Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Molusco foi encontrado em uma praia de Bertioga. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o animalzinho pequeno e azul encalhado na faixa de areia. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Vanessa Ortiz, G1 Santos Postado em 08 de setembro de 2021 às 08h00m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.965. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _||
VÍDEO: Molusco conhecido como 'Dragão Azul' faz aparição rara em SP
Um molusco azul e bem pequeno, conhecido como dragão azul (Glaucus atlanticus), foi flagrado em uma praia de Bertioga, no litoral de São Paulo, e chamou a atenção de uma moradora.
Em imagens divulgadas nas redes sociais, o animal aparece encalhado em
uma faixa de areia da praia de Riviera de São Lourenço. O animal não é
venenoso, mas pode soltar uma toxina que pode queimar a pele de quem
tocá-lo.
Em entrevista ao G1
nesta quarta-feira (8), a arquiteta Dalma Mesquita Ferreira afirma que o
encontro com o animal ocorreu em um dia frio, quando ela estava andando
pelo local com uma sacolinha plástica.
A intenção de Dalma durante a caminhada era recolher o que encontrasse
de lixo. O percurso ocorreu até que a arquiteta percebeu algo azul, de
cor intensa, na areia, e decidiu se aproximar.
À primeira vista, chegou a pensar que fosse um pedaço de plástico, mas logo percebeu que se tratava de um ser vivo.
"Quando
eu cheguei perto e vi que aquilo se mexia, a minha primeira reação foi
verificar se a onda estava chegando para levar embora”, explica.
Antes do animal ser levado, ela registrou o momento e enviou ao filho, que explicou que se tratava de um dragão azul.
'Dragão Azul' comedor de 'caravelas portuguesas' faz aparição rara em praia de SP
Segundo ela, no dia do encontro o mar estava com ressaca, o que
contribuiu para que o molusco fosse localizado no litoral paulista.
“Eu
nunca tinha visto nem na televisão, só na literatura mesmo. A espécie
pode ser conhecida, mas ela estava ali na minha frente. Para resumir, é emocionante se deparar com um serzinho desses na sua frente”, afirma.
Aparição rara
Dragão azul foi flagrado em uma praia de Bertioga — Foto: Arquivo Pessoal
A mestranda pelo Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZUSP)
em Sistemática, Taxonomia Animal e Biodiversidade, Gemany Caetano,
explicou ao G1que o animal não é raro, mas que sua
aparição é, apesar de ele ser encontrado em mares tropicais como o do
Brasil, Austrália e de países do continente africano.
De acordo com ela, a ventania e a corrente marítima podem fazer com que
eles encalhem na faixa de areia, assim como ocorreu em Bertioga. “Ele
não apresenta muita mobilidade e também não apresenta natação ativa.
Quando encalha, se a maré não alcançá-lo para levá-lo de volta, ele
acaba morrendo ali”, afirma.
Ainda segundo a mestranda, por ser pequeno ele pode ser pisoteado na
praia, ou até mesmo ficar camuflado em meio ao lixo. “Ele é muito
frágil, pequeno e sensível. Por isso, é importante que não seja tocado”,
diz. Além disso, há o risco de queimaduras em contato com animal, pois
se alimenta de caravelas portuguesas.
“As caravelas das quais o dragão azul se alimenta possuem estruturas
urticantes que são capturadas pelo nudibrânquio e utilizados para sua
defesa. Caso as pessoas o encontrem, o ideal é que não toquem no animal,
a fim de evitar qualquer acidente. É um animal que merece ser
admirado”, finaliza.
Dragão azul foi flagrado em uma praia de Bertioga — Foto: Dalma Mesquita Ferreira/Arquivo pessoal
Molusco tem cores fortes e pode ser encontrado em mares tropicais — Foto: Dalma Mesquita Ferreira/Arquivo pessoal
Com câmbio desvalorizado e crise da energia elétrica, economia brasileira sofre mais com a alta dos preços; analistas já veem inflação espalhada por várias áreas. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Bianca Lima e Luiz Guilherme Gerbelli, GloboNews e G1 07/09/2021 07h00 Atualizado há 3 horas Postado em 07 de setembro de 2021 às 10h30m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.964. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _||
Inflação do Brasil é a terceira maior da América Latina
A disparada de preços colocou o Brasil em terceiro lugar no ranking de inflação da América Latina, atrás somente da Argentina e do Haiti, países que enfrentam, respectivamente, uma dura e persistente crise econômica e uma ebulição política e social, marcada por desastres naturais.
