Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Cristiane Caoli e Marta CavalliniDo G1, no Rio e em São Paulo
25/08/2015 09h00 - Atualizado em 25/08/2015 09h33
Postado às 10h10m
A taxa de desemprego subiu no segundo trimestre deste ano e chegou a 8,3%, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É maior taxa da série histórica, que teve inicio em 2012. No primeiro trimestre deste ano, o índice foi de 7,9%. Já no segundo trimestre de 2014, a taxa foi de 6,8%.
TAXA DE DESEMPREGO
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Fonte: IBGE
De acordo com o IBGE, a população desocupada, de 8,4 milhões de pessoas, subiu 5,3% frente ao primeiro trimestre e, ante o 2º trimestre de 2014, o avanço foi de 23,5%. Já o nível da ocupação (que mede a parcela da população ocupada em relação à população em idade de trabalhar) foi estimado em 56,2% no 2º trimestre, permanecendo estável frente ao trimestre anterior e apresentando queda em relação ao 2º trimestre do ano passado, quando foi de 56,9%. A população ocupada foi estimada em 92,2 milhões, estável frente ao primeiro trimestre e ao mesmo período de 2014. Segundo o IBGE, 78,1% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, percentual estável em relação ao trimestre anterior e a igual trimestre de 2014. Os números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que substitui a tradicional Pnad anual e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). São investigados 3.464 municípios e aproximadamente 210 mil domicílios em um trimestre, informou o IBGE. Regiões No segundo trimestre, a região Nordeste foi a que apresentou a maior taxa de desocupação, de 10,3%, e a região Sul, a menor, atingindo 5%.
Em relação ao mesmo período de 2014, a taxa de desocupação cresceu em todas as regiões: Norte (de 7,2% para 8,5%), Nordeste (de 8,8% para 10,3%), Sudeste (de 6,9% para 8,3%), Sul (de 4,1% para 5,5%) e Centro-Oeste (de 5,6% para 7,4%). Entre as unidades da federação, Bahia teve a maior taxa (12,7%) e Santa Catarina, a menor (3,9%). Rendimentos No segundo trimestre, o rendimento médio real (todos os ganhos recebidos no mês) de todos os trabalhadores ocupados foi estimado em R$ 1.882 – 1,4% maior em relação ao mesmo período do ano passado, que foi de R$ 1.855, porém estável (leve alta de 0,5%) na comparação com o trimestre anterior, que foi de R$ 1.892.
A economia brasileira deverá ter uma contração maior do que o esperado anteriormente neste ano e em 2016, segundo previsão dos economistas do mercado financeiro, coletada pelo Banco Central na semana passada por meio de pesquisa com mais de 100 bancos. O documento foi divulgado pela autoridade monetária nesta segunda-feira (24).
EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO
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Fonte: Banco Central
Para a inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão do mercado financeiro recuou para 9,29% na semana passada, contra 9,32% na semana anterior. A previsão diminuiu pela primeira vez após 17 estimativas de alta. No boletim anterior, os economistas haviam previsto estabilidade.
Mesmo com a queda, se confirmado o resultado, será o maior índice em 12 anos, ou seja, desde 2003 – quando somou 9,30%. Para o comportamento da economia neste ano, os analistas passaram a estimar, na semana passada, uma retração de 2,06%. Foi a sexta queda seguida deste indicador. Até então, a expectativa do mercado era de um recuo de 2,01% para o PIB de 2015. Se confirmado, será o pior resultado em 25 anos, ou seja, desde 1990 – quando foi registrada uma queda de 4,35%. Para 2016, os economistas das instituições financeiras passaram a prever uma contração de 0,24% no Produto Interno Bruto do país. Na semana anterior, haviam estimado uma retração de 0,15% para a economia no próximo ano. Para se ter uma ideia, no início deste ano, a previsão dos economistas era de uma expansão de 1,8% para a economia brasileira no ano que vem.
Para 2016, a expectativa de inflação do mercado subiu de 5,44% para 5,50% na última semana. Foi a terceira alta consecutiva da previsão do mercado financeiro para o IPCA do ano que vem.
