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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Vendas do comércio no 1º trimestre têm a maior queda desde 2001


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Recuo acumulado de janeiro a março é de 7%, segundo o IBGE.
Varejo também teve a maior queda para março desde 2003.

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Anay Cury e Cristiane Caoli-Do G1, em São Paulo e no Rio
11/05/2016 09h00 - Atualizado em 11/05/2016 09h56
Postado ás 10h25m

Consumidora em mercado do Rio de Janeiro (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)Consumidora em mercado do Rio de Janeiro (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

As vendas do comércio varejista brasileiro registraram queda de 0,9% em março na comparação com o mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (11). Essa é a maior baixa para março desde 2003, quando o varejo teve retração de 2,4%.

No primeiro trimestre, o comércio acumula queda de 7%, a maior da série, que, para essa base de comparação, teve início em 2001. O IBGE atribui o recuo aos "fatores inibidores de consumo: elevação da inflação, restrição do crédito e perda da renda real. Em março, frente ao mesmo mês do ano passado, as vendas caíram 5,7%.

A maioria dos ramos do comércio mostrou resultados negativos de fevereiro para março, com destaque para o de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que depois de uma leve recuperação em fevereiro, voltou a recuar 1,7% no mês seguinte.

Também influenciou o desempenho geral do varejo brasileiro o setor de móveis e eletrodomésticos, que depois de ver suas vendas subiram 6,1% em fevereiro, amargou uma queda de 1,1% em março. A venda de combustíveis e lubrificantes também pressionou a queda do índice nacional, ao mostrar retração de 1,2% após alta de 0,3% em fevereiro.

"Esse recuo aconteceu em perfil generalizado entre as atividades, mas tem forte influência do movimento de hipermercados. Isso reflete não só a perda real da renda, que tem impacto direto do consumo do setor supermercadista, mas também reflete a variação do preço dos alimentos, que subiu acima da inflação e que também afeta o consumo”, analisou Isabella Nunes, gerente de serviços e comércio do IBGE.

Na contramão, de um mês para o outro, cresceram apenas as vendas de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (6,1%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,7%).

Um ano atrás
O volume de vendas recuou na comparação anual, fortemente influenciado pelos segmentos de móveis e eletrodomésticos (-13,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-11,9%), além de tecidos, vestuário e calçados (-14,1%), combustíveis e lubrificantes (-10,1%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,2%), entre outros.


"A atividade de móveis e eletrodomésticos, com variação de -13,8% no volume de vendas em relação a março do ano passado, exerceu o maior impacto negativo na formação da taxa do varejo e registrou a 12ª taxa negativa consecutiva para essa comparação", disse o IBGE, em nota.

Cresceram apenas as vendas de farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (2%).

Análise por estados
O comércio teve queda em 26 das 27 unidades da federação em março sobre fevereiro de 2016, com destaque para o Acre (-6,9%), Espírito Santo (-5,2%), Amapá (-5,0%) e Rondônia (-4,8%). A única taxa positiva foi registrada em Sergipe (0,7%).


Na comparaçaõ anual, 26 estados também registraram queda. As maiores retrações partiram do Amapá (-22,1%), do Acre (-16,7%), da Bahia (-12,3%) e do Pará (-11,9%).

Receita
A receita nominal caiu 0,4% sobre fevereiro, mas cresceu 6,2% em relação a março de 2015. No ano, acumulada alta de 4,7% e, em 12 meses, de 3,1%.


Comércio ampliado
O comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as vendas de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, também registrou queda na comparação entre fevereiro e março, de 1,1%. Frente a março de 2015, o recuo foi de 7,9%.


A Pesquisa Mensal de Comércio visita 5.700 empresas em 27 unidades da federação.

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terça-feira, 10 de maio de 2016

5% mais ricos detêm 28% da renda e patrimônio brasileiros, diz Fazenda


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Nos EUA, 5% mais ricos detinham 34,6% da renda e riquezas daquele país.
Estudo foi divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta segunda-feira (9).

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Alexandro Martello-Do G1, em Brasília
09/05/2016 18h09 - Atualizado em 09/05/2016 18h09
Postado em 10 de maio de 2016 ás 16h40m

Estudo divulgado nesta segunda-feira (9) pelo Ministério da Fazenda, tendo como base dados do Imposto de Renda das Pessoas Fisicas (IRPF), concluiu que, os 5% mais ricos detinham, em 2014, 28% da renda (salários, aluguéis e rendimentos de aplicações financeiras) e do patrimônio do Brasil.
O estudo compara a situação brasileira com a de outros países e mostra que, em 2014, a concentração de renda aqui superava, por exemplo, a registrada nos Países Baixos, França, Itália, Reino Unido e Japão, onde os 5% mais ricos detinham, respectivamente, 19,2%, 21,5%, 23,2%, 26% e 27,5% da renda e patrimônio.

