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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Setor de serviços cai 1% em junho e tem maior queda do ano

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É a pior taxa para o mês desde 2015 com recuo nas 5 atividades pesquisadas. Como a indústria e o comércio, setor também fechou o 2º trimestre no vermelho (-0,6%).
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 Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  

 Postado em 09 de agosto de 2019 às 12h00m  

GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013 
Setor de serviços atinge o terceiro pior patamar desde 2011, diz IBGE
Setor de serviços atinge o terceiro pior patamar desde 2011, diz IBGE

O volume do setor de serviços caiu 1% em junho, na comparação com o mês anterior, eliminando o ganho acumulado de 0,4% observado entre abril e maio, segundo divulgou nesta sexta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quarta e mais intensa queda no ano.

É a pior taxa para o mês desde 2015, quando o indicador repetiu o mesmo resultado. Trata-se também da queda mais intensa desde julho de 2018 (-2,6%).

Resultado mensal do setor de serviços
Em %, na variação sobre o mês anterior
Created with Highcharts 5.0.96,86,8-2,6-2,61,81,8-0,6-0,600000,90,9-0,6-0,6-0,4-0,4-0,8-0,80,30,30,10,1-1-1Jun/18Jul/18Ago/18Set/18Out/18Nov/18Dez/18Jan/19Fev/19Mar/19Abr/19Mai/19Jun/190-5-2,52,557,5

Jul/18
-2,6
Fonte: IBGE

Na comparação com junho do ano passado, a queda foi de 3,6%, afetada pelo efeito calendário, dado que este ano teve dois dias úteis a menos.

O resultado veio mais fraco do que o esperado. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de quedas de 0,4% na comparação mensal e de 2,1% por cento na base anual.

O IBGE também informou que receita nominal de serviços (que não desconta a inflação) encolheu 1,1% em junho, frente ao mês imediatamente anterior, mas teve elevação de 0,4% no confronto com mesmo mês de 2018. No ano, a receita nominal acumula alta de 4,3% e, em 12 meses, apresenta avanço de 4,1%.

Queda de 0,6% no trimestre
Como a indústria e o comércio, o setor de serviços também fechou o 2º trimestre no vermelho (-0,6%), na comparação com os 3 primeiros meses do ano. Já no acumulado nos 6 primeiros meses do ano, houve alta de 0,6%.
"O acumulado do ano cresceu 0,6%, com ligeira perda de dinamismo frente ao segundo semestre de 2018 (0,8%). Já o acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 1,1% em maio para 0,7% em junho de 2019, voltou a assinalar perda de ritmo de crescimento", destacou o IBGE.
De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, com o resultado de junho o setor de serviços atingiu o terceiro patamar mais baixo da série histórica, iniciada em 2011, e se encontra 12,8% abaixo do ponto mais alto, registrado em novembro de 2014.

[Este patamar] só perde para maio de 2018, quando ocorreu a greve dos caminhoneiros, movimento que provocou um quadro atípico na economia brasileira e levou o setor de serviços ao patamar mais baixo, e também para março de 2017, que foi quando o setor começou a reagir após dois anos de quedas, disse.

O pesquisador enfatizou que, até agora, o setor não conseguiu deslanchar, já que fechou 2018 com estabilidade depois de três anos consecutivos de queda, que acumularam perda de 11%.

Volume de serviços no acumulado em 12 meses
Variação em %
Created with Highcharts 5.0.9-1,2-1,2-1-10,60,6-0,3-0,3-0,2-0,200000,20,20,70,70,60,60,40,41,11,10,70,7jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19-1,5-1-0,500,511,5
Fonte: IBGE

Quedas em todas as atividades em junho
O desempenho negativo do setor de serviços foi acompanhado por todas as 5 principais atividades pesquisadas, o que não acontecia desde maio de 2018, mês da greve dos caminhoneiros, segundo o IBGE. Regionalmente, 19 das 27 unidades da federação registraram retração, com destaque para São Paulo (-1,6%) e Rio de Janeiro (-2,6%).
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Variação do volume de serviços em junho, por atividade:

Serviços prestados às famílias: -0,2%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 0,3%
  • Outros serviços prestados às famílias: -3,8%
Serviços de informação e comunicação: -2,6%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação: -2,2%
  • Telecomunicações: -0,3%
  • Serviços de tecnologia da informação: -10,1%
  • Serviços audiovisuais: -4%
Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,1%
  • Serviços técnico-profissionais: 0,3%
  • Serviços administrativos e complementares: -0,2%
Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1%
  • Transporte terrestre: 0,3%
  • Transporte aquaviário: -3,1%
  • Transporte aéreo: -4,4%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1,2%
Outros serviços: -2,3%
Setor de serviços atinge o terceiro pior patamar desde 2011, diz IBGE
Setor de serviços atinge o terceiro pior patamar desde 2011, diz IBGE

Serviços de informação e transportes puxam queda
A queda em junho foi puxada pelo comportamento mais fraco das atividades de transportes e de comunicação e informação, que caíram 1% e 2,6% em junho, respectivamente. Juntas, elas representam quase dois terços do volume total de serviços.

