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terça-feira, 4 de junho de 2019

Produção industrial cresce 0,3% em abril, mas acumula queda de 2,7% no ano

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Na comparação com abril do ano passado, houve queda de 3,9%, segundo o IBGE. Indústria extrativa tem 4º resultado negativo seguido, acumulando queda de 25,7%.
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 Por Darlan Alvarenga, G1  

 Postado em 04 de junho de 2019 às 14h05m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Produção industrial cresce 0,3% em abril, indica IBGE
Produção industrial cresce 0,3% em abril, indica IBGE

A produção industrial brasileira registrou em abril uma alta de 0,3%, na comparação com o mês imediatamente anterior, segundo divulgou nesta terça-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do crescimento, o avanço foi insuficiente para recuperar a perda de 1,4% de março. Nos 4 primeiros meses de 2019, o setor industrial passou a acumular uma queda de 2,7% frente ao mesmo período de 2018.

Na comparação com abril do ano passado, a produção da indústria caiu 3,9%.
Trata-se do pior resultado para um mês de abril desde 2017, quando a indústria registrou alta de 0,2% ante março e queda de 4,5% ante o mesmo mês do ano anterior.

Produção industrial mensal
Comparação com o mês imediatamente anterior, em %
Created with Highcharts 5.0.90,70,7-10,9-10,912,512,5-0,3-0,3-0,7-0,7-1,9-1,90,20,2-0,1-0,10,10,1-0,7-0,70,70,7-1,4-1,40,30,3abr/18mai/18jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19-15-10-5051015
Fonte: IBGE

O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado, reforçando a leitura de estagnação da economia. A mediana das estimativas de 21 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data apontava para um avanço de 0,7% da indústria na passagem de março para abril.

A perda de ritmo do setor fica mais evidente na análise do resultado acumulado em 12 meses, que passou de -0,1% em março para -1,1% em abril, permanecendo na trajetória descendente iniciada em julho de 2018.
"Com esses resultados, o setor industrial ainda se encontra 17,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011", informou o IBGE.
Produção industrial em 12 meses
Variação acumulada em 1 ano, em %
Created with Highcharts 5.0.93,93,9333,23,23,33,33,13,12,62,62,22,21,71,71,11,10,50,50,50,5-0,1-0,1-1,1-1,1abr/18mai/18jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19-2-1012345
Fonte: IBGE

Setor extrativo tem queda de 9,7%, o 4º recuo mensal seguido
Mais uma vez, a produção geral do país foi fortemente impactada pelo desempenho das indústrias extrativas (-9,7%), que registrou o quarto resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período uma queda de 25,7%, na esteira dos desdobramentos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) na produção da mineradora. Em relação a abril de 2018, o recuo foi de 24%.

Há um efeito de queda em sequência do setor por conta de Brumadinho, e isso vem trazendo impactos negativos na indústria como um todo, afirma o gerente da pesquisa, André Macedo. Segundo ele, o crescimento na indústria geral seria de 1,2% se o setor extrativo não fosse considerado na pesquisa.

A produção do setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis também caiu em abril (-2,0%), no segundo recuo seguido, acumulando perda de 5% em dois meses.
Produção industrial cresceu em abril em 20 das 26 atividades pesquisadas, na comparação com março — Foto: Divulgação/IBGE
Produção industrial cresceu em abril em 20 das 26 atividades pesquisadas, na comparação com março — Foto: Divulgação/IBGE

Segundo o IBGE, 20 das 26 atividades econômicas pesquisadas registraram expansão em abril, na comparação com março. Os principais destaques positivos foram registrados por veículos automotores, reboques e carrocerias (7,1%), máquinas e equipamentos (8,3%), outros produtos químicos (5,2%) e produtos alimentícios (1,5%).

Entre as grandes categorias econômicas, o destaque foi a produção de bens de consumo duráveis (3,4%). Bens de capital e bens de consumo semi e não-duráveis assinalaram crescimentos de 2,9% e 2,6%, respectivamente.
Por outro lado, o setor produtor de bens intermediários teve queda de 1,4% e marcou o quarto recuo seguido, acumulando uma redução de 4,2% no período.
O sobe e desce da indústria se deve a uma indústria que não tem uma recuperação consistente. Ainda temos demanda doméstica longe de ser boa, com muita gente fora do mercado de trabalho, exportações perdendo fôlego, nível de confiança de empresas e famílias também fragilizados. Isso ajuda entender uma produção volátil, disse o gerente da pesquisa, André Macedo. 
Economia estagnada
A indústria foi o setor com o pior desempenho no 1º trimestre sob a ótica da oferta, puxando a queda do PIB (Produto Interno Bruto), que recuou 0,2% na comparação com o 4º trimestre, a primeira retração da economia desde 2016.

A atividade da indústria teve queda de 0,7% no 1º trimestre, impactada principalmente pelo recuo de 6,3% da indústria extrativa, refletindo os desdobramentos do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG). O setor também tem sido afetado pela desaceleração do comércio global e pela crise econômica da Argentina, que é um importante importador de produtos manufaturados do Brasil.
Por que o Brasil não cresce?
Por que o Brasil não cresce?

