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domingo, 15 de março de 2020

Após morador achar primeira caverna no Acre, equipe do ICMBio deve ir à Serra do Divisor

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Caverna só foi divulgada no começo deste ano, mas morador diz que já sabia da existência dela há mais ou menos 15 anos. Expedição em abril vai colher dados da caverna para validar descoberta. 
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 Por Tácita Muniz, G1 AC — Rio Branco  

 Postado em 15 de março de 2020 às 19h00m  
Gipope-Marketing
      Post.N.\9.178  
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Caverna tem entre 8 metros a 10 metros de comprimento, diz gestor da unidade de conservação  — Foto: Aécio dos Santos
Caverna tem entre 8 metros a 10 metros de comprimento, diz gestor da unidade de conservação — Foto: Aécio dos Santos

No último inventário anual do patrimônio espeleológico brasileiro, o Acre era o único estado do Brasil que não havia registrado dados sobre cavernas. Status que mudou, este ano, após a divulgação de que um morador havia encontrado uma caverna dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor.

Porém, entre a descoberta e a divulgação, passaram-se 15 anos, segundo Edson Cavalcante, de 61 anos – morador mais antigo da área de conservação e quem achou a cavidade. Ele conta que encontrou o espaço enquanto caminhava pelas trilhas do parque, mas não sabia que isso poderia ser de interesse público.

Não sabia que isso interessava a alguém. Acho que está com uns 15 anos que achei, até que no ano passado vieram uns alemães aqui e comentei sobre essa caverna e de uns lagos que achei. Eles disseram que informariam para um amigo. Só assim, eu soube que eu devia ter divulgado. Agora, vou sempre dizer tudo que eu encontrar aqui dentro do parque, explica.

Além de uma água límpida, Edson conta que a caverna está bem conservada e define como se tivesse sido acabada com verniz. É uma coisa linda da natureza. Só você vendo, completa.
Edson Cavalcante diz que achou caverna há mais ou menos 15 anos enquanto caçava  — Foto: Edson Cavalcante/Arquivo pessoal
Edson Cavalcante diz que achou caverna há mais ou menos 15 anos enquanto caçava — Foto: Edson Cavalcante/Arquivo pessoal

Divulgação
O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), informou ao G1 que recebeu a informação de que havia uma caverna na região em fevereiro deste ano por intermédio do próprio gestor da unidade e que a partir de agora devem se organizar para colher os dados.

A divulgação da descoberta fez com que Edson, que também recebe turistas em sua pensão, ficasse animado com a possibilidade de mais turistas para conhecer o parque e, assim, movimentar a economia das famílias que moram na região.

Agora, precisa o poder público melhorar os incentivos para o turismo, porque tem gente que não gosta de andar de barco (única forma de chegar até o parque), dizem que a viagem é muito longa. Então, deveria mudar isso aí, explica.

Ele acredita ainda que ao tornar pública a descoberta da caverna, mais turistas devem sentir curiosidade de conhecer o parque, que está no centro de uma polêmica, pois há um projeto de lei que quer reclassificá-lo e tirar a proteção integral da área.

O caçador diz ainda que a área tem mais coisas naturais ainda não catalogadas. Tem um lago que fica perto de um paredão de rocha, que já estive na beira dele. Preciso lembrar onde é e é preciso fazer uma trilha, diz.
Após caçador achar primeira caverna no Acre, equipe do ICMBio deve ir à Serra do Divisor — Foto: Aécio dos Santos/Arquivo pessoal
Após caçador achar primeira caverna no Acre, equipe do ICMBio deve ir à Serra do Divisor — Foto: Aécio dos Santos/Arquivo pessoal


Ecoturismo
Aécio dos Santos, ex-gestor da unidade, chegou a ir no local onde a caverna foi encontrada no final de fevereiro deste ano. Ele diz que a caverna tem entre 8 a 10 metros de comprimento. Destacou ainda que pode ser mais um atrativo turístico para o local.