O estudo não leva em conta o desempenho da Venezuela. O país vive um colapso econômico e apresenta indicadores distorcidos, que inviabilizam a comparação com outras economias.
Ranking da inflação — Foto: Economia G1
"Nós tivemos uma desvalorização cambial maior (do que os outros países) por causa do ambiente de incerteza num momento de juro baixo", diz André Braz, pesquisador do Ibre/FGV.
"Com a incerteza crescendo e os juros em 2% - lá no início do ano -, ninguém queria ficar aqui. O investidor foi para mercados mais seguros e isso ajudou a desvalorizar a nossa moeda", acrescenta.
Economista diz que inflação é motivo de preocupação: 'Falta zelo com as contas públicas'
Os dados do levantamento deixam evidente que o quadro inflacionário brasileiro piorou mais do que em outros países. No fim do ano passado, o Brasil ocupava a sexta posição entre as economias da região com mais inflação.
Alta de preços na região — Foto: Economia G1
Depois de superada a fase mais crítica da pandemia, a inflação se tornou um problema em todo o mundo. A alta dos preços das commodities se somou ao desarranjo nas cadeias de produção – a crise sanitária paralisou ou reduziu a produção em muitos setores industriais. E essa interrupção provocou uma escassez de produtos, pressionando os custos de produção.
"Havia uma expectativa – não só no Brasil, mas no mundo inteiro – de que essas cadeias voltariam neste ano, mas isso não está ocorrendo", afirma Solange Srour, economista-chefe do banco Credit Suisse. "Tem o impacto da nova variante (Delta), mas há uma dificuldade também de retomar a produção rapidamente em diversos países ao mesmo tempo."
O ponto central é que o ritmo da inflação no Brasiltem surpreendido e preocupado os analistas. Hoje, a análise deles é a de que a alta de preços se espalhou por boa parte da economia.
Desde o ano passado, a inflação brasileira passou a ser pressionada pela alta dos preços dos alimentos, resultado da valorização das commodities.
O aumento de itens básicos – como soja e milho – no mercado internacional e a perda de valor do real provocaram um aumento da exportação, o que levou a um desabastecimento do mercado local e, consequentemente, ao aumento dos preços.
"Em 2020, vivemos uma tempestade perfeita. Houve quebra de safra e houve ainda um aumento das exportações por causa da desvalorização do real, o que tornou o nosso país competitivo internacionalmente", afirma Braz, da FGV. "O lado ruim é que a exportação desabastece o mercado interno, e os preços sobem."
No cenário dos analistas, a expectativa era de que o real iria se valorizar ao longo de 2021 e, portanto, a inflação poderia ceder – no primeiro relatório Focus deste ano, os economistas trabalhavam com uma previsão de 3,35% para o IPCA.
Mas as incertezas fiscais e, recentemente, a crise institucional provocada pelo presidente Jair Bolsonaro impediram uma queda do valor do dólar. A combinação desses cenários provoca uma fuga de capitais do Brasil, afetando o real.
"Desde o final do ano passado, a incerteza está relacionada em como nós vamos sair da pandemia, se vamos manter as regras fiscais. Isso impacta muito o câmbio", afirma Solange.
VÍDEO: Veja as diferenças entre o Bolsa Família e o Auxílio Brasil
O quadro inflacionário se agravou ainda mais porque o Brasil passou a enfrentar um aumento do preço dos combustíveis e uma severa crise hídrica, que vem sendo enfrentada de forma tardia e tímida pelo governo federal, segundo especialistas.
Já são vários aumentos seguidos na conta de luz dos brasileiros. Na semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criou a bandeira tarifária de escassez hídrica e reajustou ainda mais o valor da energia.
Crise energética: risco de racionamento é crescente
Em setembro, a nova alta nas contas de luz deve ser de quase 7%.
