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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Veja finalistas de concurso que premia fotos mais engraçadas de animais selvagens

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Candidatas flagraram pássaros mal-humorados, macacos que se exibem e peixe que pula. Campeã será anunciada em 22 de outubro; público pode escolher a vencedora do voto popular.
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Por G1

Postado em 03 de setembro de 2021 às 09h00m


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Veja fotos finalistas de concurso que premia cliques mais engraçadas de animais selvagens
Veja fotos finalistas de concurso que premia cliques mais engraçadas de animais selvagens

O concurso Comedy Wildlife Photo, que premia anualmente as fotos mais engraçadas da vida selvagem, divulgou na quarta-feira (1º) as imagens finalistas da edição deste ano.

Ao todo, são 42 registros. A fotografia escolhida como campeã pelo júri popular em votação pela internet será anunciada em 22 de outubro.

Veja algumas das finalistas abaixo:

'Humor de segunda-feira de manhã'

'Segunda-feira de manhã': foto de um estorninho Pied feita por Andrew Mayes em Rietvlei, na África do Sul. — Foto: © Andrew Mayes/Comedywildlifephoto.com
'Segunda-feira de manhã': foto de um estorninho Pied feita por Andrew Mayes em Rietvlei, na África do Sul. — Foto: © Andrew Mayes/Comedywildlifephoto.com

Se a foto do estorninho Pied acima te lembrar o seu humor na segunda-feira de manhã, não se surpreenda: esse é o título dado a ela por seu autor, o fotógrafo Andrew Mayes.

"Eu tirei esta foto enquanto fotografava um grupo de estorninhos Pied empoleirados em uma árvore na Reserva Natural Rietvlei, na África do Sul. Resume perfeitamente o meu humor na maioria das manhãs de segunda-feira :)", disse Mayes na descrição da foto para o concurso.
'Não se preocupe. Seja feliz!': libélula que parece estar sorrindo foi fotografada por Axel Bocker em Hemer, na Alemanha. — Foto: © Axel Becker /Comedywildlifephoto.com
'Não se preocupe. Seja feliz!': libélula que parece estar sorrindo foi fotografada por Axel Bocker em Hemer, na Alemanha. — Foto: © Axel Becker /Comedywildlifephoto.com

A foto da libélula azul-clara que parece estar sorrindo foi batizada de "não se preocupe. Seja feliz!" pelo seu autor, Axel Bocker, da Alemanha.

"O ano de 2020/2021 foi muito difícil para todos por causa do corona. Mas quando você sai e observa cuidadosamente a beleza de nossa natureza, os problemas parecem diminuir para mim. Então, se eu tiver um dia ruim, essa imagem me faz dar um sorriso de volta", disse Bocker sobre a foto.

Aula de natação: mamãe lontra carrega filhote com a boca para ensiná-lo a nadar em foto feita em Singapura por Chee Kee Teo. — Foto: © Chee Kee Teo /Comedywildlifephoto.com
Aula de natação: mamãe lontra carrega filhote com a boca para ensiná-lo a nadar em foto feita em Singapura por Chee Kee Teo. — Foto: © Chee Kee Teo /Comedywildlifephoto.com

Na foto, feita por Chee Kee Teo, em Singapura, a mamãe lontra carrega seu filhote com a boca para ensiná-lo a nadar (e ele parece um pouco desesperado por isso).

'Quem disse que você pode tirar uma foto minha?'

'Quem disse que você pode tirar uma foto minha?': a foto do passarinho kinglet com coroa de rubi ('Corthylio calendula') foi feita na Califórnia, nos EUA. Ele não parece satisfeito de estar sendo fotografado. — Foto: © Patrick Dirlam /Comedywildlifephoto.com
'Quem disse que você pode tirar uma foto minha?': a foto do passarinho kinglet com coroa de rubi ('Corthylio calendula') foi feita na Califórnia, nos EUA. Ele não parece satisfeito de estar sendo fotografado. — Foto: © Patrick Dirlam /Comedywildlifephoto.com

O passarinho (da espécie Corthylio calendula) não parece estar satisfeito de estar sendo fotografado nesta imagem feita por Patrick Dirlam na Califórnia, Estados Unidos.

