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quarta-feira, 22 de abril de 2020

Estudo de pesquisadores do Brasil e do Canadá indica que cérebro pode ser afetado em casos graves de Covid-19

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Trabalho foi publicado na revista científica Trends in Neurosciences nesta terça-feira (21). Eles observaram casos em UTIs da China e França. Estudo vai prosseguir com a análise clínica de dados de pacientes. 
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 Por Cristina Boeckel, G1 Rio  

 Postado em 22 de abril de 2020 às 21h00  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

      Post.N.\9.231  
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Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Instituto D'Or de Pesquisa e Ensino (Idor) e da Queen's University, do Canadá, publicaram um artigo sobre a possibilidade de que o sistema nervoso central possa ser afetado em casos graves do novo coronavírus. O trabalho foi publicado na revista científica Trends in Neurosciences na terça-feira (21).
Imagem microscópica do novo coronavírus 2019 n-CoV — Foto: NIAID-RML/AP
Imagem microscópica do novo coronavírus 2019 n-CoV — Foto: NIAID-RML/AP

A pesquisa, assinada por quatro pesquisadores brasileiros e um canadense, usa dados sobre a Covid-19 (SARS-CoV-2), sobre outros tipos de coronavírus e outras famílias de vírus.
Os pesquisadores usaram como uma das bases para o trabalho, dados de pacientes do coronavírus em UTIs na China e na França. Nos dois locais, eles observaram danos cerebrais em uma relevante parcela dos pacientes que estavam internados com sinais severos da doença.
Em alguns casos, foram vistos casos de Acidente Vascular Encefálico (ACE), em alguns casos menores encefalite, que é uma inflamação do cérebro e pode ser bem grave. Em outros, a perda de consciência e também outras alterações como delírios, indicando que o sistema nervoso central está sendo afetado, explicou Fernanda de Felice, professora do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da UFRJ.
A pesquisadora disse ainda que a infecção dos neurônios já havia sido observada em outros tipos de coronavírus e o tipo de inflamação observado na Covid-19 pode ser semelhante. No entanto, ela lembra que todo conhecimento sobre o coronavírus que gerou a pandemia no mundo ainda é muito novo.

Os pacientes severos devem ser seguidos com cuidado porque eles podem ter um risco aumentado de desenvolver demência e doenças neurodegenerativas como, Alzheimer e Parkinson. E já tem associações de infecção no sistema nervoso e aumento do risco dessas doenças. Acho que é mais um fator para a população ficar ligada, principalmente a população que segue o conceito de ser uma gripezinha e algo leve. Os impactos podem ser muito grandes e duradouros e pode aumentar a prevalência de doenças degenerativas no Brasil e no mundo, explicou.
Coronavírus: quais os sintomas e quando devo procurar um médico?
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Andamento do estudo
Fernanda Tovar-Moll, diretora-presidente do Instituto Idor, disse que o estudo terá andamento com a análise de casos clínicos que vão observar, de várias maneiras, os efeitos da Covid-19 no cérebro do maior número possível de pacientes.
Vamos coletar dados clínicos estruturados que vão mapear as alterações neurológicas e cognitivas dos pacientes na fase aguda e subaguda da doença. Também terá coleta de dados de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada do cérebro para também mapear as alterações causadas nos pacientes pelo vírus e suas complicações, explicou.
A pesquisadora disse ainda que os pacientes que fazem parte do estudo também terão suas funções cognitivas mapeadas a longo prazo para identificar os efeitos do coronavírus.

Estas capacidades cognitivas que serão investigadas serão em diversos domínios, como memória, tomada de decisão e outras funções e estes dados serão relacionados com as informações de imagem, disse.

Casos leves
A professora do Instituto de Bioquímica Médica (IBqM) da UFRJ ressaltou que, nos casos mais leves, pacientes também podem apresentar sintomas de origem neurológica, como dor de cabeça e perda do olfato, sintomas da doença que ficaram conhecidos, mas que não deixam sequelas.

