Total de visualizações de página

terça-feira, 3 de março de 2020

Home office ganha adesão no país; veja direitos, cuidados e dicas para produtividade

=.=.=.= =---____---------   ---------____--------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   -----------____---.=.=.=.


Prática exige cuidados por parte dos profissionais, que devem administrar o tempo para não extrapolar jornada; pesquisas revelam aumento de adesão, mas apontam possibilidade de epidemia de solidão e perda de produtividade.
=.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =
 Por Marta Cavallini, G1  

 Postado em 03 de março de 2020 às 10h00m  
Gipope-Marketing

      Post.N.\9.161  
    .__-___________    _______ ________    _______________    ___________ _________  ____________   _______-
Home office — Foto: Bench Accounting/UnsplashHome office — Foto: Bench Accounting/Unsplash
O número de brasileiros que trabalham em esquema de home office, ou trabalho remoto, vem batendo recorde. A adesão aumentou com a alta do trabalho informal, mas também coincide com a reforma trabalhista, em vigor há dois anos, que regulamentou o trabalho em casa.

A prática, no entanto, exige cuidados por parte dos profissionais, que devem administrar o tempo para que não extrapolem a jornada e transformem sua casa em ambiente de trabalho. E as empresas devem se organizar para evitar problemas com fiscalizações e ações trabalhistas. Além disso, trabalhar à distância, longe do burburinho de colegas em um escritório, pode gerar desânimo e até solidão, justamente por não haver alguém para incentivar, dar opinião ou compartilhar experiências.

Levantamento divulgado em dezembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em 2018, 3,8 milhões de brasileiros trabalhavam dentro de casa, o chamado home office. Trata-se do maior contingente de pessoas nesta condição de trabalho já registrado – resultado da alta informalidade no país.

De acordo com o IBGE, o home office correspondia a 5,2% do total de trabalhadores ocupados no pais, excluídos da conta os empregados no setor público e os trabalhadores domésticos. Na comparação com 2012, quando teve início a série histórica da pesquisa, esse contingente teve alta de 44,4%.

Já dados da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt) revelam que cresceu 22% a adoção do home office pelas empresas entre 2016 e 2018. Foram consultadas mais de 300 empresas de diferentes segmentos e portes, com capital nacional e internacional, que empregam mais de 1 milhão de pessoas.

A pesquisa mostrou que 45% das empresas participantes praticam home office e 15% estão avaliando a implantação.

Os segmentos onde a modalidade apresenta maior representatividade (44% do total) são TI/telecom (28%) e serviços (16%). E as áreas são tecnologia da informação, recursos humanos marketing, controladoria/finanças e jurídico.

Os principais objetivos para a implantação do home office foram:
  • melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores: 70%
  • mobilidade urbana (rodízio de veículos e diminuição do tempo no trânsito): 63%
  • concessão de benefício para os colaboradores: 47%
  • atração e retenção de talentos: 47%
  • redução de despesas com espaço físico: 36%
  • despesas e aumento de produtividade: 33%
No entanto, o home office é adotado principalmente para níveis de cargos específicos como executivos, diretores, coordenadores e supervisores (52%). Já 25% das empresas adotam para todos os cargos, incluindo os de natureza operacional, e 23% para todos, menos os operacionais.
  • 66% das empresas adotaram o regime parcialmente flexível, com carga horária definida, mas com flexibilidade de horário
  • 22% adotaram a jornada completamente flexível, podendo trabalhar em qualquer horário, já que o trabalho é medido por atividade e resultado
  • 18% adotaram o regime rígido, com hora para começar e terminar
Direitos trabalhistas
De acordo com Bianca Canzi, advogada especialista em direito do trabalho do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados, a reforma trabalhista alterou o regimento da modalidade de prestação de serviço, pois agora os empregados não são submetidos ao controle de jornada e não terão direito ao recebimento de horas extras. Contudo, nada impede que o controle de jornada e as horas extras sejam acordados mediante acordo individual.

A nova lei ainda não especificou quem deverá arcar com as despesas relacionadas à aquisição, manutenção e fornecimento dos equipamentos necessários para o trabalho, sejam tecnológicos ou referentes à infraestrutura. Dessa forma, essa responsabilidade deverá estar prevista no contrato de trabalho. Além disso, o empregado segue com todos os direitos trabalhistas previstos, como férias, 13º salário, aviso prévio e as verbas rescisórias previstas pela lei trabalhista.