"Eu segui este Kinglet com coroa de rubi por cerca de 15 minutos enquanto ele pulava de um galho para outro em rápida sucessão. Acho que ele sabia que eu o estava seguindo, porque, de repente, ele simplesmente parou e me encarou por cerca de 3 segundos!", descreveu Dirlam para o concurso. 
Pequena intromissão
Pequena intromissão: mãe e filhote de urso polar (à frente) foram fotografados enquanto brincavam nas águas geladas do Ártico. Em segundo plano, à esquerda, um terceiro urso polar parece acenar para a foto, se 'intrometendo' na cena. — Foto: © Cheryl Strahl /Comedywildlifephoto.com
Pequena intromissão: mãe e filhote de urso polar (à frente) foram fotografados enquanto brincavam nas águas geladas do Ártico. Em segundo plano, à esquerda, um terceiro urso polar parece acenar para a foto, se 'intrometendo' na cena. — Foto: © Cheryl Strahl /Comedywildlifephoto.com

Na imagem, feita no Ártico pela fotógrafa Cheryl Strahl, há uma pequena intromissão: uma mãe urso polar e seu filhote (à frente) foram fotografados enquanto brincavam nas águas geladas. Em segundo plano, à esquerda, um terceiro urso polar parece acenar para a foto, se "intrometendo" na cena.

'Quem consegue pular mais alto?'

Na foto, feita por Chu han lin, Taiwan, 3 peixes de olhos saltados parecem disputar quem consegue pular mais alto. Não há mais detalhes sobre a imagem, e qualquer semelhança com a sua expressão quando a fatura do cartão chega é mera coincidência. — Foto: © Chu han lin/Comedywildlifephoto.com
Na foto, feita por Chu han lin, Taiwan, 3 peixes de olhos saltados parecem disputar quem consegue pular mais alto. Não há mais detalhes sobre a imagem, e qualquer semelhança com a sua expressão quando a fatura do cartão chega é mera coincidência. — Foto: © Chu han lin/Comedywildlifephoto.com

Na foto, feita por Chu han lin, de Taiwan, um peixe de olhos saltados parece se exibir para outros dois, disputando quem consegue pular mais alto (segundo a legenda do arquivo da foto).

Os espectadores parecem impressionados.

Não há mais detalhes sobre a imagem, mas qualquer semelhança com a sua expressão facial quando a fatura do cartão chega é mera coincidência...

'Só dando uma checadinha'

'Só dando uma checadinha': a foto do macaco com testículos azuis foi feita no Parque Nacional de Luangwa Sul, na Zâmbia, sul da África.  — Foto: © Larry Petterborg /Comedywildlifephoto.com
'Só dando uma checadinha': a foto do macaco com testículos azuis foi feita no Parque Nacional de Luangwa Sul, na Zâmbia, sul da África. — Foto: © Larry Petterborg /Comedywildlifephoto.com

A foto do macaco olhando para seus testículos azuis foi feita no Parque Nacional de Luangwa Sul, na Zâmbia, sul da África. O autor, Larry Petterborg, intitulou a imagem como "só dando uma checadinha".

"Um macaco Vervet macho estava rondando uma ponte sobre o rio Luangwa no Parque Nacional de Luangwa Sul procurando alguma ação (presentes de transeuntes)", descreveu Petterborg para o concurso.

'Teste da confiança' e 'o flautista'

'Teste da confiança' e 'o flautista', da esquerda para direita: fotos feitas na Hungria por Roland Kranitz mostram um esquilo que parece estar se jogando para ser segurado por outro, em um 'teste de confiança', e, à direita, um esquilo com um pedaço de grama que parece uma flauta. — Foto: © Roland Kranitz /Comedywildlifephoto.com
'Teste da confiança' e 'o flautista', da esquerda para direita: fotos feitas na Hungria por Roland Kranitz mostram um esquilo que parece estar se jogando para ser segurado por outro, em um 'teste de confiança', e, à direita, um esquilo com um pedaço de grama que parece uma flauta. — Foto: © Roland Kranitz /Comedywildlifephoto.com

As fotos feitas pelo fotógrafo Roland Kranitz, na Hungria, mostram um esquilo que parece estar se jogando para ser segurado por outro, em um "teste de confiança", e, à direita, um esquilo segurando um pedaço de grama que parece uma flauta.

