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quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Desemprego cai para 13,2% em agosto, mas ainda atinge 13,7 milhões, aponta IBGE

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Ocupação cresce no país, mas renda do trabalho encolhe. Rendimento médio real cai 10,2% em 1 ano, a maior queda da série histórica, iniciada em 2012.
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Por Darlan Alvarenga e Laura Naime, g1

Postado em 27 de outubro de 2021 às 10h00m


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Desemprego fica em 13,2% em agosto, mas ainda atinge 13,7 milhões, aponta IBGE
Desemprego fica em 13,2% em agosto, mas ainda atinge 13,7 milhões, aponta IBGE

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 13,2% no trimestre encerrado em agosto, mas a falta de trabalho ainda atinge 13,7 milhões de brasileiros, informou nesta quarta-feira (27) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a taxa mais baixa desde o trimestre encerrado em maio de 2020 (12,9%).

Apesar da queda do desemprego, a informalidade cresceu e o rendimento real dos brasileiros teve uma queda histórica.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento anterior, referente ao trimestre encerrado em julho, a taxa de desemprego estava em 13,7%, atingindo 14,1 milhões de pessoas.

Taxa de desemprego - agosto/21 — Foto: Economia g1
Taxa de desemprego - agosto/21 — Foto: Economia g1

O desemprego recuou mais do que o esperado. A previsão mediana de 25 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data era de uma taxa de desemprego de 13,5% no trimestre terminado em agosto. O intervalo das estimativas era de 13,2% a 14%.

Evolução do número de desempregados - agosto/21 — Foto: Economia g1
Evolução do número de desempregados - agosto/21 — Foto: Economia g1

Ocupação cresce, mas rendimento médio tem queda histórica

O número de pessoas ocupadas foi estimado em 90,2 milhões, o que representa um aumento de 4% em relação ao trimestre móvel anterior. Ou seja, um adicional de 3,4 milhões.

"O nível de ocupação subiu 2 pontos percentuais para 50,9%, o que indica que mais da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país. Em um ano, o contingente de ocupados avançou em 8,5 milhões de pessoas", destacou o IBGE.

O rendimento médio real do trabalhador foi de R$ 2.489 no trimestre encerrado em agosto – o que corresponde a uma redução de 4,3% em 3 meses e de 10,2% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Esse resultado sinaliza uma corrosão da renda proveniente no trabalho em um ambiente de inflação nas alturas.

Segundo o IBGE, "foram as maiores quedas percentuais da série histórica", iniciada em 2012, em ambas as comparações.

A massa de rendimento real, que é soma de todos os rendimentos dos trabalhadores, recuou 0,7% na comparação anual, atingindo R$ 219,2 bilhões, o que corresponde a R$1,5 bilhão a menos no bolso da população ocupada.

A queda no rendimento está mostrando que, embora haja um maior número de pessoas ocupadas, nas diversas formas de inserção no mercado e em diversas atividades, essa população ocupada está sendo remunerada com rendimentos menores. A ocupação cresce, mas com rendimento do trabalho em queda, afirmou Adriana Beringuy.

Segundo o IBGE, frente ao mesmo trimestre de 2020, as maiores reduções no rendimento médio ocorreram em ocupações na indústria (-13,8%, ou menos R$ 396), no segmento de alojamento e alimentação (11,6%, ou menos R$ 196), no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (-9,6%, ou menos R$ 207) e na construção (-9,2%, ou menos R$ 187).


Conta própria e trabalho doméstico atingem recordes

O aumento da ocupação no país tem sido puxado pelo principalmente pela expansão do trabalho por conta própria e do emprego sem carteira assinada.

O trabalho por conta própria atingiu novamente patamar recorde, somando 25,4 milhões de pessoas, com aumento 4,3% (mais 1 milhão de pessoas) em 3 meses. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o contingente avançou 3,9 milhões, alta de 18,1%.

O número de trabalhadores domésticos (faxineiras, passadeiras, jardineiros, etc.) aumentou 9,9% no trimestre, somando 5,5 milhões pessoas. Frente ao mesmo período do ano anterior, cresceu 21,2%, um adicional de 965 mil pessoas. As expansões trimestral e anual foram as maiores em toda em toda a série histórica da ocupação dos trabalhadores domésticos.

