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sábado, 25 de julho de 2020

Investimento em redução do desmatamento e do tráfico de animais previne pandemias, diz estudo na Science

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Grupo de pesquisadores diz que investimento público em preservação ambiental custa menos do que o gasto econômico e social devido a uma pandemia como a da Covid-19.  
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Por G1  
25/07/2020 06h01 Atualizado há 4 horas
Postado em 25 de julho de 2020 às 10h05m

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Desmatamento na Amazônia bateu novo recorde nos alertas de desmatamento em junho de 2020 — Foto: ReutersDesmatamento na Amazônia bateu novo recorde nos alertas de desmatamento em junho de 2020 — Foto: Reuters

Um estudo publicado na revista "Science" mostra que o investimento em preservação do meio ambiente, como a redução do desmatamento e do tráfico de animais, pode prevenir o surgimento de novos surtos virais em humanos.
Além disso, o gasto financeiro com essas medidas é menor do que o que está sendo pago economicamente e socialmente durante a pandemia da Covid-19.

"Como o financiamento público em resposta à Covid-19 continua subindo, nossa análise sugere que os custos associados a esses esforços preventivos de proteção ao meio ambiente seriam substancialmente inferiores aos gastos econômicos e de mortalidade para responder aos patógenos toda vez que eles surgirem", dizem os autores no artigo publicado nesta sexta-feira (24).
Morcegos são provavelmente a origem da pandemia atual de coronavírus — Foto: ReutersMorcegos são provavelmente a origem da pandemia atual de coronavírus — Foto: Reuters

De acordo com o levantamento do grupo, o custo para preservar o ambiente no planeta seria de 22 bilhões de dólares, um valor considerado elevado, mas ainda menor do que os 2,6 trilhões de dólares que já foram perdidos no combate à Covid-19. É importante levar em conta que mais de 600 mil pessoas morreram devido à doença, além dos valores financeiros.

Os vírus mais recentes que atingiram o planeta nas últimas décadas, como Sars CoV-2, HIV, Ebola, entre outros, passaram de hospedeiros para os humanos e tiveram uma relação próxima entre as pessoas e os animais silvestres, como morcegos e primatas. Os autores argumentam que a redução do desmatamento é fundamental para evitar este ciclo, já que os locais onde 25% da vegetação original foi perdida tendem a ser focos de transmissões virais.

Os morcegos, prováveis reservatórios do Ebola e também do Sars CoV-2, vão atrás de povoados quando o habitat florestal é perturbado para a construção de estradas, extração de madeira e outras atividades humanas, alerta a pesquisa.

"A relação entre desmatamento e tráfico de animais silvestres e o surgimento de doenças emergentes é muito bem estabelecida. Mesmo assim, ações ambientais estão essencialmente fora da agenda de prevenção de pandemias. A boa notícia é que investir entre 22 e 31 bilhões de dólares por ano em programas para monitorar e reduzir essas atividades pode diminuir substancialmente as chances de algo como a Covid-19 acontecer novamente", disse Mariana Vale, única brasileira a participar do estudo, professora do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Além da cientista brasileira, assinam também pesquisadores de Harvard, Duke, Princeton, Rice, George Mason, Boston, Illinois, Wisconsin-Madison (EUA) e Duke Kunshan (China), além de organizações sem fins lucrativos, como a Conservation International, o Instituto Earth Innovation, a EcoHealth Alliance, o Safina Center e, ainda, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF do Quênia).

Desmatamento no Brasil

Desmatamento aumenta 24% na Amazônia no primeiro semestre de 2020
Desmatamento aumenta 24% na Amazônia no primeiro semestre de 2020

Em junho de 2020, a Amazônia registrou 1.034,4 km² de área sob alerta de desmatamento, recorde para o mês em toda a série história, que começou em 2015. No acumulado do semestre, os alertas indicam devastação em 3.069,57 km² da Amazônia, aumento de 25% em comparação ao primeiro semestre de 2019.

Os dados são do sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram atualizados em 10 de julho.
Os alertas até junho de 2020 apontam:
  • Sinais de devastação em 3.069,57 km² da Amazônia neste ano
  • Aumento de 25% de janeiro a junho, comparado ao mesmo período do ano anterior
  • Aumento de 64% no acumulado dos últimos 11 meses, comparado ao período anterior (a um mês do fechamento oficial de desmatamento, alertas apontam tendência de aumento na devastação)
  • O número de junho é 10,6% maior do que o registrado no mesmo mês em 2019
  • Na comparação com maio, houve aumento de 24,31% em relação ao mesmo mês de 2019, que também havia sido recorde para o período.