'Como é que abre essa janela?'
'Como é que abre essa janela?': a foto mostra um guaxinim tentando entrar em uma casa na França pela janela (que está fechada). — Foto: © Nicolas de Vaulx  /Comedywildlifephoto.com
'Como é que abre essa janela?': a foto mostra um guaxinim tentando entrar em uma casa na França pela janela (que está fechada). — Foto: © Nicolas de Vaulx /Comedywildlifephoto.com

A foto mostra um guaxinim tentando entrar em uma casa na França pela janela – que está fechada. Foi intitulada "como é que abre essa porcaria de janela?" pelo fotógrafo, Nicolas de Vaulx.

"Este guaxinim passa o tempo tentando entrar em casas por curiosidade – e talvez também para roubar comida", descreveu de Vaulx para o concurso.

Esconde-esconde

'Esconde-esconde': foto mostra um urso marrom descendo de uma árvore nas montanhas Hargita, na Romênia, que parece estar brincando de se esconder. — Foto: © Pal Marchhart  /Comedywildlifephoto.com
'Esconde-esconde': foto mostra um urso marrom descendo de uma árvore nas montanhas Hargita, na Romênia, que parece estar brincando de se esconder. — Foto: © Pal Marchhart /Comedywildlifephoto.com

A foto feita por Pal Marchhart nas montanhas Hargita, na Romênia, mostra um urso marrom descendo de uma árvore. A certa altura, ele parece estar brincando de se esconder.

Lagarto com 'atitude'

Lagarto de atitude: foto feita na Índia por Aditya Kshirsagar. — Foto: © Aditya Kshirsagar/Comedywildlifephoto.com
Lagarto de atitude: foto feita na Índia por Aditya Kshirsagar. — Foto: © Aditya Kshirsagar/Comedywildlifephoto.com

A foto mostra um lagarto com uma espécie de "gola" colorida no pescoço, em uma "pose com atitude" na Índia. Feita pelo fotógrafo Aditya Kshirsagar, ele descreveu a imagem da seguinte forma:

"Os machos dessas espécies de lagartos escolhem altitudes mais elevadas para monitorar seu território e se exibir. Capturei este macho em particular empoleirado na ponta de um arbusto durante o alto calor do verão", disse. 
'Vida na quarentena'
'Vida na quarentena': foto feita por Kevin Biskaborn em Ontário, no Canadá, mostra quatro guaxinins apertados dentro de um buraco em uma árvore. A foto foi intitulada 'vida na quarentena'. — Foto: © Kevin Biskaborn /Comedywildlifephoto.com
'Vida na quarentena': foto feita por Kevin Biskaborn em Ontário, no Canadá, mostra quatro guaxinins apertados dentro de um buraco em uma árvore. A foto foi intitulada 'vida na quarentena'. — Foto: © Kevin Biskaborn /Comedywildlifephoto.com

A foto mostra quatro guaxinins apertados dentro de um buraco em uma árvore.

"Isolado dentro de casa, com sua família ansiosa para sair e explorar o mundo? Esses guaxinins orientais também. Quando você pensa que não há mais espaço no oco da árvore, a mãe guaxinim aparece e mostra como o espaço é compacto", escreveu o autor da foto, Kevin Biskaborn, para o concurso.

Ele intitulou a foto, feita na província de Ontário, no Canadá, de "vida na quarentena".

"Quando a câmera e o tripé ficaram prontos, os bebês guaxinins ficaram extremamente curiosos (e cooperativos), pondo a cabeça para fora para olhar mais de perto! Os bebês subiram em cima da mãe e uns dos outros, lutando para dar uma olhada ao mesmo tempo", disse. 
'Sr. Risadinhas'
'Sr. Risadinhas': a foto mostra um filhote de foca cinza que parece estar rindo em Ravenscar, na Inglaterra. — Foto: © Martina Novotna /Comedywildlifephoto.com
'Sr. Risadinhas': a foto mostra um filhote de foca cinza que parece estar rindo em Ravenscar, na Inglaterra. — Foto: © Martina Novotna /Comedywildlifephoto.com

"Sr. Risadinhas": a foto feita por Martina Novotna em Ravenscar, na Inglaterra, mostra um filhote de foca cinza que parece estar rindo.

