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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Pedidos de falência registram alta de 16,7% até setembro, diz Boa Vista

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Nº de pedidos caiu 2% em relação a agosto e 6,3% ante setembro de 2015.
Crescimento dos pedidos de recuperação judicial foi de 70,2% em 9 meses.

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Do G1, em São Paulo
04/10/2016 11h32 - Atualizado em 04/10/2016 12h19
Postado em 05 de outubro de 2016 ás 11h05m

Pedidos de falência em 12 meses até setembro (Foto: G1)
Os pedidos de falência registraram alta de 16,7% até setembro em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Boa Vista SCPC. No mês, o número de pedidos de falências recuou 2% em relação a agosto e caiu 6,3% ante setembro de 2015.

Já as falências decretadas subiram 11,9% até setembro. Em relação a mesmo mês de 2015, houve aumento de 22,5%. Em relação a agosto, o crescimento foi de 7,9%.

Os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas, no acumulado do ano, registraram alta de 70,2% e 68,1%, respectivamente.

De acordo com a Boa Vista, mesmo com relativa melhora das expectativas macroeconômicas, os indicadores de falência continuam maiores do que os registrados no ano anterior e a tendência é a situação não se reverter até o fim do ano.

Por porte
As pequenas empresas representam cerca de 86% dos pedidos de falências e 92% das falências decretadas. Tanto nos pedidos de recuperação judicial como nas recuperações judiciais deferidas, as pequenas empresas também correspondem ao maior percentual, ambas com 93% da totalidade de casos.

Classificação do BNDES estipula que as categorias de porte das empresas de acordo com a receita operacional bruta anualizada. A microempresa tem receita menor ou igual a R$ 2,4 milhões; e a pequena empresa é maior que R$ 2,4 milhões e menor ou igual a R$ 16 milhões.

Por setor
O setor de serviços foi o que teve mais casos nos pedidos de falência (39%), seguido do setor industrial (36%) e do comércio (25%). Em termos de crescimento, o setor industrial foi o que mais aumentou nos valores acumulados no ano, com alta de 26,8%. O comércio registrou aumento de 15,7% nos pedidos de falência, enquanto o setor de serviços cresceu 9%.

No caso das falências decretadas, o comércio teve o maior número de casos (37%), seguido do setor de serviços (35%). Nos pedidos de recuperação judicial e nas recuperações judiciais decretadas o setor de serviços apresentou o maior percentual (45% em ambos).
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terça-feira, 4 de outubro de 2016

A eleição deste domingo em números

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Postado em 04 de outubro de 2016 às 22h00m
eleição em números
eleição em números
Neste domingo (2), os brasileiros vão às urnas para escolher o prefeito e os vereadores de suas cidades. São 496,8 mil candidatos disputando 69 mil cargos eletivos em todo o país. Do total, a maioria - 463,4 mil - é de pessoas tentando se eleger como vereador de uma das 5.568 cidades do país. São oito candidatos por vaga.

Já para prefeito, como o número de candidatos é bem menor- são 16,6 mil -, a concorrência é mais baixa - 3 para cada vaga. Em 97 cidades do país, apenas um candidato disputa a prefeitura. O segundo turno pode acontecer em 92 cidades do país - ou seja, municípios com mais de 200 mil habitantes.

O Brasil tem 144,1 milhões de eleitores. Desses, 46,3 milhões já cadastraram suas digitais e devem votar através de biometria. São 1.541 cidades que contarão com a votação por biometria neste domingo. Outras 3.187 ainda não têm o serviço, e 840 são híbridas.

As eleições de 2016 contarão com quase 1,8 milhão de mesários distribuídos por todo o Brasil, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desse total, 593,8 mil são voluntários, o que corresponde a 33,5% do total.

Ainda de acordo com o tribunal, 550 mil urnas devem ser usadas na votação deste domingo. O tempo médio de votação não deve ultrapassar um minuto por pessoa segundo estimativa do TSE. Ela é feita com base em dados de eleições municipais anteriores. Em 2012, o tempo médio foi de 40 segundos.

