocidade. Os serviços de streaming costumam recomendar em torno de 5 Mbps para vídeos em qualidade HD, mas quanto mais rápido, melhor.

Para as TVs com resolução 4K, o indicado é ter uma conexão mais veloz de pelo menos 25 Mbps. A velocidade da sua internet pode ser testada em sites como speedtest.net e fast.com.

A instalação segue um processo simples: basta conectar ao televisor, à energia e seguir os passos na tela para configurar a internet sem fios e o serviço principal do dispositivo - a conta do serviço utilizado, como Roku, Amazon, Xiaomi ou Apple, por exemplo.

A configuração é auxiliada por um controle remoto que vem junto na caixa do produto ou app para smartphone (iOS ou Android), que ajudam a digitar na tela.

Após essa fase, o dispositivo já vem com alguns aplicativos pré-instalados e uma loja para baixar outros serviços de streaming de vídeo e de música, pagos e gratuitos. A maioria dos aparelhos de streaming também permitem espelhar a tela do smartphone na TV com um ou dois toques, ótimo para mostrar fotos e vídeos para a família.

E, a partir desse momento, basta escolher o streaming favorito e começar a se divertir.

Esta reportagem foi produzida com total independência editorial por nosso time de jornalistas e colaboradores especializados. Caso o leitor opte por adquirir algum produto a partir de links disponibilizados, a Globo poderá auferir receita por meio de parcerias comerciais. Esclarecemos que a Globo não possui qualquer controle ou responsabilidade acerca da eventual experiência de compra, mesmo que a partir dos links disponibilizados. Questionamentos ou reclamações em relação ao produto adquirido e/ou processo de compra, pagamento e entrega deverão ser direcionados diretamente ao lojista responsável.

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sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Setor de serviços cai 0,6% em setembro após 5 altas seguidas

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Queda foi puxada pelo recuo nos serviços de transportes em meio à alta dos preços. Diferentemente da indústria e do varejo, setor fechou o 3º trimestre no azul, com avanço de 3%. No ano, alta acumulada é de 11,4%.
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, g1

Postado em 12 de novembro de 2021 às 09h30m

Post.- N.\ 10.078

Saguão do aeroporto de Congonhas, em SP, em imagem de outubro. — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo
Saguão do aeroporto de Congonhas, em SP, em imagem de outubro. — Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

O volume de serviços prestados no Brasil caiu 0,6% em setembro, na comparação com agosto, interrompendo uma sequência de 5 meses de crescimento, mostram os dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com setembro do ano passado, entretanto, houve avanço de 11,4% – a sétima taxa positiva consecutiva.

"Com o resultado de setembro, o setor ainda ficou 3,7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro do ano passado, mas está 8% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014", destacou o IBGE.

Setor de serviços registra queda em setembro após cinco taxas positivas seguidas — Foto: Economia/g1
Setor de serviços registra queda em setembro após cinco taxas positivas seguidas — Foto: Economia/g1

O resultado frustrou as expectativas. A mediana de 25 projeções captadas pelo Valor Data projetava avanço 0,5% em setembro ante agosto. O intervalo de projeções ia de queda de 0,4% a alta de 0,8%.

Mesmo com a queda de setembro, o setor ainda acumula avanço de 11,4% no ano e conseguiu fechar o 3º trimestre no azul (3%). Em 12 meses, registra alta de 6,8%, maior taxa da série histórica, iniciada em dezembro de 2012.


Alta de 3% no 3º trimestre

Diferentemente da indústria e do varejo, o setor de serviço fechou o 3º trimestre no azul, com avanço de 3% na comparação com os meses anterior, após alta de 2,1% no 2º trimestre, chegando a 5 trimestres seguidos de crescimento.

Na comparação com o 3º trimestre do ano passado, o avanço foi de 15,2%.