A advogada ressalta que a lei deixa clara a responsabilidade do empregador de instruir os trabalhadores sobre as precauções que devem ser tomadas para evitar doenças ocupacionais e acidentes, o que deve ser feito de maneira expressa e ostensiva. O trabalhador deverá assinar um termo de responsabilidade, comprometendo-se a seguir as instruções repassadas.

As empresas devem buscar a transição entre antigos e novos modelos, não apenas do ponto de vista tecnológico, mas de cultura interna para prevenir possíveis problemas na Justiça do Trabalho. Muitas têm buscado conciliar tanto o trabalho tradicional como o home office, ao permitir que empregados trabalhem em casa em alguns dias da semana ou apenas às sextas-feiras, por exemplo, diz a advogada.

Gestão do home office
Para Renato Grinberg, diretor geral da Tiger Consulting, a gestão de funcionários deve envolver métricas e mecanismos para checar se as metas estão evoluindo conforme planejado, além de desenvolver alto grau de confiança entre líderes e funcionários e ter algum tipo de contato presencial de tempos em tempos para evitar uma desconexão com quem está trabalhando de casa.

Grinberg alerta que, para quem faz home office, além do risco de perder a disciplina e se tornar menos produtivo, existe outro risco que é o de transformar qualquer período em horário de trabalho.

Nesses casos, o home office acaba se tornando um office at home, ou seja, a casa do profissional se torna a empresa e isso acaba tirando os potenciais benefícios da modalidade.
Para que isso não aconteçam a questão fundamental é manter disciplina com os horários. Exceções podem obviamente ocorrer, contanto que a exceção não vire a regra. Para aqueles que são mais quantitativos, a minha métrica é permitir até duas exceções por semana. Se ocorrer mais do que isso, cuidado. Talvez você não esteja trabalhando de casa e sim transformando sua casa em um ambiente de trabalho, aponta.  
Dicas para ser produtivo
No home office, é preciso desconsiderar opções como o sofá da sala ou a cama do quarto, já que eles podem acabar com qualquer desejo de cumprir com as demandas de trabalho — Foto: Dillon Shook/UnsplashNo home office, é preciso desconsiderar opções como o sofá da sala ou a cama do quarto, já que eles podem acabar com qualquer desejo de cumprir com as demandas de trabalho — Foto: Dillon Shook/Unsplash

Os profissionais que trabalham em casa precisam evitar uma série de distrações a fim de não perder o ritmo do escritório. Pensando nisso, Paulo Marchetti, CEO da Compara, marketplace de seguros e produtos financeiros que já investe na modalidade de trabalho fora do escritório, listou abaixo 5 dicas de produtividade para quem faz home office.

Crie a própria agenda, com horários pré-definidos
Fazer home office não significa, exatamente, trabalhar no horário de sua preferência. É importante alinhar um horário com a sua equipe, em que todos estarão online.

Geralmente, as empresas respeitam as escalas de um dia normal de trabalho. Ter um comprometimento com uma hora para começar e terminar vai ajudar a estabelecer uma disciplina, além de evitar distrações como a TV ou pendências pessoais.

Reserve um local tranquilo e confortável para trabalhar em casa
É importante ter um lugar apropriado para trabalhar em casa, um espaço que seja cômodo, organizado e silencioso para que você se dedique às tarefas do dia a dia. Por isso, desconsidere opções como o sofá da sala ou a cama do quarto, já que eles podem acabar com qualquer desejo de cumprir com as demandas de trabalho. Monte uma escrivaninha ou crie um escritório na sala mesmo – e negocie com familiares para que a sua presença em casa não seja um sinônimo de disponibilidade para momentos de lazer ou tarefas domésticas.

Esqueça as distrações como TV e redes sociais
Estar em casa durante uma tarde inteira pode ser uma tentação se você é fã de séries ou ama um programa de auditório na TV. Caso você não trabalhe nessa área, é importante evitar essas distrações. Outro fator que pode dispersar no home office são as redes sociais. Se a vontade de entrar nelas for grande, estabeleça pausas periódicas no trabalho para fazer isso.

Vista-se de forma apropriada
A forma como você se veste diz muito sobre como enfrenta os desafios do trabalho e que tipo de mensagem gostaria de compartilhar com o time. Quando estiver em home office, mantenha o dress code de um dia normal no escritório. Vista-se de maneira apropriada, como se fosse ter uma reunião com um dos seus líderes na empresa. E, certamente, numa ocasião como essa, você não iria de pijama.