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas (FGV) voltou a cair em maio, retornando ao patamar de março e ao nível mais baixo do ano.

De acordo com a última pesquisa Focus do Banco Central, o mercado reduziu a projeção de alta do PIB em 2019 de 1,23% para 1,13%. Foi a 14ª queda consecutiva do indicador. Para a produção industrial, a previsão ainda é de um resultado um pouco melhor do que o PIB geral, de alta de 1,49% no ano.

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segunda-feira, 3 de junho de 2019

Everest superlotado: veja perguntas e respostas sobre escaladas e mortes na montanha mais alta do mundo

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Superlotação, altitude extrema: veja como é a escalada até o topo, por que tanta gente está lá nesta temporada e o que acontece com o corpo humano a tantos metros de altura.
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 Por G1  

 Postado em 03 de junho de 2019 às 22h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Everest: seis fatos sobre o topo mais alto do mundo
Everest: seis fatos sobre o topo mais alto do mundo


Pelo menos 11 pessoas morreram nesta temporada de escaladas no monte Everest, montanha que fica na fronteira entre o Nepal e o Tibete. A maioria das mortes foi atribuída ao cansaço dos alpinistas — piorado, segundo os mais experientes, devido à superlotação no caminho de subida e descida do topo.

Neste ano, o governo nepalês bateu um recorde histórico no número de passes concedidos para a subida: 381. Cada titular de uma permissão é acompanhado por um guia, o que significa que mais de 750 pessoas estão na rota para a escalada, de acordo com os últimos dados disponíveis.

Permissões de subida ao monte Everest concedidas pelo governo nepalês
2009-2019, primavera (Hemisfério Norte)
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2010
Quantidade de passes: 209Fonte: The Katmandu Post e The New York Times

A montanha é a mais alta do mundo, com 8.848 metros de altitude. O final do mês de abril e o mês de maio são considerados os melhores para escalada.

Veja, abaixo, 5 perguntas sobre a escalada ao topo da montanha:

Esta é a temporada em que mais pessoas morreram?
Alpinistas nepaleses posam para foto depois de coletar lixo do monte Everest no dia 27 de maio. O objetivo do governo nepalês é trazer de volta 10 toneladas de lixo da montanha. — Foto: Prakash Mathema/AFP
Alpinistas nepaleses posam para foto depois de coletar lixo do monte Everest no dia 27 de maio. O objetivo do governo nepalês é trazer de volta 10 toneladas de lixo da montanha. — Foto: Prakash Mathema/AFP

Não. Em 2015, pelo menos 22 pessoas morreram depois de uma avalanche no monte, causada pelo terremoto que atingiu o Nepal naquele ano. A tragédia foi ainda pior do que a do ano anterior, quando 16 guias — todos do grupo étnico Sherpa — morreram na montanha.

As mortes de 2014 fizeram com que os guias encerrassem mais cedo a temporada de escaladas no monte e levaram o governo nepalês a aumentar o seguro de vida dos guias para US$ 15 mil (cerca de 1,67 milhão de rúpias nepalesas), segundo a revista "National Geographic". Cada guia nepalês costuma subir e descer o monte 30 vezes por temporada.

Por que o monte está tão cheio?A foto, do dia 22 de maio, mostra a quantidade de escaladores do Everest. Muitas equipes tiveram que esperar por horas em filas para chegar ao topo. — Foto: Handout / Project Possible / AFP
A foto, do dia 22 de maio, mostra a quantidade de escaladores do Everest. Muitas equipes tiveram que esperar por horas em filas para chegar ao topo. — Foto: Handout / Project Possible / AFP

Cada pessoa precisa pagar por uma permissão para subir o Everest, que custa US$ 11 mil (cerca de R$ 44,2 mil). Entre abril e maio, o número de alpinistas aumenta, pois as condições são menos extremas. A lotação pode estar associada a uma menor "janela" de subida permitida pelas condições climáticas. (veja a resposta seguinte).

É certo que a superlotação causou as mortes?
Segundo o governo nepalês, não. O diretor-geral do departamento de turismo do Nepal, Danduraj Ghimire, afirmou em entrevista ao "The New York Times", no domingo (26), que o grande número de mortes neste ano não estava relacionado à superlotação, mas ao fato de que havia menos dias de tempo bom para os escaladores chegarem ao cume com segurança.
Everest no dia 27 de maio. — Foto: Prakash Mathema/AFP
Everest no dia 27 de maio. — Foto: Prakash Mathema/AFP

Uma causa para a menor "janela" de subida pode ter sido o ciclone Fani, que atingiu Índia e Bangladesh, diz a BBC. Depois da passagem do ciclone, o tempo piorou no Himalaia nepalês, o que obrigou o governo a suspender atividades de montanhismo por pelo menos dois dias.