"A inflação está muito disseminada. Não é só mais uma inflação de alimentos. É uma inflação de preços administrados, tem gasolina, energia elétrica. É uma inflação também de preços industrializados, vestuários, bens duráveis. E agora de serviços", afirma Solange.
O Credit Suisse projeta que o IPCA deve encerrar este ano em 7,7%.
E o que esperar para o futuro?
Com a alta de preços disseminada por praticamente toda a economia, o Brasil também começa a enfrentar uma retomada da inércia inflacionária.
A alta dos preços em 2021 deve balizar reajustes de contratos – como de escolas e planos de saúde, por exemplo – para o próximo ano. Tudo isso, portanto, deve impactar os preços em 2022.
"Em setembro, a inflação vai bater em 9,6% em 12 meses. Esse número é um dos fatores que vai balizar os reajustes salariais no segundo semestre e vários preços da economia, como contratos de aluguel e escolas", diz Solange.
Para 2022, o banco espera uma alta de 5% no IPCA, também acima do centro da meta do governo, que é de 3,5%.
Mas as previsões para o próximo ano podem piorar ainda mais. Isso porque os economistas ainda não conseguem calcular todo o efeito do novo aumento da conta de luz. Segundo a Aneel, a nova bandeira tarifária deve vigorar até abril do ano que vem.
"A parte indireta (do aumento do custo de energia) a gente não consegue antecipar. O que a alta da energia vai provocar de aumento nos outros produtos e serviços que a gente consome? É uma parte que a gente tem de pagar para ver", afirma Braz.
Governo anuncia bandeira tarifária 'escassez hídrica'; custo será de R$ 14,20 a cada 100 kWh
Dessa forma, mesmo com uma forte alta da taxa básica de juros, o BC deve ter dificuldade para conter o avanço dos preços. Isso porque, com o aumento do preço de bens materiais, combustíveis e energia elétrica, o país enfrenta uma pressão inflacionária via custo, não por demanda.
Na prática, quando o BC sobe os juros, ele quer esfriar a economia, retardando o consumo das famílias, com o objetivo de conter a escalada dos preços. Agora, a história parece outra.
"Essa pressão inflacionária vai ser mais difícil de ser contida. Quando o BC sobe os juros, ele passa a seguinte mensagem para as famílias: junte dinheiro agora porque a remuneração pelo investimento vai aumentar com a alta dos juros. Então, se você adiar o consumo, o seu prêmio vai ser uma rentabilidade maior", afirma Braz.
"Com isso, a expectativa é tirar o dinheiro de circulação, enxugar a base monetária, para poder ter uma inflação mais baixa", acrescenta.
Automóvel tem aparência radicalmente diferente, mas os críticos não estão convencidos de que seja capaz realmente de ajudar o meio ambiente. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por BBC 07/09/2021 06h00 Atualizado há 3 horas Postado em 07 de setembro de 2021 às 09h00m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.963. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _||
Getty Images via BBC
Um carro que foi projetado para eliminar a poluição do ar enquanto é
dirigido foi exibido no Festival de Velocidade de Goodwood, no Reino
Unido.
Criado pelo designer britânico Thomas Heatherwick, o Airo deve entrar
em produção na China em 2023 — e a ideia é fabricar um milhão deles.
O design radical pretende abordar não apenas a questão da poluição, mas
também ajudar a resolver a "crise espacial" evidenciada pela pandemia
de covid-19.
Os críticos não estão convencidos, no entanto, de que o automóvel possa ser mais do que um carro-conceito.
Apesar de ter desenhado a nova versão do icônico ônibus Routemaster de
Londres, Heatherwick é mais conhecido por projetos arquitetônicos, como a
sede do Google na Califórnia e em Londres.
Ele disse à BBC que embora nunca tivesse projetado um carro antes, ficou intrigado com o briefing do projeto.
"Quando eu cresci, os valores do design eram manifestados por meio dos
carros, fosse o [Ford] Sierra dos anos 1980, o [Fiat] Panda, algumas
ideias importantes estavam surgindo por meio dos carros."
"Quando fomos abordados pela IM Motors na China, dissemos que não
éramos designers de automóveis, e eles falaram: 'É por isso que queremos
vocês'."