"Eu amei a expressão capturada. Parece tão humana", descreveu a fotógrafa para o concurso.
'Dançando para a glória'
'Dançando para a glória': na foto, o langur move o corpo e dá a impressão de que está dançando na reserva de tigres Tadoba Andhari, na Índia. — Foto: © Sarosh Lodhi /Comedywildlifephoto.com
'Dançando para a glória': na foto, o langur move o corpo e dá a impressão de que está dançando na reserva de tigres Tadoba Andhari, na Índia. — Foto: © Sarosh Lodhi /Comedywildlifephoto.com

"Dançando para a glória": na foto, feita pelo fotógrafo Sarosh Lodhi, na reserva de tigres Tadoba Andhari, na Índia, o langur move o corpo e dá a impressão de que está dançando.

'Me desenhe como um de seus ursos franceses'

'Me desenhe como um de seus ursos franceses': o urso marrom parece estar posando, deitado, para a foto feita pela fotógrafa Wenona Suydam no Alasca, Estados Unidos.  — Foto: © Wenona Suydam  /Comedywildlifephoto.com
'Me desenhe como um de seus ursos franceses': o urso marrom parece estar posando, deitado, para a foto feita pela fotógrafa Wenona Suydam no Alasca, Estados Unidos. — Foto: © Wenona Suydam /Comedywildlifephoto.com

Aqui, o urso marrom parece estar posando, deitado, para a foto, feita pela fotógrafa Wenona Suydam no Alasca, Estados Unidos.

O título dado à fotografia, "me desenhe como um de seus ursos franceses", é um trocadilho com a fala da personagem Rose, no filme "Titanic" (1997), que diz ao personagem Jack para desenhá-la "como uma de suas garotas francesas".

O prêmio

O Comedy Wildlife Photography Awards foi fundado em 2015 pelos fotógrafos profissionais Paul Joynson-Hicks e Tom Sullam. Eles queriam criar uma competição que se concentrasse no lado mais leve da fotografia da vida selvagem – e ajudasse a promover a conservação dela por meio do humor.

Neste ano, a competição está apoiando a Save Wild Orangutans, doando 10% de sua receita líquida total para a instituição. A iniciativa protege orangotangos selvagens dentro e ao redor do Parque Nacional Gunung Palung, na Indonésia.

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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

14 pessoas morrem em chuva histórica na região de Nova York

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Tempestade Ida causou inundações, interrompeu o metrô e bloqueou estradas. 8 morreram na cidade — que teve a maior quantidade de chuva em 152 anos — e 6 em Nova Jersey.
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Por G1

Postado em 02 de setembro de 2021 às 12h35m


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O Ida atingiu o país como um furacão de categoria 4 no domingo (30), exatos 16 anos após o Katrina devastar a Louisiana e o Mississippi, e foi rebaixado para tempestade tropical na segunda-feira (30), mas continua causando estragos (veja mais abaixo).

A cidade de Nova York registrou a maior quantidade de chuva em um dia em pelo menos 152 anos: foram medidos mais de 18 centímetros de água no Central Park, segundo a rede de televisão CNN.

É a maior quantidade desde 1869 (quando as medições começaram a ser feitas) e quase o dobro do recorde anterior (9,75 centímetros em 1927).

A cidade de Newark, em Nova Jersey, também registrou um novo recorde diário de chuva na quarta-feira (1º): 21,3 centímetros, quase o quádruplo do recorde anterior (5,6 centímetros em 1959).
Enchentes em Nova York por conta do furacão Ida — Foto: Mike Segar/Reuters
Enchentes em Nova York por conta do furacão Ida — Foto: Mike Segar/Reuters

A governadora de Nova York, Kathy Hochul, e o governador de Nova Jersey, Phil Murphy, declararam estado de emergência. O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, também declarou emergência na cidade.