Isso atrasou os preparativos de subida. Quando surgiu a primeira oportunidade, poucas equipes começaram a escalada — a maior parte esperou pela segunda "janela". Assim, a quantidade de pessoas no pé da montanha continuou a aumentar — outro fator que contribuiu para as filas.
Subida ao Everest — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1 
Subida ao Everest — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1

Quantas pessoas já chegaram ao topo do Everest?
De acordo com a base de dados do Himalaia, 5.294, até dezembro passado. Dessas, 1.211, a maioria delas guias da etnia Sherpa, chegaram várias vezes, o que leva o número de escaladas até o topo a 9.159.

Os primeiros, o neozelandês Edmund Hillary e o nepalês Sherpa Tenzing Norgay, chegaram ao topo em 1953. A primeira mulher a alcançar o cume foi a japonesa Junko Tabei, em 1975, e desde então 548 subidas ao topo foram feitas por mulheres.
Alpinista sul-africana se tornou, no dia 16 de maio, a primeira mulher negra a alcançar o topo do monte Everest. — Foto: Handout / Summits with a Purpose / AFPAlpinista sul-africana se tornou, no dia 16 de maio, a primeira mulher negra a alcançar o topo do monte Everest. — Foto: Handout / Summits with a Purpose / AFP

A maior parte das expedições ao Everest dura cerca de dois meses, de acordo com o Conselho Britânico de Alpinismo. Os escaladores começam a chegar aos acampamentos de base no fim de março — enquanto o dia de chegada ao topo costuma ser uma data no meio de maio, quando as temperaturas estão mais amenas e os ventos, mais fracos.

Por volta da meia-noite, começa a subida, para que os alpinistas estejam no topo pela manhã. O lado sul, nepalês, é o mais popular entre os alpinistas: das chegadas até o topo, 5.888 foram feitas pelo lado do Nepal, e as outras 3.271 pelo lado tibetano.

Entre 1924 e 2018, 295 pessoas morreram tentando escalar o Everest.

O que acontece com o corpo humano a tantos metros de altura?
Na foto, de 16 de maio, alpinistas escalam o monte Everest. — Foto: Gesman Tamang / AFP 
Na foto, de 16 de maio, alpinistas escalam o monte Everest. — Foto: Gesman Tamang / AFP

Escaladas em altas altitudes podem causar problemas ao corpo humano. Por isso, alpinistas devem tomar certos cuidados. Saiba mais abaixo:
  • Doença Aguda das Montanhas (AMS, na sigla em inglês)
O primeiro sinal é dor de cabeça — seguida de perda de apetite, náusea, vômitos, fraqueza, tontura, fadiga e dificuldade para dormir.

A causa, de acordo com o Instituto de Medicina de Altitude, não é clara, mas a hipótese é de que a falta de oxigênio no sangue faça com que os vasos sanguíneos do cérebro dilatem, o que causa a dor de cabeça. A recomendação da Associação de Resgate do Himalaia, no Nepal, é de descer a altitudes mais baixas imediatamente se a dor de cabeça não passar com aspirina.
  • Edema cerebral ou edema pulmonar de alta altitude
Alpinistas escalam o Everest no dia 22 de maio. — Foto: Phurba Tenjing Sherpa/ReutersAlpinistas escalam o Everest no dia 22 de maio. — Foto: Phurba Tenjing Sherpa/Reuters

Se evoluir, a AMS pode se tornar um edema cerebral de alta altitude. O pequeno inchaço cerebral da AMS progride para dor de cabeça intensa, confusão, letargia, falta de coordenação, irritabilidade, vômitos, convulsões, coma e morte, se não for tratado. 
A primeira providência é descer imediatamente para altitudes mais baixas.

Já o edema pulmonar de alta altitude é um acúmulo de líquido nos pulmões que atrapalha a troca de oxigênio e pode matar. Os primeiros sintomas são a falta de ar com exercício, e, à medida que mais fluido se acumula nos pulmões, progridem para falta de ar severa mesmo em repouso, tosse persistente, aperto no peito, fraqueza severa e, finalmente, coma e morte.

Congelamento
Pemba Dorjee Sherpa, que já chegou ao cume do Everest 20 vezes, no acampamento 3, no dia 20 de maio. — Foto: Phurba Tenjing Sherpa / ReutersPemba Dorjee Sherpa, que já chegou ao cume do Everest 20 vezes, no acampamento 3, no dia 20 de maio. — Foto: Phurba Tenjing Sherpa / Reuters

É mais comum nos dedos das mãos, pés, nariz, orelhas, bochechas e queixo. Conforme progride, afeta todas as camadas da pele, incluindo os tecidos que se encontram abaixo.

A pele fica branca ou azulada e a pessoa perde toda a sensação de frio, dor ou desconforto na área afetada. Articulações ou músculos podem não funcionar mais. Se evoluir para gangrena, o tecido morre devido à perda de circulação na área afetada, o que pode resultar em amputação.

Ceratite ultravioleta
Espécie de queimadura solar que afeta os olhos em vez da pele. Ocorre quando raios ultravioleta são refletidos por neve e gelo. A exposição a eles pode danificar temporariamente a córnea, causando cegueira passageira.

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