Por ano, ele diz que o parque recebe uma média de mil visitantes de todos os lugares do Brasil e até de outros países.

Consegui entrar até um determinado ponto, porque a caverna vai ficando estreita e ainda não temos dados sobre ela. Agora, um estudo vai ser feito para que a gente consiga ter essas informações, explica Aécio.

Primeira caverna do Acre
Depois da divulgação, o ICMBio deve visitar a área e colher os dados da caverna para que eles sejam validados. A base do Cecav da base avançada de Minas Gerais é que deve coordenar os estudos nos próximos meses.

O analista ambiental do centro, Mauro Gomes, explicou ao G1 que existem procedimentos que precisam ser respeitados para que o cadastro de cavernas seja atualizado.

Para este tipo de caso, a orientação, não apenas para as cavernas encontradas em unidades de conservação, mas também para aquelas fora de uc's [unidades de conservação], é que sejam coletadas informações básicas da sua localização para registro no Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas [Canie], explica.

O projeto Inventário Anual do Patrimônio Espeleológico Brasileiro, desenvolvido pelo Cecav, tem como intuito justamente gerar e disseminar informações sobre o patrimônio espeleológico.

Por se tratar do primeiro registro de uma cavidade natural subterrânea no estado do Acre, achou-se oportuno o deslocamento de uma equipe até o Parque Nacional para levantar informações mais detalhadas da caverna para complementar o cadastro. Será aproveitada também a oportunidade para prestar à equipe da unidade de conservação e comunidade do entorno informações mínimas sobre espeleologia e patrimônio espeleológico, pontua.

Essa visita para que todas as ações sejam desenvolvidas está marcada para ocorrer já entre 1º e 7 de abril.
Após caçador achar primeira caverna no Acre, equipe do ICMBio deve ir à Serra do Divisor
Após caçador achar primeira caverna no Acre, equipe do ICMBio deve ir à Serra do Divisor

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    sábado, 14 de março de 2020

    Volkswagen Nivus terá sistema de streaming na central multimídia com o 'VW Play' e novo modelo de volante

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    Nivus chega até o meio do ano, e vai estrear nova logomarca da empresa. Crossover também é o 1º carro desenvolvido na região que será vendido na Europa.
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     Por G1  

     Postado em 14 de março de 2020 às 21h00  
    Gipope-Marketing
        Post.N.\9.177  
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    Volkswagem Nivus terá nova central multimídia e sistema 'VW play' — Foto: DivulgaçãoVolkswagem Nivus terá nova central multimídia e sistema 'VW play' — Foto: Divulgação

    A Volkswagen divulgou nesta quinta-feira (12) mais alguns detalhes do Nivus. O modelo, que é um dos mais aguardados do ano, terá uma nova central multimídia com o sistema "VW Play".

    De acordo com a montadora, o dispositivo poderá ter acesso a streaming e outros serviços, mas ainda não há especificações detalhadas do sistema.
    Volante do Volkswagen Nivus — Foto: ReproduçãoVolante do Volkswagen Nivus — Foto: Reprodução

    Além disso, a imagem divulgada pela Volkswagen mostra que o Nivus terá alguns equipamentos interessantes de tecnologia. É o caso do sistema de estacionamento autônomo, chamado pela empresa de Park Assist.

    O "SUV do Polo" ainda contará com um novo padrão de volante, semelhante ao adotado na nova geração do Golf, lançada na Europa em outubro de 2019.

    Os atuais, presentes em quase todos os modelos da marca, foram lançados há alguns anos.
    Nivus, 'SUV-cupê' da Volkswagen, é flagrado em teste em Taubaté — Foto: Rauston Naves/ Rádio MetropolitanaNivus, 'SUV-cupê' da Volkswagen, é flagrado em teste em Taubaté — Foto: Rauston Naves/ Rádio Metropolitana

    Confirmado para o primeiro semestre de 2020, o Nivus intensificou seus testes finais e foi flagrado nas ruas brasileiras. A marca espera que ele seja um "divisor de águas" para a empresa no país.