Com exceção dos transportes terrestres, todos os grupos dessas duas atividades tiveram queda no mês, o que ajuda a explicar o resultado negativo de junho, segundo o IBGE.

O maior impacto, destacou Lobo, partiu dos Serviços de Informação e Comunicação. Dentro dele, a gente tem o setor de TI, que em maio chegou à sua taxa mais alta da série histórica, mas que em junho recuou 10,1%, puxado especialmente pelas atividades de desenvolvimento de softwares", afirmou.

O segundo principal impacto veio dos transportes, principalmente o de cargas, devido à relevância que essa atividade tem na economia brasileira. Aliado a ele, mas com peso não tão importante, o transporte aéreo teve queda significativa em função de preço, disse o pesquisador, explicando que a alta nas passagens impacta diretamente no volume de receitas do setor.
Governo prepara anúncio de uma proposta de reforma Tributária para a semana que vem
Governo prepara anúncio de uma proposta de reforma Tributária para a semana que vem

Fraqueza da economia e perspectivas
Os indicadores já divulgados continuaram a mostrar uma fraqueza da economia em junho e no 2º trimestre, após uma queda de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no 1º trimestre.

A indústria brasileira registrou queda de 0,6% em junho e fechou o primeiro semestre com um recuo de 1,6% em sua produção. No período entre abril e junho, a indústria recuou 0,7%, na comparação com o primeiro trimestre – o terceiro trimestre seguido de contração.

Já as vendas do comércio cresceram 0,1% em junho, na primeira alta desde março. No 2º trimestre, o setor registrou queda de 0,3%, na comparação com o primeiro trimestre. No semestre, o volume do comércio varejista cresceu 0,6%, frente a igual período do ano anterior.

A projeção do mercado financeiro para estimativa de alta do PIB deste ano permanece em 0,82%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Para 2020, a previsão de crescimento é de 2,1%.

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    quinta-feira, 8 de agosto de 2019

    Inflação oficial fica em 0,19% em julho, menor taxa para o mês em 5 anos

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    Em 12 meses, IPCA acumulado recuou para 3,22%, permanecendo bem abaixo da meta de 4,25% para o ano. Segundo IBGE, baixa demanda em relação aos serviços segura a alta de preços.
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     Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  

     Postado em 08 de agosto de 2019 às 13h15m  
    GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
    Energia elétrica pressiona inflação em julho, aponta IBGE
    Energia elétrica pressiona inflação em julho, aponta IBGE

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 0,19% em julho, segundo divulgou nesta quinta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da aceleração em relação ao mês anterior (0,01%), trata-se da menor taxa para julho desde 2014, quando ficou em 0,01%.

    Com o resultado, o índice acumula alta de 2,42% em 7 meses. Em 12 meses, recuou para 3,22%, ante os 3,37% registrados em junho, permanecendo bem abaixo da meta de 4,25% definida pelo governo para o ano, o que deve reforçar as apostas de novos cortes na taxa básica de juros, atualmente em 6% ao ano – o menor valor da série histórica.

    IPCA - Inflação oficial mês a mês
    Variação mensal dos preços, em %
    Created with Highcharts 5.0.90,330,33-0,09-0,090,480,480,450,45-0,21-0,210,150,150,320,320,430,430,750,750,570,570,130,130,010,010,190,19jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez//8jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19jul/190-0,5-0,250,250,50,751
    Fonte: IBGE

    Queda nos preços de vestuário e combustíveis
    O grupo de alimentação e bebidas, que tem o maior peso na composição do indicador, ficou praticamente estável na passagem de junho para julho. A alimentação no domicílio teve queda de 0,06%, enquanto a alimentação fora apresentou alta de 0,15%. Entre os produtos que ficaram mais barato, destaque para tomate (-11,28%), feijão-carioca (-8,86%), hortaliças (-4,98%) e batata-inglesa (-3,68%).

    Segundo o IBGE, a queda dos preços de vestuário (-0,52%), transportes (-0,17%) e saúde e cuidados pessoais (-0,20%) ajudaram a segurar a inflação no mês.

    "A queda [dos preços] em vestuário é explicada pelas promoções por conta das trocas de coleções. Já o transportes foi puxado pela queda nos preços dos combustíveis (-2,79%), principalmente da gasolina (-2,80%), que teve o maior impacto negativo na composição do índice, de -0,12 pontos percentuais", afirmou o gerente da pesquisa.

    Segundo o IBGE, a gasolina recuou 2,80%, em média, em julho no país. Já os preços do etanol e do diesel caíram 3,13% e 1,76%, respectivamente.

