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sexta-feira, 31 de maio de 2019

O misterioso 'planeta proibido' encontrado em lugar 'impossível'

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Cientistas acreditavam que não encontrariam planetas de um certo tamanho tão perto de suas estrelas, mas a identificação de um exoplaneta em uma área inóspita desafiou essas expectativas.
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 Por BBC  

 Postado em 31 de maio de 2019 às 19h40m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Ilustração do exoplaneta NGTS-4b, chamado de 'planeta proibido'. — Foto: THE UNIVERSITY OF WARWICK/MARK GARLICKIlustração do exoplaneta NGTS-4b, chamado de 'planeta proibido'. — Foto: THE UNIVERSITY OF WARWICK/MARK GARLICK


Sua temperatura é de 1 mil graus Celsius e sua massa é 20 vezes a da Terra. Mas o mais surpreendente desse planeta é o lugar onde ele está.

Uma equipe internacional de cientistas descobriu o primeiro exoplaneta (ou seja, um planeta fora do Sistema Solar) no chamado Deserto Neptuniano - região tão próxima de uma estrela e tão sujeita à radição que não era esperado que nenhum planeta de tamanho similar a Netuno pudesse existir por ali.

"Esse planeta é muito especial porque está muito, muito perto da estrela que orbita e é muito quente. Pensávamos que os planetas não conseguiriam existir sob essas condições", explicou à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, o pesquisador Daniel Bayliss, do Departamento de Astrofísica da Universidade de Warwick, na Inglaterra, e um dos autores da pesquisa sobre o exoplaneta.

"Chamamos-no de 'planeta proibido', porque se supunha que ele não poderia estar ali."
O Deserto Neptuniano consiste em áreas de intensa radiação e calor, até agora consideradas extremamente inóspitas para a presença de planetas.

"Pensávamos que no Deserto Neptuniano um planeta de tamanho similar a Netuno evaporaria quase totalmente pela radiação, já que grande parte desses planetas é composta de gás, com um único núcleo rochoso."

Os astrônomos já conheciam planetas do tamanho de Júpiter que vivem nessa órbita, mas, segundo Bayliss, "quando um planeta chega ao tamanho de Júpiter (o maior planeta do Sistema Solar), sua gravidade é muito maior e pode, por isso, reter o gás de sua atmosfera e não evaporar".

Também já haviam sido encontrados ali planetas muito pequenos, ou pequenos núcleos rochosos, mas jamais um planeta como o recém-descoberto, que retenha sua atmosfera.

Deserto chileno
O exoplaneta 'proibido' foi detectado com o telescópio NGTS, sigla em inglês de Next Generation Transit Survey, que se encontra no observatório europeu no Cerro Paranal, no deserto chileno do Atacama.

"Detectamos esses planetas porque, quando passam diante de sua estrela, a luz dela se atenua", explica Bayliss.

"Mas a mudança é extremamente pequena, neste caso menor que 0,2%. Por isso, precisamos de instrumentos muito precisos, e o melhor lugar para colocar esse tipo de instrumento de alta precisão é o Atacama".

O deserto chileno foi escolhido por ser uma área de pouca poluição luminosa e pouca presença de nuvens, o que ajuda na visualização do céu.

O nome científico do novo planeta é NGTS-4b, segundo detalham os pesquisadores no estudo publicado no periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Ele é um pouco menor que Netuno e está a 920 anos-luz de distância da Terra.
O NGTS-4 orbita ao redor de sua estrela em apenas 1,3 dia, e nesse período percorre distância equivalente à órbita da Terra ao redor do Sol em um ano.

O grande enigma é como esse "planeta proibido" conseguiu reter sua atmosfera.
Os cientistas acham possível que ele só tenha chegado à posição onde está "recentemente" (em termos astronômicos), no último milhão de anos.

Outra possibilidade é que o planeta tenha sido maior e que a sua atmosfera esteja em pleno processo de evaporação.

'Surpreendidos pela natureza'
E que implicações essa descoberta tem para estudos futuros sobre a formação dos planetas?
"Agora sabemos que esse tipo de planeta existe, e podemos analisar os dados obtidos para encontrar outros", diz Bayliss.

Além disso, a descoberta também indica aos astrônomos que os planetas talvez se formem de uma maneira diferente do que se pensava, que podem ter uma composição diferente do esperado (que lhes permita reter sua atmosfera) ou que a radiação de sua estrela possa ser menos intensa.

Para Bayliss, "talvez a principal reflexão é que constantemente somos surpreendidos pela natureza, e cada vez que pensamos que compreendemos os planetas, encontramos planetas estranhos."

