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terça-feira, 24 de julho de 2018

Toneladas de lixo são retiradas de praias na República Dominicana

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ONG classificou situação como emergencial e diz que 30 toneladas de plástico já foram retiradas.
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Por G1 
Postado em 24 de julho de 2018 às 22h20m 
 * Série Carros Antigos - N. 011 
Toneladas de lixo estão sendo retiradas das praias de Santo Domingo, na República Dominicana desde o início de julho. O acúmulo acontece depois que a tempestade subtropical Beryl passou pela região levando o lixo para a costa das praias locais, como a de Montesino.

A ONG Parley, que trabalha com preservação dos oceanos, filmou as "ondas de lixo" no local e classificou a situação como emergencial. Em comunicado, declarou já ter retirado um total de 30 toneladas de plástico em Santo Domingo. Segundo a ONG, garrafas plásticas e caixas de isopor foram encontradas em meio ao lixo.
"A Parley está atualmente no local trabalhando com a marinha, o exército, os funcionários públicos e o governo municipal. Mais de 500 trabalhadores públicos foram mobilizados para a operação e, após três dias de trabalho, as equipes coletaram 30 toneladas de plástico", diz o comunicado.
O comunicado diz ainda que, até agora, seis toneladas de plástico foram recuperadas para serem transformadas em um material usado para criar novos produtos.

As "ondas de lixo plástico" na praia de Montesinos vêm do rio Ozama, que deságua no Caribe, disse um dos responsáveis ​​pela limpeza, o general Rafael Antonio Carrasco, à Reuters.
Segundo o jornal "The New York Times", as imagens chocantes não são uma surpresa para as pessoas que moram na República Dominicana.

"Acontece praticamente o tempo todo se houver uma chuva forte ou uma tempestade", disse Cyrill Gutsch, fundador da Parley for the Oceans, em uma entrevista por telefone.
O fenômeno não se limita à República Dominicana, disse ele, e pode ser visto em muitos países em desenvolvimento com litoral.
"Todo mundo usa os rios e as praias como locais de despejo"- Cyrill Gutsch, fundador da Parley for the Oceans
Até o último dia 12 de julho, todo esse lixo estava pressionando contra a ponte flutuante sobre o rio Ozama, que percorre 148 quilômetros da ilha antes de se esvaziar no Atlântico.

A enorme massa de lixo se acumulou nesse ponto por causa das fortes chuvas da tempestade Beryl, que afetou o território dominicano.
As autoridades que controlam a ponte decidiram abri-la e o lixo acabou nas praias de Fuerte San Gil, Montesinos e Guibia, na costa sul de Santo Domingo.

Segundo a BBC, Domingo Contreras, diretor geral de Programas Especiais da Presidência da República (Digepep) declarou que as autoridades abriram a ponte para evitar que ela fosse danificada.

"Não é apenas sobre plásticos, é sobre troncos e material que o rio arrasta no meio de uma tempestade, a ponte tem uma capacidade de carga, se essa capacidade for ultrapassada, perdemos a ponte", disse Contreras.

Em entrevista a BBC, a representante da Parley, declarou que o problema está na falta de acesso das comunidades à condições melhores de despejo de lixo e higiene.

"Todos os bairros que vivem rio acima são pessoas muito pobres, muito vulneráveis, que jogam seu lixo atrás de casa, isto é, o rio ", explicou Carmen Chamorro à BBC Mundo.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

FMI reduz previsão de crescimento para a América Latina

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Fundo espera que PIB da região avance 1,6% neste ano, abaixo da projeção de 2% feita em abril; Brasil deve crescer 1,8%. 
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Por G1 




FMI reduz para 1,8% previsão de crescimento do país em 2018
FMI reduz para 1,8% previsão de crescimento do país em 2018

O Fundo Monetário Internacional (FMI) piorou nesta segunda-feira (23) a projeção de crescimento deste ano para a América Latina. A expectativa da entidade é que a região deve crescer 1,6%, abaixo dos 2% previstos em abril.

A projeção para o ano que vem também está ligeiramente mais fraca. Em abril, a expectativa para o o Produto Interno Bruto (PIB) da região em 2019 era de crescimento de 2,8%, mas agora foi revisada para alta de 2,6%.

Enquanto o crescimento está acelerando em alguns países, a recuperação se tornou mais difícil para algumas das maiores economias (da região), porque as pressões de mercado em nível global foram amplificadas pelas vulnerabilidades específicas de cada país, ponderou o fundo no relatório.

O Fundo ponderou, no entanto, que, apesar do crescimento mais fraco, a atividade econômica da região segue se recuperando e que o investimento está ganhando força. No ano passado, a América Latina cresceu 1,3%, depois de recuar 0,6% em 2016.

Desempenho econômico da América Latina e Caribe
FMI piora projeção para o ano, mas ainda vê aceleração da atividade
Created with Highcharts 5.0.9Em %Desempenho do PIB2016201720182019-10123
Fonte: FMI

Desempenho dos países
Com relação ao desempenho da economia brasileira, o FMI já havia reduzido a projeção de crescimento deste ano para 1,8% diante das condições globais financeiras mais apertadas e pelos efeitos da greve dos caminhoneiros. A previsão anterior era de alta de 2,3%.

O Fundo também alertou que a incerteza com o quadro eleitoral pode prejudicar ainda mais o cenário de crescimento econômico.

Para a Argentina, o FMI prevê crescimento de apenas 0,4% neste ano e uma gradual recuperação ao longo de 2019 e 2020. Em junho, o governo argentino e o Fundo fecharam um acordo de US$ 50 bilhões num quadro de forte desvalorização do peso e aumento da taxa de juros.

A Venezuela deverá ter o pior desempenho da região este ano. O FMI estima que o PIB do país deve recuar 18%. Se a projeção for confirmada, será o terceiro ano seguido que a queda da atividade econômica do país supera os dois dígitos.

A economia venezuelana sofre com uma forte queda da produção de petróleo e de vários desequilíbrios macroeconômicos.

No outro extremo, o melhor desempenho econômico será observado no Chile. O país deve crescer 3,8% neste ano com a melhora da confiança de empresários e consumidores.

Projeção de crescimento para cada país
Economia brasileira deve ter crescimento próximo ao da região neste ano
Em %1,61,60,40,41,81,83,83,82,72,72,32,33,73,7-18-18Am. Latina e CaribeArgentinaBrasilChileColômbiaMéxicoPeruVenezuela-20-15-10-505

Peru
3,7

Fonte: FMI
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