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domingo, 20 de março de 2016

Datafolha mostra Marina numericamente à frente para disputa em 2018

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Segundo instituto, vantagem de Marina é numérica em todos os cenários.
Pesquisa foi divulgada neste sábado; margem de erro é de 2 pontos.

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Do G1, em São Paulo
19/03/2016 19h30 - Atualizado em 20/03/2016 00h13
Postado às 09h30m
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (19) pelo site do jornal "Folha de S.Paulo" mostra os percentuais de intenção de voto em quatro simulações da corrida presidencial de 2018.

Segundo o instituto, a ex-senadora Marina Silva (Rede) lidera numericamente intenções de voto e tem entre 21% e 24%, dependendo de quem for o candidato do PSDB. Lula (PT) perdeu pontos além da margem de erro, comparado à pesquisa anterior, de fevereiro. Em um confronto com Marina e Aécio, ele ficaria em terceiro lugar. Veja os números:

Cenário 1 (com Aécio):
Marina Silva (Rede): 21%
Aécio Neves (PSDB): 19%
Lula (PT): 17%
Bolsonaro (PP): 6%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Ronaldo Caiado (DEM): 2%
Michel Temer (PMDB): 1%
Branco/nulo: 18%
Não sabe: 6%


Cenário 2 (com Alckmin):
Marina Silva (Rede): 23%
Lula (PT): 17%
Geraldo Alckmin (PSDB): 11%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Bolsonaro (PP): 6%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Michel Temer (PMDB): 2%
Ronaldo Caiado (DEM): 1%
Branco/nulo: 20%
Não sabe: 7%


Cenário 3 (com Serra):
Marina Silva (Rede): 24%
Lula (PT): 17%
Serra (PSDB): 13%
Ciro Gomes (PDT): 7%
Bolsonaro (PP): 7%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Ronaldo Caiado (DEM): 2%
Michel Temer (PMDB): 1%
Branco/nulo: 19%
Não sabe: 6%


Cenário 4 (com os três tucanos):
Marina Silva (Rede): 17%
Lula (PT): 17%
Aécio Neves (PSDB): 14%
Sergio Moro (sem partido): 8%
Serra (PSDB): 6%
Bolsonaro (PP): 5%
Ciro Gomes (PDT): 5%
Geraldo Alckmin (PSDB): 5%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Ronaldo Caiado (DEM): 1%
Michel Temer (PMDB): 1%
Branco/nulo: 13%
Não sabe: 5%


O Datafolha realizou a pesquisa nos dias 17 e 18 de março de 2016 com 2.794 entrevistados em 171 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Segundo o instituto, os resultados podem exceder o ficar abaixo dos 100% devido a arredondamentos.

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Veja a pesquisa anterior

Diminui em três pontos vantagem de Aécio sobre Lula, diz Datafolha


Neste cenário, Aécio tem 24%, Lula, 20% e Marina Silva, 19%. 
Margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Do G1, em Brasília
29/02/2016 12h10 - Atualizado em 29/02/2016 12h14
Postado em 20 de março de 2016 às 09h30m
Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (29) pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostra os  percentuais de intenção de voto em quatro simulações da corrida presidencial de 2018.

Em um dos cenários elaborados pelo instituto, no qual disputam, entre outros, Aécio Neves (PSDB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PP) e Ciro Gomes (PDT), o eventual candidato tucano perdeu três pontos percentuais de sua vantagem sobre o ex-presidente da República, em comparação com a última pesquisa Datafolha, publicada em dezembro.

Na ocasião, Aécio havia obtido 27% da intenção de voto. No levantamento desta segunda-feira, o senador do PSDB perdeu três pontos percentuais, registrando 24%.

Já Lula manteve os mesmos 20% que havia obtido na última pesquisa. Marina também ficou estável, com 19% das intenções de voto.

