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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A NASA acha que o pior do El Niño já passou

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Postdo em 22 de janeiro de 2016 às 23h00m

O El Niño é como aquele pior tipo de convidado em uma festa: ele é daqueles que aparece tarde e com fúria para, tropeçar em sua casa e vazar após uma hora. 

No último mês, estávamos nos perguntando quando ele iria nos deixar, e a NASA disse que o fenômeno climático que causa essa confusão no tempo está ficando menos potente. Isso significa que a gente pode ter atingido o pico do El Niño.

O fenômeno ocorre quando as águas oceânicas superficiais do Pacífico equatorial começam a esquentar, deslocando o fluxo de água do sul, o que acaba perturbando os padrões de circulação atmosférica e dos oceanos. Você pode imaginar o Pacífico equatorial como um gigante caldeirão de água que está fervendo aos poucos nos últimos 12 meses. 

Em dezembro, este caldeirão começou a ferver, e um pouco mais tarde, todo mundo percebeu que o El Niño chegou pesado. Na Califórnia, choveu torrencialmente, na costa leste dos EUA parecia que era verão. Enquanto isso, o polo norte começou a derreter.

Como a NASA gosta de observar, o El Niño parece assustadoramente parecido com o El Niño de 97-98. Após esse aquecimento, o Pacífico equatorial deveria começar a esfriar, em tese. O fato é que ainda não podemos afirmar isso com certeza, pois precisamos de dados para reforçar essa tese. 

O satélite Jason-2 tem monitorado o El Niño da órbita da Terra medindo as variações da da altura da superfície do mar e correlacionando com a temperatura do oceano (a água se expande quando é aquecida, causando, fazendo com que o oceano “inche”).

Neste mapa é possível ter uma ideia de como foram os últimos 12 meses:

nasaelnino1© Fornecido por Gizmodo nasaelnino1

Há ainda um coringa que pode entrar em cena, segundo a previsão da NASA: o aquecimento global. 2015 foi o ano mais quente nos últimos 135 anos, e não foi só o El Niño que contribuiu para isso. O caldeirão gigante de água pode estar ficando mais frio, porém, um idiota ligou um aquecedor na cozinha. Se a tendência geral de aquecimento fará com que o El Niño seja um pouco mais longo, nós ainda não sabemos.

Mas considerando que o El Niño atingiu seu pico, isso significa que o clima voltará a ficar normal em breve? É melhor não se adiantar nas conclusões. Em um comunicado recente, o Centro de Previsão de Clima NOAA disse que o “EL Niño já produziu impactos globais significantes e é esperado que afete a temperatura e os padrões de precipitação nos Estados Unidos durante os próximos meses. 

A maioria dos modelos indica que um El Niño mais forte ficará fraco com uma transição ENSO (El Niño/Oscilação para o sul) durante o fim da primavera ou no início do verão no Hemisfério Norte".

O El Niño pode estar indo embora, mas ele não vai para a casa sem deixar estragos.
© Reprodução

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1 em cada 5 famílias está inadimplente, diz CNC

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Alta no nº de famílias com dívidas em atraso foi de 8,4% em relação a 2014.
Aumentou em 23% nº de famílias sem perspectiva de pagar suas contas.

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Do G1, em São Paulo
22/01/2016 10h56 - Atualizado em 22/01/2016 11h41
Postado às 15h45m

Renda comprometida com dívidas x tempo de comprometimento
(Parcela da renda em % e tempo em meses)
Created with @product.name@ @product.version@29,929,63029,430,430,66,76,76,56,76,97,1Ano 2010Ano 2011Ano 2012Ano 2013Ano 2014Ano 201505101520253035Ano 2014 comprometimento em %: 30,4
Fonte: CNC
Em 2015, houve redução no total de famílias endividadas em 1,3% na comparação com 2014. Apesar da queda, 61,1% das famílias brasileiras, em média, passaram 2015 com o orçamento comprometido, e houve aumento nos indicadores de inadimplência, principalmente no último trimestre do ano. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O número médio de famílias com contas ou dívidas em atraso (inadimplentes) alcançou 20,9% do total (1 em cada 5 famílias) – alta de 8,4% em relação a 2014.

Já o total de famílias que relataram não ter perspectiva de pagar suas contas em atraso alcançou 7,7% do total – aumento de 23,2% em comparação com o ano anterior. Ao final de 2015, a taxa chegou a 8,7% das famílias – a maior para um mês de dezembro desde o início da série histórica, em janeiro de 2010.


“Mesmo tendo alcançado o menor patamar da série histórica em fevereiro de 2015, o número de famílias com contas em atraso aumentou ao longo do ano, acompanhando a piora nos indicadores de emprego e renda, assim como o aumento da inflação e o encarecimento do crédito”, comenta a economista da CNC Marianne Hanson.

Tipos de dívidas
Como nos anos anteriores, o cartão de crédito foi o principal responsável pelo endividamento. Em 2015, a modalidade de pagamento foi a responsável pela maior parte da dívida para 76,1% das famílias. Em segundo lugar ficou o carnê, apontado por 16,9% dos entrevistados.