O número de empregados sem carteira cresceu 10,1% na comparação com o trimestre móvel anterior e 23,3% na comparação anual, somando 10,8 milhões.

Já o número de trabalhadores com carteira assinada aumentou em 1,1 milhão (4,2%) em 3 meses e em 1,9 milhão (6,8%) em 1 ano, totalizando 31 milhões de pessoas.

Trabalho por conta própria - agosto/21 — Foto: Economia g1
Trabalho por conta própria - agosto/21 — Foto: Economia g1

Número de informais segue abaixo do patamar pré-pandemia

Com o avanço do trabalho por conta própria sem CNPJ e do emprego sem carteira assinada, a taxa de informalidade passou de 40% no trimestre encerrado em maio para 41,1%, no trimestre encerrado em agosto, totalizando 37 milhões de pessoas.

O trabalho informal inclui trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores familiares auxiliares.

"Em um ano a população ocupada total expandiu em 8,5 milhões de pessoas, sendo que desse contingente 6 milhões eram trabalhadores informais, destacou a pesquisadora do IBGE, acrescentando, entretanto, que o número de trabalhadores informais ainda se encontra abaixo do nível pré-pandemia e do máximo registrado no trimestre fechado em outubro de 2019, quando chegou a 38,8 milhões.

Subutilização recua, mas subocupação atinge recorde

A mão de obra ‘desperdiçada’ no país encolheu. O contingente de pessoas subutilizadas, aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial, somou 31,1 milhões, queda de 5,5% em relação ao trimestre anterior.

A taxa composta de subutilização para 27,4%, ante 30,6% há 1 ano.

Já os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, aqueles que trabalham menos horas do que poderiam trabalhar, atingiu o número recorde de 7,7 milhões de pessoas, um aumento de 4,7% (mais 343 mil pessoas). Na comparação anual, o indicador subiu 29,2% (1,7 milhão).

Os desalentados – pessoas que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado – somaram 5,3 milhões, uma redução de 6,4% em relação ao trimestre encerrado em maio e de 8,7% em 1 ano.

6 das 10 atividades econômicas geram empregos

O crescimento da ocupação no trimestre até agosto avançou em 6 dos 10 agrupamentos de atividades econômicas, com destaque para o aumento de 1,2 milhão de trabalhadores no segmento de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7,8%), de 578 mil na indústria geral (5,3%) e de 620 mil pessoas na construção (10%).

Moradores de comunidades enfrentam desafios para conseguir emprego
Moradores de comunidades enfrentam desafios para conseguir emprego

Perspectivas

Apesar do mercado de trabalho continuar estar em trajetória de recuperação, indicadores econômicos têm mostrado uma perda de fôlego da economia nos últimos meses.

A expectativa atual do mercado financeiro para o PIB é de uma alta de 4,97% em 2021, após o tombo de 4,1% no ano passado. Para 2022, porém, as projeções têm piorado e parte dos analistas já prevê um quadro de estagflação e até de recessão.

A piora das expectativas ocorre em meio ao aumento das incertezas fiscais após o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter proposto na semana passada "furar" o teto de gastos (mecanismo que limite o aumento da maior parte das despesas à inflação do ano anterior) para bancar o Auxílio Brasil em 2022, ano de eleição presidencial.

O mercado financeiro também passou a projetar uma aceleração no ritmo de alta da taxa básica de juros. A expectativa é que a Selic termine 2021 em 8,75%, podendo chegar a dois dígitos em 2022. Juros em alta encarecem o investimento para as empresas e o consumo para as famílias, dificultando o crescimento econômico e a geração de um número maior de empregos.

"A desaceleração (acentuada) da atividade econômica esperada para o decorrer de 2022 impedirá um recuo mais expressivo da taxa de desemprego", avaliou em nota a equipe e analistas da XP, que projeta que a taxa de desemprego encerrará 2021 a 12,6%, recuando para 12,2% no final de 2022.

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terça-feira, 26 de outubro de 2021

IPCA-15: prévia da inflação fica em 1,20% em outubro e atinge 10,34% em 12 meses

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Foi a maior taxa para o mês em 26 anos. Alta acima do esperado foi puxada pelo aumento de 3,91% da energia elétrica e dos combustíveis (2,03%). Gasolina acumula salto de mais de 40% em 12 meses.
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Por Darlan Alvarenga, g1

Postado em 26 de outubro de 2021 às 12h00m


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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou a alta para 1,20% em outubro, após ter registrado taxa de 1,14% em setembro, mostram os dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"Trata-se da maior variação para um mês de outubro desde 1995 (1,34%), e a maior variação mensal desde fevereiro de 2016 (1,42%)", informou o IBGE.

IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação mensal)   — Foto: Economia G1
IPCA-15, prévia da inflação oficial (variação mensal) — Foto: Economia G1

A alta foi puxada pelo custo da energia elétrica (3,91%), que representou 0,19 ponto percentual da inflação do mês, e dos combustíveis (2,03%).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, chegou a 10,34%, contra os 10,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

O resultado veio pior do que o esperado. As projeções de analistas de 28 consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data apontavam para um avanço de 0,98% em outubro e de 10,1% em 12 meses.

A meta central do governo para a inflação em 2021 é de 3,75%, e o intervalo de tolerância varia de 2,25% a 5,25%. No final de setembro, o Banco Central elevou de 5,8% para 8,5% sua estimativa de inflação para o ano, admitindo oficialmente o estouro da meta.

IPCA - 15: prévia da Inflação oficial acumulada em 12 meses — Foto: Economia G1
IPCA - 15: prévia da Inflação oficial acumulada em 12 meses — Foto: Economia G1

O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos, abrangendo nove regiões metropolitanas, além de Brasília e do município de Goiânia. A diferença em relação ao IPCA está no período de coleta e na abrangência geográfica.

O que mais subiu no mês

Houve alta em 8 dos 9 grupos de produtos e serviços pesquisados. Veja abaixo o resultado do IPCA-15 para cada um dos grupos:

  • Alimentação e bebidas: 1,38%
  • Habitação: 1,87%
  • Artigos de residência: 0,53%
  • Vestuário: 1,32%
  • Transportes: 2,06%
  • Saúde e cuidados pessoais: -0,01%
  • Despesas pessoais: 0,77%
  • Educação: 0,09%
  • Comunicação: 0,34%

A energia elétrica (3,91%) foi o destaque no grupo Habitação. A alta decorre, em grande medida, da vigência da bandeira tarifária Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, o mais alto entre todas as bandeiras. Em 12 meses, a alta da energia é de 30,78%.

No grupo dos Transportes (2,06%), o maior impacto veio das passagens aéreas, que subiram 34,35% e contribuíram com 0,16 ponto percentual para o resultado do mês.

Todas as áreas pesquisadas apresentaram alta em outubro. O menor resultado ocorreu em Belém (0,51%). Já a maior variação foi registrada em Curitiba (1,58%).

Gasolina acumula alta de mais de 40% em 12 meses

A gasolina, componente com o maior peso do IPCA-15, subiu 1,85% em outubro e acumula avanço de 40,44% nos últimos 12 meses.

Os demais combustíveis também apresentaram altas: etanol (3,20%), óleo diesel (2,89%) e gás veicular (0,36%).

O gás de botijão subiu 3,80%, registrando o 17º mês consecutivo de alta, acumulando alta de 35,18% em 12 meses.

Gasolina e diesel sofrem reajuste nas refinarias a partir desta terça (26)
Gasolina e diesel sofrem reajuste nas refinarias a partir desta terça (26)

Carro usado tem 13ª alta consecutiva

Ainda em transportes, os automóveis novos (1,64%), usados (1,56%) e as motocicletas (1,27%) seguem em alta. No caso dos automóveis usados, trata-se da 13ª alta consecutiva, acumulando 13,21% de variação nos últimos 12 meses

Preço da carne cai e frango fica mais caro

As carnes (-0,31%) tiveram queda de preço, após 16 meses seguidos de alta. Em 12 meses, entretanto, o item acumula avanço de 22,06%.

Entre os alimentos, também houve queda em outubro nos preços da cebola (-2,72%) e do arroz (-1,06%). Do lado das altas, destaque para as frutas (6,41%), tomate (23,15%), batata-inglesa (8,57%), frango em pedaços (5,11%), café moído (4,34%), frango inteiro (4,20%) e queijo (3,94%).

Inflação persistente deve acelerar alta da Selic

Na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda, os analistas do mercado financeiro aumentaram de 8,69% para 8,96% a expectativa para a inflação de 2021.

