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sexta-feira, 22 de março de 2019

As águas sujas do Brasil

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Dois relatórios inéditos confirmam situação de risco das águas no Brasil.

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Por André Trigueiro, G1 

Postado em 22 de março de 2019 às 16h15m 
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013


Vista aérea da ponte ferroviária destruída pela passagem da lama após o rompimento da barragem em Brumadinho, no domingo (27) — Foto: Mauro Pimentel/AFP 


O temor de hidrologistas, ambientalistas e de quem depende das águas do Velho Chico se confirmou. É o que indica o relatório divulgado hoje, Dia Mundial da Água, pela Fundação SOS Mata Atlântica. De acordo com os dados levantados pelos técnicos da Fundação, a lama da Vale que causou morte e destruição em Brumadinho em 25 de janeiro já chegou à Bacia do Rio São Francisco.

Entre os dias 8 e 14 de março, a equipe da SOS Mata Atlântica realizou novas coletas de água no rio Paraopeba até o Alto São Francisco, sendo que 9 dessas coletas aconteceram dentro do Reservatório de 3 Marias.
A lama da Vale é visível até o meio do lago. Mas mesmo onde prevalece a cor esverdeada na superfície das águas do reservatório, encontramos a lama a dois metros de profundidade, me disse Malu Ribeiro, coordenadora da rede das águas da Fundação SOS Mata Atlântica.
Segundo ela, foram detectadas concentrações de ferro, manganês, cromo e cobre acima dos limites máximos permitidos na legislação. A lama deverá se dispersar ao atravessar o lago, mas os metais pesados devem seguir em frente e isso é muito preocupante, disse Malu.

A Agência Nacional de Águas nega a chegada da lama ao reservatório de 3 Marias. Em nota, a ANA afirma que as análises feitas no rio Paraopeba não indicaram a contaminação da água pela lama da Vale. Segundo o órgão, os rejeitos da barragem da Vale em Brumadinho nem chegaram ainda na Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo, que fica rio acima, a 29 Km de distância de 3 Marias.

Diz a nota da Agência: Análise da qualidade da água do rio Paraopeba feita antes do evento de ruptura da barragem de Brumadinho já apontava níveis de contaminação, por ferro e alumínio, que mascaram a passagem da lama. Por exemplo, o rio Ribeirão das Almas, imediatamente a jusante (rio abaixo) de Retiro Baixo, lança muitos sedimentos no Paraopeba.

Ao ser informada sobre a nota da ANA, Malu Ribeiro respondeu dizendo que as coletas de água feitas pelo SOS Mata Atlântica detectaram a presença de 4 metais diferentes ao logo de todo o rio Paraopeba até o Reservatório de 3 Marias, e que isso configura um padrão de contaminação a partir do vazamento de rejeitos de Brumadinho. Ela também disse que a cor da lama da Vale não se confunde com a turbidez natural do rio. De acordo com Malu, a turbidez natural empresta ao rio uma cor amarelada, enquanto que a pluma de lama da Vale – por conta do ferro e do manganês – tem cor de ferrugem.

É evidente que essa questão precisa ser devidamente esclarecida, com pareceres técnicos definitivos, para que não haja qualquer dúvida sobre a eventual contaminação do São Francisco por metais pesados. 

Estratégico para o país – especialmente para a região Nordeste - o Velho Chico vem se ressentindo de múltiplas agressões (destruição de nascentes, desmatamentos, assoreamento, lançamento indiscriminado de esgotos domésticos e industriais, etc.) que já ameaçam sua resiliência.
O rio Paraopeba, um dos afluentes do rio São Francisco e que percorre mais de 40 cidades em Minas Gerais. O rio é afetado pela lama de rejeitos após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Duas membranas de contenção de rejeito instaladas no Rio   Paraopeba já estão em operação. Elas foram colocadas para proteger o sistema de captação de água em Pará de Minas, que fica a cerca de 40 km de Brumadinho — Foto: Mister Shadow/ASI/Estadão ConteúdoO rio Paraopeba, um dos afluentes do rio São Francisco e que percorre mais de 40 cidades em Minas Gerais. O rio é afetado pela lama de rejeitos após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho. Duas membranas de contenção de rejeito instaladas no Rio Paraopeba já estão em operação. Elas foram colocadas para proteger o sistema de captação de água em Pará de Minas, que fica a cerca de 40 km de Brumadinho — Foto: Mister Shadow/ASI/Estadão Conteúdo

Lixo lançado nas águas

Uma metodologia inédita no mundo para contabilizar o volume de lixo lançado nas águas dos rios e no litoral está sendo lançada nesta sexta (22) no Brasil. A ferramenta foi desenvolvida pela Abrelpe (Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais), ISWA (International Solid Waste Association), Agência Ambiental da Suécia e Prefeitura de Santos.