Se a previsão se concretizar, será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de contração na economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira. No fim de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia brasileira registrou queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2015, puxada pelo desempenho negativo do setor de serviços e da indústria, bem como pelo recuo do consumo das famílias e dos investimentos. Neste início de ano, o que evitou um tombo ainda maior do PIB foi a agropecuária. Inflação Segundo economistas, a alta do dólar e principalmente dos preços administrados (como telefonia, água, energia, combustíveis e tarifas de ônibus, entre outros) pressiona os preços em 2015. Além disso, a inflação de serviços, impulsionada pelos ganhos reais de salários, segue elevada. Para 2016, a expectativa de inflação do mercado subiu de 5,44% para 5,50% na última semana. Foi a terceira alta consecutiva da previsão do mercado financeiro para o IPCA do ano que vem. Pelo sistema que vigora no Brasil, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5%, mas, com o intervalo de tolerância existente, o IPCA pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Com isso, a inflação deverá superar o teto do sistema de metas em 2015, algo que não acontece desde 2003. Taxa de juros Após o Banco Central ter subido os juros para 14,25% ao ano no fim de julho, o maior patamar em nove anos, o mercado manteve a estimativa de que não devem ocorrer novos aumentos de juros em 2015. Para o fim de 2016, a estimativa subiu de 11,88% para 12% ao ano - o que pressupõe reduções da taxa Selic ao longo do ano que vem. A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados. As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Câmbio, balança e investimentos Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2015 subiu de R$ 3,48 para R$ 3,50 por dólar. Para o término de 2016, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio ficou estável em R$ 3,60. A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2015 permaneceu em US$ 8 bilhões de resultado positivo. Para 2016, a previsão de superávit avançou de US$ 15,19 bilhões para US$ 16,80 bilhões. Para este ano, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu em US$ 65 bilhões. Para 2016, a estimativa dos analistas para o aporte ficou estável também em US$ 65 bilhões.
O cenário de incertezas na economia internacional, e também no cenário doméstico, assim como o alto retorno pago pelo governo brasileiros nos títulos públicos - os juros reais brasileiros são os mais elevados do mundo - levou ao aumento da demanda por papéis da dívida pública, segundo a Secretaria do Tesouro Nacional.
Com isso, a instituição resolveu mudar os parâmetros contidos no Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado no início de 2015. No início deste ano, o governo estimava que a dívida pública terminaria este ano abaixo de R$ 2,6 trilhões - patamar registrado já no mês de julho. Nesta segunda-feira (24), informou que o teto para a dívida no fim deste ano subiu para R$ 2,8 trilhões. "A demanda [por títulos públicos] está maior do que o esperado e o Tesouro resolveu suprir essa demanda", informou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, José Franco. "Não é uma sinalização ruim. A demanda por títulos públicos tem sido acima do esperado. O Tesouro é tomador de preços. Os juros estão altos, mas uma parcela da dívida esta precificada", acrescentou ele. Juros altos e cenário de incertezas O coordenador da Dívida Pública admitiu que o atual cenário econômico, com juros altos, também tem influenciado a demanda por papéis do Tesouro Nacional. Ao comprar títulos prefixados, ou seja, com a correção determinada no momento do leilão, os investidores receberam, em julho, cerca de 13,5% ao ano. Com isso, mantém esse rendimento nos próximos anos, durante o período de validade dos papéis, mesmo que os juros básicos da economia - que servem de referência para os títulos do Tesouro Nacional - caiam no futuro. Atualmente, a taxa básica de juros, a Selic, fixada pelo Banco Central a cada 45 dias, está em 14,25% ao ano, o maior patamar em nove anos. A expectativa do mercado é que a Selic termine o ano que vem em 12% ao ano. "Estamos vendendo prefixados a 13,5% ao ano. [Os investidores] preferem travar a 13,5%. Em momentos de incerteza, os