Pode ser que a doença também esteja impactando o cérebro em casos mais leves também. Mas aí, enquanto não fica grave, o corpo está acostumado a combater e resolver. Então, a gente acha que os problemas não devem ser mais acentuados, pois temos os nossos mecanismos de proteção, afirmou.
Coronavírus: há remédios e vacinas? Qual o tratamento?
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CORONAVÍRUS

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Kawasaki desenvolve 1ª Ninja elétrica da história; moto terá câmbio manual

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Ao contrário de outras elétricas, modelo apostará em transmissão de 4 marchas. Projeto Endeavor tem visual similar ao da família Ninja atual, com carenagens esportivas. 
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 Por Rafael Miotto, G1  

 Postado em 22 de abril de 2020 às 09h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

      Post.N.\9.230  
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Protótipo de moto elétrica da Kawasaki estava no Salão de Milão 2019 — Foto: Rafael Miotto/G1
Protótipo de moto elétrica da Kawasaki estava no Salão de Milão 2019 — Foto: Rafael Miotto/G1

Sem fazer alardes, a Kawasaki está desenvolvendo a primeira Ninja elétrica de sua história, e o modelo terá transmissão manual. Em um caminho que está sendo percorrido pelas grandes montadoras de motos, a marca japonesa deve se juntar em breve à Harley-Davidson oferecendo em breve seu veículo movido à eletricidade.

Ao contrário da rival norte-americana que veio entre 2014 e 2019 fazendo amplas divulgações da LiveWire, finalmente lançada no ano passado, a Kawasaki faz uma estratégia diferente.
No Salão de Milão 2019, o protótipo da moto foi apresentado de maneira tímida e sem praticamente nenhum detalhe técnico. O modelo ficou em 2º plano, enquanto a marca revelava as novas Z900 e Z650.
Imagem com pouca definição mostra futura Kawasaki Ninja elétrica — Foto: Reprodução/Youtube
Imagem com pouca definição mostra futura Kawasaki Ninja elétrica — Foto: Reprodução/Youtube 

Kawasaki aposta na transmissão manual
Ao contrário dos carros, a grande maioria das motos movidas à combustão mantém o câmbio do tipo manual. Ainda que crescente, como no caso do sistema de dupla embreagem da Honda, motocicletas com algum tipo de transmissão automática são minoria – com exceção dos scooters, esses quase que 100% com câmbio automático do tipo CVT.

Quando o G1 andou na Harley-Davidson LiveWire, um dos pontos que chamou a atenção foi exatamente a não existência de marchas no modelo; algo comum para veículos elétricos. Com uma boa dosagem da entrega de força, isso não é um problema para a moto, mas realmente ficou a questão: será que os motociclistas vão se acostumar à condução sem trocas de marchas?
Pedal de câmbio da futura Ninja elétrica, chamada de Endeavor pela Kawasaki — Foto: Reprodução/Youtube
Pedal de câmbio da futura Ninja elétrica, chamada de Endeavor pela Kawasaki — Foto: Reprodução/Youtube

Ao menos no caso da Kawasaki, a resposta é ter um câmbio mesmo em seu futuro modelo elétrico. Em uma série de vídeos sobre o veículo, batizado de Endeavor, a montadora revelou que a motocicleta terá sim um sistema com trocas de marchas, porém, ainda não há detalhes de como funcionará.

No protótipo apresentado em Milão, havia a indicação do pedal de câmbio, inclusive, mostrando que o modelo terá 4 marchas.
Protótipo da Kawasaki Ninja elétrica, mostrada no Salão de Milão 2019 — Foto: Rafael Miotto/G1
Protótipo da Kawasaki Ninja elétrica, mostrada no Salão de Milão 2019 — Foto: Rafael Miotto/G1


Visual mais tradicional
A Kawasaki também vai na contramão quanto ao visual de sua moto elétrica. Nada de algo futurista ou de inspiração nos filmes; até agora, nas poucas imagens nas quais é possível ter um lampejo de como será a motocicleta, é possível ver uma essência da família Ninja, mantendo suas carenagens esportivas.
Visual da Kawasaki elétrica será similar ao da família Ninja atual — Foto: Reprodução/Youtube
Visual da Kawasaki elétrica será similar ao da família Ninja atual — Foto: Reprodução/Youtube

Saiba como é andar na Harley elétrica
Harley-Davidson LiveWire elétrica: G1 avalia o modelo
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Honda e Yamaha apostam em scooters elétricos
Scooters elétricos são aposta no Salão de Tóquio
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Motos

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terça-feira, 21 de abril de 2020

Brasil cai pelo segundo ano seguido em ranking de liberdade de imprensa

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Lista elaborada pela organização 'Repórteres Sem Fronteiras' coloca o país em 107º lugar de 180 posições, atrás de Angola, Montenegro e Moçambique. Queda está relacionada ao presidente Jair Bolsonaro, segundo a entidade.
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 Por G1  

 Postado em 21 de abril de 2020 às 11h15m    
Gipope-Marketing

      Post.N.\9.229  
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Presidente Bolsonaro chega ao Palácio do Alvorada no dia 7 de abril — Foto: REUTERS/Adriano Machado
Presidente Bolsonaro chega ao Palácio do Alvorada no dia 7 de abril — Foto: REUTERS/Adriano Machado
O Brasil caiu, pelo segundo ano seguido, no ranking de liberdade de imprensa da organização não governamental "Repórteres Sem Fronteiras", informou a entidade nesta terça-feira (21). O país agora ocupa a posição 107 de 180, atrás de Angola (106), Montenegro (105) e Moçambique (104).