"Chuvas recordes em toda a cidade, enchentes brutais e condições perigosas em nossas estradas", afirmou de Blasio ao declarar emergência. "Fique longe do metrô. Fique fora das estradas. Não dirija nessas águas pesadas".

Mortes em porões

A polícia de Nova York confirmou oito mortes, incluindo uma criança de 2 anos e uma idosa de 86 anos, e seis óbitos foram relatados em Nova Jersey.

Algumas pessoas morreram afogadas em apartamentos subterrâneos no bairro do Queens, onde porões são convertidos ilegalmente em moradias improvisadas.

As chuvas também causaram inundações e interromperam quase todas as linhas do metrô, que ficaram completamente alagadas (veja no vídeo no começo da reportagem).

Algumas estradas ficaram intransitáveis e o aeroporto de Newark, em Nova Jersey, chegou a suspender voos.
Tempestade Ida alaga via expressa no bairro do Brooklyn, em Nova York, na madrugada de 2 de setembro de 2021 — Foto: Ed Jones/AFP
Tempestade Ida alaga via expressa no bairro do Brooklyn, em Nova York, na madrugada de 2 de setembro de 2021 — Foto: Ed Jones/AFP

No estado de Nova Jersey, o corpo de um homem de 70 anos foi resgatado após o veículo em que estava ser arrastado pela água, segundo o prefeito da cidade de Passaic, Hector Lora.

Outras cinco pessoas foram encontradas mortas em um complexo de apartamentos na cidade de Elizabeth, vizinha a Newark, nesta quinta-feira (2).

Veículo atravessa via alagada em meio a barreiras de segurança flutuando na enchente em Williamsburg, no bairro do Brooklyn, em Nova York, em 1º de setembro de 2021 nos Estados Unidos — Foto: Jaymee Sire via Reuters
Veículo atravessa via alagada em meio a barreiras de segurança flutuando na enchente em Williamsburg, no bairro do Brooklyn, em Nova York, em 1º de setembro de 2021 nos Estados Unidos — Foto: Jaymee Sire via Reuters

Rastro de destruição pelos EUA

Os tornados gerados pelo Ida já atingiram partes dos estados da Pensilvânia e de Nova Jersey — onde várias casas ficaram destruídas, em Mullica Hill.

Desde domingo (30), o Ida já causou um rastro de destruição também nos estados de Louisiana, Mississippi e Alabama, deixando ao menos seis mortos e muito prejuízo (veja mais abaixo).

Quase 1,2 milhão de residências estão sem luz em seis estados nesta quinta, segundo o site PowerOutage.us, que compila a falta de energia no país:

  • Louisiana: 928,3 mil
  • Pensilvânia: 99,7 mil
  • Nova Jersey: 61,5 mil
  • Nova York: 42,9 mil
  • Mississippi: 37,3 mil
  • Connecticut: 17,9 mil
Casas inundadas após a passagem do furacão Ida em Lafitte, no estado de Louisiana, em  30 de agosto de 2021 nos Estados Unidos — Foto: David J. Phillip/AP
Casas inundadas após a passagem do furacão Ida em Lafitte, no estado de Louisiana, em 30 de agosto de 2021 nos Estados Unidos — Foto: David J. Phillip/AP

O Ida atingiu os EUA como um furacão de categoria 4 no domingo (30), exatos 16 anos após o Katrina devastar a Louisiana e o Mississippi e deixar 1,8 mil mortos e bilhões em prejuízos.

Com ventos de 230 km/h, o Ida foi o 5º furacão mais forte da história a atingir o continente, segundo a agência de notícias Associated Press.

A tormenta foi rebaixada para tempestade tropical na segunda-feira (30), mas continuou causando estragos pelo país.

VEJA TAMBÉM:


20 mortos até agora

Antes das 14 mortes em Nova York e Nova Jersey, a tormenta havia deixado seis vítimas em três estados: duas na Louisiana, duas no Mississippi e duas no Alabama.

No Alabama, dois eletricistas morreram quando consertavam danos causados à rede elétrica. No Mississippi, duas pessoas morreram e dez ficaram feridas em uma rodovia destruída pelo furacão.

