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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Produção industrial cresce 2,5%, melhor mês de julho desde 2014

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É o quarto resultado positivo seguido do setor. Nos primeiros sete meses do ano, o crescimento foi de 0,8%. Já em 12 meses, houve queda de 1,1%.

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Por Daniel Silveira e Marta Cavallini, G1



Produção da indústria tem 4º resultado pisitivo seguido (Foto: Nigel Roddis/Reuters)Produção da indústria tem 4º resultado pisitivo seguido (Foto: Nigel Roddis/Reuters)

A produção da indústria brasileira cresceu 2,5% em julho ante mesmo mês do ano passado e 0,8% em relação a junho, informou nesta terça-feira (5) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o quarto resultado positivo seguido do setor. É o melhor mês de julho desde 2014, quando a taxa foi de 1,3%.
Nos primeiros sete meses do ano, o crescimento foi de 0,8%. Já no acumulado de 12 meses, houve queda de 1,1%.

Na comparação anual (sem ajuste sazonal), foi o maior avanço para julho em 4 anos - desde 2013, quando o setor cresceu 3,4% frente a julho de 2012. Já frente a junho (com ajuste sazonal), o resultado foi o melhor para o mês em 8 anos - desde 2009, quando o setor avançou 1,4%.

Melhora no ritmo
Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do instituto, a indústria vive um quadro de maior ritmo produtivo. Tem uma melhora. Isso fica muito evidente. Quanto ao ritmo dessa melhora, a gente vai investigar mais à frente. Ainda que o comportamento positivo não recupere as perdas dos últimos dois anos, conseguimos enxergar uma trajetória ascendente, analisa.

De acordo com Macedo, a queda no acumulado de 12 meses é o 38º resultado negativo consecutivo na base de comparação. Ele ponderou, no entanto, que a magnitude desse resultado negativo vem perdendo fôlego. Em junho do ano passado, por exemplo, essa queda era de 9,7%.

O pesquisador alerta, contudo, para a base de comparação, que ainda é baixa, tendo em vista a queda de 8,4% no período janeiro-julho de 2016. Apesar da melhora recente, a indústria ainda é um campo a ser recuperado, salienta.

Segundo o gerente do IBGE, o patamar alcançado de quatro resultados positivos consecutivos é o maior desde outubro de 2015, porém, semelhante ao de março 2009. Ele enfatizou ainda que em relação ao pico histórico da pesquisa, a produção industrial encontra-se 17,2% distante de junho de 2013.

Macedo lembra que o resultado de 2,5% de crescimento na comparação com julho de 2016 precisa ser relativizado dentro do comportamento do setor nos últimos anos, pois "se dá sobre um resultado que havia sido de um recuo muito maior em julho do ano passado nesta base de comparação, quando a queda foi de 6,1%.
Produção industrial nos meses de julho desde 2007 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Produção industrial nos meses de julho desde 2007 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Todas as categorias cresceram
Macedo destacou o aspecto disseminado do crescimento, já que as quatro categorias econômicas da indústria (bens de capital, bens intermediários, bens de consumo duráveis e bens de consumo semi e não-duráveis) apresentaram taxas positivas de junho para julho.

A categoria de bens de consumo duráveis teve a expansão mais acentuada em julho, de 2,7%, eliminando parte do recuo de 5,6% em junho. Macedo apontou que o resultado foi favorecido pelos eletrodomésticos da linha marrom, mobiliários e motocicletas.

Já entre os ramos industriais, houve crescimento em 14 dos 24 analisados.
Segundo Macedo, o principal impacto positivo no resultado de julho foi de produtos alimentícios, com crescimento de 2,2% na comparação com junho, em expansão pelo terceiro mês seguido e acumulando ganho de 8,7% no período, seguido pelos produtos derivados do petróleo, que teve avanço de 1,9% após ter registrado queda de 2% em junho.

De acordo com o IBGE, a maior produção de açúcar foi favorecida pelo clima seco na maior parte da região Centro-Sul. O maior processamento da safra de cana-de-açúcar também impulsionou a produção de álcool, com impacto no setor de derivados de petróleo e biocombustíveis.
Produção industrial mês a mês, segundo o IBGE (Foto: Editoria de arte/G1)
Produção industrial mês a mês, segundo o IBGE (Foto: Editoria de arte/G1)

Entre os 10 ramos que reduziram a produção em julho, os piores desempenhos vieram das indústrias extrativas (-1,5%), perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-1,8%) e metalurgia (-2,1%).
Já na comparação com julho de 2016, houve resultados positivos em todas as quatro grandes categorias econômicas e em 17 dos 26 ramos.