O carro — que foi apresentado pela primeira vez no salão de Xangai em
abril — tem um grande teto de vidro, e seu interior foi projetado para
se parecer com uma sala, com cadeiras ajustáveis que podem ser
transformadas em camas e uma mesa de centro destinada a reuniões ou
refeições.
O interior do Airo pretende ser mais uma sala do que um carro — Foto: Getty Images via BBC
O volante está escondido no painel, e o exterior do veículo é texturizado, com uma série de ondulações ou saliências.
"Os fabricantes de automóveis estão se atropelando para fazer carros
elétricos, mas um carro elétrico novo não deve ser apenas outro com um
visual diferente", diz Heatherwick.
Além de querer refletir o fluxo de ar sobre o carro com seu exterior
ondulado, a grade frontal será equipada com um filtro de ar que
"coletará o equivalente a uma bola de tênis de material particulado por
ano", acrescenta ele à BBC.
"Pode não parecer muito, mas pense em uma bola de tênis em seus
pulmões. Isso contribui para limpar o ar, e com um milhão de veículos só
na China, faz diferença."
Incorporar esta tecnologia é "o próximo estágio de desenvolvimento", segundo ele.
Está previsto que tenha tanto um modo autônomo quanto controlado pelo motorista.
"Não consigo ver como este carro pode dar uma contribuição
significativa para resolver os vários problemas associados à posse e uso
de automóveis", diz à BBC Peter Wells, professor de negócios e
sustentabilidade no centro de pesquisa da indústria automotiva da
Cardiff Business School, no País de Gales.
"A contribuição desse carro para a limpeza do ar de nossos poluídos
centros urbanos seria tão pequena que seria impossível medir."
"Isso fica logo evidente se você comparar o volume de ar que
provavelmente passará pelo sistema de filtragem do carro com o volume
total de ar."
Nova sala?
A segunda grande ideia por trás do design do carro é como um espaço alternativo para uso dos proprietários.
"A covid levantou a questão da crise de espaço. Muitos de nós vivemos
em apartamentos e casas e precisamos de mais espaço, de um escritório ou
espaço para estudo", diz Heatherwick.
Com um bilhão de carros no mundo que são usados por cerca de apenas
10% do tempo, há espaço para eles se tornarem "imóveis valiosos",
completa.
Ele se inspirou nos assentos de primeira classe dos aviões, que são usados "para dormir, comer, se divertir e trabalhar".
"O carro se torna um espaço comum quando não se está dirigindo."
O veículo deve ser vendido por cerca de 40 mil libras (aproximadamente
R$ 287 mil) — algo que Heatherwick descreveu como "um luxo nada louco".
Wells não acredita que o carro possa ser produzido em sua forma atual.
"A indústria automobilística tem um longo histórico de empolgação em
torno dos carros-conceito, mas a transição para a produção — se é que
acontece — geralmente significa que os recursos empolgantes são
substituídos por algo mais mundano, capaz de ser fabricado, prático no
uso e econômico."
"Não é uma fantasia", defende Heatherwick.
"A ideia toda era que não fosse um carro-conceito, por isso estamos
trabalhando com um fabricante e nos concentramos nas ideias que podem
acontecer."
Ele admite, no entanto, que o design "pode simplificar um pouco" quando entrar em produção.
Obras de Duhigó representam tradições indígenas da etnia Tukano com lembranças da própria vivência da artista. O intuito é de representar e preservar a cultura indígena através da arte. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Patrick Marques, G1 AM 06/09/2021 08h25 Atualizado há 2 horas Postado em 06 de setembro de 2021 às 10h25m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.962. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _||
Artista amazonense Duhigó se tornou primeira indígena do estado a ter
uma obra em exposição no Museu de Arte de São Paulo. — Foto: Patrick
Marques/G1 AM
A artista visual Duhigó se tornou a primeira indígena amazonense a ter
uma obra em exposição no Museu de Arte de São Paulo (MASP). Formada em
artes visuais desde 2005, ela produz quadros que representam tradições
indígenas da etnia Tukano com lembranças da própria vivência da artista.
O intuito é de representar e preservar a cultura através da arte.
Duhigó contou ao G1
que viveu uma parte da vida em uma aldeia e se mudou para Manaus após
morar em São Gabriel da Cachoeira com o marido. O relacionamento não deu
certo e ela lembrou que precisou buscar meios para sobreviver e cuidar
dos filhos na cidade.