Veja os números da pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira:

Cenário 1 (com Aécio)
Aécio Neves (PSDB): 24%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 20%
Marina Silva (Rede): 19%
Jair Bolsonaro (PP): 6%
Ciro Gomes (PDT): 5%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Michel Temer (PMDB): 1%
Branco/Nulo: 16%
Não sabe: 5%


Cenário 2 (com Alckmin)
Marina Silva (Rede): 23%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 20%
Geraldo Alckmin (PSDB): 12%
Jair Bolsonaro (PP): 7%
Ciro Gomes (PDT): 6%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Michel Temer: 2%
Branco/Nulo: 19%
Não sabe: 6%


Cenário 3 (com Serra)
Marina Silva (Rede): 23%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 21%
José Serra (PSDB): 15%
Jair Bolsonaro (PP): 6%
Ciro Gomes (PDT): 5%
Luciana Genro (PSOL): 3%
Michel Temer: 2%
Eduardo Jorge (PV): 2%
Branco/Nulo: 18%
Não sabe: 6%


Cenário 4 (com os três tucanos)
Aécio Neves (PSDB): 20%
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 19%
Marina Silva (Rede): 17%
José Serra (PSDB): 7%
Geraldo Alckmin: 5%
Jair Bolsonaro (PP): 5%
Ciro Gomes (PDT): 4%
Luciana Genro (PSOL): 2%
Michel Temer: 1%
Eduardo Jorge (PV): 1%
Branco/Nulo: 13%
Não sabe: 5%


O Datafolha ouviu 2.768 pessoas em 171 municípios de todo o país nos dias 24 e 25 de fevereiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos. As somas podem passar ou ficar abaixo dos 100% por conta de arredondamentos.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados sobre em quem eles não votariam de jeito nenhum.

Rejeição:
Luiz Inácio Lula da Silva: 49%
Aécio Neves (PSDB): 23%
Michel Temer (PMDB): 21%
José Serra (PSDB): 19%
Geraldo Alckmin (PSDB): 17%
Marina Silva (Rede): 15%
Ciro Gomes (PDT): 13%
Jair Bolsonaro (PP): 13%
Luciana Genro (PSOL): 11%
Eduardo Jorge (PV): 11%


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sexta-feira, 18 de março de 2016

Crise eleva 'padrão brasileiro de incerteza' a outro patamar, diz FT

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Para jornal britânico, turbulência atual soma novo capítulo ao conjunto de 'histórias implausíveis' da política local.

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BBC
18/03/2016 08h26 - Atualizado em 18/03/2016 08h41
Postado às 10h10m
As reviravoltas da crise política no Brasil elevaram o caráter imprevísivel da política nacional a outro patamar.

Para o jornal britânico Financial Times, que abordou a situação brasileira na edição desta sexta-feira (18), os eventos desta semana foram "extraordinários" mesmo para um país cuja trajetória é "cheia de histórias improváveis".

"Um presidente (Fernando Collor) afastado por suposta corrupção que volta como senador para logo ser acusado em outro escândalo. Um líder de uma comissão de direitos humanos e minorias (Marco Feliciano) conhecido por supostos insultos racistas e homofóbicos. 

O ditador (Getúlio Vargas) que se suicidou de pijamas (...), o primeiro presidente do Brasil democrático (José Sarney) que nunca foi eleito", afirma a publicação, para quem os desdobramentos atuais desafiam até os "padrões normais" da política nacional.

Como exemplo da incerteza vigente no país, o texto, assinado pela correspondente Samantha Pearson, cita a situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em horas passou de investigado sob ameaça de prisão a chefe de fato do governo - até ter a posse suspensa por juízes de primeira instância.

"À noite (de quarta-feira), ele estava efetivamente conduzindo o país. Ontem (quinta-feira) à tarde, ninguém sabia o que iria acontecer", afirma o texto.

Segundo o jornal especializado em economia, a expectativa com a posse de Lula é que o "carismático mentor" da presidente Dilma Rousseff liderasse os esforços do PT para "salvar a economia da pior recessão em mais de um século e reconstruir a coalizão governista em desintegração".

A publicação consultou analistas brasileiros sobre possíveis mudanças na política econômica com Lula no governo. Destacou os temores no mercado de que o país abandone a disciplina fiscal para tentar estimular a economia com maior intervenção estatal e até medidas heterodoxas, como uso de reservas internacionais para expansão do crédito.

Consultores ouvidos pelo jornal afirmaram, porém, que a retórica recente de Lula pode ser apenas um "jogo para a plateia" em busca de unidade política.