O relatório da organização afirma que a eleição do presidente Jair Bolsonaro, em 2018, "deu início a uma era particularmente sombria da democracia e da liberdade de imprensa no Brasil". Naquele ano, o país ocupava a posição 102 na lista, caindo para a 105 em 2019.
"O presidente Bolsonaro, sua família e vários membros de seu governo insultam e humilham constantemente alguns dos principais jornalistas e meios de comunicação do país, alimentando um clima de ódio e suspeita em relação ao jornalismo no Brasil", afirma a ONG.
"A propriedade da mídia continua muito concentrada, especialmente nas mãos de famílias de grandes empresas que estão, com frequência, intimamente ligadas à classe política. A confidencialidade das fontes dos jornalistas está sob constante ataque e muitos repórteres investigativos foram submetidos a processos judiciais abusivos", acrescenta a entidade.

"Com ameaças e ataques físicos, o Brasil continua sendo um país especialmente violento para a mídia, e muitos jornalistas foram mortos em conexão com seu trabalho. Na maioria dos casos, esses repórteres, apresentadores de rádio, blogueiros ou provedores de informações de outros tipos estavam cobrindo histórias relacionadas à corrupção, políticas públicas ou crime organizado em cidades pequenas ou médias, onde são mais vulneráveis", diz ainda a "Repórteres Sem Fronteiras".

Apesar de críticas a Trump, EUA sobem no ranking
Trump subestimou o risco do coronavírus no país, dizem especialistas  — Foto: Getty Images via BBC
Trump subestimou o risco do coronavírus no país, dizem especialistas — Foto: Getty Images via BBC

Apesar de críticas feitas ao presidente Donald Trump, os Estados Unidos subiram no ranking da organização: passaram a ocupar o 45º lugar, três acima do 48º do ano passado.
"A liberdade de imprensa nos Estados Unidos continuou sofrendo durante o terceiro ano do presidente Donald Trump", afirmou a "Repórteres Sem Fronteiras".
A entidade ressaltou que "prisões, ataques físicos (...) e assédio a jornalistas continuaram em 2019" nos EUA, apesar de o número de jornalistas presos no ano passado ter sido "ligeiramente menor" do que no ano anterior, segundo a organização.

"Sob o presidente Trump, a Casa Branca substituiu estrategicamente as formas tradicionais de acesso à imprensa por aquelas que limitam a capacidade dos jornalistas de fazer perguntas à administração", disse a ONG.

"O último briefing de imprensa na Casa Branca televisionado diariamente e liderado por um secretário de imprensa ocorreu em março de 2019, e, desde então, o governo federal fez várias tentativas de negar o acesso a jornalistas e veículos específicos a outras oportunidades de interação com a imprensa", afirmou a entidade.

A ONG também alertou que a pandemia de coronavírus está "ampliando" as ameaças à liberdade de imprensa em todo o mundo, segundo a agência de notícias alemã "Deutsche Welle" (DW). A entidade disse que alguns regimes autoritários se aproveitaram do surto para impor medidas extraordinárias, e também acusou a China e o Irã de censurarem informações sobre o vírus.
"O surto de coronavírus revelou a lição mais importante dessa crise, a de que a censura na China não diz apenas respeito ao povo chinês. Também é uma ameaça para qualquer pessoa na Terra", disse o chefe da Repórteres Sem Fronteiras no Leste Asiático, Cedric Alviani, ao correspondente da DW William Yang.
"Certamente existe uma relação estreita entre o regime e a censura, e o fato de eles terem tentado esconder todas as informações sobre a epidemia durante o primeiro mês é a melhor prova disso", concluiu.