Por Clara Velasco
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Produção da indústria tem a maior queda desde janeiro de 2012

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Recuo de 3,8% em agosto interrompeu 5 meses seguidos de altas.
Em relação a um ano atrás, a atividade fabril recuou 5,2%.

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Do G1, em São Paulo
04/10/2016 09h00 - Atualizado em 04/10/2016 10h09
Postado às 11h20m
Produção da indústria voltoua  cair depois de cinco altas seguidas. (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)Produção da indústria voltoua cair depois de cinco altas seguidas. (Foto: REUTERS/Paulo Whitaker)

Depois de cinco meses seguidos de resultados positivos, a produção da indústria brasileira recuou 3,8% em agosto em comparação com o mês anterior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), essa foi a maior queda desde janeiro de 2012, considerando essa base de comparação.
Produção industrial em agosto, IBGE (Foto: G1)
Em relação a um ano atrás, a atividade fabril recuou 5,2% em agosto e registrou a baixa menos intensa desde junho de 2015. No ano, de janeiro a agosto, a indústria acumula queda de 8,2% e, em 12 meses, de 9,3%. No caso da taxa anual, o ritmo de perda teve uma queda ligeira, já que em junho foi de -9,8% e em julho de -9,6%.

"O setor industrial, em agosto de 2016, volta a mostrar um quadro de menor ritmo produtivo, com perfil disseminado de taxas negativas. Com o resultado desse mês, o total da indústria encontra-se 21,3% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013", disse o IBGE nesta terça-feira (4) por meio de nota.

Setores na comparação mensal
Na passagem de julho para agosto, houve queda da produção em três das quatro grandes categorias econômicas e em 21 dos 24 ramos pesquisados.

As principais influências negativas, segundo o IBGE, foram nos produtos alimentícios (-8%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-10,4%). Outras contribuições negativas importantes vieram de indústrias extrativas (-1,8%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,9%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,8%), de produtos de minerais não-metálicos (-5,1%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-6,9%), de metalurgia (-1,7%), de máquinas e equipamentos (-1,6%) e de produtos de borracha e de material plástico (-1,9%).

Por outro lado, produtos farmoquímicos e farmacêuticos tiveram alta na produção de 8,3%. Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-9,3%) e bens intermediários (-4,3%) mostraram as reduções mais acentuadas em agosto.

Acumulado do ano
De janeiro a agosto, a queda atingiu as quatro grandes categorias econômicas, 22 dos 26 ramos, 64 dos 79 grupos e 72,4% dos 805 produtos pesquisados. 

As atividades que exerceram a maior influência negativa foram indústrias extrativas (-13,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-18,8%), pressionadas, em grande parte, pelos itens minérios de ferro, na primeira; e automóveis, caminhões e autopeças, na segunda.

Entre as quatro atividades que ampliaram a produção nos oito meses de 2016, a principal influência foi observada em produtos alimentícios (1,7%), impulsionada, em grande parte, pelo avanço na fabricação de açúcar cristal e VHP.

Entre as grandes categorias econômicas, o menor dinamismo foi em bens de consumo duráveis (-20,2%) e bens de capital (-15,9%), pressionados especialmente pela redução na fabricação de automóveis (-20,7%) e de eletrodomésticos (-20,1%), no primeiro; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-16,5%), no segundo.

23 dias úteis
Na comparação com agosto de 2015, o resultado negativo atingiu três das quatro grandes categorias econômicas e 18 dos 26 ramos. O IBGE lembrou que agosto de 2016 teve 23 dias úteis, dois a mais do que em agosto de 2015.

Entre as atividades, indústrias extrativas (-11,7%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-12,5%) exerceram as maiores influências negativas pressionadas, em grande parte, pelos itens minérios de ferro, na primeira; e óleos combustíveis, óleo diesel, álcool etílico e naftas para petroquímica, na última.

Bens de consumo duráveis (-12,4%) e bens intermediários (-6,9%) assinalaram as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas.
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