Os dados servem de indicação às equipes de fiscalização sobre onde pode estar havendo crime ambiental. Os números não representam a taxa oficial de desmatamento, que é medida por outro sistema, divulgado uma vez ao ano.

Alertas de desmatamento na Amazônia, mês a mês
Taxa de desmatamento oficial, medida de agosto a julho, poderá ser maior na temporada que termina em 2020.
2018/2019
2019/2020AgoSetOutNovDezJanFevMarAbrMaiJun0500100015002000
Fonte: Deter/Inpe

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Novo coronavírus usa enzima em 'camuflagem' que permite enganar células durante invasão, aponta estudo

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Artigo na 'Nature Communications' explica que vírus usa enzima para modificar seu próprio material genético e não ser reconhecido como um corpo estranho pelas células humanas. Mapeamento da estrutura pode ajudar em tratamentos contra a Covid-19. 
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Por G1  
24/07/2020 06h00  Atualizado há 05 horas
Postado em 24 de julho de 2020 às 11h00m

            .      Post.N.\9.415     .        
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Estrutura de enzimas produzidas pelo Sars CoV-2 — Foto: Nature Communications/ReproduçãoEstrutura de enzimas produzidas pelo Sars CoV-2 — Foto: Nature Communications/Reprodução

Um estudo publicado nesta sexta-feira (24) pela "Nature Communications" mostra o trabalho de pesquisadores que conseguiram desvendar uma enzima importante para o Sars CoV-2: com a ajuda dela, o vírus consegue fazer alterações genéticas e não ser rastreado como um invasor, uma espécie de camuflagem contra o sistema imunológico.
A descoberta do mecanismo usado pelo vírus para não ser reconhecido pode ajudar no desenvolvimento de novos medicamentos contra a Covid-19, dizem os autores. De acordo com Yogesh Gupta, principal pesquisador pelo Centro de Ciências da Saúde da Universidade do Texas em San Antonio (UT Health San Antonio), eles analisaram a estrutura da enzima nsp16, que o vírus produz para modificar o seu RNA mensageiro.
Yogesh K. Gupta, pesquisador que liderou o estudo — Foto: UT Health San Antonio/DivulgaçãoYogesh K. Gupta, pesquisador que liderou o estudo — Foto: UT Health San Antonio/Divulgação
"É uma camuflagem", disse Gupta. "Por causa das modificações, que enganam a célula, o RNA mensageiro do vírus é considerado parte do código da célula, não um estranho", explicou.

Os cientistas acreditam que desvendar a estrutura em três dimensões da nsp16 pode ajudar na produção de medicamentos, já que outras moléculas pequenas já foram encontradas pela ciência e conseguiram inibir a ação da enzima. Desta forma, o sistema imunológico atacaria diretamente o vírus invasor.
Peça em 3D mostra danos do coronavírus no pulmão
Peça em 3D mostra danos do coronavírus no pulmão

Governo não renova o financiamento da pesquisa do mapeamento da Covid-19 no Brasil
Governo não renova o financiamento da pesquisa do mapeamento da Covid-19 no Brasil

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Cometa 'Neowise': veja fotos da passagem no Brasil e no mundo

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Cometa ainda poderá ser visto nesta sexta-feira no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. 
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Por G1  
23/07/2020 21h00  Atualizado há 14 horas
Postado em 24 de julho de 2020 às 10h00

            .      Post.N.\9.414     .        
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Cometa observado em Cariús, na Região Centro-Sul do Ceará. — Foto: Emanuel Hericlys/Arquivo PessoalCometa observado em Cariús, na Região Centro-Sul do Ceará. — Foto: Emanuel Hericlys/Arquivo Pessoal

O cometa "Neowise", que foi visto no Hemisfério Norte no início de julho, passou pelo Brasil nesta quarta-feira (22) e quinta-feira (23) entre os estados do Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.

Nesta sexta-feira (24), será a vez dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O ideal é olhar à direita do ponto onde o Sol se põe, entre o final da tarde e o início da noite. Ele deverá aparecer perto da linha do horizonte.