"Ainda há muito a ser revelado em nossa galáxia no que se refere a planetas, e há muitas descobertas emocionantes que nos esperam."

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quinta-feira, 30 de maio de 2019

Com 1º trimestre ruim, economistas projetam PIB abaixo de 1% em 2019

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Se essa previsão se confirmar, a economia brasileira vai colher um resultado mais fraco do que o observado nos últimos dois anos.
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 Por Daniel Silveira, Juliana Rosa, Luiz Guilherme Gerbelli e Marta Cavallini, G1 e GloboNews  

 Postado em 30 de maio de 2019 às 15h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Falta de confiança de consumidores e investidores freia crescimento da economia
Falta de confiança de consumidores e investidores freia crescimento da economia

O desempenho da economia no primeiro trimestre deve fazer com que as expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 piorem ainda mais. Com o fraco resultado da atividade econômica observado entre janeiro e março, passou a ganhar força entre os analistas um cenário de que o crescimento do Brasil neste ano possa ser inferior a 1%.
Antes da divulgação dos dados deste início ano, bancos e consultorias estimavam que o avanço do PIB ficaria entre 1% e 1,5%. Se esse cenário mais pessimista se confirmar, a economia brasileira vai colher um resultado mais fraco do que o observado em 2017 e 2018, quando o PIB cresceu apenas 1,1%.

"Os números do primeiro trimestre reforçaram o quadro de uma economia fraca", diz a economista e sócia da consultoria Tendências, Alessandra Ribeiro. A Tendências projetava crescimento de 1,6% para 2019, mas agora deve revisar esta projeção para abaixo de 1%.
PIB teve queda de 0,2% no primeiro trimestre. E eu com isso?
PIB teve queda de 0,2% no primeiro trimestre. E eu com isso?

A fraqueza atual da economia brasileira também tem sido reforçada pelos indicadores antecedentes do segundo trimestre já disponíveis – aqueles que são utilizados para medir a 'temperatura' da atividade. Os economistas monitoram, por exemplo, o nível de confiança de empresários e consumidores. As últimas leituras mostram uma queda, o que indica um quadro econômico com menos investimento e consumo.

"O investimento está tendo um desempenho péssimo e não vejo como esse quadro possa ser revertido neste ano e no ano que vem", afirma o economista-chefe do banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. Ele projeta um crescimento econômico de 0,7% para este ano, "na melhor das hipóteses".

O Brasil tem sofrido com um alto grau de incerteza. A principal dúvida é se o país vai conseguir resolver o problema fiscal e aprovar a reforma da Previdência, considerada fundamental para o acerto das contas públicas.
Diante desse quadro, as previsões para o Brasil estão passando por sucessivas revisões negativas ao longo deste ano. Num período de maior otimismo, os analistas chegaram a projetar um crescimento de próximo de 3% para 2019.
Variação trimestral do PIB desde 2016 até o 1º tri deste ano — Foto: Juliane Souza/G1
Variação trimestral do PIB desde 2016 até o 1º tri deste ano — Foto: Juliane Souza/G1

"Está faltando confiança. Isso tem muito a ver com a crise fiscal que o Brasil vive e que só vai começar a ser superada com a reforma da Previdência", diz o economista-chefe do banco Itaú, Mario Mesquita.

A professora do Coppead/UFRJ Margarida Gutierrez compartilha da mesma opinião. A economia não está respondendo. O problema é a confiança. Tem a incerteza em relação à economia doméstica, diz.

A professora de macroeconomia diz que a reforma da Previdência é condição necessária para se começar a pensar em recuperação. Para ela, o país não está em recessão, mas em estagnação, e se não for aprovada a reforma da Previdência, a recessão será inevitável.

Se não fizer uma reforma minimamente consistente vamos chegar na recessão, e os indicadores do próximo trimestre virão bem piores, avalia.

Na leitura do banco Itaú, se a fraqueza do trimestre se confirmar nos próximos meses, as previsões de crescimento econômico devem migrar para a faixa de 0,5% a 1%.
Sérgio Vale analisa números do PIB
Sérgio Vale analisa números do PIB

O cenário é ainda mais complicado porque a piora de expectativas não está apenas concentrada apenas em 2019. Com o cenário de maior fraqueza, os economistas já começam a reduzir as previsões para o ano que vem. Por ora, os analistas consultados pelo relatório Focus, do Banco Central, estimam que o PIB deve crescer 2,5% no ano que vem.