Respeite o fim do expediente
Se você tem um horário para começar a trabalhar, é também importante estabelecer um fim para seu expediente. Apesar de você estar em casa, não trabalhe até altas horas da noite. Respeite seu horário e concentre-se para realizar todas as tarefas dentro dele. Ao fim do dia, desligue seu computador e aproveite o tempo livre para se dedicar a compromissos pessoais.

Solidão
O home office pode ajudar a desencadear epidemia de solidão e perda de produtividade nas empresas, tornando-se o vilão da saúde mental nas organizações, aponta recente estudo realizado pela consultoria global de gestão estratégica A.T. Kearney.

A análise revela a tendência a uma epidemia de solidão entre os trabalhadores nos próximos cinco anos, e ela deve ter como gatilho, entre outros fatores, o uso indiscriminado do trabalho remoto. O estudo revela ainda que a geração mais jovem é a que se sente mais só e sugere políticas corporativas para gerar senso de pertencimento nos colaboradores.

Segundo a análise, fatores como as mudanças de padrões e comportamento nos ambientes mais modernos de trabalho e o uso excessivo das redes sociais, entre outros, darão a essa tendência de solidão o status de epidemia. E, além do impacto na saúde física e mental, ela também acarretará a perda de produtividade nas empresas.

De acordo com o estudo, a solidão e o reduzido senso de pertencimento no ambiente de trabalho devem impactar o ambiente corporativo como um todo. A análise indica ainda que o número de trabalhadores remotos cresceu 115% entre 2008 e 2018 em nível global, e são justamente esses colaboradores os mais propensos a desistir do trabalho por causa da solidão.

"É fundamental promover ações de socialização, como happy hours, reuniões e treinamentos presenciais para despertar nos colaboradores o sentimento de que eles são parte do grupo e importantes para a empresa", sugere Sandra Strongren, gestora da área de Recursos Humanos da A.T. Kearney no Brasil.

"Outra boa prática é a adoção de programas de mentores. O colaborador escolhe alguém mais sênior para que seja uma espécie de tutor dentro da companhia. É para essa pessoa que ele pedirá conselhos sobre sua vida profissional", diz Sandra, lembrando que esse tipo de política ajuda a desenvolver no funcionário os sensos de direcionamento, inclusão e propósito.

O estudo da A.T. Kearney aponta ainda que ter amigos no trabalho importa, especialmente para os profissionais mais novos. Segundo o levantamento, 74% da Geração Z (nascidos a partir de 1995) e 69% dos Millenials (1980 - 1994) dizem que tendem a ficar numa companhia quando têm mais amigos ali. Os índices caem para 59% dos trabalhadores da Geração X (1965 - 1979) para e 40% entre os Baby Boomers (1945 - 1964).

Impacto positivo
Pesquisa divulgada pela Catho revela que 25% dos entrevistados trabalham em casa pelo menos uma vez por semana. Veja abaixo:
  • uma vez por semana (9%)
  • de uma a duas vezes por semana (6%)
  • de duas a três vezes por semana (3%)
  • mais de três vezes por semana (7,5%)
Ainda de acordo com o estudo, a produtividade se destacou entre os profissionais que trabalham em home office. Para 72% os impactos são positivos, enquanto para 24,5% são neutros.

Para Maiara Tortorette, gerente da Catho, para um futuro próximo, o conceito de confiança será cada vez mais presente. A relação será construída por meio de resultados e entregas, sem ter como base as tradicionais 44 horas semanais dentro de um escritório.

"A inserção desse modelo de trabalho será inevitável, principalmente com a expansão dos negócios ligados à área de tecnologia. Na Catho, por exemplo, já incorporamos o trabalho remoto até três vezes por semana e, alguns times, já são formados remotamente, se interligando de diferentes locais do Brasil com um único propósito", afirma.

=.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =

segunda-feira, 2 de março de 2020

Casa da moeda da Grã-Bretanha lança moeda de ouro de 7kg em homenagem a 007

=.=.=.= =---____---------   ---------____--------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   -----------____---.=.=.=.


