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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

PIB do Brasil cresce 0,6% no 3º trimestre, puxado pelo consumo das famílias

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Resultado mostra leve aceleração do ritmo de recuperação entre julho e setembro. Resultado do 2º trimestre foi revisado para uma alta 0,5%, ante leitura anterior de avanço de 0,4%.
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 Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro  

 Postado em 03 de dezembro de 2019 às 10h30m  
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PIB do Brasil cresce 0,6% no terceiro trimestre, diz IBGE
PIB do Brasil cresce 0,6% no terceiro trimestre, diz IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 0,6% no 3º trimestre, na comparação com o 2º trimestre, puxado pelo consumo das famílias e pelo investimento privado, segundo divulgou nesta terça-feira (3) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 1,842 trilhão.

Em relação ao 3º trimestre do ano passado, o crescimento foi de 1,2% – a décima primeira alta consecutiva nesta base de comparação.

O resultado mostra uma leve aceleração na trajetória de recuperação da economia entre julho e setembro, embora em ritmo ainda fraco e mais lento do que se esperava no começo do ano.
O IBGE revisou o resultado do PIB do 2º trimestre para uma alta 0,5%, ante leitura anterior de avanço de 0,4%. Já o resultado do 1º trimestre foi revisado para uma estabilidade, em vez de queda de 0,1%. Veja abaixo a série trimestral atualizada:
Variação trimestral do PIB  — Foto: Juliane Souza/G1
Variação trimestral do PIB — Foto: Juliane Souza/G1

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.
Entre os grandes setores, a maior alta no 3º trimestre foi da agropecuária com crescimento de 1,3%, seguida pela indústria (0,8%) e pelos serviços (0,4%). Pela ótica da despesa, o consumo das famílias cresceu 0,8% e o investimento 2%.
Já entre as atividades que tiveram retração no 3º trimestre, destaque para o consumo do governo (-0,4%) e a indústria de transformação (-1%), afetada pela queda nas exportações (-2,9%).

Veja os principais destaques do PIB no 3º trimestre:
  • Serviços: 0,4% (com destaque para o comércio e atividades de informação e comunicação, com alta de 1,1%, em ambos)
  • Agropecuária: 1,3%
  • Indústria: 0,8% (maior alta desde o 4º trimestre de 2017, puxada pela indústria extrativa, que cresceu 12%, compensando a queda de 1% da indústria de transformação)
  • Construção civil: 1,3% (com o crescimento puxado pelo mercado imobiliário)
  • Consumo das famílias: 0,8% (melhor resultado desde o 3º trimestre de 2018)
  • Consumo do governo: -0,4%
  • Investimentos: 2% (2ª alta seguida, mas abaixo do avanço de 3% registrado no 2º trimestre)
  • Exportação: -2,8% (3ª queda seguida, afetada pela desaceleração global e pela recessão na Argentina)
  • Importação: 2,9%
Variação trimestral dos setores da economia — Foto: Juliane Souza/G1
Variação trimestral dos setores da economia — Foto: Juliane Souza/G1

O que o PIB tem a ver com o nosso dia a dia?
O que o PIB tem a ver com o nosso dia a dia?

PIB ainda está no patamar de 7 anos atrás
No acumulado em 12 meses, o PIB registrou crescimento de 1%, frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. No acumulado do ano até setembro, o PIB cresceu 1% em relação a igual período de 2018.
Apesar da leve melhora, o PIB ainda está 3,6% abaixo do pico da série, atingido no primeiro trimestre de 2014. O resultado mantém a economia brasileira em patamar semelhante ao que se encontrava no 3º trimestre de 2012, segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.
O resultado veio um pouco melhor do que o esperado pelo mercado. A maioria das estimativas apontavam para um crescimento entre 0,4% e 0,5% no 3º trimestre, segundo levantamento do G1.

IBGE revisa PIB de 2018 para alta maior, de 1,3%
Historicamente, as projeções para o 3º trimestre possuem sempre um grau de dificuldade maior, por conta das revisões nos resultados dos últimos 2 anos incorporadas na divulgação. No início do mês, o IBGE anunciou que a alta da economia brasileira em 2017 foi maior, de 1,3%, ante 1,1% divulgado anteriormente.