A maior alteração na composição das dívidas das famílias brasileiras em relação a 2014 foi o crescimento da participação do financiamento de casa entre os tipos de dívidas mais mencionados pelos entrevistados. O item foi citado por 8,3% das famílias, ante 7,8% registrado em 2014.

Segundo a CNC, o financiamento da casa explica, ainda, a alta no tempo médio de pagamento da dívida, que passou de 6,9 meses, em 2014, para 7,1 meses em 2015.
Já o financiamento de carro, em terceiro lugar nos tipos de dívidas, foi citado por 13,7% das famílias em 2015, ficando praticamente estável em relação a 2014 (13,8%).

Renda comprometida
A parcela média da renda mensal comprometida com o pagamento de contas aumentou de 30,4% para 30,6%. Houve piora, ainda, na percepção das famílias em relação ao seu nível de endividamento. O índice daquelas que se definiram como muito endividadas aumentou de 11,6%, em 2014, para 12,4%, em 2015.


Faixas de renda
Na faixa de renda até 10 salários mínimos houve aumento de 1,7 ponto percentual no índice
de famílias com contas em atraso, alcançando 23,4% delas nesse grupo. Também houve
aumento de 1,6 ponto percentual no índice daquelas que disseram não ter condições de pagar suas contas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes na mesma faixa de renda.

Houve aumento também da inadimplência na faixa de renda acima de 10 salários mínimos, embora em menor intensidade. O percentual de famílias com contas em atraso apresentou elevação de 0,4 ponto percentual, atingindo 10,1% do total desse grupo de renda, enquanto o índice de famílias sem condições de pagar contas em atraso apresentou elevação de 0,6 ponto percentual, alcançando 2,8%.


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Dilma diz que ficou 'estarrecida' com trecho de relatório do FMI

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Fundo monetário piorou previsão de queda na economia do país.
Presidente participou de evento do PDT nesta sexta em Brasília. 

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Laís Alegretti e Filipe MatosoDo G1, em Brasília
22/01/2016 13h40 - Atualizado em 22/01/2016 14h27
Postado às 14h45m

Dilma discursou em evento do PDT em Brasília (Foto: Laís Alegretti/G1)Dilma discursou em evento do PDT em Brasília (Foto: Laís Alegretti/G1)

A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta sexta-feira (22), que ficou "estarrecida" com trecho do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a economia do país.

A presidente criticou a parte em que o órgão previu a "continuidade da situação crítica no Brasil". Ela deu a declaração em evento do PDT, em Brasília.

Nesta semana, o FMI piorou a perspectiva de queda da economia brasileira em 2016 e informou que não vê mais retomada do crescimento em 2017 – como era previsto pela entidade em outubro. A piora na economia brasileira vai pesar sobre a economia mundial como um todo, segundo o fundo.

"Eu fiquei recentemente estarrecida com uma frase que li no relatório do FMI. Nós sabemos que o FMI fala muita coisa. 

No último relatório dele, avaliando a economia internacional, ele diz que três fatores são muito relevantes no atual cenário e explica as dificuldades que o mundo enfrenta: a diminuição do crescimento da China, instabilidade no Oriente Médio, e o terceiro era a continuidade da situação crítica no Brasil", afirmou a presidente.
Em seguida, Dilma comentou o trecho em que o relatório atribui a situação crítica do país não à economia, mas à instabilidade política e às investigações da Operação Lava Jato.
"Ao que ele [FMI] atribuía a situação crítica do Brasil? Não era da economia, eram duas coisas. 

Instabilidade política e o fato de as investigações quanto à Petrobras terem prazo de duração maior e mais profundo do que eles esperavam, e que isso seriam os dois principais fatores responsáveis pelo fato de eles terem de rever posição do FMI em relação ao crescimento da economia no Brasil", continuou Dilma.

Nesse ponto do discurso, a presidente afirmou que tem certeza que o Brasil vai alcançar a estabilidade política e terá tranquilidade para retomar o crescimento econômico.

"Na democracia, é absolutamente normal que a oposição critique, que qualquer um critique, se manifeste, divirja do que está acontecendo. Isso é normal, mas nós não podemos aceitar que as questões essenciais para o país não sejam objeto de ação conjunta para voltarmos a gerar emprego e renda. Faremos nossa parte", disse.

A presidente afirmou que "tem gente que acaba com programa social porque tem de acabar" e disse que o governo dela não faz isso. "Nós assegurarmos, reformamos para melhorá-los e preservá-los. Vamos voltar a investir no Brasil e vai voltar a crescer. Temos fundamentos sólidos mesmo diante de uma crise.

[...] Nós não vamos parar com a inclusão social e não vamos parar de dizer que a educação é uma questão central", afirmou.

Banco Central
Na terça-feira (19), o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, divulgou uma nota na qual comentava o relatório do FMI. No texto, Tombini dizia que as revisões no crescimento do país realizadas pelo fundo monetário foram "significativas".


Segundo o presidente do BC admitiu a alguns interlocutores, ele estava consciente de que a nota causaria controvérsia, mas avaliava que, se a surpresa ficasse para quarta-feira, dia do anúncio da decisão do Copom, anunciada na quarta-feira, os danos seriam ainda maiores.

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