Santos, no litoral paulista, foi a primeira cidade mapeada. De acordo com o estudo, são lançadas a cada dia por lá 60 toneladas de resíduos no mar, principalmente plásticos (85%). Isso equivale à produção diária de lixo de uma cidade com 65 mil habitantes. A grande vantagem desse levantamento é identificar as principais fontes geradoras desses resíduos e, assim, poder melhorar os sistemas de coleta. No caso de Santos, os resíduos tem origem nas comunidades situadas em palafitas, nos canais de drenagem que atravessam a cidade, e na faixa de areia da orla.

A conta fica ainda mais salgada quando se estima o que se joga de lixo nos rios e no litoral em todo o Brasil. De acordo com os pesquisadores, esse número ultrapassa os 2 milhões de toneladas por ano. Isso equivale ao lixo coletado durante 10 dias em todo território nacional, que seriam suficientes para encher 30 estádios do Maracanã da base até o topo. E o plástico - como disse - é o gênero de resíduo mais presente nesse estudo.

Dias atrás, um estudo do WWF (Fundo Mundial para a Natureza) mediu a quantidade de lixo plástico produzida por 200 países. O Brasil apareceu em 4° lugar (11,3 milhões de ton/ano), atrás de Estados Unidos (70,7 milhões de ton/ano), China (54,7 ton/ano) e Índia (19,3 ton/ano). Apenas 1,2% de todo o plástico produzido no Brasil seria reciclado, quando a média mundial é de aproximadamente 9%.

Os organizadores do estudo do WWF manifestaram preocupação com o ritmo de produção e descarte de plásticos no planeta. Segundo eles, aproximadamente metade de todos os produtos plásticos que poluem o mundo hoje foram criados após 2000. Este problema tem apenas algumas décadas e, ainda assim, 75% de todo o plástico já produzido já foi descartado.

O Dia Mundial da Água
Não há substituto para a água limpa, um recurso finito que vem se tornando cada vez escasso e caro. O Dia Mundial da Água foi criado em 1993 pela ONU para que o debate em torno da proteção dos recursos hídricos pudesse alcançar a humanidade inteira.

Infelizmente, o Brasil parece estar perdendo a guerra contra a poluição e o desperdício. Em pleno século XXI, 35 milhões de brasileiros não têm acesso regular à água potável, e quase 100 milhões não têm acesso à rede de esgoto. 

Embora sejamos a nação que reúne o maior estoque de água doce do mundo (12%), nos esquecemos de que a maior parte dessa água encontra-se disponível na bacia do Rio Amazonas, na região Norte, que concentra pouco mais de 15% da população brasileira.

No resto do país, a disponibilidade hídrica inspira cuidados, competência técnica e senso de urgência para evitar episódios de desabastecimento. Um dos maiores hidrologistas do país, Aldo Rebouças, da USP, já falecido, me disse certa vez em uma entrevista algo que ajuda a entender a realidade do Brasil quando o assunto é água: Os países hoje em dia são avaliados pela forma como sabem usar a água, e não pelo que têm de água. Porque é mais importante hoje saber usar a água do que ostentar a abundância.
André Trigueiro — Foto: Arte/G1André Trigueiro — Foto: Arte/G1

ROMPIMENTO DE BARRAGEM EM BRUMADINHO


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quinta-feira, 21 de março de 2019

A delicada cesariana feita em bebê para retirar feto 'gêmeo'

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Um dia após seu nascimento, Itzamara foi submetida a cirurgia para retirada de gêmea parasita que se desenvolveu em seu abdômen, um raro evento que ocorre a cada 500 mil nascimentos.

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Por BBC 

Postado em 21 de março de 2019 às 20h00m 
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O caso de Itzamara foi descoberto ainda na gestação, por meio de um ultrassom (a imagem acima é de ultrassom genérico) — Foto: PixabayO caso de Itzamara foi descoberto ainda na gestação, por meio de um ultrassom (a imagem acima é de ultrassom genérico) — Foto: Pixabay
Mónica Vega estava no sétimo mês de gestação quando o médico notou algo muito raro em um exame de ultrassom. As imagens mostravam dois cordões umbilicais, mas Mónica não estava grávida de gêmeos.