Cometa foi descoberto no final de março pelo satélite Neowise da agência espacial americana (Nasa). — Foto: Lauriston TrindadeCometa foi descoberto no final de março pelo satélite Neowise da agência espacial americana (Nasa). — Foto: Lauriston Trindade

Cometa passando pelo céu de Belo Horizonte — Foto: Vinícius Teixeira/ Arquivo pessoalCometa passando pelo céu de Belo Horizonte — Foto: Vinícius Teixeira/ Arquivo pessoal

Cometa Neowise visto no Distrito Federal — Foto: Léo Caldas/Arquivo pessoalCometa Neowise visto no Distrito Federal — Foto: Léo Caldas/Arquivo pessoal

Cometa Neowise visto no Distrito Federal — Foto: Léo Caldas/Arquivo pessoalCometa Neowise visto no Distrito Federal — Foto: Léo Caldas/Arquivo pessoal

Cometa ficou visível a olho nu em 3 de julho quando atingiu seu periélio, ponto de sua órbita mais próximo do Sol.  — Foto: Lauriston Trindade/Arquivo PessoalCometa ficou visível a olho nu em 3 de julho quando atingiu seu periélio, ponto de sua órbita mais próximo do Sol. — Foto: Lauriston Trindade/Arquivo Pessoal

Quatorze fotos foram agrupadas para este registro — Foto: Vinícius Teixeira/ Arquivo pessoalQuatorze fotos foram agrupadas para este registro — Foto: Vinícius Teixeira/ Arquivo pessoal

22 de jullho - Foto de longa exposição mostra o cometa Neowise (C / 2020 F3) sobre o Monte Saint-Michel, oeste da França — Foto: Loic Venance/AFP22 de jullho - Foto de longa exposição mostra o cometa Neowise (C / 2020 F3) sobre o Monte Saint-Michel, oeste da França — Foto: Loic Venance/AFP

Cometa C/2020 F3 foi avistado no céu da Hungria na segunda, 6 de julho — Foto: Peter Komka/MTI/APCometa C/2020 F3 foi avistado no céu da Hungria na segunda, 6 de julho — Foto: Peter Komka/MTI/AP

Cometa Neowise é fotografado no céu do Líbano em 7 de julho de 2020  — Foto: Maroun Habib (Moophz)/NasaCometa Neowise é fotografado no céu do Líbano em 7 de julho de 2020 — Foto: Maroun Habib (Moophz)/Nasa

Cometa passa na costa da Inglaterra em 17 de julho de 2020 — Foto: Owen Humphreys/APCometa passa na costa da Inglaterra em 17 de julho de 2020 — Foto: Owen Humphreys/AP

Cometa é registrado atrás da Basílica de São Pedro, em Roma, em 13 de julho de 2020 — Foto: Guglielmo Mangiapane/ReutersCometa é registrado atrás da Basílica de São Pedro, em Roma, em 13 de julho de 2020 — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

Cometa fotografado no estado do Kansas, nos Estados Unidos, em 21 de julho — Foto: Charlie Riedel/APCometa fotografado no estado do Kansas, nos Estados Unidos, em 21 de julho — Foto: Charlie Riedel/AP

Assista ao vídeo para ver a previsão de passagem:
Cometa Neowise, descoberto pela Nasa em março, pode ser visto no Brasil
Cometa Neowise, descoberto pela Nasa em março, pode ser visto no Brasil

Descoberto no final de março pelo satélite Neowise da agência espacial americana (Nasa), o cometa ficou visível a olho nu em 3 de julho quando atingiu seu periélio, ponto de sua órbita mais próximo do Sol.

Os cometas são corpos formados por gelo, rochas e materiais orgânicos, e vêm dos confins do sistema solar: o cinturão de Kuiper, ou talvez ainda mais longe, da nuvem de Oort, que são ambas concentrações de pequenos corpos celestes.

O Neowise é um dos poucos cometas do século XXI que podem ser vistos a olho nu, segundo a Nasa. Há registros de sua passagem em diferentes países do hemisfério norte. Ele deve se chegar ao ponto mais próximo da Terra em 23 de julho.
Cometa passa próximo da Terra e pode ser visto da Europa
Cometa passa próximo da Terra e pode ser visto da Europa
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