Volume de serviços acumulado em 12 meses - setembro/21 — Foto: Economia g1
Volume de serviços acumulado em 12 meses - setembro/21 — Foto: Economia g1

Inflação pesa nos serviços de transportes

Quatro das 5 atividades pesquisadas tiveram queda na passagem de agosto para setembro, com destaque para os transportes (-1,9%), que registraram o resultado negativo mais intenso desde abril de 2020 (-19%), impactado, segundo o IBGE, pela alta nos preços das passagens aéreas, no transporte rodoviário de cargas e também no ferroviário de cargas.

Especificamente no item passagens aéreas, cujos preços tiveram alta de 28,19% em setembro, sim, o fator inflacionário trouxe um reflexo negativo sobre o número de passageiros, destacou o gerente da pesquisa.

  • Serviços prestados às famílias: 1,3%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 1,7%
  • Outros serviços prestados às famílias: zero
  • Serviços de informação e comunicação: -0,9%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC): -1,2%
  • Telecomunicações: -1,4%
  • Serviços de tecnologia da informação: -0,5%
  • Serviços audiovisuais: 0,8%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -1,1%
  • Serviços técnico-profissionais: 1,7%
  • Serviços administrativos e complementares: -1,6%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1,9%
  • Transporte terrestre: -1%
  • Transporte aquaviário: -1,7%
  • Transporte aéreo: -9%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 0,6%
  • Outros serviços: -4,7%

A queda do setor de serviços se deu de maneira relativamente disseminada. Quando observamos por segmentos, as principais pressões negativas vieram, além do transporte aéreo de passageiros, de serviços financeiros auxiliares, investigado dentro de outros serviços, e de telecomunicações, dentro do setor de serviços de informação e comunicação, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Houve queda no volume de serviços em 20 das 27 unidades da federação. O maior impacto veio de São Paulo (-1,6%), seguido por Minas Gerais (-1,3%), Rio Grande do Sul (-1,3%), Pernambuco (-2,2%) e Goiás (-2,2%). Já Rio de Janeiro (2,0%), Distrito Federal (2,9%) e Mato Grosso do Sul (3,6%) tiveram as maiores altas.

Distância (em %) do patamar pré-pandemia por atividade de serviços — Foto: Economia g1
Distância (em %) do patamar pré-pandemia por atividade de serviços — Foto: Economia g1

Serviços às famílias têm 6ª alta, mas segue abaixo do nível pré-pandemia

Com a sexta taxa positiva consecutiva, o setor de serviços prestados às famílias (1,3%) foi o único que manteve avanço na passagem de agosto para setembro.

Esses são justamente os serviços que mais sofreram com os efeitos econômicos da pandemia e têm mostrado algum tipo de fôlego, de crescimento", afirma Lobo, que destaca que o setor ainda está 16,2% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro do ano passado.

O pesquisador apontou, ainda, que sobre os serviços prestados às famílias, é esperado um impacto maior inflação nos próximos meses. Esses serviços têm crescido até um ponto onde, aí sim, o efeito inflacionário pode interferir na escolha das famílias em relação ao consumo, disse. 
Segmento de turismo cresce 0,8%

O índice de atividades turísticas cresceu 0,8% frente a agosto, quinta taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 49,9%. Contudo, o segmento ainda se encontra 20,4% abaixo do patamar pré-pandemia.

Desempenho trimestral do setor de serviços — Foto: Economia g1
Desempenho trimestral do setor de serviços — Foto: Economia g1

Piora das expectativas

O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira e foi o mais atingido pela pandemia de Covid-19. Nos últimos meses, tem sido o principal destaque de recuperação, favorecido pelo avanço da vacinação e maior mobilidade da população.

Apesar do setor de serviços se manter acima do patamar pré-pandemia, a atividade econômica tem perdido fôlego e mostrado sinais de desaceleração. As vendas do comércio, por exemplo, caíram pelo 2º mês seguido em setembro e o setor fechou o 3º trimestre com retração de 0,4%. A indústria também fechou o terceiro trimestre no vermelho e acumula 4 meses seguidos de perdas.

"Com o número de hoje temos os dados fechados do 3º trimestre das principais pesquisas do IBGE e é seguro dizer que a economia parou no trimestre encerrado em setembro", avaliou o economista-chefe da Necton, André Perfeito.