Por outro lado, Alemanha e Estados Unidos eram países que, também em 2014, detinham uma concentração de renda maior que no Brasil. Quando considerados também os 5% mais ricos daqueles dois países, eles tinham 28,1% e 34,6% do total da renda e patrimônio, respectivamente.

Ainda de acordo com o estudo, o grupo formado pelo 1% mais rico no Brasil detinha, em 2014, 14% do total da renda e do patrimônio do país. Já nas mãos do 0,1% mais rico está 6% da renda e patrimônio brasileiros.

Progressividade do IR
Segundo o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Manoel Pires, com estas informações em mãos, o governo pode elaborar melhor as políticas públicas relativas à progressividade do Imposto de Renda.


Ele observou que, em outros países, há, por exemplo, uma alíquota mais alta do IR para aqueles que têm salários mais elevados. O Partido dos Trabalhadores (PT) defende uma alíquota mais alta do IR para a população brasileira mais rica.

"Essa é uma discussão que sempre existiu [mais progressividade no IR]. A gente pode iluminar melhor essa questão. Que faixa seria essa [sobre a qual poderia incidir uma alíquota maior do IR], uma discussão que vem naturalmente com essa informação. Isso aconteceu em todos os países em que essa informação saiu", acrescentou o secretário.

De acordo com Manoel Pires, além de criar uma alíquota mais alta do Imposto de Renda para quem ganha mais, o Brasil também poderia dimimuir a chamada tributação indireta - ou seja, os tributos que estão embutidos nos produtos e serviços e que penalizam a população de renda mais baixa (uma vez que a alíquota é igual para todos). Desta forma, caminharia em direção ao que ocorre em outras nações.

"A agenda de política tributária é aumentando a participação da tributação direta e reduzindo a indireta, mas não tem definição ainda. Estudos vão começar a subsidiar esse tipo de discussão." "Tem várias formas de tornar a tributação mais harmônica", explicou o secretário de Política Econômica.

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Produção da indústria cresce em 10 dos 14 locais pesquisados em março


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Indústria do Amazonas tem a maior alta, de 22,2%, segundo o IBGE.
Por outro lado, Goiás mostrou a pior queda entre os locais, de 4,3%.

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Do G1, em São Paulo
10/05/2016 09h01 - Atualizado em 10/05/2016 09h14
Postado ás 10h35m

Dez dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registraram alta na produção industrial em março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Hoje, capital nipônico representa 25% dos investimentos do Polo Industrial de Manaus (Foto: Divulgação/Suframa) 
Polo Industrial de Manaus (Foto: Divulgação/Suframa)

As maiores altas partiram das indústrias do Amazonas, cuja produção avançou 22,2%, e Bahia, onde o crescimento foi de 8,1%. Também tiveram expansão as produções da região Nordeste (4,1%), Santa Catarina (3,8%), Paraná (2,8%), Ceará (2,6%), Rio de Janeiro (2,2%) e São Paulo (1,5%).
Ficaram abaixo da média nacional, de alta de 1,4%, Minas Gerais (0,9%) e Pernambuco (0,4%).
Na contramão, recuaram as produções de Goiás (-4,3%), Pará (-3,2%), Espírito Santo (-1,7%) e Rio Grande do Sul (-1,3%).

Já em relação a março de 2015, a maioria dos locais mostrou queda nas produções, com destaque para Pernambuco (-24,4%) e Espírito Santo (-22,2%). Goiás (-14,3%), São Paulo (-12,5%) também apontaram resultados negativos mais acentuados do que a média nacional (-11,4%).

Na contramão, mostraram altas as indústrias do Pará (7,3%) e de Mato Grosso (4%).

Retrato do trimestre
No primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior, predominou o resultado negativo. Ficaram acima da média nacional, de retração de 11,7%,  Pernambuco (-27%), Espírito Santo (-22,4%), Amazonas (-22,1%), São Paulo (-13,6%) e Minas Gerais (-13,2%).


Goiás (-10,2%), Rio de Janeiro (-10,0%), Santa Catarina (-8,7%), Paraná (-8,7%), Ceará (-8,6%), Rio Grande do Sul (-6,6%) e região Nordeste (-4,4%) também mostraram retração.
No entanto, contrariaram a tendência e mostraram expansão as produções das indústrias do Pará (10,8%), de Mato Grosso (6,6%) e da Bahia (3,8%).

Produção nacional
Na semana passada, o IBGE divulgou que a produção da indústria brasileira cresceu 1,4% em março, na comparação com o mês anterior. O avanço foi o maior desde janeiro de 2014, quando chegou a 1,8%. Em relação a março do ano passado, o setor recuou 11,4%.


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