As duas vítimas na Louisiana são um homem de 60 anos que teve a casa atingida por uma árvore perto de Baton Rouge, a capital do estado, e um motorista que morreu afogado em Nova Orleans.

Autoridades dizem que o número de mortos poderia ter sido muito maior não fosse o sistema de diques que foi construído ao redor de Nova Orleans após a devastação do Katrina em 2005.

Casas e empresas inundadas após a passagem do furacão Ida em LaPlace, no estado da Louisiana, em 31 de agosto de 2021 nos Estados Unidos — Foto: Gerald Herbert/AP
Casas e empresas inundadas após a passagem do furacão Ida em LaPlace, no estado da Louisiana, em 31 de agosto de 2021 nos Estados Unidos — Foto: Gerald Herbert/AP

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De onde vem o que eu como: Agro usa tecnologia enviada a Marte para tratar o solo

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Apesar dos avanços, quase metade dos agricultores não modernizaram o manejo. Modernização traz aumento da qualidade e da produtividade dos plantios, economia no gasto com insumos, menos desmatamento e maior sequestro do carbono da atmosfera são algumas das vantagens destas técnicas.
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Por Vivian Souza

Postado em 02 de setembro de 2021 às 09h00m


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Rover Curiosity, da Nasa, está em missão desde novembro de 2011 no planeta Vermelho — Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS
Rover Curiosity, da Nasa, está em missão desde novembro de 2011 no planeta Vermelho — Foto: NASA/JPL-Caltech/MSSS

Da rotação de culturas ao uso de lasers para análise da terra, o Brasil está na vanguarda da tecnologia de solos. Estas aplicações não somente ajudam o agricultor a aumentar a produtividade e melhorar a qualidade dos cultivos, como também tornam as lavouras mais sustentáveis.

A modernização do trato do solo vai além das aparelhagens. Técnicas como o plantio direto, em nível e pousio também fazem toda a diferença nas colheitas e ajudam a alcançar o chamado efeito poupa-terra", que é a possibilidade de plantar mais, usando uma área menor.

Somando-se a estas vantagens, o manejo correto do solo também pode potencializar a sua fertilidade e a sua capacidade de sequestrar carbono da atmosfera, que é a retirada de circulação deste gás que colabora para o efeito estufa.

Ainda assim, quase metade dos produtores não usam nenhuma destas técnica em suas lavouras, seja por falta de conhecimento ou por questões financeiras.

Além disso, a proporção de consultas técnicas vem caindo de 2006 para cá, o que pode indicar que as tecnologias estão sendo aplicadas de forma errada, prejudicando a plantação e o trabalhador.

Tecnologia de solo aumenta a produtividade do agro no Brasil — Foto: Arte / G1
Tecnologia de solo aumenta a produtividade do agro no Brasil — Foto: Arte / G1

Qualquer ação para aumentar ou diminuir a produtividade de uma lavoura é centrada no solo, já que, melhorando a terra, haverá um maior desempenho da planta, explica o professor Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, do Departamento de Ciência do Solo da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

O professor conta que houve um avanço neste debate, que anteriormente se concentrava apenas nos atributos químicos do solo, como a sua fertilidade, enquanto hoje já se fala também dos componentes físicos e biológicos.

Hoje verifica-se que não adianta só uma abordagem química porque a planta também tem um sistema radicular importante. Imagine uma raiz tentando crescer em um solo compactado, bem duro, ela vai ter dificuldades, exemplifica. Dá para ser fértil sem ser produtivo, completa.

Para ajudar o plantio a atingir seu potencial máximo, os agricultores devem usar as técnicas de melhoramento, contudo, ainda hoje, parte dos trabalhadores rurais optam pelo preparo convencional, ou seja, usam, por exemplo, a aração e gradagem, que revolvem a terra.

Isso não é bom para o solo. Isso não é interessante porque cada vez que a gente revolve o solo a gente vai perdendo os nutrientes que esse solo tem, sobretudo os orgânicos, afirma Cerri.

Vale destacar que a camada mais fértil está nos primeiros 5 centímetros da lavoura, comenta Marcelo Oliveira, engenheiro agrônomo e supervisor de controle e apuração do Censo Agropecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia mais:

O uso de genética, com sementes que trazem melhoramentos para a produção, aperfeiçoamento no manejo do solo, controle de pragas e outros métodos permitiram o efeito poupa-terra, aponta a pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Tecnologia.