Entre as atividades, produtos alimentícios (6,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (11,8%) exerceram as maiores influências positivas. Nas categorias, bens de capital (8,7%) e bens de consumo duráveis (8,1%) assinalaram os avanços mais acentuados.

Em relação ao índice acumulado nos sete meses do ano, Macedo destacou que os segmentos que tiveram maior impacto positivo têm uma base de comparação muito baixa. O principal impacto positivo foi do setor de automóveis, com crescimento de 11,6%. O segundo foi da indústria extrativa, com 5,2%.

Macedo apontou que a indústria automobilística sofreu intenso freio no ritmo de produção no ano passado, com, por exemplo , demissões no setor, paralisação das linhas de montagem. Já a indústria extrativa sofria, até o primeiro semestre do ano passado, reflexos negativos gerados a partir da tragédia de Mariana, ocorrida em 2015.


Produção industrial em julho mostra sinais de recuperação do setor, aponta IBGE
Produção industrial em julho mostra sinais de recuperação do setor, aponta IBGE

Revisão
O IBGE revisou os dados da produção industrial de junho. Ao invés da variação nula (0,0%) em relação a maio, conforme divulgado anteriormente, houve crescimento de 0,2%. De acordo com André Macedo, a revisão acontece a partir da atualização de dados informados pelos próprios participantes da pesquisa.

Para Meirelles, foi acima do esperado
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, comentou os resultados da produção industrial em seu perfil no Twitter. Dados da Produção Industrial mensal do IBGE mostram que julho foi o quarto mês consecutivo de crescimento da indústria. O índice de 0,8% de crescimento em relação a junho ficou bem acima do esperado, mostrando que trajetória é de forte recuperação da indústria, postou o ministro.

Para ele, o crescimento disseminado nas 4 categorias econômicas da indústria mostra que a recuperação do setor será sustentável. A retomada do crescimento é fruto do trabalho sério que tirou o Brasil da maior recessão de sua história e garantiu a queda da inflação. Estamos reduzindo o desemprego e criando mais vagas de trabalho. A recuperação será ainda + forte com a implementação da agenda de reformas, finalizou.

Entenda

Bens de capital
São aqueles usados na produção de outros bens, como máquinas, equipamentos, materiais de construção, instalações industriais.

Bens intermediários
São os comprados de outra empresa para o processo de produção, como uma bobina de aço adquirida de uma siderúrgica para a fabricação de um automóvel.

Bens de consumo duráveis
São aqueles que podem ser utilizados durante longos períodos, como automóveis e geladeira.

Bens de consumo semi-duráveis e não duráveis
Os semi-duráveis podem ser considerados os calçados e as roupas, que vão se desgastando aos poucos. Já os não duráveis são aqueles feitos para serem consumidos imediatamente, como os alimentos.

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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Projeto de busca por ETs detecta 15 pulsos de rádio suspeitos

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Projeto de busca de ETs de Hawking detecta 15 sinais de rádio suspeitos a 3 bilhões de anos-luz da Terra
© Creative Commons Projeto de busca de ETs de Hawking detecta 15 sinais de rádio suspeitos a 3 bilhões de anos-luz da Terra

Astrônomos do Breakthrough Listen, iniciativa que destinou 100 milhões de dólares à busca por vida inteligente em outros planetas, detectaram 15 pulsos de rádio gerados em uma galáxia anã a 3 bilhões de anos-luz de distância da Terra. 

Eles estão entre os mais intensos já registrados pelo projeto, que foi criado em janeiro de 2016 pelo astrofísico Stephen Hawking e o bilionário russo Yuri Milner para colher indícios da atividade tecnológica de civilizações no mínimo tão avançadas quanto a nossa.

Em princípio, pulsos rápidos de ondas de rádio podem ser emitidos por fenômenos naturais – como estrelas de nêutrons com um forte campo magnético. Mas essa é uma aposta conservadora para os padrões dos discípulos do cientista inglês.

Eles têm outra teoria em mente: com a tecnologia disponível hoje, uma nave espacial não conseguiria carregar o combustível necessário para percorrer, em um tempo razoável, distâncias tão longas quanto as que separam dois sistemas estelares. Mesmo Proxima Centauri, a estrela mais próxima do Sol (que contém um planeta potencialmente habitável), está a 4,37 anos-luz daqui. U ma sonda como a Voyager , que já passou até de Plutão, levaria mais ou menos 90 mil anos para chegar lá.