agentes têm preferencia pela liquidez [títulos públicos podem ser vendidos a qualquer momento], seja por fatores internacionais seja por fatores domésticos", declarou José Franco a jornalistas. Segundo ele, no campo internacional, há incerteza sobre a economia chinesa e sobre a política monetária (definição dos juros) dos Estados Unidos. Já na economia brasileira, Franco, do Tesouro Nacional, avaliou que está ocorrendo uma "frustração de receitas" - que está influenciando a arrecadação, que teve, na parcial até julho, o pior desempenho desde 2010. "Uma das razões é a preferencia por liquidez. Os agentes preferem manter os recursos a pagar os impostos. Quais são os ativos preferidos: os títulos úblicos, que tem tanta liquidez quanto caixa, e podem sair facilmente [da aplicação]", declarou ele, acrescentando que também foi registrado aumento de demanda pelos fundos de pensão e pelos fundos de investimento em 2015. Compromissadas X dívida do Tesouro Apesar de a dívida do governo estar ficando mais alta, o Tesouro Nacional que a dívida pública como um todo, que abrange também o endividamento do Banco Central, não terá aumento. O patamar da dívida pública líquida e bruta é divulgado mensalmente pela autoridade monetária. Segundo Franco, isso ocorre porque, ao aumentar a oferta de títulos públicos pelo Tesouro Nacional, está havendo uma "migração" da dívida que as empresas tinham em operações compromissadas, sob a responsabilidade do BC, para a dívida do governo propriamente dita. "O volume de liquidez está migrando das compromissadas para títulos públicos. É uma migração de compromissadas para títulos públicos", declarou o representante do Tesouro Nacional a jornalistas. Nas chamadas operações compromissadas, que são a venda de títulos públicos de curto prazo (alguns meses), o Banco Central atua para retirar recursos do mercado para que a taxa de juros das operações interbancárias fique próxima à meta da taxa básica da economia - a Selic. "O objetivo para a realização das operações compromissadas é o de administrar a liquidez do mercado de reserva bancária de forma a manter a taxa Selic efetiva próxima da meta estabelecida pelo Comitê de Política Monetária do BCB (Copom)", informa o BC em sua página na internet. Os dados do Banco Central mostram que as chamadas operações compromissadas são todas de curto prazo, de até seis meses, sendo que o maior volume, do estoque que existe em agosto deste ano, é de operações de até três meses. Na prática, o governo está trocando operações de apenas alguns meses, as compromissadas, que têm por base o rendimento da taxa Selic - atualmente em 14,25% ao ano - por operações prefixadas, que também tem um rendimento próximo aos juros básicos da economia, mas que têm um prazo muito maior - de anos de duração (período de validade dos títulos públicos emitidos).
Partes dos dois aviões que colidiram neste domingo (23) são vistas no vilarejo de Dittingen, na Suíça (Foto: REUTERS/Kantonspolizei Basel Landschaft/Handout via Reuters)
Dois aviões pequenos colidiram em um show aéreo em Dittingen, na Suíça, neste domingo (23), matando pelo menos uma pessoa, segundo a polícia. Até o momento não se sabe se há outros feridos. Duas aeronaves em uma formação de três se chocaram pouco antes das 6h30 (horário de Brasília), disse a polícia em um comunicado. Partes das aeronaves se espalharam pela cidade e a queda delas provocou danos em casas e em pelo menos um carro no solo. De acordo com o joranl suíço "Blick", a vítima fatal é um dos pilotos. O outro conseguiu escapar acionando seu paraquedas.
Um dos aviões que colidiram durante show aéreo neste domingo (23) é visto em meio ao vilarejo de Dittingen, na Suíça (Foto: REUTERS/Kantonspolizei Basel Landschaft/Handout via Reuters)
O festival no vilarejo de Dittingen foi interrompido até que as equipes de resgate realizem seu trabalho no local.
Imagem mostra destruição no vilarejo de Dittingen, na Suíça, depois que dois aviões que faziam apresentação colidiram (Foto: REUTERS/Kantonspolizei Basel Landschaft/Handout via Reuters )
Parte de casa ficou destruída após colisão de dois aviões em Dittingen, na Suíça (Foto: REUTERS/Kantonspolizei Basel Landschaft/Handout via Reuters )
Partes de avião são vistas em rua de Dittingen; dois aviões colidiram e uma pessoa morreu (Foto: REUTERS/Kantonspolizei Basel Landschaft/Handout via Reuters )