Peça comemora o 25º filme da série de James Bond, 'Sem tempo para morrer', que estreia no dia 9 de abril no Brasil. 
=.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =
 Por G1  

 Postado em 02 de março de 2020 às 20h00m  

Gipope-Marketing

      Post.N.\9.160  
    .__-___________    _______ ________    _______________    ___________ _________  ____________   _______-
Moeda de ouro de 7kg exposta na Casa da moeda britânica em homenagem a James Bond — Foto: REUTERS/Henry Nicholls
Moeda de ouro de 7kg exposta na Casa da moeda britânica em homenagem a James Bond — Foto: REUTERS/Henry Nicholls
A Casa da moeda britânica lançou uma moeda de ouro de 7 quilos em homenagem ao espião 007. O personagem vai figurar em um novo filme da série, "Sem tempo para morrer", com estreia prevista para 9 de abril.

A edição comemorativa do 25º filme de James Bond não teve o seu valor divulgado, mas uma moeda anterior feita em homenagem ao filme com 2kg alcançou o preço de R$ 750 mil na internet.

"Sem tempo para morrer" é o quinto filme de Daniel Craig no papel do espião com licença para matar, e o ator britânico promete que será o último.
O novo filme é dirigido por Cary Joji Fukunaga ("True Detective") e co-escrito por Phoebe Waller-Bridge ("Fleabag").
Moeda de ouro de 7kg em homenagem a James Bond — Foto: REUTERS/Henry Nicholls
Moeda de ouro de 7kg em homenagem a James Bond — Foto: REUTERS/Henry Nicholls

Assista ao trailer de "007-Sem Tempo para Morrer"
Assista ao trailer de "007-Sem Tempo para Morrer"

=.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =

domingo, 1 de março de 2020

Pesquisa desenvolve uso de bambu como substituto de fios elétricos para construção civil e eletrônica

=.=.=.= =---____---------   ---------____--------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   -----------____---.=.=.=.


Método sustentável foi desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, e batizado de 'bambutrônica'. Por EPTV 
=.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =
 Por EPTV  

 Postado em 01 de março de 2020 às 15h15m  
Gipope-Marketing
      Post.N.\9.159  
    .__-___________    _______ ________    _______________    ___________ _________  ____________   _______-
CNPEM descobre uso de bambu como substituto de fios de energia elétrica
CNPEM descobre uso de bambu como substituto de fios de energia elétrica

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), um dos maiores centros de produção científica do país, desenvolveram um método que usa o bambu como matéria prima para substituir os fios elétricos. A técnica sustentável, batizada de "bambutrônica", pode ser aplicada na construção civil e em dispositivos eletrônicos.

A pesquisa foi feita em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro e publicada na revista científica Royal Society of Chemistry, uma das mais respeitadas do mundo.

Por que o bambu funciona?
  • A estrutura interna do bambu tem de 30 a 40 microcanais alinhados por onde passam água e os nutrientes da planta.
  • Os poros são muito finos, da espessura de um fio de cabelo.
  • Na pesquisa, foram revestidos com tinta metálica a base de prata.
  • Com a sucção a vácuo, a tinta preenche todo o comprimento dos poros e deixa o material disponível para conduzir eletricidade.
  • Bambu é uma planta de crescimento muito rápido, com espécies que chegam a aumentar 1 metro por dia.
Pesquisadores de Campinas (SP) utilizam bambu como condutor de energia elétrica. — Foto: Reprodução/EPTV
Pesquisadores de Campinas (SP) utilizam bambu como condutor de energia elétrica. — Foto: Reprodução/EPTV

Condutor eficiente
De acordo com o pesquisador do CNPEM, Murilo Santiago, a "arquitetura" do bambu é complexa, porque é uma planta leve, resistente, flexível e permite a introdução de líquido aquecido nos canais. Os testes em laboratório provaram que o bambu é um condutor eficiente, podendo acender uma luz, por exemplo.