Uma solução possível para esse impasse seria impulsionar veículos espaciais em viagens mais longas usando pulsos de ondas eletromagnéticas disparados aqui da Terra – o que permitiria, de acordo com as contas, levá-los a algo entre 15% e 20% da velocidade da luz sem nenhuma preocupação com o tanque de gasolina.

Essa ideia é boa. Tão boa que talvez os extraterrestres tenham pensado exatamente a mesma coisa. Nada impede, afirmam Hawking, Milner e sua turma, que as ondas de rádio periódicas e intensas que alcançam os telescópios terráqueos sejam indícios de alienígenas impulsionando suas próprias naves, exatamente como nós queremos fazer.

O problema é que daqui, a 3 bilhões de anos-luz da fonte das emissões, fica difícil de provar que haja qualquer coisa ali – seja o campo magnético de uma estrela de nêutrons, seja uma civilização mais avançada que a nossa. 

Tudo o que se sabe é que FRB 121102 – nome técnico dado ao ponto do céu de onde vêm os pulsos – é um cantinho particularmente ativo do firmamento. Desde que as investigações começaram, em 2012, 150 sinais já vieram dali; o último lote, com 15, é só a cereja do bolo.

Vale lembrar que, na época em que essas ondas de rádio foram emitidas, o Sistema Solar ainda era jovem, e a Terra tinha apenas bactérias e outras formas de vida unicelulares bastante simples. Ou seja: se essas emissões forem mesmo indícios de outras civilizações, elas existiram literalmente há muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante – e é provável que não existam mais. Com um delay de 3 bilhões de anos-luz, nós nunca saberemos.

Além de confirmar que a fonte está em um estado ativo, a alta definição das informações obtidas pelos instrumentos de escuta permitirão medir as propriedades desses pulsos misteriosos com a maior precisão já alcançada, afirmou em comunicado Vishal Gajjar, responsável pela descoberta. Dados numéricos detalhados sobre essas observações estão disponíveis neste boletim .

Mesmo que esses pulsos rápidos de rádio acabem não sendo indícios de tecnologia extraterrestre, o Breakthrough Listen está ajudando a expandir as fronteiras de uma área promissora para a compreensão do universo em nosso entorno, afirmou Andrew Siemion, diretor do instituto SETI – um centro de busca de vida inteligente fundado na década de 1980, e cujos pesquisadores receberam uma parcela considerável dos 100 milhões destinados ao Breakthrough Listen.
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Mercado prevê menos inflação e mais crescimento econômico para 2017

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Estimativa dos analistas para inflação recuou de 3,45% para 3,38% neste ano, e previsão de alta do PIB avançou de 0,39% para 0,50%.

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Por Alexandro Martello, G1, Brasília

Após a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre deste ano, que registrou nova alta, os economistas do mercado financeiro elevaram novamente sua estimativa para o crescimento da economia neste ano, e também passaram a prever um comportamento melhor da inflação.

As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (4) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.

De acordo com o levantamento do BC, a inflação deste ano deve ficar, na média, em 3,38%. No relatório anterior, feito com base nas previsões coletadas pelo Banco Central na semana retrasada, os economistas estimavam que a inflação ficaria em 3,45%.

A nova previsão mantém a inflação abaixo da meta central para o ano, que é de 4,5%. A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e deve ser perseguida pelo Banco Central, que, para alcançá-la, eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa.

Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação recuou de 4,20% para 4,18% na última semana. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período.

PIB e juros
Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro elevou sua estimativa de crescimento de 0,39% para 0,50% na semana passada.

Para 2018, os economistas das instituições financeiras mantiveram a estimativa de expansão da economia em 2%.

O mercado financeiro manteve sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 7,25% ao ano para o fechamento de 2017. Atualmente, a taxa está em 9,25% ao ano.
Ou seja, os analistas continuaram estimando uma redução dos juros neste ano.

Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic ficou estável em 7,5% ao ano. Com isso, seguem prevendo que os juros deverão subir um pouco no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 caiu de R$ 3,23 para R$ 3,20. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para a moeda norte-americana recuou de R$ 3,38 para R$ 3,35.

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2017 continuou em US$ 61,3 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit ficou estável em US$ 48 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2017, permaneceu em US$ 75 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas ficou estável também em US$ 75 bilhões.
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