Nesta terça-feira, o IBGE também revisou o resultado do PIB consolidado de 2018, para uma alta de 1,3%, em vez de 1,1%.
PIB sob a ótica da demanda — Foto: Rodrigo Sanches/G1
PIB sob a ótica da demanda — Foto: Rodrigo Sanches/G1

Consumo das Famílias
O consumo das famílias acelerou para uma alta de 0,8%, após um avanço de 0,6% no 1º trimestre e de 0,2% no 2º trimestre, representando o principal destaque positivo do PIB no 3º trimestre. Foi o melhor resultado desde o 3º trimestre de 2018, quando também avançou 0,8%.
Entre os fatores que têm contribuído para um maior consumo, os analistas citam a queda da taxa básica de juros (Selic), a inflação baixa, expansão do crédito, início dos saques do FGTS – que poderão injetar até o final do ano cerca de R$ 30 bilhões na economia – e de recuperação do mercado de trabalho, ainda que lenta e puxada pela informalidade, que tem feito aumentar a massa salarial e o número de brasileiros ocupados e com alguma renda.
Como o consumo das famílias pesa 65% da economia, claro que esses fatores dão ganho para a economia, destacou a pesquisadora do IBGE.

Já a balança comercial mostrou forte queda de 2,8% nas exportações de bens e serviços, enquanto as importações subiram 2,9%. Os fracos resultados comerciais vêm afetando o setor externo brasileiro, com o déficit em transações correntes mostrando piora.

Esse desempenho negativo das importações, afetado pela crise da Argentina e pela redução da demanda mundial, e da guerra comercial também, afetou diretamente a indústria de transformação. Por exemplo, a indústria automotiva estava crescendo muito mais do que cresceu neste trimestre, muito influenciado pela exportação que vai para a Argentina, que é o principal consumidor nosso desses produtos, explicou a pesquisadora.
Consumo das famílias e investimento privado impulsionam alta do PIB no 3º trimestre
Consumo das famílias e investimento privado impulsionam alta do PIB no 3º trimestre

Investimentos e retomada da construção civil
Os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 2% no 3º trimestre, sustentados pelo setor privado e tendo como destaque a construção civil, que desde o trimestre anterior passou a mostrar recuperação após 20 trimestres seguidos de encolhimento.
Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a construção avançou 4,4% – melhor resultado 1º trimestre de 2014, quando cresceu 8,2%. A construção cresceu nesses dois trimestres, mas o nível ainda está 30% abaixo do dado máximo, que foi alcançado no primeiro trimestre de 2014, destacou Palis.
A pesquisa mensal de desemprego do IBGE já vinha mostrando movimento de recuperação da construção, com crescimento do número de trabalhadores ocupados, em meio ao aumento do número de lançamentos e do volume de financiamentos imobiliários.
A taxa de investimento no terceiro trimestre em proporção do PIB, porém, ficou em 16,3% do PIB no 3º trimestre, a mesma que foi observada no mesmo período do ano anterior e ainda longe do patamar pré-recessão. No final de 2013, estava em 20,9%.

Em meio ao crise fiscal e contas públicas no vermelho, o consumo do governo caiu 0,4% no 3º trimestre, após já ter recuado 0,3% no 2º trimestre.
Estamos com restrição orçamentária nos três níveis de governo, o que está puxando a economia para baixo. E o setor externo também está puxando para baixo, com as importações crescendo e as exportações caindo há três trimestres, destacou a pesquisadora.
Já a taxa de poupança ficou em 13,5% do PIB, ante 13,1% no mesmo período de 2018.
O que a gente viu neste trimestre é que a maior parte das atividades econômicas estão apresentando taxas positivas. Realmente negativas ficou concentrado na administração pública, o que já era de se esperar, e também da indústria de transformação, muito por conta das exportações, afirmou Rebeca.

Perspectivas para 2019 e 2020
Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), com o resultado do 3º trimestre, "2019 vai se aproximando do 'novo normal' da economia brasileira", que é um crescimento em torno de "apenas 1%" ao ano. "Neste ritmo, continuamos com muito chão pela frente para que o PIB volte a níveis anteriores à crise 2015-2016", avaliou o Iedi.