Um dos casos em que isto é visível é o algodão. Na década de 70, o Brasil produzia cerca de 1 milhão de toneladas em 4 milhões de hectares, em 2020 este número foi invertido: 4 milhões de toneladas de algodão foram colhidas em 1 milhão de hectares.

Entre as técnicas que colaboram para isto, se destaca a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Segundo dados da Embrapa, em 2021, 17 milhões de hectares faziam parte deste sistema.

A ILPF consiste, basicamente, em uma produção composta por diferentes itens em uma mesma área. Portanto, o gado, por exemplo, pode ser criado em um ambiente com a lavoura de milho e com a área de floresta.

Propriedade de 46 hectares em Brotas viu número de cabeças de gado aumentar após adoção de ILPF.  — Foto: Divulgação/Sítio Nelson Guerreiro
Propriedade de 46 hectares em Brotas viu número de cabeças de gado aumentar após adoção de ILPF. — Foto: Divulgação/Sítio Nelson Guerreiro

Esta técnica é a mais avançada para plantio, na opinião do professor Cerri da Esalq-USP. Isso porque a ILPF gera um aumento da diversidade com consequente aumento da biodiversidade no solo e tendência de redução das emissões de gases do efeito estufa, já que além de o sistema lançar menos gases na atmosfera, também aumenta o sequestro de carbono.

Ele conta que o carbono pode ficar estabilizado por até milênios no solo, enquanto na folha de soja fica apenas por alguns meses e na árvore chega só até uma década. Por isso, potencializar a recepção deste carbono faz diferença para o meio ambiente.

O plantio direto também foi apontado como fundamental para poupar a terra. Nessa técnica, o produtor deixa o resíduo da palhada anterior na lavoura e semeia em cima disso, sem provocar muita movimentação da terra.

Essa cobertura garante a manutenção da umidade, já que a palha a mantém por um período maior, diminuindo a necessidade de irrigação. Outro ponto favorável é que esta técnica mantém a microbiota de solo, que é extremamente importante para a saúde da planta, explica o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville.

Isso se torna importante quando a gente está falando da Amazônia, a gente não precisa desmatar uma floresta para poder produzir. Nós podemos, hoje, com as tecnologias que existem, produzir grandes volumes em áreas menores, sem a necessidade de ficar abrindo novas áreas, diz.

Plantio direto consiste em semear nova safra com a palhada da anterior cobrindo o solo — Foto: Fundação ABC
Plantio direto consiste em semear nova safra com a palhada da anterior cobrindo o solo — Foto: Fundação ABC

Essas técnicas podem ser mais bem aplicadas caso o produtor saiba o que ele precisa trabalhar na terra. Para isto, existem testes para diagnosticar o estado da área, a partir dos quais se usa a chamada agricultura de precisão, que é o uso de insumos apenas na quantidade e nos locais onde realmente são necessários, explica Oliveira, técnico do IBGE.

"É como quando a gente está mal de saúde, vai no médico e pede uma série de exames, a gente faz os exames, volta com o resultado, aí dá o remédio, compara Cerri.

Estes exames podem ser feitos, inclusive, de forma laboratorial. É o que a Quanticum faz. A empresa propõe um mapeamento dos componentes da terra para então fazer recomendações para o seu trato.

De forma geral, o solo, que é formado por nanopartículas, possui 4 elementos: ar, água, matéria orgânica e mineral. Este último seria o DNA da terra e tem uma capacidade magnética, ou seja, se você passar um ímã, os minerais vão grudar, explica o cientista e diretor da Quanticum, Diego Siqueira.

O que a empresa faz, então, consiste em levar um sensor magnético para as áreas a serem analisadas - que pode ser acoplado em diferentes equipamentos, como um trator ou um drone.

A concentração das nanopartículas no território causa uma interferência no sensor e esse valor de interferência pode ser usado para quantificar os minerais e, com isso, calcular o que este território precisa.