    O Nivus será o primeiro carro da marca a ter a nova logomarca da Volkswagen, apresentada no último Salão de Frankfurt.
    Novo logo da Volkswagen  — Foto: André Paixão/G1Novo logo da Volkswagen — Foto: André Paixão/G1

    Detalhes técnicos ainda não foram revelados, mas é possível que o modelo compartilhe o conjunto mecânico com o T-Cross, ou seja, os motores 1.0 e 1.4, ambos turbinados, com câmbio automático de 6 marchas.

    Além de estrear o novo logo da Volkswagen no mercado brasileiro, o grande diferencial do Nivus estará no visual de apelo mais esportivo.
    Volkswagen mostra seu próximo SUV, o Nivus — Foto: DivulgaçãoVolkswagen mostra seu próximo SUV, o Nivus — Foto: Divulgação

    Nivus, 'SUV-cupê' da Volkswagen, é flagrado em teste em Taubaté — Foto: Rauston Naves/ Rádio MetropolitanaNivus, 'SUV-cupê' da Volkswagen, é flagrado em teste em Taubaté — Foto: Rauston Naves/ Rádio Metropolitana

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    Pesquisadores montam armadilhas fotográficas para estudar mamíferos do Parque da Serra do Divisor

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    Imagens foram colhidas entre novembro e dezembro do ano passado e agora seguem sendo analisadas. Algumas espécies são endêmicas da região. 
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     Por Tácita Muniz, G1 AC — Rio Branco  

     Postado em 14 de março de 2020 às 16h00m  
    Gipope-Marketing

        Post.N.\9.176  
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    Soim preto fotografado dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre  — Foto: Hugo Costa/Arquivo pessoal Soim preto fotografado dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor, no Acre — Foto: Hugo Costa/Arquivo pessoal

    Muitos estudos têm sido feitos para atualizar o número e tipo de espécies que habitam a área que engloba o Parque Nacional da Serra do Divisor, que fica entre Acre e Peru, em cidades do Vale do Juruá.

    E foi pensando nisso que uma expedição foi feita na unidade de conservação entre novembro e dezembro do ano passado. Foram cerca de 15 pesquisadores para estudar mamíferos, aves e répteis. Um desses grupos estuda mamíferos terrestres de médio e grande porte e também os primatas.

    Durante o período da expedição, armadilhas fotográficas foram montadas para fazer os flagras dentro da unidade.

    A ideia é fazer um inventário das espécies que ocorrem no parque, mas nesta primeira fase, o grupo ficou apenas na região do rio Moa.

    O diferencial desta expedição foi a utilização de armadilhas fotográficas, que nada mais são do que câmeras fotográficas digitais disparadas por sensores de movimento e temperatura. Com elas, conseguimos registrar, por 24 horas durante 40 dias, todos os animais que passavam pelas trilhas e também no topo das árvores. Como as armadilhas foram retiradas há poucos dias, ainda estamos analisando as imagens, explica o doutorando em ecologia e conservação da biodiversidade pela Universidade Estadual de Santa Cruz em Ilhéus (BA) e também membro fundador e pesquisador do Instituto Juruá, Hugo Costa.

    Localização privilegiada
    Até que as imagens sejam completamente analisadas, detalhe por detalhe, é difícil antecipar se há alguma novidade na área estudada pelo grupo de Costa, porém, ele destaca que o Parque Nacional da Serra do Divisor é um dos lugares mais ricos do país.

    É uma região com poucos estudos e de localização geográfica privilegiada e que, com mais estudos genéticos e de taxonomia, com certeza encontraremos novidades para muitos grupos como primatas, aves e pequenos mamíferos, acredita.

    As peculiaridades da região, segundo Costa, provêm do fato de sofrer forte influência dos Andes.