Na visão do mercado, as manobras para furar do teto dos gastos colocam ainda mais pressão no dólar e no Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que decide nesta quarta-feira a nova taxa básica de juros (Selic), atualmente em 6,25% ao ano.

Na média das projeções, a taxa básica da economia deve subir para 7,5% ao ano - uma alta de 1,25 ponto percentual. Mas diversas casas apostam em um aperto monetário ainda maior, de 1,50 ponto percentual.

"A conjunção de inflação persistente com alteração do regime fiscal (fim do teto dos gastos) irá forçar o Copom a subir a SELIC mais fortemente que o esperado", avaliou o economista-chefe da Necton, André Perfeito.

Economista analisa medidas econômicas do governo e cita efeitos da estagflação entre os mais pobres
Economista analisa medidas econômicas do governo e cita efeitos da estagflação entre os mais pobres

Para 2022, o mercado financeiro subiu de 4,18% para 4,40% a estimativa de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

A piora nas projeções para os indicadores econômicos acontece após o ministro da Economia, Paulo Guedes, ter proposto na semana passada flexibilizar o teto de gastos (mecanismo que limite o aumento da maior parte das despesas à inflação do ano anterior).

O mercado elevou de 8,25% para 8,75% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. E, para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro subiram a expectativa para a taxa Selic de 8,75% para 9,5% ao ano, o que pressupõe novas elevações de juros também no próximo ano.

Risco fiscal se materializou e BC deve aumentar ainda mais a taxa de juros, diz economista
Risco fiscal se materializou e BC deve aumentar ainda mais a taxa de juros, diz economista
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Brasil cria 313 mil vagas formais em setembro; abertura de postos desacelera em relação a agosto

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Abertura de vagas com carteira assinada teve queda na comparação com agosto deste ano e com setembro de 2020. Entre janeiro e setembro foram criadas 2,5 milhões de postos.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 26 de outubro de 2021 às 10h40m


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A economia brasileira gerou 313.902 empregos com carteira assinada em setembro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (26) pelo Ministério do Trabalho e Previdência.

Ao todo, segundo o ministério, o país registrou em setembro 1.780.161 contratações e 1.466.259 demissões.

Apesar de permanecer acima da marca de 300 mil postos formais, a geração de empregos teve desempenho pior do que em agosto deste ano, quando foram abertas 368.091 (dado revisado) e, também, na comparação com setembro do ano passado - foram criados 319.151 empregos com carteira assinada.

Criação de Empregos Formais no Brasil
319.151319.151392.190392.190397.972397.972-112.039-112.039261.197261.197397.694397.694175.628175.628116.059116.059275.703275.703302.261302.261302.402302.402368.091368.091313.902313.902SET/2020OUT/2020NOV/2020DEZ/2020JAN/2021FEV/2021MAR/2021ABR/2021MAI/2021JUN/2021JUL/2021AGO/2021SET/2021-200k-100k0100k200k300k400k500k
Fonte: Ministério do Trabalho

A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo mudou a metodologia no início do ano passado.

Setores

Os números do Caged de setembro de 2021 mostram que foram criados empregos formais em todos os setores da economia.

Abertura de vagas por setor da economia
setembro de 2021


Fonte: Caged

Regiões do país

Os dados também revelam que foram abertas vagas em todas as regiões do país no mês passado.

Emprego em setembro por região

Número de vagas

139.081139.08190.67890.67846.72446.72421.37121.37116.12216.122SudesteNordesteSulCentro-OesteNorte020k40k60k80k100k120k140k160k
Fonte: Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia

Parcial do ano

Ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, no acumulado dos nove primeiros meses deste ano foram criadas 2,512 milhões de vagas. De janeiro a setembro do ano passado, foram fechados 558,59 mil empregos com carteira assinada.

Ao final de setembro de 2021, o Brasil tinha saldo de 41,875 milhões de empregos com carteira assinada. Isso representa um aumento na comparação com janeiro deste ano (39,624 milhões de empregos) e, também, com setembro de 2020, quando o saldo estava em 38,684 milhões.

Salário médio de admissão

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 1.795,46 em setembro deste ano, o que representa uma queda real, com os valores sendo corrigidos pelo INPC, de R$ 18,11 em relação a agosto de 2021 (R$ 1.813,57) e, também, na comparação com setembro do ano passado, quando somavam R$ 1.895,46.