Era sua própria bebê, Itzamara, que carregava um feto no abdômen. O feto carregando um feto foi identificado em Barranquilla, na Colômbia.
Especialistas calculam que a probabilidade desse tipo raro de gravidez é de uma a cada 500 mil nascimentos.

O cirurgião Miguel Parra contou à Rádio Caracol que esse fenômeno é conhecido como fetus in feto e, se não for identificado a tempo, pode colocar em risco a gravidez.

O médico explica que o irmão gêmeo se desenvolve dentro do outro, em vez de crescer no útero da mãe. Esse tipo de gravidez normalmente é gerada a partir de um único zigoto, formado por um óvulo e um espermatozoide.

Quando a estrutura se divide na primeira semana, se formam gêmeos idênticos. E essa estrutura se divide na segunda semana, são formados gêmeos siameses - fenômeno que acontece em uma a cada 200 mil gestações.

No caso de Mónica, a célula se dividiu depois da segunda semana. "É um dos casos mais estranhos que vemos em medicina fetal. As células que iriam formar as gêmeas não se dividiram no momento adequado. Por isso, uma desenvolveu enquanto outra ficou dentro da irmãzinha", explica o médico.

Gêmeo 'parasita'
Miguel Parra diz que toda estrutura viva precisa de nutrientes e oxigênio para viver. No caso de Itzamara, ela usava o cordão umbilical e a placenta da mãe para se desenvolver.

Já o feto dentro dela não tinha acesso à placenta, portanto extraía nutrientes e oxigênio da irmã. Parra explica que o pequeno feto não tinha cérebro nem coração. O sangue era bombeado por meio do coração da irmã gêmea.

"Se não tivesse sido diagnosticada a tempo, a menina poderia ter crescido durante anos com esse feto parasita dentro de seu abdômen", diz o médico.

Normalmente, esse fenômeno raro é descoberto após o nascimento; o caso de Itzamara é uma das poucas vezes em que foi detectado ainda no período do pré-natal.

"É como ter um grande parasita. Esse parasita pode te enfraquecer e desnutrir, também pode prejudicar alguns de seus órgãos", diz Parra.
A equipe médica submeteu Mónica a uma cesárea antes da 40ª semana de gravidez, já que havia risco de Itzamara ficar cada vez mais fraca por causa da parasita.

A recém-nascida passou por uma cirurgia 24 horas depois de nascer para que o feto fosse removido de seu abdômen. A delicada operação foi bem sucedida, contou o médico.

"Agora ela é uma menina que se desenvolve muito bem, ela se recuperou muito bem de sua cesariana, que aconteceu 24 horas após seu nascimento", disse Parra à rádio Caracol.
Especialistas explicam que o raro fenômeno "feto in fetus" acontece quando o óvulo fecundado se divide depois da segunda semana e não na primeira, como acontece no caso de gêmeos idênticos — Foto: PixabayEspecialistas explicam que o raro fenômeno "feto in fetus" acontece quando o óvulo fecundado se divide depois da segunda semana e não na primeira, como acontece no caso de gêmeos idênticos — Foto: Pixabay

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Agência dos EUA que criou a internet investe US$ 10 milhões para desenvolver sistema seguro para eleições

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Foco do projeto é criar hardware seguro e sistema que permite que o eleitor verifique o voto durante e após a eleição.

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Por Altieres Rohr, G1 

Postado em 21 de março de 2019 às 18h30m 
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A DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa), sucessora da agência responsável pelo GPS e pela ARPAnet, que deu origem à internet, está investindo US$ 10 milhões (cerca de R$ 38,5 milhões), segundo o site "Motherboard", no desenvolvimento de um sistema seguro de votação eletrônica.

O dinheiro foi repassado em uma espécie de licitação à Galois, uma empresa norte-americana focada no desenvolvimento de hardware seguro e que também já publicou pesquisas sobre a segurança do voto eletrônico.

O objetivo é colocar em prática, em um projeto de interesse coletivo, um novo tipo de hardware mais seguro para votação. Hoje, a segurança dos sistemas depende muito do software — os programas em execução — e não dos microchips que executam os comandos do software. A ideia é que o próprio hardware possa impor restrições no caso de uma adulteração, por exemplo.

A DARPA chama a iniciativa de "segurança de sistema integrada por hardware e firmware" (SSITH, na sigla em inglês).