"Lula sabe que a crise política é alimentada pela (crise) econômica, então ele não tem mais interesse em criar mais instabilidade no mercado", disse ao jornal o analista Gabriel Petrus, da Barral M. Jorge Consultores Associados.

João Augusto de Castro Neves, do Eurasia Group, foi na mesma linha ao afirmar à publicação que a "grande barganha de Lula com o PMDB implicaria levar as políticas para o centro, apesar de sua retórica esquerdista".

O jornal conclui que todas essas discussões "podem se revelar hipotéticas" diante de prognósticos de "colapso" do governo, sobretudo após a divulgação, pelo juiz Sérgio Moro, de diálogos privados de Lula que poderiam sugerir tentativas de obstrução da Justiça.

Crise "mais estranha"
A revista britânica The Economist também abordou a turbulência atual no Brasil, em texto publicado na quinta-feira em sua edição eletrônica.


Na linha do Financial Times, a publicação afirma que a crise está se aprofundando e adquirindo contornos "mais estranhos".

A revista aponta que a "sobrevivência" de Dilma no cargo dependerá, sobretudo, da permanência do PMDB no governo. "Mas cada nova revelação afasta alguns dos aliados de centro do governo restantes no Congresso. As notícias sobre os grampos foram a gota d'água para um grupo."

O jornal americano The New York Times, em texto publicado na internet também nesta quinta, destaca como a divulgação das interceptações telefônicas parecem estar contribuindo para a "agitação política" crescente no país.

A publicação consulta especialistas a favor e contra a medida do juiz Moro, e lembra como palavras usadas por Lula em 1988 para denunciar privilégios a altos funcionários envolvidos em escândalos "estão voltando para assombrá-lo".

"No Brasil é assim: quando um pobre rouba ele vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro", afirmou na ocasião o então deputado constituinte Luiz Inácio Lula da Silva, em frase relembrada pelo jornal.

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Bancos projetam rombo de R$ 79 bi nas contas do governo em 2016

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Valor segue distante da meta de superávit fiscal fixada no Orçamento.
Pesquisa foi feita pelo Ministério da Fazenda com 30 instituições financeiras.

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Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
17/03/2016 09h59 - Atualizado em 17/03/2016 11h06
Postado em 18 de março de 2016 às 09h50m
Bancos ouvidos pela Secretaria de Política Econômica em fevereiro estimaram um rombo nas contas do governo da ordem de R$ 79,4 bilhões neste ano, informou o Ministério da Fazenda nesta quinta-feira (17). O valor piorou em relação a janeiro, quando a previsão era de um déficit de R$ 70,7 bilhões.
As informações estão no "Prisma Fiscal" - sistema de coleta de expectativas de mercado para acompanhamento das principais variáveis fiscais brasileiras.

Para 2017, o cenário para as contas públicas sofreu forte deterioração. No mês passado, as instituições financeiras previram um rombo de R$ 71,3 bilhões. Em janeiro, a estimativa de déficit era bem menor: de R$ 42 bilhões.

Se esse cenário se concretizar, serão quatro anos consecutivos com as contas públicas no vermelho, visto que, em 2014, já foi contabilizado déficit. E que, para o consolidado de 2015, o houve um rombo recorde de R$ 114,9 bilhões, gerado em parte pelo pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - repasses a bancos oficiais que estavam atrasados.

O valor do rombo projetado para as contas do governo em 2016 está bem distante da meta de superávit primário do governo, já aprovada no orçamento deste ano, que é de R$ 24 bilhões, ou 0,4% do PIB, para 2016.

A diferença entre a previsão dos bancos e a meta fixada em lei é de R$ 103,4 bilhões. Recentemente, o governo informou que enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para mudar a meta fiscal deste ano, de forma a permitir um rombo de até R$ 60,2 bilhões em 2016.

Reforma fiscal
No mês passado, o governo federal informou  também que quer enviar ao Congresso, até o final de março, uma proposta de lei complementar com medidas a serem adotadas caso as despesas extrapolem os limites autorizados – a chamada reforma fiscal. 


Na ocasião, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, explicou que a proposta prevê que, no limite, possa ser suspenso o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo.

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