O mercado financeiro prevê crescimento de 0,99% em 2019, segundo última pesquisa "Focus" do Banco Central, divulgada na véspera. No final de janeiro, a estimativa era de um crescimento de mais de 2% no ano.
Para 2020 o ano que vem, a média das estimativas do mercado subiu na semana passada para 2,22% – na quarta alta seguida.
Evolução do PIB do Brasil
Crescimento da economia em relação ao ano anterior, em %
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Fonte: IBGE e Banco Central

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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Faturamento industrial cresce pelo quinto mês consecutivo em outubro, aponta CNI

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Horas trabalhadas na produção e emprego no setor ficaram estáveis no mês passado. Para CNI, expansão do faturamento é resultado do aumento da demanda.
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 Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  

 Postado em 02 de dezembro de 2019 às 16h40m  
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O faturamento real da indústria cresceu 1,3% em outubro, na comparação com o mês anterior, informou nesta segunda-feira (2) a Confederação Nacional da Indústria. Foi o quinto mês consecutivo de alta de indicador.

De acordo com o relatório "Indicadores Industriais" os números apontam "continuidade da recuperação do faturamento real da indústria", informou a entidade. Nos últimos cinco meses, a alta acumulada do faturamento foi de 3,9%.

A elevação do faturamento industrial em outubro, entretanto, não foi acompanhada de alta da produção industrial (horas trabalhadas) e nem do emprego no setor – que ficaram estáveis no mês retrasado.

Já a massa real de salários caiu 0,7% em outubro, e o rendimento médio real do trabalhador recuou 0,3% em outubro frente a setembro, após ajuste sazonal.

De acordo com o economista da CNI, Marcelo Azevedo, a série de altas do faturamento é uma "excelente notícia, pois abre caminho para uma recuperação mais forte da atividade e até mesmo do emprego nos próximos meses".

Segundo ele, a expansão do faturamento é resultado do aumento da demanda, que vem proporcionando o ajuste dos estoques da indústria.

"A expectativa é que esse aumento da demanda se mantenha e passe a exercer influência cada vez maior na atividade industrial, avaliou.

A chamada "utilização da capacidade instalada" (nível de uso do parque fabril) ficou em 78% em outubro, após o ajuste sazonal, com alta de 0,1 ponto percentual frente a setembro.

No acumulado dos dez primeiros meses deste ano, entretanto, o faturamento real registrou queda de 1,1%, as horas trabalhadas na produção recuaram 0,4% e o emprego industrial caiu 0,3%.
Indústria atinge maior nível de capacidade instalada desde 2014
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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

O extraordinário fóssil do Peru que mostra como baleias de 4 patas chegaram à América do Sul

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Esqueleto encontrado em área desértica na costa sul do Peru é o primeiro fóssil bem preservado de cetáceo quadrúpede de toda a região do Pacífico.
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 Por BBC  

 Postado em 29 de novembro de 2019 às 15h00m  

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O fóssil encontrado no Peru é o único de uma baleia quadrúpede descoberta na América do Sul até o momento. — Foto: Alberto Gennari/BBCO fóssil encontrado no Peru é o único de uma baleia quadrúpede descoberta na América do Sul até o momento. — Foto: Alberto Gennari/BBC

O Museu de História Natural de Lima abriga os restos de uma rara criatura que viveu há 42 milhões de anos, quando o mundo era bem diferente do que é hoje.

O esqueleto de uma baleia anfíbia descoberto em 2011 na costa sul do Peru pelo paleontólogo Mario Urbina, do Museu de História Natural de Lima, não foi exibido ao público porque as pesquisas sobre ele ainda não foram concluídas.

A espécie foi batizada de Peregocetus pacificus, um termo que vem do latim pereger (viajante) e cetus (baleia).
"Este fóssil é o único remanescente de uma baleia quadrúpede descoberto na América do Sul até o momento", disse à BBC Mundo Rodolfo Salas-Gismondi, do Departamento de Paleontologia de Vertebrados do Museu de História Natural de Lima.
O fóssil de baleia também é "o primeiro esqueleto bem preservado de um cetáceo quadrúpede de toda a região do Pacífico", disse Olivier Lambert, pesquisador do Instituto Real Belga de Ciências Naturais que liderou os estudos e que recentemente apresentou as descobertas da equipe na reunião da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados, na Austrália.

Pergocetus pacificus é extraordinário também por ajudar os cientistas a entender como as baleias evoluíram desde suas origens na Ásia, há mais de 50 milhões de anos.

Onde o fóssil foi encontrado e por que está tão bem preservado?
O esqueleto está bastante completo, com as duas mandíbulas, grande parte da coluna vertebral, incluindo a cauda, ​​numerosas costelas, a pelve e as pernas da frente e de trás.