    Inflação em 12 meses
    Variação acumulada do IPCA no período, em %
    Created with Highcharts 5.0.94,484,484,194,194,534,534,564,564,054,053,753,753,783,783,893,894,584,584,944,944,664,663,373,373,223,22jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19jun/19jul/190123456
    Fonte: IBGE

    Baixa demanda segura alta de preços
    Segundo Gonçalves, há uma pressão negativa da baixa demanda em relação aos serviços, o que tem segurado a alta de preços. A inflação de serviço ficou em 0,46% em julho, ante 0,34% em junho.
    "Ainda há muita informalidade no mercado de trabalho e um contingente muito grande de desempregados. Como a renda dessa informalidade é muito incerta, as famílias acabam, priorizando alimentação, habitação e transporte. Então, para os serviços acaba não sobrando nada", destacou.
    Veja a inflação de junho por grupos pesquisados e o impacto de cada um no índice geral:
    • Alimentação e Bebidas: 0,01% (0 ponto percentual)
    • Habitação: 1,20% (0,19 p.p.)
    • Artigos de Residência: 0,29% (0,1 p.p.)
    • Vestuário: -0,52% (-0,03 p.p.)
    • Transportes: -0,17% (-0,03 p.p.)
    • Saúde e Cuidados Pessoais: -0,20% (-0,02 p.p.)
    • Despesas Pessoais: 0,44% (0,05 p.p.)
    • Educação: 0,04% (0 p.p.)
    • Comunicação: 0,57% (0,02 p.p.)

    Alta no custo da energia elétrica representou praticamente toda a inflação do mês de julho, segundo o IBGE — Foto: Ueslei Marcelino/Reuters 

    Conta de luz foi a vilã da inflação de julho
    Entre os itens que mais pesaram na inflação de julho, destaque para energia elétrica. Somente este item teve impacto de 0,17 ponto percentual no índice geral.

    As contas de luz ficaram em média 4,48% mais caras para o consumidor em julho, impactadas pela mudança tarifária, já que passou a ser cobrada a Bandeira Amarela, que aumenta a conta em R$ 1,50 a cada 100 kWh.
    "A energia representou praticamente toda a inflação do mês", destacou o gerente da pesquisa.
    Segundo o IBGE, se não fosse a energia elétrica, o IPCA de julho ficaria muito próximo da estabilidade, uma vez outros grupamentos importantes, como alimentação, transportes e saúde e cuidados pessoais, tiveram estabilidade ou queda.

    No grupo Transportes, os destaques foram as altas das passagens aéreas (18,63%) e das tarifas de ônibus interestadual (5,21%).
    Já a alta do grupo "despesas pessoais" (0,44%) foi pressionada pelos itens excursão (4,43%) e empregado doméstico (0,24%).
    Educação Financeira: por que nem todos sentem a inflação?
    Educação Financeira: por que nem todos sentem a inflação?

    O IBGE calcula a inflação oficial com base na cesta de consumo das famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís.

    Perspectivas e meta de inflação
    A meta central de inflação deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância varia de 2,75% a 5,75%. A meta é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic), que foi reduzida na última reunião do Copom para 6% ao ano.

    Os analistas das instituições financeiras continuam projetando para o ano uma inflação abaixo do centro da meta central do governo, com uma taxa de 3,80% em 2019.

    Para 2020, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,90%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC indicou, por meio da ata da reunião realizada na semana passada, que a taxa Selic pode recuar novamente nos próximos meses. O mercado financeiro acredita que o BC continuará reduzindo os juros nos próximos meses. A expectativa dos analistas, ouvidos em pesquisa realizada pela instituição na semana passada, é de que a taxa Selic recue para 5,5% ao ano em setembro, e para 5,25% ao ano em dezembro.

    Para agosto, o IBGE adiantou que a energia elétrica tende a voltar a pressionar a inflação, já que neste mês entrou em vigou a bandeira vermelha patamar 1, cuja tarifa é de R$ 4 a cada 100 kWh consumido. Por outro lado, o gás de botijão teve redução de 8,17% nas refinarias.

    Todavia, o gerente da pesquisa ressalvou que ainda não se pode afirmar que haverá alta na inflação em agosto. Os alimentos terão uma safra muito boa. Então, como eles têm um peso muito forte no índice, pode trazer uma contenção na taxa, ponderou Gonçalves.

    Inflação por capitais
    Regionalmente, seis das 16 regiões pesquisadas pelo IBGE registraram deflação em junho. A região metropolitana de Porto Alegre (0,54%) apresentou a maior variação, seguida pelo Rio de Janeiro (0,30%) e São Paulo (0,28%). O menor índice foi em Goiânia (-0,22%) e em Rio Branco (-0,21%).

    Veja todos os índices regionais:
    • Porto Alegre: 0,54%
    • Rio de Janeiro: 0,30%
    • São Paulo: 0,28%
    • Belo Horizonte: 0,23%
    • Brasília: 0,22%
    • Recife: 0,19%
    • Aracaju: 0,13%
    • Vitória: 0,04%
    • Curitiba: 0,04%
    • Belém: 0,03%
    • Campo Grande: -0,01%
    • Salvador:-0,14%
    • Fortaleza: -0,15%
    • São Luís: -0,16%
    • Rio Branco: -0,21%
    • Goiânia: -0,22%
    INPC em julho foi de 0,10%
    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado como referência para os reajustes salariais, ficou em 0,10% em junho, acima da taxa de 0,01% de junho. O acumulado do ano está em 2,55% e o dos últimos doze meses foi para 3,16%, contra 3,31% nos 12 meses imediatamente anteriores.

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