A XP avaliou o resultado do setor de serviços em setembro como "frustrante" e passou a projetar uma alta de apenas 0,1% do PIB no 3º trimestre, na comparação com o 2º trimestre.

A inflação persistente, a crise hídrica, o desemprego ainda elevado e as elevadas incertezas fiscais e politicas têm piorado as perspectivas para a economia brasileira. O mercado financeiro tem revisado para baixo as projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e elevado as estimativas para a inflação e para a taxa básica de juros (Selic).

A expectativa do mercado financeiro para o crescimento do PIB em 2021está atualmente em 4,93%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, após tombo de 4,1% em 2020. Para 2022, a média das projeções está em 1%.

O mercado projeta atualmente uma Selic em 9,25% ao ano no fim de 2021. Entretanto, para o fim de 2022, os economistas subiram a expectativa para a taxa Selic para 11% ao ano, o que pressupõe crédito mais caro e mais freios para o consumo e investimentos.

Vendas do comércio caem pelo segundo mês seguido
Vendas do comércio caem pelo segundo mês seguido

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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Vendas do comércio caem pelo 2º mês seguido e setor fecha 3º trimestre no vermelho

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Setor registrou queda de 1,3% em setembro e retração de 0,4% no trimestre, voltando a ficar abaixo do patamar pré-pandemia. No ano, ainda acumula crescimento de 3,8% e nos últimos 12 meses, alta desacelerou para 3,9%
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, g1

Postado em 11 de novembro de 2021 às 10h00m

Post.- N.\ 10.077

Vendas do comércio caem 1,3% em setembro, segundo IBGE
Vendas do comércio caem 1,3% em setembro, segundo IBGE

Sob pressão inflacionária, as vendas do comércio varejista caíram 1,3% em setembro, na comparação com agosto, na segunda retração mensal consecutiva, fechando o 3º trimestre no vermelho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com setembro do ano passado, a queda foi de 5,5% – também a segunda seguida.

O setor fechou o 3º trimestre com queda de 0,4% na comparação com os 3 meses anteriores, após ter registrado crescimento de 2,5% no 2º trimestre.

Volume de vendas do comércio varejista tem queda pelo 2º mês consecutivo — Foto: Economia/g1
Volume de vendas do comércio varejista tem queda pelo 2º mês consecutivo — Foto: Economia/g1

Com o resultado de setembro, o patamar do setor retrocedeu, voltando a ficar 0,4% abaixo do nível pré-pandemia.

Depois da grande queda de abril do ano passado, início da pandemia, veio uma recuperação muito rápida que levou ao patamar recorde de outubro e novembro de 2020. Depois tivemos um primeiro rebatimento com uma nova queda forte em dezembro e dois meses variando muito próximo do mesmo nível pré-pandemia, até março, mês a partir do qual houve nova trajetória de recuperação. Desde fevereiro de 2020, o setor vive muita volatilidade, disse o gerente da PMC, Cristiano Santos.

O IBGE também revisou o resultado de agosto para uma queda de 4,3%, tombo mais intenso que o recuo de 3,1% da leitura inicial.

O resultado veio pior que o esperado. Pesquisa da Reuters apontou que as expectativas eram de recuos de 0,6% na comparação mensal e de 4,25% sobre um ano antes.

Dentre os dez segmentos do comércio varejista, apenas

Perda de fôlego

No ano, setor ainda acumula crescimento de 3,8%. Em 12 meses até setembro, alta desacelerou para 3,9%, contra 5% nos 12 meses imediatamente anteriores, evidenciando a perda de fôlego da economia.

Indicador acumulado em 12 meses indica maior perda de ritmo do setor varejista — Foto: Economia/g1
Indicador acumulado em 12 meses indica maior perda de ritmo do setor varejista — Foto: Economia/g1

Na comparação com o 3º trimestre do ano passado, houve queda de -1,3%, depois de avanço de 14,8% no 2º trimestre.