Por esse motivo, a parte de software será totalmente aberta. O código ficará disponível para que qualquer interessado possa examiná-lo e procurar por possíveis falhas de segurança. 
De acordo com uma reportagem do site "Motherboard", a Galois pretende inclusive levar o software a um evento da Def Con — uma conferência que ocorre em Las Vegas e reúne "hackers do bem" e especialistas de segurança do mundo todo. O evento está programado para agosto.

O sistema a ser desenvolvido deve permitir que o eleitor verifique o voto antes e depois da eleição. Durante a eleição, após votar, o eleitor receberá uma cédula, já preenchida, que deve ser depositada na urna. Essa cédula terá os detalhes do voto (nome dos candidatos) registrados de forma legível.

A contabilização dos votos deve ocorrer por reconhecimento óptico. Em outras palavras, o computador vai digitalizar o conteúdo da cédula impressa para identificar o nome do candidato que recebeu o voto. Essa abordagem deve evitar códigos de barras e outros mecanismos que, embora facilitem a leitura por parte do computador, impedem que o ser humano saiba se seu voto foi registrado corretamente.

Além disso, a cédula deve conter um registro matemático e criptográfico. Esse registro não terá nenhuma relação com o eleitor. Porém, caso o eleitor memorize esse registro, ele poderá verificar, em um site, se o seu voto foi registrado corretamente. Caso o número não conste ou a contabilização esteja incorreta, o eleitor saberá de uma possível fraude na contagem. Cada eleitor, porém, poderá verificar apenas o seu voto por memorização.

O projeto não deve resultar em um produto pronto para o mercado. Assim como a ARPAnet criou as tecnologias que depois foram adotados por diversos fabricantes para a criação dos equipamentos que permitem a existência da internet, esse sistema de voto eletrônico deve ser divulgado para que outras empresas ou governos adotem a tecnologia, realizando as modificações e adequações que desejarem.

Diferentemente do Brasil, os Estados Unidos não possuem um sistema unificado para eleições. Cada estado adquire urnas eletrônicas próprias. Como muitos modelos são comerciais e de acesso fácil, diversas vulnerabilidades foram encontradas, por estudos independentes de qualquer autoridade eleitoral, nas máquinas usadas nas eleições americanas .
 Máquina AVC Edge, usada nas eleições americanas, em 2008, foi modificada pelo professor Alex Halderman para executar o jogo Pac-Man em 2010. O pesquisador encontrou diversas vulnerabilidades que permitem a adulteração em urnas eletrônicas dos Estados Unidos e da Índia — Foto: DivulgaçãoMáquina AVC Edge, usada nas eleições americanas, em 2008, foi modificada pelo professor Alex Halderman para executar o jogo Pac-Man em 2010. O pesquisador encontrou diversas vulnerabilidades que permitem a adulteração em urnas eletrônicas dos Estados Unidos e da Índia — Foto: Divulgação

Projeto diverge do modelo brasileiro

No Brasil, o voto é registrado apenas na máquina e toda mediação do eleitor com o voto depende do que é mostrado pela urna eletrônica. O voto impresso, que funcionaria de maneira semelhante e permitiria ao eleitor conferir seu voto sem o mesmo ser mediado pela urna, foi derrubado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sob o argumento de que violaria o sigilo do voto.

Enquanto a Galois prevê a possibilidade de colocar um identificador para que o voto seja checado pelo eleitor, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que coordena a eleição no Brasil, coloca na internet os totais de cada urna em um site chamado BUWEB. O objetivo é permitir que eleitores e partidos confiram se a contagem corresponde aos Boletins de Urna impressos pelas máquinas. Esses boletins, no entanto, trazem apenas a soma dos votos.

Os partidos também têm acesso ao arquivo do Registro Digital do Voto (RDV). O RDV registra toda a ação da urna e é ele que permite a recontagem digital dos votos. A urna projetada pela Galois, por utilizar cédulas impressas, não precisa de um registro digital e, mesmo havendo um, a recontagem não seria feita através dele.

O código de programação da urna brasileira tem divulgação restrita. Pesquisadores interessados em descobrir falhas na urna só podem ter contato limitado com o código por poucos dias durante os testes organizados pelo TSE. O modelo buscado pela Galois deve permitir que qualquer pessoa, a qualquer momento, fiscalize e sugira melhorias ao sistema.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com
Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1Selo Altieres Rohr — Foto: Ilustração: G1

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