Coreia do Norte em último lugar
O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, em foto de 29 de dezembro. — Foto: KCNA via Reuters
O líder norte-coreano, Kim Jong-Un, em foto de 29 de dezembro. — Foto: KCNA via Reuters

A ONG colocou a Coreia do Norte em última posição no ranking, uma abaixo da do ano passado (quando o país ocupava o número 179 de 180).
"Liderado por Kim Jong-un desde 2012, o regime totalitário da Coreia do Norte continua a manter seus cidadãos em um estado de ignorância", afirmou a entidade. "Norte-coreanos ainda podem ser mandados para um campo de concentração por ver, ler ou ouvir conteúdo de mídia que não seja sediada no país".
O Turcomenistão ocupou o penúltimo lugar no ranking. O país, um dos poucos que ainda não reportaram casos de Covid-19 à OMS, proibiu o uso da palavra "coronavírus".

"O governo controla toda a mídia e os poucos usuários de internet podem acessar somente uma versão bastante censurada dela, frequentemente em cafés nos quais eles têm que mostrar um documento de identidade antes de ficar online. Há apenas um provedor de internet", afirmou a "Repórteres Sem Fronteiras".

Em primeiro lugar do ranking ficou a Noruega, que manteve a posição de 2019. Depois, fechando os dez primeiros, vieram Finlândia, Dinamarca, Suécia, Holanda, Jamaica, Costa Rica, Suíça, Nova Zelândia e Portugal.

Logo depois do Brasil, nas posições 108, 109 e 110, respectivamente, ficaram Mali, Kuwait e Guiné.
Países sob regimes autoritários ignoram orientações da OMS em tempos de pandemia
Países sob regimes autoritários ignoram orientações da OMS em tempos de pandemia

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segunda-feira, 20 de abril de 2020

Mercado financeiro prevê queda do PIB em 2020 próxima de 3% e novo corte na Selic

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Expectativas do mercado foram divulgadas nesta segunda (20) pelo Banco Central. Para analistas consultados, taxa básica de juros deve chegar ao fim de 2020 em 3% ao ano.
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 Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  

 Postado em 20 de abril de 2020 às 10h45m  
Gipope-Marketing
      Post.N.\9.228  
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Os analistas do mercado financeiro baixaram, pela décima semana seguida, a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e revisaram para baixo sua estimativa para a inflação, que ficou abaixo do piso do sistema de metas, de 2,5%.

Também passaram a prever um novo corte no juro básico em meados de junho. Para os analistas, a Selic deve chegar ao fim de 2020 em 3% ao ano. Atualmente, a taxa está em 3,75% ao ano.

As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (20) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o PIB de 2020, a nova previsão dos economistas consultados é de queda de 2,96%. No relatório anterior, que foi produzido com base em consultas feitas na semana retrasada, a expectativa dos analistas era de queda de 1,96%.

VEJA O HISTÓRICO DAS PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2020
(EM %)
Fonte: BANCO CENTRAL

Apesar da nova queda, a previsão do mercado para a contração do PIB brasileiro em 2020 ainda está abaixo da divulgada pelo Banco Mundial, que estima um tombo de 5%, e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê queda de 5,3%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A nova redução da expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão.
FMI aponta que a economia global deve registrar pior desempenho desde 1929
FMI aponta que a economia global deve registrar pior desempenho desde 1929

Nas últimas semanas, tanto o Ministério da Economia quanto o Banco Central também revisaram suas estimativas e passaram a prever estabilidade (sem alta, mas também sem contração) do PIB neste ano.

Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos.
Para o próximo ano, a previsão do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) subiu de 2,70% para 3,10%.

Inflação abaixo do piso da meta
Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2020 de 2,52% para 2,23%. Foi a sexta redução seguida do indicador.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%. Com a nova revisão, passou a ficar abaixo também do piso do sistema de metas - que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro baixou de 3,50% para 3,40% sua previsão de inflação.
No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Outras estimativas
  • Taxa de juros: o mercado financeiro já previa uma queda da taxa Selic, atualmente em 3,75% ao ano, para 3,25% ao ano no começo de maio. Na semana passada, os analistas passaram a estimar, também, um novo corte em meados de junho, para 3% ao ano (novo piso histórico, se confirmado) - patamar no qual fecharia 2020. Para o fim de 2021, a expectativa do mercado permaneceu em 4,50% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.
  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 4,60 para R$ 4,80 por dólar. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4,47 por dólar para R$ 4,50 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 35 bilhões para US$ 36,10 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado avançou de US$ 35 bilhões para US$ 35,60 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, recuou de US$ 73 bilhões para US$ 71 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas permaneceu em US$ 80 bilhões.

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