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos e materiais de construção, o volume de vendas caiu 1,1% em setembro. O acumulado no ano ficou em 8% e o acumulado em 12 meses, em 7%.

O IBGE apontou, ainda, que dentre os dez segmentos varejista (incluindo o ampliado), apenas três apresentaram, em setembro, nível de vendas superior ao que era observado em fevereiro de 2020.

Maioria dos segmentos varejistas apresenta nível de vendas abaixo do período pré-pandemia. — Foto: Economia/g1
Maioria dos segmentos varejistas apresenta nível de vendas abaixo do período pré-pandemia. — Foto: Economia/g1

Impacto a inflação nas vendas

Entre as oito atividades pesquisadas, seis tiveram retração em setembro, uma teve variação nula e apenas uma teve taxa positiva, mas muito próxima da estabilidade.

As quedas mais intensas foram Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,6%), Móveis e eletrodomésticos (-3,5%), Combustíveis e lubrificantes (-2,6%).

Já as duas atividades do varejo ampliado registraram queda no mês.

Veja o desempenho de cada um dos segmentos em setembro, na comparação com agosto:

  • Combustíveis e lubrificantes: -2,6%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -1,5%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -1,1%
  • Móveis e eletrodomésticos: -3,5%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,1%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 0%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -3,6%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -2,2%
  • Veículos, motos, partes e peças: -1,7% (varejo ampliado)
  • Material de construção: -1,1% (varejo ampliado)

A atividade de maior peso no índice, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, registrou queda de -1,5% nas vendas.

Segundo o IBGE, a escalada da inflação foi fator determinante para a queda das vendas em setembro.

O componente que joga o volume para baixo é a inflação. As mercadorias subiram de preço. Em combustíveis e lubrificantes, por exemplo, a receita foi -0,1%, totalmente estável, e o volume caiu 2,6%. O mesmo vale para hiper e supermercados, que passa de 0,1% de receita para -1,5% em volume", explica Santos.

Segundo o gerente da pesquisa, "artigos farmacêuticos não sobrem tanta pressão inflacionária", o que contribuiu para que este segmento fosse o único a apresentar taxa positiva no mês, embora próximo da estabilidade.

Varejo volta a registrar queda no volume de vendas trimestral  — Foto: Economia/g1
Varejo volta a registrar queda no volume de vendas trimestral — Foto: Economia/g1

Vendas caem em 25 das 27 unidades da federação

De agosto de 2021 para setembro de 2021, as vendas caíram em 25 das 27 unidades da federação, com destaque para as queda de Mato Grosso do Sul (-3,9%), Santa Catarina (-3,6%) e Rio Grande do Norte (-3,4%). Só houve crescimento no Acre (0,4%) e Mato Grosso (0,2%).

Perspectivas

"A atividade segue frágil na margem que depois de ter se recuperado fortemente após a pandemia mostra falta de tração", avaliou o economista da Necton, André Perfeito.

A inflação persistente, a crise hídrica, o desemprego ainda elevado e as elevadas incertezas fiscais e politicas têm piorado as perspectivas para a economia brasileira. O mercado financeiro tem revisado para baixo as projeções de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e elevado as estimativas para a inflação e para a taxa básica de juros (Selic).

Na semana passada, o IBGE mostrou que a produção industrial registrou a 4ª queda seguida em setembro, fechando 3º trimestre com retração de 1,7%.

A confiança dos empresários registrou leva alta em outubro, mostrando uma acomodação e reforçando a leitura de desaceleração da recuperação da economia, segundo sondagem da FGV.

A expectativa do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2021está atualmente em 4,93%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, após tombo de 4,1% em 2020. Para 2022, a média das projeções está em 1%.

O mercado projeta atualmente uma Selic em 9,25% ao ano no fim de 2021. Entretanto, para o fim de 2022, os economistas subiram a expectativa para a taxa Selic para 11% ao ano, o que pressupõe crédito mais caro e mais freios para o consumo e investimentos.

Empresas preparam estratégias de venda para a Black Friday
Empresas preparam estratégias de venda para a Black Friday

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