"Para 2020, está todo mundo caminhando para (uma previsão de) 2%. Não é só 2019 que vai ter um resultado pior, 2020 também vai sofrer os efeitos. Se o país não fizer reforma da (Previdência), vai para o buraco com certeza", disse o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, em entrevista concedida para a GloboNews.

José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de macroeconomia do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), aponta que a perspectiva de que a retomada do PIB depende em grande parte do ambiente político.

A gente está com uma economia num ritmo muito baixo, próximo de uma estagnação. A ideia é que a recuperação maior aconteça a partir de aprovações mesmo pelo Congresso de medidas importantes. Então, na verdade, vai depender um pouco desse calendário político uma recuperação mais clara, disse o economista.

O IPEA considera que o Brasil não entrará em recessão econômica este ano. É difícil descartar totalmente [que o país entre em recessão]. A possibilidade existe, mas não achamos o mais provável não é o nosso cenário mais provável. A previsão com a qual a gente está trabalhando não é a de ter recessão técnica, destacou.
Ipea desconsidera possibilidade de recessão econômica
Ipea desconsidera possibilidade de recessão econômica

PIB cai 0,2% no primeiro trimestre de 2019 em relação ao ano passado
PIB cai 0,2% no primeiro trimestre de 2019 em relação ao ano passado


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    Ferrari lança carro de 1.000 cv que pode ser carregado na tomada

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    SF90 Stradale acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos, e pode chegar aos 340 km/h.
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     Por G1  

     Postado em 30 de maio de 2019 às 14h00m  
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    Ferrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/Ferrari



    A Ferrari lançou nesta quarta-feira (29) seu primeiro esportivo híbrido plug-in, que pode ser carregado na tomada. A SF90 Stradale tem 1.000 cavalos, 91,8 kgfm de torque, e é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos. A velocidade máxima é de 340 km/h.

    Esses números são extraídos de um motor V8 4.0 a gasolina, que entrega 780 cv. Ele é o V8 mais potente já produzido pela empresa.

    O nome SF90 Stradale presta homenagem aos 90 anos da fundação da marca italiana, enquanto a palavra Stradale significa estrada, em italiano. As letras SF são referência ao nome Scuderia Ferrari.
    Ferrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/FerrariFerrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/Ferrari

    Manobras silenciosas
    Os 220 cv restantes da potência vêm de 3 motores elétricos. Um deles, inclusive, é posicionado entre o motor e o câmbio de dupla embreagem de 8 marchas. Sua aplicação é semelhante à da unidade usada nos carros de Fórmula 1 da equipe.

    A Ferrari também afirma que este é o primeiro esportivo da empresa dotado de tração integral. Mesmo a LaFerrari, que também tem motores elétricos, possui tração traseira.

    A distribuição fica assim: dois motores elétricos fornecem potência apenas para o eixo dianteiro, enquanto o motor a combustão é responsável pelas rodas de trás.

    Segundo a fabricante, é possível rodar até 25 km no modo totalmente elétrico. Também é possível manobrar o esportivo sem usar o motor V8, o que deve reduzir bastante os níveis de ruídos em garagens mundo afora.

    Há quatro modos de gerenciamento dos motores:
    • eDrive: só os motores elétricos atuam
    • Hybrid: motores são combinados, mas o V8 pode ser desligado
    • Performance: todos os motores ficam sempre ligados
    • Qualify: todos os motores ficam ligados com máximo desempenho
    Ferrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/FerrariFerrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/Ferrari

    Desenho revolucionário
    A SF90 representa uma ruptura no design dos carros da Ferrari. De acordo com a empresa, desde o lançamento da 360 Modena, 20 anos atrás, todos os esportivos de motor traseiro eram baseados nas versões anteriores.

    Com a SF90, isso muda. O modelo foi criado do zero. É possível notar a diferença nas proporções da carroceria, e nos faróis e lanternas.

    Na cabine, a mesma filosofia foi adotada. O interior traz volante com comandos táteis, quadro de instrumentos totalmente digital e uma tela de 16 polegadas. Não há nenhuma alavanca. O câmbio é comandado por botões.
    Ferrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/FerrariFerrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/Ferrari

    Versão 'esportiva'
    A Ferrari ainda vai disponibilizar uma versão "esportiva" da SF90. Na configuração Assetto Fiorano, a marca vai reduzir o peso em 30 kg, além de instalar amortecedores de corrida, spoiler traseiro de fibra de carbono e pneus Michelin Pilot Sport Cup2, projetados especialmente para o veículo.
    Ferrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/FerrariFerrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/Ferrari

    Ferrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/FerrariFerrari SF90 Stradale — Foto: Divulgação/Ferrari



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