Leitura do magnetismo do solo no campo. — Foto: Divulgação / Quanticum
Leitura do magnetismo do solo no campo. — Foto: Divulgação / Quanticum

Siqueira também comenta outras duas formas de analisar o solo: a partir de satélites, usando um banco de dados da área e análise laboratorial, e a granulometria.

Esta última usa o princípio da sedimentação, ou seja, implica em colocar água na amostra de terra para observar as partículas decantarem, medindo, ao fim, quanto tem de areia, silte (fragmentos de rocha) e argila, que é onde ficam os nutrientes para as plantas.

Outra forma de mapear os componentes do solo é usando lasers. O Brasil é o primeiro país que faz esse tipo de análise por meio da mesma tecnologia utilizada pela NASA em seus robôs para explorar Marte.

O equipamento é feito a partir da plataforma de inteligência artificial AGLIBS. O uso para agricultura foi desenvolvido pela Embrapa Instrumentação, em São Carlos, e é usado pela startup Agrorobótica.

O fundador e CEO da empresa, Fábio Luiz Angelis narra o processo de análise:

  1. O solo é coletado pelas equipes e a amostra é georreferenciada no campo usando o aplicativo que demonstra latitude e longitude da área.
  2. A amostra segue para o laboratório, em São Carlos, onde é transformada em pastilha, ficando parecida com os pigmentos da maquiagem quando ainda na embalagem.
  3. Já dentro do equipamento, a pastilha é atingida por um laser de 10 mil kelvins, temperatura próxima a do Sol.
  4. Após se transformar em um plasma (uma nuvem invisível ao olho nu), os cientistas separam os elementos que são nutrientes para as plantas e identificam a quantidade deles.

Essa informação gera os mapas de recomendação agronômica, que vão para o agricultor no aplicativo de celular, explica Angelis.

Além de ajudar o produtor a usar a agricultura de precisão, a empresa busca otimizar o sequestro de carbono pelo solo. A amostra, inclusive, aponta quanto de carbono está estocado na terra.

Conheça mais sobre inteligência artificial AGLIBS:

Reportagem do Globo Rural exibida em abril de 2020 explicou como a tecnologia pode ser usada no agronegócio
Reportagem do Globo Rural exibida em abril de 2020 explicou como a tecnologia pode ser usada no agronegócio

Essas técnicas são para todos?

De acordo com o Censo Agropecuário 2017 do IBGE, 43,8 % das mais de 5 milhões estabelecimentos agropecuários do Brasil não usam as técnicas listadas pela instituição. Além disso, a proporção de produtores que receberam orientação técnica caiu de 22% em 2006 para 20,1%.

Para Oliveira, técnico do IBGE, a queda da assistência técnica pode representar que as práticas agrícolas não estão sendo implementadas corretamente, o que é preocupante. Ele exemplifica, essas consequências, citando o uso de agrotóxicos.

O trabalhador que tem contato com o agrotóxico e não maneja de forma apropriada adoece. Sem a orientação, ele aplica sem o equipamento de proteção, se prejudica, pode colocar em quantidade excessiva no solo...

Já para Capdeville, diretor da Embrapa, o agricultor brasileiro é altamente tecnificado. Contudo, ele entende que o investimento em tecnologia mais avançada pode ainda ser difícil para o pequeno produtor, que não tem tanto dinheiro.

Além disso, existe a questão de parte dos agricultores não adotarem as técnicas simplesmente porque não as conhecem, diz Cerri, professor da Esalq-USP. Ou, quando as usam, aplicam apenas em parte, como pular uma etapa do plantio direto, por exemplo.

Ainda assim, Cerri aponta que usar a tecnologia do solo é um investimento que dá retorno financeiro ao produtor.

Como tem tendência de aumentar a produtividade, ele vai ter um retorno maior. Alguns casos, o solo pode requerer menos fertilizante do que no começo do processo porque vai construindo um solo de qualidade melhor e aí pode ser que ele venha a entrar em um equilíbrio em que a qualidade está tão boa que pode dar o luxo de reduzir a entrada de fertilizante e outros insumos, diz.

Brasil tem a agricultura mais avançada da faixa tropical
Brasil tem a agricultura mais avançada da faixa tropical

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