"Poderíamos vislumbrar o uso do bambu como um precursor, um material para a construção civil. Pensando numa parede inteligente, incorporando elementos condutores, uma vez que o material está na parede, conseguimos acessar o outro lado, sem precisar quebrar", afirma.
"Funciona como um material condutor tridimensional. Abre um leque de possibilidades que só é possível devido a essa arquitetura complexa que a natureza forneceu pra gente e que podemos acessar no nosso quintal", completa.
CNPEM, em Campinas, descobre bambu como condutor de eletricidade sustentável. — Foto: Reprodução/EPTV
CNPEM, em Campinas, descobre bambu como condutor de eletricidade sustentável. — Foto: Reprodução/EPTV

Próximos testes
O próximo passo será testar a tecnologia na transmissão de dados, informou o pesquisador Mathias Strauss.
"Usar essa mesma arquitetura para fazer transmissão de informação. Fazer isso por fibras ópticas instaladas dentro dessas estruturas de canais ou também fazer o bambu armazenar ou gerar energia instaladas nesses canais", explica.
Bambu é utilizado como substituto de fios elétricos em Campinas (SP) — Foto: Reprodução/EPTV
Bambu é utilizado como substituto de fios elétricos em Campinas (SP) — Foto: Reprodução/EPTV

sábado, 29 de fevereiro de 2020

A surpreendente descoberta do primeiro animal que pode viver sem oxigênio

=.=.=.= =---____---------   ---------____--------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   -----------____---.=.=.=.


Uma equipe de cientistas descobriu um pequeno parasita multicelular que não precisa respirar.
=.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =

 Por BBC  

 Postado em 29 de fevereiro de 2010 às 13h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
      Post.N.\9.158  
    .__-___________    _______ ________    _______________    ___________ _________  ____________   _______-
O parasita se aloja no salmão e forma uma espécie de cisto — Foto: Stephen Douglas AtkinsonO parasita se aloja no salmão e forma uma espécie de cisto — Foto: Stephen Douglas Atkinson
Durante anos, os cientistas acreditaram que o oxigênio era uma das bases fundamentais para a vida animal.

E realmente é, embora existam alguns microorganismos, como bactérias, que podem viver em ambientes anaeróbicos — algo até agora impensável para organismos multicelulares.

No entanto, uma equipe de cientistas descobriu um pequeno parasita que não precisa respirar. A descoberta não apenas muda a maneira como entendemos a vida em nosso planeta, mas também pode sugerir novos caminhos para a busca por vida extraterrestre.

De acordo com um estudo publicado esta semana na revista científica americana PNAS, o Henneguya salminicola vive nos tecidos do salmão e evoluiu de tal maneira que não precisa mais de oxigênio para produzir energia em seu metabolismo.
"Nossa descoberta mostra que a respiração aeróbica, uma das vias metabólicas mais importantes, não é onipresente entre os animais", afirma uma pesquisa liderada pela Universidade de Tel Aviv.
Até agora, acreditava-se que todas as plantas e animais usavam oxigênio para gerar um combustível chamado trifosfato de adenosina (ATP), que aciona os processos celulares e ocorre nas estruturas celulares chamadas mitocôndrias.

No entanto, o estudo mostrou que esse pequeno animal com apenas 10 células perdeu suas mitocôndrias em algum momento e não baseia sua produção de energia em nenhuma das formas conhecidas até hoje entre os organismos multicelulares.

O que se sabe sobre esse organismo?
O Henneguya salminicola é um parasita minúsculo de apenas 10 células que infecta o salmão e causa cistos na musculatura esquelética do peixe.

Segundo o Departamento de Pesca dos Estados Unidos, ele é comumente encontrado no Alasca e causa uma condição chamada "doença da tapioca" ou "doença da carne com leite".

Dorothée Huchon, a principal autora do estudo, disse à imprensa americana que a descoberta veio quase por acaso, depois que eles tentaram detectar as mitocôndrias do parasita.

Mas, embora se parecessem com outros organismos semelhantes, os cientistas não conseguiam encontrar uma estrutura mitocondrial na salminicola, algo impensável até agora em organismos multicelulares.
"Nossa descoberta confirma que a adaptação a um ambiente anaeróbico não é exclusiva dos eucariotos unicelulares, mas também evoluiu para um animal parasitário multicelular", diz o estudo.
Uma das grandes questões que os cientistas têm agora é como esse organismo pode sobreviver sem oxigênio.

Uma das teses é que a salminicola perdeu suas mitocôndrias como mecanismo evolutivo, pois, vivendo no interior do salmão, se desenvolve em um ambiente carente de oxigênio.

Os cientistas especulam que, por outro lado, o parasita poderia de alguma forma absorver a energia do salmão, embora ainda não se saiba como.

Os primeiros organismos do nosso planeta começaram a desenvolver a capacidade de metabolizar o oxigênio — ou seja, respirar — há mais de 1,4 bilhão de anos.

=.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= =