Programa de manutenção do emprego

De acordo com o Ministério do Trabalho, o comportamento do emprego formal, neste ano, ainda sofre influência do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, iniciado no ano passado e reeditado em 2021.

Isso porque os empregadores, para obterem os benefícios do programa, têm de manter o emprego do trabalhador por igual período de tempo da suspensão do contrato, ou redução da jornada.

De abril a setembro deste ano, segundo o Ministério do Trabalho, 2,593 milhões de trabalhadores foram beneficiados pelo programa. Foram pagos R$ 6,98 bilhões no período.

Caged X Pnad

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgados nesta terça-feira (26), consideram apenas os trabalhadores com carteira assinada, ou seja, não inclui os informais.

Com isso, não são comparáveis com os números do desemprego, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar, e abrangem também o setor informal da economia.

No fim de setembro, o IBGE informou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 13,7% no trimestre encerrado em julho, mas ainda atinge 14,1 milhões de brasileiros.

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segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Arqueólogos encontram prensas de vinho de mais de 2.700 anos no Iraque; veja FOTOS

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Equipamentos datam da era dos reis assírios e eram usados para espremer uvas e extrair o suco como parte da fabricação do vinho.
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Por g1

Postado em 25 de outubro de 2021 às 12h55m


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Prensas de vinho de mais de 2.700 anos em sítio arqueológico no Iraque — Foto: AFP
Prensas de vinho de mais de 2.700 anos em sítio arqueológico no Iraque — Foto: AFP

Um grupo de exploradores encontrou prensas de vinho de mais de 2.700 anos em um sítio arqueológico do Iraque, a primeira do tipo nesta região, informaram os especialistas no domingo (24).

Os arqueólogos fazem parte de uma missão conjunta entre instituições da Itália e do Iraque que investigam sítios arqueológicos da época dos reis assírios (por volta de 700 a.C.).

Daniele Bonacossi, um dos pesquisadores italianos do grupo, disse em entrevista à France Presse que a descoberta aponta "proporções industriais" de produção de vinho.

Sítio arqueológico no Iraque onde prensas de vinho de mais de 2.700 anos foram encontradas — Foto: AFP
Sítio arqueológico no Iraque onde prensas de vinho de mais de 2.700 anos foram encontradas — Foto: AFP

Nas proximidades da fábrica de vinhos, os arqueólogos também encontraram um antigo canal de irrigação com nove quilômetros de extensão.

Nas paredes do canal, descobriram "doze baixos-relevos monumentais" com cinco metros de largura e dois de altura, datados da mesma época.

"Cada um deles representa o rei assírio orando diante dos deuses", explicou Bonacossi.

Baixo relevo da época dos reis assírios é descoberta no Iraque — Foto: AFP
Baixo relevo da época dos reis assírios é descoberta no Iraque — Foto: AFP

"As estátuas são carregadas por animais sagrados", disse o explorador. "Ishtar, a deusa do amor e da guerra, está em cima de um leão."

O Iraque representa o berço das civilizações da Suméria, Acádia, Babilônia e Assíria, inventores dos primeiros tipos de escrita e das primeiras cidades.

Imagem de baixo-relevo encontrada em sítio arqueológico do Iraque — Foto: AFP
Imagem de baixo-relevo encontrada em sítio arqueológico do Iraque — Foto: AFP

Fábrica de vinhos de 1.500 anos em Israel

As autoridades israelenses apresentaram, há duas semanas, os vestígios de um impressionante complexo de produção de vinho da época bizantina, localizado no sul do país, perto da Faixa de Gaza. A fábrica seria a maior de sua época, com uma produção anual de 2 milhões de litros.

Dentro de escavações realizadas em Yavne, uma cidade do sul de Israel que está em plena expansão, os arqueólogos desenterraram, nos últimos dois anos, um vasto local de produção de vinho de 1.500 anos, informou a agência de notícias France Presse.

No local, foram encontradas grandes prensas, milhares de fragmentos de garrafas e locais de armazenamento do vinho (veja no vídeo abaixo).

Israel descobre gigantesca fábrica de produção de vinho de 1.500 anos
Israel descobre gigantesca fábrica de produção de vinho de 1.500 anos

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