    É provavelmente a região de maior diversidade biológica do Brasil e de toda a Amazônia brasileira, justamente por ser uma região sob forte influência dos Andes, além de ser nascente de importantes rios Amazônicos como o rio Juruá por exemplo, pontua.
    Uacari é uma das espécies que só são registradas na Serra do Divisor  — Foto: Hugo Costa/Arquivo pessoal Uacari é uma das espécies que só são registradas na Serra do Divisor — Foto: Hugo Costa/Arquivo pessoal

    Espécies endêmicas
    O local pré-andino também abriga espécies que só podem ser vistas lá, segundo o pesquisador. Outras estão ameaçadas de desaparecer, caso não sejam conservadas. Algumas espécies conhecidas pela ciência hoje naquela região são:
    • O Callimico goeldi, um macaco conhecido localmente como lalau ou soim preto;
    • O uacari (Cacajao calvus);
    • O macaco-barrigudo (Lagothrix poeppigii)
    Além de muitas questões de taxonomia e de distribuição geográfica, que precisam ser elucidadas sobre os soins (primatas de pequeno porte dos gêneros Saguinus e Leontocebus), parauacus (Pithecia spp) e zogue-zogues (Plecturocebus spp). Além desses também ocorrem no Parque a onça-pintada (Panthera onca), o cachorro vinagre (Speothos venaticus), o cachorro-do-mato-de-orelha-curta ou raposa (Atelocynus microtis) a ariranha (Pteronura brasiliensis) a anta (Tapirus terrestris), o queixada (Tayassu pecari) todos sob o risco de extinção de acordo com a IUCN [União Internacional para a Conservação da Natureza), acrescenta o estudo.

    Falta de recurso
    Apesar do grande potencial científico e para turismo da região, muitos pesquisadores esbarram na falta de recursos para apostar em estudos dentro da unidade de conservação.
    Atualmente, Costa diz que ocorrem pesquisas pontuais, mas diz que há meios de expandir.

    O Acre possui campus da sua Universidade Federal em Cruzeiro do Sul. Tenho certeza que todos os pesquisadores e professores da instituição teriam o maior prazer em conduzir suas pesquisas e aulas na unidade com maior frequência, salienta.
    Grupo fez armadilhas fotográficas para captar imagens de primatas  — Foto: Hugo Costa/Arquivo pessoal Grupo fez armadilhas fotográficas para captar imagens de primatas — Foto: Hugo Costa/Arquivo pessoal

    Fase seguinte
    Após essa expedição, o grupo pretende conseguir mais recursos para explorar outras áreas dentro do parque. Conforme o levantamento for avançando, os resultados devem ser apresentados em artigos científicos.

    Esperamos obter mais recursos para uma nova expedição, agora na parte sul do parque, que pode possuir algumas espécies diferentes ou que não encontramos durante esse primeiro trabalho. Com esses dados podemos auxiliar na gestão do parque e também propor novas pesquisas e também o monitoramento de algumas espécies, finaliza.

    Quarto maior parque nacional do país
    A Serra do Divisor é o 4º maior Parque Nacional do Brasil, segundo o biólogo Ricardo Plácido. O local tem mais de 843 mil hectares e ocupa cinco municípios acreanos, entre eles, Mâncio Lima (31,8%), Marechal Thaumaturgo (4,8%), Cruzeiro do Sul (23,1%), Rodrigues Alves (13,3%), Porto Walter (27%).

    Um projeto de lei propõe mudar a unidade de conservação da área de proteção integral para uma área de uso sustentável, mas uma petição online tenta barrar a aprovação do projeto e já reúne mais de 80 mil assinaturas.
    Parque Nacional da Serra do Divisor tem uma das faunas e floras com mais diversidade de espécies — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal Parque Nacional da Serra do Divisor tem uma das faunas e floras com mais diversidade de espécies — Foto: Tomaz de Melo/Arquivo pessoal

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