O fóssil foi encontrado nas rochas de Yumaque, na área desértica em frente à praia Media Luna, na costa sul do Peru.

"Naquela época, as condições existentes eram favoráveis ​​ao enterro e subsequente fossilização dos restos esqueléticos dos animais que ali viviam, seja porque os corpos foram enterrados rapidamente ou porque a decomposição e desmembramento dos corpos ocorreu lentamente", explicou Salas-Gismondi.

"Para que esses fenômenos acontecessem, poder ter ocorrido algum fenômeno de tixotropia (fenômeno que produz areia movediça) ou talvez fossem ambientes com pouco oxigênio, o que pode ter sido essencial para atrasar a decomposição das partes moles dos cadáveres."

O paleontólogo disse que depois que os restos foram enterrados e fossilizados, e que os sedimentos que cobriam os restos se tornaram estratos ou camadas de rochas sedimentares, toda essa área subaquática teve que emergir.

Os movimentos tectônicos ligados ao nascimento dos Andes elevaram os estratos rochosos por vários metros até a superfície do deserto, que agora é um dos locais mais importantes do mundo para estudar a evolução dos ecossistemas marinhos e sua diversidade.

O que o fóssil revela sobre a evolução das baleias?
"Os fósseis mais antigos de cetáceos são da Índia e do Paquistão, não tiveram muitas adaptações ao ambiente aquático e eram relativamente pequenos, do tamanho de um cachorro", disse Lambert à BBC Mundo.

Algumas linhagens desses primeiros cetáceos se adaptaram à vida na água, mas mantiveram os membros e começaram a se dispersar.

Primeiro eles migraram para o oeste e alcançaram as costas do norte e leste da África. E de lá, atravessaram o Atlântico para chegar ao continente americano, explicou o cientista belga.
"Durante muito tempo, não tínhamos pistas sobre o caminho que seguiram, mas o fóssil do Peru indica que as baleias quadrúpedes cruzaram o Atlântico Sul da África para a América do Sul antes de migrar para o norte".
Salas-Gismondi explicou que "não se sabia que esses tipos de cetáceos arcaicos haviam chegado à costa da América do Sul".

O cientista peruano explicou que , há 42 milhões de anos, a América do Sul era um continente-ilha, sem conexões terrestres com nenhum outro continente, e a única forma de chegar a ele era através do oceano.

"É surpreendente que um cetáceo arcaico, capaz de nadar, mas ainda não completamente separado da vida em áreas terrestres e costeiras, tenha atravessado grandes distâncias no oceano".
O fóssil foi encontrado nas rochas de Yumaque, na área desértica em frente à Praia Media Luna, na costa sul do Peru. — Foto: Gentileza Olivier Lambert/BBCO fóssil foi encontrado nas rochas de Yumaque, na área desértica em frente à Praia Media Luna, na costa sul do Peru. — Foto: Gentileza Olivier Lambert/BBC

Como eram os ancestrais das baleias?
"Os cetáceos têm um ancestral totalmente terrestre, de um grupo extinto de mamíferos com pernas entre os artiodáctilos, o grupo que agora inclui hipopótamos, veados, vacas e lhamas", explicou Lambert.

A conservação das patas traseiras permitiu que os cetáceos antigos retornassem à terra para descansar e dar à luz.

Algumas baleias começaram a usar predominantemente a cauda para nadar, e as patas podem ter se tornado um obstáculo para movimentos mais eficientes, segundo o cientista.

As patas da frente gradualmente se transformaram nas barbatanas, usadas para determinar a direção do nado. "Nesse ponto, os cetáceos não podiam mais voltar à terra e precisavam dar à luz na água."

Quais outras perguntas os cientistas querem responder?
"Uma investigação completa da anatomia funcional do Peregocetus começará nos próximos meses", disse Salas-Gismondi. "Cada osso do esqueleto pós-craniano será estudado em detalhes para entender como se movia, como usava as pernas durante a natação ou, eventualmente, quando estava em terra."

"Já podemos mostrar que o Perregocetus tinha uma pelve e as patas traseiras fortes o suficiente para suportar seu próprio peso no chão. Agora queremos ir além e entender que tipo de locomoção usava — e comparar com mamíferos semiaquáticos modernos, como lontras, para testar diferentes hipóteses sobre o uso da cauda durante a natação."

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