“Fiquei passando dificuldades com meus filhos. Fomos morar com minha
tia, quando surgiu o Instituto Dirson Costa. Chegou um conhecido
avisando que surgiu uma escola de artes para as pessoas indígenas que
moravam aqui em Manaus. Eu falei para ele que queria participar. Eu fiz
esse curso, mas nunca imaginei que chegaríamos a esse sucesso que
estamos fazendo”, contou.
Enquanto ainda aprendia as técnicas das artes visuais, Duhigó lembrou
que leu livros em uma biblioteca sobre arte que mostravam pinturas de
outros artistas. Foi quando ela soube sobre o que iria representar em
suas obras. A cultura de seu povo através das próprias lembranças.
Artes de Duhigó representam tradições de seu povo através de lembranças da artista. — Foto: João Floriano/Rede Amazônica
Com os quadros que representam momentos e tradições indígenas que ela
viveu quando jovem, a artista explicou que o intuito é de mostrar para
as outras pessoas e eternizar os momentos e tradições através da arte.
“Hoje
em dia as pessoas falam tanto, mas não sabem o que pode acontecer no
futuro. Vai ser esquecido. Eu quero deixar essas coisas para as pessoas
terem ideia para a continuação dos novos trabalhos indígenas".
"Rede Macaco"
Um dos últimos quadros feitos por Duhigó se chama “Rede Macaco”. A obra
representa o parto de uma irmã da artista, que ela presenciou em uma
aldeia quando ainda era criança.
A obra foi feita para participar de uma exposição itinerante que
percorreu quatro estados do país e chamou a atenção do Museu de Arte de
São Paulo (MASP). O museu entrou em contato com a Manaus Amazônia
Galeria, que representa as obras da artista.
“A diretoria do Masp tomou conhecimento da obra da Duhigó e achou que
seria uma obra relevante para compor o acervo do museu. A partir daí,
todo um caminhar foi feito para que pudéssemos sensibilizar
colecionadores e mecenas de arte para doar essa obra ao MASP", explicou o
diretor da Manaus Amazônia Galeria, Carlysson Sena.
Quadro de Duhigó "Rede Macaco" representa lembrança de como foi parto
de sua irmã, quando ainda era criança. — Foto: Divulgação
Segundo Sena, o MASP não compra obras, mas aceita doações. Para que o
quadro de Duhigó não fosse doado sem um retorno para a artista, a
galeria encontrou um casal que se interessou em adquirir o quadro para
doação ao museu.
"Felizmente encontramos o casal Mônica e Fábio Ulhoa que tiveram a
sensibilidade não só de adquirir a obra para doação ao museu, mas por
entender que a obra de Duhigó, que conta uma história da Amazônia, era
relevante de estar no maior museu do país“, explicou o diretor.
O quadro já está em exposição no MASP desde o dia 28 de agosto.
Quadro da artista indígena amazonense está em exposição no Museu de
Arte de São Paulo desde o dia 28 de agosto. — Foto: Divulgação
Representação da cultura
Duhigó se tornou a primeira mulher indígena a ter uma obra em exposição
no MASP. Para ela, ter o quadro exposto no museu traz a oportunidade de
levar a memória do povo indígena e da geração vivida por ela para o
mundo.
Ela lembrou dos tempos antes de conhecer a arte, quando não sabia o que
faria para sobreviver, e da trajetória que a levou a se tornar a
primeira mulher indígena a ter um quadro em exposição no MASP.
"Fiquei dentro do Instituto Dirson Costa 13 anos. Nunca imaginei que
poderia ter chegado nesse sucesso que está acontecendo pelas minhas
obras de arte e sendo colocada em São Paulo para todo mundo ver. Para
que o mundo conheça as minhas obras de arte da região amazônica, do meu
grupo Tukano, do Alto Rio Negro, expondo minhas obras para as pessoas
conhecerem como o grupo Tukano vivia", finalizou Duhigó.
Para Duhigó, ter um quadro exposto no MASP trás uma oportunidade de
levar a memória do povo indígena e a geração vivida por ela para o
mundo. — Foto: João Floriano/Rede Amazônica